Capitulo 68 - Alguém que merecia uma chance de voltar a ser feliz
Capítulo 68 - Alguém que merecia uma chance de voltar a ser feliz.
O intervalo mal havia começado quando Janis encontrou os primos.
Lara estava sentada em um banco.
Galo terminava um salgado em velocidade preocupante.
— Preciso de ajuda.
— Isso nunca é um bom sinal — respondeu Lara.
— Preciso comprar um celular.
— Pra você?
— Pra tia Débora.
Galo ergueu os olhos.
Lara suspirou.
— Você não acha que está exagerando um pouco com isso?
— Com o quê?
— Com tudo isso.
Janis franziu a testa.
— Tudo isso o quê?
— As visitas. Os bolos. As caminhadas. E agora um celular. — Lara cruzou os braços antes de continuar — Você praticamente adotou a mãe da sua namorada.
Janis demorou alguns segundos para responder.
— Ela é a mãe da Rebeca.
— E daí?
— E daí o quê?
— Só porque ela é a mãe da sua namorada você vai ser obrigada a cuidar dela?
Janis apoiou os braços na mesa.
— Não.
— Não?
— Eu não sou obrigada a nada.
Lara esperou.
— E a tia Débora não é só a mãe da minha namorada.
— Não?
— Ela também é minha tia.
O silêncio que veio depois foi breve.
Mas suficiente.
— Assim como a sua mãe é minha tia. E o que eu estou fazendo pela tia Débora também seria feito pela tia Glória se ela precisasse.
Galo apontou para a irmã.
— Tome.
— Cala a boca.
A resposta fez Janis sorrir.
Mas também trouxe uma lembrança.
Alguns dias antes, Glória havia chamado os dois filhos para conversar.
Não tinha sido uma bronca.
Nem uma palestra.
Apenas uma conversa.
Ela falara sobre Débora.
Sobre tudo o que havia acontecido.
Sobre o que ainda estava acontecendo.
E sobre uma coisa que considerava importante.
Respeito.
— A Débora não precisa que sintam pena dela. Precisa que vocês respeitem a dignidade dela. Entenderam?
Os dois assentiram.
— E a Rebeca também. O que aconteceu não define nenhuma das duas. Vocês podem ajudar. Mas nunca tratem nenhuma delas como se fossem incapazes.
A lembrança desapareceu tão rápido quanto veio.
E, de repente, a resposta da Janis fez ainda mais sentido.
Ela não estava tratando a Débora como alguém incapaz.
Estava tratando como família.
— Eu ajudo você — disse Galo.
— Com o celular?
— Com o celular.
— A dona Kátia tem uma lojinha bem bacana.
Lara fez uma careta.
— A dona Kátia não gosta de crianças.
— Nós não somos crianças.
— Não é isso que ela pensa.
Janis apoiou o queixo na mão.
— Aposto que ela gosta de crianças com dinheiro.
— E você tem dinheiro para um celular?
Janis abriu a carteira.
Olhou para dentro.
Fechou a carteira.
— Não completamente.
Lara revirou os olhos.
— Imaginei.
— Mas eu tenho um emprego. E o dinheiro vai vir aos poucos.
Dessa vez, nem Lara respondeu.
Porque havia alguma coisa naquela frase que soava diferente.
Mais responsável.
Mais adulta.
E um pouco estranha saindo da boca da Janis.
Mas verdadeira.
Depois da aula, os três seguiram para a tal loja.
Lara caminhava com a expressão de quem aguardava uma catástrofe iminente.
Galo parecia completamente tranquilo.
Janis estava apenas curiosa.
— Vai dar certo — disse Galo.
— Vai dar errado — respondeu Lara.
— Vocês fazem isso sempre?
— Sim.
— Que cansativo.
A loja ficava numa garagem adaptada.
Uma placa antiga anunciava consertos, vendas e trocas.
Lá dentro havia prateleiras, cabos, carregadores, aparelhos desmontados e uma quantidade preocupante de peças eletrônicas espalhadas por todos os lados.
Atrás de um balcão estava uma senhora pequena.
Muito pequena.
Mas com uma expressão capaz de intimidar qualquer um.
Ela ergueu os olhos por cima dos óculos quando os três entraram.
Silêncio.
Então:
— Seus pais sabem que vocês estão aqui?
Lara imediatamente lançou para Janis um olhar que dizia:
Eu avisei.
Janis respirou fundo.
— Preciso de um telefone usado.
— E daí?
— Minha tia se mudou para cá faz poucos dias e ainda não tem celular.
— E daí?
— Daí que meus primos disseram que a senhora vende celulares usados.
A senhora cruzou os braços.
— Você tem dinheiro?
Janis piscou.
Uma vez.
Duas vezes.
Tentando manter a calma.
— A senhora nem mostrou o que tem e já está querendo pagamento.
— Eu gosto de saber se estou perdendo meu tempo.
— Eu também.
Lara fechou os olhos.
Galo estava claramente se divertindo.
— Então? — perguntou a senhora.
— Eu tenho algum dinheiro.
— Algum?
— O suficiente para começar uma conversa.
Pela primeira vez, a senhora pareceu minimamente interessada.
— Hm.
— Isso foi um "hm" bom ou um "hm" ruim?
— Ainda não decidi.
— Justo.
A senhora apontou para uma prateleira atrás do balcão.
— Vamos descobrir quanto você consegue pagar antes que eu me arrependa de estar falando com você.
Janis suspirou.
Abriu a carteira.
Contou as notas.
E colocou trezentos reais sobre o balcão.
Dona Kátia observou o dinheiro.
Depois observou Janis.
— E o que pretende fazer com esta fortuna?
— Comprar um telefone.
— Por esse valor eu posso te vender um que toca musiquinha e pisca luzes.
— Eu não preciso de um telefone bonito.
— Não?
— Preciso de um telefone que funcione.
— Isso costuma encarecer o produto.
Lara soltou um suspiro derrotado.
Galo estava se esforçando para não rir.
Janis cruzou os braços.
— E que tal um parcelamento?
Dona Kátia ergueu uma sobrancelha.
— Eu pareço dona de loja de departamento?
— Não.
— Então por que eu faria parcelamento?
— Porque, se a senhora for visionária, pode acabar tão rica quanto eles.
Silêncio.
Lara levou uma mão ao rosto.
Galo desistiu de segurar a risada.
Dona Kátia encarou Janis durante alguns segundos.
— Você negocia assim com todo mundo?
— Só quando estou sem dinheiro.
— Pelo menos é sincera.
— Estou tentando conquistar sua confiança.
— Está falhando miseravelmente.
— Então estamos progredindo. Já passamos da fase em que a senhora queria me expulsar da loja.
Dona Kátia soltou um suspiro longo.
Aquele tipo de suspiro de quem estava reconsiderando várias decisões de vida.
— Então me diga uma coisa.
— O quê?
— O que você tem para me oferecer como garantia?
Janis olhou para um lado.
Depois para o outro.
Então apontou para os primos.
— Pode escolher qualquer um dos dois.
Galo respondeu imediatamente:
— Escolhe a Lara.
— Ei!
— Ela é mais inteligente do que eu.
— Isso não faz de mim moeda de troca!
— Faz um pouco.
— GALO!
Dona Kátia ignorou a discussão.
Estreitou os olhos para Janis.
— Você é parente da Maria Helena?
— Sou.
— Grau de parentesco?
— Neta.
— Hum.
Aquilo pareceu interessar mais a senhora do que os trezentos reais sobre o balcão.
Ela permaneceu em silêncio por alguns segundos.
Pensando.
Avaliando.
Então virou-se para uma prateleira.
Pegou um aparelho simples.
Usado.
Sem luxo algum.
Mas inteiro.
Funcional.
Colocou-o sobre o balcão.
— Digamos que eu aceite sua oferta.
Janis imediatamente se inclinou para frente.
— Sim...
— O aparelho custa quinhentos.
— Certo.
— Você tem trezentos.
— Tenho.
— Faltam duzentos.
— Minha professora de matemática ficaria orgulhosa.
Dona Kátia ignorou o comentário.
— Se eu não receber o restante até às dezoito horas do quinto dia útil do próximo mês, vou até a casa da sua avó cobrar dela diretamente.
Lara arregalou os olhos.
Galo pareceu impressionado.
Janis apenas estendeu a mão.
— Não vai ser preciso.
— Não?
— Antes do prazo acabar, a senhora vai receber o que falta.
Dona Kátia observou a mão estendida.
Depois observou a menina.
Havia muitas coisas que ela não sabia sobre Janis.
Mas conhecia Maria Helena há bastante tempo.
E conhecia aquele olhar.
O olhar de quem já tinha tomado uma decisão e não pretendia voltar atrás.
Então apertou a mão de Janis.
— Veremos.
Janis sorriu.
— A senhora não vai se arrepender.
Os três seguiram pela rua com o celular cuidadosamente guardado na mochila da Janis.
Galo parecia satisfeito com o resultado da negociação.
Lara continuava convencida de que tudo aquilo terminaria em desastre.
Quando avistaram a casa da Débora, Lara lançou um olhar para o irmão.
— Você não tem que ir para a oficina?
— Você não tem que cuidar da sua vida?
— Eu estou cuidando.
— Então está fazendo errado.
— Galo...
— Lara...
— Ei!
Os dois olharam para Janis.
Ela apontou para o portão.
— Nada de briga dentro da casa da tia Débora.
— Nem começamos ainda — reclamou Lara.
— E eu pretendo manter assim.
Lara observou a prima por alguns segundos.
Então sorriu.
Aquele sorriso perigoso.
— Alguém está querendo causar boa impressão para a sogra.
Janis abriu o portão.
— Não é isso.
— Imagina.
— Não é mesmo.
— Claro que não.
Janis deu mais dois passos.
Parou.
Suspirou.
Voltou-se para os primos.
— Tá.
Lara cruzou os braços.
— Tá o quê?
— Não é só isso.
— Eu sabia.
— Mas também não é só porque ela é mãe da Rebeca.
Janis procurou as palavras por um instante.
— Eu gosto dela.
A resposta fez Lara baixar um pouco a guarda.
— Eu sei.
— E ela está tentando ficar bem.
— Eu sei.
— Então eu quero ajudar.
Galo assentiu.
Como se aquilo fosse a coisa mais óbvia do mundo.
Porque, para ele, era.
Lara observou a prima por mais alguns segundos.
Depois balançou a cabeça.
— Você é estranha.
— Eu já ouvi isso antes.
— Hoje.
— Também já ouvi hoje.
Galo riu.
Lara revirou os olhos.
E os três entraram pelo portão.
A porta se abriu poucos segundos depois da campainha tocar.
E, pela primeira vez, Lara e Galo viram Débora.
Os dois ficaram em silêncio.
Não por educação.
Por surpresa.
A primeira coisa que chamou a atenção foi que ela era muito mais nova do que imaginavam.
A segunda foi que ela parecia absurdamente gentil.
Daquelas pessoas que sorriam com os olhos antes mesmo de sorrirem com a boca.
Durante alguns segundos, os irmãos esqueceram completamente qualquer discussão que estivessem tendo.
Débora abriu um sorriso ao ver Janis.
— Oi.
— Oi, tia.
— Trouxe companhia?
— Trouxe.
— Percebi.
Janis apontou para os dois.
— Esses são meus primos.
— Prazer.
— Prazer — respondeu Lara.
— Prazer — respondeu Galo.
Os dois estranharam a própria educação.
Normalmente não eram tão comportados.
Mas alguma coisa naquela mulher fazia parecer inadequado agir de outro jeito.
Débora os convidou para entrar.
Poucos minutos depois, os três estavam sentados à mesa da cozinha.
Débora colocou o bolo sobre a mesa.
Depois serviu suco.
Leite.
Trouxe os pratos.
Guardanapos.
E mais alguma coisa que ninguém havia pedido.
Porque, aparentemente, receber visitas era uma atividade que ela levava muito a sério.
— Podem comer à vontade.
Galo assentiu.
Lara assentiu.
E os dois permaneceram imóveis.
Débora sorriu.
Esperou.
Nada aconteceu.
Janis observou a cena por alguns segundos.
Então pegou um prato.
Serviu-se de uma fatia generosa.
E começou a comer.
Os primos continuaram parados.
— Ela falou com vocês também, suas duas bestas.
— Janis! — repreendeu Débora.
Mas estava mais perto de rir do que de brigar.
Galo piscou algumas vezes.
Como se estivesse despertando de um transe.
Lara finalmente pegou um prato.
Os dois se serviram.
Em silêncio.
Então Galo deu a primeira mordida.
E imediatamente voltou ao normal.
— Isso aqui tá bom demais.
Débora sorriu.
— Obrigada.
— Sério.
Outra mordida.
— Bom demais.
Lara revirou os olhos.
— Seu tosco.
— Usa a boca pra mastigar e não pra falar que você vai entender.
— Que horror.
— É a verdade.
Lara provou um pedaço.
Mastigou.
Pensou por alguns segundos.
Depois pegou outro pedaço.
Galo sorriu.
— Viu?
— Cala a boca.
— Eu avisei.
— Cala a boca duas vezes.
Janis observava tudo enquanto comia.
Perfeitamente satisfeita.
Os dois tinham levado menos de cinco minutos para agir como se frequentassem aquela casa desde sempre.
De algum jeito, isso não a surpreendia nem um pouco.
A conversa acabou surgindo naturalmente.
Primeiro por causa do bolo.
Depois porque Débora tinha um talento estranho para fazer perguntas que pareciam importar de verdade.
— E a escola?
Os três adolescentes suspiraram quase ao mesmo tempo.
— Horrível — respondeu Lara.
— Cansativa — respondeu Galo.
— Uma violação dos direitos humanos — respondeu Janis.
Débora riu.
— Foi tão ruim assim?
— Teve matemática — explicou Janis. — E isso responde sua pergunta.
— Matemática é importante.
— Essa é uma opinião.
Débora balançou a cabeça, divertindo-se.
— E o que vocês vão fazer esta tarde?
— Oficina — respondeu Galo.
— Trabalho?
— Trabalho.
— Com o seu pai?
— Sim.
Débora assentiu.
Então olhou para Lara.
— E você?
— Vou ajudar minha mãe.
— Mentira dela, tia.
Lara chutou a canela do irmão por baixo da mesa.
— Ai!
— Bem feito.
— Ela vai chegar em casa, deitar na cama e ficar olhando vídeo.
— Não vou.
— Vai sim.
— Não vou.
— Vai.
— Não vou.
— Vai.
— Meninos...
Os três olharam para Débora.
— Vocês são muito barulhentos.
— Foi ele que começou — respondeu Lara imediatamente.
— Foi ela.
— Foi ele.
— Foi ela.
Janis pegou mais um pedaço de bolo.
— Eu adoro quando vocês fazem isso.
— Você é parte do problema — disse Lara.
— Eu sei.
A conversa continuou por mais alguns minutos.
Até que Janis abriu a mochila.
E retirou uma pequena caixa.
Débora franziu a testa.
— O que é isso?
— Um celular.
— Janis...
— Antes que a senhora comece, eu já vou avisando.
Débora cruzou os braços.
— Avisando o quê?
— Que não vou aceitar devolução.
— Janis.
— A mulher que me vendeu é pouco amável.
Galo soltou uma risada.
— Muito pouco amável.
— E eu duvido seriamente que ela aceite o aparelho de volta.
Débora observou a caixa.
Depois observou Janis.
— Você não precisava fazer isso.
— Precisava sim.
— Não precisava.
— Precisava.
— Janis...
— Tia.
As duas ficaram se encarando.
Lara observava a cena como quem assistia uma partida de tênis.
— Ela ganhou — sussurrou para o irmão.
— Eu sei.
Débora suspirou.
— Você é impossível.
— Obrigada.
— Não foi um elogio.
— Eu escolhi interpretar como um.
Débora acabou aceitando o aparelho.
E, para surpresa de todos, aprendeu rapidamente.
Muito rapidamente.
Em poucos minutos já sabia atender chamadas, abrir contatos e navegar pelos menus básicos.
— A senhora aprende rápido.
— Eu comecei a dar aulas de música quando você ainda usava fraldas.
— Argumento justo.
Janis pegou o aparelho.
Abriu a agenda.
Digitou algumas informações.
Então devolveu.
— Pronto.
— O que você fez?
— Salvei meu número.
— Ah.
— Me liga quando estiver precisando de alguma coisa.
Fez uma pausa.
— Ou quando quiser conversar.
Débora sorriu.
Galo pegou o celular.
— Coloca o meu também.
— O meu também — disse Lara.
— Vocês acabaram de conhecer minha tia.
— Conhecemos o suficiente.
Débora riu.
Os dois anotaram seus números.
Quando terminaram, Janis pegou o aparelho mais uma vez.
Digitou outro contato.
Dessa vez, demorou um pouco mais.
Quando terminou, entregou o celular para Débora.
— E esse?
Janis hesitou por um segundo.
Então sorriu.
— Quando a senhora estiver pronta.
Débora olhou para o nome na tela.
Ficou em silêncio.
O nome dizia apenas:
Rebeca.
Com cuidado, ela passou o polegar sobre a tela.
Como se aquele simples contato fosse algo frágil.
Ou precioso.
Talvez os dois.
E, pela primeira vez naquela tarde, ninguém fez piada.
Quando saíram da casa da Débora, caminharam por alguns minutos em silêncio.
Um silêncio incomum.
Principalmente para três adolescentes.
O Galo chutou uma pedrinha na calçada.
Depois outra.
Então balançou a cabeça.
— Eu não acredito que aquele cara tinha coragem de bater nela.
As duas meninas olharam para ele.
— Ela parece uma bonequinha de caixinha de música.
Lara franziu a testa.
— Faria sentido se ela não fosse bonita?
— O quê?
— Foi o que você acabou de falar.
— Não foi isso que eu quis dizer.
— Então explica.
Galo passou a mão pelos cabelos, já irritado consigo mesmo.
— Eu sei que não faz diferença.
— Não, não faz.
— Eu sei.
— Então fala direito.
— Eu estou tentando.
Janis observava os dois em silêncio.
Galo suspirou.
— Eu só acho terrível.
— O quê?
— Tudo.
A resposta saiu mais rápida dessa vez.
Mais sincera.
— O que ele fez. O que ela passou.
Ele chutou outra pedra.
— Sei lá. É terrível.
Lara ficou quieta.
Porque, dessa vez, não havia nada para corrigir.
Janis assentiu.
— E é por isso que a tia Débora precisa de ajuda.
— Eu sei.
— Não porque ela seja fraca.
— Eu sei.
— Mas porque ninguém deveria ter que reconstruir a própria vida sozinho.
Os três continuaram andando.
Em silêncio outra vez.
Mas era um silêncio diferente.
Porque, pela primeira vez, Lara e Galo tinham entendido uma coisa que Janis já sabia há algum tempo.
A tia Débora não era apenas a mãe da Rebeca.
Era alguém que merecia uma chance de voltar a ser feliz.
Fim do capítulo
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HelOliveira
Em: 06/06/2026
Janis está cada vez mais responsável e ficando mais madura e sem perder esse jeitinho especial...
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Elin Varen Em: 06/06/2026 Autora da história
Eu acho que a Janis está amadurecendo bastante, mas o que mais me deixa feliz é que ela não está perdendo a essência dela no processo.
Ela continua impulsiva, engraçada, teimosa e capaz de fazer amizade com qualquer pessoa que apareça pelo caminho. A diferença é que agora ela também está aprendendo sobre responsabilidade, compromisso e planejamento.
Para mim, o mais bonito é que essa mudança não aconteceu de uma hora para outra. Ela foi sendo construída através das pessoas que entraram na vida dela e decidiram apostar nela.