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Na Batida do Coração por Srta Prynn

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Palavras: 9841
Acessos: 4757   |  Postado em: 00/00/0000

Capítulo 8

-- Vládia, agora você precisa descansar, já teve muitas emoções para um dia. – Falou fazendo cara de brava.

-- Tá certo, mas você ainda não me disse se vai ter paciência comigo.

Francis se aproximou, pegou sua mão entre as suas e entrelaçou seus dedos aos dela e com a outra fez o contorno do rosto de Vládia.

-- Sempre docinho, sempre. Você já ocupa todo espaço disponível em meu coração, em minha vida, em meus pensamentos. – Deu um beijinho nos lábios dela e ia se afastando quando Vládia a segurou pela cintura.

-- Acho que eu mereço um beijo um pouco mais caprichado. – Falou de uma forma sensual.

-- Nada disso senhorita, você não faz ideia do esforço que eu estou fazendo para não te agarrar e cobrir seu corpo com meus beijos, mas você não pode, e eu tenho que resistir, por isso, é só isso que você vai ter de mim hoje. – Deu outro beijinho e se afastou.

-- Não acredito, como você me fala essas coisas, me deixa com o corpo em chamas e simplesmente se afasta de mim?

-- Meu anjinho, há um mês eu te tenho a minha disposição, te dei banho, senti o calor do seu corpo, massageei seu corpo todo, sentia meu corpo ardendo de desejo, e sabe o que eu fiz? Absolutamente nada, então, se eu tive que ter paciência e esperar por um mês, você pode esperar por alguns dias. – Piscou para ela e foi se sentar na poltrona deixando Vládia atônita.

-- Você está se vingando de mim né? Pode falar.

-- De forma alguma, só quero que você se recupere totalmente, depois você terá tudo o que quiser de mim, mas só depois do médico te liberar, agora trate de dormir mocinha, você já extrapolou todos os limites hoje.

Contrariada com a atitude da garota, Vládia deitou e se virou de costas para a Francis, não acreditava que havia sido rejeitada, pior, ela havia acendido seu desejo e depois a mandado dormir, como sua mãe fazia quando ela era pequena e não deixava assistir ao filme que já estava no final.

Francis riu baixinho e sussurrou um boa noite que não foi respondido, ela queria mais do que tudo sentir aquela mulher entregue aos seus beijos, seus toques, mas não podia ser assim, ela ainda estava se recuperando e Francis ainda tinha medo que ela confundisse gratidão com desejo, ela sabia que Vládia ainda amava a Pâm, que as coisas entre elas estavam mal resolvidas e ela não queria ser o step da relação.

Algum tempo depois, ela se levantou para ir ao banheiro e ao voltar, passou pela cama da Vládia para ver se ela já estava dormindo, ela já se encontrava nos braços de morfeu, tinha a respiração leve, mas profunda, ela descansava, ela a cobriu com o lençol, arrumou o travesseiro, deu um beijo de leve nos lábios e sussurrou.

-- Dorme bem meu anjo e não pense que eu não a desejo, só não é o momento.

Voltou até a poltrona e em pouco tempo também dormia, e depois de muito tempo, teve um sono tranquilo, sem sonhos nem interrupções. Acordou com a enfermeira tocando seu ombro, ela estava toda torta na poltrona, correu os olhos pelo quarto e se assustou ao constatar que Vládia não estava lá, a enfermeira, vendo a preocupação em seus olhos, tratou logo de acalmá-la.

-- Ela está tomando banho, fez alguns exames pela manhã e agora esta no banheiro com a enfermeira Antonia.

-- Manhã? Que horas são? – Ela estava perdida.

-- São 11:25.

-- Nossa, eu dormi tudo isso? – Disse se levantando.

-- Ora minha filha, você está há um mês aqui, não dormia direito, é normal que agora esteja conseguindo dormir.

Francis concordou com ela e pediu que avisasse a Vládia que ela iria ate a lanchonete pegar um café já que ela não podia fazer a higiene da manhã porque o banheiro estava ocupado, quando retornou encontrou Vládia sentada na varanda tomando água.

-- Bom dia docinho, dormiu bem? – Perguntou bagunçando o cabelo dela.

-- Não graças a você né? – Francis constatou que ela ainda estava brava.

-- Xi, já vi que ainda está brava comigo, mas pelo menos está cheirosa.

-- Há há há, muito engraçadinha você.

Francis viu que seria difícil manter uma conversa com ela com aquele humor, então resolveu se calar e esperar que melhorasse, ficou ao lado dela, tomando café e notou o esforço que a outra fazia para não falar com ela. Depois de algum tempo, Francis se levantou, foi até o quarto, pegou um cigarro e desceu para rua deixando Vládia perdida em seus pensamentos que nem notou ela se retirar, só percebeu quando escutou a porta do quarto se fechando.

“ Não acredito que ela saiu sem falar comigo”, pensou, ouviu batidas na porta e pensou que era Francis que voltara, mas se enganou, era Silvinha e Pietra que haviam ido visitá-la.

-- Bom dia branquinha, como se sente hoje? – Pietra disse abraçando a amiga.

--Saiu da cama, isso é um bom sinal. – Silvinha falou.

-- Eu to bem, cadê a Paulinha, ela não veio?

-- Não, ela foi até a casa do pai para pegar a mesada. – Ela disse com uma voz cansada.

-- Problemas de novo Pietra?

-- Essa situação me cansa sabia, eu digo a ela que é por isso que o pai dela me odeia, ele acha que me sustenta, mas ela diz que isso é coisa da minha cabeça, mas deixa prá lá, viemos saber de você.

-- Por que você não diz a ela que não gosta dessa situação?

-- De novo? Só se eu abrir a cabeça dela com uma paulada e colocar lá dentro. Mas vamos falar de você mocinha, cadê a Francis. - Vládia fechou a cara ao responder.

-- Ela saiu. – Silvinha e Pietra se olharam e entenderam que algo havia acontecido entre elas.

-- Foi para onde? – Silvinha perguntou.

-- Não sei, ela não disse nada.

-- Vládia, o que aconteceu? – Vládia suspirou e contou as duas o que havia acontecido na noite anterior, as duas riram e Silvinha falou.

-- É só T.R. Pietra, logo passa.

-- O que raios é T.R.? – Quis saber Vládia.

-- Tesão reprimido amiga. – E caíram na gargalhada.

-- Acho que você tem razão.

-- Vládia, pela primeira vez na vida a Francis teve uma atitude sensata, não fique brava com ela, aposto que ela também está subindo pelas paredes.

-- Silvinha quer parar com suas brincadeiras? Ninguém aqui está subindo pelas paredes.

-- Tá bom Vládia, vou fingir que acredito.

Começaram a conversar, Vládia conseguiu que Pietra falasse sobre os problemas que estava tendo na sua relação e que apesar de amar Paulinha, a situação estava ficando insustentável, Vládia e Silvinha preferiram não dar pitaco na relação das duas alegando que eram amigas de ambas, mas aconselharam Pietra a ter uma conversa séria ao invés de aceitar que o final da relação estava se aproximando.

O almoço chegou, do hospital mesmo, já que dona Ana havia vijado para o interior para cuidar de uma prima que estava doente, elas fizeram Vládia comer a refeição toda, o que ela fez sem reclamar e Pietra vendo que a amiga olhava para o celular de tempo em tempo disse.

-- Porque você não liga prá ela ao invés de ficar se torturando?

-- Ela deve ter ido para casa, e depois, se ela quisesse teria me dito aonde iria.

Pietra já ia dizer alguma coisa quando o celular de Vládia tocou, e ela sem olhar no visor para saber quem era, atendeu ao mesmo tempo que a Francis entrava em silêncio no quarto com um buquê de rosas nas mãos.

-- Já estava com saudades de você. – Disse

-- Nossa, que recepção mais calorosa, também estou com saudades de você minha linda. – Era Pâm.

Ao mesmo tempo que Francis colocava as rosas em seu colo, Vládia deixava o celular cair no chão.

Francis, não entendeu a atitude da Vládia, mas ao ver o celular chão, seu coração sentiu que algo estava acontecendo, pegou o celular do chão e sem olhar para o visor, ela sabia quem era e isso a estava machucando, entregou para Vládia e saiu do quarto sendo seguida pela Silvia.

Ela caminhou a passos rápidos em direção ao elevador, atrás dela, Silvinha quase corria para conseguir acompanhá-la, como o elevador estava demorando ela se virou e foi em direção a escada, desceu apenas 4 degraus e desabou num choro compulsivo, abraçada a amiga que enfim conseguiu alcançá-la, ela deixou todo seu desespero sair, seu medo de que agora, o amor da sua vida fosse tirado completamente, Silvinha, pacientemente esperou que ela se acalmasse para dizer alguma coisa.

-- O que deu em você Fran? – Perguntou Silvinha fazendo um carinho no rosto da amiga.

-- Era a Pâmela no celular, eu tenho certeza, meu coração diz que era ela.

-- E se for, qual o problema?

-- Até parece que você não sabe Maria Sílvia, a Vládia ama ela, eu vou perdê-la antes mesmo de tê-la de volta.

Silvinha sentiu o desespero na voz da amiga, a Vládia realmente amava a Pâm, mas será que a amiga iria esquecer tudo que Francis havia feito por ela? O medo da Francis, agora era também o seu medo, ela sabia que a amiga não suportaria perdê-la de novo.

-- Você entrega os pontos rápido demais Fran, venha, vamos descer e fumar um cigarro, depois a gente volta.

Assim desceram e foram sentar de baixo de uma árvore e ali ficaram, Fran deitada no colo da amiga que fazia cafuné.

 

***   

 

No quarto, Vládia ficou olhando enquanto Francis saía do quarto com lágrimas nos olhos, assim que ela saiu do quarto, sendo seguida por Maria Sílvia, Vládia levou o celular de no ouvido com o coração aos pulos, ouvir a voz da mulher da sua vida, depois de tanto tempo, abalou as estruturas dela.

-- Oi Pâmela, me desculpe, o celular caiu, o que você queria mesmo? – Estava nervosa, o que não passou despercebido pela outra.

-- Nossa você estava tão cheia de amor há poucos segundos, porque essa mudança repentina de humor minha linda? – Pâm estava sendo doce ao telefone, se continuasse assim, seria difícil resistir.

-- Só por que eu pensei que era outra pessoa, não olhei o visor antes de atender, o que você deseja? – Foi seca.

-- Você. – Vládia sentiu borboletas voando em seu estomago.

-- Fala sério Pâmela, não to para brincadeira hoje.

-- Tá bom, já vi que seu humor não está dos melhores, só queria saber como você está.

-- Eu to bem, quebrada, mas to viva, obrigada.

-- Pôxa minha linda, eu fiquei preocupada, to com saudades de você. – Vládia não acreditou no que estava ouvindo.

Uma onda de calor percorreu seu corpo dos pés a cabeça, já ia se derreter quando olhou para as flores em seu colo, se lembrou dos cuidados de Francis, de tudo o que os médicos lhe disseram que ela havia feito, dela saindo do quarto com lágrimas nos olhos, uma confusão de sentimentos lhe invadiu o peito, queria as duas, amava as duas, de formas diferentes, mas amava.

Fez uma força imensa para colocar o pensamento em ordem assim que conseguiu, decidiu que o assunto com a Pâm não poderia ser por celular, mas não estava preparada para encontrá-la em sua frente.

-- Para alguém que se diz preocupada, você demorou um pouco para me procurar não acha?

-- Vlá...- Vládia a interrompeu.

-- Pâmela, eu preciso ir, tenho que desligar, depois a gente se fala.

-- Posso te ligar?

-- Não sei se seria uma boa ideia por enquanto.

-- Tudo bem Vlá, vou respeitar, quando você quiser falar comigo, você me liga então.

-- Ok, tchau e se cuida.

-- Se cuida você minha linda, saudades de você. – E assim ela desligou o celular deixando Vládia sem entender nada.

Pietra, vendo que o telefonema havia terminado, se aproximou da Vládia e segurou suas mãos.

-- Tudo bem branquinha?

-- Era a Pâm, Pietra, dá prá acreditar?

-- Na verdade dá sim, a história de vocês ficou mal resolvida, tem um espaço antes do fim.

-- Eu não to preparada para esta conversa Pietra, não to mesmo.

-- É pelo fato dela não ter vindo no hospital?

-- Não, é pelo fato dela ter me dito não sem nenhuma explicação, em um dia me jura amor eterno e no outro não quer casar comigo, como pode isso?

-- Isso só ela pode te responder branquinha, por isso acho que vocês precisam conversar.

Vládia sentiu seu coração apertar diante das palavras que havia dito, há muito, ela procurava nem pensar nessa história. A Pâm foi embora sem dar explicações e quando ela mais precisou de cuidados, ela não estava lá, e isso havia magoado profundamente.

-- Pietra, quando eu mais precisei, quem estava aqui do meu lado?

-- A Francis.

-- Quem me deu banho, cuidou de mim, fez massagens e me trouxe essa flores lindas?

-- A Francis.

-- Então me diz uma coisa, quem deveria estar aqui ao meu lado agora?

-- A Francis?

-- Isso mesmo, todas as vezes que ouvi alguma coisa enquanto estava desacordada, era a Francis que estava me dizendo, então, se alguém merece meu carinho e meu respeito, essa pessoa é a Francis.

-- Sim, mas e seu amor? Acho que a Francis quer muito mais do que seu carinho e respeito, alias, ela merece muito mais do que você pode dar a ela agora, você entende?

-- Você está defendendo a Francis? Eu ouvi direito?

-- Branquinha, eu nunca fui com a cara dela, mas ela subiu e muito no meu conceito esse último mês, ela não saiu do seu lado nenhum minuto sequer.

Vládia ficou pensativa, queria tomar a decisão certa naquele momento, não queria fazer a Francis sofrer, mas não sabia se o que sentia era apenas gratidão e um desejo grande demais que seu corpo queimava só em pensar nas carícias dela, travou essa briga interna durante alguns minutos até decidir pegar o celular e fazer uma ligação.

***

Francis estava mais calma, as lagrimas haviam cessado, o carinho de Silvia já estava deixando ela com sono, enfim ela havia conseguido relaxar. Silvinha acendeu um cigarro e o entregou a amiga que o pegou e agradeceu, o silêncio foi quebrado com o toque do celular da Francis que ficou olhando o visor sem saber se atenderia ou não, cedeu à vontade do coração e atendeu.

-- Oi Vládia.

-- Oi Fran, cadê você?

-- Er...Tô aqui fora com a Silvinha, por que?

-- Vem prá cá, preciso conversar com você. – Francis sentiu medo, medo de que ela quisesse dizer que tinha se acertado com a Pâm.

-- O que você quer conversar? – Pelo telefone ela achou que doeria mesmo.

-- Vem Fran, por favor. – Vládia sentindo a hesitação da outra em ir ao seu encontro, completou.

-- Preciso agradecer as flores lindas que você me trouxe, vem logo vai.

-- Não precisa agradecer, eu só achei que elas melhorariam seu humor, mas me parece que algo muito melhor te aconteceu, você já está falando comigo.

-- Francis, ou você sobe agora, ou eu vou descer, não sei como, mas eu vou. – E assim desligou o celular.

Francis tinha um sorriso bobo nos lábios, sabia que a reação da Vládia era um bom sinal, sinal de que talvez elas pudessem tentar consertar um erro no passado e serem felizes.

-- Fran, aconteceu alguma coisa? – Silvinha achava a cara da amiga muito estranha.

-- Aconteceu Sil, vou em busca da minha felicidade.

Dizendo assim, levantou e puxou a amiga correndo pelo hospital até chegarem na porta do quarto onde se encontrava o amor da sua vida, bateu e entrou, tímida, sendo seguida por uma Silvinha que não estava entendendo nada.

Quando via a Francis entrar no quarto, o coração de Vládia se encheu de alegria, e nesse momento ela soube que fez a escolha a certa. Com lágrimas nos olhos, estendeu a mão para ela que aceitou e se abaixando para ficar na altura dela na poltrona, a puxou para um abraço. Depois de um tempo, se separaram e Vládia disse.

-- Obrigada pelas rosas, elas são lindas.

-- Não mais que você docinho. – Francis disse ainda segurando suas mãos.

Pietra e Sílvia estavam atônitas diante daquela cena, a cumplicidade das duas era visível, elas diziam palavras que não eram proferidas, porem eram entendidas entre elas.

-- Meninas, acho que vocês tem muito que conversar e nós estamos sobrando aqui. – Pietra disse enquanto pegava sua bolsa e Silvinha e saiam dali sem serem sequer notadas.

-- Francis, você não precisava ter saído daqui do quarto. – Ela dizia se referindo ao episódio do telefonema.

-- Eu não queria te atrapalhar, eu sabia que era ela e sinceramente eu não queria ouvir vocês conversando. – Baixou os olhos.

-- Vlá, eu sei que esse lugar aqui é dela, que é uma questão de tempo ela voltar a ocupar e... – Vládia não permitiu que ela continuasse.

-- Esse lugar aqui é seu por direito, você fez por merecer, assim como em minha vida. - Levantou o rosto para olhar nos olhos dela e como Francis não disse nada ela continuou.

-- A menos que você não o queira, mas como diz o escritor do pequeno príncipe, você é responsável por tudo àquilo que cativas. – E a puxou para um beijo.

O beijo começou calmo, com carinho e cheio de promessas, mas logo se tornou urgente, as mãos ganharam vida e as caricias começaram a ficar intensa até que com muita força de vontade Francis separou seus lábios dos de Vládia que ainda com os olhos fechados disse.

-- Fran, quero muito mais de você, meu corpo quer muito mais de você.

A ouvir essa declaração, o corpo de Francis se arrepiou inteiro e ela já sentia que não resistiria mais se continuasse ali, seria prisioneira daqueles lábios macios, quente e cheio de desejo, então ficou em pé rapidamente deixando Vládia com uma cara de quem iria matar ela.

-- Assim fica difícil docinho, não pense que eu não quero, como já te disse, quero mais que tudo, mas você ainda não está liberada, me desculpe.

Vládia respirou fundo tentando manter o controle, ainda tentou mais uma cartada, tirou a camiseta que vestia, ficando assim só de shorts e soutien e disse.

-- Estamos nesse quarto de hospital, só eu e você, nunca teve vontade de fazer amor dentro de um hospital? Sei que você tem uma mente bem fértil. – Disse passando a língua pelos lábios deixando Francis ainda mais excitada.

-- Claro que sim, mas nos meus sonhos era sempre uma médica ou uma enfermeira gostosa, não uma paciente teimosa que ficava se oferecendo dessa maneira. – Vládia, apesar da raiva não disse nada ríspido.

-- Tá me chamando de oferecida agora? Sei que meu estado não desperta o desejo de ninguém, mas... – Dessa vez foi Francis que a interrompeu.

-- Eu desejo você até dormindo, você não tem noção do esforço que estou fazendo para não te pegar em meu colo e amar cada centímetro do seu corpo, mas o médico me disse que por enquanto você não pode.

-- E desde quando quem sabe das minhas limitações é um médico Francis?

-- Vlá, eu quase te perdi nesse acidente, e só eu sei a dor que senti só em pensar em você partindo, não quero fazer nada que possa prejudicar sua recuperação.

-- Então faça amor comigo, me tome em seus braços e me leve por caminhos que só seu toque me leva.

Francis estava cansada de lutar contra sua vontade absurda de ter aquela mulher em seus braços, seu corpo ardia de desejo, seu sex* pulsava, resolveu deixar o bom senso de lado e atender ao desejo de ambas.

-- Depois não diga que não te avisei. – E começou a caminhar lentamente abrindo os botões da camisete que vestia em direção a Vládia que estava embevecida com a cena.

Estava a apenas alguns passos da poltrona que Vládia se encontrava quando batidas na porta as despertaram daquele contato dos olhos que a aprisionavam. Vládia bufou e rapidamente vestiu a camiseta, Francis sentou no chão ao lado da poltrona dela, era Sandro que a buscava para a sessão de fisioterapia, ela, antes de sair com ele na cadeira de rodas, pegou o celular e disse tchau de uma forma muito doce para Francis.

“Salva pelo gongo” pensava Francis enquanto os via sair e fechar a porta. Seu corpo ainda ardia, era incrível como ele reagira às palavras da Vládia. Despertou dos pensamentos com o celular que anunciava que uma mensagem havia chego, pegou e leu, sentindo seu corpo acender de novo.

“Se pensa q vou dxar barato o q fez cmg agora, esta enganada, essa chama q vc acendeu em mim vc vai ter q apagar, espera só eu chegar p vc ver... Um bjo bem molhado no seu “coração”, to morrendo de sdds dele...”

Levantou e foi até o banheiro lavar o rosto com água fria, mas não parou um minuto sequer, de pensar na mensagem que havia recebido, sentia uma vontade imensa da Vládia, e precisava de uma desculpa muito boa para não agarrá-la alí no hospital mesmo.

Pegou o Mp4 e se sentou na varanda ouvindo músicas fim de que seu corpo relaxasse, mas não relaxou e quando ouviu barulho na porta, olhou para o relógio e viu que quase duas horas haviam se passado, ouviu as vozes de Sandro e da Vládia, se levantou e foi para o quarto, quando os viu, deu um grito, Vládia estava em pé, usava apenas duas muletas.

-- Vlá, você está andando?

-- Eu te disse que as massagens e os exercícios que você fazia nela iriam ajudar muito, você fez tudo certinho. – Sandro dizia para Francis.

-- Fran, ele me disse que posso andar pelo hospital já, estou de alta da cadeira. – Suas palavras tinham duplo sentido, mas só elas entenderam a mensagem.

-- Isso mesmo, você pode descer com ela e ir caminhar no jardim pela manhã se quiser, mas nada de exageros, agora se me derem licença, tenho um paciente ainda. – E assim sendo, saiu do quarto.

Como Francis continuava parada olhando para ela sem nada dizer, ela quebrou o silêncio.

-- Recebeu minha mensagem senhorita? – Disse indo em direção a ela.

-- Recebi sim e quero que saiba que meu coração anseia muito pelo beijo que você mandou. – Colou seus lábios nos dela de uma forma urgente.

Pegou Vládia no colo e a colocou sentada na cama, fez carinho em seu rosto e tirou a camiseta que ela vestia, olhou para seu corpo sem pressa, como se quisesse memorizar cada pedacinho dele, caminhou até a porta e a fechou com a chave.

-- Agora nada nos atrapalhará, quero você prá mim, quero sentir seu corpo todo, beijar, morder, se prepare docinho, sua mensagem trouxe um vulcão a tona.

A beijou, suas mãos faziam carinhos em sua pele que se arrepiava com o toque macio das mãos dela, beijou o pescoço e desceu até o colo, livrou-se do soutien e pegou em uma das mãos o seio que se oferecia para ela, mordeu, lambeu, sugou e a cada movimento seu, Vládia, delirava e gemia, tinha as mãos nos cabelos dela e a puxava de encontro ao seu corpo que ardia.

Fran se afastou dela e calmamente abriu os botões da camisete e retirou, pegou uma mão da Vládia, beijou, ch*pou dois dedos com os olhos grudados no rosto dela e levou aos seios dizendo.

-- Quero você Vlá.

Voltaram a colar os lábios numa vontade insana de fundirem os corpos, as mãos já sabiam o caminho do prazer uma da outra, e tudo era sincronizado, as respirações ofegantes, os gemidos, até que Francis deitou a Vládia na cama e começou retirar seu short, e a ultima peça que restava ela tirou com a boca, beijou a virilha por um tempo que para Vládia pareceu um eternidade, então parou a tortura e a boca chegou ao ponto mais sensível do corpo, Vládia tampou a cara com o travesseiro para que o gemido não chegasse ao corredor do hospital.

Francis lambia, sugava o clit*ris levando a DJ a loucura e quando sentia que a outra ia goz*r, diminuía o ritmo dos movimentos, ficou nessa tortura deliciosa por um bom tempo, até que não agüentando mais, a penetrou, Vládia arqueou o corpo até sentar novamente na cama, enlaçou Francis com as pernas a trazendo mais para perto para assim aumentar o contato dos corpos que dançavam de uma forma sensual, Fran sentiu que Vládia iria goz*r, afastou seu rosto para olhar o rosto dela no momento exato em que ambas atingiam o orgasmo juntas, Fran se agarrou a Vládia, ainda ofegante e disse.

-- Amo o que você me faz sentir, o que sinto com você é inexplicável.

-- É por que eu te amo.

 Se beijaram para selar aquele momento mútuo de prazer e amor.

-- É exatamente da forma como eu me lembrava. – Vládia disse.

-- O que?

-- Seu rosto, quando você goz*. E olha que eu nem precisei te tocar.

-- Você tem esse dom, seu prazer acaba sendo o meu prazer tamanho é a sintonia dos nossos corpos.

Ficaram abraçadas até que a respiração voltasse ao normal e Vládia, fazendo carinho em Francis perguntou.

-- Quer namorar com essa doida toda remendada e cheia de amor para dar?

-- Achei que você nunca fosse pedir. Eu quero sim meu amor, quero muito, você sabe que são esses olhos azuis que regem minha vida, que me aquece o coração, você é o meu sol em dia de chuva Vládia Zammorah.

E com um beijo intenso selaram o recomeço de um compromisso.

Nos dias que se seguiram, Vládia se dedicou a fisioterapia, queria ir logo para casa com Francis, mas devido as intensas noites de prazer, ela voltou a sentir dores na perna que havia operado, 2 dias antes de receber alta doutor Cláudio resolveu falar com elas.

-- Vládia, preciso ter com você e com a Francis uma conversa muito séria, porém embaraçosa, pelo menos para mim. – Sentindo o rumo que aquela conversa tomaria, Vládia ficou vermelha.

-- Menina, você tem noção da cirurgia que você fez nessa perna? Não pode fazer estripulias, sei que com a idade de vocês os hormônios estão aflorados, mas vocês terão que maneirar um pouco.

-- Pode deixar doutor Cláudio, nós entendemos seu recado. – Disse Francis.

-- É só por um tempo, uns 3 meses, até que esteja tudo 100%, podem fazer, mas nada de usar uma imaginação muito fértil ok. – Piscou e se retirou do quarto.

-- Vou dormir em casa hoje, você é um perigo docinho. – Riu da cara dela.

-- Nem pense nisso, você fica aqui comigo.

-- Nossa, minha namorada está muito mandona.

-- Pensei que você gostasse. – Disse enlaçando a namorada pelo pescoço e sussurrando em seu ouvido.

-- Vládia, que parte da conversa com o médico você não entendeu? – Francis falou enquanto tentava se afastar inutilmente da namorada.

-- Para Fran, é uma dorzinha à toa, além do mais, que culpa tenho eu se não resisto ao seu charme?

-- Pois trate de resistir mocinha, ou vou te privar da minha companhia.

Deu um beijinho da namorada que em seguida se afastou para atender o celular que tocava, e de novo ninguém falava nada, ela apenas ouvia a respiração do outro lado da linha, tinha sido assim todos os dias desde que ela havia falado com a Pâm, recebia pelo menos três ligações assim por dia, mas como era confidencial, não sabia quem era.

-- Era ela de novo?

-- Fran, nem sabemos se é ela de fato, mas era igual as outras ligações sim.

-- Se isso não parar Vlá, juro que acerto a carinha linda dela com minha mãozinha bem feita.

-- De jeito nenhum, e se você machucar sua mãozinha, como que eu fico? – Fez uma carinha de desejo.

-- Docinho, eu bato nela com a direita, para o que você quer, eu sempre usei a esquerda.

-- Sabe de uma coisa, nunca entendi bem isso, você faz tudo com a direita, mas essa coisa em especial você faz com a esquerda, será que minha namorada veio com defeito de fábrica?

As duas riram do comentário dela e por algum tempo esqueceram os telefonemas. Como acontecia todos os dias, Sandro veio buscar Vládia para mais uma sessão de fisioterapia, Francis aproveitou que a namorada iria ficar fora por duas horas, resolveu ir até o shopping pagar suas contas. Ligou para Silvinha e marcou de encontrar com ela na praça de alimentação.

-- Oi Fran, tudo bem?

-- Tá sim Sil e você?

-- Eu to bem, mas deixe de mentira que você não me engana, o que aconteceu?

-- Putz, não consigo mentir para você mesmo, vamos tomar um choppinho que te conto.

Compraram uma jarra de chopp e sentaram em uma mesa no canto da praça de alimentação para conversar.

-- Pronto, agora desembucha.

-- A Vládia está sentindo dores na perna, ela tenta disfarçar, faz parecer que a dor bem menor do que realmente é, mas eu vejo as vezes ela fazendo uma carinha de que a dor é bem forte do que ela me diz.

-- Mas ela já contou ao médico Fran?

-- Já sim, e ele deu uma chamada daquelas hoje, em nós duas.

-- Peraí, nas duas? Como assim? Não me diga que vocês estão...estão, ah você sabe o que eu quero dizer.

-- Ai Maria Sílvia, você já namorou com ela, então, você sabe que ela é bem convincente quando quer alguma coisa. – Silvinha engasgou com o chopp.

-- Por que você tem que ficar lembrando isso hein? Já faz tanto tempo.

-- Até parece que não foi bom, ou foi bom demais que você não consegue esquecer? – Brincou.

-- Nem um nem outro, é só porque éramos novas demais e foi logo que eu me descobri e logo que a Vlá se mudou para cá, éramos muito amigas na faculdade, rolou, foi bom, mas acabou.

-- Tá bom, não tá mais aqui quem falou.

-- Mas Fran, como é que vocês fazem estripulias com ela ainda convalescente?

-- Já faz tanto tempo que você não faz que até já esqueceu.

-- Ai, deixe minha vida sexual de lado só por um minutinho tá ok?

-- Tá. Mas não é só isso que está me deixando aflita. Há alguns dias, desde que a Pâm defunta levantou dos mortos, que a Vládia vem recebendo umas ligações estranhas, não falam nada, só dá para ouvir a respiração, depois desligam.

-- E você acha que é a Pâm?

-- Para falar a verdade, tenho quase certeza, quem mais insistiria nessas ligações Sil?

-- Sei não, mas acho que você tá pirando na batatinha amiga, a Pâm não me parece o tipo de pessoa que faria isso.

-- Você tem razão, quando a conheci, ela me pareceu uma pessoa sensata, mas depois que ela, graças ao meu bom pai, recusou o pedido de casamento, não sei, acho que estou insegura.

-- Desencana Fran, aproveite momento que vocês estão tendo juntas.

-- Você está certa.

Terminaram o chopp e foram pagar as contas, Fran deixou Silvinha na casa dela e seguiu para o hospital, já estava na hora de acabar a fisioterapia da Vládia e ela queria estar lá quando ela chegasse. Ao entrar no quarto, encontrou Vládia dormindo, achou estranho e resolveu procurar Ana, a enfermeira para saber o que havia acontecido.

-- Ana, boa tarde, sabe me dizer se aconteceu alguma coisa com a Vládia? Ela tá num sono pesado lá no quarto.

-- Ela sentiu muitas dores durante a fisioterapia, doutor Cláudio deu um remédio para amenizar, por isso ela está dormindo, acho que acorda só amanhã.

Depois de receber essa noticia, Francis agradeceu e voltou para o quarto, não se perdoava por não estar lá quando ela voltou. Entrou em silêncio para não acordar a namorada, ficou olhando para ela dormindo por um longo tempo, ajeitou seu cabelo que de tão comprido que já estava, caía no rosto, e foi sentar na varanda com o notebook.

Já passava das oito da noite quando Vládia acordou e chamou por ela que correu ao encontro da amada.

-- Você está bem docinho? A dor passou? Me perdoe por não estar aqui quando você voltou. – Disse fazendo carinho no rosto de Vládia.

-- Eu estou bem sim, a dor passou meu anjo e eu voltei no meio da sessão, não tinha como você saber que eu iria abusar da minha sorte na sessão.

-- Como assim?

-- Ah Fran, to cansada de cama, muleta, cadeira de rodas, eu queria me esforçar mais um pouquinho e deu no que deu.

-- Poxa Vlá, tenha paciência, as coisas vão acontecer devagar, você não usar muletas para sempre. – Abraçou Vládia.

-- Meu anjo, eu preciso que você faça uma coisa para mim, você faz?

-- Claro docinho, tudo que você quiser, é só pedir.

-- Você me ajuda a tomar banho?

-- A senhorita não tá com segundas intenções nesse pedido?

-- Eu? Isso nem me passou pela cabeça.

-- Eu te ajudo, vem, mas nada de querer se aproveitar viu mocinha.

Francis ajudou ela a caminhar até o banheiro, tirou toda a roupa dela e a sentou em uma daquelas cadeiras própria para banho, deixou á água em uma temperatura morna, e ensaboou o corpo todo com carinho, Vládia, as vezes gemia para o desespero de Francis, que com muito esforço conseguiu terminar o banho.

-- Poxa, você nem ligou para mim enquanto me dava banho, se soubesse que seria assim, teria ido sozinha. – Resmungou Vládia enquanto Francis ajudava ela a subir na cama.

-- Menina, você realmente não tem noção do poder que você tem sobre meu corpo né?

-- Nem parece, você ficou lá, no piloto automático enquanto me dava banho.

-- Minha linda, é preciso, você ouviu o que o médico disse, poxa, colabore também né, porque com você desse jeito, toda sensual, cheia de amor para dar, fica difícil resistir.

-- Fran, o médico disse para não ousarmos nas posições, mas uma mamãe e mamãe a gente pode fazer.

-- Papai e mamãe Vládia. – Riu da troca que ela fez.

-- Não, aqui é mamãe e mamãe.

Não contendo mais o desejo que tinha dentro do peito, Fran se aproximou dela, e entre um beijo e outro disse.

-- Você tem razão, quem sabe se formos cautelosas, e você me deixar conduzir, com calma, quem sabe não fazemos estragos.

O beijo durou por um tempo infinito, com calma, Fran tirava peça por peça do corpo de Vládia, e a cada peça retirada, a parte desnuda recebia uma enxurrada de beijinhos, quando a perna que havia sido operada ficou a mostra, Francis beijou a extensão inteira que a cicatriz ocupava, essa atitude dela trouxe lágrimas aos olhos de Vládia que achou linda a atitude da namorada, aos poucos todas as peças de roupas de Vládia estavam no chão, Francis conduzia o corpo dela com calma, saboreando cada centímetro dele, depois de algum tempo e de muitos pedidos da Vládia, Francis a penetrou, de forma gentil, carinhosa, mais intensa, fazendo com que Vládia sentisse o sangue percorrer seu corpo todo, em pouco tempo, o ápice do prazer chegou para ambas, Francis tinha um sorriso bobo nos lábios enquanto Vládia tinha lágrimas nos olhos.

-- Machuquei você docinho? – Francis perguntou preocupada.

-- Não Fran, de forma alguma.

-- O que foi então, você está com dor?

-- Não, nada dói, é só que ninguém nunca fez amor comigo de uma forma tão carinhosa como essa, foi tudo mágico, lindo, você foi perfeita Fran. – Abraçou forte a namorada.

Ficaram assim por um tempo ainda, Francis as vezes dava beijinhos estalados na bochecha da namorada arrancando risadas dela devido a cócegas que eles faziam. Francis ajudou Vládia se vestir para esperar o chá que logo chegaria.

-- Fran, eu não sei como seria se você não estivesse ao meu lado nesse momento, obrigada.

-- Eu estaria gatinha, nem que fosse como amiga, você não estaria sozinha, pode ter certeza.

-- Mesmo assim, quero que saiba que tudo que você faz por mim me dá coragem de enfrentar o que vem pela frente, o Sandro me disse que vai ser difícil e doloroso os próximos meses, mas se você estiver ao meu lado, tenho certeza que vai ser fichinha.

-- Você vai tirar de letra meu amor, tenho certeza, e logo você vai estar correndo por aí. – Deu beijinho na namorada e foi tomar um banho, quando saiu do banheiro, Vládia já estava tomando o chá com algumas torradas.

-- Desde quando você toma chá hein docinho?

-- Desde que as pessoas resolveram me obrigar a tomá-lo. – Fez uma careta.

O celular da Vládia, e vendo no visor que era privado, resolveu não atender, mas Francis pegou o aparelho e atendeu.

-- Você não tem mais o que fazer não?

E pela primeira vez depois de dias, a pessoa do outro lado da linha respondeu.

-- Seus dias de felicidades estão contados. – Dizendo isso desligou.

-- Não sei por que você perde tempo em atender, nunca falam nada.

-- Mas hoje falaram Vlá. – Vládia quase derrubou o chá com a notícia.

-- Falaram o que?

-- Que meus dias de felicidades estão contados. – Francis tinha raiva no olhar

-- Não se preocupe bobinha, nada vai mudar o que estamos vivendo. Mas você conheceu a voz? – Não queria ser direta e perguntar se era a Pâm

-- Se você quer saber se a voz era da Pâm, eu lhe respondo, não sei se era, afinal nunca trocamos mais que duas palavras, mas era uma mulher, e acho que ela não sabia que não era você no celular.

Ficaram em silêncio por algum tempo, perdidas em seus pensamentos. Vládia se perguntava quem poderia ser que estava ameaçando sua felicidade, ou pior, quem a sua felicidade poderia tanto incomodar, não tinha essa resposta e não queria debater o assunto com a Francis, sabia que ela ficaria chateada com a conversa. Puxou Francis pela mão e a abraçou sussurrando em seu ouvido.

-- Nada vai separar a gente Fran, nada nem ninguém. – Beijou o pescoço e se agarrou a ela, como se a soltasse ela pudesse sumir.

Deitaram juntas na cama e ligaram a TV, ficaram agarradinhas trocando carícias até o sono carregá-las, e assim passaram a noite, agarradinhas em uma cama de hospital.

Logo cedo Francis levantou, a enfermeira já viria trazer o remédio de Vládia e não queria ser flagrada na mesma cama, deixou Vládia dormindo e foi para o banheiro antes de sair comprar um café.

Estava na máquina de café quando sentiu uma mão em seu braço, ao se virar viu Paulinha, com uma cara de quem havia passado a noite em claro e chorando, a amiga praticamente se jogou em seus braços, ela abraçou a amiga e sentiu quando lágrimas molhavam seu ombro.

-- Hei Pandinha o que foi? – Perguntou enquanto afagava as costas da amiga.

-- Ai Fran, meu mundo desabou, não sei o que fazer.

-- Que aconteceu? – Se afastou para olhar o rosto da amiga.

-- Eu e a Pietra, discutimos feio ontem, ela pegou uma mala com a roupa dela e foi para casa da Silvinha, e você acredita que a Sil deixou ela ficar, aquela traidora.

-- Mas, você queria que ela colocasse ela para fora? Você sabe bem que ela não tem parentes aqui em Recife, queria que ela dormisse na rua?

-- Não, claro que não, eu queria que ela a tivesse mandado de volta para nossa casa.

-- O que aconteceu entre vocês?

-- A gente pode sair daqui um pouquinho, já senti cheiro de hospital demais, estou esperando você desde as 5 da manhã.

-- Não acredito, por que não me chamou?

-- Por que vocês estavam dormindo tão bonitinho as duas na cama que eu não tive coragem de acordar, então resolvi esperar aqui na lanchonete.

-- Como você conseguiu entrar aqui tão cedo?

-- Vim pela emergência, a recepcionista de lá é bem legal.

-- Você não existe pandinha, vem vamos lá fora, só preciso passar no quarto para ver se a Vládia já acordou.

Seguiram abraçadas pelo corredor, no quarto, Vládia já estava sentada na cadeira, ao ver as meninas entrando sorriu, mas logo viu a tristeza estampada na face da amiga e deduziu o que havia acontecido.

-- E aí Vlá, tudo bem com você minha DJ gostosa preferida? – Brincou Paulinha.

-- Eu to bem choco, já você parece que foi atropelada por um caminhão, o que aconteceu?

-- Ah... Sua amiga foi embora. – Disse com os olhos cheios de lágrimas.

-- Docinho, eu vou descer um pouquinho e conversar com essa menina aqui, trouxe seu café, eu já volto, tudo bem?

-- Claro, vai lá, mas certifique-se que essa barra de chocolate volte para se despedir de mim, ainda nem beijei essa boca gostosa dela. – Brincou bagunçando o cabelo da amiga que sorriu.

-- Eu volto para realizar seu sonho de beijar minha boca. – Deu um beijinho estalado nos lábios da amiga e já ia saindo quando Fran falou.

-- Vamos ter que rever essa intimidade entre vocês agora que a Vládia não é mais solteira.

-- A não enche Fran, sempre foi assim e sempre vai ser, estou na vida da Vládia bem antes de você.

Francis riu com o comentário, deu um beijinho na namorada e saiu com a amiga, estavam saindo do elevador quando Paula viu uma enfermeira subindo com um buque de rosas no elevador.

-- Alguém vai ganhar rosas hoje.

-- O amor está no ar amiga.

Saíram em direção ao jardim, andaram até encontrar um banco embaixo de uma árvore frondosa, onde sentaram para conversar.

-- Vai pandinha, pode começar a falar.

-- Fran, a briga dessa vez foi feia, nos magoamos muito com palavras, não sei se tem volta.

-- Mas o que aconteceu?

-- Ontem meu pai foi em casa levar o restante do meu dinheiro, o da pensão, e me perguntou até quando ele iria sustentar eu e minha mulher, briguei feio com ele, praticamente o coloquei para fora de casa, mas a Pietra estava em casa e ouviu a briga toda.

-- Pandinha, você sabe que essa situação é complicada para a Pietra, ela é independente, sempre foi e não admite que falem dela, sinto muito amiga, mas dessa vez ela tá certa.

-- Eu sei, ela me disse que não tem que aguentar a soberba do meu pai, que o que ela ganha ela vive muito bem, mas ela não entende que esse dinheiro é meu por direito, eu não estou mendigando nada, é meu.

-- E ela sabe disso, ela só quer que você tenha uma ocupação, vamos falar a verdade pandinha, você não faz nada, dorme até às 11 da manhã enquanto ela acorda às 6h.

-- Você tá sendo injusta, eu faço tudo em casa, só a comida que é a Tinah que faz. Meu pai quer montar um negócio para mim, mas ainda não sei o que eu quero fazer.

-- O problema é você ouvir as besteiras que seu pai fala, ela não quer isso, sabe que você tem valor e não admite que ele trate você da forma como ele trata.

-- Mas por que ela saiu de casa?

-- Ela disse que não nasceu para ouvir as bobagens que o meu pai fala toda vez que leva dinheiro para mim.

-- Tá vendo, ela sabe do seu potencial pandinha, só quer que você acorde para vida.

-- Minha cabeça está a mil Fran, não sei o que fazer, estou perdida.

-- Relaxa, dê um tempo pra ela, depois vocês conversam. - Abraçou a amiga, que mais calma, começou a fazer cócegas nela, brincaram por um tempo e depois decidiram subir e ver como Vládia estava.

No hospital, Francis já conhecia quase todas as enfermeiras, ela andava cumprimentando todas, vendo a cena, Paulinha comentou.

-- Você poderia se candidatar a algum cargo político, só aqui você já teria uns 50 votos, mas o engraçado é que seu eleitorado é composto apenas por mulheres. – Ria da cara da amiga que estava vermelha com o comentário.

-- Quem te viu e quem te vê hein Fran, se fosse algum tempo atrás, você já teria pego pelo menos metade dessas enfermeiras gostosas que te cumprimentaram aqui.

-- Isso é passado pandinha, hoje eu sou uma mulher diferente, apaixonada, não tenho olhos para mais ninguém.

-- Nem mãos, nem boca, nem pernas, nem corpo, você está quase uma celibatária amiga.

-- É, mais eu sou muito feliz agora com apenas uma do que quando eu tinha várias.

-- Eu sei, e fico feliz por você, aliás, por vocês.

O assunto morreu quando chegaram à porta do quarto da Vládia, Francis bateu na porta e entrou.

-- Meu anjo, não sei por que você bate na porta antes de entrar.

-- Ela tem medo de entrar e te encontrar nos braços de uma dessas enfermeiras gostosas que tem aqui. – Brincou Paulinha se jogando na poltrona.

-- Bobinha, quem tem uma mulher como você não precisa de outras, a propósito, amei as flores, obrigada. – Disse apontando um vaso com rosas em cima da mesinha no canto.

Francis olhou o vaso de flores, depois para Paulinha e então para Vládia e disse.

-- Eu não te mandei flores Vlá.

-- Se não foi você, quem foi?

-- Francis, parece muito com aquelas flores que vimos a enfermeira entrando no elevador.

-- Paulinha, não parece, são exatamente aquelas, não veio cartão?

-- Veio sim, está ao lado do vaso. – Francis caminhou a te a mesinha e pegou o cartão nas mãos para ler.

“Espero que volte logo para casa, tem uma surpresa à caminho para você”

-- Não tem nome, você conhece a letra?

-- Não que eu me lembre, achei que eram suas, que você tinha comprado pelo telefone e dito à mensagem que viria escrito.

-- Ei, eu acho que não estou entendendo essa história direito, alguém pode me explicar? – Paulinha se pronunciou.

 

Elas pediram desculpas e contaram a ela sobre as ligações que vinham recebendo no celular da Vládia.

 

-- Branquinha, eu acho que a pessoa não sabia que era a Francis no celular, então acho que o recado foi para você amiga.

-- Mas quem poderia estar tão incomodada com minha felicidade assim?

-- Isso eu não sei.

Tentaram por algum tempo ainda descobrir quem estava por trás das ligações e das flores, mas não passaram de suposições, as da Paulinha eram as mais absurdas, algo envolvendo a máfia, uma quadrilha de maridos frustrados e por aí vai, deram um pulo quando o celular da Vládia tocou e mais uma vez era privado, ela atendeu.

-- Pois não?

-- Gostou das flores? Aproveite bem, vou acabar com sua felicidade, é só uma questão de tempo, passar bem. – Desligou.

As meninas perguntaram o que havia acontecido, então ela contou as meninas  conteúdo da ligação.

-- Amanhã vou na loja da operadora, eles vão ter que rastrear essa ligação, estou me irritando com isso já. – Disse Francis.

Paulinha disse que iria junto com a amiga, pois conhecia uma menina que trabalhava lá e assim seria mais fácil, estava quase tudo combinado quando o celular tocou de novo, sem pensar, Francis pegou e atendeu.

-- Você não tem nada mais interessante para fazer não? – Praticamente cuspiu as palavras.

-- Nossa, me desculpe Francis, não sabia que estava ocupada. – Era Pietra.

-- Não, me desculpe, pensei que fosse outra pessoa, espera um pouco. – Passou o celular para Vládia.

-- Oi amiga, desculpe, a Fran pensou que fosse outra pessoa.

-- Tudo bem, só queria saber se você sabe o paradeiro da aluada da minha mulher. – A voz estava triste.

-- Se for uma morena gostosa, alta, com a boca carnuda e com cara de quem não dormiu nada a noite e chorou horrores, ela está aqui, bem na minha frente. – Paulinha abaixou a cabeça, sabia que era Pietra.

-- Como ela está?

-- Derrubada, igual você. Quer falar com ela? – Paulinha levantou a cabeça cheia de esperança.

-- Não branquinha, não é o momento, só queria saber como ela está, desde as 6h da manhã que ligo em casa e ninguém atende, fiquei preocupada.

-- Duas cabeças duras, vocês têm que conversar.

-- Você sabe que não é assim, eu sou a que mais quero que nossa historia de certo, mas ela tem que crescer primeiro. Enfim, quando ela sair daí me avise, daí passo aí para conversarmos. Um beijo.

-- Pode deixar, um beijo. – Pietra desligou antes que Vládia se despedisse.

Paulinha, percebendo que a mulher havia desligado sem falar com ela, suspirou e baixou os olhos. Vládia contou a ela o que Pietra queria e disse para ela não se preocupar.

Francis mudou de assunto e conseguiu relaxar o semblante da amiga por algum tempo, mas antes do almoço Paulinha se despediu das amigas e foi embora.

-- Fran, você acha que elas vão se entender?

-- Claro, elas se amam, nunca vi amor como o delas, brigam feito cão e gato, mas não se largam por nada.

Francis abraçou a namorada, e ficaram conversando, fazendo planos para viajar quando Vládia saísse do hospital, elas queriam conhecer o Brasil inteiro antes de ir para fora do país. O almoço da Vládia chegou e enquanto ela comia Francis foi até a lanchonete comer alguma coisa.

Depois do almoço, Francis ajudou Vládia a se preparar para mais uma sessão de fisioterapia, pois Sandro já havia avisado que passaria para buscá-la as 14hs quando o celular tocou, era uma mensagem.

“A vingança é um prato que se come frio, o meu já está morno. Me aguarde.”

-- Vlá, se isso não parar vou à delegacia dar queixa.

-- Deixa prá lá meu anjo, deve ser alguma desocupada, agora vem me dar beijinhos por que eu já vou sair. – E assim beijou longa e demoradamente a boca da namorada.

Embora tivesse concordado com a namorada, Francis não gostava nada do rumo que os telefonemas estavam tomando.

Conforme o combinado, às 14 horas, Sandro a pegou para mais uma sessão de fisioterapia e Francis foi até sua casa para trocar suas roupas sujas por limpas, quando retornou ao hospital, Vládia estava eufórica, conversando com o doutor Cláudio, vendo que Francis entrava no quarto, abriu os abraços para um abraço entusiasmado que foi prontamente atendido pela mulher.

-- Amor, o doutor Cláudio disse que amanhã eu terei alta, não é maravilhoso?

-- É sim docinho. – E se virando para o médico, indagou.

-- Alguma recomendação em especial doutor?

-- Eu já disse a essa mocinha aqui que nada de extravagância, pelo menos por uns 20 dias, precisamos ver como vai ser a recuperação dela, nada de correr, andar muito, subir ou descer escadas, de resto, ela pode fazer tudo.

 Conversaram mais algum tempo com o médico e depois ele, dizendo que havia ainda alguns pacientes para visitar se retirou deixando as duas abraçadas, Vládia entusiasmada e Francis com um sorriso bobo nos lábios.

-- Francis, posso saber o motivo desse sorriso que não sai dos seus lábios? – Disse encarando a profundidade dos olhos.

-- Você me chamou de amor, há muito tempo eu espero por essa palavra, espero que não tenha sido por conta da mentirinha que inventei no dia da sua internação. – Vládia sentiu seu rosto enrubescer, não havia percebido que a tinha chamado de amor.

-- Fran, depois de tudo que aconteceu esses dias, não sei por que você se espantou, se não o fiz antes, foi por achar que ainda não tinha certeza da sua mudança. – Ela não mentiu.

Francis a envolveu em seus braços e a beijou de uma forma intensa, urgente, mas extremamente carinhosa, Vládia sentiu com a alma o amor que a outra tinha por ela, e se sentiu feliz por isso, decidiu nesse momento que abriria as portas para o amor novamente.

Passaram o restante do dia namorando no quarto, no começo da noite, devido as dores que Vládia começou a sentir, um analgésico lhe foi dado, e assim, pouco tempo depois ela estava dormindo, Francis aproveitou e saiu do quarto para fumar um cigarro e ligar para Silvinha.

 -- Fala Silvinha doidinha, tudo bem amoré?

 -- Nossa, que bicho te mordeu para estar com esse bom humor todo?

-- A Vlá sai amanhã a tarde do hospital e você está incumbida de arrumar uma festa surpresa para ela no apartamento, ligue para as meninas e combine tudo direitinho.

-- Mas Fran, você sabe que as meninas terminaram, a Pietra está aqui comigo, mas parece um zumbi andando pela casa, da pena.

-- Diga a elas para deixarem de lado essa briga besta só por amanhã Sil, a Vlá está aqui há mais de um mês já, ela vai adorar encontrar as meninas lá.

-- Tá bom, vou ver o que posso fazer, nem que tenha que bater nas duas.

Acertaram as coisas que deveriam sem compradas, Francis pediu tudo que Vládia gostava e pediu que Silvinha comprasse rosas vermelhas, ela queria fazer uma surpresa para ela.

Votou para o quarto e encontrou Vládia ainda em um sono profundo, se aproximou dela, fez um carinho em seu rosto e depositou um beijo de leve em seus lábios sussurrando.

-- Amanhã vamos para casa amor, chega de hospitais.

Tomou um banho, ligou a televisão e logo estava dormindo também. O dia estava claro quando Vládia levantou da cama e foi em direção a namorada que dormia toda na poltrona, sentou ao lado admirando a beleza daquela que povoava seus pensamento nos últimos dias, “ela deve estar cansada dessa poltrona, não sei como conseguiu dormir todos esses dias assim” pensava enquanto percorria o rosto dela com os olhos, só se deu conta que a outra já havia acordado quando Francis disse.

-- Bom dia luz do meu dia. – Disse encarando a mulher que a olhava embevecida.

-- Dou 2 reais pelo seu pensamento. – Francis disse.

-- Você. – Depositou um beijo leve em seus lábios.

-- Agora quero meus 2 reais. – Brincou com Francis.

-- Moça, você aceita cartão de crédito? Porque todo meu dinheiro ficou em uma certa máquina de café que tem na lanchonete. – Brincou puxando Vládia para um abraço.

--Amor, preciso arrumar minhas coisas, vamos embora daqui a pouco.

-- Diz de novo Vlá.

-- O que? Que vamos embora? – Perguntou sem entender.

-- Não, a parte em que você me chama de amor, é tão bom ouvir.

-- Então tá, amor, vamos embora hoje, para casa, e o doutor Cláudio me receitou sex* 5 vezes por dia, pelo menos. – Disse rindo e beijando Francis na boca.

-- Hum, por que será que eu acho que esse remédio você quer tomar sem prescrição médica? Acaso não sabes que a automedicação não faz bem para saúde?

-- Francis, faz um favor para nós duas, cala a boca e me beija. – E a beijou.

O Beijo começou intenso, Vládia pedia passagem com a língua para a boca da Francis que cedeu sem pestanejar, ela sentou em cima da Francis e suas mãos começaram a passear por aquele corpo que estava entregue embaixo do seu, em segundos as mãos estavam nos seios, brincava com os biquinhos que já estavam duros com o toque das mãos, desceu uma mão até a altura do cós da calça de moletom que a outra usava, driblou o elástico da calça e da calcinha, encontrando assim o sex* que já esperava, molhado e pulsante, afastou seus lábios o suficiente para olhar o rosto da Francis e perguntar.

-- Ainda acha que a automedicação faz mal meu amor?

-- Ai amor, assim é covardia...você sabe ser convincente.. mas daqui a pouco...o médico chega.. – Sua voz saía entrecortada devido ao prazer que o movimento do vai e vem dos dedos da Vládia.

-- Quer que eu pare amor. – Perguntou mordendo o lóbulo da orelha dela.

-- Se você parar agora, eu juro que te mato. – Agarrou a cintura a trazendo para mais perto do seu corpo.

Vládia entendeu o pedido silencioso e intensificou os movimentos até sentir o corpo embaixo do seu explodir em espasmos ao atingir o ápice do prazer.

-- Vládia Christine Zammorah, você é simplesmente perfeita.

Vládia saiu de dentro dela, e olhando nos olhos da Francis, levou os dedos à boca saboreando ali o gosto dela, a visão daquela mulher saboreando o gosto do prazer dela fez com que seu corpo tremesse e o desejo já começava a despertar novamente quando batida na porta interrompeu o clima de sedução, com um pedido de desculpas silencioso, Vládia saiu de cima dela e sentou na cama antes do médico entrar.

Doutor Cláudio foi até lá apenas dizer que ela já estava de alta, que poderia ir para casa a qualquer hora e que não queria vê-la tão cedo naquele hospital de novo. Passou as últimas orientações médicas e os remédios que deveria tomar, se despediu delas e saiu.

-- Bom, a senhorita vai terminar o que começou ali naquela poltrona quando estivermos em casa. – Disse abraçando e beijando a namorada.

 Arrumaram as coisas da Vládia e enquanto Ana, Sandro e mais algumas pessoas que cuidaram dela estavam se despedindo, Francis avisou Silvinha que elas estavam a caminho de casa. Muito contrariada, Vládia deixou o hospital em uma cadeira de rodas que era empurrada por Sandro que ia bagunçando seus cabelos pelo corredor.

 -- Pára Sandro, você vai me deixar parecendo um espantalho. – Ela se queixava as gargalhadas com o fisioterapeuta.

 

-- Menina, nem que eu quisesse você ficaria feia, foi uma das mulheres mais bonita que eu cuidei, nos vemos amanhã a tarde para dar inicio ao tratamento fora do hospital. – Deu um beijinho estalado na bochecha dela depois de colocá-la no carro.

 Elas saíram daquele hospital, o dia estava bonito, o sol brilhava e o calor estava presente.

-- Docinho, quero te levar em um lugar antes de te levar para casa, pode ser? – Disse segurando a mão que estava em sua perna.

-- Pode sim, onde vai me levar?

 

-- Surpresa.

Fim do capítulo

Notas finais:

Depois desse feriadão, estou de volta!!!!
Divirtam-se!!!

Nos vemos nos comentários!!!

 

Bjoks Estaladas!!!!


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