• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Otherside - Como a vida deveria ser
  • Capitulo 39 - Talvez Desse Pra Respirar Ali

Info

Membros ativos: 9600
Membros inativos: 1621
Histórias: 1980
Capítulos: 21,050
Palavras: 53,331,637
Autores: 812
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: RIZE REZENDE

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • Desafio das Imagens 2026
    Em 23/04/2026
  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025

Categorias

  • Romances (880)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (230)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Otherside - Como a vida deveria ser
    Otherside - Como a vida deveria ser
    Por Elin Varen
  • Onde o medo fez morada!
    Onde o medo fez morada!
    Por ellen souza

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • A Vizinha
    A Vizinha
    Por Sweet Words
  • Liberte-me""
    Liberte-me
    Por millah

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (880)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (230)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

Ver comentários: 0

Ver lista de capítulos

Palavras: 1156
Acessos: 82   |  Postado em: 28/04/2026

Capitulo 39 - Talvez Desse Pra Respirar Ali

Capítulo 39 – Talvez Desse Pra Respirar Ali. 
O carro parou diante da casa pouco depois do fim da tarde. 
Janis desceu primeiro. 
Olhou em volta. 
Rua movimentada. 
Música saindo de algum lugar. 
Uma bicicleta jogada no portão vizinho. 
Gente falando alto em duas casas ao mesmo tempo. 
Nada parecido com o silêncio que tinham deixado para trás. 
Dona Maria Helena saiu antes mesmo que batessem palma. 
— Demoraram. 
Abraçou Ester primeiro. 
Depois segurou o rosto de Janis com as duas mãos. 
— Tá mais magra. 
— Isso foi oi? — perguntou Janis. 
— Foi observação. 
De dentro da casa surgiu correndo um garoto alto e magro demais para a própria altura, Henrique, conhecido pelo apelido de Galo. Carregava duas caixas de pizza no braço como se fossem troféus. 
O apelido vinha de anos antes, quando pintou o cabelo preto de vermelho berrante e apareceu em casa com um moicano torto. O cabelo tinha voltado ao normal. O nome não. 
Atrás dele vinha Lara, menor, de óculos, expressão séria de quem parecia avaliar cada detalhe do mundo antes de emitir opinião. Ela equilibrava duas garrafas de refrigerante. 
— Festa de boas-vindas! — gritou Galo. 
— Estamos vendo — disse Janis. 
Ele largou as pizzas no capô do carro. 
— Bora descarregar isso aí. 
Sem pedir licença, abriu o porta-malas. 
Ficou em silêncio por dois segundos. 
— Que porr* é essa? 
Sacos pretos. 
Caixas tortas. 
Um abajur solto. 
Livros amarrados com barbante. 
Janis cruzou os braços. 
— Todo mundo virou crítico agora? 
Lara ajustou os óculos. 
— Você é ousada. 
— Obrigada — disse Janis. 
— Não foi elogio — respondeu Lara. 
Mesmo assim, os três começaram a carregar tudo para dentro como se fizessem aquilo há anos. 
Galo pegou duas caixas de uma vez. 
— O que tem aqui? Tijolos? 
— Memórias — disse Janis. 
— Então suas memórias são densas. 
Dentro da casa, Dona Maria Helena já tinha aberto uma cerveja. 
Entregou outra para Ester. 
— Senta antes de cair dura. 
Ester aceitou. 
Sentaram à mesa enquanto os jovens faziam barulho pelos cômodos. 
— Trouxe os documentos? — perguntou Maria Helena. 
Ester puxou um envelope da bolsa. 
— Tudo aqui. 
— Segunda eu levo a Janis na escola e resolvo matrícula. 
Ester assentiu, olhando para Janis atravessar a sala com um saco preto no ombro e discutindo com Galo sobre onde guardar um urso de pelúcia. 
— Ela vai dar trabalho. 
Maria Helena tomou um gole. 
— Vai. 
Depois sorriu. 
— Ainda bem. 
Ester soltou uma risada cansada pela primeira vez no dia. 
Na cozinha, Lara observava Janis em silêncio. 
— Você sempre arruma mala assim? 
Janis pegou uma fatia de pizza. 
— Só quando quero confundir inimigos. 
Lara assentiu. 
— Justo. 
Janis olhou em volta. 
Barulho. 
Cheiro de pizza. 
Gente falando alto. 
Uma avó mandando em tudo. 
Talvez desse para respirar ali. 
*** 
No fim do corredor ficava o novo quarto de Janis. 
Ou, pelo menos, o que passaria a ser. 
Antes, tinha sido o quarto de costura de Dona Maria Helena. 
Ainda havia marcas disso por toda parte. 
Uma mesa antiga encostada na parede. 
Caixas de linha empilhadas no alto do armário. 
Uma fita métrica esquecida num puxador. 
Uma cadeira torta no canto. 
A cama parecia ter chegado de outra casa. 
O guarda-roupa, de outra década. 
A cômoda, de outro planeta. 
Nada combinava com nada. 
Janis entrou, olhou ao redor e abriu um sorriso. 
— Eu posso pintar. 
Dona Maria Helena apareceu na porta nesse exato momento. 
Parou diante da cena. 
Sacos pretos abertos no chão. 
Roupas penduradas na cadeira. 
Livros espalhados. 
O abajur misterioso deitado na cama. 
Uma caixa virada de lado derramando bugigangas pela metade do quarto. 
Ela levou a mão ao peito. 
— Meu Deus, Janis. 
Janis nem se virou. Continuou examinando a parede. 
— Não esquenta, vó. Eu arrumo tudo até o Natal. 
Maria Helena cruzou os braços. 
— Que bom que estamos em abril. 
Janis finalmente olhou para ela. 
— A senhora sempre recebe hóspedes assim? 
— Só os que chegam com bagagem digna de novela. 
Janis sorriu de lado. 
— Então vou me sentir em casa. 
Dona Maria Helena deixou Janis no quarto brigando com as próprias caixas e voltou para a sala. 
Ester ainda estava à mesa, segurando a cerveja pela metade. 
Da cozinha vinha barulho de Henrique “Galo” discutindo com alguém sobre onde guardar refrigerante. 
Maria Helena puxou a cadeira e sentou de frente para ela. 
— Tá com cara de quem tá tentando não desabar. 
Ester soltou um riso curto. 
— Tô tentando desde que a Janis aprendeu a andar. 
Maria Helena tomou um gole. 
— Escuta. A menina vai ficar bem aqui. 
Ester abaixou os olhos. 
— Eu sei. 
— Não sabe, não. Tá fingindo que sabe. 
Silêncio. 
Maria Helena apoiou os braços na mesa. 
— Aqui ninguém vai seguir ela na rua. Ninguém vai encher caixa de correio de besteiras. Ninguém vai pregar no portão. E se tentar, eu mesma resolvo. 
Ester sorriu pela primeira vez com calma. 
— Acredito. 
Maria Helena continuou: 
— E aquela outra menina... 
Ester levantou os olhos. 
— Rebeca. 
— Isso. Se precisar vir também, vem. 
Ester demorou um segundo. 
— Ela passou muita coisa. Então chega de passar. 
Maria Helena apontou para a casa ao redor. 
— Aqui elas vão estar seguras. Ambiente sem julgamento. Sem fiscal de vida alheia. Só bagunça normal de família. 
Ao longe ouviu-se Janis gritar: 
— Quem colocou meu urso na cozinha? 
Galo respondeu: 
— Ele parecia faminto! 
Maria Helena deu de ombros. 
— Quer dizer... quase normal. 
Ester riu de verdade dessa vez. 
Os olhos chegaram a marejar, mas ela disfarçou bebendo. 
— Obrigada. 
Maria Helena respondeu simples: 
— Família serve pra isso. 
*** 
Na sala, Dona Maria Helena ainda conversava com Ester quando o celular de Janis começou a tocar no meio das roupas espalhadas. 
Janis viu o nome na tela. 
Congelou por meio segundo. 
Depois correu. 
Saiu do quarto atropelando uma caixa. 
Passou pelo corredor. 
Abriu a porta. 
Desceu os três degraus da varanda quase escorregando. 
— O que foi isso? — perguntou Galo da cozinha. 
— Emergência — gritou ela. 
Foi direto para o carro parado na frente da casa. 
Entrou. 
Fechou a porta. 
Atendeu ofegante. 
— Oi. 
— Você demorou — disse Rebeca. 
— Eu tenho uma vida agitada. 
— Mentira. 
Janis sorriu e afundou no banco. 
— Fala. 
E Rebeca falou. 
Da escola enorme. 
Do mapa que deram para ela não se perder. 
Da biblioteca gigantesca. 
Da sala de música. 
Do piano branco. 
Da prova que teria na próxima semana. 
Janis ouvia tudo em silêncio, olhando a rua pela janela. 
— Acho que vou me perder todo dia de propósito — disse Rebeca. — Só pra poder usar o mapa. 
— Estratégia sólida. 
— E a biblioteca cheira livro novo. 
— Isso parece doença. 
— Você é uma boba. 
— Você gosta. 
Rebeca riu baixinho. 
A conversa desacelerou depois disso. 
Ficaram alguns segundos em silêncio confortável. 
Até que Rebeca falou de repente: 
— Você nunca mais disse. 
Janis franziu a testa. 
— Disse o quê? 
— Ah... deixa pra lá. 
Janis virou um pouco no banco. 
— Ei. 
Silêncio. 
— Meu esquilinho... o que foi? 
Do outro lado veio primeiro uma tentativa frustrada de se controlar. 
Depois um risinho curto. 
Depois outro. 
E então aquela crise de riso abafado que fazia Janis sorrir sem querer. 
— Ei! — disse Janis. — Era isso? 
— Para! — respondeu Rebeca entre risos. 
— Pensei que você não gostasse de ser chamada de Esquilo. 
Rebeca demorou um segundo. 
Quando falou, a voz saiu menor. 
— E eu não gosto. 
Janis ergueu a sobrancelha. 
— Tá. 
— Mas se você não fala... eu sinto falta. 
Janis ficou quieta. 
Olhou para o volante como se ele pudesse ajudar. 
A voz de Ester veio de dentro da casa: 
— Janis! Jantar! 
— Já vou! — ela gritou de volta. 
Voltou mais perto do telefone. 
— Tenho que ir, meu esquilinho. 
— Vai lá.  
— Rebeca. 
— Oi? 
— Não some. 
Ela sorriu sozinha. 
— Nunca. 
Elas desligaram. 
Janis continuou sentada no carro por alguns segundos, olhando nada. 
Depois saiu. 
Entrou em casa com uma expressão calma demais para quem dizia não sentir nada. 

 

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 39 - Capitulo 39 - Talvez Desse Pra Respirar Ali:

Sem comentários

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web