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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

Ver comentários: 1

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Palavras: 1440
Acessos: 67   |  Postado em: 23/03/2026

Capitulo 18 - Quando o chão volta

Capítulo 18 - Quando o chão volta

 

A aula ainda estava acontecendo.

Pelo menos era o que parecia.

Rebeca estava sentada.

Postura correta.

Caderno aberto.

Caneta na mão.

Mas não estava ali.

As pernas balançavam de leve debaixo da carteira.

Num ritmo constante.

Inquieto.

Os olhos não estavam no quadro.

Nem no professor.

Estavam no relógio.

Segundos.

Mais alguns.

Mais.

Ela olhou de novo.

E de novo.

Como se, olhando o suficiente, pudesse fazer o tempo andar mais rápido.

A caneta girou entre os dedos.

Parou.

Voltou.

O corpo inteiro atento.

Mas não à aula.

Ao sinal.

Quando ele finalmente veio, foi imediato.

A cadeira arrastou.

O caderno fechou.

A mochila foi puxada com pressa.

Rebeca já estava de pé antes de metade da sala reagir.

Saiu.

Sem olhar para trás.

No corredor, o passo virou quase corrida.

No pátio, a bicicleta estava ali.

Encostada.

Esperando.

Ela largou a mochila no banco mais próximo.

Subiu.

Ajustou o guidão.

Respirou.

E sorriu sozinha.

Janis apareceu alguns segundos depois.

Mais calma.

Mais atrasada.

Parou.

Observou.

A cena inteira.

Soltou um ar pelo nariz.

— Perdi meu esquilinho pra uma bicicleta.

Rebeca virou o rosto.

— Vamos logo!

— Eu precisava guardar meu material, sabia?

— Você é lenta demais.

Janis se aproximou.

Olhou para a bicicleta.

Depois para ela.

— Tá se achando.

— Sobe logo.

— Nem “por favor”?

— Não.

Janis riu baixo.

Deu a volta.

Se sentou no banco de trás.

Ajustou os pés.

E passou os braços ao redor da cintura dela.

— Vai com calma.

Rebeca nem respondeu.

Só pedalou.

— Não confia em mim?

— Confio.

Pausa.

— Só não confio nos outros.

Rebeca riu.

E pedalou.

No começo, foi devagar.

Não por medo.

Mas por escolha.

Ela já sabia o que estava fazendo.

O equilíbrio vinha mais fácil agora.

As mãos firmes.

O corpo acompanhando o movimento sem rigidez.

A bicicleta respondia.

Janis atrás, sentia o ritmo.

Sentia quando Rebeca acelerava um pouco mais.

Quando freava antes de precisar.

Quando olhava para os lados com atenção.

— Olha só…

— O quê?

— Nada.

Pausa.

— Só estava pensando que o esquilinho aprendeu rápido.

Rebeca ficou vermelha.

— Não me chama assim na rua.

— Então pedala melhor e eu finjo que não te conheço.

Ela riu.

E acelerou só um pouco mais.

As duas foram assim até a padaria.

Quando chegaram, Rebeca freou com cuidado.

Desceu.

Janis pulou do banco de trás.

Olhou para ela por um segundo.

Como quem mede.

— Você está bem.

Não era pergunta.

Rebeca deu de ombros.

— Eu sei.

Janis pegou a mochila.

— Eu saio só no fim da tarde.

— Eu sei.

— Vai fazer o quê até lá?

Rebeca olhou para a rua.

— Andar.

— Sozinha?

— Agora eu consigo.

Silêncio curto.

Janis se aproximou.

Arrumou um fio de cabelo atrás da orelha dela.

— Não vai muito longe.

— Não vou.

— E presta atenção nas esquinas.

— Sim, senhora.

Janis inclinou a cabeça.

— E se você resolver virar um esquilinho fofo com excesso de cafeína...

— Janis.

— Tá bom!

Ela sorriu.

— Só volta inteira.

Rebeca sustentou o olhar.

— Eu volto.

Janis entrou.

Rebeca ficou alguns segundos parada.

A mão no guidão.

Sentindo.

Depois subiu de novo.

E foi.

No começo, sem pressa.

Uma rua.

Depois outra.

Uma praça.

Um mercado.

A cidade parecia menor.

Mais aberta.

Como se tivesse sempre sido assim.

Só não tinha sido para ela.

Foi só quando passou perto da quadra que ouviu as vozes.

— Olha quem apareceu!

Estevão.

Tiago virou.

— Ih. Agora complicou.

Ana cruzou os braços.

— Você tá se achando.

Rebeca freou perto deles.

— Eu vim ver se vocês continuam ruins sem plateia.

— A bicicleta subiu pra cabeça dela — disse Tiago.

Estevão deu a volta nela.

Observando.

— Então é verdade.

— O quê?

— Que você sabe mesmo andar.

Rebeca ergueu o queixo.

— Sei.

Ele apontou para a rua.

Uma descida leve.

Depois reta.

Depois a esquina.

— Corrida.

Ana bufou.

— Vocês têm cinco anos?

— Seis — disse Tiago.

Rebeca olhou a rua.

Depois voltou para Estevão.

— Se eu ganhar?

— Você ganha o direito de encher o saco da gente.

— E se eu perder?

— A gente ri.

Rebeca colocou um pé no chão.

— Tá.

— Um… — começou Tiago.

Ela firmou as mãos no guidão.

— Dois…

O coração respondeu antes.

— Três!

Ela foi.

***

A descida veio rápido.

Mais rápido do que no sábado.

Mas agora ela sabia.

O corpo acompanhou.

A bicicleta respondeu.

O vento bateu no rosto.

Nos olhos.

No peito.

Ela ouviu as vozes atrás.

Mas não olhou.

Pedalou.

Mais.

Mais.

Quando chegou na parte reta, já estava na frente.

Sentiu isso.

Sem precisar confirmar.

E então…

aquilo voltou.

Não igual.

Mas perto.

A sensação.

O impulso.

A ideia de que talvez desse.

Talvez desse mesmo.

Ela inclinou o corpo.

Acelerou.

Sentiu como se tivesse ganhado asas outra vez.

E foi então que a rua deixou de ser só uma rua

 

***

Moisés vinha pela rua.

A pé.

Ritmo constante.

Sem pressa.

Pensando no almoço, no horário, nas pequenas ordens do dia que precisavam ser mantidas.

Virou a esquina.

E viu.

Primeiro o barulho.

Risos.

Passos correndo no asfalto.

Depois o movimento.

E então ela.

Rebeca.

Na bicicleta.

Não como ele conhecia.

Não contida.

Não correta.

De pé nos pedais.

O corpo inclinado para frente.

O cabelo solto, levado pelo vento.

A saia subindo um pouco a cada impulso.

Sem cuidado.

Sem contenção.

Ao lado dela, Tiago e Estevão corriam.

Rindo.

Gritando.

Juventude.

Exposição.

Descontrole.

Moisés parou.

Não precisou pensar muito.

A cena já estava formada.

E, para ele, era clara.

Confirmação.

Desvio.

Falta de direção.

Moisés chamou:

— Rebeca!

A voz saiu firme.

Direta.

E chegou ao destino.

***

Rebeca ouviu.

No meio do vento.

No meio da corrida.

No meio do riso.

O nome.

O corpo respondeu antes da mente.

Travou.

O pé perdeu o ritmo.

As mãos apertaram o guidão.

Tarde.

A roda dianteira desviou.

A bicicleta inclinou.

O chão veio rápido demais.

O impacto foi seco.

Metal.

Asfalto.

Pele.

Depois silêncio.

Curto.

Violento.

***

Tiago parou primeiro.

Estevão logo atrás.

O riso morreu no meio.

— Rebeca!

Ela puxou o ar.

Com dificuldade.

A bicicleta caiu alguns metros à frente.

Ainda vibrando.

Como se não soubesse que tinha acabado.


Moisés se aproximou.

Devagar.

Sem pressa.

Como se estivesse apenas caminhando até algo inevitável.

Parou ao lado dela.

Olhou.

De cima.

A filha no chão.

Os joelhos ralados.

A mão aberta contra o asfalto.

A respiração irregular.

Mas não era aquilo que ele via.

Era o antes.

A cena.

O que ela tinha se permitido ser.

— Levanta.

A voz saiu baixa.

Controlada.

Rebeca tentou.

O braço falhou.

Ele segurou.

Forte.

Sem perguntar.

— O que você estava fazendo?

Ninguém respondeu.

Nem ela.

Nem os outros.

Porque, para ele, a resposta já estava dada.

Estevão já estava correndo.

Para longe.

Para a padaria.

 

***

Janis estava no balcão quando a porta abriu com força.

— Janis!

Ela olhou na hora.

— O que foi?

— A Rebeca caiu.

O mundo parou.

— Onde?

— Perto da quadra.

— Como?

— O pai dela apareceu.

Janis não ouviu mais nada.

Saiu.

Correndo.

Virou a esquina.

Depois outra.

Viu primeiro a bicicleta.

No chão.

Torta.

A roda girando devagar.

Parou.

Só um segundo.

Foi então que viu o anel.

Na sarjeta.

Pequeno.

Sozinho.

Ela se abaixou.

Pegou.

Fechou a mão.

Olhou em volta.

Tarde.

Virou.

E correu.

— Mãe!

Ester apareceu.

Janis abriu a mão.

Mostrou o anel.

— A Rebeca caiu.

Olhou.

Não perguntou muito.

Ester entendeu.

— Vamos.

***

 

Débora estava ajoelhada ao lado de Rebeca.

Gelo enrolado num pano.

Mãos tremendo.

Rebeca no sofá.

O rosto branco demais.

E Moisés?

Sentado à mesa.

Comendo.

Talheres fazendo barulho normal.

***

Ester atravessou a rua.

Olhar firme.

Não pediu permissão.

Entrou na casa de Moisés.

Avaliou a cena.

Rebeca pálida.

Débora trêmula.

Moisés sentado à mesa, mastigando devagar.

Como se fosse apenas mais um almoço.

Ester olhou para ele.

Por um longo tempo.

— Ela precisa de hospital. – falou.

— Não é necessário.

— Não é uma opinião.

Foi afirmação.

Débora ergueu os olhos.

Ali não havia medo.

Havia decisão.

— Eu dou uma carona — disse Ester.

Moisés não respondeu.

Porque responder significaria admitir que algo havia saído do controle.

Débora ajudou Rebeca a levantar.

Janis segurou do outro lado.

As três saíram.

Moisés permaneceu à mesa.

Com o prato ainda pela metade.

Como se nada tivesse saído do lugar.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 18 - Capitulo 18 - Quando o chão volta:
menteincerta
menteincerta

Em: 16/04/2026

É um satanás mesmo esse Moisés.


Elin Varen

Elin Varen Em: 16/04/2026 Autora da história
O Moisés realmente não facilita…

Mas tem coisas ali que ainda vão ficando mais claras conforme a história avança.
Obrigada por acompanhar


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