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Entre nos - Sussurros de magia por anifahell e Yennxplict

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Palavras: 5729
Acessos: 29   |  Postado em: 05/04/2026

Sob a Superficie do Controle

O dia começou para Elisa como tantos outros. Acordou antes de Lia, tomou banho em silêncio e se vestiu para o trabalho, seus movimentos sempre precisos e metódicos. Os ferimentos ainda visíveis nos braços, lembranças recentes do caos, estavam quase completamente cicatrizados, mas mesmo assim, Lia achou melhor refazer o glamour que as escondia, antes da noiva sair para o trabalho. 


Naquela sexta-feira, durante à noite, aconteceria um evento beneficente importante, e Elisa havia sido convidada como oradora representando a Wicca Enterprise. Decidiu que levaria Siena com ela, pois seria uma boa oportunidade de exposição para a assistente, além de uma chance para Elisa testá-la em campo.


De um jeito quase disfarçado, como se nem admitisse para si mesma, Elisa queria estar especialmente bonita naquela noite, mais do que de costume. Queria ser notada. Por isso, escolheu o vestido com um cuidado incomum. Era ousado, ainda que social, marcando suas curvas com elegância. Decidiu deixar de lado, ao menos por hoje, o estilo corporativo que costumava adotar.


Enquanto dirigia, Elisa encarava o vestido sobre o banco do carona como se ele fosse uma pessoa, uma presença que não deveria estar ali, considerando tudo o que ele representava naquele momento. O mesmo incômodo já a havia atravessado mais cedo, em casa, quando o deixou escorado na cadeira da mesa da cozinha, ao lado de onde tomavam café.


Houve um breve momento de tensão quando a fênix mencionou Siena com casualidade excessiva. Elisa não saberia dizer se isso havia acontecido antes ou depois, mas, em algum ponto, Lia também perguntou sobre o vestido e, naquele instante, ela sentiu a espinha gelar, como se a assistente estivesse, de alguma forma, materializada nele.


A culpa, hora ou outra, começava a ganhar forma, pesada, quase palpável, como um grande elefante ocupando o espaço entre seus pensamentos, mesmo que na prática, nada tenha acontecido. Ainda assim, por sorte, ou não, o assunto morreu ali, ao menos na superfície. O suficiente para que a nefilim mantivesse as aparências, mesmo com o incômodo crescendo silenciosamente dentro dela.


No caminho para o trabalho, Elisa lembrou que Ariel estava voltando de férias. A melhor amiga de Lia tinha tirado um tempo mais do que merecido para descansar, embora Elisa não tivesse certeza se ela realmente tinha tirado tempo suficiente. Por um instante, pensou em comentar isso, talvez até sugerir que ela ficasse mais tempo descansando, mas logo deixou a ideia de lado, pois seria ótimo ter a eficiência de Ariel de volta. 


Em um gesto atípico, parou numa cafeteria e comprou um café especial para dar boas-vindas à amiga. Comprou um para Siena também. Um gesto mínimo, mas que dizia muita coisa, especialmente quando se tratava de Elisa. 


Ao chegar ao 7º andar da Wicca, segurando os cafés um em cada mão, encontrou Siena já conversando com Ariel na recepção. A visão das duas juntas, sorrindo, mexeu com algo em Elisa que ela preferia não nomear.


— Bom dia, meninas. Que bom que já se conheceram! — Ela disse, mantendo a compostura, mas procurando involuntariamente contato visual com Siena. 

— Bom dia! Já nos conhecemos, sim! Inclusive, eu estava aqui já elogiando ela. — Ariel comentou, sorrindo. — Ela está dando conta de tudo com maestria, mesmo com tão pouco tempo de casa. 

— Sim, ela é muito competente. — respondeu Elisa, com um olhar direto para Siena que continha algo entre aprovação e advertência. — Trouxe café para vocês.

— Imagina! Ainda tenho muita coisa pra aprender. — Disse Siena, ficando ruborizada pelos elogios. Mas, antes que pudesse se recompor, olhou para o café que Elisa ofeceria em sua direção. Por alguns segundos, que talvez só a nefilin tenha percebido, ela travou. Só depois que Ariel pegou o dela, que Siena também pegou o seu, com um sorriso tímido. 

— Obrigada, Elisa! Estava precisando mesmo. — Ariel experimentou o café,  com satisfação. — Voltar de férias não é fácil, pelo menos acordar cedo fica difícil, a gente se acostuma a vida de sofá e cama muito rápido, né? 

— Obrigada, Dra. Elisa. — Foi só o que Siena conseguiu falar naquele momento.

— Não é nada. Espero que gostem do café nesse ponto. — Comentou Elisa, mais pra Siena, do que pra Ariel. — Sei bem como é, mas você pode tirar mais uns dias se precisar. 

— O que? Não! Obrigada, mas melhor voltar antes de perder totalmente a minha vontade de trabalhar. 


Mesmo com o tom de casualidade que as rondava naquela manhã, a cortesia não passou despercebida pelas mais novas. Ambas estavam surpresas com o bom humor expansivo da chefe, mas não ousaram comentar.


— Pois que você tenha uma boa volta. — Elisa falou com um sorriso contido. — Ah, e Siena, preciso falar com você. Quando terminar com a Ariel, passe na minha sala, por favor. — Pediu enquanto via Siena assentir e depois foi direto para sua sala. 

— Siena, você pode ir, o restante eu termino, não se preocupe. 

— Tem certeza? 

— Claro! Melhor adiantar o que tiver que resolver com ela. Eu sou bem mais maleável, mas você vai entender com o tempo. 

Siena sorriu, dando de ombros e se direcionou para a sala da CEO. Após uma batida leve, ela entrou, fechando a porta atrás de si, enquanto ainda segurava o café. 

— Com licença. Estou aqui, como me chamou. Inclusive, esse café está ótimo. Obrigada, chefe. — Disse, sentando-se na poltrona em frente a mesa da nefilim.


A informalidade ainda incomodava Elisa, mas depois de cinco semanas, já não parecia tão fora de lugar.


— Por nada. Eu preciso que você faça hora extra hoje, tudo bem pra você? Fui convidada para representar a Wicca em um evento beneficente e gostaria que me acompanhasse. — Elisa foi direto ao ponto, talvez até demais. 

— Então o café era apenas um suborno? — Siena sorriu com leve provocação. 


Elisa a encarou por um tempo enquanto assimilava a provocação, o olhar o mais firme que conseguia. Antes que falasse algo em sua defesa, Siena voltou a falar, ainda mais ousada. 


— Para sua sorte, posso ficar disponível para você hoje. — Siena concluiu, com o mesmo sorriso atrevido de sempre. 

— Perfeito, então. Nos encontramos no estacionamento às 18h. Se quiser sair um pouco antes para se arrumar, fique à vontade. — Elisa falou, enquanto já desviava os olhos para a tela do computador.

— Combinado. Qual o dresscode? — Siena perguntou da porta.

— Te envio por e-mail em alguns minutos. 


****

O restante do dia seguiu tranquilo. A volta de Ariel trouxe um ar diferente à Wicca. Ela tinha uma forma de lidar com pessoas e processos que deixava tudo mais fluido, muito semelhante, inclusive, ao jeito de Siena trabalhar. E, no meio disso, as horas passaram mais leves, mesmo com toda a burocracia e o volume de trabalho. 


No fim da tarde, Elisa tomou banho em seu banheiro privativo e seguiu até um salão de beleza que tinha ali por perto. Escolheu uma maquiagem discreta, exceto pelos lábios em vermelho intenso. Os cabelos soltos, penteados para trás, brincos pequenos de brilhante, e o vestido preto com decote em V nas costas que delineava suas curvas com elegância, um equilíbrio entre poder e sedução. Laboutin preto com sola vermelha, um clássico, completava o visual.


Às 18h, Siena chegou pontualmente. Usava um vestido azul-escuro de corte reto, maquiagem suave e os cabelos ruivos levemente ondulados. Um sobretudo elegante envolvia seus ombros, mas o que mais chamou atenção de Elisa foi o colar, Siena não usava a pedra verde habitual, mas uma gargantilha dourada. A ausência da proteção mágica deixou Elisa tentada a ler os seus pensamentos, mas suas próprias regras lhe impediam de violar a mente alheia sem consentimento ou real necessidade.


— Uau... você está maravilhosa! — Siena exclamou, deslumbrada. Os olhos com um brilho diferente ao ver a nefilim.

Elisa observou a mais nova por alguns segundos e tentou reprimir um sorriso sem jeito. 

— Você também está linda, Siena…. — Elisa devolveu, tentando não encará-la por muito tempo. — Tudo bem irmos no meu carro?

Siena assentiu. 

— Além de linda, você está incrivelmente cheirosa. — comentou Siena, enquanto entravam no carro.

— Obrigada. — Elisa respondeu com um sorriso contido, quase não tão contido, enquanto ligava o motor. 


Quando estavam na estrada, o silêncio se instalou pesado entre elas, até Siena pegar uma HQ que estava guardada sob o painel.

— Você não parece o tipo que lê quadrinhos... é do seu filho?

— Não, é da Lia. Ela é obcecada por essas revistinhas. — Elisa respondeu, os olhos alternando entre a estrada e Siena.

— Sério? Eu gosto também. Ela prefere DC ou Marvel?

Elisa riu, surpresa pela naturalidade da conversa.

— Não tenho certeza... mas sei que essa aí é a favorita dela. Mulher Maravilha, né? Depois eu confirmo.

— Então é DC... — Siena sorriu, analisando a capa. — Ela realmente tem bom gosto.— Siena fez uma pausa.— E não só para HQs.


Elisa não respondeu ao flerte descarado da assistente. Limitou-se a sacudir levemente a cabeça em negativa, tentando conter um sorriso, culpado, quase traidor, enquanto, tomada por uma súbita onda de nervosismo, apertava um botão no som do carro, deixando que uma música calma preenchesse o silêncio.

Siena, por sua vez, parecia saborear cada reação que arrancava da CEO. O coração batia acelerado, como se estivesse diante de algum perigo real, mas era apenas a tensão deliciosa de flertar sem saber se Elisa iria esculachá-la ou corresponder.


O evento estava cheio e Elisa desfilava pelo salão com autoridade e carisma, sendo cumprimentada por diversos rostos conhecidos. Apresentou Siena como sua assistente, com destaque, e logo começou a fazer conexões, trocar cartões, firmar reuniões.


Em um momento, Siena observou Elisa conversando com uma mulher mais velha, que ria alto demais e tocava com intimidade a pele nua de suas costas. Um calor estranho percorreu o estômago de Siena.


Aproveitando uma brecha, Siena se aproximou das duas.


— Com licença, Elisa. O senhor Matheo está te procurando. — disse, seca, dando uma olhada rápida na mulher que estava com Elisa, a olhada foi acompanhada de um sorriso amarelo, que esperava que fosse o suficiente para cumprimentá-la. Depois, voltou a olhar para a CEO. 

— Obrigada, Siena. Com licença. — Elisa respondeu, intimamente aliviada, afastando-se da mulher.

— Ei, eu te conheço... você é filha da Edna, né? — A mulher que antes falava com Elisa, se voltou para Siena.

— Ahn… Sim... Na verdade, te olhando bem agora, eu lembro de você.

— Sua mãe sumiu depois do que aconteceu com seu pai e nunca mais vi vocês, mas, nossa... você cresceu muito. Quando te vi pela última vez, você não tinha esse corpo todo. 

Siena engoliu seco com o comentário.

— Acho que a academia ajuda. 

— Com certeza ajuda, mas genética é muito importante, né? Você puxou a beleza da sua mãe. Lembra muito ela. — A mulher passou alguns dedos nos cabelos de Siena que caiam sobre os ombros, mas a mais nova se afastou de forma sutil. — Porque que não marcamos para você vir qualquer dia almoçar na minha casa? Meu filho voltará do intercâmbio esse mês e acho que vocês se dariam muito bem. Ele deve ser uns três anos mais velho que você e tá bonitão, acho que vocês combinariam muito.  

— Agradeço a intenção, mas não será possível. Estou com muito trabalho no momento. Com licença.— Siena se afastou, constrangida, apenas para ser assediada novamente por um homem pouco depois, um ex amigo de seu pai, insistente e invasivo sobre a questão da prisão e da corrupção, como se já não houvesse muitas informações em todos os veículos de informação possível. Foi salva, enfim, quando Elisa subiu ao púlpito.


O discurso de Elisa foi impecável e inspirador. Doou alguns milhões em nome da Wicca e incentivou os outros presentes a fazerem o mesmo. Siena a assistia com admiração verdadeira, encantada com a eloquência e segurança da chefe ao falar na frente de tanta gente. 


Enquanto a observava, alheia ao restante em volta delas, nem imaginava que a noite ainda reservava novos desconfortos. 


Quando Elisa desceu do palco, Siena foi novamente assediada, desta vez por dois homens, um mais velho e um mais jovem, ambos insistentes, grosseiros, como se o fato de seu pai estar preso a transformasse numa presa fácil.


Sem conseguir encontrar Elisa, Siena fugiu para o banheiro, dessa vez sem esconder o desconforto. Ficou ali, mexendo no celular, por uns bons minutos, até a porta se abrir.


— Estava procurando você. — Elisa disse ao entrar, parando um pouco distante. A mais nova a olhava sem jeito. — Está tudo bem?

— Desculpa... eu só queria fugir um pouco daquele lugar, mas seu discurso foi incrível.

— Obrigada. E por mim, já deu. Podemos ir embora se você quiser. 

— Por favor, podemos ir sim. Você me leva?

— Claro que levo. Você quer contar o que aconteceu? — Elisa tentou e Siena desviou o olhar para o chão. 

— O ruim de ser minimamente conhecida e estar no meio de uma grande polêmica é que as pessoas agem como se você não fosse um ser humano. — Siena desabafou.

— Me desculpe por não ter impedido. Você não deveria ter passado por isso durante seu trabalho. — Falou Elisa, com as sobrancelhas franzidas, claramente incomodada de perceber que a mais nova tinha sido assediada. 

— Imagina, Elisa. Você não tem culpa da inconveniência dos outros. O importante é que fizemos o que viemos fazer e você foi brilhante, como sempre. — Disse, olhando nos olhos da CEO, que pareciam mais verdes do que nunca. 

Elas se encararam por alguns segundos, e Elisa deu um sorriso quase tímido. 

— Vem, vou te tirar daqui. 


Num impulso rápido e quase instintivo, Elisa tomou a mão de Siena e a conduziu para fora do banheiro. Já havia se despedido de quem precisava antes de ir procurá-la, então seguiram direto para o estacionamento, onde o carro as aguardava.

Ao entrar, Elisa esperou que Siena se acomodasse antes de ligar o motor. Por um breve instante, antes de dar a partida, virou levemente o rosto para observá-la.

— Acho que foi demais pra você hoje. Que tal tomarmos uma bebida antes de encerrar a noite? Assim você relaxa um pouco. 

— Seria ótimo. — disse, contendo a animação. Siena ainda estranhava o quanto Elisa buscava contato, mas já estava cansada de tentar decifrar a chefe. — Então… uma cerveja?

— Sim. Uma cerveja, então. 


****


No bar aconchegante sugerido por Siena, Elisa finalmente se permitiu relaxar. Entre um assunto e outro, as conversas fluíram leves, pontuadas por risadas espontâneas.


Em um momento de pausa, ela pegou o celular e digitou para Lia:

“Amor, já saí da festa, mas passei em um barzinho. Come direitinho, tá? Te amo ❤️”

A resposta veio pouco depois:

“Se diverte. Estou jantando em casa com uma amiga que conheci hoje. Também te amo 😻”


Elisa deixou um sorriso de lado escapar enquanto mexia no celular, o que não passou despercebido por Siena. 

— Era a Lia? — perguntou Siena, num tom quase casual, como se não fosse nada demais, mas com o olhar atento.

— Sim. — Elisa respondeu, levando a long neck aos lábios com uma calma quase ensaiada.

— Posso te perguntar uma coisa? — Siena arriscou, com a voz baixa, quase rouca, como se testasse a permissividade do ambiente.

— Pode. — disse Elisa de forma calma, inclinando o rosto com a expressão séria, os olhos brilhando sob a luz amarelada do bar.

— Você e a Lia... Vocês ainda são um casal, né?! — Siena falou, sustentando o olhar de Elisa com firmeza e uma pontinha de provocação.

— Sim. Na verdade, nós voltamos recentemente... estamos noivas. — Elisa respondeu com naturalidade, como se dissesse algo banal, mas a intensidade no fundo da voz entregava um orgulho contido. — Mas se você puder, gostaria que evitasse comentários sobre isso na empresa.

— Minha boca é um túmulo. — Siena garantiu, encostando os cotovelos na mesa e se inclinando um pouco mais para Elisa, como se dividissem um segredo precioso. — Então, se está tudo bem entre vocês, por que a Lia saiu da empresa?

— Porque antes disso... não estava. Passamos por uma fase difícil. Era complicado conciliar o trabalho com a vida pessoal. — Elisa explicou, desviando por um instante o olhar para a garrafa entre os dedos. — Mas ela ainda é sócia e possui uma boa parte da empresa. Só não ocupa mais o cargo na diretoria.

— E essa mensagem foi um ciúme? Ela tem ciúme de você? — Siena disse com uma expressão curiosa, os olhos avaliando cada reação de Elisa. — Está tudo bem você estar aqui comigo?


Elisa riu, um riso curto e sincero, que fez a tensão no ar ganhar uma nova camada.

— Não tem nenhum problema. Eu só mandei mensagem pra garantir que ela conseguiu jantar... Mas ela está jantando com uma amiga também.

— E por que ela não jantaria? — Siena pressionou, o tom mais interessado do que casual.

— Por causa dos enjoos da gravidez. Ela não tem conseguido comer direito nos últimos dias. — Elisa respondeu como se fosse óbvio, como se Siena já soubesse, mas não sabia.


Siena piscou algumas vezes, assimilando a nova informação com o peso que ela exigia.


— Não sabia que ela estava grávida. — comentou, e então se recostou na cadeira, absorvendo o impacto da revelação. A imagem que tinha de Liana ganhava contornos extremamente mais humanos agora. 


Elisa notou a diferença que a informação causou no ar entre elas e na verdade na própria Siena. A mais nova não parecia mais tão confortável na cadeira onde estava. 


— Vocês decidiram juntas? Vai ser seu segundo filho, né? — Questionou, tentando disfarçar o quanto a notícia a deixou pensativa.

— Terceiro, na verdade. Mas eles não moram comigo. — Elisa informou, com um riso suave.

— Entendi! Você deve sentir saudades. — Siena comentou, os lábios entreabertos.

— Eu sinto, sim. 

— E como você está se sentindo com a chegada do seu terceiro filho? Você está feliz?


Elisa a encarou por alguns segundos antes de responder, os olhos mergulhados em silêncio.


— Crianças são sempre uma bênção. — Ela respondeu com ternura, mas rapidamente mudou o foco do assunto para Siena. — E você? Casada, solteira, enrolada...?

— Tragicamente solteira. — respondeu Siena com ironia, cruzando as pernas com uma lentidão estudada. 

— Você é hétero? — Elisa foi direta, sem filtros, deixando a pergunta entre elas como uma brasa viva.

— Isso está... um pouco confuso agora, mas acho que sim!? — Siena hesitou, como se a resposta a surpreendesse também.

— Como assim? Já ficou com alguma mulher? — Elisa insistiu, enquanto analisava de perto cada micro expressão ou movimento da mais nova. 

— Não... mas eu já desejei uma mulher. — Siena confessou, a voz mais baixa, como se temesse que o desejo escapasse da frase e ganhasse forma ali, entre as duas.

Elisa sustentou o silêncio com um sorriso enigmático, antes de falar.

— Acho que 2 long necks são o suficiente pra mim. Posso te levar em casa?

— Claro. Eu concordo com você. — Siena respondeu, já de pé, sem hesitar. 


O assunto começava a enveredar por um terreno delicado, e ela também queria evitar que aquilo ganhasse proporções maiores. A notícia da gravidez de Lia ainda reverberava em sua mente. 


Dentro do carro, o silêncio era denso e confortável, até que Siena retomou.

— Você fugiu quando eu te perguntei se estava feliz com outro filho. — disse, recostando a cabeça no banco, o rosto voltado para Elisa no volante.

— Estou feliz, sim. As vezes é difícil algumas questões, mas esse é um assunto pra levar pra terapeuta, vou te cansar se começar a falar. — respondeu Elisa de forma suave, tentando manter o foco na estrada. 

— Você faz terapia, Elisa? — Siena perguntou, com malícia leve. — Antes de dizer que sim, lembra que sou eu quem organiza sua agenda... e eu nunca vi nenhum horário reservado pra isso.

Elisa soltou o ar devagar, vencida.

— Realmente, eu não faço terapia. — Ela fez silêncio antes de prosseguir. — Mas quem sabe eu não comece? 


Siena apenas assentiu com um sorriso nos lábios e o silêncio voltou a reinar até o carro estacionar em frente ao prédio dela.


Antes que ela saísse, Elisa a chamou.

— Ei... o que houve com o outro colar? O verde?

— Nada. Só achei que o dourado cairia melhor hoje. Não acha? — Siena disse, erguendo as mãos para tocar o pingente, como se convidasse o olhar de Elisa para seu colo.

— Acho. Esse também te valorizou muito. — Elisa respondeu, a voz mais baixa, quase rouca, o olhar demorando mais do que deveria.

— Obrigada… — Respondeu tímida, abrindo a porta do carro. — Então é isso, até mais, Dra. Elisa. 

— Até mais, Siena. 


****


Apesar de tudo que havia acontecido naquela noite, o relógio marcava 22:50 quando Elisa estacionou na garagem de casa. O farol do carro apagou e, por um instante, o silêncio da noite pareceu denso demais. O cansaço do dia, a culpa, o peso do passado, tudo se acumulava.


Mas um detalhe fora do lugar fez a tensão retornar, a porta da sala estava entreaberta. Incomum. Elisa, sempre meticulosa, nunca deixava portas abertas, Lia também não.


A porta da sala estava entreaberta. Empurrou levemente e entrou já esperando encontra Lia.


A luz era pouca, mas suficiente para ver uma silhueta recortada pela penumbra, mexendo calmamente em uma das maçãs da fruteira no canto do cômodo.


— Hmm... não era você que eu estava esperando. — Calíope disse com um ar de decepção melancólica e provocadora, seus dedos longos deslizando pela pele da maçã antes de mordê-la lentamente.


Elisa parou à entrada da sala, o sangue gelou, mas a fúria queimava por baixo. Seu corpo se manteve ereto, pronto. Ela sabia que precisava ter cautela, as cicatrizes sob as mangas de seu vestido ainda contavam a história da última vez que aquela mulher estivera por perto.


— Como você entrou? E o que diabos quer aqui? — a voz saiu firme, quase cortante.

— Ver a Lia, ué... — Calíope respondeu com falsa inocência, sentando-se como se estivesse em casa. — Foi difícil entrar, admito. O feitiço de proteção ainda tem rachaduras... acho que a fênix ainda não está cem por cento com a magia, né? Eu até tentei me afastar, juro. Mas... você sabe como é. Quando a gente está apaixonada, é difícil ficar longe.

O deboche escorria como veneno doce.

—É. Eu sei. — Elisa deu um passo à frente, seus olhos faiscando — Foi por isso que voltei pra casa da minha mulher. Você vai sair por bem ou vamos resolver isso na mão?

Calíope riu baixo, um som quase felino.

— Calma, passarinho. Eu ainda não decidi o que vou escrever na próxima vez... — ela ergueu um pequeno embrulho de tecido branco. — Só vim deixar um presentinho. Para o bebê. — Abriu com cuidado o pano e revelou um par de sapatinhos de tricô verde. — Como eu não sei se é menino ou menina... verde. Neutro. Delicado.


Ao ver o filho sendo mencionado por Calíope, a raiva de Elisa chegou ao limite. 

Seus olhos brilharam num tom dourado-avermelhado. As asas se abriram atrás de seu corpo com uma força divina, imponente, arrebatadora.

— Não fale do meu filho, sua desgraçada! —  A energia em sua pele vibrava, e sua voz saiu grave.


Ela avançou em fúria em direção a Calíope e o chão tremeu sob seus pés, mas antes que pudesse tocá-la, Calíope desapareceu, dissolvendo-se em um feixe de luz branca, deixando os sapatinhos no chão como uma lembrança amarga.

Elisa os pegou com nojo e sem hesitar, abriu a janela e os lançou com força para fora.


Respirou fundo, ainda com as mãos tremendo pela descarga de emoções, e pegou o celular para ligar para Lia.

Antes de conseguir discar, viu a notificação piscando de uma mensagem dela, de poucos minutos atrás, dizendo que estava deixando Cristinne em casa.

Soltou o ar devagar, sentindo um alívio imediato. Pelo menos Lia não estava por perto e não corria o risco de esbarrar com Calíope agora.


Sem conseguir ficar ali, sufocada naquela energia residual, Elisa saiu de novo. Dirigiu até a orla, sem rumo exato. Precisava respirar.


Um quiosque ainda estava aberto. Iluminado por luzes amareladas, havia risadas e música baixa. Elisa tirou os saltos, os pegou com as pontas dos dedos e caminhou descalça até uma mesa na areia. Pediu um drink tropical com gin, limão e tangerina. Precisava de algo refrescante. 


Ela destoava no ambiente. Seu vestido preto, justo, ainda com a maquiagem intacta, contrastava com a leveza das pessoas ao redor, mas ela não se importava queria só ocupar a mente. Evitar a raiva que ameaçava voltar.


Não demorou para notar Siena chegando com um grupo animado. Olhou bem para ver se realmente se tratava dela, mas era impossível não reconhecer. O riso da jovem era contagiante, mas seus olhos, ao encontrar os de Elisa, desaceleraram.


— Ei... — Siena se aproximou, surpresa — Não esperava te ver de novo hoje.

— Pois é. Mas decidi tomar mais um drink. — Elisa respondeu, a voz rouca de cansaço e tensão, mas ainda encantadora.

— Chama ela pra vir também! — alguém do grupo sugeriu.

— Estamos indo pra um lual, bem ali... — Siena apontou para uma estrutura rústica ao longe. — Quer vir com a gente?

— Não, obrigada. Tô bem aqui. — Elisa recusou, serena.

— Vão na frente, já encontro vocês. — Siena avisou ao grupo e se sentou. — Brigou com a Lia?

— Não. Nem encontrei com ela ainda. Só queria... um tempo.

Siena assentiu.

—  Entendi. Eu vou pedir uma bebida pra te acompanhar. 


Enquanto fazia o pedido a um moço que veio atende-las, o celular de Elisa vibrou sobre a mesa. A foto de Lia acendeu a tela.

— Me dá um segundo. — Elisa se levantou e atendeu.

— Oi, amor. Já está em casa? — Lia perguntou com voz doce.

— Ainda não. Estou em um quiosque na praia. — Elisa respondeu.

— Liguei certo? Você foi sequestrada? Nunca te imaginei num quiosque na areia... — Lia brincou.

— Realmente não é do meu feitio, mas você não estava em casa, então eu vim matar tempo e acabei encontrando a Siena de novo.

— Entendi. Estou dirigindo agora, indo pra casa. A Cristinne me indicou uma arquiteta ótima pro quarto do bebê. — Lia disse, ignorando a menção de Siena.

— Isso é ótimo, amor. Eu já estou indo pra casa também. Uns 15 minutos no máximo e chego.

— Tá bom. Já estou quase chegando também. Te amo.

— Também te amo.

Elisa encerrou a ligação e voltou para a mesa.

— Bom... agora eu vou ter que ir pra casa, Siena. Não vou poder te acompanhar no seu drink, mas foi um prazer encontrar você de novo. 

— Sua noiva puxou a coleira? — Siena provocou com um sorriso enviesado.

Elisa se aproximou, os olhos brilhando num tom malicioso.

— Não. Normalmente quem gosta de puxar sou eu. — disse com um tom carregado de duplo sentido, depois pegou os sapatos e foi embora.


Siena ficou observando, sem reação. E embora não soubesse ainda, já se sentia com uma coleira imaginária em torno do pescoço.

Só bastava Elisa puxar.


****

Em casa, Lia tinha chegado primeiro, o aroma de incensos de sândalo e mirra pairava no ar como uma névoa sutil, misturando-se ao cheiro úmido e fresco dos cabelos de Lia recém-saídos do banho.  A bruxa estava em posição de yoga no centro da sala iluminada apenas pela luz dourada e suave de algumas velas. 


Quando Elisa entrou, os olhos de Lia se abriram devagar, e brilharam ao ver a noiva.


— Uau… — murmurou, a voz baixa e rouca, carregada de reverência. — você está magnífica.

Elisa sorriu, girando o corpo devagar para exibir o vestido que abraçava suas curvas como uma segunda pele.

— Gostou?

— Gostei? — Lia levantou-se com a graça fluida. — Esse vestido... te deixou ainda mais gata. Dá uma voltinha pra mim.

Elisa obedeceu, mas foi agarrada antes de completar o giro. O corpo de Lia colou-se ao dela com possessividade, os seios pressionando suas costas, os lábios roçando a nuca exposta. Mãos ágeis deslizaram pela frente do vestido, apalpando os seios com fome controlada, enquanto a boca traçava beijos lentos e molhados ao longo da linha do ombro.

— Você me deixa maluca, Elisa... — sussurrou Lia contra sua pele, a voz carregada de desejo contido — Esperei o dia todo pra tirar esse vestido de você. 

O beijo que veio em seguida era carregado de urgência e de uma necessidade desenfreada que alimentava o desejo das duas. 

Elisa soltou um suspiro trêmulo quando sentiu os dedos da bruxa subirem pelas coxas, erguendo o vestido devagar.


No instante seguinte, Lia a ergueu com facilidade. Elisa instintivamente envolveu as pernas ao redor da cintura da amante, sendo levada escada acima com uma facilidade que fez seu coração acelerar ainda mais.


No quarto, Lia a deitou na cama com uma reverência quase religiosa, como se estivesse prestes a adorar uma deusa. Seus olhos permaneceram fixos aos de Elisa enquanto deslizava as mangas do vestido pelos ombros dela, descendo o tecido centímetro por centímetro, revelando a pele alva e macia da nefilim. Cada pedaço exposto era recebido com beijos lentos e quentes. 

Quando Elisa tentou tocá-la, ansiando retribuir, Lia segurou seus pulsos com firmeza, mas sem brutalidade, prendendo-os acima da cabeça da jovem com uma única mão.

— Hoje não, meu amor — murmurou contra seus lábios, a voz suave porém inegociável. — Hoje é só sobre você. 


Elisa estremeceu quando Lia terminou de despi-la completamente, expondo cada curva. A bruxa desceu pelo corpo dela com beijos demorados, mordiscando de leve as coxas internas, subindo devagar até o centro pulsante de desejo da nefilim. 


O primeiro toque da língua foi lento e suave. Lia gem*u baixinho ao sentir o gosto dela, como se fosse o néctar mais divino que já provara.


— Eu gosto tanto de te sentir assim... — Lia sussurrou, a voz rouca de tesão — Sua pele, seu cheiro, seu gosto…

Elisa arqueou as costas, gem*ndo alto quando a língua de Lia a explorou, circulando, sugando, lambendo com uma lentidão torturante que fazia seu corpo inteiro tremer. Os dedos da bruxa se juntaram à boca, deslizando primeiro com suavidade, depois com mais pressão, penetrando a nefilim devagar, fundo, curvando-se exatamente onde sabia que a faria perder o controle. 

— Liana… — Elisa gem*u, os quadris se movendo involuntariamente contra a boca e os dedos da amante — Não para… por favor…


Lia ergueu o olhar sem parar o movimento ritmado dos dedos, os olhos escuros brilhando de desejo.


Com a mão livre Lia tocava sua própria intimidade ao mesmo tempo, em sincronia com os gemidos de Elisa os movimentos dos dedos de Lia tornaram-se mais firmes, mais profundos, enquanto a língua continuava a dançar sobre o clit*ris inchado. Elisa se contorcia, gem*ndo cada vez mais alto, as mãos agarrando os lençóis enquanto a bruxa a levava cada vez mais perto do abismo. Lia estava completamente entregue ao prazer da outra, o próprio corpo ardendo, mas seu foco era total na nefilim.



Quando o orgasmo finalmente rasgou Elisa, foi intenso, devastador. Seu corpo inteiro se arqueou, um grito rouco escapando dos lábios enquanto ondas de prazer a atravessavam. Lia não parou, prolongando o clímax com a boca e os dedos até a nefilim ficar trêmula e ofegante, completamente desfeita. Lia acompanhou o climax logo em seguida.


Só então a bruxa subiu pelo corpo dela, cobrindo-a de beijos suaves no ventre, nos seios, no pescoço, até chegar aos lábios. Beijou-a com ternura, deixando que Elisa sentisse o próprio gosto em sua língua.


Elas ficaram deitadas lado a lado, corpos suados e ainda pulsando. O quarto estava mergulhado em uma quietude, quebrada apenas pela respiração pesada que lentamente se acalmava. Lia virou o rosto para Elisa, os dedos traçando com delicadeza o contorno do braço dela, como se não conseguisse parar de tocá-la.

— Eu mal deixei você chegar em casa, né? — Comentou com um sorriso malicioso e a voz baixa, mas atenta. — Como foi a sua noite?

Elisa demorou um segundo antes de responder, como se organizasse os pensamentos.

— A Calíope apareceu aqui. 

O silêncio que se seguiu foi diferente. Mais denso.

Lia franziu levemente o cenho, o corpo já em alerta, os musculos tensionando.

— Aqui?

Elisa assentiu, virando o rosto para encará-la.

— Sim, aqui dentro. Estava esperando você mexendo nas nossas coisas… — fez uma pausa curta. — Isso não devia ser possível, ne? Não com os feitiços de proteção que você colocou.

Os olhos da fênix escureceram, analisando. 

— Eu percebi que tinha algo errado quando fiz o feitiço. — murmurou, mais para si do que para Elisa. — Algumas runas estavam… instáveis. Eu reforcei o básico, mas claramente não foi o suficiente. Ainda não estou 100%. Mas vou resolver isso. Ela fez algo com você? 

— Não. Ela só queria infernizar, como sempre. 

— Desculpa, Elisa… 

— Lia, tá tudo bem. Vamos tentar esquecer disso, pelo menos por agora. Tudo bem? Quer vir tomar um banho comigo?

Lia inspirou e soltou o ar com força. 

— Eu não teria como negar. 

Elas se levantaram e foram em silêncio para o banheiro. 

Tomaram banho juntas, sem pressa, em um ritmo tranquilo que contrastava com a intensidade de antes. Entre toques leves e gestos automáticos de cuidado,  conversaram sobre coisas simples, quase banais. Como se, naquele pequeno intervalo, pudessem fingir que o mundo lá fora não exigia tanto delas.

Quando voltaram para a cama, já limpas e mais serenas, Lia puxou Elisa para perto, encaixando-a contra o próprio corpo com naturalidade, como se aquele lugar sempre tivesse sido dela.

 

Não demorou muito e o cansaço, finalmente, venceu e ali, entrelaçadas, deixaram-se adormecer, como se, por algumas horas, tudo estivesse exatamente onde deveria estar.

Fim do capítulo


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