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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 1701
Acessos: 63   |  Postado em: 19/03/2026

Capitulo 15 - Quando a dor muda de lugar

Capítulo 15 - Quando a dor muda de lugar

 

Janis recuou um passo para que ela pudesse passar.

— Eu preciso falar com você.

— Eu imaginei.

Pausa.

— É sobre a Rebeca.

Rute assentiu.

Respirou fundo.

— Ela disse que vai embora.

— Eu sei.

— Com você.

— Eu sei.

Aquilo não acalmou.

— Não é só isso.

A voz de Rute falhou um pouco.

— Ele… mudou.

Janis inclinou a cabeça.

— Como?

Rute hesitou.

Mas não suavizou.

— Ele não está mais focando só nela.

Silêncio.

— Ele está usando a minha mãe.

O ar mudou.

— Como assim? — Janis perguntou.

— Hoje ele...

Pausa.

— Puniu ela! Como costumava fazer com a Rebeca.

Janis não respondeu.

Mas o maxilar travou.

— Ela se levantou da mesa de jantar — continuou Rute. — Foi pra cozinha… e ficou lá.

Silêncio.

— E ele continuou como se fosse normal.

Agora não havia dúvida.

Isso não era mais só sobre a Rebeca.

— Ele não pode fazer isso — Janis disse.

— Ele pode — respondeu Rute.

Baixo.

Direto.

— E faz.

Foi nesse momento que a voz veio da cozinha:

— E vai continuar fazendo.

Ester apareceu no batente.

Braços cruzados.

Olhar firme.

— Se ninguém parar.

As duas olharam para ela.

— Isso não é castigo — continuou Ester. — Isso é controle.

Pausa.

— E agora ele expandiu.

Rute respirou fundo.

— Eu achei que era só com a Rebeca.

— Nunca é só com uma pessoa — disse Ester.

Silêncio.

Janis passou a mão pelo cabelo.

— Então a gente tira a Rebeca de lá.

— E deixa a Débora? — Ester cortou.

O silêncio veio mais pesado dessa vez.

Janis travou.

Rute também.

— Tá vendo? — Ester continuou, mais calma. — Não é mais simples.

Pausa.

— Não é mais só fuga.

Agora era outra coisa.

Mais difícil.

— E o que a gente faz? — Rute perguntou.

Ester cruzou os braços.

Pensou por um segundo.

— A gente não tira a Rebeca disso à força.

Pausa.

— A gente muda o foco.

Rute franziu a testa.

— Como?

Ester olhou direto para Janis.

— A gente arruma algo que seja mais interessante.

Silêncio.

— Do que esse jogo de poder com ele.

A frase ficou no ar.

Janis não respondeu de imediato.

Mas entendeu.

Rute ainda parecia perdida.

— Tipo o quê?

Pausa.

Janis levantou o olhar.

E dessa vez não teve dúvida.

— Eu sei.

— Janis! — Ester gritou.

Mas ela já tinha saído.

 

***

A padaria estava quase fechando.

As luzes já estavam sendo apagadas.

Janis entrou antes que a porta fechasse completamente.

— Ô!

O dono virou.

— Já fechamos!

— Eu preciso falar com você.

Ele suspirou.

— Amanhã.

— Não dá.

Ela apontou.

A bicicleta ainda estava encostada na parede.

— Eu preciso daquela bicicleta.

O homem olhou por cima dos óculos.

— Precisa ou quer?

— Preciso.

Pausa.

— Não tenho dinheiro agora.

Ele já ia negar.

— É pra Rebeca.

Ele franziu a testa.

— Qual Rebeca? A filha do pastor?

Janis assentiu.

O homem ficou em silêncio por um tempo.

Ele olhou para a bicicleta.

Depois para ela.

— E você vai pagar como?

Janis sorriu de lado.

— Eu posso trabalhar.

Silêncio.

— Trabalhar de verdade.

— Por quanto tempo?

— O tempo que precisar. Mas, eu vou folgar aos domingos.

— Horário?

— Depois da escola.

Ela não hesitou.

— Fechado.

Ele olhou para ela por alguns segundos.

Avaliando.

— Você não vai desistir no terceiro dia?

— Não.

Pausa.

— Nem no quinto?

— Não.

Ele respirou fundo.

— Tá.

Apontou a bicicleta.

— Mas... se você não cumprir sua parte no acordo ela volta pra cá...

— Trato feito.

Janis empurrou a bicicleta para fora.

E saiu.

O peso do que ela tinha acabado de fazer só chegou quando dobrou a esquina.

Quando voltou, a casa estava silenciosa.

Rute já não estava mais lá.

Mas Ester estava.

Sentada.

Esperando.

— Você quer me explicar? — perguntou.

Janis encostou a bicicleta na parede.

— Depois.

Ester estreitou os olhos.

— Engraçadinha.

Janis deu de ombros.

— Funcional.

Ester olhou para a bicicleta.

Depois para ela.

— Isso é pra ela?

Janis não respondeu.

Não precisava.

Ester assentiu devagar.

— Certo.

Silêncio.

— Então você decidiu entrar nisso de verdade.

Janis apoiou a mão no guidão.

— Eu nunca estive fora.

Ester levantou.

— Só não esquece de uma coisa.

Janis olhou.

— Você não está lidando só com um pai ruim.

Pausa.

— Você está lidando com um homem que acha que está certo.

O peso da frase ficou.

Mas Janis não recuou.

***

 

Rute voltou para casa do pai.

A luz da sala ainda estava acesa.

Moisés estava sentado.

A Bíblia aberta.

Como sempre.

— Onde você estava?

— Fui correndo em casa.

Pausa.

— Achei que tinha deixado uma panela no fogo.

Silêncio.

Moisés levantou os olhos.

— Foi?

— Fui.

Ela não desviou.

— E?

— Não tinha.

Pausa.

— Melhor conferir do que incendiar a casa.

Moisés não respondeu.

Só virou a página.

Débora lavava a louça.

Em silêncio.

Josué estava encostado na parede.

Com a expressão de quem queria estar em qualquer outro lugar.

— O jantar acabou.

— Eu sei.

— Então vá descansar.

Rute assentiu.

Ela e Josué saíram para a rua.

Sem olhar para trás.

Mais tarde, quando já estava no quarto, se preparando para dormir, o celular vibrou.

Uma mensagem.

Miriam:

“Pensei em você hoje. Está tudo bem?”

Rute ficou olhando para a tela.

Por um tempo.

Longo demais.

Digitou.

Apagou.

Digitou de novo.

Apagou.

Respirou fundo.

E ligou.

Chamou.

Chamou.

— Rute?

A voz veio calma.

— Aconteceu alguma coisa?

Rute fechou os olhos.

E, dessa vez, não tentou segurar.

— Nós precisamos de ajuda.

Silêncio do outro lado.

Curto.

Firme.

— Me conta.

E foi ali…

que a história deixou de ser só da Rebeca.

***

A casa estava silenciosa quando Miriam chegou.

Augusto estava na sala, com os óculos baixos no nariz e um livro aberto no colo.

Ele levantou os olhos.

— Demorou.

Miriam não respondeu de imediato.

Tirou a bolsa do ombro.

Sentou.

— A Rute me ligou.

Isso já foi suficiente.

Augusto fechou o livro.

— E?

Pausa.

Miriam olhou para as mãos.

— Está piorando.

Silêncio.

— Ele não está mais tentando esconder.

Augusto respirou fundo.

— E a mãe?

— Aguentando.

Pausa.

— Do jeito que dá.

O ventilador girava devagar no canto da sala.

— E a menina? — ele perguntou.

Miriam levantou os olhos.

— A mais nova?

— É.

Pausa.

— Não está mais aceitando.

Augusto assentiu devagar.

Como quem já esperava.

Silêncio.

Miriam apoiou os cotovelos nos joelhos.

— Eu fiquei pensando…

Parou.

— A gente não pôde fazer nada pela mais velha.

O nome não veio.

Mas estava ali.

Entre eles.

— Não.

— Mas talvez…

Ela respirou fundo.

— Talvez ainda dê pra fazer alguma coisa pela mais nova.

Augusto não respondeu de imediato.

Olhou para o chão.

Depois para ela.

 

— Você está falando de trazer ela pra cá?

Miriam sustentou o olhar.

— Estou.

Silêncio.

Mais longo agora.

— Você sabe o que isso significa — ele disse.

— Sei.

— Não é só uma decisão de família.

— Eu sei.

— Isso mexe com a igreja.

— Eu sei.

Pausa.

— E com ele.

Agora ela não desviou.

— Eu sei.

Silêncio.

Augusto passou a mão no rosto.

— E você acha que ela aceitaria?

Miriam pensou um segundo.

— Acho que ela está esperando alguém oferecer.

Aquilo ficou no ar.

Pesado.

Real.

Augusto encostou as costas no sofá.

Olhou para o teto.

— E se a gente estiver errado?

Miriam respondeu sem hesitar:

— E se a gente não estiver?

Silêncio.

Mais um.

Ele soltou o ar devagar.

— Então a gente não pode demorar.

Miriam assentiu.

— Não.

***

O telefone tocou na cozinha.

Débora olhou para o relógio antes de atender.

Era cedo demais.

— Alô?

— Débora?

Ela reconheceu na hora.

— Miriam.

Pausa.

— Está tudo bem?

Débora olhou para a porta.

Fechada.

A casa quieta.

— Está.

Silêncio curto.

— Ele não está em casa?

A pergunta veio baixa.

Cuidadosa.

— Não.

Mais silêncio.

Miriam respirou do outro lado.

— A Rute me ligou.

Débora fechou os olhos por um segundo.

Só um.

— Eu imaginei.

O som de água correndo ao fundo.

— Eu não vou perguntar o que está acontecendo — disse Miriam.

— Eu acho que já sei o suficiente.

Débora não respondeu.

— Mas eu preciso te perguntar uma coisa.

Pausa.

— E eu preciso que você me responda com sinceridade.

O coração dela apertou.

— Pode perguntar.

Silêncio.

— Você acha que a Rebeca está segura aí?

A pergunta ficou.

Pesada.

Sem saída.

Débora apoiou a mão na pia.

— Não.

A palavra saiu sem força.

Mas inteira.

Do outro lado da linha, Miriam não se moveu.

— Então me deixa ajudar.

Débora respirou fundo.

O olhar perdido em algum ponto da cozinha.

— Como?

— Trazendo a Rebeca pra cá.

Silêncio.

Longo.

Difícil.

— Ele não vai aceitar.

— Eu sei.

Pausa.

— Eu não estou perguntando pra ele.

Aquilo atravessou.

Débora apertou os olhos.

— Miriam…

— Eu só preciso saber se você permite.

A palavra ficou no ar.

Permite.

Como se ela ainda tivesse esse poder.

Débora riu baixo.

Sem humor.

— Permitir…

Pausa.

— Eu não consigo nem proteger ela dentro da minha própria casa.

Silêncio.

— Mas talvez…

A voz falhou.

Ela engoliu.

— Talvez você consiga.

Mais um segundo.

— Leva ela.

A frase saiu baixa.

Mas firme.

— Antes que ele faça alguma coisa que não tenha volta.

Do outro lado, Miriam fechou os olhos.

— Eu vou.

Débora encostou na pia.

— E Miriam…

— Hm?

— Não diz que fui eu.

— Não vou.

Silêncio.

— Cuida dela.

— Vou cuidar.

A ligação caiu.

Débora ficou parada.

A mão ainda no telefone.

A casa continuava a mesma.

Mas, pela primeira vez em muito tempo…

a decisão não estava mais nas mãos dele.

 

Fim do capítulo


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