Capitulo 3
A primeira vez que entrou no prédio da editora Elias-Clarke, Andrea Sachs sentiu-se nua. E de certa forma estava mesmo: 22 anos, recém-formada, recém-chegada na cidade, recém-mulher de alguém... O que de fato sabia da vida? A nudez era muito maior do que a de roupas, o que para os funcionários da Runway também era de roupas, já que consideravam as suas equivalentes a trapos, mas sua impressão era de que seria engolida por aqueles saltos, pela gelidez do mármore branco espalhado em toda a construção e por Nova York. Ao deparar-se com Emily Charlton materializada ali, na sua frente, e como não poderia deixar de ser, em um excepcional figurino de grife e sotaque britânico intrinsecamente arrogante, Andrea sentiu-se a mesma garota recém-chegada na vida.
— Charlton... — Sua voz saiu mais murmurada que o de costume. — Uou! — O olhar castanho cruzou com o ardósia da editora de moda, arte e cultura. Emily estava deslumbrante em um sobretudo estruturado e pesado, alguns tons mais escuros do que o azul de seu olhar felino, e, as responsáveis pelo clap clap, botas da Chanel pretas, clássicas, que combinavam com a segunda pele de gola média que usava por dentro. No seu rosto, Andrea pôde ver marcas leves de expressão que denunciavam que aquela safra de vinho havia amadurecido de maneira deliciosamente perfeita. Andrea deixou que o ar chegasse aos seus pulmões, tempo suficiente para lembrar que agora ela também sabia engolir pessoas e que Emily não era o único bom vinho daquela prateleira. — Não imaginava que era você na frente da editoria... Tudo bem?
Estendeu a mão à antiga colega de mesa.
— Se você tiver um minuto para me atender... — Emily apertou sua mão com a firmeza correta de quem passa credibilidade. — Vai ficar...
Andréa demorou um segundo a mais para se soltar da mão e do olhar de Emily.
— Eu estou meio enrolada aqui, eu queria...
— Claro que ela tem um minutinho para você, querida... — A juventude de Chris atropelou o diálogo. — Quer se sentar? — Antes que Emily esboçasse uma reação, Andréa fez um sinal para que ela esperasse e puxou Chris para o canto, novamente pleiteando privacidade. — Andréa, você tem que ter um minuto para essa mulher, ela...
— Eu tenho um minutinho pra você, gatinho, me escuta... A Emily vai jantar comigo. — Chris ia falar algo, mas foi cortado. — Falando no seu idioma... O que nós temos para conversar leva mais tempo que um reels. Não dá para resolver em um pá-pum... Confia...
— Como é que você vai jantar com ela se eu já fechei com a equipe da Lena? Tem uma reserva para vocês no restaurante do hotel! O que eu falo para a Lena? Que você se sentiu indisposta e quinze minutos depois você aparece com outra pessoa?
— Claro que não! Seria uma indelicadeza sem tamanho com a moça... — Andrea ponderou. — Discretamente pede para o restaurante subir duas refeições para a senhorita Charlton e para mim no meu quarto... Ela gosta muito de frutos do mar. — Recordou-se. A Emily. — Você ainda come frutos do mar ou está numa vibe mais vegana? Aqui tem um risoto de vieiras que parece divino...
Apesar de nem ter lhe perguntado se gostaria de jantar, Emily gostou da solução proposta por Andréa. Primeiro porque o assunto que teriam a tratar não era apenas uma entrevista e também porque, antes de alimentar o estômago, sentiu o ego alimentado ao ser a única jornalista que teria um tempo reservado com a estrela da noite. E Andrea não fazia mais que a obrigação. Era ela e a Runway que estavam ali, e não qualquer tabloide de fofoca.
— Você aprendeu a comer algo além de fast-food e daquela ração que serviam no refeitório da Runway? Incrível! — Desdenhou Emily. — Vieiras são aceitáveis...
Andrea virou-se para um aparvalhado Chris.
— Na linguagem dela, isso significa que ela amou a ideia... Então, daqui a uns vinte minutos você já pode falar com o chef. Dois risotos de vieiras e um Chardonnay na temperatura perfeita para acompanhar.
— Você está esquecendo de um detalhe... — Chris disse entredentes.
— A entrada e a sobremesa nós deixamos por sugestão do chef. Mas nada com chocolate, porque o cacau rouba todo o gosto das vieiras, fica um horror. Se ele tiver algo mais leve, com limão-siciliano ou...
— Eu estava falando da Lena e da reserva no restaurante... Eu vou desconvidá-la?
— Claro que não! Você vai e janta com a Lena... — Andy aproximou-se, ajeitando a gola da camisa do rapaz. — Explica que eu tive uma indisposição e que conversamos em outra hora. Ah, e pague toda a conta. É uma tremenda sacanagem com o garçom ficar trezentas pessoas dividindo a mesa e ele ter que ficar esperando, vamos facilitar para o trabalhador. Amanhã eu mando umas flores para ela... Isso, a gente providencia umas begônias... — Virou-se para a ruiva: — Begônias são boas, né?
Emily franziu o cenho por um instante e fez um gesto de acordo com a cabeça.
— Decidido, begônias... Bem bonitas!
— Mas, Andrea...
— Chris, cara... Alívia essa... A Lena vai ter uma foto com você, que todo mundo sabe que é meu representante; eu vou ter o meu jantar em paz com a Emily, com a discrição que eu amo e que, no momento, a minha coluna de paçoca pede; a Emily vai ter a exclusividade da Runway e as vieiras que ela tanto gosta, e você vai ficar entretido por duas horas conversando sobre Instagram, coisa que você adora! Ela vai te marcar nas fotos, que legal, hein, gatinho? Você está todo gatinho hoje! — Disse, como se falasse com um menino de cinco anos. Ela deu um tapinha leve no rosto de Chris para suavizar sua expressão aborrecida. — Todo mundo vai sair feliz... Vai? Quem é o meu bom garoto? - Chris tentou prender o riso, em vão. Andrea deu uma piscadinha. — Combinado?
O rapaz respirou fundo, dando-se por vencido.
— Fazer o que... Mais uns vinte minutos e você sobe.
Andrea acenou em acordo. Viu Chris se aproximar de Emily e fazer um sinal para que ela o acompanhasse até a suíte.
— Chris! — O jovem se virou de volta em direção a ela. — Só estou jogando o jogo...
Em resposta, o rapaz revirou os olhos. Andrea, com um dos sorrisos mais sinceros da noite, assistiu a Chris e a ruiva sumirem discretamente pelo salão.
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— Oi, Nigel... Ela ainda está presa com os autógrafos, mas vamos conversar. — Enquanto gravava o áudio para o amigo, a editora passeava pelo espaço. O notebook e o Kindle carregando, um casaco pendurado em uma cadeira, um bloco de sulfites recicláveis impressas e riscadas com caneta marca-texto ao lado de um livro sobre a mesa... Tudo denunciava a presença humana ali, apesar do esforço da organização do hotel em manter o ambiente, composto por móveis de origem francesa e lençóis de fios egípcios, impecável. — A Andrea me chamou para jantar, devo chegar tarde. Antes de a Júlia dormir, você pode verificar se ela não tem lição? Ela anda meio relapsa com a escola. — Pegou o livro que estava ao lado das sulfites. — Obrigada, amigo.
Logo após finalizar o áudio, encaminhou-o para o diretor de arte da Runway. Antes de sair da suíte, Chris a havia deixado na companhia de uma playlist de pop alternativo e um copo de água saborizada com hortelã e gengibre. Ele nem sequer se dera ao trabalho de orientar Emily a ficar à vontade, porque ela já parecia naturalmente em seu habitat em ambientes luxuosos como a Carnegie Suite — até mais do que ele ou a própria dona do aposento.
Ao abrir a porta de seu quarto, Andy se surpreendeu e não pôde deixar de se deliciar com a cena: Emily estava sentada em uma poltrona de veludo, já sem o sobretudo, que agora repousava pendurado na arara da entrada. De pernas cruzadas, ela folheava distraidamente o seu exemplar em espanhol de As Veias Abertas da América Latina, enquanto os dedos da outra mão acompanhavam o ritmo da música, tamborilando no braço da poltrona.
— Galeano é uma excelente pedida... Sempre...
Emily ergueu os olhos e sorriu.
— Uma entrada com um comentário literário. Nada mais Sachs do que isso — comentou a ruiva, deixando o livro de lado e erguendo-se para se aproximar. — Você está atrasada dois minutos.
— Você é tão, mas tão britânica... — Andy rebateu com graça, dando um passo à frente para cumprimentá-la com dois beijos no rosto.
Ao perceber um sutil sobressalto na postura da editora, Andy deu-se conta de sua própria espontaneidade e sorriu, levemente embaraçada.
— Perdão. Fuso sul-americano — justificou-se, enquanto seus olhos castanhos percorriam a figura elegante de Emily. — Eu trouxe algo para você...
Com um gestinho cúmplice, retirou do bolso do casaco um guardanapo de papel com alguns cubos de queijo cuidadosamente embrulhados.
— Estavam servindo no coquetel. Não queria que você desmaiasse antes de o nosso jantar chegar.
O olhar azul de Emily mirou a morena. Ela estava diante de uma jornalista premiada, expert em investigação e autora de best-sellers, que guardava pedaços de queijo no bolso do blazer. Emily soltou uma risada genuína.
— Retiro o que disse. Nada mais Andrea Sachs do que isso.
Andrea sorriu ao ver Emily pegar um dos cubinhos e levá-lo à boca com elegância.
— Percebi o esforço que você fez para conseguir esse tempo — continuou a ruiva. — Ainda bem que alguém aqui ainda sabe o peso da Runway. Espero que a moça goste das flores.
— Vocês podem até não saber a última coreografia do TikTok, mas a Runway ainda tem o seu valor... — Andy brincou, arrancando um leve riso da outra.
De repente, as orbes castanhas da jornalista se detiveram no colo de Emily, captando o brilho discreto de uma correntinha no pescoço da editora.
— "J"? — Ao ouvir a menção à inicial do nome da filha, Emily tocou o pingente instintivamente, sem conseguir esconder o afeto que o gesto carregava. — "J" de quê?
— Você não é a jornalista investigativa? — Emily a desafiou com o olhar, assistindo à Andy chutar os sapatos longe. — Descubra...
— Jeromy? Jack? — Andy arriscou, jogando-se em uma das poltronas vagas enquanto Emily a acompanhava, sentando-se logo em frente. — Jason? — testou os nomes, enquanto começava a massagear os próprios pés cansados.
— Boa tentativa! — Emily divertiu-se, vendo a dúvida legítima desenhar-se no rosto da morena. — Mas não passou nem perto.
— Você não vai dizer mesmo? — Andy questionou, genuinamente curiosa, inclinando o corpo para a frente. — Como está a sua vida, Emily?
Emily sorriu.
— Eu sei que deixar hábitos antigos é difícil, mas a jornalista hoje sou eu, Andrea... — Andy sorriu internamente pelo jeito charmoso com que seu nome saía da boca da editora. — As perguntas são minhas.
Andy fez um gesto de acordo com a cabeça.
— Justo. Pode ser lá na varanda? — Perguntou, pegando o isqueiro de prata no bolso do blazer e a caixa de metal com seus pre-rolls. — Preciso de um pouco de ar livre...
Emily acenou e a acompanhou. Em poucos segundos, a morena já estava apoiada na mureta da varanda, segurando entre os lábios o cigarro cônico de erva envolto em seda fina. A ruiva assistiu, em silêncio, enquanto ela o acendia com pleno domínio da situação.
— Estou mesmo vendo a repórter responsável por ajudar a desbaratar uma quadrilha de narcotraficantes fumando maconha?
— Sim, comprada em um dispensário legalmente, como deve ser... — Andrea explicou-se, exalando a primeira lufada de fumaça. — Me ajuda com a ansiedade. Quer? Também tenho um relaxante muscular se precisar, mas acho que vai pode potencializar o efeito com o Chardonnay...
— Isso é sério?
— Espera... — Andrea sorriu, divertida. — Você convive diariamente com Miranda Priestly, por mais de vinte anos, de cara limpa?
Emily encarou a escritora. Sem dizer uma palavra, estendeu a mão esquerda e puxou o pulso de Andrea com uma leve pressão. O gesto fez com que a jornalista desviasse o olhar para as unhas sempre impecáveis da ruiva, que guiou o baseado preso entre os dedos de Andrea direto até os próprios lábios. Emily tragou com uma lentidão fascinante. Os olhos castanhos de Andy observaram a ruiva soltar a fumaça para o lado com um gesto gracioso e minimalista, entreabrindo e, em seguida, umedecendo os lábios. Andrea baixou as vistas, ligeiramente sem jeito ao perceber que havia admirado a cena por alguns segundos a mais do que o necessário.
Emily acomodou-se em uma pesada namoradeira de imbuia de dois lugares que decorava a varanda. A figura esguia de Andrea, fumando contra o corte do céu noturno de Nova York, era mesmo algo digno de nota. A ruiva pegou o celular para começar a entrevista de fato.
— Vou gravar — Emily avisou, acionando o aplicativo. — Névoa e Orquídeas traz uma protagonista mexicana vivendo uma narrativa que mistura romance, investigação policial e um forte viés político, ambientada no México, na Argentina e no Brasil — recapitulou. Andrea parecia bem atenta à pergunta. — Percebi que você está lendo As Veias Abertas da América Latina, do Galeano, que fala justamente sobre os efeitos da exploração e da invasão do continente. Você é uma autora estadunidense. É possível, do seu lugar de privilégio, contar essa vivência sem ocupar o espaço de escritoras desses países, que possuem menos privilégios que você? Você pensa que o movimento de transmodernidade de fato existe na literatura em relação ao continente americano?
Andrea apoiava o cotovelo esquerdo na mureta enquanto a mão direita controlava o baseado. Ela soltou uma risada baixa.
— Emily Charlton, você acabou de me chamar, indiretamente, de colonizadora americana intrometida depois de fumar da minha maconha?! — Disse em tom divertido, arrancando um sorriso e um erguer de ombros da ruiva. — Eu não sei se fico mais ofendida pela pergunta em si, ou por ter sido acusada de colonizadora por uma britânica — completou, usando um falso tom acusatório. — Nós duas estamos no mesmo barco...
— Mas só uma de nós teve a cara de pau de escrever um livro e ganhar bastante dinheiro em cima disso...
— A gente tem que ter peito na vida, né? — debochou Andy. Em seguida, assumiu uma postura mais séria e fez um gesto negativo. — Na verdade, foi uma excelente pergunta. Eu confesso que não esperava...
— Se você queria uma entrevista chapa-branca, escolheu a pessoa errada para jantar — Emily provocou. — Ainda dá tempo de você usar a sua reserva com a Lena e não com a editora britânica elitizada.
— E eu achei que o Chardonnay seria o suficiente para você pegar leve... — Andy lamentou, em uma ensaiada ironia.
— Desculpa, querida... Você é boa, mas não é a única jornalista do mundo que leu sobre colonialidade — Emily explicou-se. — Bônus de um trabalho sério, sabe? E já que você está com dinheiro, pode investir em algo mais do que um Chardonnay.
— Justo! — Andy enfim cedeu. — Na verdade, eu fiquei feliz com a pergunta. Primeiro porque... bem, tenhamos autocrítica, não é?
Emily concordou com o olhar. Era realmente irônico: duas mulheres, uma nascida no país historicamente mais colonizador do mundo e a outra no império mais proeminente da atualidade, discutindo a exploração das colônias, com uma tentando acusar a outra de ser mais privilegiada.
— Segundo — continuou Andy — Estou vendo que a editoria de moda, cultura e arte da Runway está em excelentes mãos, parabéns. E terceiro... Você trouxe um assunto muito pertinente e atual. Aproveitando o espaço que o privilégio de fato me deu, eu gostaria de falar sobre a necessidade e a importância desse processo: abrirmos caminhos para que as pessoas que não têm esse mesmo privilégio ocupem seus espaços, e pautarmos a importância de consumirmos autoras latino-americanas. Eu não sou latino-americana e não tenho o menor intuito de passar essa impressão. A história que eu conto traz o olhar de uma estadunidense atravessada pela cultura de três países riquíssimos, que precisam ter suas escritoras e escritores enaltecidos pelo restante do mundo. Se querem ler autoras latino-americanos de verdade, consumam Conceição Evaristo, Pilar Quintana, Guadalupe Nettel, Selva Almada, entre tantas outras...
Emily fez um gesto de acordo, anotando mentalmente as referências.
— E o que você tem lido dessas escritoras?
— Conceição Evaristo... A obra dela é maravilhosa. Ela apresenta um conceito chamado escrevivência que eu, particularmente, acho formidável. Também gosto muito da Pilar Quintana e de Garotas Mortas, da Selva Almada... Incrivelmente necessário. Eu o li no último mês.
A entrevista seguiu em um clima tão despojado e íntimo que Emily se permitiu tirar as botas e acomodar-se no móvel em posição de lótus. Continuaram conversando até a chegada do jantar, quando finalmente entraram para o quarto.
Foi por volta de quinze para as onze da noite que Emily voltou a calçar as botas para ir embora. Ela ainda não havia tocado no segundo assunto que de fato a trouxera até ali. Aproveitando o momento em que Andrea a acompanhava até a porta, a ruiva questionou se ela gostaria de perguntar mais alguma coisa, usando o gancho para introduzir a segunda pauta do dia.
— Tenho uma pergunta, sim... Como está a sua disponibilidade de tempo? A Miranda quer você na sala dela amanhã, às nove horas, para uma reunião.
— A Miranda? — Andrea estranhou, arqueando as sobrancelhas.
— Acho que a Runway tem interesse nos seus serviços...
Andrea soltou um riso curto em uma lufada de ar.
— Eu não tenho mais idade e nem lombar para correr pela cidade atrás de manuscritos inéditos de Harry Potter, Emily.
— O lance é outro... E acho que talvez te interesse.
— Você não vai dizer o que é? — Emily acenou negativamente com a cabeça, um sorriso enigmático nos lábios. — Tem a ver com esse "J" no seu pescoço? — Andrea tentou mais uma vez. Emily apenas sorriu. — John? Joshua? Jaime?
— Deixa de ser acomodada, Six... Esteja amanhã, às nove horas, na sala da Miranda e talvez você descubra.
— E se eu não for?
— Seria uma indelicadeza sem tamanho com a moça... — Emily repetiu, palavra por palavra, a mesma frase utilizada por Andrea poucas horas antes. — Você vai, mata a sua curiosidade sobre o "J", eu ganho uma estrelinha na testa com a Miranda, ela tem a reunião com você e você ainda tem um reencontro maravilhoso com o Nigel... Viu? Que legal! — Emily aproximou-se e deu um tapinha leve no rosto de Andrea. — Vai... Quem é a minha boa garota?
— Você é ridícula! — Andrea protestou, segurando o riso, em um tom que não tinha nada de sério.
Emily riu, saboreando a vitória.
— Você sabe jogar o jogo... Mas foi comigo que você aprendeu as regras — provocou, assistindo à Andrea morder de leve o próprio lábio inferior. — Amanhã, nove horas. Não se atrase, Sachs!
Fim do capítulo
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