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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 1329
Acessos: 56   |  Postado em: 24/03/2026

Capitulo 19 - Boneca de giz

Capítulo 19 - Boneca de giz

 

A luz era branca demais.

Rebeca abriu os olhos e não reconheceu o teto.

Fechou de novo.

Abriu.

Tudo vinha em pedaços.
Vozes. Passos. Um cheiro limpo demais.

Alguém encostou no braço dela.

— Rebeca? Consegue me ouvir?

Ela tentou responder.
A língua pesada.

— Ele…

A palavra ficou presa.

Tentou de novo.

— Ele é…

Um esforço pequeno.
Mas inteiro.

— Mau.

Silêncio.

Não um silêncio de hospital.
Outro.

Alguém trocou um olhar que ela não viu.

Durante o exame foram encontradas marcas que não combinavam com a queda.

— Essa marca aqui no braço…

— Tem outra na perna…

***

O plantão da emergência estava mais tranquilo do que o normal.

O médico plantonista terminou de examinar o Raio-X e colocou o filme de volta na mesa iluminada.

— Não é fratura. Só uma pancada forte — disse para a enfermeira. — Vai precisar de repouso por alguns dias.

Rebeca estava sentada na maca, os braços cruzados. A consciência voltando aos poucos. Débora permanecia ao lado, segurando a bolsa com as duas mãos.

O médico voltou a olhar para os hematomas no braço da menina.

Alguns estavam escurecidos.

Outros mais recentes.

Ele franziu a testa.

— Você caiu da bicicleta hoje?

— Caí — respondeu Rebeca rápido demais.

O médico não disse nada.

A enfermeira também havia notado.

Ela anotou alguma coisa no prontuário.

Depois que terminou o atendimento inicial, o médico fechou a ficha e olhou para o relógio.

— Vou pedir para o chefe da emergência dar uma olhada. Só para garantir.

A enfermeira assentiu.

Rebeca ficou em silêncio.

Débora também.

***

O médico responsável pela emergência entrou na sala.

Era um homem mais velho, com cabelo grisalho e olhar atento.

Ele pegou o prontuário antes mesmo de olhar para a paciente.

Folheou duas páginas.

Parou.

Leu novamente o nome.

Rebeca Moretti.

Os olhos se levantaram.

— Moretti?

Débora respondeu:

— Sim.

— Filha do pastor Moisés Moretti?

Débora hesitou um segundo.

— É.

O médico ficou alguns segundos em silêncio.

Então voltou a olhar para o prontuário.

A anotação da enfermeira estava ali:

Hematomas em regiões não compatíveis com queda.

Ele passou o polegar sobre a linha.

Ficou parado.

Depois pegou a caneta.

Riscou a frase.

Escreveu logo abaixo:

Paciente relata queda de bicicleta.

Fechou o prontuário.

— Vamos deixá-la em observação por algumas horas.

O médico plantonista franziu levemente a testa.

— Observação?

— Sim. — respondeu o chefe da emergência com calma. — Melhor evitar o movimento da sala principal.

Ele olhou para a enfermeira.

— Prepare um quarto.

— Um quarto?

— Particular.

A enfermeira entendeu.

— Certo, doutor.

***

O lugar era silencioso.

Bem diferente da emergência.

Uma única enfermeira ficou responsável pela observação.

Rebeca estava deitada, olhando para o teto.

Débora sentou ao lado da cama.

Nenhuma das duas falava.

A enfermeira verificou os sinais e anotou algo.

Antes de sair, olhou discretamente para os braços da menina.

Depois desviou os olhos.

***

O médico chefe voltou.

Fechou o prontuário.

— Ela pode receber alta.

Débora assentiu.

— Obrigada, doutor.

Ele não respondeu imediatamente.

Pegou o telefone da mesa.

Discou um número.

Esperou.

— Pastor Moisés?
— Sim… aqui é o doutor Santoro, do hospital.

Pausa.

— Sua filha está bem. Pode vir buscá-la.

Moisés entrou no hospital com passos firmes.

Cumprimentou o médico com um aperto de mão breve.

— Agradeço o cuidado com minha filha.

— Ela está bem — respondeu o médico.

Os dois caminharam alguns passos pelo corredor.

O médico falou baixo.

— Pastor…

Moisés parou.

— Sim?

O médico sustentou o olhar por um instante.

— Seja mais cauteloso.

Silêncio.

— Algumas marcas são difíceis de explicar para quem não entende a necessidade de correção.

O corredor ficou quieto.

— Não podemos permitir que algo assim manche a reputação da igreja.

Moisés não respondeu.

Apenas assentiu.

— Agradeço sua discrição, doutor.

O médico fez um gesto breve com a cabeça.

— Boa noite, pastor.

Quando Moisés entrou, Rebeca já estava sentada na cama.

Ela levantou os olhos.

Por um momento pareceu menor do que nunca.

— Vamos.

Rebeca se levantou devagar.

Nenhum dos dois disse mais nada.

E, quando saíram do hospital, o prontuário que ficara sobre a mesa dizia apenas:

Acidente de bicicleta.

***

Rebeca entrou em casa apoiada mais do que gostaria.

O corpo pesado.

A cabeça ainda lenta.

Débora apareceu antes de qualquer pergunta.

— Vem.

Sem alarde.

Só conduziu.

Um braço firme nas costas, outro segurando a mão dela como se fosse algo simples.

— Você precisa deitar.

Rebeca não discutiu.

O quarto estava do mesmo jeito.

Mas não parecia.

Débora ajeitou o travesseiro.

Puxou o lençol.

Sentou na beirada da cama por um segundo a mais do que o necessário.

— Tá com fome?

Rebeca fez que não com a cabeça.

Débora ignorou.

— Eu vou trazer alguma coisa leve.

Levantou.

Parou na porta.

— Se precisar, chama.

Saiu.

Moisés não entrou.

A voz veio do corredor.

— Já foi resolvido?

Débora respondeu algo baixo.

Não deu pra ouvir.

Silêncio.

Depois:

— Eu vou abrir o mercado.

Como se nada tivesse acontecido.

A porta da frente fechou.

A casa ficou diferente.

Mais vazia.

Mais segura.

O tempo passou sem forma.

Rebeca não dormia.

Mas também não estava acordada.

Só… parada.

***

Um leve som na janela.

Quase nada.

Rebeca virou o rosto devagar.

Janis.

Ela entrou como sempre.

Ágil.
Silenciosa.
Como se aquilo fosse um caminho oficial.

— Como está o meu esquilinho fofo? — começou sussurrando, com um meio sorriso.

Parou.

No meio da frase.

O olhar dela mudou antes do corpo.

Desceu.

Parou.

Voltou.

Fixou.

— O que é isso?

Baixo.

Sem ironia.

Sem brincadeira.

Rebeca puxou o lençol.

Tarde demais.

Janis deu um passo pra perto.

Depois outro.

Devagar.

Como se qualquer movimento errado pudesse piorar aquilo.

— Isso não é da queda.

Não era pergunta.

Rebeca não respondeu.

Não tinha resposta pronta.

Silêncio.

Pesado.

Janis engoliu seco.

Os olhos ainda ali.

Tentando entender.

Não entendendo.

Ela recuou.

Um passo.

Depois outro.

— Eu…

Parou.

Pela primeira vez… sem saber o que dizer.

Olhou pra janela.

Depois pra Rebeca.

— Eu volto depois.

Mas não parecia promessa.

Parecia fuga.

E saiu.

Do mesmo jeito que entrou.

Rápido.

Silencioso.

Mas não leve.

Rebeca ficou olhando a janela.

Aberta.

E, pela primeira vez…

aquilo não parecia liberdade.

***

Janis não sabia pra onde ir. Só não podia ficar ali.

Andou sem direção por alguns minutos.

As ruas vazias.

O sol descendo.

Foi então que viu.

Uma amarelinha riscada no chão.

Mal feita.

Torta.

Alguns pedaços de giz espalhados ao lado.

Ela parou.

Olhou.

Depois se abaixou.

Pegou um dos pedaços.

Sentou na calçada.

Ficou alguns segundos sem fazer nada.

Só segurando o giz.

Então começou.

Traços simples.

Um círculo.

Outro.

Linhas tortas.

Braços.

Pernas.

Não era uma criança.

Não era exatamente uma boneca.

Mas parecia.

Ela acrescentou pontos.

Costuras.

Uma linha no meio do corpo.

Outra no braço.

Outra na perna.

Mais uma.

Mais uma.

Até ficar claro demais.

Janis parou.

O giz ainda na mão.

O desenho no chão.

Aberto.

Exposto.

Como se alguém tivesse sido desmontado…

e remontado às pressas.

Já era noite quando Ester finalmente a encontrou. Ela se aproximou devagar:

— O que você tá fazendo?

Janis não responde de imediato.

— Nada.

Ester olha.

Entende.

— Quem é ela?

Janis dá de ombros.

— Ninguém.

Ester observa as costuras.

— Parece que tentaram juntar os pedaços.

Janis não responde.

Ester continua:

— Às vezes a gente precisa saber onde estão os rasgos antes de consertar.

Então...

Uma gota.

Depois outra.

Uma garoa fina começa a cair.

O giz começou a borrar.

Devagar.

As linhas perderam forma.

As costuras sumiram primeiro.

Depois o contorno.

Depois o rosto.

Janis ficou olhando.

Sem se mover.

Ester colocou a mão no ombro dela.

— Vem.

Janis demorou um segundo.

Depois levantou.

Quando deram o primeiro passo, a boneca já não era mais inteira.

Só manchas.

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 19 - Capitulo 19 - Boneca de giz:
menteincerta
menteincerta

Em: 16/04/2026

Médico fdp


Elin Varen

Elin Varen Em: 16/04/2026 Autora da história
Essa cena realmente dá muita revolta…

Infelizmente, esse tipo de omissão também faz parte da realidade — e acaba sendo tão doloroso quanto o que já está acontecendo.

Obrigada por ler e por se envolver tanto com a história


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