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Segredos por Elliot Hells

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Palavras: 2085
Acessos: 163   |  Postado em: 26/11/2024

Capitulo 59 O jantar de reunião das famílias Lamartine e Heinz.

Muitos acontecimentos ocorreram para as Heinz, primeiro foi a situação com Charlotte Heinz, o que fez a gêmea voltar para casa, além de relatar todos os detalhes para a sua irmã mais velha do jantar marcado pela mãe de Vivienne e um futuro convite de reunir os Lamartines e Heinz.

Portanto, Bess, deveria voltar para seu apartamento e contar aqueles detalhes para a jovem ruiva que ficou totalmente admirada com tantas coincidências e principalmente pelo fato de Kitty está saindo com a prima de Elizabeth, na qual ela não sabia. Apenas que Kitty de fato tinha conhecido alguém que a fez sair mais de uma noite. Parecia que a prima de Bess, tirou um pouco sua irmã dos hábitos dela.

- Então, mamãe convidou todos para nos reunirmos? – dizia Vivienne um tanto curiosa. – Isso significa que irei conhecer seus pais? – Vivienne sentiu um nó na garganta.

- Sim, parece que o mundo fez nossas famílias se juntarem independente de quando fossemos fazer isso. – articulou Elizabeth com a mão no queixo. – Izzy e eu chegamos a um acordo de ser a pessoa que estará nesse jantar.

Depois a situação da recuperação da jovem Valquíria e posteriormente a sua premiação. Tudo estava deixando a vida da jovem Vivienne e da Heinz, mais movimentada do que costumava ser.

Assim, Vivienne recebia a mensagem em seu celular da mãe que explicava detalhadamente a hora que deveriam ir e se juntar. Elizabeth combinou de pegar Kitty, mas a ruiva mais velha disse que Charlie a havia pedido para leva-la. Parece que estavam de acordo já, sendo assim, Vivienne seguira com Bess, Kitty com Charlie, Holand e Córdelia para a casa dos Lamartines.

Elizabeth deixou Vivienne guiar o carro e as conduzir para onde era a casa dos Lamartines. No qual ficava em um seleto e restrito condomínio de casas que se encontravam entre o lado do mar e uma lagoa, tornando aquele espaço de terra restrito e deles. Bess, estava curiosa para saber um pouco da casa onde aquela garotinha havia crescido e principalmente de estar todos reunidos.

Quando Vivienne baixou o vidro da Wrangler de Elizabeth, o porteiro sorriu ao revê-la, fazia alguns anos que a jovem não surgia por ali, contudo aquele cabeo ruivo e a doçura representava muito bem a Vivienne.

- Dona Vivienne, quanto tempo hein? – o porteiro já trabalhava ali a uns trinta anos, juntos com alguns dos auxiliares. – O doutor e a doutora Lamartine ficarão felizes em revê-la, como tem passo dona menina?

- Senhor Augusto, quanto tempo mesmo! – Vivienne dizia simpática e verdadeiramente saudosa. – Não imaginava ainda encontra-lo por aqui. Vejo que aproveitaremos muitos mais anos com o senhor por aqui. E sim, voltei a um tempo para Nova Amsterdam, mas só pude comparecer em casa agora. Sabe que os doutores ali, adoram uma viagem. – comentava.

- E como sei. E aquele seu marido, veio com você? – senhor Augusto tentava reconhecer a pessoa no banco da carona. Mas percebeu que era apenas uma mulher de cabelos curtos e prateados. – Ah, olá minha jovem, não a vi aí. Que falta de educação a minha. Seja bem-vinda ao Recanto. A Vivienne sabe mostrar esse lugar melhor do que qualquer funcionário daqui.

Elizabeth sorriu de igual forma e agradeceu pela hospitalidade.

Vivienne sorriu, adorava a gentileza e sutileza das pessoas. Senhor Augusto sempre foi muito prestativo e gentil com todos, principalmente com a sua família. Ela o via muito como um avô querido, diferente do seu próprio avô, deveras rústico diga-se de passagem.

- Essa é a Elizabeth, quanto ao meu ex-marido, espero que ele fique bem longe senhor Augusto. – revelou Vivienne.

- Ah minha filha, se são estranhos, melhor deixar perdido e esquecidos na terra de ninguém mesmo. Vamos, entrem e tenham uma boa tarde.

Falou o senhor liberando a passagem.

O condomínio era imenso, diferente do de Elizabeth que era de prédios, esses eram de casas, na certa parecia um lugar perdido e restrito de outro mundo. Inúmeras casas, escutava o barulho do mar ao longe. Casas dos mais diferentes níveis, porém, todas bem luxuosas e requintadas.

A de Vivienne ficava mais afastada, muito mais privada e próxima da praia e do lago. Estretégicamente posicionada e uma das mais invejadas posições do condomínio. Muitos deram um grande lance, mas haviam perdidos.

- Uau, sua casa é maravilhosa. – dizia Elizabeth saindo do caso, após Vivienne ter estacionado no parque de veículos da sua casa.

- Falou a pessoa que cresceu em uma mansão. Embora não estive dentro da sua casa, entrei na casa de praia e no estacionamento dos Heinz, e é maior do que toda essa parte. Logo deixe de brincadeira. – Vivienne devolvia as chaves para a outra.

- Estou falando sério, Enne. É uma paz enorme aqui. – de fato a outra estava sendo sincera. Não estava admirando somente a beleza estética. Ela falava do contato com a natureza, com o poder de estar conectada a ela. Para Elizabeth, estética não importava.

- Eu sei, obrigada.

Quando começavam a subir um caminho de pedra, outro carro estacionou ao lado do seu, azul, 4x4, sabia muito bem de quem era. Sua prima Charlie havia chegado e atrás delas vinham dois automóveis internacionais um covette 3LT c8.R edition dirigido por Córdelia Heinz e um porsche 718 cayman dirigito por Holand. Chegaram separadamente, pois isso indicava que Holand teria após esse encontro trabalho a ser feito no escritório, sempre era assim.

Os Heinz e Lamartines se reuniram já na frente da casa se abraçando e conversando. Charlie apresentava a jovem Kitty para seus tios, enquanto Elizabeth apresentava Vivienne para seus pais.

- Você então é a Vivienne, lembra muito a Camilla no tempo de juventude. – Cordelia sorriu e pode ver o quanto Vivienne tinha acabado de corar bastante. “Igualzinha a Milla, mesmo!” pensava ao ver em como um simples elogio desconcertava a mais nova. Córdelia foi a única naquele momento que percebeu a mão de Elizabeth na cintura da ruiva e olhou para sua filha Bess, sabendo que era ela. Naquele momento ambas tiveram uma conversa somente pelo olhar. Cordelia era protetora com suas filhas e sempre muito conectada.

Aquela troca de olhar dizia: “É o que estou pensando?”, enquanto, um micro sorriso de Elizabeth para a mãe e um olhar cumplice respondia “depois conto.”. A conversa animada no hall de entrada fizeram os Lamartines anfitriões abrirem a porta para ver o que ocorria e deram de cara com todos os seus convidados.

Camilla feliz em rever a aluna e Córdelia. Ela deu um abraço e cumprimentou todos, parando para encarar Córdelia que fez o mesmo. Recebendo os olhares atentos de Bess. A lobo cinzento da família sabia que a filha mais velha era muito mais observadora do que Izzy, enquanto a mesma reação foi feita na sala de hospital com Izzy na presenta sem perceber tantos detalhes. Aquele paralisar e abraço demorado fizeram Bess perceber e fitar sua mãe com um olhar diferente e ela também disse pelo olhar “depois explico”.

Assim, Heinz e Lamartines estavam juntas novamente em diversas gerações distintas. A situação mais inédica, inesperada do que poderia o ocorrer. Holand entregou para Johnathan o vinho que havia comprado.

Os dois homens conversavam longamente, Johnathan falava orgulhoso de algumas coleções de carros antigos que havia conseguido com muita dificuldade. Holand falava que quando ele bem quisesse podiam marcar de dar uma volta em alguns dos carros antigos que ele possuía e outros modelos numa pista de cart de um velho amigo para poderem desfrutar.

Kitty apresentava e contava a história de como havia conhecido Charlie e como estavam saindo há algumas semanas. Vivienne estava intrigada da razão da irmã não ter contado ou apresentado aquela mulher.

- Parece que os Lamartines e os Heinz estão ligados de alguma forma. – brincava Kitty sem saber o quanto a história das duas famílias se vinculavam a começar por suas mães.

- Parece que não fazemos ideia mesmo. – concordou Elizabeth.

Camilla convidava já todos para ocuparem seus respectivos lugares na mesa, pois todo o preparativo daquele almoço estava pronto, faltando apenas os convidados ocuparem seus lugares. A conversa foi tranquila e os diversos pratos cologados, eram consumidos de forma elegante, utilizando os talheres de fora para dentro.

Conversaram amenidades, trocaram risos, conversas paralelas até que Johnathan contou que os Lamartines possuíam um jogo de tradição que faziam sempre quando se reuniam em casa. Era um tipo de caça ao tesouro, vencendo quem fizesse a maior pontuação. Normalmente era feito um sorteio de todos da própria família duelarem entre si.

Nesse aspecto sugeriu que fizessem o sorteio aleatório inicialmente para que todos pudessem participar ou duelariam Heinz versus Lamartines. Todavia, ficou acordado primeiro fazer misturado e na segunda rodada uma família contra a outra.

Johnathan quis saber se a família Heinz tinha alguma tradição. Todos se entreolharam e Vivienne por já saber do conflito que envolvia a família tentou ajudá-los.

- Eles possuem a própria tradição deles, pai. – iniciava Vivienne.

- Mas não é tão elaborada como a de vocês. – terminava Holand Heinz. – bom, vamos iniciar então? Estou curioso para saber como os Lamartines se divertem.

Cada pessoa deveria escrever seus nomes colocar no pote para que escolhessem suas duplas. As duplas formadas eram: Vivienne e Elizabeth; Charlie e Kitty; Cordelia e Camilla e Holand e Johnathan.

- Parece que seremos rapazes contra moças. – Johnathan dizia animado. – Conto com você para vencermos elas. – abraçava Holand Heinz que também demonstrava vontade de ganhar das mulheres.

- Certamente.

Normalmente um dos empregados dos Lamartines escondiam todas as pistas para a caça ao tesouro pela parte privada e exclusiva de pedaço de terra somente dos Lamartines. Um dos empregados de Camilla e Holand ficou responsável de ser o mediador do jogo. Informou que a arena de todo o jogo seria as terras dos Lamartines como previsto.

A jovem de aparência de não mais que vinte e cinco anos, cujo nome era Mary distribuiu um envelope branco contendo um mapa sobre o paradeiro do tesouro escondido para todas as equipes.

- Como o nome do jogo já sugere, a “caça ao tesouro” apresenta que cada item foi escondido em algum lugar do terreno, casa e seus arredores pertencentes aos Lamartines. Com o mapa que foi entregue para cada dupla, vocês deverão encontrar o tesouro e claro, o vencedor será aquele que encontrar mais rapidamente, simples, não? – questionou a jovem já acostumada a ser a mediadora e ajudar na elaboração dessa tradição.

- Mas que tipo de tesouro estamos procurando? – indagou Charlie um tanto por fora do que poderia ser.

- Tudo o que posso dizer é que será reconhecido assim que o virem. – falava a jovem. – O jogo oficialmente começou!

As duplas se separam para começar a seguir conforme ordenado pelos seus convites.

Cordelia observou todos se afastarem e seguirem por direções opostas os retirou, ao que entendia deveriam começar a buscar pela biblioteca da família juntamente com Camilla. A Heinz observava naquele lugar diversos exemplares de Jane Austen ordenadamente.

- Parece que ainda gosta da Jane, não é? – Córdelia perguntou cumplice.

Camilla lembrou que havia sido Cordelia a pessoa a dar a sua primeira obra de Jane Austen e desde então tornou-se apaixonada pela autora.

- Você foi a responsável por esse vicio, lembra? – explicou Camilla com um sorriso cumplice para a outra.

Enquanto as mães procuravam o tesouro na biblioteca, Vivienne e Bess analisavam o mapa fora da residência dos Lamartines.

- Não sabia que a sua família também gostava de jogos. – Bess dizia, enquanto analisava o mapa tentando decifrar.

- Sim, não é como o seu, é um pouco mais seguro e normal, contudo sempre rola esses jogos e vai direto para o placar. A soma de pontos é sempre vista no final de cada ano para podermos saber quem foi de fato o real ganhador. Então temos sempre micros jogos. – explicava Vivienne, enquanto também olhava para o mapa. – me parece que cada número desse mapa corresponde a um andar da casa com cada porta.

Bess estreitou os olhos sem entender, aqueles números eram curiosos.

- Pelas fileiras, não acha? – apontou Vivienne. – Pelo que estou entendendo está mandando irmos fazer a primeira parada no meu quarto.

- Então, devemos ir para lá. – as duas voltaram a entrar na casa e subiram as escadas que levava ao quarto andar. Era uma casa extremamente grande.

Fim do capítulo


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