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ObsessivaMente por Elin Varen

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Palavras: 955
Acessos: 34   |  Postado em: 13/04/2026

Capitulo 6 - Inverno

Capítulo 6 - Inverno.
Os meses passaram depressa.
Rápido demais.
Faltavam poucos dias para completarmos um ano de casadas.
Eu deveria estar animada.
Não estava.
Meu relacionamento com Camila não havia melhorado.
Ela continuava inconstante.
Se irritava com pequenas coisas.
Sumia.
Depois voltava como se nada tivesse acontecido.
Ou pior — como se tudo pudesse ser resolvido com cuidado, carinho, promessas.
Aquilo me esgotava.
E eu não tinha forças para lutar contra.
Não conversávamos.
Eu não falava.
Medo.
Vergonha.
Cansaço.
Deixava as coisas acontecerem.
Como se, em algum momento, elas fossem se resolver sozinhas.
Eu estava na área de serviço.
Cuidando das minhas suculentas.
Quando o telefone tocou.
— Alô?
Uma voz desconhecida.
Formal.
Distante.
A conversa foi breve.
Meu pai havia passado mal.
Estava no hospital.
Precisavam que eu fosse até lá.
Desliguei.
Troquei de roupa.
Peguei o que precisava.
Saí.
No caminho, mandei mensagens.
Para minhas tias.
Para Camila.
Expliquei.
Disse que avisaria quando soubesse mais.
O hospital parecia mais silencioso do que deveria.
Fui direto para a recepção.
Depois para o andar.
Esperei.
Sozinha.
Sem saber exatamente o quê.
Eu falava com meu pai todos os dias.
Mas não o via desde aquele domingo.
O domingo em que tudo parecia… normal.
Agora, não era.
E eu não estava lá quando ele precisou.
— Helena?
Levantei.
A médica se apresentou.
Explicou.
Infarto.
Estável.
Mas havia risco.
Um procedimento.
Cateterismo.
Amanhã.
— Você pode acompanhá-lo?
— Posso.
Ela assentiu.
Me levou até o quarto.
Meu pai estava deitado.
Cansado.
Mas sorrindo.
— É bom te ver, minha querida.
Segurei a mão dele.
Fria.
Trêmula.
— Vai ficar tudo bem.
— Eu sei.
Meu celular vibrou.
Odete.
Entreguei para ele.
— Ela vai gostar mais de falar com você.
Ele atendeu.
Tentou parecer tranquilo.
Mas eu conhecia aquele silêncio.
Ele estava com medo.
Assim como eu.
— Faz tempo que não vejo televisão — ele disse.
— Posso procurar algo.
Ele ligou.
Começou a trocar de canal.
Aproveitei.
Olhei as mensagens.
Muitas.
Ignorei.
Procurei uma só.
Camila.
Ela tinha visto.
Não respondeu.
Nem para saber se eu estava bem.
Algo dentro de mim cedeu naquele momento.
Eu estava casada.
E sozinha.
Precisava de ajuda.
Mas não pedi.
— Encontrou algo?
— Ainda não.
Levantei os olhos.
— Posso ler para o senhor.
Ele desligou a TV.
— Perfeito.
Ele fechou os olhos.
Se acomodou.
— Me desculpa.
Ele abriu os olhos.
— Me desculpa?
— Por não estar aqui antes.
Ele deu de ombros.
— Você está aqui agora.
— E é o que importa.
Sorri.
Peguei um livro.
Comecei a ler.
— Você pode ir para casa — ele disse mais tarde.
— Eu fico.
— Não.
Sorriu.
— Eu ainda sou seu pai.
Assenti.
Beijei a testa dele.
Saí.
Quando cheguei em casa, Camila estava na sala.
Assistindo televisão.
— Boa noite.
— Boa noite.
Sem olhar.
— Você está bem?
Ela assentiu.
— Teve um bom dia?
— Sim.
Pausei.
— Meu pai está no hospital.
— Hum.
Silêncio.
— Vou tomar um banho.
— Eu fiz algo para você comer.
Assenti.
Ela se aproximou.
— Senti sua falta.
Deixei que ela me beijasse.
Mas não senti o mesmo.
Nada parecia igual.
— Vai ficar tudo bem — ela disse.
— Espero que sim.
Tomei banho.
Longo.
Como se a água pudesse levar alguma coisa embora.
Não levou.
Voltei.
Comi.
Sem gosto.
Ela esperou.
— Vamos dormir.
Segurei a mão dela.
Fui.
O telefone tocou.
De madrugada.
Corri.
Hospital.
Precisavam que eu voltasse.
— Aconteceu alguma coisa?
Não responderam.
— Eu vou com você — Camila disse.
Esperei.
Ela demorou.
Saímos.
Silêncio.
Durante todo o caminho.
O hospital estava vazio.
Frio.
Silencioso.
A médica apareceu.
O rosto diferente.
— Eu sinto muito.
Parada.
Parada cardíaca.
Não resistiu.
Ela falou mais.
Explicou.
Eu não ouvi.
— Posso vê-lo?
— Em breve.
Elevador.
Portas fechando.
Fim.
Camila me esperava.
— O que aconteceu?
— Meu pai morreu.
As palavras saíram.
Erradas.
Pesadas.
Irreais.
Ela tocou meu rosto.
— Eu sinto muito.
Quis chorar.
Não consegui.
Clarice apareceu.
Nos guiou.
Papéis.
Assinaturas.
Perguntas.
— Tem alguém para ajudar?
— As tias dela — Camila respondeu.
Pegou meu celular.
Ligou.
Obedeci.
— Eu devia ter ficado com ele.
— Você não podia mudar isso — Clarice disse.
Água.
Silêncio.
Minhas tias chegaram.
Abraço.
Calor.
— Você não está sozinha.
Assenti.
Dessa vez, chorei.
Pouco.
Mas chorei.
— Quero vê-lo.
— Depois.
Esperamos.
Horas.
A porta.
Grande.
Fria.
Metal.
— Quem vai reconhecer?
— Eu.
Minha voz não parecia minha.
Ele veio até mim.
Deitado.
Quieto.
Como se dormisse.
— É ele?
Assenti.
Suzana me puxou.
Me abraçou.
— Ele tem orgulho de você.
Não senti.
Só vazio.
O velório passou como um borrão.
Pessoas.
Vozes.
Mãos.
Nada ficou.
Minhas tias ficaram comigo.
O tempo todo.
Mauro também.
Ele não falou muito.
Não precisava.
Ele só ficou.
E, de algum jeito…
isso era mais do que qualquer palavra.

Quando meu pai foi sepultado, cada pessoa seguiu o seu caminho.
Ficamos apenas nós.
Minhas tias.
Mauro.
Camila.
E eu.
Camila não sabia como agir.
Eu nunca a tinha visto assim.
Inquieta.
Deslocada.
Mas não me importei.
A perda do meu pai foi tão profunda que eu não conseguia sentir nada.
Nada mesmo.
Sei que pode parecer estranho.
Mas foi assim.
— Quer que acompanhemos vocês até em casa? — Odete perguntou, olhando para Camila.
— Não precisa — ela respondeu. — Eu dou conta.
Olhou para mim de lado.
Como se precisasse confirmar aquilo.
Ou se convencer.
— Se precisar de alguma coisa… — Odete insistiu — nos chame.
Camila assentiu.
Se afastou.
Odete me abraçou.
Firme.
Quente.
— Vai ficar tudo bem, minha querida — sinalizou.
Assenti.
— Obrigada.
Suzana veio em seguida.
Me envolveu com cuidado.
— Cuide-se — sinalizou. — E nos mande notícias.
Assenti novamente.
Mauro foi o último.
— A vida e a morte são cercadas de mistérios — disse.
A voz baixa.
Contida.
— Não sou um homem religioso… mas acredito que algumas pessoas deixam marcas que não se perdem.
Fez uma pequena pausa.
— Seu pai era uma delas.
Me abraçou.
Forte.
— Assim como você.
Fechei os olhos.
— Tenho certeza de que vocês vão se encontrar de novo — ele continuou.
Me afastei.
— Obrigada, Mauro.
Ele sorriu.
De leve.
— E eu também estarei lá.
Passei a mão pelo rosto.
— Não vai conseguir se livrar de mim nem depois disso.
Um quase sorriso.
— Estou contando com isso.
Beijei o rosto dele.
E me afastei.
Camila me esperava mais distante.
Fui até ela.
Seguimos.
Não conversamos no caminho.
Nem uma palavra.
Entrei no apartamento.
Fui direto para o banheiro.
A água caiu sobre mim.
Quente.
Constante.
Mas não levou nada.
Camila tomou banho depois.
Não esperei.
Vesti qualquer coisa.
Deitei.
— Quer comer alguma coisa? — ela perguntou.
Não respondi.
— Helena…
A voz dela mudou.
Mais impaciente.
— Você não pode ficar assim.
Continuei em silêncio.
Ela soltou um suspiro irritado.
Disse algo baixo.
Saiu do quarto.
Eu não queria ficar sozinha.
Mas não pedi para ela ficar.
Não queria piorar as coisas.
Ela voltou mais tarde.
Se despiu.
Deitou ao meu lado.
— Tem certeza de que não vai comer nada?
— Não se preocupe comigo.
— Tenho certeza que não preciso.
Virou-se.
Pouco depois, dormiu.
Fiquei olhando.
Ouvindo a respiração dela.
Regular.
Estável.
Como se o mundo ainda estivesse no lugar.
Esperei.
Sem saber o quê.
Sem saber por quanto tempo.
Fechei os olhos.
Respirei fundo.
E foi então…
que eu senti.
O frio.
Um ar gelado saindo de dentro de mim.
Como se meus pulmões não fossem mais meus.
Como se cada respiração me ferisse por dentro.
Secasse.
Queimasse.
Levei a mão à boca.
Os lábios estavam frios.
Rígidos.
Respirei de novo.
Pior.
Era como se o frio estivesse crescendo.
Se espalhando.
Silencioso.
Implacável.
Como se algo tivesse se instalado em mim.
E não fosse embora.
Como se…
o inverno tivesse começado por dentro.

Fim do capítulo


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