Uma escrita sci-fi de tirar o fôlego. Me trouxe uma sensação angustiante de não ser apenas espectadora dessa odisseia, mas, de alguma maneira, partilhar a angústia de Selena nessa tentativa de voltar a realidade que ela conhecia.
Muito obrigada pelo comentário. O maior desafio ao escrever esta história, era justamente poder tocar e conectar quem a lesse. Saber que consegui te puxar para dentro desta aventura, é uma recompensa muito boa para mim! Obrigada por ler e pelo feedback! Abraços!
Muito obrigada pelo comentário! Foi um privilégio para mim poder publicar este conto nesta plataforma e também parabéns pela escolha das imagens, que me permitiram "brincar" com conceitos da física/astronomia para espelhar sentimentos tão humanos. Como também sou muitooo fã de ficção científica, foi um prazer saber que este conto lhe proporcionou uma boa leitura, assim como para mim foi um prazer escrevê-lo! Abraços Lady Texiana
Oi, queria ter propriedade para opinar sobre o que você escreveu. Foi muito intrincad, bem construído. Quando fiz a leitura hoje,fiquei lamentando não ter tido tempo d avançar na leitura do livro que adquiri. "Uma breve história do tempo" você já leu esse livro?
Abraços!
P.S: vou ter que uma segunda vez, pois gosto de tramas nesse nível de densidade. E como é um assunto que estou começando a desbravar, melhor ainda
Olá Este livro é um clássico do Hawking e é excelente! E é um excelente começo para este campo. Recomento também O fim de todas as coisas (segundo a astrofísica) da astrofísica Katie Mack e o Universo invisível da física teórica Lisa Randall (a Randall brinca com matéria escura e dinossauros e a surpreendente conectividade do Universo). No campo da ficção, super recomento os livros do Blake Crouch e do Cixin Liu. Mas Hawking é sem dúvida o melhor, junto com Carl Sagan. E não se aflija, o meu conto é mais sobre culpa, traumas, emoções, desejos muito humanos, do que sobre ciência, que utilizei apenas como metáforas para tudo isso. Um abraço com carinho! Obrigada por ler. Lady Texiana
Acredito que encarar a realidade provavelmente seja mais difícil, porém a partir dessa decisão a pessoa vai ter mais maturidade e segurança para conseguir lidar com os traumas manifestados no inconsciente.
Querida, obrigada pelo comentário. De fato, entendo que as vezes nos "desligamos" da realidade para não colapsar. Talvez tenha sido isso que aconteceu com a Comandante. Massss, como nem tudo é o que parece, podemos inclusive deduzir duas coisas a partir da história: ou o colapso/coma foi realmente a proteção do cérebro a um dano maior, ou universos paralelos existem e o Cavaleiro Cambaleante da Gravidade era realmente umaentidade viva. Algum dia saberemos a resposta? O que você acha? Abraços Com carinho Lady Texiana
Construir uma atmosfera de ficção científica “hard”, usando vocabulário de cosmologia, relatividade e física espacial para dar densidade emocional ao conto foi uma proposta ousada; gosto disso. O texto mistura conceitos físicos muito distintos de maneira quase simbólica: a reentrada atmosférica associada a “vazamentos de antimatéria de outra dimensão”; a radiação cósmica de fundo descrita como um som audível; entropia aparecendo como entidade material; parsecs usados como metáfora de distância psicológica apesar de serem unidades astronômicas gigantescas; e o horizonte de eventos tratado como se fosse uma espécie de portal temporal acessível durante uma missão lunar. Uau! Não precisamos estar presas à coerência com todo rigor científico para usar a física moderna como metáfora para trauma, culpa, dissociação e medo de perda. Também gosto de abusar um pouco dos limites da ciência em determinados momentos.
Nesse aspecto, a história encontra uma força muito interessante: o “colapso temporal” de Selena funcionando mais como representação psicológica do isolamento pós-missão e da ansiedade afetiva do que como fenômeno astrofísico real. Ideia digna de uma tese. Parabéns!
Respondendo a sua pergunta, a gente se prende a loops até quando são ruins. O que se conhece é espaço seguro.
Mas, apesar da saudade, e eu sinto muita, prefiro o desconhecido; é bem menos doloroso sair do apego.
Estou precisando escrever (conto). Só não sei se consigo.
Obrigada pela interessante história que nos inspira.
Querida, bom dia. Gratidão por receber um comentário tão bom e tão sensível quanto este. Você captou exatamente a minha proposta para este conto: utilizar conceitos da física moderna como fundamento para ancorar sentimentos muito humanos. Sobre a escolha do parsec como unidade de distância no final, você tocou em um ponto essencial, creio que devido a sua atenta leitura (obrigada por ler!) e ai cabe uma explicação pela escolha: usei como medida justamente porque, às vezes, a distância entre o que sentimos e o que conseguimos expressar não pode ser medido apenas pelo sistema métrico; ela pode ser estelar, gigantesca, muito maior do que a distância entre a Terra e a Lua. Creio que quando estamos em um processo tão sensível como o da Comandante Selena, a outra pessoa pode estar ao nosso lado, mas a distância emocional vai parecer imensa, como uma viagem interestelar... (e aqui há muito de mim neste conto)... Aliás, para mim, escrever tem sido, - devo confessar – uma válvula de escape, ou talvez uma forma de dar nome a sentimentos e situações que tem sido muito complexas. Quanto ao loop, você tem razão: aquilo que é conhecido pode ser um refúgio, mesmo quando dói. Mas Selena precisava romper com esta singularidade para que o amor dela não fosse transformado em algo estático e sem vida. De novo, obrigada por ter dedicado tempo para ler e obrigada pelo comentário!! E por favor, escreva, quero muito ler o seu conto. Abraços, bom domingo. Lady Texiana.
Acredito que resistir a tentação de viver um loop perfeito, seja mais difícil. Seria como viver, eternamente, um sonho perfeito! Mas não passaria disso e, não seria real.
Já, voltar pra realidade, mesmo com toda problemática existente, não seria menos difícil... Porém teria a satisfação de ter momentos de felicidade reais, superando dificuldades e "Eu te amo" atualizados.
Você tocou no ponto mais sensível; a perfeição do loop é uma ilusão mortal e voltar para a realidade dói, mas é nela que o toque é real e o amor é autêntico. Obrigada pela leitura e pela observação! Abraços! ;)
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1 — O Horizonte de Eventos
Nossa!
Uma escrita sci-fi de tirar o fôlego. Me trouxe uma sensação angustiante de não ser apenas espectadora dessa odisseia, mas, de alguma maneira, partilhar a angústia de Selena nessa tentativa de voltar a realidade que ela conhecia.
Muito show!
Abraços!
1 — O Horizonte de Eventos
Que viagem intensa! Adoro sci-fi e foi um deleite ler seu conto, parabéns!
Abraços
Lady Texiana
1 — O Horizonte de Eventos
Oi, queria ter propriedade para opinar sobre o que você escreveu. Foi muito intrincad, bem construído. Quando fiz a leitura hoje,fiquei lamentando não ter tido tempo d avançar na leitura do livro que adquiri. "Uma breve história do tempo" você já leu esse livro?
Abraços!
P.S: vou ter que uma segunda vez, pois gosto de tramas nesse nível de densidade. E como é um assunto que estou começando a desbravar, melhor ainda
Este livro é um clássico do Hawking e é excelente! E é um excelente começo para este campo. Recomento também O fim de todas as coisas (segundo a astrofísica) da astrofísica Katie Mack e o Universo invisível da física teórica Lisa Randall (a Randall brinca com matéria escura e dinossauros e a surpreendente conectividade do Universo). No campo da ficção, super recomento os livros do Blake Crouch e do Cixin Liu. Mas Hawking é sem dúvida o melhor, junto com Carl Sagan. E não se aflija, o meu conto é mais sobre culpa, traumas, emoções, desejos muito humanos, do que sobre ciência, que utilizei apenas como metáforas para tudo isso.
Um abraço com carinho!
Obrigada por ler.
Lady Texiana
Muito obrigada pelas indicações!
Até breve!
;)
1 — O Horizonte de Eventos
Bom dia!
Acredito que encarar a realidade provavelmente seja mais difícil, porém a partir dessa decisão a pessoa vai ter mais maturidade e segurança para conseguir lidar com os traumas manifestados no inconsciente.
De fato, entendo que as vezes nos "desligamos" da realidade para não colapsar. Talvez tenha sido isso que aconteceu com a Comandante.
Massss, como nem tudo é o que parece, podemos inclusive deduzir duas coisas a partir da história: ou o colapso/coma foi realmente a proteção do cérebro a um dano maior, ou universos paralelos existem e o Cavaleiro Cambaleante da Gravidade era realmente umaentidade viva. Algum dia saberemos a resposta? O que você acha?
Abraços
Com carinho
Lady Texiana
1 — O Horizonte de Eventos
Boa noite,
Ou seria bom dia?
Construir uma atmosfera de ficção científica “hard”, usando vocabulário de cosmologia, relatividade e física espacial para dar densidade emocional ao conto foi uma proposta ousada; gosto disso. O texto mistura conceitos físicos muito distintos de maneira quase simbólica: a reentrada atmosférica associada a “vazamentos de antimatéria de outra dimensão”; a radiação cósmica de fundo descrita como um som audível; entropia aparecendo como entidade material; parsecs usados como metáfora de distância psicológica apesar de serem unidades astronômicas gigantescas; e o horizonte de eventos tratado como se fosse uma espécie de portal temporal acessível durante uma missão lunar. Uau! Não precisamos estar presas à coerência com todo rigor científico para usar a física moderna como metáfora para trauma, culpa, dissociação e medo de perda. Também gosto de abusar um pouco dos limites da ciência em determinados momentos.
Nesse aspecto, a história encontra uma força muito interessante: o “colapso temporal” de Selena funcionando mais como representação psicológica do isolamento pós-missão e da ansiedade afetiva do que como fenômeno astrofísico real. Ideia digna de uma tese. Parabéns!
Respondendo a sua pergunta, a gente se prende a loops até quando são ruins. O que se conhece é espaço seguro.
Mas, apesar da saudade, e eu sinto muita, prefiro o desconhecido; é bem menos doloroso sair do apego.
Estou precisando escrever (conto). Só não sei se consigo.
Obrigada pela interessante história que nos inspira.
Beijos,
Sol
Gratidão por receber um comentário tão bom e tão sensível quanto este. Você captou exatamente a minha proposta para este conto: utilizar conceitos da física moderna como fundamento para ancorar sentimentos muito humanos.
Sobre a escolha do parsec como unidade de distância no final, você tocou em um ponto essencial, creio que devido a sua atenta leitura (obrigada por ler!) e ai cabe uma explicação pela escolha: usei como medida justamente porque, às vezes, a distância entre o que sentimos e o que conseguimos expressar não pode ser medido apenas pelo sistema métrico; ela pode ser estelar, gigantesca, muito maior do que a distância entre a Terra e a Lua.
Creio que quando estamos em um processo tão sensível como o da Comandante Selena, a outra pessoa pode estar ao nosso lado, mas a distância emocional vai parecer imensa, como uma viagem interestelar... (e aqui há muito de mim neste conto)... Aliás, para mim, escrever tem sido, - devo confessar – uma válvula de escape, ou talvez uma forma de dar nome a sentimentos e situações que tem sido muito complexas.
Quanto ao loop, você tem razão: aquilo que é conhecido pode ser um refúgio, mesmo quando dói. Mas Selena precisava romper com esta singularidade para que o amor dela não fosse transformado em algo estático e sem vida.
De novo, obrigada por ter dedicado tempo para ler e obrigada pelo comentário!!
E por favor, escreva, quero muito ler o seu conto.
Abraços, bom domingo.
Lady Texiana.
Escrevi.
Beijos,
Sol
1 — O Horizonte de Eventos
Acredito que resistir a tentação de viver um loop perfeito, seja mais difícil. Seria como viver, eternamente, um sonho perfeito! Mas não passaria disso e, não seria real.
Já, voltar pra realidade, mesmo com toda problemática existente, não seria menos difícil... Porém teria a satisfação de ter momentos de felicidade reais, superando dificuldades e "Eu te amo" atualizados.
Abraços! ;)