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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 1606
Acessos: 39   |  Postado em: 13/04/2026

Capitulo 28 - Agora ela existe.

Capítulo 28 - Agora ela existe.

A batida na porta é leve.

— Rebeca?

— Pode entrar.

A voz vem baixa.

Miriam abre a porta e para.

Rebeca está sentada na cama.

Vestida. Cabelo peso.

Postura ereta demais pra alguém que acabou de acordar.

— Você… conseguiu dormir?

Rebeca hesita só um instante.

— Sim.

Miriam observa. Não confronta, mas não acredita totalmente

— Vamos tomar café da manhã?

Rebeca dá um pequeno sorriso.

— Vamos.

A mesa já está posta.

Tudo organizado.

Simples, mas completo.

Rebeca para na entrada, como se estivesse esperando alguma instrução invisível

Miriam puxa a cadeira.

— Pode se servir.

Rebeca não se mexe.

Miriam percebe

— O que foi?

Rebeca olha pra mesa.

Depois pra Miriam.

— Era meu pai quem servia as refeições.

Silêncio.

Pequeno, mas pesado.

Miriam não reage com choque.

Nem com pena.

— Aqui você tem liberdade pra comer o que quiser.

Rebeca olha de novo pra mesa.

Ela pensa.

Então escolhe.

Pega um copo de achocolatado, pão com manteiga e algumas frutas.

Ela senta.

Ainda um pouco rígida.

Come.

Devagar.

Ela olha pra Miriam, como se estivesse esperando correção

Miriam só toma café.

Como se aquilo fosse absolutamente normal.

Rebeca relaxa só um pouquinho.

Quase imperceptível.

— Obrigada…

Miriam levanta o olhar.

— Pelo quê?

Rebeca não responde, pois nem ela sabe direito

Miriam volta ao café.

— A gente precisa sair em meia hora. Você vai para a clínica comigo. Mais tarde a gente vai resolver algumas coisas.

Rebeca espera.

— Almoçar… e comprar algumas coisas pra você.

Rebeca olha pra própria roupa.

Pra própria pele.

Para o próprio corpo.

— Eu não posso sair assim.

— Venha comigo.

***

Rebeca ainda está parada no meio do quarto.

Braços próximos do corpo.

Como se qualquer movimento chamasse atenção.

Miriam observa por um segundo. Abre o guarda-roupa.

Puxa uma calça e uma blusa de manga comprida.

— Essas aqui devem servir.

Olha melhor.

— Vai ficar um pouco grande, mas vai servir.

Entrega pra Rebeca.

— A gente resolve.

Rebeca vai ao banheiro se trocar. Quando volta, a calça ficou larga.

Miriam pega um cinto.

Ajusta.

Ajusta mais.

E mais.

— Hum.

Dobra a barra.

Uma vez...

Duas...

Três…

Quatro...

Rebeca não segura.

Ri.

Baixinho.

Miriam olha pra barra exagerada.

Inclina levemente a cabeça.

— …vamos resolver isso no almoço.

Miriam faz um gesto leve.

— Senta aqui.

Rebeca obedece.

Ainda meio sem entender.

Miriam pega um corretivo.

Trabalha com cuidado.

Sem pressa.

— Só pra uniformizar um pouco.

A marca suaviza.

Não some completamente.

Mas deixa de ser o foco.

Miriam se afasta um pouco.

Analisa.

— Melhor.

Rebeca toca o próprio rosto.

Miriam observa uma mecha do cabelo da menina.

Levemente irregular.

Segura.

— Já que estamos fazendo alguns acertos…

Rebeca corta, rápido:

— Eu estava com raiva.

Miriam assente.

— Eu imaginei.

Sem julgamento.

— Não sei se você gosta… mas a gente pode ajustar isso também.

Se afasta um pouco.

— Vou pedir pra minha secretária marcar um horário no salão. Só pra acertar.

Rebeca olha pra Miriam. Esperando alguma crítica

Não vem.

Só cuidado.

— Tá…

Miriam pega a bolsa dela.

Olha pra Rebeca.

Da cabeça aos pés.

— Pronta?

Rebeca hesita.

Um segundo.

Depois:

— Tô.

— Então, vá pegar suas coisas.

Rebeca corre para o quarto e abre a porta do closet.

Calça o tênis e alcança a mochila.

Abre.

Vira.

Tudo cai.

As roupas ficam amontoadas no chão.

Ela olha.

Por um segundo.

Não toca.

Não dobra.

Não recolhe.

Só… deixa

Como se aquilo não fosse mais dela.

Pega o livro que trouxe da biblioteca.

Coloca dentro da mochila.

Com cuidado, ela puxa a manga da blusa.

Devagar.

Os números.

Ainda estão lá.

Mas já apagando.

Ela pega uma caderneta na escrivaninha.

Abre.

Procura uma página em branco.

Anota o número da Janis

Com atenção.

Como se não pudesse errar.

Fecha.

Joga dentro da mochila e sai correndo.

Desce as escadas rápido demais.

Miriam espera por ela do lado da porta.

— A gente tá saindo de casa… não fugindo de um touro.

Rebeca para no meio da escada.

Ri.

Riso solto, inesperado

Desce mais devagar.

— Se você cair… sua mãe vai ficar uma fera comigo.

— Ela vai mesmo.

Rebeca desce os últimos degraus mais devagar.

Ainda com um restinho de riso preso.

A mochila nas costas.

— Pronta?

Rebeca ajeita a alça da mochila.

— Tô.

***

O carro para do lado de fora.

Um prédio simples.

Pintado de branco.

Nada chama muita atenção.

Um pequeno estacionamento na frente.

Algumas vagas.

Na parede, uma placa:

Consultório Pediátrico - Dra. Miriam Carvalho.

Rebeca observa.

Nada impressionante

— É aqui?

— É.

Elas descem do carro.

A porta ainda está fechada.

Miriam pega as chaves.

Abre.

— A gente chegou cedo.

A porta se abre.

E a Rebeca para.

A recepção nada a ver com o lado de fora.

Paredes com desenhos.

Cores suaves.

Animais.

Formas.

Cadeiras pequenas.

E grandes também.

Um canto cheio de brinquedos.

Livros espalhados em uma estante baixa.

Rebeca olha tudo.

Sem disfarçar.

— Nossa… parece uma escolinha.

— Confunde um pouco mesmo.

Caminha até a recepção.

— Não é tarefa fácil tratar os pequenos. Eles ficam desconfiados quando não estão se sentindo bem.

Olha de leve pra Rebeca.

— A gente faz o que pode pra aliviar o estresse deles.

Uma porta lateral se abre.

— Bom dia.

Ela aparece.

Sorriso fácil.

Postura leve.

— Luma, essa é a Rebeca.

Luma se aproxima.

Sem invadir.

— Oi, Rebeca.

Tom gentil, sem exagero

— Oi…

Ainda observando tudo

— Pode ficar à vontade, tá? Aqui ninguém precisa ficar travado.

Rebeca quase sorri.

Ela olha de novo pros brinquedos.

Pros livros.

Como se estivesse em um lugar onde não deveria estar.

Mas… que não parece perigoso.

Miriam pega o jaleco e o coloca.

— Vamos começar?

Rebeca olha pra ela.

Respira fundo.

— Vamos.

Rebeca a acompanha.

Miriam abre uma porta.

— Esse é o meu consultório.

Mesa organizada.

Maca.

Equipamentos.

Tudo limpo.

Tudo no lugar.

— Aqui é o banheiro dos pacientes.

Miriam abre outra porta.

Rebeca olha…

E trava por um segundo.

Mini privadas.

Pia mais baixa.

— Nossa…

— Facilita bastante.

— Aqui ficam os prontuários.

Nada demais. Mas importante.

Rebeca só assente.

Miriam segue mais para o fundo.

— E aqui…

Abre outra porta.

Espaço maior.

Mais solto.

Uma pequena cozinha perto da entrada.

Geladeira.

Micro-ondas.

Mais ao fundo…

Um beliche.

— É aqui que a gente faz as refeições.

Pausa.

— O Júnior costuma ficar por aqui quando não está na escola.

Rebeca observa. Imaginando alguém vivendo ali

Ao lado do beliche…

Ela vê.

Um teclado.

Rebeca para.

De verdade.

— Achei que você fosse gostar de praticar um pouco quando estiver aqui.

Se aproxima.

— É parecido com o seu.

Toca de leve no instrumento.

— Coloquei fones de ouvido, pra não chamar a atenção dos pequenos curiosos.

Olha pra Rebeca.

— Espero que você não se importe em usar.

Rebeca não responde.

Se aproxima devagar.

Passa a mão pelas teclas.

Com cuidado.

Como se pudesse quebrar.

Ela respira.

E tenta segurar.

Mas não consegue.

As lágrimas vêm.

Silenciosas.

Primeiro.

Depois mais fortes.

Então… sem pensar muito…

Ela se aproxima.

E abraça a Miriam.

Aperto rápido.

Firme.

Como se estivesse segurando alguma coisa que podia escapar.

Miriam aceita.

Sem surpresa.

Mas não prolonga.

— Vamos… acalme-se.

Pausa.

— Se não, vai borrar a maquiagem.

Rebeca solta um riso no meio das lágrimas.

— Tá bom…

Se afasta um pouco.

Ainda limpando o rosto com cuidado.

— Mais tarde eu quero te examinar de novo.

— Não precisa… Eu já estou acostumada.

Miriam olha direto pra ela.

Sem dureza.

Mas firme.

— Não repita uma coisa dessas.

Rebeca baixa o olhar.

Limpa as lágrimas com mais cuidado.

— Tá…

— Você pode tirar um cochilo, se quiser.

Aponta de leve.

— E se tiver fome… tem bastante coisa na geladeira.

Rebeca assente.

— Só não mexe na bolsa da Luma.

Rebeca levanta o olhar.

— Qual?

— A preta… com flores brancas.

Pausa.

— Ela é muito gentil… mas não fica nada satisfeita se mexerem na comida dela.

Agora ri de verdade.

— Tá certo.

Miriam dá um último olhar.

— Eu preciso me preparar. Fica à vontade.

Rebeca assente.

— Tá.

Miriam sai.

A porta se fecha.

Rebeca fica ali.

Sozinha.

Olha ao redor.

A cozinha.

O beliche.

O teclado.

Ela respira.

Sem alarde.

— Oi.

Rebeca se vira.

— Oi…

Luma vai até a cafeteira.

Começa a organizar as coisas.

— Estou feliz que você esteja aqui.

Rebeca não sabe muito bem o que responder.

— A doutora também está. Ela se esforçou pra preparar tudo pra você.

Rebeca franze levemente a testa.

— Pra mim?

Luma sorri de leve.

— Uhum. Queria que estivesse tudo perfeito quando você chegasse.

Rebeca olha ao redor de novo.

Os detalhes.

Os objetos.

O cuidado.

Não era coincidência

— …e está.

Luma assente.

Como se aquilo fosse suficiente.

— Qualquer coisa, me chama.

E sai.

O silêncio volta.

Mas diferente.

Mais leve.

Rebeca se aproxima.

Pega os fones.

Coloca.

Ajeita o banco.

Senta.

Liga o teclado.

As mãos pairam sobre as teclas.

Hesitam.

Depois descem.

Som só pra ela

Ela fecha os olhos.

E fica.

***

Na recepção, Miriam entrega alguns papéis para Luma.

— Minha nova paciente.

Luma pega.

Já entendendo.

— Pode deixar.

Luma começa a preencher.

Nome.

Dados.

Rebeca agora existe ali

— Quando tiver um tempo… marca um horário no salão.

Luma levanta o olhar.

— Pra ela?

— Pra nós duas.

Luma sorri.

— Claro, doutora.

 

Fim do capítulo


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