PONTO DE INFLEXÃO (2)
Brasília, Distrito Federal / São José dos Campos, estado de São Paulo
--A professora da UFG e presidente do Partido Comuna, Yara Saraíba, foi vítima de um atentado hoje, enquanto discursava em um carro de som em frente à Esplanada dos Despautérios. – a repórter anunciava solene – O momento do atentado foi registrado por um drone que sobrevoava no local. – as imagens começaram a ser mostradas – Um homem mascarado, -- um círculo vermelho destacou o suspeito na filmagem -- posicionado atrás de um Prisma cinza, atirou contra a professora, que conseguiu se esquivar a tempo, sendo apenas atingida de raspão no braço. – narrava os fatos
--Onde se diz: conseguiu se esquivar a tempo, leia-se, tomou um puxão que eu dei e caiu! – Jurema respondeu à televisão – Não é, camarada Yara? – olhou para a outra e piscou
--Verdade, camarada Jurema. – reconheceu de imediato – E na queda, torci o tornozelo esquerdo, – apontou para o pé inchado – além de ter aberto o supercílio esquerdo e tomado três pontos. – tocou brevemente o local – Ai! – gem*u dolorida
--Não seja ingrata, menina! – Kedima deu-lhe um tapinha no braço – Antes o tornozelo calambiado e um talho no meio das fuça que um tiro em cheio no coração, na cabeça ou seja lá onde for! – gesticulou – Melhor ficar aqui em observação por um tempinho do que numa mesa de operação ou no CTI! -- considerou
–Yara encontra-se internada no Hospital da Base de Brasília, está em observação, mas passa bem. – a repórter finalizava a matéria
--Essa história toda é muito estranha! – Fernandão desligava a TV do quarto de hospital onde Elza se encontrava – Armaram uma emboscada pra Yara e o objetivo era matá-la! – olhava para as demais – E a pergunta é: por que? – cruzou os braços – Será que a consideram uma ameaça tão grande assim aos interesses dos que tão por trás de tudo que tá acontecendo nesse país?
--Não sei, mas acho que não é hora de termos essa conversa. – Alana observou franzindo o cenho – Elza desmaiou por causa disso e se machucou! – olhava para a militar – Não convém deixá-la ainda mais nervosa! – aconselhou
--Tudo bem, gente. – ajeitou-se na cama – Eu fiquei muito nervosa quando ouvi a notícia, mas agora sabemos que ela passa bem. – olhava para as mulheres – Não vou reagir mal se falarmos sobre o assunto. – pausou brevemente – Que ela tá incomodando, ficou nítido! Mas a pergunta é: a mando de quem esse atentado aconteceu? – pensava em voz alta – O Comuna é um partido pequeno e existem outras lideranças de esquerda bem mais influentes que Yara. – considerou – Então por que ela? -- tocou o supercílio direito – Ai, tá dolorido... – reclamou – “Será que esses três pontos vão me deixar uma cicatriz muito feia?” – pensou receosa
--O Comuna pode ser pequeno, mas ganhou moral no conceito de muitas pessoas depois da Deduração daquela deputada Renata! – Fernandão comentou – E todo Golias sabe que Davi não pode ser menosprezado.
--Machado! – Goulart se aproximou quase correndo – Vim assim que soube! – olhava para o amigo que aguardava no corredor – Conversei com o tenente que atendeu a Elza e ele me disse que ela desmaiou em casa e acabou batendo com a cabeça, abriu o supercílio e torceu o pulso direito!
--É vero, prestimoso brigadeiro! – respondeu após prestar uma continência rápida – Por ora encontro-me de guarda à espreita de algum profissional de saúde que descortine os dados obtidos através dos exames de imagem realizados no crânio do meu rebento! – informou – Necessário nos é garantir o estado de saúde da minha empoderada major!
--Então deixe comigo! Vou exigir prioridade máxima neste laudo! – afirmou resoluto -- Se estamos em um hospital militar, farei valer hierarquia e disciplina!
--Agradeço-vos, prestimoso! – novamente prestou rápida continência
--Mas me diga, Machado! – queria entender – Por que ela desmaiou? O que houve?
--Sabeis o que não é mais segredo, portanto poderei elucidar-vos o mistério! – considerou – A representante dos povos originários, consorte da minha herdeira cromossomial, fora baleada durante um protesto na capital federal. – explicou – Ao inteirar-se do ocorrido através do noticiário da tarde, Elzinha desmaiou tomada pelo temor da morte da amada!
--O que?? – arregalou os olhos
--Mas, a professora felizmente passa bem. – Machado esclareceu – O atentado redundou apenas em um projétil que, de raspão, lesionara o braço esquerdo da jovem mulher.
Goulart não fez comentários mas ficou revoltado. – Bem, deixa eu ir pedir prioridade pro caso dela! – afastou-se do outro andando a passos rápidos – “Só era essa que me faltava! A desgraçada consegue estragar a vida da Elza mesmo à quilômetros de distância! Onde já se viu? Elza desmaiar e se arrebentar toda por causa daquela praga!” – bufava de raiva -- “Quero entender direitinho o que aconteceu em Brasília!” – pensou intrigado
--Agora veja se você não vai tomar jeito depois dessa! – Kedima advertiu de cara feia – Só vive se danando, eu hein! – gesticulou – Já foi presa, agora tomou tiro... – colocou as mãos na cintura – Meu coração é fraco, menina, você não me provoque um piripaque! – falava com o dedo em riste -- E não me faça ir no seu enterro, viu? Não ouse bater as botas antes de mim! – proibiu
--Também não quero isso, dona Kedima... – Yara acabou achando graça – Fique tranquila que vaso ruim não quebra fácil!
--Não quebra, pois sim! – Celeste retrucou – Graças aos contatos de camarada Natália, o atentado ganhou visibilidade até no meio da imprensa golpista e por enquanto você está a salvo! – considerou – Mas quem fez isso não vai desistir! Temos que redobrar nossos cuidados!
--Também acho! – Jurema concordou – A Deduração da Renata fez o Comuna ganhar o rótulo de partido honesto e com isso as pessoas têm dado mais credibilidade ao que dizemos. – considerou – De hoje em diante, precisamos redobrar nosso cuidado e atenção, além de bater firme no movimento de identificação e punição daquele mascarado que atirou na nossa camarada!
--É verdade... – Yara respondeu pensativa – Dona Kedima, -- olhou para a idosa – meu celular caiu lá de cima do carro de som e se espatifou. – ajeitou-se na cama – Alguém ligou pro abrigo ou procurou pela senhora pra saber de mim? – pensava em Elza
A idosa entendeu a pergunta. – Não, filha... – respondeu com jeito – Nem quando eu tava em Goiânia e nem agora.
Yara ficou triste e nada respondeu. “Ela deve ter ficado brava igual quando fui presa...” – pensou – “Ou até mais...”
“Ela deve estar se referindo à milica de São Paulo!” – Celeste pensou desconfiada – “E dona Kedima entendeu o recado muito bem, por isso respondeu com tanto jeito...”
--E você chegou a falar com ela? – Alana perguntou à Elza – Não necessariamente a imprensa conta a história certinha, né? – afirmou com cuidado – Tem que saber!
--Cheguei a ligar pro celular dela, mas deu fora de área ou desligado. – a militar respondeu – Não liguei pra dona Kedima porque nem saberia o que dizer. Ela fica muito nervosa, já é usuária de marca-passo... fico sem jeito. – dizia a verdade – Pro abrigo, pra falar com qualquer um, não quero.
--Mas é importante entrar em contato, Elza! – Fernandão considerou – Yara pode até pensar que você não se importa! E mal sabe ela que se importa tanto que até desmaiou e se machucou!
--Ela sabe que eu me importo... – suspirou – Ela sabe...
Goiânia, estado de Goiás
--Visita pra você! – Kedima anunciou animada ao abrir a porta do quarto da indígena – Fique à vontade, filha. – falou para a visitante – Quer dizer, mas não muito! Resfulengo aqui não! -- advertiu
--Uai? Ai! – sentou-se rapidamente na cama e gem*u – Elza? – a professora olhava para a porta na expectativa
--Pode deixar, dona Kedima. – a negra respondeu ao sorrir – Nada de resfulengo, prometo. – encostou-se no portal
--Conversem! – a idosa deu tchauzinho e saiu
--Linda! – o coração disparou – “Nem acredito que ela veio me ver aqui!” – Yara pensou empolgada
--Mudou de quarto? – Elza perguntou seriamente ao fechar a porta – Você não dividia espaço com mais três? – puxou uma cadeira e se sentou
“Ela não me beijou...” – pensou decepcionada -- Esse quarto aqui era aquele onde eu conversava com você pelo Fuçaype, lembra? Fiz uma reforminha nele, transferimos os trem que ficavam aqui prum espaço da área de serviço e agora virou meu quarto e sala de estudos. – esclareceu – Que foi isso no pulso? – perguntou preocupada – Você machucou o supercílio também... – constatou – Caiu? O que aconteceu? – queria saber
--Aconteceu que ouvi a notícia de que você foi baleada e antes do final da fala da repórter desmaiei! – respondeu de pronto – Bati com a cabeça na mesa e torci o pulso porque caí em cima desse braço. – mostrou rapidamente – Fui internada e fiquei de observação no hospital por 24 horas. – cruzou as pernas – E no final, depois de muito pensar, decidi vir pra cá, pra te ver. – olhava para indígena – Como você tá? – reparava na outra – Pelo que vejo também cortou o supercílio e torceu o tornozelo.
Ficou sem graça ao saber do que aconteceu com a namorada. – Ah, eu... tô bem, só um pouco dolorida... – passou a mão nos cabelos – Meu Deus, eu não queria te fazer mal, Elza... – sentia-se culpada – Ninguém imaginava o que ia acontecer... quem pensou num atentado? – gesticulou -- E eu te falei da urgência de uma mobilização nacional contra tudo o que tão fazendo nesse país e... – estava nervosa – Nossa, você não ligou, eu pensei que tava brava comigo... – olhava para a negra – Meu celular se espatifou, sabe? – abaixou a cabeça brevemente – Ainda não deu pra providenciar um novo... aconteceu muita coisa aqui...
--Eu liguei pra você mas sem sucesso. E não queria deixar dona Kedima ainda mais nervosa do que ela deve ter ficado. – justificou-se – Foi por isso que não liguei pra ela e nem pro abrigo. Sabe lá quem iria me atender aqui?
--E eu não dei jeito de me comunicar com você porque imaginei devia tá muito brava comigo, a exemplo do que aconteceu quando fui presa... – justificou-se igualmente – Mas... você deve tá brava mesmo, né? – arriscou
Achou graça. – Feliz é que não estou! – passou a mão nos cabelos – Inclusive, tive o desprazer de cruzar na porta desse abrigo com duas camaradas suas e ambas foram super hostis comigo. – contava – Elas me reconheceram, a mais velha veio tomar satisfações, do tipo: -- gesticulou – “O que você veio fazer aqui? Tá querendo entregar ela de bandeja pros seus amiguinhos fascistas?” – imitou a fala da outra – E a mais nova me olhou com veneno nos olhos, mas não disse nada. – fez uma cara feia – Foi péssimo dar de cara com elas! Mas eu tava tão agoniada pra te ver que arrisquei e deu no que deu!
--Camaradas Celeste e Jurema. – deduziu de pronto – Elas vieram me visitar porque ainda tô com recomendação de repouso. – não gostou de saber do fato -- Pode deixar que eu vou falar com elas! – garantiu – Já disse inúmeras vezes pra camarada Celeste que não admito que o Partido venha querer se meter na minha vida pessoal!
--Dependendo da língua das duas, depois de hoje o Partido todo vai saber! – levantou-se – Prepare-se pro pior!
--Não tô nem aí pra isso! – tentou se levantar mas o corpo doeu – Ai! – gem*u -- E confesso que apesar de tudo... fiquei super feliz em te ver aqui! É uma tremenda evolução!
--Apesar de tudo, o que, Yara Saraíba? – cruzou os braços de cara feia
--Apesar de você nem ter me beijado, apesar dessa frieza comigo e apesar de saber que te fiz sofrer desse jeito! – apontou para o braço da outra – Muito me incomoda saber que te machuquei de corpo e alma!
Gastou uns segundos calada antes de começar a falar: -- Em 1992, na época do impeachment, a TV Mundo exibiu um seriado chamado Tempos Indóceis. – lembrava do passado – Eu assisti e torci o tempo todo pelo casal principal, que era a Dalu Father com Tasso Carlos Bentes. – viajava no tempo – E no último capítulo, quando parecia que eles finalmente iam se acertar, Dalu entendeu que sempre haveria uma luta, sempre haveria um movimento a ser encampado e ele nunca seria inteiramente dela. – olhou para Yara – Parte dele era da luta, acho que talvez a maior parte. O que sobrava, era dela. E isso era muito pouco... – encostou-se na parede – Na época eu achei que ela tava sendo radical. O casal se amava e sofreu tanto, podia recomeçar. Os tempos eram outros... – sorriu – Hoje entendo que ela tava certa. Quer dizer, quem escreveu o seriado tava certo em manter os dois separados... Daquele jeito não dava!
--E por que você tá me dizendo isso agora? – perguntou preocupada – Quer usar um seriado de TV como analogia de nós duas pra terminar comigo? – sentia medo
--Quero usar a analogia pra dizer que desse jeito não dá, Yara! – sentou-se na beirada da cama – Olha pra você! – apontou brevemente para a amada – Em plenas férias e cheia de hematomas, corpo dolorido, de repouso nesse quarto... – balançou a cabeça contrariada – Olha pra mim! – apontou para si mesma – Não segurei o rojão e me ferrei por sua causa! – falava com firmeza – Não é essa a vida que eu quero pra mim! – afirmou com decisão – Tampouco pra você!
A indígena abaixou a cabeça envergonhada e nada respondeu.
***
--Camarada, eu não entendo! – Jurema dizia para Celeste – O que aquela militar de direita foi fazer no abrigo? – não via sentido – Eu nem sabia que camarada Yara e ela se conheciam! – gesticulou – Ou dona Kedima e ela, sei lá! – passou a mão nos cabelos
--Eu vou cuspir a realidade logo de uma vez porque não aguento ficar com isso entalado na minha goela! – Celeste respondeu de cara feia – Camarada Yara e aquela uma têm um caso de longa data! – afirmou sem rodeios – Põe aí uns 15, 16 anos!
--O que??? – parou de andar – Mas como...?? – não entendia – Meu Deus, como pode?
--Por que acha que a camarada nunca te deu uma chance? – parou de andar também – Por que acha que ela nunca mais foi vista com ninguém? – gesticulou – A verdade é que Yara é gamada naquela mulher!
--Misericórdia! – estava pasma – Mas isso... isso põe todo o Partido em risco nestes tempos em que vivemos!
Segurou a outra pelo pulso e a puxou brevemente para que voltasse a andar. – Eu digo isso a ela há séculos, mas adianta? – caminhavam lado a lado – Nem depois de sofrer um atentado!
--Isso tem que ficar em segredo, mas camarada Yara precisa ser advertida! – olhava para a outra – Se os demais souberem, ela será totalmente desacreditada! Talvez até expulsa do Partido por suspeita de traição!
--E eu guardo esse segredo por todos esses anos! – respondeu de pronto – Agora é com você, porque também cansei de advertir!
Jurema ficou calada pensando. “Não vou comentar com ninguém, mas no momento certo, vou tocar no assunto com camarada Yara!” – pensou – “Ela tem que cair na real!”
São José dos Campos, estado de São Paulo
Após as devidas formalidades, Luiza entrava na sala de Elza.
--Parece que as férias não foram muito boas, não? – sentou-se diante da outra – Soube do seu desmaio e que se machucou. – falava com cuidado – Pensei em visitá-la mas tive medo de ser inconveniente como tantas vezes fui no passado. – abaixou a cabeça brevemente
--Tá tudo bem, foi só um susto. – fez um gesto despreocupado – Tô fazendo fisioterapia e daqui a pouco o pulso fica 100%. – olhava para a colega – E a cicatriz no supercílio até que ficou discreta. – sorriu
--Charmosa, eu diria. – respondeu sem pensar
--Ah... – ficou sem graça – Obrigada. – não sabia o que dizer
--Sabe... – pensava em como falar – Eu pensei muito, mas muito mesmo! – pausou brevemente – Será que... poderíamos conversar lá fora? – pediu – Afinal de contas ainda estamos em horário de almoço. – considerou
Achou o pedido estranho mas aceitou. – Ok, vamos. – levantou-se
As duas mulheres saíram do prédio e caminharam um pouco pela área aberta do Instituto.
--Vai me dizer o que deseja, Luiza? – perguntou intrigada
--Há quanto tempo você e aquela professora de Goiás têm um caso? – perguntou à queima roupa
--O que?? – parou de andar e respondeu indignada – Capitão Luiza, será que tenho que lembrá-la que não deixei de ser sua superior? – perguntou de cara feia
--Por favor, me entenda! – retrucou de imediato ao parar também – Não estou aqui como fofoqueira mas pra lhe preservar! – defendeu-se – Assim como eu matei a charada pode acontecer com outros! – pausou brevemente – E isso poderia lhe prejudicar demais!
--Não estou lhe entendendo! – fazia-se de tola – E não me agrada essa conversa!
--Por favor, me ouça! – pediu humildemente – Eu achei uma coincidência muito grande que você desmaiou justo no dia em que aquela professora foi baleada! – gesticulou – E aquela sua atitude nervosa quando ela foi presa, seguida por seu sumiço não justificado. – lembrava – Depois parei pra pensar e recordei daquele episódio em Brasília, quando você largou tudo por uma indígena que tava dormindo num ponto de ônibus! – olhava para Elza – Procurei imagens dela na internet e acabei reconhecendo: Yara Saraíba, indígena, militante comunista e lésbica! – descreveu brevemente – Isso justifica porque o brigadeiro Goulart tentou tanto me forçar pra cima de você! – concluiu – Ele também sabe ou desconfia que vocês estão juntas e desde sempre desejou te afastar dela!
Deu um suspiro profundo. – Onde quer chegar com isso? – queria entender
--Você tá ficando óbvia demais! Suas emoções têm lhe traído! – respondeu de pronto – Veja que ela se tornou um alvo e me pergunto até que ponto por causa da militância, até que ponto por causa do relacionamento com você!
--Sabe de alguma coisa que eu não sei, Luiza? – perguntou desconfiada
--Não. – dizia a verdade – Mas lembre-se que você mesma me ensinou que tudo isso é um jogo! – olhava para a outra – E eu não sei quem tá jogando, mas acho que tá valendo tudo. Até golpe baixo!
Elza ficou pensando no que ouviu.
São Paulo, estado de São Paulo
--O noticiário tem feito enxame e a esquerda aproveitou a deixa pra tentar reverter a situação! – Goulart olhava para os demais – Agora até grupos estrangeiros querem saber quem atentou contra aquela indígena comunista e porquê! – falava com preocupação – Ressuscitaram a história do genocídio contra minorias, da Comissão da Mentira... E isso foi péssimo! – gesticulou brevemente -- Não estava combinado que haveria esse tipo de abordagem em nossa organização patriótica!
--O senhor está querendo insinuar que fomos nós quem organizamos o atentado, brigadeiro? – um dos homens perguntou em tom não muito amigável
--Eu quero é entender isso! – Goulart retrucou de pronto – Luto pelo bem da pátria até o fim, mas não quero ter sangue nas mãos!
--Na reunião anterior, o senhor nos deu uma listinha com nomes de nefastas lideranças de esquerda. – outro homem respondeu – E essa lista não ficou restrita a esse grupo. – afirmou simplesmente – Pode ter sido qualquer um, ou então uma mera coincidência. – considerou – Afinal de contas, vai saber quantos inimigos a professorinha tem? – ironizou – Quanto ao enxame, fiquemos calados que logo passará.
--Como assim, a lista não ficou restrita a esse grupo? – o brigadeiro não entendeu
--Como o senhor sabe, dialogamos com vários grupos de extrema direita. – mais um homem respondeu – E cada um deles tem seus próprios métodos. – esclareceu – Garanto que são todos grupos honestos. – cruzou as pernas – Mas, não posso garantir que somente pessoas honestas tenham tido acesso à informação.
Goulart ficou apreensivo com o que ouviu. “Meu Deus! O que foi que eu fiz?” – pensou agoniado – “Não, não é possível! Isso deve ter sido obra de inimigos que ela arrumou por causa de tanta rebeldia comunista! Não foi culpa minha!” – queria se convencer – “Mas o pior é que se ela corre risco de vida, talvez Elza também corra!” – sentiu medo
Brasília, Distrito Federal
Renata conversava com a mãe na sala de visitas da penitenciária.
--E acabou que o impeachment aconteceu mesmo! – lamentou – Vilma saiu de vez, eu tive meu mandato caçado e fiquei inelegível por oito anos. – contava para a mãe – No caso dela é que no último minuto deram um arrego e permitiram que continuasse elegível. – repetia o que ouviu do advogado
--Até agora nada se provou de concreto contra ela e também temos as jogadas de bastidores. – a mulher mais velha considerou – Nem tão cedo saberemos o que de fato aconteceu...
--Pois é... – concordou – Mas, não penso em voltar pra política. – passou a mão nos cabelos – Por mim acabou aqui.
--Não diga isso! – discordou de pronto – Você tem uma dívida com seus eleitores e com o partido que ajudou a denegrir! – olhava para a filha – No momento certo volte! – aconselhou – E lute honestamente pelo país e pra moralizar a coisa dentro da legenda esquerdista! – pausou brevemente – Se a direita rouba, como sabemos que sim, é problema deles! Não é preciso e nem obrigatório seguir esse modelo!
Sorriu. – E a senhora confia em mim? Confia que eu possa fazer a coisa certa no futuro? – perguntou esperançosa
--Confio plenamente! – sorriu também – E sei que já faz a coisa certa desde agora! – considerou – Muito me orgulhou saber que você entregou todo dinheiro que ilicitamente ganhou! – dizia a verdade – O que a Caça Rato vai fazer com ele, não sei. Mas, o que me interessa é que a grana suja saiu das suas mãos!
Ficou toda prosa com o que ouviu. – Nunca imaginei que um dia a senhora pudesse ter orgulho de mim! – continuava sorrindo
--Creia sempre que eu tenho! – levantou-se rapidamente e beijou a testa da filha – Não quero que acredite que você é um caso perdido porque não é! – sentou-se de novo
--Tá bom, não vou acreditar... -- gastou uns segundos calada antes de perguntar: – E Yara? Soube de alguma coisa?
--Graças a Deus ela ficou bem. – Jaqueline respondeu – Procurei saber e ela voltou pra vida normal sem grandes percalços. – cruzou as pernas – Um grupo de estudantes da UFG tratou as imagens do drone e apesar de não terem identificado o atirador, descobriram que ele usou um armamento daqueles caras, os ditos Justiceiros. – gesticulava – Além de vestir os mesmos trajes que uns deles usaram num caso de vandalismo em São Paulo.
--Hum... homens de ultradireita... apoiadores do Montanauro... – imaginou – Mãe, a coisa tá ficando muito foda nesse país! – desabafou – Tenho medo! – balançou a cabeça preocupada – E sinto que apesar de tudo, vou ficar ainda um bom tempo presa! – lamentou
--Vamos continuar lutando pra pelo menos você ganhar uma condicional! – a mulher respondeu de pronto – Se um monte de safado foi preso pra inglês ver, não é justo que só você seja presa de verdade!
--Não tem ideia do que tenho penado... – abaixou a cabeça – Mas o pior é que fui eu quem cavei minha própria cova! -- admitiu
Rio de Janeiro, estado do Rio de Janeiro
--Oi tia! – Aline chegava no salão de beleza – Minha mãe taí? – colocou a bolsa em cima de uma cadeira – Trouxe as coisas que ela me pediu para comprar. – mostrou a sacola – Tá tudo aqui.
--Oi, querida! – sorriu ao vê-la – Sua mãe deu uma saidinha, mas pode me entregar isso. – recebeu a sacola – Fatinha? – chamou uma cabeleireira – Leva aqui e divide com o Leo. – pediu – Agora vocês não têm mais do que reclamar. – afirmou bem humorada
--Ai, tá ótimo! – a mulher recebeu a sacola e deu um tchauzinho para Aline – Vamos ver isso agora mesmo! – afastou-se das outras duas
--Senta, Aline. – Malu pediu – Por agora tamos só com aquelas duas clientes. – indicou as mulheres – Posso conversar. – sentou-se
Sentou-se também. – E sobre o que quer conversar, tia? – perguntou curiosa
--Ora! – achou graça – Pois sua mãe me disse que você queria conversar comigo! – gesticulou – Eu que te pergunto sobre o que é! – sorria
--Ah, tá. – ajeitou-se na cadeira – É que eu tava querendo te dar uma dica! Por que não instala o aplicativo PIMBA no seu celular? – propôs – Tá mais que na hora da senhora arrumar um namorado! – comentou assanhada – Já falei com mamãe sobre isso mas ela diz que não quer saber de homem nem por um decreto. – repetiu a fala da mãe – Só que duvido que esse seja o seu caso!
--Hum! – lembrou do lance com Machado e fez um bico – Olha só, Aline, eu posso até querer um namorado mas não sou mulher de pimba! – foi logo dizendo – Coisa indecente!
Riu brevemente. – Tia, o que vai rolar depende da senhora e do seu par! – esclareceu – Pode ser zoeira, coisa séria, só uma amizade... O importante é conhecer gente e se deixar conhecer!
--Não sei, Aline, eu não gosto muito dessa ideia! – retrucou – Dia desses li que uma mulher encontrou com homem de aplicativo e foi estuprada. E tantas outras que encontraram quem ficasse lhes extorquindo dinheiro! – relatou – Eu não tô aqui pra isso!
--Tia, eu sei que rola esse tipo de coisa, mas dá pra ter cuidado! – garantiu – Até hoje nada de ruim me aconteceu! – tentava convencê-la – “E olha que já passei o rôdo em geral!” – pensou divertida
--Também não gosto da ideia de ver minha cara exposta em aplicativo pra todo mundo ver! – continuava argumentando – Sabe lá o que vão fazer com a minha imagem? -- considerou
--A gente pode fazer um perfil fake! – sugeriu – Escolhe um nick maneiro, tira uma foto disfarçada e cai dentro! – propôs – Que tal?
Malu ficou calada pensando.
Goiânia, estado de Goiás
Yara terminava de organizar algumas coisas na sede do Comuna e se preparava para partir quando deu de cara com Jurema. – Pensei que só eu e Ademar estivéssemos aqui. – falava do funcionário da portaria
--Eu tava lá no almoxarifado separando e organizando uns folhetos antigos. – justificou-se – Amanhã um rapaz catador de papel vem buscar. Material pra reciclagem, né? – sorriu
--Tá certa. – concordou – Eu tô de saída, quer vir comigo? – ofereceu – Vou caminhando até o abrigo. De lá você pode pegar um carro e ir pra casa. – propôs
--Com certeza vou aceitar a oferta! – Jurema concordou de pronto – A gente aproveita e conversa.
***
--Acabou que deu em nada a repercussão do seu atentado... – Jurema reclamou enquanto caminhavam – No entanto, aquela desgraça nos deu aprendizados importantes. – considerou – A estratégia que você propôs da gente passar a se mobilizar em grupos menores e dispersos, mas sempre acompanhado por um droneiro foi muito boa pra também dividir as forças de repressão. Quando a gente se concentrava num único lugar eles tinham mais facilidade em nos agredir. – sorriu – E ideia de trocar os carros de som grandes por veículos de porte normal com caixa de som na mala nos poupou dinheiro, além de reduzir nossa exposição. Mais difícil de sermos baleadas nessas condições!
--A gente precisa acompanhar a mudança dos tempos, você mesma disse isso várias vezes. – olhou rapidamente para a amiga – Quanto ao atentado dar em nada, tivemos uma coisa boa em contra partida: vários grupos internacionais de esquerda e humanistas que já apoiavam o Fora Brener também abraçaram a causa anti fascismo no Brasil. – ponderou – Cada vez mais fica claro que Montanauro representa isso!
--Por esse lado é verdade, mas me debato entre a esperança e o sentimento de derrota quase que diariamente. – confessou – Apesar de toda força que o movimento Fora Brener tá ganhando, sabemos que os poderosos que apoiaram o impeachment de Vilma não apoiam a destituição desse homem! Além disso, os militares respiraram aliviados quando ele os isentou da brutal perda de direitos que a massa trabalhadora vai sofrer na Reforma do Trabalho! – gesticulou brevemente -- As eleições municipais terminaram com uma tremenda ascensão da extrema direita e tudo isso junto me leva a crer que Brener vai concluir o mandato normalmente em 2018!
--É uma probabilidade muito forte, camarada, mas nem por isso podemos jogar a toalha! – retrucou de pronto – Senão, é deitar pra morrer!
Jurema gastou uns segundos calada até que resolveu perguntar: -- Yara, permita-me falar agora com a mulher e não apenas com a camarada... É verdade que você e aquela milica de direita têm um caso de longa data? – queria saber – Camarada Celeste me disse isso no dia em que demos de cara com ela no abrigo! – lembrava
Deu um suspiro profundo. – Não sou mulher de casos! – respondeu seriamente – Elza é minha namorada e ponto final! – fechou o semblante – Camarada Celeste já foi lembrada inúmeras vezes que o Partido não manda na minha vida pessoal! Não espero ter que fazer o mesmo com você!
--Calma, Yara, sem crise! – pediu mansamente – O ponto que você precisa refletir é sobre as consequências de tudo isso! Já pensou que você pode ter sofrido o atentado por causa dela? Já pensou que ela pode entregar nossas estratégias de luta pros amiguinhos de farda?
--Em primeiro lugar! – parou de andar e olhou nos olhos da outra – Também já tive essa visão preconceituosa, mas existem militares muito honrados e Elza é uma dessas pessoas! Ela jamais cometeria tal traição e se tivesse que fazê-lo já teria feito há tempos! – falava com convicção – E não menos importante, nem ouse querer insinuar que ela foi responsável pelo que aconteceu comigo! -- protestou -- As Forças Armadas são respeitáveis e, assim como no nosso meio, existem as maçãs podres que não anulam todo o resto! Lembre-se que Renata era do Comuna quando entrou na vida de corrupção e nós nem sabíamos disso!
--Calma, Yara, não falo que ela tenha sido a responsável, mas alguém do meio dela! – rebateu – Alguém que tenha descoberto e queira separar vocês! – explicou-se – Já parou pra pensar nisso?
--Tá muito tarde, Jurema! – olhou brevemente para o relógio – Vamos embora e chega desse papo! – voltaram a andar – E que seja a última vez que tivemos esse tipo de conversa!
Jurema suspirou inconformada e nada respondeu.
São José dos Campos, estado de São Paulo / Goiânia, estado de Goiás
Elza e Yara conversavam pelo aplicativo QQOV?.
--Até que enfim minha namorada pão durinha comprou um celular decente e a gente pode conversar com mais facilidade! – a militar brincou enquanto caminhava
--Pão durinha, não! – protestou de bom humor – Não consumista é o justo a se dizer! – sorriu – Como você tá? Nunca mais sentiu dor no pulso? – caminhava pelo campus da UFG
--Nunca mais! – ajeitou o bibico na cabeça – E você? Plenamente recuperada desse tornozelo? Já não sente mais dores pelo corpo?
--Tô cheia de força, pode acreditar! – respondeu animada – E doida pra te encontrar em janeiro!
Gastou uns segundos calada antes de responder: -- Então, amor... não te liguei só pra ouvir sua bela voz... – pensava em como falar – Precisava te contar as últimas novidades... – afirmou receosa
--Novidades que não parecem tão boas, a julgar como você tá falando... – parou de andar – O que foi, minha linda? Aconteceu alguma coisa e a gente não vai poder se ver em janeiro? – queria saber
--Não só em janeiro mas em todo ano de 2017. – parou de andar também
--O que??? – surpreendeu-se – Mas o que foi?? – não entendia
--Fui designada pra passar um período em adidância nos Estados Unidos. – esclareceu – Viajo em 31 de dezembro. – pausou brevemente – E mais uma vez a inesquecível e dispensável experiência de passar o réveillon dentro de um desconfortável avião! – tentou brincar
--Ah... – não sabia o que dizer – E quando você volta? – o coração batia acelerado
--Em março de 2018. – fechou os olhos brevemente
--Como é que é?? – estava pasma – Elza... eu não tô entendendo isso! – gesticulava sozinha
--Também tem mais uma coisa... – pausou brevemente – Te contei que fazia tempo que Luiza pedia pra fazer um doutorado sanduíche, né? Pois então... – pensava em como dizer – Foi aprovado e ela vai viajar comigo. – falou com receio -- Mas não trabalharemos juntas no mesmo lugar, só estaremos na mesma cidade. -- destacou
--Hein??? – o coração acelerou ainda mais
--O Comando quer que eu aproveite a adidância pra desempenhar duas missões: uma delas é aprender o máximo possível sobre o projeto Z-Plane, que se refere a aviões sem partes móveis, e a outra é captar tecnologia relativa ao controle de voo de enxames de drones. – explicava – Então começarei num curso sobre drones e depois vou batalhar pra fechar um acordo de confidencialidade com a FlySky, que é a empresa responsável pelo Z-Plane. – gesticulou brevemente – Tudo dando certo, vou ter acesso às informações do projeto e quando vier embora, major Tito continua. Ele vai chegar lá na época em que eu estiver pra voltar pro Brasil. -- aguardava a resposta da outra
--Elza... – riu brevemente – Será que você não vê? Sabemos muito bem que essas coisas são planejadas com antecedência! Você lembra como foi no seu doutorado e viu a longa espera da Luiza pro doutorado dela! – argumentava – Não é possível que do nada, sem você pedir, venha uma adidância nos Estados Unidos, coisa que seus colegas devem disputar à tiro! – movimentava-se nervosamente – Isso tem o dedo, todos os dedos, do seu tio, o influente brigadeiro Goulart! – acusou – Ele mexeu os pauzinhos e sacou uma oportunidade pra te afastar de mim! De quebra ainda deu um jeito da capitão Luiza ir junto! – falava com raiva – Se bobear outra pessoa tava batalhando essa adidância, conseguiu, e na hora H foi substituída por você!
--Você tá querendo dizer o que? – respondeu desaforada – Que tudo que conquistei até hoje foi graças à coxa, ao pistolão do tio Goulart? – perguntou de cara feia – Acha que preciso disso??
--Elza, para e me escuta! – pediu em tom meio ríspido – É claro que não! Mas nesse caso, NESSE CASO ESPECÍFICO, é óbvio que tem o dedo dele! Será que seu orgulho é tão grande que não te deixa ver??
--Eu vou esperar você se controlar pra gente conversar melhor! – não queria mais ouvi-la – Passar bem, professora Yara Saraíba! – desligou sem esperar ouvir resposta
--Elza, espera! Elza! – percebeu que a ligação se encerrou e guardou o celular na bolsa – Ô, meu Sermão da Montanha... haja paciência! – voltou a caminhar
Goiânia, estado de Goiás
--O tempo passa, eu penso que as coisas vão melhorar, mas sempre o Diacho manda uma pistinga e o trem desanda! – Kedima dizia – O que é que Elza vai fazer nos Estados Unidos justo agora que tem aquele Rump cor de rosa pra infernizar por lá? – perguntava-se – Quando me parece que esse namoro esquisito de vocês vai entrar nos eixos... – balançou a cabeça contrariada – Olha, vou te contar! Nem as piores novelas mexicanas que eu assisti tinham tanta derrengação! – gesticulou – Até a saga de La Chica Fuentes era mais light!
Achou graça. – Só a senhora pra me fazer rir nos momentos mais inusitados... – Yara comentou – Pois, dona Kedima... a gente parece que vive rodando em círculos! E o pior é que Elza não vê que essa adidância é coisa armada pelo tiozinho dela! – franziu o cenho – Criatura nojenta, aquele homem!
--E olha que já botei o nome desse homem nos pés da Santa, nos pés da geladeira e até dentro do congelador, mas não dá jeito! – reclamou – É tanta consumição que meus olhos até se modificaram! Tô como olho de pombo!
Riu gostosamente. – Ai, ai, só a senhora mesmo! – foi até ela e a beijou na testa – Olho de pombo, que coisa! – achou graça – A senhora tem olho lindinho!
--Humpf! – fez um bico – Mas não fique se amofinando! – aconselhou – Vocês têm seus esquemas, fizeram suas escolhas e ela já demonstrou que é de confiança, então confia. – acariciava o rosto da indígena – Não será o Satanás de rabo desse Goulart que vai desmanchar o amor de vocês! – afirmou convicta – Somente vocês é que têm esse poder, de construir ou destruir.
A professora ficou calada pensando.
São José dos Campos, estado de São Paulo
Machado e Fernandão conversavam na praça de alimentação do Shopping Center Vale. Haviam acabado de lanchar.
--Garbosa, não há mais porque insistir em abordagens mal sucedidas! – pegou o celular e começou a mexer nele – Decidido está: desinstalar-te-ei, oh, aplicativo malévolo! –preparou-se para clicar
--Não, sub! – puxou rapidamente o aparelho das mãos do amigo – Não seja precipitado! – pediu – Encontrar um amor é tarefa árdua! Não pode esperar que com o aplicativo aconteça em dois tempos!
--Ora, garbosa sargento, é chegado o momento de eliminar o fruto da minha desdita! – tomou o celular de volta – O malfadado PIMBA só me apresentou a tresloucadas senhoras, além de ter me envergonhado até diante das tropas! – lembrava dos episódios – O constrangimento que passei em Cabo Frio já fora uma flâmula vermelha tremulando diante dos meus olhos militares! Não tivesse eu dado ouvidos ao vosso canto de sereia, evitar-se-ia todo infortúnio que se acometeu sobre minha distinta figura!
--Canto de sereia, que nada! – retrucou de pronto – Eu apenas o aconselhei a tentar e ter paciência! – justificava-se – Que tal ajustarmos o seu perfil de modo a minimizar as chances de aparecer mina maluca?
--Humpf! – franziu o cenho – Um aplicativo que atende pela alcunha de PIMBA não pode ser algo recomendável! – resmungou
--Confia em mim, sub! – pegou o celular novamente – Vamos fazer um perfil bem da hora e filtrar certas coisas!
Cruzou os braços contrariado. – Já não bastava saber que novamente serei privado da companhia do meu empoderado rebento, a garbosa e sua obsessão pimbística insistem a me infernizar o juízo cívico militar! -- fez cara feia
Parou de mexer no celular do homem. – O senhor não achou essa história de adidância, assim do nada, uma coisa um bocado suspeita? – aproveitou para perguntar – Desconfio que o brigadeiro tenha parte nisso aí! – acusou Goulart – Tudo pra tentar separar Elza e Yara e ao mesmo tempo tentar doutrinar a cabeça dela pra extrema direita! -- deduziu
--Tendo ou não tendo influências do prestimoso, garbosa, Deus sabe o que é melhor para nossa empoderada Elza. – considerou – Se for para o bem dela, ela irá. – olhava para a outra – E não é por distância física que se perde um amor. Se o prestimoso criou a oportunidade com vistas ao infortúnio amoroso das nossas jovens mulheres apaixonadas, certamente sofrerá mais um duro revés!
--Eu não sei... – respondeu incerta – Do jeito que as coisas vêm acontecendo nesse país, talvez essa temporada fora cause um afastamento muito maior que qualquer distância física... – pensou em voz alta – Mas, enfim, não adianta especular; o tempo dirá. Vamos ao seu perfil! – voltou a se concentrar no celular do outro
***
Elza estava em casa com o pai, quando uma mensagem chama sua atenção no celular. Preparou algumas coisas e se organizou para partir. – Pai, vou ter que dar uma saída. – pegou as chaves do carro – Muito provavelmente não durmo em casa hoje. – olhou para o homem
--Saireis com seres humanos de vossa confiança, minha empoderada filha? – o homem perguntou cauteloso
--De total confiança! – deu um beijinho na testa dele – E cuidado com o PIMBA, tá? – advertiu – Se nesse meio tempo te indicar alguém, analisa bastante antes! – deu tchauzinho
--Tranquilizai-vos! – deu tchau para ela também e observou-a sair – Até que faz tempo que o malévolo aplicativo não brada escandalosamente. – comentou consigo mesmo
***
--Eu tinha certeza que você viria! – Elza afirmou sedutora ao entrar no quarto de hotel – Duvidava que fosse me deixar ir embora sem se despedir! – colocou a bolsa sobre a mesa – Eu sabia! – envolveu o pescoço da outra com os braços e a beijou demoradamente
--Vim como louca! – beijou-a – Ontem foi o último dia de aula! – beijou-a mais uma vez – Tô praticamente só com a roupa do corpo! – abraçou-a pela cintura e novamente se beijaram
--Você não precisa de mais que isso! – começou a despir a indígena – Faz amor comigo, Yara Saraíba! – pediu cheia de desejo – Agora! – mordeu-lhe o lábio inferior
--Ô, glória! – beijou-a com paixão antes de começar a despir a parceira com pressa
***
Elza e Yara estavam nuas na cama, deitadas de lado, uma de frente para a outra.
--Eu não consigo me sentir em paz! – a indígena dizia – Saber que você vai ficar todo esse tempo longe de mim e ao mesmo tempo tão perto da mulher que sempre te quis me deixa agoniada! – confessou – E agora com esse Ronald Rump como presidente dos Estados Unidos, você vai prum meio em que vão trabalhar pra te fazer uma verdadeira lavagem cerebral!
Achou graça. – Amor, a gente resistiu à distância por todos estes anos! – beijou-a – E Luiza representa uma ameaça tão grande quanto Jurema, que vai continuar do seu ladinho e cheia das aleluias pra dar! – franziu o cenho – Pra te dar, melhor dizendo!
Riu brevemente. – Você sabe quais são as únicas aleluias que me interessam, Elza Machado! – beijou-a – E aqui não tem ninguém pra me lavar o cérebro. Eu não preciso ser convertida pra nada. – afirmou com ênfase – Você, ao contrário, tá cercada de gente doida pra te levar pro lado podre da Força!
Beijou-a novamente. – E não vão conseguir! – garantiu – Confia em mim! – pediu – Confia! – beijou-a – Sabia que você ficou com a maior cara de menina má com essa cicatriz? – mudou de assunto – Eu adoro... – beijou a cicatriz no supercílio da outra
--A sua ficou bem charmosa e sexy, major! – deslizou a ponta da língua no supercílio da negra
--Já me disseram isso... – respondeu dengosa
--Nem vou perguntar quem foi! – puxou-a para mais um beijo – Até porque imagino quem seja! -- reclamou
Sorriu. -- Só me importa saber que você achou sexy! – beijou-a – Hum... – beijou-a mais uma vez e perderam-se em um gostoso amasso
--Ô, meu... cajado de profeta... – falava entre beijos – Vira cobra e rasteja nesse leito de perdição... – beijou-a mais uma vez
Interrompeu o beijo achando graça. – Mas você fala cada coisa! – riu brevemente – Eu hein? – sorriu para a amada e gastou uns segundos admirando o rosto dela – Me promete que não vai ser baleada, espancada e nem presa durante minha ausência? – pediu enfática
--Com certeza! – respondeu de pronto – Eu não sou masoquista, não, uai! – acabou rindo
--Sabe o que eu tava ouvindo há dias atrás? – acariciava o braço da outra – Nossa música! – sorriu – Me fez lembrar daquela maravilhosa viagem a Istambul e a linda noite em que você me presenteou com a nossa canção...
--Sen kalbime hem yara, hemde ilâç oldun aslında (Você machucou meu coração, ao mesmo tempo se tornou um remédio)... – começou a cantarolar -- Gözlerin bana dokunduğunda, yanmadığım kadar yandımda! (Quando seus olhos me tocam, queimo como nunca queimei antes!) – olhava nos olhos
--Ai, ela ainda sabe cantar! – surpreendeu-se
--Günah olsa bile tenin bana, vazgeçemem inan senden asla! (Mesmo que sua pele seja um pecado para mim, acredite em mim, eu nunca desistirei de você!) – aproximou-se mais para sussurrar no ouvido -- Bir tek aşkım var sana emanet! (Meu amor está confiado somente a você!)
Ficou toda arrepiada. – Você me deixa louca quando faz esse tipo de coisa! – segurou o rosto da indígena com as duas mãos e a beijou intensamente
Interrompeu o beijo para perguntar: -- Amanhã você vai pra São Paulo que horas? – olhava para a amante
Estranhou a pergunta. -- Sairemos daqui às 9h, por que?
--Te conhecendo como conheço, com certeza já tá com tudo arrumado, né? – considerou
--Ah! – riu brevemente – Que você acha, meu bem? – beijou-a
--Ótimo! – deitou-se por cima da outra e se encaixou entre as pernas dela – Então ainda temos tempo. – beijou-a ao apertar-lhe uma das coxas – Muito tempo... – deslizou a outra mão para o sex* da parceira
Sorriu e gem*u. – Ai, amor... – fechou os olhos – Vem... – arranhava as costas da indígena bem devagar – Ah...
Fim do capítulo
Solitudine postando. Atendendo à pedidos, consegui terminar hoje (agora, especificamente). O próximo vai demorar um pouquinho mais.
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Minh@linda!
Em: 17/02/2025
Isso foi um atentado!!
É bem diferente de sofrer repressão dos policiais.
Yara tá cheia de cicatrizes de guerra, ultimamente!
Tá russo protestar.
Renata bem que tirou o Comuna do saco de coisas podres, mas também deixou o partido visado. Yara já era alvo de Goulart, agora virou persona não grata para os extremistas.
Elas se machucaram, quase que do mesmo jeito, tirando o pulso e o tornozelo, só que de lados opostos.
Que diacho, viu?! Kkk
Lados opostos até nos machucados.
Esse tipo de ligação é interessante, né, quando se gosta de alguém?
É como pensar no outro e mandar mensagem simultânea...
Ou ligar ao mesmo tempo...
Ou compartilhar a mesma saudade...
É muito louco essas conexões, mesmo!!
Yara fica toda boba quando Elza aparece!! Ô, mulher emocionada kkkk
E essa conversa de Elza tá deixando Yara angustiada!
E o tempo que elas vivem estão indoceis, também! Exige que alguém se prontifique pra luta. Essa história de separação bugol a cabeça de Yara e a minha, também.
Mas dá pra entender Elza!
Ninguém quer viver com medo de perder quem ama, Ou em uma vida agitada... E dessa vez a culpa é de Goulart, por querer separar as duas.
Esse traste não pensa nas consequências!
Eu acredito que as pessoas possam mudar, mas Renata ainda não me desce, não.
Esse Brener deu trabalho..
Que reforma trabalhista do capiroto.
Eita!! Que esse relacionamento é um celibato, só!!! Mais um ano tão, tão distantes! E Elza não aprende e continua não ouvindo Yara.
Eu também fico chateada quando eu digo o óbvio e a pessoa não escuta rs
É osso, viu?!
Só não entendo porque Elza não está se desdobrando pra saber de onde veio o atentado que Yara sofreu, ao invés de ir estudar fora?
Quero ver como ela vai lidar com o rumpismo, já que o montaunarismo, ainda, não está no seu máximo, na realidade delas.
Lembrei de um caso de uma amiga com aplicativo de namoro rsrs
Esses encontros podem ser hilários ou não.
Quando eu era adolescente eu ouvia, com uma amiga, "momentos de amor" no rádio. Era muito engraçado! A gente se divertia muito com as mensagens rs
Silvio Santos foi um visionário quando criou o "Em nome do Amor" kkkk
Aquilo, sim, era o Tinder da época.
E quando a gente pensa que as coisas estão se ajeitando...
Mais um ano distantes ...
Mas elas sempre dão um jeito.
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PaudaFome
Em: 06/07/2024
Corri para ler e o celular descarregou depois foi uma vida para atualizar o Android amei que a Yara escapou do atentado e a Elza ajuda no movimento que eu sei mas às vezes é tão cega... Goulart aproveita!
Solitudine
Em: 10/07/2024
Autora da história
Olá querida,
Eu também já passei por isso. É um trem chato, não?
Verdade, a cada passo titubeante de Elza, Goulart nada de braçada.
Beijos,
Sol
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Ontracksea
Em: 18/01/2024
Goulart está por trás do atentado mas acho que saiu do controle do ele planejava. Elza fica louca e não consegue segurar o rojão. Conversa tensa entre as duas! E de lá é cá todo mundo querendo dar pitaco...
Teimosia Elza não vê que a adidância é obra do Goulart? Oh glória! Jajaja
O ponto de inflexão é o que? Começo do fim delas ou começo da vitória do coiso?
Solitudine
Em: 21/01/2024
Autora da história
De fato, saiu do controle. Goulart se destemperou e acabou cometendo grandes erros; mais uma vez.
O problema é que, só para complicar mais, havia muita gente se metendo na história. Lados antagônicos, é sempre assim!
Elza se deixou levar pelo orgulho. Bem do ser humano.
O ponto de inflexão é o que? As interpretações podem ser várias. Qual a sua? Eu sempre dou liberdade às imaginações. rs
Beijos,
Sol
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Femines666
Em: 04/04/2023
Última observação nesse capítulo. Agora tô sentindo firmeza na Renata. Se bobear vai ficar parceirona da Yara no futuro!
Solitudine
Em: 08/04/2023
Autora da história
Será? Vamos ver se você acertou! rs
Beijos,
Sol
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Femines666
Em: 04/04/2023
Eu adoro a Elza mas ela tem umas escrotices de vez em quando... Goulart com certeza armou essa adidância porque viu a merda que fez. Acorda Elza, ow!!!
Solitudine
Em: 08/04/2023
Autora da história
Elza se deixou cegar pelo orgulho dessa vez. Vamos ver quando vai perceber o que houve.
Beijos,
Sol
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Femines666
Em: 04/04/2023
Eu fico louca!!!!! Cada capítulo mais intrigante que o outro!! As aulas de política também me deixam babando!!!
Solitudine
Em: 08/04/2023
Autora da história
Obrigada, querida!
Beijos,
Sol
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Zaha
Em: 02/02/2023
Boa noite,
Muita coisa acontecendo nesses últimos capítulos e no próximo vamos ver o que acontecerá com a relação de Elza e Yara. Longe fisicamente por 1 ano, espero que o chat seja um meio pra manter sua relação um pouco mais segura, já que elas tem facilidade em criar problemas sendo impulsivas quando discordam. Numa relação a distância é mais difícil e agora piorou!
Se e Goulart fez algo ou não ,saberemos adiante. Mas ele n ia desistir, pois n quer que Elza saia manchada e n só isso, apenas juntou o que ele já não concordava...
Muita gente se mentendo na relação, n dá certo!!! Ainda bem que Yara tá bem plantada.
Veremos como vão estar essas duas, se a distância vai separá-las em outro nível....
Bem, dei seu recado pra Endles. Ela disse que vc sempre manda bem!! Amando como sempre! Espero que ela possa aparecer em qualquer momento..
Eu deixei algo curto, mas deixei ...
O cerco tá fechando....
Até mais!
Resposta do autor:
Olá Lailesca Principesca Sadikiiérrima!
Senti você desanimada e distante. Espero que esteja melhor hoje e animada como estava na ocasião do sexto lugar na competição.
Eu estou passando o ano a ano agora porque são os momentos de maior tensão na história. Impeachment, ascensão da extrema direita, fundamentalismo se expandindo... Lembrando sempre que Elza e Yara refletem estas coisas de uma forma ou de outra. A relação delas serve de fuxico muito por causa desse reflexo.
Concordo com o que você falou sobre Goulart. É bem por aí.
A questão agora não é bem a distância, embora Yara tenha reclamado disso. Mas o contexto!
Endless veio aqui me deixar uma lembrança.
Não importa se é curto ou longo, desde que seja da sua vontade. Não sei o que houve que não teve nem um beijinho de despedida. Mas, que você esteja melhor hoje!
Beijos caipirescos,
Sol
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Samirao
Em: 31/01/2023
Amoreee também adorei esse CAPS e achando que a Elza que vai voltar de USA será outra pessoa dessa vez. Só na espera pra ver se meu palpite é quente. Bjuss
Resposta do autor:
Olá querida. Você aposta em uma transformação de Elza? Vejamos.
Beijos,
Sol
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FENOVAIS
Em: 31/01/2023
Ooooooo trem!!! Você num reza pra dormir não? Um tiro? Sério? Tu quer me deixar com cabelinhos brancos. Num mexa na minha neném, ela é de ouro.
Você tá vendo que eu tento dar a devida bonificação a dona Major de cu de pombo. Mas tá difícil, tu não colabora e nem ela. Ooooooo humana desprovida de senso, quando alguém toma um tiro a imediata reação é saber se o outro está bem, não é pra chilicar como piolho no kaltrin.
Nammmmmm, campanha pra Yara se livrar desse amor bandido viu?! Num tem cabimento daquela quenga militar vim bater o pandeiro da indignação após a indígena comunicar o óbvio!!
Olhe, vigia na terra viu?!?!
Até o próximo capítulo criança espoleta!!!
Resposta do autor:
kkkkkk Não rezo? Eu rezo, uai?
Eu não mexo, mas tem gente querendo! Ela incomoda, não? Amada por uns e odiada por outros. Qual militante sério não vive isso? rs
kkkk Ri muito com esse trem de fiofó de pombo! Eu não colaboro? Tenho culpa de nada, fi! Elas é que são teimosas! rs Mas as duas são boas pessoas, embora você não concorde com 100% dessa frase. rs
Vejamos no que tudo isso vai dar, querido!
O próximo já está aí. Quero ver o que você vai achar!
Beijos,
Sol
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Marta Andrade dos Santos
Em: 30/01/2023
Eita! Yara minha querida tá querendo visitar São Pedro.
Resposta do autor:
kkkkk Querer ela não quer, mas estão querendo por ela!
Beijos!
Sol
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Joabreu
Em: 30/01/2023
Boa noite,
Eu não sabia o que esperar desse capítulo e investi num Blood Mary salgado, apimentado e ostras pra acompanhar. Um dia te convido prum getogether no Restô.
A pedida foi boa porque terminei rendendo o gosto na boca, tipo Yara sem esquecer do detalhe Goulart + atentado + Elzinha abroad. Mais de ano né autora? Oh Gosh...
*
*
*
Goulart merecia um exposed plus cancelamento. Ranço desse cara!
E a vtzeira deixando de ser vtzeira. Evolution! ?—?/
*
Pensei em instalar um PIMBA. Minha crush tá merecendo que eu saia pimbando por aí! lol
Até que vc não demorou autora.
Be back soon... again!
Jo Abreu{}
Resposta do autor:
Olá querida!
Eu nunca bebi Blood Mary mas adoro ostras!
Eita, será que eu tenho condições de ir nesse Restô? Muito chique para uma caipira como eu. rs
kkkk Goulart é meio que unanimidade.
Renata está evoluindo? Parece...
kkkkk Vejo que o PIMBA está ganhando cada vez mais adeptas!
Eu tento não demorar, mas não posso garantir.
Beijos,
Sol
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Yoko tsuko
Em: 30/01/2023
Sensei tô com a Kedima pq é bem melhor torcer tornozelo e cortar testa que tomar tiro em cheio. Entre mortos e feridos elas sobreviveram à 2016. Que venham 2017 e 2018! Adorando!!!!
YT
Resposta do autor:
É verdade, querida. Dos males o menor!
Que venham! E 2017 já chegou!
Que bom que esteja adorando!
Beijos,
Sol
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Alexape
Em: 30/01/2023
Autora do meu coração você me mata!!! Mas eu gostho! Se te conhecesse te dava palmadas no bumbum por ser tão traquinas. 2016 já foi, 2017 com Elza nos EUA que venha 2018! Como diria tua Paty golezo ai meus sais!!!
Resposta do autor:
kkkkkkkkkkkkkkkkkk Eita, escapei de apanhar! Ave Maria!
Que venha 2018 (mas temos 2017 ainda, hein?)!
Beijos,
Sol
[Faça o login para poder comentar]
Young
Em: 30/01/2023
Olá Solzinha,
Vivemos em montanha russa viu? Alívio porque Yara escapou apesar dela e Elza terem saído feridas. Tensão porque Goulart fez besteira e agora perdeu o controle da situação e ainda mandou Elza pra terra do tio Sam.
Haja coração!
Mas a história é ótima! Estou acompanhando super interessada e cheia de dúvidas e palpites.
Continue!!
Young Cy
Dúvida extra conto: senti falta da Samira. Cadê ela?
Resposta do autor:
Olá querida!
Haja coração! Viver nesse país ficcional pós impeachment não é qualquer coisa! Segura as emoções que o trem é punk! rs
Obrigada por estar sempre aqui e por estar acompanhando interessada. Fico feliz em saber que está gostando.
Samira teve alguns "estresses", mas ela volta.
Beijos,
Sol
[Faça o login para poder comentar]
Lea
Em: 30/01/2023
Respirando aliviada(por enquanto), Yara "a sobrevivente",sempre passando por maus bocados. Gostar da Yara é,Ter a cada momento um pequeno taquicardia . Assim o coração não aguenta!
Ainda bem que,todos do partido estavam atentos.
Será que esse atentado ficará impune? Veremos. Né?
*
Renata, Renata será que essa"toma" jeito,com a ajuda da mãe,ou é um caso perdido? Por um momento pensei que,iriam eliminá-la. Isso se, já não estejam planejando!
*
Dona Malu vai aderir ao "PIMBA"? Vai dá match com o Machado? Seria bem inusitado!!
*
Por falar em novela mexicana, lembrei-me das "MARIA'S",interpretadas pela atriz/cantora,Thalía. O sofrimento durava um ano inteiro,para quê,no último capítulo finalmente pudesse usufruir da merecida PAZ!
Dona Kedima com certeza conhece essas, também.
*
Elza é inteligente o suficiente para conseguir por si só seus feitos na profissão escolhida. Porém,acho eu que,o Goulart está metido nessa nova viagem da sobrinha.
*
Próximos capítulos teremos um pouco mais de sofrimento. Vamos que vamos! Até logo,Sol.
Boa noite!
Resposta do autor:
Olá querida!
Que bom que você está sempre vindo me "ver". Venha sempre, viu? rs
kkk Gostar da Yara exige força e saúde, não? Mas a nossa cara indígena é uma mulher que vale a pena. Será que o atentado ficará impune? Veremos.
Renata se envolveu com gente perigosa e soltou o verbo. O que será que vai acontecer com ela? Aguarde...
Malu e Machado? Será que o PIMBA irá uni-los?
Quem lê os trem que eu escrevo já deve ter percebido que de vez em sempre há uma alusão às novelas mexicanas. Tenho na família da roça um clã bem amplo que por muitos anos assistiu assiduamente a tudo isso: Maria Mercedes, Marimar, Maria do Bairro, etc... E essa Thalia era a musa constante! rs Então dona Kedima (e suas versões caipirescas) conhece bem!
Pois é, será que Goulart não criou uma condição para manter a sobrinha longe dos problemas que Yara tem?
Teremos um pouco mais de tudo, inclusive de sofrimento. rs
Confia na caipira.
Beijos,
Sol
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Dandara091
Em: 29/01/2023
Alô autora!
Essas mulheres não tem um refresco. Mas o Brasil né pros fracos! Tem que ter peito e muita aleluia na hosana!
Tô curiosa!!! Manda mais!
#vaipraporragoulart
#elza&yara
#etomepimba
Resposta do autor:
kkkk Verdade, querida, o Brasil não é qualquer coisa!
Adorei essa de que tem que ter peito e muita aleluia na hosana! kkkkk
Estou mandando! rs
Adoro esses hashtags! kkk
Beijos,
Sol
[Faça o login para poder comentar]
Irina
Em: 29/01/2023
Kotinha querida!
Salvaste o domingo de uma pobre fã! Folgo em saber que o pior não se deu com Yara! Porém, Goulart comparta-se como um gênio do Mal. Que homem!
O conto cada vez mais a me encantar e intrigar. Desconfio que ao final darás uma grande cartada a surpreender nós outras. Será? Falas do jogo e vejo-te a mover as peças. Mistério...
Sempre a vos acompanhar!
Com estima,
Irina
Resposta do autor:
kkkkk Olá querida!
Que bom que o domingo foi salvo! rs
E o que será que ela acha que vem por aí? Que cartada será essa? Previsível? Imprevisível? Surpreendente ou fuleira? Calma, menina, e aguarde as cenas dos próximos capítulos!
Confia na caipira que o mistério se desvenda!
Beijos e obrigada por sempre estar aqui,
Sol
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Endless
Em: 29/01/2023
Olá minha caipira favorita! Não costumo fazer comentários, mas estou sempre acompanhando suas histórias. Você dá aula quando o assunto é política. Passei por governos desde Figueiredo e sei o quão difícil é se ater ao discurso, principalmente quando não sabemos analisá-lo. Uma pena que o plano de educação proposto desde o início tenha funcionado tão bem, como diria nosso saudoso Darcy. Ansiosa pra saber como nossas heroínas vão escapar da armadilha que é esta confusão política. Boa sorte.
Resposta do autor:
Olá queridona!
Espero que esteja muito bem!
Senti sua falta, você sumiu! Que bom que tenha vindo!
Pelo que entendi parece que você está gostando. Espero que continue acompanhando e que, ao final, a caipira não a decepcione!
Volte mais.
Beijos,
Sol
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Seyyed
Em: 29/01/2023
Ufa! Respirando aliviada!! Yara e Elza são tão Yang Ying que até na hora de rachar as fuça é simétrico hahaha Adorei o capítulo e tô desconfiada de uma coisa mas vou ficar de camarote observando pra ver se é isso mesmo e se for a caipira é triphoda (erudição hehe). Vou instalar o PIMBA pra ver se faturou uma guria porque tá foda!
Resposta do autor:
kkkkkkkkkkkk Você me diverte! Mas gostei de ter percebido a anti simetria proposital.
Do que será que ela desconfia? Será que tem razão? Vamos ver. Mas acho que posso concordar quando você diz que a caipira é trilouca! kkk
kkkkkkk Vai instalar o PIMBA? kkkk Boa sorte!
Beijos,
Sol
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Mille
Em: 29/01/2023
Oh Sol mega obrigadaaaaa
Como diz o ditado: Quem não chora não mama kkkk
E que bom que não teve tragédia mais teve dedinho do tio Goulart e mais essa viagem junto da Luiza.
Jurema já sabe da Elza e Luiza da Yara bora ver como as duas vão trabalhar a distância tal longe, mais se superaram longos anos distantes não será agora que tudo terminará.
Bjus e até o próximo capítulo e uma ótima semana
Resposta do autor:
Olá querida!
E quem pode negar um pedido de Mille? Mas creia que foi puxado (olha a caipira valorizando o passe - e o pior é que foi puxado mesmo! rs).
Termina o ano de 2016, um grande ponto de inflexão na história do nosso Brasil da ficção (e talvez no da vida real também). Vamos ver como Elza e Yara se comportarão nestes momentos cada vez mais duros e polarizados que se aproximam em velocidade alta.
Beijos e ótima semana!
Sol
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Solitudine Em: 21/02/2025 Autora da história
Basnoite, queridona!
Adoro quando vocês percebem as caipirices jogadas nos contos; notou que cada uma se feriu exatamente no lado pelo qual advoga. Muito bom!
Sim, Yara sofreu um atentado e vamos entender o contexto em breve. Elza reagiu mal e pior ficou diante das demais coisas que foram acontecendo. Tudo age para separá-las. E como as duas agem diante desse tudo?
Vejamos as cenas dos próximos capítulos!
Beijos,
Sol