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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 1074
Acessos: 63   |  Postado em: 22/03/2026

Capitulo 17 - O peso das asas

Capítulo 17 – O peso das asas

 

Tempo presente

A primeira nota saiu limpa.

Depois outra.

E outra.

O som preencheu o auditório como se já estivesse ali antes dela chegar.

Rebeca não olhava para o público.

Nunca olhava.

Os olhos fixos nas teclas.

Os dedos firmes.

O corpo inteiro alinhado à música.

Cada movimento preciso.

Cada pausa calculada.

Cada respiração no tempo certo.

Controle.

Era isso que todos viam.

Nas primeiras fileiras, o público assistia em silêncio absoluto.

Alguns inclinados para frente.

Outros com os olhos fechados.

Cativados.

Na primeira fileira, Janis não desviava o olhar.

Havia orgulho ali.

Mas não só isso.

Havia memória.

Ela conhecia aquela música.

Não a melodia.

A pessoa.

Sabia exatamente o que custava aquele controle.

A última nota veio suave.

Sustentada.

E então silêncio.

Por um segundo inteiro.

Como se ninguém ousasse interromper.

Depois, o aplauso.

De pé.

Rebeca se levantou.

Inclinou levemente a cabeça.

Agradeceu.

E saiu.

Sem pressa.

Sem sorriso.

Como sempre.

O camarim era silencioso demais.

A equipe falava do lado de fora.

A empresária organizava horários, entrevistas, próximos compromissos.

Rebeca não prestava atenção.

Sentou-se diante do espelho.

As luzes fortes revelavam cada detalhe da maquiagem impecável.

Cada linha.

Cada camada.

Ela abriu a bolsa.

Retirou o caderno.

Velho.

Gasto.

As bordas levemente amassadas.

Passou o dedo pela capa por um segundo.

Abriu.

Folheou sem pressa.

Parou.

Leu.

Uma vez.

Depois de novo.

"Hoje eu senti como se tivesse criado asas."

O coração respondeu primeiro.

Um impacto seco.

Depois acelerou.

As mãos vieram em seguida.

Um leve tremor.

O ar encurtou.

O camarim diminuiu.

As luzes pareceram fortes demais.

O som do lado de fora ficou distante.

Rebeca fechou o caderno.

Respirou.

Tentou.

Não conseguiu.

Se levantou.

Começou a andar.

Uma vez.

Duas.

Três.

A empresária apareceu na porta.

Parou.

Observou.

— Não.

Disse baixo.

Virou-se para a equipe.

— Cancelado. Sem imprensa hoje.

— Mas...

— Eu disse sem imprensa.

Pausa.

— Reagendamos.

A porta fechou.

Rebeca continuava andando.

Rápido demais.

Pensando rápido demais.

Sentindo rápido demais.

A empresária pegou o celular e ligou.

— Rebeca entrou no modo turbina.

Janis entrou sem bater.

Olhou a cena.

Respirou fundo.

— Ei.

Rebeca não parou.

— Eu tô bem.

— Tá nada.

Silêncio curto.

— Tá parecendo um esquilo com excesso de cafeína.

Rebeca soltou uma risada curta.

Que não durou.

— Meu esquilinho com excesso de cafeína.

Parou.

— Não me chama assim. – Rebeca falou com um sorriso.

Passou a mão no rosto.

— Eu ganhei asas naquele dia.

— Eu sei.

Pausa.

Janis se aproximou devagar.

Sem tocar ainda.

— Respira.

Rebeca fechou os olhos.

Tentou acompanhar.

Uma vez.

Duas.

O corpo ainda acelerado.

Mas começando a ceder.

— Vamos sair daqui.

Rebeca assentiu.

Sem discutir.

Ela retirou os brincos.

Limpou o excesso de maquiagem com pressa.

Trocou o vestido por roupas simples.

Cabelo preso de qualquer jeito.

O reflexo no espelho mudou.

Mais leve.

Mais real.

Pegou o caderno.

Guardou.

Janis abriu a porta.

O corredor estava vazio.

Elas saíram sem serem vistas.

No estacionamento, a moto esperava.

Preta.

Simples.

Firme.

Rebeca parou diante dela por um segundo.

Um quase sorriso.

Janis entregou o capacete.

— Hoje eu dirijo.

— Ainda bem.

Subiram.

O motor ligou.

E partiram.

***

O motor vibrou sob elas.

A cidade começou a se mover ao redor.

Rápida.

Alta.

Luminosa demais.

Rebeca se segurou na cintura de Janis.

Firme no começo.

Quase tensa.

E então os dedos começaram.

Leves.

Rápidos.

Desordenados.

Batendo contra o tórax de Janis por baixo da jaqueta.

Como se ainda estivesse no palco.

Como se a música não tivesse terminado.

Notas soltas.

Sem pausa.

Sem ritmo definido.

Janis não disse nada.

Não tentou parar.

Não diminuiu a velocidade.

Só seguiu.

Constante.

Estável.

Como quem segura o mundo no lugar.

O vento passou mais forte.

O barulho da rua engoliu o resto.

E, aos poucos…

os dedos mudaram.

Primeiro desaceleraram.

Depois encontraram um padrão.

Mais simples.

Mais espaçado.

Até que…

pararam.

Ficaram ali.

Apenas encostados.

A palma aberta contra o peito de Janis.

Quente.

Presente.

Sem pressa.

Sem fuga.

Rebeca apoiou o corpo nas costas dela.

E, pela primeira vez desde o camarim…

o corpo inteiro cedeu.

***

Janis desligou a moto.

Olhou para ela.

— Consegue?

Rebeca respirou fundo.

— Consigo.

O restaurante estava cheio.

Luzes quentes.

Barulho de talheres.

Conversas cruzadas.

Na mesa, todos já estavam.

Débora levantou os olhos primeiro.

E ali ficou.

Por um segundo a mais do que deveria.

Miriam sorriu.

Augusto acenou com a cabeça.

Ester cruzou os braços.

Observando.

Júnior abriu um sorriso largo.

— Olha quem resolveu aparecer.

Rebeca sorriu.

Dessa vez de verdade.

— Desculpem o atraso.

— Ah, claro. Famosa.

— Quase isso.

Ela se aproximou.

E, antes de se sentar, abraçou Débora.

Forte.

Sem pressa.

Débora respondeu.

Com o mesmo cuidado.

Como quem ainda mede.

Mas já não recua.

Sentaram-se.

A conversa veio aos poucos.

Leve.

Espalhada.

Alguém comentou da apresentação.

Outro da comida.

Júnior fez uma piada ruim.

Ester revirou os olhos.

Miriam observava.

Como sempre.

Guardando mais do que dizia.

Quando a comida chegou, Rebeca abriu a bolsa.

Retirou alguns envelopes.

Colocou sobre a mesa.

— Eu trouxe uma coisa.

Olhares se voltaram.

Ela distribuiu.

Um para cada.

Miriam abriu primeiro.

Leu.

Parou.

Sorriu.

Augusto olhou por cima do ombro.

Depois pegou o próprio.

Débora demorou um segundo antes de abrir.

Leu devagar.

Como se cada palavra precisasse assentar.

Ester abriu o dela com pressa.

— Ora, ora…

Levantou os olhos.

Olhou para Janis.

— Finalmente...

Janis deu de ombros.

— Antes tarde do que nunca.

Júnior abriu o dele.

— E eu nem fui chamado pra opinar? – brincou.

— Você pode pagar pelo meu dia de noiva — Rebeca respondeu.

— Ah, então vocês estão perdoadas.

Risos leves.

Espalhados.

Naturais.

Mas, por baixo, algo maior.

Algo que todos sentiam.

Mesmo sem dizer.

Mais tarde, quando a conversa se dispersou em pequenos grupos, Rebeca se aproximou de Débora novamente.

Mais quieta.

Mais séria.

— Mãe…

Débora levantou os olhos.

— Se a gente convidar ele…

Pausa.

— Você ficaria triste?

O silêncio não foi imediato.

Mas veio.

Suave.

Pesado.

Débora não respondeu na hora.

Apenas olhou para a filha.

De verdade.

Como quem vê tudo o que aconteceu.

E tudo o que ainda ecoa.

E, em algum lugar muito mais atrás no tempo…

uma menina segurava um guidão pela primeira vez.

E descobria que também podia voar.

 

 

Fim do capítulo


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