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ObsessivaMente por Elin Varen

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Palavras: 1551
Acessos: 93   |  Postado em: 05/04/2026

Capítulo 2 — Lua de Mel

Capítulo 2 — Lua de Mel

Na manhã seguinte, Camila me trouxe o café na cama.

A bandeja estava organizada.
Café, frutas, pão.

Tudo no lugar.

— Bom dia. — ela disse, inclinando-se para me beijar.

Retribuí.

O beijo foi mais leve do que na noite anterior. Mais lento.

Quase cuidadoso.

— Dormiu bem? — perguntou.

— Dormi.

Ela sorriu.

— Que bom.

Ficamos ali por alguns minutos.
Trocando gestos simples. Silenciosos.

Se alguém visse de fora… diria que estávamos bem.

Talvez estivéssemos.

Ou quase.

***

Por volta do meio-dia, nos levantamos.

Tomei banho.
Arrumei minhas coisas.

Camila caminhava pelo apartamento com naturalidade, como se já estivesse completamente à vontade ali.

Eu conferi as malas.

Uma vez.
Duas.

Passei os olhos por cada item.

— Helena… — a voz dela veio atrás de mim.

— Oi?

— Já está tudo certo.

— Eu sei. — respondi, sem parar. — Só estou conferindo.

— De novo?

Levantei os olhos.

Ela estava encostada na parede, me observando.

Sem julgamento.

Mas também… sem paciência.

— Só mais uma vez. — falei.

Camila não respondeu.

Apenas continuou olhando.

Esperei alguns segundos.

Então fechei a mala.

— Pronto.

Ela sorriu.

— Vamos?

Assenti.


No aeroporto, peguei o celular.

Enviei uma mensagem para meu pai.

“Estamos indo. Está tudo bem.”

Não esperei resposta.

Camila apareceu ao meu lado.

Olhou para a tela.

Torcendo levemente os lábios.

— Seu pai vai sobreviver alguns dias sem você.

Antes que eu respondesse, ela pegou o celular da minha mão.

Desligou.

Guardou no bolso dela.

— Camila…

— Estamos em lua de mel. — disse, com um sorriso tranquilo. — Eu quero você inteira aqui.

A forma como ela falou não parecia uma ordem.

Mas também não parecia algo que pudesse ser negociado.

— E se acontecer alguma coisa? — perguntei.

Ela se inclinou.

Me deu um beijo leve.

— Não vai acontecer.

E me puxou pela mão.

Eu não insisti.

***

O voo foi tranquilo.

Conversamos pouco.

Camila parecia relaxada.

Eu observava.

Pensava.

Tentava organizar.

Quando chegamos, já estava anoitecendo.

Imaginei que sairíamos.

Alguma festa. Algum bar.

Mas Camila fez um pedido diferente:

— Quero jantar no quarto.

Assenti.

O jantar foi silencioso.

Confortável.

Ela estava de bom humor.

Sorrindo.

Presente.

Aquilo me acalmou.

Como se o pequeno desconforto do aeroporto não tivesse existido.

***

Depois, fomos para a sacada.

O vento era leve.

A noite, tranquila.

Camila se aproximou por trás.

Envolveu minha cintura.

— Está melhor assim. — disse, perto do meu ouvido.

Não perguntei o que significava.

Apenas encostei nela.

Ficamos ali.

Sem pressa.

Sem tensão aparente.

***

Na manhã seguinte, acordei cedo.

Já estava vestida quando Camila abriu os olhos.

— Você está brincando. — murmurou.

— Vamos aproveitar o dia. — respondi.

— Helena… — ela fechou os olhos de novo. — Nós estamos de férias.

— Justamente.

Me aproximei.

Segurei sua mão.

— Eu fiz um roteiro. Vai ser bom.

Ela abriu um dos olhos.

Me encarou.

Em silêncio.

Por um segundo a mais do que o necessário.

— Você fez um roteiro? — perguntou.

Assenti.

— Claro que fez.

O tom não era agressivo.

Mas também não era exatamente leve.

— Confia em mim. — falei, sorrindo.

Ela soltou um pequeno suspiro.

— Eu sempre confio.

Mas não parecia exatamente verdade.

***

Na praia, tudo parecia funcionar melhor.

O lugar estava quase vazio.

O mar calmo.

O sol suave.

Camila deitou ao meu lado.

Os dedos dela percorreram meu braço.

Depois minha perna.

Sem pressa.

— Obrigada. — disse.

— Pelo quê?

— Por não ter me deixado dormir.

Sorri.

Ela se aproximou.

Me beijou.

Ali, tudo parecia simples.

Natural.

Fácil.

Por um momento… eu relaxei.

***

Foi ela quem me puxou para o mar.

A água estava fria.

O contraste fez meu corpo reagir.

Camila riu.

— Vem.

Fui.

Ela me levou mais fundo.

Mais do que eu pretendia ir.

Mas não puxei de volta.

As mãos dela estavam firmes.

Seguras.

Ou talvez… apenas decididas.

— Minha Helena… — murmurou.

O modo como disse aquilo fez algo dentro de mim se apertar.

Mas passou.

Rápido.

Como sempre.

***

Voltamos para a areia depois.

Almoçamos.

Rimos.

Conversamos.

Passei a tarde ao lado dela.

E, por algumas horas…

foi fácil acreditar que estava tudo bem.

***

À noite, ela escolheu o bar.

A música estava alta.

Gente demais.

Eu precisei de alguns minutos.

De alguns goles.

Para conseguir acompanhar.

Camila não esperou.

Ela nunca esperava muito.

Quando percebeu que eu já conseguia me mover sem hesitar, me puxou.

Nossos corpos se encontraram.

O ritmo dela era firme.

Seguro.

Eu tentei acompanhar.

E consegui.

Por um tempo.

— Viu? — ela disse, perto do meu ouvido. — Não é tão difícil.

Assenti.

Mas não respondi.

***

Voltamos tarde.

Eu estava cansada.

Um pouco zonza.

— Preciso tomar um banho. — falei.

Camila segurou meu braço.

— Depois.

— Camila…

Ela me puxou.

— Relaxa.

O tom era leve.

Mas o gesto não.

— Você conseguiu lá fora. — continuou. — Por que não consegue aqui?

Engoli em seco.

— Eu só…

— Helena.

Ela disse meu nome com calma.

Sem aumentar a voz.

— Não precisa pensar.

Eu não soube o que responder.

Meu corpo hesitou.

Mas não encontrei força para transformar aquilo em palavra.

Ela sorriu.

Mas havia algo diferente naquele sorriso.

— Deixa comigo.

***

As primeiras horas daquela viagem foram perfeitas.

Ou quase.

O que aconteceu depois…

ainda é difícil de colocar em ordem.

***

Acordei com a luz entrando pela cortina.

Por um instante, não me movi.

Havia algo… fora do lugar.

Não no quarto.

Em mim.

Virei o rosto.

Camila ainda dormia.

O corpo relaxado. A respiração estável.

Como se nada tivesse acontecido.

Fiquei olhando por alguns segundos.

Tentando lembrar.

Tentando organizar.

As imagens vinham fragmentadas.

A música.
A bebida.
O quarto.

As mãos dela.

A minha voz.
Baixa.

Dizendo alguma coisa que não ficou.

Fechei os olhos.

Abri de novo.

Levantei.

***

Fui direto para o banheiro.

A água quente demorou a esquentar.

Esperei.

Quando veio, deixei correr.

Fiquei ali mais tempo do que precisava.

Passei sabonete.

Enxaguei.

Passei de novo.

Devagar.

Com atenção.

Como se algo ainda não estivesse certo.

Como se ainda faltasse.

Quando saí, minha pele estava sensível.

Quase dolorida.

Mas agora…

estava limpa.

Ou perto disso.

***

Voltei para o quarto.

Camila continuava dormindo.

As roupas estavam espalhadas.

No chão. Na cadeira. Perto da cama.

Parei por um instante.

Observando.

Depois comecei.

Uma peça de cada vez.

Dobrei.

Alinhei.

Guardei.

Ajustei o lençol.

Estiquei as dobras.

Passei a mão pela superfície da cama.

Uma vez.

Duas.

Até ficar liso.

Até ficar certo.

Respirei fundo.

Agora sim.

***

Saí.

Caminhei sem direção pelo resort.

O sol já estava alto.

Pessoas conversavam.

Riam.

Viviam.

Tudo parecia… normal.

Sentei na areia.

Olhei para o mar.

Tentei pensar.

Mas os pensamentos não se organizavam.

Vinham e iam.

Sem forma.

Sem sequência.

— Oi.

A voz dela.

Virei.

Camila estava ali.

De pé.

Como se sempre tivesse estado.

— Posso sentar?

Assenti.

Ela se sentou ao meu lado.

Perto.

Mas não tocou em mim.

Ainda.

— Você está bem?

Assenti de novo.

Sem olhar.

— Tem certeza?

Senti o corpo enrijecer.

Um pouco.

— Tenho.

Silêncio.

Camila se aproximou.

A mão dela tocou minha perna.

Subiu devagar.

Braço.

Pescoço.

— Olha pra mim.

A voz era baixa.

Calma.

Obedeci.

Os olhos dela estavam fixos.

Atentos.

— Eu bebi demais ontem. — disse. — Não lembro de tudo.

Meu coração acelerou.

Não respondi.

— Eu fiz alguma coisa?

A pergunta ficou no ar.

Pesada.

Esperei.

Um segundo.

Dois.

Três.

— Não. — respondi.

Antes de saber se era verdade.

A palavra saiu pequena.

Quase automática.

Camila me observou.

Como se estivesse avaliando.

Depois sorriu.

Um sorriso leve.

Aliviado.

— Ainda bem.

A mão dela subiu até meu rosto.

Os dedos afastaram uma lágrima que eu não tinha percebido.

— Ei…

A voz dela suavizou ainda mais.

— Eu nunca faria nada pra te machucar.

Algo dentro de mim hesitou.

Mas não encontrou resposta.

— Você sabe disso, não sabe?

Assenti.

Ela se inclinou.

Beijou minha testa.

— Eu te amo.

Fechei os olhos.

— Eu também.

A resposta veio antes que eu pudesse pensar.

***

Voltamos para o quarto.

Lado a lado.

Sem falar muito.

Quando atravessamos a porta, meu corpo reagiu.

Quase imperceptível.

Mas reagiu.

Camila percebeu.

— Se você quiser, a gente pode trocar de quarto.

Olhei para ela.

Surpresa.

— Não precisa.

Aproximei-me.

Toquei o rosto dela.

— Vai ficar tudo bem.

Ela sorriu.

— Quer ajuda pra arrumar?

Neguei.

— Eu faço.

Ela assentiu.

— Vou esperar você.

***

Abri as malas.

Comecei a guardar as coisas.

Com calma.

Cada item no lugar certo.

Sem pressa.

Dobrei.

Ajustei.

Organizei.

Quanto mais eu fazia…

mais o pensamento desacelerava.

Como se o mundo pudesse ser reduzido àquilo.

À ordem.

Ao controle.

Quando terminei, parei.

Olhei ao redor.

Tudo estava certo.

Ou parecia.

***

Camila estava deitada.

Observando.

— Vem.

Ela abriu espaço ao lado dela.

Fiquei parada por um segundo.

Depois fui.

Ela me puxou.

O toque foi diferente.

Mais lento.

Mais cuidadoso.

— Eu vou com calma. — murmurou. — Eu prometo.

Fechei os olhos.

Assenti.

Porque queria acreditar.

Porque precisava.

Porque, de alguma forma…

ainda parecia mais fácil ajustar tudo ao redor

do que entender o que, exatamente, tinha saído do lugar.

 

 

Fim do capítulo


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