Capítulo 83

Capitulo 83 – Onde a música mora.

de Otherside - Como a vida deveria ser, por Elin Varen

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Capítulo 83 – Onde a música mora.

 

Helba programou o timer do forno.

Abaixou a temperatura.

Abriu a porta apenas o suficiente para verificar o preparo.

Assentiu discretamente.

Ainda faltavam alguns minutos.

Fechou o forno novamente.

Lavou as mãos na pia.

Secou-as no pano pendurado ao lado do fogão.

Então atravessou a cozinha.

O salão ficava logo adiante.

A mesa já estava praticamente pronta.

Mesmo assim, ela endireitou um dos guardanapos.

Alinhou um prato que havia ficado ligeiramente torto.

Girou uma taça alguns centímetros.

Conferiu os talheres.

Passou a mão sobre a toalha para desfazer uma pequena dobra.

Sorriu de leve.

Não porque estivesse perfeita.

Mas porque estava pronta para receber gente.

Helba olhou rapidamente para o relógio da parede.

Voltou até a cozinha.

O aroma que escapava do forno já começava a ocupar a casa.

Ela conferiu o timer mais uma vez.

Ainda havia tempo.

Ao abrir a porta do salão que dava acesso ao quintal, a cena é completamente diferente da tranquilidade da casa.

Beethoven e Chopin jaziam completamente derrotados sobre a grama, de barriga para cima, ofegantes, como se tivessem desistido da vida alguns minutos antes.

Entre os dois, Rebeca permanecia sentada no chão.

Com uma das mãos fazia carinho na barriga de Chopin.

Com a outra, alcançava Beethoven sempre que ele esticava a pata em sua direção.

Alguns metros adiante, Janis continuava ajoelhada na grama, aguardando.

Segundos depois, Mozart surgiu atravessando o quintal em disparada.

Trazia a bolinha presa entre os dentes e o rabo balançava com tanta força que parecia mover o cachorro inteiro.

Janis riu.

— Temos um vencedor!

Olhou para Helba.

— Ele ainda não se cansou.

Helba acompanhou Mozart com os olhos.

Sorriu.

— É mais fácil você se cansar do que ele.

Fez uma pequena pausa.

— O Mozart tem energia suficiente para alimentar uma pequena cidade.

Janis gargalhou.

Mozart largou a bolinha, latiu uma única vez, como se concordasse e deu alguns pulinhos, como se quisesse mostrar que estava pronto para outra rodada.

Enquanto Janis preparava mais um arremesso, Rebeca ergueu os olhos.

— E a tia Ester?

— Precisou ir embora. Tinha alguns compromissos.

Rebeca apenas assentiu.

— Ah...

O assunto morreu ali.

Janis lançou a bolinha outra vez.

Mozart desapareceu entre os arbustos e voltou poucos segundos depois, exatamente com a mesma disposição de antes.

Chopin, por outro lado, decidiu que já havia corrido o suficiente naquele dia.

Rebeca o acomodou cuidadosamente no colo.

Ele soltou um suspiro satisfeito e fechou os olhos.

Beethoven observou a cena em silêncio.

Depois voltou o olhar para Helba.

Ela sorriu, aproximou-se e se abaixou ao lado dele.

Coçou delicadamente atrás de uma de suas orelhas.

— Está decepcionado porque a Rebeca preferiu pegar o seu irmão no colo?

O rabo de Beethoven balançou preguiçosamente sobre a grama.

Helba riu.

— Acontece, meu querido.

Janis lançou a bolinha mais uma vez.

Mozart disparou pelo quintal como se aquela fosse a primeira corrida da manhã.

Helba respirou fundo.

O aroma da comida começava a escapar da cozinha e chegava até o jardim.

Ela lançou um rápido olhar em direção à casa.

Depois voltou-se para as meninas.

— Acho que já podemos entrar.

Helba empurrou a porta e fez um gesto para que as duas entrassem.

— Fiquem à vontade.

Beethoven e Chopin passaram por elas sem qualquer cerimônia.

Seguiram diretamente para duas caminhas acomodadas em um canto da sala e se deitaram quase ao mesmo tempo, como se tivessem cumprido a missão do dia.

Mozart entrou logo atrás.

Diferentemente dos irmãos, ainda parecia incapaz de entender o significado da palavra "cansaço".

Caminhou ao redor das visitas, abanando o rabo, aproximou-se de Janis para receber mais um carinho e, satisfeito, saiu trotando pela casa como se ainda houvesse alguém disposto a brincar.

As meninas permaneceram alguns segundos em silêncio.

A sala era ampla.

O piano ocupava naturalmente o centro do ambiente.

Não por ser o maior móvel dali, mas porque todo o restante parecia organizado ao redor dele.

Ao lado das janelas havia um violoncelo.

Próximo a uma estante, descansavam dois violões em seus suportes.

Uma flauta transversal repousava sobre um aparador.

Mais adiante, um cavaquinho dividia espaço com um bandolim.

Nenhum daqueles instrumentos parecia estar ali apenas para enfeitar a casa.

Não havia poeira sobre eles.

Nem sinais de abandono.

Eram instrumentos que ainda faziam parte da rotina.

Mas não foram eles que mais chamaram a atenção das meninas.

As paredes quase desapareciam atrás das estantes.

Livros ocupavam praticamente todos os espaços disponíveis.

Havia prateleiras altas, baixas, estreitas, largas.

Algumas dedicadas exclusivamente à música.

Outras reuniam romances, poesia, história, filosofia, arte e biografias.

Entre os livros, surgiam partituras cuidadosamente organizadas, caixas de CDs e alguns discos de vinil.

A impressão era de que, se alguém retirasse todas aquelas estantes dali a casa provavelmente pareceria muito maior.

Rebeca foi a primeira a romper o silêncio.

Quase sem perceber, aproximou-se de uma das prateleiras.

Passou os dedos delicadamente pelas lombadas dos livros, lendo alguns títulos em voz baixa.

Janis, por sua vez, permanecia olhando os instrumentos.

Parou diante de um violão.

Olhou para Helba.

— A senhora toca tudo isso?

Helba sorriu.

— Toco.

Janis arqueou as sobrancelhas.

— Uau!

— Tenho mais intimidade com um do que com os outros. Mas, toco.

Ela pegou a flauta.

Levou-a aos lábios e executou uma pequena melodia.

Foram apenas alguns compassos.

Suficientes para arrancar um sorriso de Rebeca.

Em seguida, guardou a flauta e pegou o cavaquinho.

Dedilhou uma sequência rápida de acordes.

Depois caminhou até o violoncelo.

Sentou-se.

O arco deslizou sobre as cordas e um som grave encheu a sala por alguns segundos.

Janis observava tudo em absoluto silêncio.

— Eu achei que a senhora só tocasse piano.

Helba sorriu.

— O piano continua sendo meu instrumento principal.

Levantou-se.

— Mas gosto de aprender a linguagem dos outros instrumentos também.

Ela pousou a mão sobre o violão.

— Você toca?

Janis deu de ombros.

— Um pouquinho.

Helba ergueu uma sobrancelha.

— Esse "um pouquinho" costuma esconder alguma coisa.

Retirou o violão do suporte e o estendeu para ela.

— Pode experimentar.

Janis hesitou apenas um instante.

Sentou-se.

Acomodou o instrumento no colo.

Fez um acorde.

Depois outro.

Os dedos encontravam as posições com naturalidade.

Ela não parecia pensar.

Apenas tocava.

Rebeca sorriu imediatamente.

Helba permaneceu em silêncio durante toda a pequena sequência.

Observava apenas as mãos da menina.

Quando Janis terminou, devolveu o violão.

Helba recebeu o instrumento.

Janis sorriu, um pouco sem jeito.

— Minha mãe me ensinou.

Fez uma pequena pausa.

— Ela aprendeu tudo de ouvido.

Helba assentiu lentamente.

— Isso explica bastante coisa.

Janis franziu a testa.

— Explica?

— Você não fica procurando as notas. Você escuta primeiro. Depois encontra o caminho até elas.

Janis olhou novamente para o violão.

Nunca tinha pensado que tocava daquela maneira.

Helba sorriu.

— Há pessoas que aprendem pela partitura. Outras, pelo ouvido. Nenhum caminho é melhor que o outro. São apenas maneiras diferentes de conversar com a música.

Enquanto Janis ainda observava o violão e Rebeca passeava os olhos pelas estantes da sala, Mozart apareceu na entrada do corredor.

Começou a dar pequenos pulos.

Olhava para Helba.

Depois para as meninas.

Depois voltava a olhar para o corredor.

Latia baixinho.

Como se estivesse tentando chamar alguém.

Janis sorriu.

— O que foi?

Mozart deu mais dois pulinhos.

Helba riu.

— Acho que o nosso guia turístico quer que vocês continuem o passeio.

Janis entrou na brincadeira.

— Então pode ir na frente.

Mozart virou imediatamente.

Começou a trotar corredor adentro.

Parava.

Olhava para trás.

Esperava que elas o seguissem.

Quando percebia que estavam vindo, continuava caminhando.

O corredor terminava em outro cômodo.

Assim que atravessaram a porta, as duas diminuíram o passo.

A biblioteca era ainda maior do que imaginavam.

As estantes iam do piso ao teto.

Algumas eram ocupadas apenas por literatura.

Outras reuniam mais livros de música, arte, teatro, filosofia e história.

Mais partituras estavam organizadas em caixas.

Álbuns.

Discos de vinil.

Caixas de CDs.

Rebeca ficou completamente imóvel por alguns segundos.

Depois começou a caminhar lentamente entre as prateleiras.

Janis apenas soltou um assobio baixo.

— Meu Deus...

Helba sorriu.

— A reação costuma ser essa.

Janis olhou em volta.

— A senhora já leu tudo isso?

Helba riu.

— Não. Nem perto disso.

Passou os dedos por uma das estantes.

— Comprar livros é uma coisa. Encontrar tempo para ler todos eles é outra completamente diferente.

Janis sorriu.

— Então existe esperança pra mim.

— Sempre existe.

Enquanto caminhavam...

Helba retirou um volume da estante.

Olhou para Janis.

— Acho que este vai gostar de morar na sua casa.

Entregou-lhe o livro.

Janis leu o título.

— Frankenstein?

— Combina com você.

Janis folheou algumas páginas com uma expressão bastante desconfiada.

— A senhora acha que eu pareço um monstro costurado a partir de partes de gente morta?

A Helba soltou um pequeno sorriso.

Não respondeu imediatamente.

Esperou que a Janis levantasse os olhos.

Então disse, com toda a calma:

— Não.

Fez uma pequena pausa.

— Acho que você tem sensibilidade suficiente para enxergar o que existe por trás de uma criatura costurada a partir de partes de gente morta.

Silêncio.

— Por isso acho que esse livro combina com você.

A Janis olhou novamente para a capa.

Dessa vez...

Com um pouco menos de desconfiança.

Rebeca caminhava lentamente entre as estantes.

De vez em quando parava diante de uma lombada conhecida.

Sorriu.

— Esse eu já li.

Deu mais dois passos.

— Esse também...

Virou-se para Helba.

— Foi a senhora quem me emprestou.

Helba sorriu.

Rebeca continuou caminhando.

Mais um título conhecido.

Depois outro.

Era como reencontrar velhos amigos.

Helba observou a cena por alguns instantes.

Então pareceu se lembrar de alguma coisa.

— Por falar nisso...

As duas voltaram a olhar para ela.

Helba atravessou a biblioteca até uma das estantes mais baixas.

Abaixou-se.

Puxou uma caixa organizadora grande que estava parcialmente escondida.

Retirou a tampa.

Lá dentro havia uma pilha de livros.

Janis arqueou as sobrancelhas.

— A senhora guarda livros numa caixa?

Helba riu.

— Só os repetidos.

Pegou dois exemplares idênticos.

Mostrou um ao lado do outro.

— Às vezes eu perco um pouco o controle.

Janis começou a rir.

— Um pouco?

— Um pouco.

Colocou um dos livros de volta na estante e o outro voltou para a caixa.

— Às vezes compro sem perceber que já tenho. Outras vezes eu ganho de presente.

Olhou para Rebeca.

— Então resolvi fazer uma caixa para eles.

Fez um gesto em direção ao conteúdo.

— Pode escolher os que você quiser.

Rebeca arregalou os olhos.

— Os que... eu quiser?

— Todos eles já têm uma casa. A minha. Agora está na hora de encontrarem novos leitores.

Rebeca ajoelhou-se diante da caixa.

Começou a examinar os livros um por um.

Janis cruzou os braços e observou a cena com um sorriso divertido.

Depois de alguns minutos, comentou:

— Pelo jeito... vai sobrar espaço aí dentro.

Rebeca levantou os olhos, quase sem graça.

— Desculpa...

Helba soltou uma risada.

— Não peça desculpas. Foi exatamente para isso que eu guardei essa caixa.

Rebeca ainda examinava os últimos livros da caixa quando um aviso sonoro ecoou pela casa.

Bip. Bip. Bip.

Helba ergueu a cabeça.

— Ah...

Sorriu.

— Chegou a hora.

Como se o aviso tivesse sido destinado a eles também, Beethoven e Chopin apareceram na porta da biblioteca.

Já não pareciam nem um pouco cansados.

Os dois permaneciam lado a lado, olhando fixamente para Helba.

Janis riu.

— Achei que eles estavam mortos de tanto correr.

— Milagrosamente, sempre se recuperam quando o assunto é comida.

Beethoven deu um passo à frente.

Chopin fez o mesmo.

Os dois acompanhavam cada movimento de Helba com absoluta atenção.

— Não criem expectativas — disse ela, apontando para os dois. — Vocês já almoçaram.

Os rabinhos continuaram balançando, completamente indiferentes ao aviso.

Janis abaixou-se para fazer carinho em Beethoven.

— Eles sabem que não vai sobrar?

— Sabem.

— E continuam tentando?

Helba sorriu.

— A esperança é a última que morre.

Helba seguiu pelo corredor.

As meninas vieram logo atrás.

Assim que entrou na cozinha, Helba abriu o forno.

O aroma de pizza caseira finalmente tomou conta da casa.

Janis respirou fundo.

— Agora eu entendi por que eles apareceram.

Helba colocou as travessas sobre o fogão.

— Eles têm um faro bastante seletivo.

Beethoven e Chopin permaneceram sentados à entrada da cozinha.

Imóveis.

Educados.

Mas sem desviar os olhos da comida por um único segundo.

Mozart apareceu alguns instantes depois.

Olhou para os irmãos.

Olhou para o forno.

Pareceu concluir que havia encontrado um excelente lugar para ficar.

Sentou-se ao lado deles.

Helba riu.

— Formou-se uma comissão de fiscalização.

Com as travessas nas mãos, Helba atravessou a cozinha.

Empurrou a porta que dava acesso ao salão.

As meninas a seguiram.

O ambiente era amplo e iluminado.

A mesa que Helba havia preparado poucos minutos antes ocupava o centro do salão.

Mas foi outra coisa que imediatamente chamou a atenção das duas.

Uma parede ao fundo prendeu o olhar das duas.

Era impossível não a perceber.

Fotografias de diferentes tamanhos ocupavam quase toda a extensão.

Havia também desenhos infantis, cartões, pequenos bilhetes escritos à mão, programas de recitais, flores prensadas entre folhas de papel e algumas partituras com dedicatórias.

Nada seguia uma simetria perfeita.

Ainda assim, tudo parecia ter encontrado exatamente o lugar onde deveria estar.

Janis aproximou-se primeiro.

Percorreu a parede lentamente.

— Quem são elas?

Helba depositou a travessa sobre a mesa antes de responder.

Olhou para a parede por alguns segundos.

Seu sorriso era tranquilo.

— Minhas meninas.

As duas continuaram observando.

Em uma fotografia, uma criança sorria desajeitada ao lado de um piano.

Algumas molduras adiante, a mesma menina aparecia anos mais velha, usando um vestido de recital.

Mais adiante, recebia um diploma.

Depois, abraçava Helba no dia do próprio casamento.

Em outro canto, uma jovem segurava um bebê recém-nascido.

Ao lado da fotografia havia um cartão escrito com letras delicadas.

"Ela ainda adormece ouvindo as músicas que aprendi contigo."

A Rebeca caminhava devagar diante das fotografias.

Sorriu.

— É a Elisa.

— Quem?

— A Elisa foi a primeira que eu conheci.

Apontou outra moldura.

— A Samantha me mandou algumas partituras.

Mais alguns passos.

— A Joana me enviou alguns discos.

Sorriu novamente.

— E eu adorei a carta que a Jéssica escreveu para mim.

A Janis olhou curiosa.

— Carta?

— Ela escreveu em forma de poesia e pediu para eu musicar.

Então a Janis parou diante de outra fotografia.

Franziu a testa.

Deu um passo para mais perto.

— Eu conheço essa aqui...

A Helba levantou os olhos.

— É mesmo?

— É a Charlotte da Picadinho de Macho!

Rebeca gargalhou.

— Que nome é esse?

A Janis deu de ombros.

— Elas tocam pra caramba. Eu gosto.

Nenhuma fotografia ocupava mais espaço do que outra.

Nenhum nome aparecia em destaque.

Todas dividiam a mesma parede.

Rebeca caminhava devagar.

Parava diante de uma fotografia.

Depois de outra.

Era como ler um livro sem palavras.

— A senhora continua falando com todas elas? — perguntou.

Helba respirou fundo.

Olhou novamente para a parede.

— Com quase todas. Às vezes elas aparecem para tomar um café. Às vezes mandam cartas. Algumas enviam fotografias quando alguma coisa importante acontece.

Sorriu.

— E, de vez em quando, voltam trazendo as próprias filhas.

As meninas continuavam diante do mural.

Rebeca ainda observava uma fotografia.

Janis tentava adivinhar quem eram algumas das mulheres mais jovens.

Helba olhou para a parede por alguns instantes.

Franziu levemente a testa.

— Esperem um pouquinho.

Sem explicar o motivo, atravessou o salão e desapareceu pelo corredor.

Janis olhou para Rebeca.

— O que será que ela foi fazer?

Rebeca apenas deu de ombros.

Alguns instantes depois, Helba voltou.

Trazia uma moldura nas mãos.

Janis reconheceu antes mesmo que ela se aproximasse.

— Esse desenho...

Helba sorriu.

— Eu sabia que estava esquecendo alguma coisa.

Aproximou-se da parede.

Observou atentamente as fotografias.

Depois encontrou um pequeno espaço vazio entre duas molduras.

Com cuidado, pendurou o desenho.

Era o retrato que Janis havia feito de Rebeca.

Ficou alguns segundos observando o conjunto.

Deu um pequeno passo para trás.

Sorriu, satisfeita.

— Pronto.

Janis permaneceu em silêncio.

Rebeca também.

Helba voltou-se para as duas.

O sorriso agora era diferente.

Mais carinhoso.

— Agora...

Fez uma breve pausa.

— Agora minhas meninas estão todas aí.

 

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

2
S

Socorro

01/08/2026 às 07:49

Volta logooooooo.. 

Quero maissss kkkkkk

E

Elin Varen 03/08/2026 às 06:29

Já tem mais!
S

Socorro

01/08/2026 às 07:47

Dia, autora 

Devorei os últimos 10 capítulos kkkk

Que sensibilidade absurda nessa construção dos personagens, a profundidade emocional deles é incrível eu me perco a cada detalhe.

A forma como você mostra os pequenos gestos e silêncios diz mais do que mil palavras.

 É impossível não se apaixonar..

Parabens!!!

E

Elin Varen 03/08/2026 às 06:29

Obrigada pelo carinho!

Confesso que esse comentário me emocionou bastante. Às vezes eu fico insegura porque minha história costuma desacelerar para mostrar justamente esses pequenos momentos do cotidiano e como eles transformam os personagens. Saber que você percebeu isso e que esses detalhes fizeram sentido para você é um presente enorme.

Muito obrigada por ler com tanta atenção e por dedicar um tempo para me escrever. Comentários assim dão vontade de continuar contando essa história.
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