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Entre nos - Sussurros de magia por anifahell e Yennxplict

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Palavras: 3121
Acessos: 25   |  Postado em: 27/03/2026

Raizes em renovacao

Era uma manhã de sexta-feira, e como já era rotina, Lia acordou cedo e encontrou Elisa no quarto, quase pronta para sair. A luz suave da manhã filtrava-se pelas cortinas, e Elisa ajeitava os cabelos diante do espelho, vestida com elegância, depois pegou uma capa protetora que envolvia o que parecia ser um vestido de festa e colocou em um suporte mais perto da porta do quarto. Lia saiu da cama e se aproximou em silêncio, depositando um beijo leve e carinhoso na bochecha da noiva.


— Bom dia, meu amor. — disse com a voz arrastada e aspirando o perfume que exalava de forma tentadora da nefilim. 

— Bom dia, meu bem. — Elisa respondeu com um sorriso, enquanto Lia já se dirigia para fora do quarto, a caminho da cozinha. 


Na cozinha, Lia preparou um chá como Elisa gostava, caprichando no ponto certo, e fez uma omelete leve para as duas. Também arrumou a mesa com frutas frescas, deixando tudo acolhedor, mesmo que a rotina delas andasse um pouco truncada. Sabia que Elisa não costumava comer pela manhã, mas talvez ela abrisse uma exceção naquele dia. 


Quando Elisa desceu as escadas, já pronta para o trabalho e carregando a capa com o vestido, Lia sorriu ao vê-la.


— Fiz um chá pra você e garanto que está no ponto que você gosta. — disse, colocando a xícara na frente de Elisa. — E mais umas coisinhas, se quiser me acompanhar. 


— Acho que eu tenho uns minutinhos pra comer com você... — Elisa sentou-se à mesa, apoiando a capa com o vestido em uma cadeira e experimentou o chá. — Nossa! Tá perfeito mesmo.


— Viu? Não é só a Siena que consegue acertar o seu chá. — brincou Lia com um sorrisinho maroto, mas pela expressão de Elisa, a brincadeira não caiu bem.


— Não faz isso, Lia. Eu só comentei sobre o chá aquele dia porque você sabe que quase ninguém que trabalha comigo acerta. — Elisa respondeu num tom mais sério do que Lia esperava.


— Eu sei, Elisa. Só tô brincando com você. Nossa, cadê seu senso de humor? — Lia perguntou, sem esperar uma resposta, enquanto via a noiva dar algumas garfadas nos ovos mexidos e levar a boca. — E esse vestido de festa? 

— Ah, hoje tem aquela festa beneficente que vou em nome da Wicca, lembra? Acho que comentei com você. — respondeu Elisa, pegando um pedaço de maçã que já estava cortado em pedaços dentro de um bow. 

— Lembro sim, só não lembrava que era hoje. Achei que você ia se trocar em casa. — Lia comentou e bebeu um pouco do chá. 

— Não, se eu fizer isso no salão ou na empresa, ganho tempo.

— Uma pena, queria ser a primeira a ver você nesse vestido. — Lia flertou, mantendo contato visual enquanto tomava mais um gole do chá.

— Você vai poder tirar ele de mim quando eu voltar. — Elisa provocou com um olhar atrevido e um sorriso de canto, dando uma pausa na expressão mais séria com a qual tinha acordado hoje. 

— Mal posso esperar por isso. —  Lia abriu um largo sorriso. 


Fizeram silêncio por um momento, enquanto Elisa terminava de comer a omelte. Lia apenas remexia a própria comida no prato com o garfo. Para ela, a comida já não parecia mais tão atrativa como minutos atrás.


— Tava tudo uma delícia, muito obrigada mesmo. — Elisa terminou também o chá, se levantando logo em seguida. — Vou ter que ir agora. Ah, e não me espera pra jantar, tá bom? Posso chegar tarde. Se cuida e qualquer coisa, me manda mensagem ou me liga. 


Elisa inclinou o corpo o suficiente para depositar um beijo nos lábios de Lia, antes de pegar o que precisava e seguir para a porta. 


Lia assentiu em silêncio, observando a noiva sair. Tentou continuar sua refeição, mas os enjoos matinais voltaram com força, deixando difícil dar mais do que duas garfadas.


****

Nas sextas-feiras, Lia havia se matriculado em um curso para gestantes. Apesar de ser uma bruxa fênix, uma criatura antiga e poderosa, a maternidade a deixava vulnerável e insegura. As incertezas, o desconhecido, o corpo mudando, tudo isso a desequilibrava um pouco, e o curso de gestantes servia como distração, mas também era uma busca por mais identificação com a maternidade.


Vestiu uma camiseta com os chifres do Hellboy estampados, calça moletom preta, sapatos confortáveis, fez um coque folgado nos cabelos e partiu de carro para o centro da cidade, onde as aulas aconteciam.


Ao chegar no local, viu várias gestantes em diferentes fases da gestação, algumas estavam sozinhas, outras acompanhadas. Pouco depois, uma mulher entrou, e chamou a atenção de Lia pois tinha a barriga já bem proeminente, perto dos sete meses, diferente da maioria ali. Alta, pele clara, olhos cor de mel, lábios carnudos e cabelos castanhos cortados retos, na altura dos ombros. 


Lia notou a presença, mas só se intrigou de verdade ao perceber que a mulher não parava de encará-la durante toda a aula, com uma expressão entre confusão e curiosidade.

No fim do encontro, enquanto Lia organizava sua bolsa, sentiu alguém se aproximar.


— Oi, com licença... — a mulher grávida que antes a encarava, tocou seu ombro.

— Oi, eu achei mesmo que você viria falar comigo. — Lia respondeu com um sorriso leve.

— Desculpe, sei que estava te encarando, mas agora que finalmente falei com você, percebi que te confundi com outra pessoa, mas só por garantia... você não é a Hera, né? — ela perguntou, visivelmente constrangida.

— Não se preocupe. E não, eu definitivamente não sou a Hera. Eu sou a Liana, mas é uma confusão comum. Nós somos idênticas. — Lia respondeu, sorrindo.

— Realmente, fisicamente sim, exceto pelas tatuagens e o cabelo, que são diferentes, mas agora aqui, falando com você, tudo em você vibra diferente dela. — a mulher pontuou. — Ah, à propósito, meu nome é Cristinne.

— É um prazer, Cristinne. Deve ter sido muito estranho achar que a Hera estaria em um curso para gestantes, né? 

— Você não sabe o quanto... — respondeu Cristinne, e as duas riram juntas.

— Espero não ter sido um gatilho de um coração partido pela Hera. — Lia arriscou.  

— Não, minha relação com a Hera foi apenas profissional... — Cristinne mentiu, mas Lia não percebeu. — Eu prendi ela uma vez, e depois ela se tornou uma recruta na minha divisão, mas não ficou por muito tempo.

— Essa parece uma história interessante... quer me contar tomando um café ou comendo alguma coisa? — Lia convidou por impulso, e Cristinne aceitou sem hesitar.

— Claro, eu adoraria!


Na primeira cafeteria que encontraram pelo caminho, escolheram uma mesa na varanda, bem próxima à calçada. Dali, tinham uma vista privilegiada do movimento da rua e podiam aproveitar o ar fresco que circulava livremente. Lia pediu um chá de erva doce e hortelã e Cristinne uma água com gás.


— Então… como você conheceu a Hera? — Lia foi direta, a curiosidade escapando sem esforço, interessada em entender que tipo de laço existia entre elas.

— Faz bastante tempo… Eu fui, com a minha equipe da época, capturar uma líder de uma organização criminosa e, durante a operação, Hera acabou sendo capturada também. Na época ela era jovem, tinha uns dezoito anos e estava no meio desse mundo, perdida. Como estava com a lider da organização que era uma vampira e cientista poderosa, não sabiamos se ela fazia parte da organização, então levamos um tempo até confiar nela. Ela passou a fazer parte de um programa que mantinhamos, onde os jovens interessados podiam iniciar carreira no D.E.P. Até que, um dia, ela precisou seguir o caminho dela… — Cristinne contou com detalhes, com o olhar distante, como se lembrasse de tudo que passou. — Sei hoje, que naquela época, ela ainda não lembrava quem realmente era. Provavelmente descobriu depois que foi embora. 

— Nossa, eu nunca imaginaria que a Hera já tinha feito parte do Departamento Extraordinário de Polícia. A Hera! Hoje, definitivamente, vocês não aceitariam ela de volta. — Lia comentou divertida, pois sabia o quão caótica ela podia ser. — Essa vampira e cientista que estava com a Hera, como ela se chamava? Você pode falar? 


Cristinne acompanhou dando uma risada timida e tomou um gole da própria água, antes de responder. 


— Se chama Megan Murlok. Essa dá trabalho até nos dias de hoje. Ela é tipo a minha baleia branca. — Cristinne respondeu direta, e notou as sobrancelhas de Lia arquearem ao ouvir o nome dela. — Você a conhece? 

— Não. Na verdade não… — Lia mentiu e tomou um gole do chá para disfarçar. Conhecia muito bem a Megan, ou melhor a Meg, mas se sentiu insegura em expor, diante do que Cristinne falou sobre ela.

—  Bom, sobre a Hera, talvez eu conheça muito pouco dela, na verdade. Hoje em dia principalmente. Mas, me conta, por que ela é idêntica a você? — Cristinne mudou de assunto, também curiosa. 

— Somos doppelgängers uma da outra. Idênticas fisicamente, mas sem qualquer ligação biológica ou familiar. Ainda assim, desde que nos conhecemos, nossa relação sempre foi mínima e restrita aos momentos em que precisamos resolver algo juntas, geralmente por termos amigas e conhecidas em comum. 

— Interessante, ainda não tinha visto um caso assim. — Cristinne comentou. 

— Não é algo que se vê todo dia mesmo. — Lia observou a mulher ajeitar uma mecha do cabelo. — Pelo que você me contou, você não está morando aqui há muito tempo, né? 

— Não. Tirei licença do trabalho e decidi mudar pra cá há uns seis meses. Na verdade, voltar. Eu morava aqui antes de entrar no D.E.P, há dezesseis anos. 

— Seis meses? Então você veio pra cá basicamente para engravidar. — Lia provocou, com um sorriso levemente malicioso. 

— Na verdade, foi literalmente isso. Meus óvulos estavam congelados numa clínica daqui. — Cristinne respondeu, divertida.

— Interessante, eu não tinha ideia de que a cidade era referência em obstetrícia no país até estar grávida. Você é casada? — Lia perguntou, de forma impulsiva e se interrompeu logo em seguida. — Desculpa Cristinne, eu tô te enchendo de perguntas, né? Tá parecendo entrevista do IBGE. 


Cristinne deu uma leve gargalhada. 


— Imagina, pode perguntar. Está sendo muito bom conversar com você. Para ser sincera, eu estava precisando distrair assim, voltar ao passado um pouco. Tenho andado presa no futuro, com medo de muita coisa. Estar grávida aumenta a pressão da vida, as vezes. — Cristinne fez uma pausa. — E não, não sou casada. Estou solteira. 

— Ah, sim! E também sei bem como é, estou quase sempre com a cabeça no futuro. —  Lia analisou Cristinne por alguns segundos. — Então, se eu continuar com as perguntas, tudo bem? 

—  Fique a vontade. O que mais você quer saber? A minha idade? 

— Sim, qual sua idade? 

— Tenho trinta e seis… E você? 

— Você quer saber a oficial ou a socialmente aceita?

— As duas.

— Se alguém perguntar, eu tenho 27... mas oficialmente? Algumas centenas. — Lia disse com um olhar direto.


Cristinne ficou em silêncio por um instante, absorvendo aquela informação com um sorriso.


— Desculpa a pergunta, Lia, mas... o que você é?

— Uma bruxa. — respondeu Lia, com naturalidade.

— Eu tinha certeza que você ia dizer isso. — Cristinne admitiu.

— O que me entregou? As runas tatuadas ou o meu charme irresistível? — Lia brincou, com um sorriso de canto. 


Cristinne riu.


— O que entregou você foi minha experiência com seres sobrenaturais, dá pra notar que você não é humana se observar bem e souber o que procurar, mas confesso que... você emana algo diferente, tipo a Hera. Você é o mesmo que ela? 

— Somos um tipo específico de bruxa… somos fênix. Tanto eu quanto ela. Nisso também somos iguais. — revelou Lia, com naturalidade, como se expusesse algo simples, mas que carregava um peso muito maior do que deixava transparecer.


A palavra pairou no ar. Cristinne estava curiosa.

— Fênix? Isso quer dizer que vocês... não morrem?

— Nós morremos, sim, mas renascemos. — Lia respondeu com um peso quase poético na voz. — É um ciclo.

— Nossa… — Cristinne ficou pensativa por um momento. — Você disse que tem centenas de anos... Como é isso? Quero dizer... Você está satisfeita em estar viva a tanto tempo? Não é desgastante? — Cristinne franziu levemente o cenho, visivelmente tomada por dúvidas, como se cada nova informação abrisse ainda mais perguntas do que respostas.


— Bom, como já vivi muitas vidas e todas são diferentes uma das outras, fica mais dificil de se tornar desgante, mas acontece. — Lia fez uma pausa. — Quando a gente renasce, pode ser algo rápido e sem efeitos colaterais, mas também acontece de esse retorno ser demorado, sabe? Anos até... Quanto mais demora, menos chances tem de retornar lembrando da vida anterior. Às vezes, nem existe mais um corpo pra voltar e existe a possibilidade de voltar literalmente uma criança... Inclusive, essa está sendo a minha vida mais longa e eu espero continuar nela por mais um bom tempo. — Lia completou, oferecendo mais detalhes do que realmente precisava. Havia algo inesperadamente confortável em conversar com Cristinne, mesmo após poucas horas desde que se conheceram, a sensação era de uma familiaridade antiga.


Cristinne a observou em silêncio e com atenção, absorvendo a profundidade daquelas palavras enquanto tentava dimensionar a complexidade da vida de alguém que acabara de conhecer.

Seguiram conversando por horas. Em algum momento, Cristinne percebeu que havia perdido a sessão de terapia e que precisaria remarcar. As duas riram da situação antes de pedirem a conta.

Ainda imersas na conversa, continuaram falando, agora um pouco mais sobre a vida de Cristinne, enquanto deixavam a cafeteria.


— Você se mudou para cá com alguém? — Lia perguntou.

— Não, vim para morar sozinha.

— Você está sozinha aqui? — Lia insistiu, surpresa.

— Eu não estou sozinha… Tenho dois gatos e um poodle. — respondeu Cristinne, rindo, com leveza.

— Realmente, quem tem dois gatos e um poodle não tem como estar sozinha. — devolveu Lia, descontraída.

— E você, tem algum pet?

— Não… mas tenho uma árvore. Sou mãe de planta.

— Sério? Que árvore? — perguntou Cristinne, agora genuinamente curiosa.

— Uma macieira… mas ela é diferente. Fica literalmente na minha sala. Quer ver uma foto? — perguntou Lia, já pegando o celular.

Cristinne observou a imagem, visivelmente encantada.

— Ela parece feita de ouro… — comentou, quase em um suspiro de admiração.

— Sim, na maior parte do tempo. — respondeu Lia com naturalidade. — Ela é ligada a mim e pode mudar de aparência dependendo de como eu me sinto.

— Mas dá pra comer ou é maciça? — perguntou Cristinne, cada vez mais intrigada.

— Na maioria das vezes, não… É que, como eu disse, a composição dela depende muito de como eu estou.

Cristinne assentiu, assimilando aos poucos, eram informações impressionantes demais, de uma só vez.

— Ela é de ouro mesmo ou só parece?

— É de ouro, sim.

— Poxa… você deve ser milionária, né? — Cristinne brincou, sorrindo.

— Modéstia à parte, sim… mas não por isso. — respondeu Lia, em tom leve, quase rindo.

— E já invadiram a sua casa ou te sequestraram pra te roubar? Essa árvore deve chamar atenção.

— Sim, mas também não por isso. — Lia repetiu. — Aconteceu principalmente por causa do meu trabalho na Wicca Enterprise. Eu sou uma das donas e fui co-diretora durante alguns anos.

— Wicca Enterprise? Já atendi alguns chamados vindos de vocês… Não lembro de ter te visto em nenhum tabloide. Só me recordo da outra sócia.

Elas se aproximaram de um banco próximo a uma fonte e se sentaram, dando continuidade à conversa.

— A Elisa. Eu estava lá, mas a Wicca é o império dela. Foi ela quem começou tudo e quem me deu espaço para trabalhar ao lado dela… na verdade, trabalhar pra ela. Com o tempo, essa parceria acabou se transformando em uma sociedade que deu muito certo. Quando percebemos, já tínhamos expandido a empresa a nível internacional e eu passei a ter 44% das ações, além de termos expandido nossa relação também. — relatou Lia, com entusiasmo contido, mas evidente.

— Entendi… então você e a Elisa são um casal? — Cristinne perguntou, direta.

— Sim, nós estamos noivas. — respondeu Lia. — Inclusive… foi assim que acabei grávida.

— Vocês já sabem se estão esperando uma menina ou um menino?

— Não… — Lia fez uma breve pausa antes de continuar. — Acho que estou adiando esse ultrassom mais do que deveria. Tenho a impressão de que saber vai tornar tudo… real demais — desabafou, com sinceridade.

— E vai mesmo… — Cristinne respondeu, em tom acolhedor. — Quando eu soube que estava grávida de gêmeos e que eu teria um menino e uma menina ao mesmo tempo, quase entrei em colapso. — Um leve sorriso surgiu em seguida. — Mas me diz… você tem alguma preferência?

— Nossa, eu também entraria em colapso se eu descobrisse que são dois! E correndo o risco de parecer uma senhora do século dezoito, eu vou te confessar que sim. Eu queria uma menina, a Elisa já tem dois filhos, dois meninos, e eu queria dar uma filha pra ela. — Lia respondeu um pouco constrangida.

— Não pareceu uma senhora do século dezoito, na verdade, é um sentimento super normal. Se você quiser eu posso te acompanhar nessa consulta, se precisar. — Cristinne parecia empolgada com a ideia.

— Obrigada mesmo, Cristinne, mas acho que isso é algo que eu tenho que fazer com a Elisa. — respondeu Lia, de forma sincera. 

— Claro, entendo perfeitamente.


Passaram o resto da tarde juntas. Descobriram que tinham a mesma obstetra, conversaram sobre nomes de bebês, paletas de cores, decoração de quarto e mais um monte de assunto relacionado aos bebês e a gravidez. 


Quando o fim da tarde começou a se insinuar no céu, tingindo tudo em tons mais suaves, Lia decidiu convidá-lá a estender o passeio, para que passassem mais um tempo juntas. 


— Quer jantar comigo hoje? Lá em casa? Assim você conhece a macieira de perto e quem sabe até a Elisa. 


Cristinne aceitou com um sorriso. 


— Estou livre hoje a noite, então por que não? Eu aceito.

 

Elas seguiram entre conversas cheias de cumplicidade. A gravidez das duas era algo que as ligou quase imediatamente, iniciando uma conexão que nenhuma das duas havia planejado e que parecia inevitável.

Fim do capítulo


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