• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Otherside - Como a vida deveria ser
  • Capitulo 26 - Chama pequena.

Info

Membros ativos: 9583
Membros inativos: 1619
Histórias: 1963
Capítulos: 20,884
Palavras: 52,821,418
Autores: 809
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: Ali

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (874)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (229)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Otherside - Como a vida deveria ser
    Otherside - Como a vida deveria ser
    Por Elin Varen
  • A Marca do Prazer
    A Marca do Prazer
    Por Naahdrigues

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Touch""
    Touch
    Por Etoile
  • 2121
    2121
    Por Cristiane Schwinden

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (874)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (229)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 2029
Acessos: 49   |  Postado em: 06/04/2026

Capitulo 26 - Chama pequena.

Capítulo 26 – Chama pequena.

 

A chave girou na porta.

Um som simples.

Mas que pareceu alto demais.

Miriam abriu.

Deu um passo para o lado.

— Entra.

Rebeca não se mexeu de imediato.

A mochila pesava nas costas.

O teclado apertado contra o corpo.

Ela poderia ter deixado alguém ajudar.

Mas não deixou.

Era importante.

Segurar aquilo.

Segurar alguma coisa.

Ela deu o primeiro passo.

E então...

Algo acendeu.

Não grande.

Não claro.

Mas ali.

Uma chama pequena.

Como se, em algum lugar dentro dela…

existisse a possibilidade de:

talvez… aqui seja diferente

Ela entrou.

Miriam disse alguma coisa.

Rebeca ouviu o som.

Mas não as palavras.

O mundo parecia um pouco distante.

Novo demais.

Elas seguiram.

A escada apareceu.

Rebeca começou a subir.

Um degrau.

O coração acelerou.

Outro.

“Vai dar tudo errado...”

Mais um.

“Será?”

Respiração curta.

O peso do teclado ainda ali.

Firme.

Como uma âncora.

Como uma escolha.

Mais um degrau.

“...e se não for?”

Ela não parou.

Subiu.

Até o topo.

O corredor era silencioso.

Miriam caminhou na frente.

Parou em uma porta.

Abriu.

E, de novo, deu passagem.

— Esse é o seu quarto.

Rebeca entrou.

E parou.

O espaço estava pronto.

As cortinas.

Notas musicais suaves no tecido.

A colcha no mesmo tom.

Na escrivaninha.

Cadernetas.

Canetas.

Coisas pequenas.

Delicadas.

A estante.

Vazia.

Esperando.

— Você poderá colocar nela os livros que quiser.

O canto.

Preparado.

Exatamente do tamanho certo.

Para o teclado.

Rebeca soltou o ar.

Sem perceber.

Algo dentro dela… cedeu um pouco.

Rebeca avançou um pouco mais.

A cama ocupava boa parte do espaço.

Grande.

Arrumada.

Parecia confortável.

Ela se aproximou.

Passou a mão de leve pela colcha.

E então percebeu.

Na lateral.

Uma espécie de gaveta.

Rebeca puxou.

Discretamente.

O som foi baixo.

E, de dentro…

um segundo colchão.

Ela parou.

Ficou olhando por um instante.

E então...

um sorriso pequeno.

Quase escondido.

Aquilo não era só conforto.

Era espaço.

Espaço pra não estar sozinha.

Como se aquele quarto tivesse sido pensado não só pra ela…

mas também para alguém que, um dia,

pudesse estar ali com ela.

Ela fechou a gaveta com cuidado.

E voltou a olhar o quarto.

Dessa vez…

de um jeito diferente.

— Se não estiver do seu agrado, a gente pode redecorar.

Rebeca virou o rosto.

Olhou.

De verdade, dessa vez.

— Não.

Pausa.

— Tá perfeito.

E não era sobre a decoração.

Era sobre…

finalmente ter um lugar

que não exigia que ela fosse outra pessoa.

Rebeca ainda olhava o quarto quando percebeu.

Duas portas.

Uma mais próxima.

Outra um pouco mais afastada.

Ela franziu levemente a testa.

Miriam se aproximou.

Abriu a primeira.

— Aqui é o closet.

O espaço era organizado.

Amplo.

— Pode deixar suas coisas aqui por enquanto — disse. — Depois você guarda com calma.

Rebeca assentiu.

Soltou a mochila.

Devagar.

Como se estivesse soltando mais do que peso.

Miriam fechou.

Apontou para a outra porta.

— E ali é o banheiro.

Rebeca abriu a porta devagar.

E parou.

O banheiro era quase do tamanho do quarto que Rebeca tinha na casa do pai. Havia uma banheira larga, uma pia comprida, uma penteadeira com um espelho grande e um pequeno de madeira encostado perto da parede. Toalhas limpas estavam dobradas sobre um suporte.

E tudo ali era rosa.

Mas não forte.

Suave.

Quase claro demais pra ser chamado de rosa.

As paredes.

A banheira.

Os detalhes.

Tudo no mesmo tom leve.

A luz deixava o ambiente ainda mais claro.

Rebeca piscou.

Não era o tipo de coisa que ela escolheria.

Mas também não era… desconfortável.

Era silencioso.

Ela entrou.

O chão não fazia barulho.

O ar parecia mais leve.

A penteadeira ficava de frente pro espelho.

O banquinho alinhado.

Tudo no lugar.

Sem excesso.

Sem pressão.

Rebeca passou a mão na bancada.

Fria.

Lisa.

Olhou o próprio reflexo.

Ficou ali por alguns segundos.

Era estranho.

Mas não era ruim.

Só…

calmo.

Miriam abriu a torneira da banheira.

— A água quente demora alguns segundos. Se ficar muito quente, gira aqui para o azul.

A água começou a cair, enchendo o fundo da banheira com um som suave.

— Tem sabonete ali, toalha aqui… — Miriam apontou com naturalidade, como quem explica algo cotidiano. — Fica à vontade.

Rebeca apenas assentiu.

Miriam testou a água com a mão, ajustou um pouco a torneira e então se virou para sair.

— Relaxa um pouco — disse antes de fechar a porta.

Quando a porta se fechou, o banheiro ficou silencioso.

Rebeca ficou parada por alguns segundos.

O vapor da água começava a subir devagar.

Ela se aproximou da banheira e mergulhou a mão na água.

Quente.

Muito quente.

Retirou a mão e ficou observando as pequenas ondas se espalhando pela superfície.

Depois olhou ao redor.

A luz do espelho era diferente da iluminação do teto. Havia um interruptor pequeno na lateral. Ela apertou.

A luz mudou.

Mais suave.

Mais clara no rosto.

Ela apertou de novo.

A luz voltou ao normal.

Rebeca olhou para o espelho.

Por um instante, quase desviou os olhos. Não estava acostumada a se observar por muito tempo.

Mas dessa vez não havia ninguém atrás dela.

Ninguém corrigindo a postura.

Ninguém dizendo para prender o cabelo.

Ela se aproximou um pouco mais.

Então viu a marca.

Um leve avermelhado no lado do rosto, perto da maçã do rosto.

A bofetada.

Rebeca tocou o local com a ponta dos dedos.

Não doía tanto quanto antes.

Ela ficou olhando para o próprio reflexo.

Não exatamente para a marca.

Para o rosto.

Como se estivesse procurando alguma coisa.

Os olhos primeiro.

Depois o nariz.

A linha da boca.

O formato das sobrancelhas.

Procurava alguma simetria.

Algum traço que denunciasse a origem.

Alguma coisa que dissesse:

“você é como ele.”

Ela inclinou a cabeça.

Observou de outro ângulo.

A luz do espelho destacava cada detalhe.

Mas o que apareceu na memória não foi o pai.

Foi Rute.

O jeito dos olhos.

Talvez o formato do queixo.

Algo familiar.

Rebeca estudou o próprio reflexo por mais alguns segundos.

Sim.

Havia semelhança.

Mas não era igual.

Nem de longe.

Ela respirou devagar.

A tensão nos ombros diminuiu um pouco.

Sentou-se no pequeno banco diante do espelho.

Ali, mais perto da luz, o rosto parecia ainda mais nítido.

Ela continuou observando.

Mas agora já não procurava o pai.

Nem a irmã.

O que via era outra coisa.

Uma garota.

Pequena.

Em um mundo muito grande.

O vapor da água começou a embaçar o espelho.

Primeiro nas bordas.

Depois no centro.

O rosto de Rebeca ficou coberto por uma névoa leve.

Ela levantou a mão e passou os dedos pelo vidro.

Um gesto lento.

O vapor se abriu em uma faixa transparente.

O reflexo voltou a aparecer.

Dessa vez sem tanta tensão.

Rebeca ficou olhando mais alguns segundos.

Então tirou o anel do dedo.

As pequenas flores dentro da resina brilharam sob a luz do espelho.

Ela o girou entre os dedos.

Por um momento, ficou observando aquelas flores preservadas no interior do plástico transparente.

Depois colocou o anel de volta.

Respirou fundo.

E entrou na banheira.

A água quente envolveu o corpo devagar.

Rebeca afundou um pouco mais e apoiou a cabeça na borda.

Por reflexo, ficou esperando.

Talvez alguém bater na porta.

Talvez alguém perguntar se ela já tinha terminado.

Mas nada aconteceu.

O único som era o da água se movendo lentamente na banheira.

Rebeca fechou os olhos.

E, pela primeira vez naquele dia inteiro, deixou o corpo relaxar.

 

***

 

A toalha ainda estava nos cabelos.

Rebeca sentou na cama.

Os pés descalços encostando no chão frio.

A saia simples.

A camiseta leve.

Ela esfregava o cabelo devagar.

Sem pressa.

O quarto ainda parecia novo.

Mas não estranho.

Diferente.

Uma batida leve na porta.

Rebeca levantou o olhar.

— Pode entrar.

A porta abriu só o suficiente.

— Já terminou? — Miriam perguntou.

Rebeca assentiu.

— Vamos jantar? Eu fiz sopa e arroz. Achei que você podia estar com fome.

Simples.

Sem cobrança.

Rebeca hesitou por um segundo.

— Vamos.

A cozinha era clara.

Cheiro de comida caseira.

Nada elaborado.

Pratos já servidos.

Miriam puxou a cadeira.

— Pode sentar.

Rebeca sentou.

Olhou em volta.

Silêncio confortável.

— O Augusto e o Júnior tiveram que viajar — Miriam disse, como quem comenta o clima. — Surgiu uma coisa de última hora.

Rebeca assentiu.

Não perguntou.

Pegou o garfo.

Hesitou.

— Se não gostar, a gente muda — Miriam completou.

Rebeca balançou a cabeça.

— Tá bom.

Deu a primeira garfada.

Parou.

Pensou.

— É bom.

Miriam assentiu.

— Ainda bem.

Silêncio.

Mas não pesado.

Rebeca continuou comendo.

Devagar.

— Você pode usar a cozinha quando quiser — Miriam disse depois de um tempo. — Não precisa pedir.

Rebeca levantou o olhar.

Processou.

— Tá.

— Só… me avisa se acabar alguma coisa — Miriam completou.

Rebeca quase sorriu.

— Tá bom.

Silêncio de novo.

Mas agora…

mais leve.

Mais… possível.

Depois de alguns minutos em silêncio, as duas terminam de comer.

Rebeca pousa o garfo no prato vazio.

Espera.

Como se ainda precisasse de autorização para se levantar.

Mas Miriam apenas recolhe os pratos.

Sem cerimônia.

Leva até a pia.

Abre a geladeira.

— Você gosta de bolo de chocolate?

Sem esperar resposta, corta duas fatias.

Uma para si.

Outra diante de Rebeca.

Rebeca olha para o prato.

Como se aquilo… não fosse exatamente comida.

— Não precisa… — diz, baixo.

Miriam já está sentando.

— Às vezes um dia difícil precisa de um pouco de açúcar.

Rebeca pega o garfo.

Com cuidado.

Quase desconfiada.

Dá a primeira mordida.

Mastiga.

Devagar.

Então levanta o olhar.

— Isso não é permitido lá em casa.

Miriam ergue levemente a sobrancelha.

— Bolo?

Rebeca faz um gesto pequeno.

— Bolo… fora de ocasião.

Miriam pensa por um instante.

— Entendi.

Dá uma mordida no próprio pedaço.

— Então hoje a gente está cometendo um crime.

Rebeca tenta segurar.

Sério.

De verdade.

Mas não consegue.

O riso escapa.

Pequeno.

Surpreso.

Como se tivesse vindo antes da permissão.

Ela abaixa o olhar.

Ainda com um resto de sorriso.

Miriam não comenta.

Só continua comendo o bolo.

***

— Vem — Miriam disse, depois de um tempo.

Não parecia convite.

Nem ordem.

Mais como…

compartilhar alguma coisa.

Rebeca levantou.

Seguiu.

A casa era grande.

Mas Miriam não mostrava tudo.

Só passava.

Como se nada daquilo fosse importante.

Até parar.

Abriu uma porta.

— Quero te mostrar uma coisa.

Rebeca entrou.

A biblioteca.

Prateleiras altas.

Livros demais.

O cheiro.

Diferente.

Rebeca caminhou devagar.

Passou os olhos pelos títulos.

Alguns…

ela reconhecia.

Outros não.

Mas sabia.

Sabia que muitos daqueles livros…

não seriam permitidos.

Ela parou.

Um em especial.

Entrevista com o Vampiro.

Rebeca hesitou.

E então pegou.

Devagar.

Como se estivesse fazendo algo errado.

— Você gosta de ler?

Rebeca passou os dedos pelo título.

— Tia Ester me emprestava os livros dela. E, quando ela não tinha um livro que eu queria, a Janis pegava na biblioteca pra mim.

Miriam encostou levemente em uma das estantes.

— Pode pegar o que quiser.

Rebeca abriu.

Na primeira página:

“Propriedade da doutora Miriam Carvalho.”

A menina piscou.

Olhou por cima do ombro.

— Esse é seu?

Miriam assentiu.

— É.

— Eu não esperava.

Miriam deu de ombros.

— É um livro conforto. Eu releio quando as coisas ficam difíceis.

Rebeca olhou de novo para o livro.

Como se aquilo reorganizasse alguma coisa dentro dela.

Miriam ficou em silêncio por um segundo.

— E por falar em conforto…

Virou.

Abriu outra porta.

— Vem.

Rebeca seguiu, ainda com o livro nas mãos.

A sala era mais aberta.

Mais leve.

O piano ocupava o centro.

Preto.

Brilhante.

Intacto.

Rebeca parou.

O olhar preso.

— Você pode tocar quando quiser — Miriam disse.

Simples.

Sem condição.

Sem regra.

Rebeca não respondeu.

Mas deu um passo à frente.

Como se o corpo já tivesse decidido antes dela.

O silêncio da casa parecia diferente ali.

Mais… cheio.

Como se esperasse som.

Rebeca encostou a ponta dos dedos.

De leve.

Sem tocar ainda.

Só sentindo.

E, pela primeira vez desde que chegou…

não parecia mais que ela estava de passagem.

 

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 26 - Capitulo 26 - Chama pequena.:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 06/04/2026

Esse capítulo não foi apenas pra ler, mas pra sentir tudo junto com a Rebeca...

Parabéns 


Elin Varen

Elin Varen Em: 07/04/2026 Autora da história
Muito obrigada mesmo!
Esse capítulo foi bem especial de escrever… fico muito feliz que você tenha sentido junto com a Rebeca


Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web