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ObsessivaMente por Elin Varen

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Palavras: 995
Acessos: 74   |  Postado em: 06/04/2026

Capítulo 3 — Retorno

Capítulo 3 — Retorno

A viagem de volta foi tranquila.

Silenciosa.

Camila encostou a cabeça no banco e dormiu em parte do trajeto.

Eu fiquei acordada.

Olhando pela janela.

Tentando lembrar.

As imagens vinham.

Mas não se encaixavam.

Sempre faltava alguma coisa.

Ou sobrava.

***

Quando entramos no apartamento, o ar parecia diferente.

Fechado.

Parado.

Camila largou as malas perto da cama.

— Depois a gente vê isso. — disse.

Assenti.

Fiquei parada por um instante.

Observando.

O lugar estava como deixamos.

Mas não parecia o mesmo.

— Banho? — ela perguntou.

— Pode ser.

Entramos juntas.

A água caiu sobre nós.

Quente.

Constante.

Camila me tocou.

Devagar.

Sem pressa.

Sem força.

Esperei.

Meu corpo respondeu.

Mas não do jeito de antes.

Mais atento.

Mais rígido.

— Você está bem? — ela perguntou.

— Estou.

A resposta veio automática.

Ela me abraçou.

— A gente pode ir com calma.

Assenti.

Depois do banho, ela se ofereceu para desfazer as malas.

Eu quase disse que não.

Mas parei.

Observei.

— Pode deixar.

Camila sorriu.

Como se aquilo fosse importante.

Como se estivesse fazendo algo certo.

Sentei na cama.

Fiquei olhando.

Ela tirava as roupas.

Dobrava.

Guardava.

De um jeito… diferente.

Não errado.

Mas não certo.

Levantei.

— Deixa que eu termino.

— Helena…

— Deixa… eu termino.

Silêncio.

Camila soltou a peça que estava na mão.

— Tá.

A resposta veio neutra.

Mas ficou.

Organizei tudo.

Com calma.

Peça por peça.

Alinhando.

Ajustando.

Respirando melhor a cada movimento.

Como se aquilo colocasse algo no lugar.

Algo que eu não conseguia nomear.

— A gente pode pedir comida. — Camila disse da sala.

— Pode.

— E assistir alguma coisa.

— Pode.

As respostas saíam fáceis.

Simples.

Sem esforço.

Como se fosse mais seguro não escolher.

Comemos no sofá.

Assistimos algo que eu não acompanhei.

Camila encostou em mim.

Relaxada.

Natural.

Como se nada tivesse acontecido.

E foi aí que a dúvida começou.

Não de uma vez.

Devagar.

Como um pensamento que se repete sem fazer barulho.

— Será que eu exagerei?

A ideia veio simples.

Quase lógica.

— Eu tinha bebido. Estava cansada. Fiquei tensa.

Talvez…

...tivesse sido isso.

Olhei para Camila.

Ela ria de alguma coisa na televisão.

Leve.

Solta.

Presente.

— Ela não faria isso.

O pensamento veio rápido.

Firme.

Quase automático.

— Você quer sobremesa? — ela perguntou.

— Quero.

Sorri.

E, naquele momento…

parecia mais fácil acreditar na versão que não machucava.

Mas, mais tarde…

quando fui para o banheiro…

a água demorou um pouco mais do que o necessário.

E, quando voltei…

arrumei a cama.

Mesmo já estando arrumada.

— Você já fez isso. — Camila disse.

— Eu sei.

Continuei.

— Só mais uma vez.

Ela não respondeu.

Mas suspirou.

Baixo.

Deitei ao lado dela.

Camila me puxou para perto.

— Eu senti sua falta.

Assenti.

Ela beijou minha testa.

— Vai ficar tudo bem.

Fechei os olhos.

Porque, naquele momento…

eu precisava que fosse verdade.

***

 

No dia seguinte, acordei cedo.

Mais cedo do que precisava.

O quarto ainda estava em silêncio.

Camila dormia.

O rosto relaxado.

Tranquilo.

Como se nada tivesse mudado.

Levantei devagar.

Vesti uma roupa simples.

Sem fazer barulho.

Peguei o celular.

Os fones.

E saí.

O ar da manhã estava fresco.

Leve.

Diferente.

Caminhei sem pressa.

Sem destino definido.

Como se só… precisasse sair.

Parei na padaria da esquina.

Comprei pão.

Leite.

Algo doce.

Coisas que a Camila gostava.

Paguei.

Guardei tudo.

Mas não voltei.

Ainda não.

Continuei andando.

Até encontrar uma praça.

Sentei.

Peguei os fones.

Por um instante, hesitei.

Depois coloquei.

A música começou.

Baixa.

Familiar.

Segura.

Era estranho como algo tão simples… parecia meu.

Eu nunca ouvia perto da Camila.

Não porque não podia.

Mas porque…

era mais fácil não querer.

Fechei os olhos.

Deixei a música preencher o espaço.

Sem precisar organizar.

Sem precisar ajustar.

Sem precisar pensar.

Quando abri os olhos, peguei o celular.

Olhei a tela.

Fiquei alguns segundos parada.

Pensando.

Ou evitando.

Abri a conversa.

Digitei.

Apaguei.

Digitei de novo.

“Oi, pai. Tá tudo bem por aí?”

Pausei.

Respirei.

Continuei.

“Estou bem. Só passando pra saber se você precisa de alguma coisa.”

Li a mensagem.

Uma vez.

Duas.

Três.

Enviei.

Fiquei olhando a tela.

Esperando.

Sem saber exatamente o quê.

A música continuava.

Baixa.

Constante.

E, por alguns minutos…

sentada ali, sozinha…

parecia que tudo estava no lugar.

Os dias seguintes se organizaram sozinhos.

Ou foi o que pareceu.

Abri a gaveta.

Os panos estavam ali.

Dobrei.

Alinhei.

Ajustei.

Uma sobra de tecido apareceu.

Desfiz.

Recomecei.

— Não… ela não fez.

No dia seguinte, foram os temperos.

Tirei todos da porta da geladeira.

Um por um.

Alinhei sobre a mesa.

Rótulos para frente.

Mesma distância.

Mesma altura.

Um estava levemente fora.

Reajustei.

Depois outro.

Depois todos.

— Não… ela não fez.

Repeti.

Uma vez.

Duas.

Três.

Até não haver diferença.

Ou até eu não ver mais.

No terceiro dia, foram os talheres.

Facas de um lado.

Garfo do outro.

Colheres ao centro.

Contei.

Uma.

Duas.

Três.

Quatro.

Pausei.

Contei de novo.

Um lado tinha mais.

Franzi o cenho.

Separei.

Reorganizei.

Não funcionava.

Sempre sobrava.

— Não… ela não fez.

Tentei outra disposição.

Depois outra.

E outra.

Nada encaixava.

Sempre restava algo fora.

Algo a mais.

Algo errado.

Fiquei olhando para o talher que não cabia.

Parado.

Deslocado.

Respirei fundo.

Abri a lixeira.

E soltei.

O som foi baixo.

Quase inexistente.

Fechei a gaveta.

Agora sim.

Equilibrado.

— Ela não faria isso.

No dia seguinte, fiz de novo.

Não com talheres.

Mas com outra coisa.

Sempre havia algo a mais.

Sempre havia algo que não encaixava.

E, pouco a pouco…

deixar de fora começou a parecer natural.

— Eu que entendi errado.

Camila passou pela cozinha.

— Você mexeu nisso de novo?

— Só organizei.

— Já estava organizado.

Assenti.

— Eu sei.

Mas não estava.

— Não… ela não fez.

E, com o tempo…

a frase deixou de soar como dúvida.

E passou a soar como regra.

 

 

Fim do capítulo


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