Segredos por Elliot Hells
Capitulo 58 As memórias de Valquíria
A legista e a detetive, estavam no hospital. Agora com as lembranças da Van Dahl de volta ao seu devido lugar e isso, significava que uma detetive estava de volta e não aguentava mais ficar naquele hospital.
- Ei, ei, ei... – dizia Sophie acabando de chegar ao ver Valquíria terminando de se vestir. – onde você pensa que vai?
- Por Deus, Sophie, obviamente que eu vou sair daqui, não vou ficar aqui mais nenhum minuto sequer. – terminava de se vestir para fitar a legista.
- Não, você precisa ainda de cuidados, precisa... – Sophie parou por um momento e arqueou a sobrancelha. – Você me chamou de que?
- Sophie... – Valquíria sorriu de lado. – Enquanto estive fazendo uma missão você mudou de nome ou algo assim? – começou a ser sarcástica e no seu tom irônico.
- Você me chamou de Sophie... sem “Dra. Seyfield” sem poucas palavras, você está falando comigo? – A legista não podia entender.
Valquíria se aproximou e segurou em seus ombros para ela perceber que estava falando sério. Sabia que de manhã quando Sophie foi embora não havia contado que suas memórias voltaram, logo ela estava percebendo agora em primeira mão que a detetive recordava dela, não só dela, mas de todos os acontecimentos.
- Sophie, eu lembro de tudo! – sorriu e abraçou a amiga. – até do nosso primeiro beijo.
Aquela fala deixou a legista sem jeito, mas quem ligaria? A detetive estava de volta e bem, aparentemente.
- Então você lembra até mesmo desse detalhe? Como e quando suas memórias voltaram? – Sophie se afastou e começou a examiná-la.
- Graças a todos os meus documentos e registros no meu notebook, cada memória contida ali me ajudou bastante com a ginástica cerebral. – Valquíria começava a controlar as mãos de Sophie que vasculhavam se de fato estava tudo bem. – Doutora, fica tranquila, eu estou bem! Eu quero sair daqui, será que tem como me ajudar nisso?
- Ah, não, não, não! – Sophie entendeu o que a outra estava pedindo. – Eu não serei sua cúmplice e caso você tenha esquecido, eu sou uma legista, cuido de pacientes mortos, só poderia liberar você para uma necropicia.
Valquíria começou a pensar nessa ideia.
- Nem ouse pensar nisso, sabia que eu posso ir presa por sua causa?
- Calma, Seyfreid estava só brincando. – suspirou. – Mas quero sair daqui e receber alta!
- De que horas sua médica aparecerá? – começou a indagar quando a enfermeira acabou de chegar.
- Vejo que já está de pé e pronta para sair, já é a décima quinta tentativa detetive, será que devemos prender você na cama de novo? – dizia a enfermeira sem aparentar surpresas. – Olá doutora Sophie, como está?
- Bem, obrigada enfermeira. Está sabendo que a Valquíria recobrou a memória? – indagou Sophie.
- Sim, já fizemos uma bateria de exames que o setor enviou para o e-mail da Doutora Lamartine. Aparentemente não só o cérebro, suas memórias estão bem e também a recuperação de seus ferimentos.
- Significando que eu posso ir embora daqui? – Valquíria se mostrava esperançosa.
- Não devo negar que seu corpo tem uma recuperação surpreendente detetive, mas não poderiamos ser negligente e imprudente para liberá-la. Ao menos deixe os médicos verem por mais um tempo a estabilidade do seu corpo, repetiremos a bateria de exames para podermos liberá-la com 100% de certeza, o que acha? – falava a enfermeira.
Valquíria rolava os olhos, aquele local a deixava irritada.
- Val, por favor. – Suplicou Sophie.
- Tudo bem, vamos fazer mais algumas baterias de exames para ficarmos livre logo disso.
Um novo dia chegou e com ele O chefe do departamento de polícia visitou a detetive no quarto de hospital. Ela parecia terminar de arrumar algumas coisas, sua alta era evidente, poderia ir para casa. O senhor ali entrou e sorriu:
- Vejo que já temos nossa melhor agente pronta para o próximo trabalho! Como está Val? – dizia o senhor corpulento.
- Olá Ian, estou sempre pronta para o trabalho. – dizia ao fitar o senhor a sua frente.
- A Governadora soube da sua recuperação, desejou melhoras e organizou tudo para você receber uma condecoração por honra e bravura. – explicava Ian.
- Não há nenhuma honra em ter sido a única sobrevivente do meu esquadrão, Ian, eu irei declinar com essa oferta, não mereço. Todos foram mortos. – explicava Valquíria sentando-se novamente na cama hospitalar.
- Val, sabe que tenho um carinho como de um pai para com um filho com você. Não se martireze tanto pelo ocorrido. O comando assumiu uma decisão perigosa, tudo estava desfavorável para vocês. Era uma missão que sabíamos que haveriam riscos demasiados. – ele tocou no ombro dela e disse – pense na condeconração, não só para você, mas todos que perderam suas vidas e para todos que tiveram suas vidas salvas também, pois graças a você também foi possível salvá-los.
Valquíria ficou sozinha novamente no quarto de hospital, suspirou com o que fora dito. A detetive soltou um enorme suspirou, sabia que ainda tinha muito peso nos ombros para carregar, levantou-se e saiu dali.
Sabia que por motivos burocráticos, ainda não assumiria o seu cargo de detetive, primeiro teria que participar dessa solenidade que aconteceria devido os caprichos da governadora. Saiu a poucos dias do hospital e se sentia adoecida por esse capricho que a governadora inventou de fazer.
Valquíria estava desanimada, estava viva, certamente, e agradecia por isso, mas também carregava a morte de seus colegas e agora receberia honras por algo que ela não sabia se de fato merecia. Ela mesma quase morreu também, o que deixaria uma certa legista revoltada. Um micro sorriso apareceu ao ter tal pensamento, pois prometeu que voltaria com vida e cumpriu, contudo a muito custo. Respirou fundo e começou a arrumar suas madeixas negras.
Valquíria teria que usar a roupa de gala das forças armadas brasileiras, afinal a honra se desembocava de seu trabalho ao seu país. Vestiu a roupa, fez um coque bem seguro em seu cabelo e passou um batom. Não conseguia encontrar o quepe, fazia algum tempo que não o usava que havia esquecido. Até que esquecido por trás de uma caixa no seu closet eis que estava o seu quepe.
- Então, você estava aqui não é seu danadinho? – disse, enquanto dava uns poucos retoques nele. – Está perfeito, teremos uma solenidade boba para participarmos e depois disso você voltará ao seu descanso. – fazia seu monologo tentando desanuviar sua mente daquele momento.
Todos estavam reunidos na central da governadoria que tomou todo o cuidado para a preparação, a imprensa estava toda reunida, alguns outros deputados federais marcaram presença e o presidente do Brasil, marcou presença junto de sua primeira-dama. Aparentemente aquela solenidade era maior do que esperavam e muito mais importante.
A central da governadoria era um prédio majestoso com traços da arquitetura colonial, havendo mais de cinco andares de construção, paredes altas, janelas de vitrais que relembravam a abadia de Westminster.
A maior parte dos locais estavam ocupados, flashs davam a todo e qualquer momento, murmurinhos, agentes, em um local podia se ver que para homenagear a detetive estava Sophie, com Elizabeth, Vivienne, Kitty, Henrique, Carole e Ruby. No evento haviam diversos agentes à paisana todos para cobrirem o perímetro.
O presidente estava animado, conversando com a governadora amenidades, estavam localizados na bancada montada no palco. Sophie estava nervosa, até que finalmente viu a detetive ocupar o local que era destinado para ela. A legista abriu um sorriso enorme por ver aquela que tanto trazia diversas emoções em distintas situações.
A governadora aproximou da tribuna, fez alguns testes e sorriu para todos. A governadora Astrid Ferraz, alta loira, de aproximadamente 43 anos, exercia bem os seus mandados e tarefas políticas, só havia um lado mimado para algumas determinadas situações, no pensamento de Valquíria.
Porém, fazer tal solenidade não era considerado um mimo, não para todas aquelas vítimas que voltaram para casa são e salvas graças a detetive, ela de fato arricou sua vida, não somente ela, mas inúmeros outros do seu esquadrão se estivessem lá para receber as honrarias.
- Querido povo de Nova Amsterdam, peço licença para falar não só para os nossos, mas para todos, brasileiros, americanos, todos no mundo. Como sabem, a alguns meses atrás tivemos a missão de repatriação no território Ucraniano. Embora a missão foi sucedida em resgatar as vítimas, ocorreram baixas dos nossos nobres heróis que deram suas vidas para que todos pudessem voltar para o aconchego e o amor de seus lares e familiares. Hoje, honramos não só o resgate deles, mas a coragem, dedicação, bravura e sobretudo honramos as vidas dadas e dedicadas a salvarem. Aos nossos heróis que estão sendo representados pela senhora Valquíria Van Dahl. – ela respirou um pouco mais e continuou seu discurso. – Dessa forma, a solenidade se dá para honrar essas vidas encontradas e também as vidas que foram doadas para esse resgate.
O telão que estava em branco, fora ligado e as imagens das vitimas com suas devidas autorizações de resgate e agradecimento foram passadas. Muitos familiares que ali estavam, se emocionaram. Até chegar o momento do passar de fotos para honrar os homens e mulheres que foram mortos, incluindo o batalhão de Valquíria.
A detetive baixou a cabeça em sinal de respeito por seus colegas. Cada nome foi passado e suas fotos, respectivamente, cargo, ano de nascimento e morte.
Com o finalizar da apresentação dos slides a governadora voltou a se pronunciar.
- Apresentado todos os que fizeram parte do resgate e foram resgatados, apresento novamente para vocês, Valquíria Van Dahl, poderia se aproximar? – a governadora estendeu a mão a chmando-a.
Valquíria se aproximava lentamente, para Sophie, poderia até ser um slow motion, ou era essa a sensação que tinha, mas suspeitava que era devido a sua relação com a detetive.
- Uau, a rainha de gelo está um estouro – comentou Elizabeth para Sophie para irritar um pouco a amiga.
- Não fale assim dela, mas você está certa, ela está perfeita! – Sophie dizia.
- Sim, e eu sinto a sua baba cair no meu ombro agora – Izzy implicava com a doutora.
- Hoje é um dia importante para a Valquíria, vamos deixa-la ter esse momento. – ralhou Vivienne com Izzy.
Assim voltou a fala da governadora.
- Senhoras e senhores, aqui está a Valquíria Van Dahl que arriscou sua vida, infelizmente, sendo a única sobrevivente do seu pelotão. Ela salvou inúmeras vidas que pode, combateu diversos inimigos, não resta dúvida sobre o merecimento da condecoração e o enorme sacrifício que essa mulher teve que passar. Enquanto também lutava para sobreviver, fez de tudo e arriscou sua vida diversas vezes. Mas gostaria de solicitar ao presidente e a primeira-dama para honrar esse momento.
A substituição foi sendo feita, e a primeira-dama localizava a medalha dentro do compartimento interior e inferior da tribuna. O uniforme dava um ar iponente que já habitava na detetive, apenas sobressaltou ainda mais essa característica dela.
A primeira-dama colocou a medalha no peito da detetive.
Era a vez do presidente falar agora.
- Sabemos que o ato heroico feito pela senhorita Van Dahl foram imensuráveis na missão de repatriação, porém, a medalha ao qual está recebendo tal mérito não diz respeito somente ao momento presente, mas ao acumulo de atos heroicos desempanhados ao longo de toda uma carreira. Antes de ser detetive, a agente Valquíria Van Dahl, desempenhou inúmeras atividades para o sistema de segurança brasileiro, poucos sabem, mas essa jovenzinha na época, fora responsável por minha segurança e de minha família, garantindo inúmeras vezes atos heroicos e que arriscou bravamente sua vida para nos salvar. Sentimos a perda quando desejou desempenhar outras atividades e travar outros horizontes. Sua carreira tem uma trajetória imensa, na qual precisaríamos de mais cinco dias de solenidade e diversas horas. – o público riu com o comentário do presidente. – Mas tudo foi sempre desempanhado com o maior zelo e responsabilidade. Nesse aspecto, não há maior honra, do que se doar 100% para garantir toda a eficiência. Não sou grato apenas pela minha vida e da minha família, mas acredito que falo em nome das inúmeras vidas, quando agradecemos não só a senhorita Van Dahl, mas para todos aqueles que arriscaram suas vidas para garantir rotineiramente nossa segurança.
Todos aplaudiram de pé aquelas horanrias e Sophie deixou-se levar por algumas lágrimas em seu rosto.
Após a confraternização e a breve comemoração entre amigos que tiveram, cada um foi para seus respectivos lares, enquanto Valquíria deixava Sophie em casa. Depois que a detetive recobrou a memória elas não haviam tido tanto tempo para conversarem, pois tudo girou em torno dos preparativos para a cerimonia de honrarias.
Val estacionou o carro e olhou aquela construção que era a casa de Sophie, fazia um tempo que não entrava ali, desde aquela última memória. Ela permaneceu encarando aquela casa o que fez Sophie ficar intrigada e resolver questionar.
- Algum problema, Val? – Sophie a tirou de seus devaneios.
- Não, não, por que? – ela voltou sua atenção para a loira estonteante a sua frente.
- Por nada, só queria saber, deseja entrar?
- Sim, vamos entrar.
Avançaram pelo hall de entrada e Sophie se dirigiu até a cozinha para servir um vinho. A morena se viu sozinha na sala e respirou fundo. Sophie retornou.
- Você parece inquieta, definitivamente algo está incomodando você. – Sophie estendeu o vinho para a outra que tomou tudo de uma vez só. – Ei, vai com calma.
- Ainda não falamos sobre o beijo. – Valquíria falou tudo de uma vez e Sophie se engasgou com o vinho que tomava.
- Ah, então era isso que a deixou tensa. – abriu um sorriso e colocou o vinho na mesinha a frente do sofá. – bom, podemos conversar agora, o que deseja saber?
- O que eu desejo saber? Se recordo bem, você disse “volte em segurança pois quando chegar poderemos falar a respeito desse beijo”. – relembrava a detetive.
- Sua memória está de volta mesmo. – Sophie sorriu. – Eu a beijei por ser o que eu queria fazer, a beijei, pois era o que eu sentia. Principalmente quando soube que você estava hospitalizada, tem noção de como fiquei ao te ver assim e principalmente incapaz de lembrar? – os olhos da loira marejaram, relembrar de como quase perdeu a detetive a deixava tensa.
Valquíria se aproximou e de forma desajeitada abraçou Sophie.
- Eu sinto muito por preocupa-la. – dizia a detetive, ao passo que recebia um suave soco no ombro da legista.
- Deve sentir mesmo, eu disse para voltar em segurança e não me preocupar!
Van Dahl secou suas lágrimas e levantou o queixo da legista.
- O importante é que voltei para casa a salvo.
Sophie desviou o olhar dos olhos da mais velha e mirou a boca tingida de vermelho. Valquíria compreendendo a deixa daquele olhar e respondendo ao que ambas queriam segurou firme na cintura da loira, trazendo seu corpo para mais perto e a segurando no colo, enquanto Sophie entrelaçava os braços em torno do perscoço da mais velha, caminhando em direção ao quarto da loira.
A detetive colocou como cuidado a loira na cama, um sorriso se fez presente no rosto de Sophie. A loira ajudou a morena tirar aquele uniforme da honraria, no qual vislumbrava aquele corpo de músculos aparentes e bem trabalhados. Após se despirem, a detetive tomou os lábios da legista em um beijo sôfrego, prensando-a contra a cama.
Aquele beijo deixava a respiração irregular das duas mulheres.
As carícias foram aos seios e depois desceram para o abdômen até alcançar o meio das pernas de Sophie que arfou com aquele toque.
- Ah, Val... – Valquíria não pode deixar de abrir um sorriso ao ouvir seu nome ser falado de forma tão sexy e provocante pela loira abaixo de si.
Val começou a fazer movimentos circulares, no meio e entre os grandes e pequenos lábios do centro liso da mais nova, fazendo que ambas não tivessem o controle de seus gemidos. A mais nova se contorcia de tesão, não imaginava que pudesse receber tanto prazer assim vindo da detetive.
Foi devido a esse prazer que a mais velha passou a entrar na legista e a sentí-la de forma pulsante, o clima deixava ambas entorpecidas, e o vento frio da janela do quarto da legista acariciava os corpos nus de ambas, contribuindo para o aumento da excitação. Valquíria começou a friccionar intensamente aquele local, fazendo a loira soltar gemidos descompassados e fortes até um gemido agudo indicar o gozo.
Sophie pensava que ali Valquíria iria parar, mas houve um engano, pois a morena aumentava a velocidade das estocadas, de forma funda sentindo as paredes internas do sex* da mais nova, fazendo com que seu polegar tocasse o clit*ris dela, a levando a um extase sem tamanho e a gemidos mais intensos.
Dentro desses movimentos intermináveis de vaivém, foram diversos orgasmos múltiplos, algo que a mais nova desejava a muito sentir com aquela detetive.
Fim do capítulo
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