Capitulo 2 - O Caos nos Cálculos
À noite, exausta e com o cheiro de cavalo impregnado na pele, Addison se trancou no escritório e ligou para o México. O rosto de Itzel Mendoza apareceu na tela, iluminado pela luz âmbar de seu escritório na destilaria e o coração de Addison bateu descompassado. Itzel estava linda, com uma camisa de seda vermelha, os cabelos escuros soltos e um olhar que poderia incendiar uma floresta.
- Finalmente - disse Itzel, a voz carregada de um sarcasmo perigoso. - O Arizona é tão fascinante assim que você esqueceu que tem uma mulher te esperando em Jalisco?
- Itzel, por favor. Descobri que meu pai quase morreu. O rancho está em ruínas e o capataz é um bandido.
- E você continua sendo a esposa do "grande empresario" para o mundo - Itzel tomou um gole de tequila direto de um copo de prova. - Addison, eu estou cansada de ser o seu segredo sujo enquanto você finge ser a Sra. Maxwell para um bando de caipiras e para um pai que não te conhece de verdade.
- Não é fingimento, é proteção! Se eles souberem...
- Se eles souberem que você ama uma mexicana que comanda um império no mercado de agave, o que acontece? - Itzel inclinou-se para a câmera. - Você tem medo que eles descubram que você tem sangue nas veias em vez de gelo, Addison? Eu sinto falta da mulher que me conquistou, não dessa sombra que você tem sido e que se esconde no deserto.
- Eu preciso de tempo, Itzel. Só um tempo para organizar as coisas aqui, para colocar tudo nos eixos novamente. Não posso abandonar meu pai e as terras todas.
- O tempo é um luxo que eu não dou para ninguém, mi amor. Você sabe muito bem disso - Itzel fixou os olhos nela. - Resolva a vida do seu pai. Mas não se surpreenda se, quando você decidir voltar, a minha porta estiver trancada. Eu não sou uma obra do seu marido de fachada para ficar pendurada na parede esperando ser notada.
A chamada encerrou. Addison ficou no escuro, o silêncio do Arizona pesando sobre seus ombros. Ela era a dona de um império em Tucson e seu marido de fachada era na verdade, não um empresário que a sustentava, mas um artista muito talentoso, ingênuo e dócil, que assim como ela, se beneficiava do contrato entre eles, mas ali, entre a poeira do deserto e o vento que insistia em soprar pelas frestas da janela, Addison nunca se sentira tão pequena.
***
A luz amarelada do abajur de mesa era a única sentinela contra a escuridão que dominava o escritório de Adam. Ali, cercada pelo cheiro de tabaco velho e couro gasto, Addison Scott mergulhava em uma montanha de papéis, sentindo o peso da traição em cada número adulterado. Mas, enquanto seus olhos percorriam as colunas de gastos com ração e notas fiscais de leilões duvidosos, sua mente trapaceava, arrastando-a de volta para a frieza estéril de Tucson.
Era uma reminiscência persistente, uma sombra que a perseguia. Ela se viu, alguns meses antes, diante do espelho da cobertura de luxo, apertando o espartilho sob um vestido de alta costura que parecia uma armadura de seda. Ser a Sra. Maxwell era um esforço físico. Na cidade, ela era uma construção: o batom impecável, o sorriso ensaiado, a esposa e o legado de Maxwell em jantares beneficentes onde a elite empresarial do Arizona se banqueteava com aparências das mais banais, com conversas frívolas e contratos de milhões fechados na surdina.
Ela se lembrou deste último jantar com Briam, antes de partir para o rancho, para a terra que Briam detestava. O som dos talheres de prata batendo na porcelana era o único ruído em uma sala vasta e impessoal. Briam, com sua precisão cirúrgica ao cortar o filé, era seu maior aliado e, simultaneamente, o lembrete de sua prisão.
- Você parece distante, Addie - ele dissera, com aquela voz frívola que escondia seus próprios segredos. - O deserto está ganhando de você?
Briam não sabia de Itzel. Ele sabia que o casamento deles era um contrato, um pacto de sobrevivência mútua para proteger suas carreiras e esconder suas verdadeiras naturezas do conselho da empresa de Addison e da alta sociedade com quem tinham negócios, mas o nome de Itzel Mendoza e o calor dos dias em Jalisco eram segredos que Addison guardava em uma parte do peito que nem o contrato mais rigoroso poderia tocar. Para Briam, Addison era apenas uma peça em um jogo de xadrez corporativo; ele não suspeitava que o coração de sua "esposa" pertencia a uma mulher que representava tudo o que ele mais temia: a perda do controle.
- O deserto é honesto, não mente sobre o que é e o que pode fazer com as pessoas, Briam. Diferente daqui - ela respondera, olhando ao redor, para as pessoas que riam e se divertiam, sentindo a solidão urbana sufocá-la.
O estalo de uma folha de papel ressecada a trouxe de volta ao presente, ao silêncio do rancho. A honestidade do deserto, no entanto, era cruel.
Mas Addison não acreditava em intuição somente; ela acreditava em dados. Enquanto o rancho dormia sob o manto de um céu estrelado e indiferente, ela estava curvada sobre a mesa do escritório, a luz azul de seu laptop de última geração iluminando seu rosto concentrado. Ela não estava apenas olhando para planilhas criadas no excel de forma amadora como havia sido até então na administração do rancho; estava usando um software de modelagem estrutural e análise de custos de última geração que adaptara para a gestão agropecuária.
Seus dedos voavam pelo teclado. Ela cruzou as imagens de satélite da propriedade com os relatórios de compra de insumos dos últimos três anos. O gráfico na tela era vermelho e cruel.
- Ineficiência apenas não explica isso - sussurrou para si mesma, ajustando os óculos.
O software detectou uma discrepância de 22% entre a forragem comprada e a biomassa necessária para o rebanho atual. Caleb estava comprando o dobro do necessário no papel, mas os tanques de silagem estavam vazios. Alguém estava recebendo propina de fornecedores ou revendendo o excedente por fora. Addison mapeou o fluxo: o dinheiro saía das contas de Adam, mas o rastro de retorno sumia em uma empresa de fachada sediada em Phoenix.
A cada fraude detectada, a raiva de Addison crescia. Caleb não estava apenas roubando dinheiro; ele estava drenando a vida de seu pai, aproveitando-se de sua debilidade para saquear o pouco que restava. Os números não mentiam: Caleb Riggs estava matando o Rancho Scott por dentro,.
Fechando o último livro com um estrondo que ecoou pela casa adormecida, Addison encostou a cabeça no encosto da cadeira. O contraste era absoluto: em Tucson, ela lutava para manter uma mentira; no rancho, ela lutava para desenterrar a verdade. E o preço de ambos os campos de batalha parecia estar cobrando seu tributo mais alto.
De repente, um grito agudo de cavalo cortou o silêncio da noite, seguido pelo som de batidas violentas em madeira.
Addison fechou o laptop em um estalo e correu para a varanda. As luzes de emergência dos estábulos estavam acesas. Antes que pudesse chegar lá, Caleb apareceu na penumbra, o rosto suado e a expressão, pela primeira vez, desprovida de sarcasmo. Havia um pânico real em seus olhos escuros.
- É a Luna - disse ele, sem fôlego. - A égua campeã do seu pai. É uma cólica grave por excesso de gás. Se não agirmos agora, ela não passa da madrugada.
***
Addison não hesitou. Ela correu para o estábulo, onde a égua baia, um animal que valia milhares de dólares e o orgulho de Adam, tentava se jogar no chão de dor - um movimento que poderia ser fatal. A cólica era um sinal visóvel da má alimentação destinada aos animais.
- Ela precisa ser mantida de pé! - Addison gritou para dois peões sonolentos que pareciam paralisados. - Caleb, os insumos. Agora!
- Eu já chamei o veterinário, mas ele está a duas horas daqui - Caleb rebateu, tentando segurar a guia de Luna, que relinchava em agonia. - Ela não tem esse tempo.
- Então nós vamos fazer - Addison disse, assumindo a posição ao lado da cabeça da égua.
Pelos próximos quarenta minutos, o ódio mútuo entre Addison e Caleb foi suspenso por uma necessidade visceral de sobrevivência. Ela usou sua força para estabilizar o animal enquanto Caleb, com as mãos trêmulas, mas experientes, tentava passar a sonda para aliviar a pressão gástrica.
- Segura firme, Addison! Se ela chutar, quebra suas costelas - ele avisou, a voz rouca.
- Apenas faça o seu trabalho, Caleb. Eu não vou soltar.
Houve um momento de silêncio absoluto, apenas o som da respiração pesada de Luna e o esforço físico dos dois. Quando o gás finalmente foi liberado e a égua relaxou visivelmente, Addison sentiu o suor escorrer por suas costas. Caleb olhou para ela, o chapéu caído para trás, e por um breve segundo, o calculismo frio em seus olhos deu lugar a um respeito relutante. Ele viu que a "mulher da cidade" não tinha medo de se sujar de sangue quando a vida estava em jogo.
A trégua, porém, foi curta. O rádio no cinto de Caleb chiou. Era a enfermeira de Adam.
- Sr. Riggs? O Sr. Scott está com dificuldade para respirar. A saturação está caindo!
Addison correu para a casa, o coração batendo na garganta. Ela encontrou o pai pálido, lutando por ar. O estresse da situação com os cavalos parecia ter chegado aos seus ouvidos, desencadeando uma crise. Enquanto ela segurava a mão do pai e coordenava com a enfermeira o aumento do oxigênio, seu celular começou a vibrar incessantemente.
Era Briam. Ela recusou a primeira vez. Ele ligou de novo. Na terceira, ela atendeu, escondendo-se no corredor.
- Briam, eu não posso falar agora. Meu pai está mal...
- Addison, temos um problema sério! - a voz de Briam Maxwell estava à beira do colapso nervoso. O artista, geralmente sereno e absorto em suas cores, soava aterrorizado. - Eu tentei acessar os extratos da minha conta para pagar o meu fornecedor de pigmentos da Itália e a senha foi bloqueada. Recebi um alerta de "atividade suspeita".
- O quê? Como assim? - Espere, vou sair no corredor. Me explique direito isso.
- O banco diz que houve uma tentativa de acesso vinda de um endereço IP desconhecido. Eles congelaram tudo por segurança, Addison!
Addison encostou a cabeça na parede fria do corredor.
- Fique calmo, Briam. Eu vou resolver. Não ligue para o banco de novo, vou ver se faço um depósito para você hoje ainda, naquela sua outra conta, deixe só estabilizar a situação por aqui.
.Ela desligou e olhou pelo vidro da porta para a sala de estar. Caleb estava lá embaixo, observando-a do pé da escada. Ele tinha os braços cruzados e um olhar desconfiado, como se pudesse revelar os segredos mais ocultos.
***
Após o desligamento abrupto de Briam e sob o olhar vigilante de Caleb, Addison precisou agir com a frieza técnica que a tornara uma gigante no setor de construções em Tucson.
Ignorando a presença de Caleb no pé da escada, Addison voltou para o escritório e abriu seu laptop. Seus dedos, ainda sujos da labuta no estábulo, moveram-se com precisão sobre o teclado. Primeiro, ela realizou uma transferência de emergência de uma de suas contas pessoais para a conta de Briam, desbloqueando o fornecedor de pigmentos e garantindo que o marido de fachada mantivesse sua redoma de artista intocado pelo caos financeiro do rancho.
Em seguida, ela aprofundou a auditoria. O software de modelagem confirmou o que Addison suspeitava: a empresa de fachada em Phoenix, que recebia o dinheiro desviado do rancho, estava ligada a um antigo associado de Caleb. Cada centavo que "sangrava" do patrimônio de seu pai estava alimentando uma rede de corrupção que visava asfixiar o Scott Legacy até que a venda fosse inevitável.
Dois dias depois, com Adam Scott ligeiramente mais estável, Addison decidiu que era hora de mostrar a todos que o rancho tinha uma nova liderança. Ela ordenou que Caleb carregasse dois dos melhores garanhões para a Feira Anual, em um dos eventos mais prestigiados do setor.
- Você não vai durar dez minutos entre aqueles negociantes - provocou Caleb, enquanto fechava a rampa do caminhão. - Eles sentem cheiro de amadorismo a quilômetros.
- Eles vão sentir o cheiro do dinheiro que você não vai mais conseguir desviar, Caleb - Addison rebateu, vestindo sua camisa preta e seu chapéu Stetson, a própria imagem da autoridade.
Na feira, Addison moveu-se com a confiança de quem negociava contratos de infraestrutura. Enquanto todos esperavam que ela buscasse o conselho de Caleb, ela usou seu tablet para mostrar dados de linhagem e performance biomecânica dos cavalos a compradores de outros estados e investidores locais. Ela não apenas vendeu os dois garanhões por um valor 30% acima do esperado, como arrematou três éguas reprodutoras com um potencial genético que Caleb, em sua visão limitada e gananciosa, jamais teria identificado.
A surpresa de Caleb ao vê-la fechar os negócios foi substituída por uma sombra de ódio. Ele percebeu que Addison não era apenas a "filha pródiga" e mais uma dondoca da cidade grande, mas uma peça perigosa em um jogo em que ele havia apostado muito alto e que, agora tinha certeza, estava desmontando seu esquema peça por peça.
Ao final do dia, exausta e vitoriosa, Addison retirou-se para o trailer de transporte para um momento de privacidade. O celular tocou. Era uma chamada de vídeo de Itzel.
O cenário de fundo era o campo de agave sob a luz dourada do entardecer mexicano. Itzel parecia mais intensa do que nunca.
- Vi que você está na feira, Addison. Fazendo o papel de fazendeira - disse Itzel, o sarcasmo agora tingido de uma impaciência perigosa. - Minha paciência acabou.
- Eu acabei de salvar o fluxo de caixa do rancho por este mês, Itzel! Eu não posso simplesmente largar tudo.
- Então eu vou até você - Itzel afirmou, inclinando-se para a câmera. - Eu quero ver esse rancho. Quero ver quem é esse Caleb que você tanto menciona e, principalmente, quero ver como você vai me apresentar ao seu pai.
- Você não pode vir aqui! - Addison sussurrou, em pânico. - Meu pai está muito debilitado e acredita no meu casamento com Briam. Se você aparecer, tudo desmorona, ele vai desmoronar.
- Ou você pega um voo para Jalisco neste final de semana, ou eu pouso meu jato particular nessa sua pista de terra vermelha dessa cidadezinha ai na segunda-feira - Itzel sentenciou, os olhos escuros fixos nos azuis de Addison. - Escolha, mi amor, senão escolherei por você.
A ligação caiu, deixando Addison sozinha com o som distante dos cavalos e a percepção de que, por mais que fosse uma mestre em administrar sobre pressão, ela não conseguia mais conter a pressão que vinha de todos os lados e sentia que podia desabar a qualquer momento.
***
O sol começava a baixar no horizonte do Arizona, pintando o céu de um laranja metálico, mas o calor na praça da feira ainda era sufocante. Addison guardava os últimos comprovantes de venda em sua pasta, sentindo uma satisfação rara. As inovações que trouxera para a comercialização do gado e dos produtos do Scott Legacy tinham surtido efeito: as vendas haviam superado todas as expectativas da temporada.
- Olha só ela... a salvadora da pátria com seus métodos de cidade grande.
A voz arrastada e carregada de escárnio fez a espinha de Addison retesar. Ela não precisou se virar para saber que era Caleb. Ele se aproximou com o andar gingado de quem se sentia dono do terreno, mas seus olhos injetados entregavam a fúria por ter sido ofuscado.
- O sucesso incomoda, Caleb? - Addison perguntou sem parar o que estava fazendo. - Achei que, como capataz, você ficaria feliz em ver o rancho Scott saindo do buraco.
- Feliz? - Caleb soltou uma risada seca, parando a poucos centímetros dela. - Você chega aqui com esses seus modos de sabe tudo e essa arrogância, jogando o preço lá no alto e tirando fora os compradores dos produtores locais que estão aqui há décadas. Você não está ajudando ninguém, Addison, com esse ego de menina da cidade grande.
Addison finalmente se virou, encarando-o de frente. - O problema não é o meu ego, Caleb. É a sua incompetência. Enquanto você gasta tempo reclamando e bebendo no bar, eu estou otimizando a logística. Os compradores foram para onde o produto é melhor e o atendimento é profissional. Aceite isso.
Caleb deu um passo à frente, invadindo o espaço pessoal dela. O cheiro de suor e uísque barato era forte. Sua expressão mudou de raiva para uma malícia perturbadora. Ele estendeu a mão, tentando tocar uma mecha do cabelo de Addison que escapara do coque que havia feito, mas ela desviou o rosto com nojo.
- Sabe o que eu acho? - ele sussurrou, a voz agora perigosamente baixa. - Acho que toda essa sua pose de mulher de negócios é falta de um homem de verdade que saiba como domar esse seu gênio. O Briam deve ser um frouxo para deixar você andar por aí latindo ordens. Você precisa de alguém que conheça essa terra... e que conheça você.
Em um movimento rápido, ele tentou segurar o braço dela, aproximando o corpo de forma invasiva. - Por que não deixa esse papel de lado por uma noite? Eu posso te mostrar que o rancho tem muito mais a oferecer do que apenas terra seca e hipotecas vencidas.
Addison não hesitou. Com a precisão de quem lidava com máquinas pesadas, ela segurou o pulso de Caleb e o torceu para baixo, forçando-o a se afastar enquanto cravava os olhos nos dele com uma frieza cortante.
- Escute bem, Caleb - ela disse, a voz firme o suficiente para que alguns feirantes ao redor notassem. - Se você encostar em mim de novo, ou se dirigir a mim com essa sua conversa barata e nojenta, eu juro que a próxima coisa que você vai ver será o processo de reintegração de posse das terras que seu pai "pegou emprestado" do meu há vinte anos. Lembra disso? Porque eu lembro muito bem. Aquelas mesmas terras que você mantém cavalos raquíticos, porque assim como os do rancho, nem mesmo os seus você cuida. Eu não sou uma novilha para ser domada, e você não é homem o suficiente sequer para limpar as botas que eu calço. Agora suma da minha frente.
Caleb recuou, massageando o pulso, o rosto vermelho de humilhação. Ele olhou em volta, vendo os sorrisos contidos de outros fazendeiros que assistiram à cena.
- Isso não acabou, Addison Scott - sibilou ele, marchando em direçãoa sua caminhonete, estacionada ali perto. - Não acaba aqui. Eu prometo que farei da sua vida um inferno e vou estar aqui para ver você cair da pior maneira possível.
Addison apenas o observou partir, a respiração pesada. O sucesso das vendas tinha um gosto doce, mas ela sabia que, naquele terreno, a inveja de homens como Caleb era mais perigosa do que qualquer seca. Ela pegou o celular e viu uma nova chamada perdida de Itzel. O cansaço a atingiu de uma vez. O campo de batalha estava apenas começando a ser desenhado e era ameaçador, mas ela resistiria, teria de resistir para salvar seu amor e as terras do rancho.
Fim do capítulo
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