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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 2173
Acessos: 80   |  Postado em: 13/03/2026

Capitulo 10 - O Dia em Que os Jovens Pensaram

Capítulo 10 - O Dia em Que os Jovens Pensaram

 

O portão ainda estava fechado quando Janis apareceu na calçada.

O skate debaixo do braço.

Ela encostou no muro e bateu duas vezes no ferro do portão.

— Rebeca!

Silêncio.

Alguns segundos depois, o portão se abriu.

Mas não foi Rebeca.

Foi Moisés.

Janis ergueu as sobrancelhas, surpresa apenas o suficiente para ser educada.

— Bom dia, pastor.

— Bom dia.

Ele não abriu o portão completamente. Ficou parado entre a casa e a rua, ocupando o espaço.

— A partir de hoje eu vou levar a Rebeca para a escola.

Janis inclinou levemente a cabeça.

— Entendi.

— Isso significa que ela não vai mais sair andando pela cidade.

Pausa.

— Especialmente acompanhada por você.

Janis olhou para o skate, depois de volta para ele.

— A cidade é pequena.

— Ainda assim.

Ele continuou, firme:

— Minha filha não precisa passar tempo com meninas mundanas que podem colocar moças de família no mau caminho.

O silêncio durou alguns segundos.

Janis não respondeu imediatamente.

Ela apoiou o skate no chão.

— Pastor… posso fazer uma pergunta?

Ele não parecia interessado.

— Se for rápida.

— O senhor acha mesmo que a Rebeca não sabe escolher o próprio caminho?

Moisés estreitou os olhos.

— Eu sei exatamente qual é o meu dever como pai.

Janis assentiu devagar.

— Imagino que sim.

Ela levantou o skate novamente.

— Bom… nesse caso acho que as aulas de música acabam por aqui.

— Acabam.

Ela deu de ombros.

— Uma pena.

Moisés não respondeu.

Janis então acrescentou, quase casual:

— A Rebeca estava aprendendo rápido.

Silêncio.

Ele não reagiu.

Janis segurou o skate debaixo do braço novamente.

— Tenha um bom dia, pastor.

Ela se virou para ir embora.

 

***

 

Rebeca estava sentada à mesa da cozinha.

O copo de leite ainda cheio.

A torrada intocada no prato.

Ela não tinha fome.

A pele da coxa ainda ardia.

O golpe tinha vindo rápido demais quando ela desceu correndo a escada.

Moisés tinha dito apenas uma coisa depois.

— Isso acaba aqui.

Agora ele caminhava pela cozinha como se nada tivesse acontecido.

Débora estava na pia.

Silenciosa.

Rebeca mantinha os olhos no copo de leite.

— Rebeca.

A voz dele veio seca.

Ela se levantou devagar.

O movimento puxou a dor da perna.

— Vamos.

Ela pegou a mochila.

Os dois saíram.

Eles caminharam até a escola em silêncio.

Nenhuma palavra.

Quando chegaram ao portão, Moisés falou pela primeira vez.

— A partir de hoje eu trago você.

Pausa.

— E venho buscar também.

Rebeca assentiu.

— Sim, senhor.

Ele a observou por um segundo.

Como se estivesse esperando alguma reação.

Não veio.

Ela apenas entrou.

***

E assim foi durante sete dias.

Moisés a levava.

Moisés a buscava.

Pontualmente.

Sempre em silêncio.

Na escola, Rebeca evitava a quadra.

Evitava o pátio.

Evitava qualquer lugar onde pudesse encontrar alguém da Célula.

Janis era a única que conseguia se aproximar. A menina sabia que alguma coisa muito errada tinha acontecido. Mas, aprendeu que pressionar Rebeca nunca era uma boa ideia.

Ela ofereceu presença, enquanto Rebeca estava perdida em seus próximos pensamentos.

A dor na coxa desapareceu antes da semana terminar.

O silêncio não.

***

Na semana seguinte a Célula se reuniu novamente e tudo parecia normal demais.

Cadeiras em círculo.

Ventilador girando devagar.

Josué com a Bíblia aberta.

Rebeca se sentou em silêncio.

Alguns dos jovens olharam para ela.

Como quem percebe uma ausência que não sabe explicar.

A porta se abriu.

Janis entrou.

Alguns olhos se voltaram imediatamente.

Ela cumprimentou o grupo como sempre fazia.

— Boa tarde.

E escolheu um lugar do outro lado do círculo.

Distante de Rebeca.

Por um segundo, os olhos das duas se encontraram.

O assunto tinha corrido rápido demais.

Para alguns dos presentes, não era nada.

Para outros... era significativo demais.

Tiago mexia no cadarço do tênis. Ana encarava a Bíblia aberta sem realmente ler. Estevão estava inclinado para frente, apoiando os cotovelos nos joelhos.

Josué percebeu o clima estranho, mas tentou seguir.

— Vamos abrir em Mateus…

O silêncio durou alguns segundos.

Então Tiago levantou a mão.

— Posso perguntar uma coisa?

Josué assentiu.

— Claro.

Tiago olhou rapidamente para Rebeca antes de continuar.

— Se a gente não estiver fazendo nada errado… por que ainda assim pode ser castigado?

O ar ficou um pouco mais pesado.

Josué tentou manter o tom tranquilo.

— Nem sempre entendemos as decisões dos nossos pais. Mas precisamos confiar que eles desejam nosso bem.

Ana ergueu os olhos.

— Mesmo quando parece injusto?

Josué hesitou um segundo.

— Às vezes disciplina parece injusta no momento.

— Mas tirar jantar não é exagero? — alguém disse do outro lado do círculo.

Alguns jovens trocaram olhares rápidos.

Josué respirou fundo.

— Cada família tem suas regras.

Estevão falou então, mais devagar:

— Desde que o pastor Moisés foi buscar a Rebeca na quadra... – hesitou. – As coisas ficaram estranhas.

Silêncio.

— Ela só estava jogando com a gente.

Josué olhou para Rebeca. Ela continuava quieta, como se não quisesse participar da conversa.

— Talvez houvesse outros motivos — disse Josué.

Tiago balançou a cabeça.

— A gente ouviu quais foram.

— Chiclete — Ana completou.

Um riso nervoso escapou de alguém.

Josué não riu.

— Não cabe a nós julgar as decisões do pastor Moisés.

Estevão se inclinou um pouco mais.

— Mesmo que isso signifique que a Rebeca tenha que se afastar dos amigos?

Josué percebeu que a conversa estava escapando do caminho.

— A Célula não é lugar para discutir decisões familiares.

— Então onde é? — Tiago perguntou.

A pergunta saiu sincera.

Não desafiadora.

Mas pesada.

Josué ficou em silêncio por um instante.

Ana falou mais baixo:

— A gente gosta de vir aqui.

— Muito — Tiago completou.

— Mas está estranho — Estevão disse.

O ventilador continuava girando.

Josué cruzou as mãos.

— Estranho como?

Tiago respondeu primeiro.

— Parece que qualquer coisa pode virar pecado.

Alguns assentiram.

— Livro — disse Ana.

— Filme — acrescentou outro.

— Baralho — alguém comentou.

— Vôlei — Estevão completou.

— Uma amizade com uma pessoa diferente — Tiago falou, olhando de Rebeca para Janis.

Um silêncio desconfortável percorreu o círculo.

Josué sentiu o peso da situação.

Aquilo não era apenas sobre Rebeca.

Era maior.

Muito maior.

Ele endireitou a postura.

— Vamos fazer o seguinte — disse, finalmente. — Hoje vamos encerrar um pouco mais cedo.

Alguns jovens pareceram surpresos.

— Nem sempre teremos todas as respostas imediatamente — continuou ele. — Mas vamos buscar sabedoria para lidar com isso da forma correta.

Ninguém discutiu.

Mas ninguém parecia convencido também.

Quando a reunião terminou, os jovens saíram em pequenos grupos.

Conversando baixo.

Rebeca foi a última a levantar.

Tiago parou ao lado dela.

— Ei.

Ela ergueu os olhos.

— Você está bem?

Rebeca deu um meio sorriso.

— Estou.

Ana apareceu logo atrás.

— Só estamos tentando ajudar.

Rebeca olhou para a porta da casa.

Moisés disse que estaria do lado de fora, esperando.

— Acho que ninguém pode me ajudar. – Rebeca sussurrou.

Baixou os olhos e seguiu para a saída.

Janis permaneceu sentada.

Tiago, Estevão e Ana foram se juntar a ela.

— O que vamos fazer? – Estevão perguntou para ela.

— Sinceramente... - Respondeu sem levantar os olhos. – Eu não sei.

 

***

 

Durante aquela semana, Rebeca passou mais tempo no teclado do que em qualquer outro lugar da casa.

Não tocava hinos.

Não tocava nada que estivesse nos cadernos da igreja.

Tocava escalas.

Arpejos.

Fragmentos de melodias que começavam e morriam antes de virar música.

Débora ouvia da cozinha.

As notas subiam pela casa como um pensamento que não encontrava palavras.

Às vezes rápidas demais.

Às vezes lentas.

Cautelosas.

Como alguém tateando no escuro.

Moisés também ouvia.

Mas para ele aquilo não era música.

Era barulho.

Era distração.

Era uma menina tentando ocupar espaço demais dentro da própria casa.

***

 

As reuniões da Célula continuaram.

Mas não eram mais iguais.

A cada semana que se passava, as reuniões ficavam cada vez mais barulhentas e o motivo para a agitação não era bom.

Rebeca estava lá.

E Janis também.

Sentadas em lados opostos, sempre em silêncio.

As perguntas começaram a aparecer.

Nada agressivo.

Mas insistente.

— Se ela não estava fazendo nada errado…

— Por que continua sendo castigada?

Josué respondia com cuidado. Falava sobre disciplina familiar, sobre autoridade dos pais, sobre prudência espiritual. Mas, por mais que ele tentasse mudar de assunto, as perguntas voltavam sempre para o mesmo ponto.

— Se não é pecado… por que parece crime?

Josué tentava manter o controle.

Mas já não tinha o silêncio obediente de antes.

Quando alguém mencionou o vôlei de novo, Tiago comentou:

— Engraçado… quanto mais a gente tenta fazer as coisas direito, mais parece que alguma coisa está errada.

Ninguém riu.

Os jovens estavam inquietos.

Tiago mexia no cadarço do tênis.

Ana cruzava e descruzava os braços.

Estevão olhava para a porta de vez em quando.

Rebeca permanecia imóvel.

Janis também.

Foi quando Josué perguntou:

— Alguém gostaria de compartilhar algo hoje?

O silêncio durou alguns segundos.

Então Janis levantou a mão.

Era a primeira vez que falava em semanas.

Josué assentiu.

— Pode falar.

Ela respirou fundo antes de começar.

— Eu estava pensando… talvez seja melhor eu parar de vir.

Alguns jovens ergueram o rosto imediatamente.

Josué franziu a testa.

— Por quê?

Janis deu de ombros.

— Porque parece que o problema na vida da Rebeca sou eu.

Ninguém falou nada.

Ela continuou:

— Desde que eu apareci, as coisas ficaram mais difíceis para ela.

Rebeca olhou para ela, surpresa.

Janis não olhou de volta.

— Talvez seja melhor eu sair da equação.

O silêncio pesou.

Foi Ana quem falou primeiro:

— Se a Janis parar de vir… eu também paro.

Tiago levantou o olhar.

— Eu também.

Estevão soltou um suspiro.

— Eu gosto da Célula… mas não gosto do que está acontecendo.

Josué sentiu o estômago apertar.

Aquilo não era mais apenas uma conversa.

Era um aviso.

Ele olhou para o círculo.

Para os rostos jovens.

Para a sensação clara de que o grupo estava prestes a se desfazer.

E percebeu algo que não tinha percebido antes:

A Célula não estava em rebelião.

Estava perdendo a confiança.

E se aquilo continuasse…

não haveria Célula para salvar.

***

 

Naquela noite, Josué chegou em casa mais tarde do que o habitual.

Rute já estava sentada à mesa, organizando os pratos. O cheiro de arroz recém-feito ainda pairava na cozinha.

Ela levantou os olhos quando ele entrou.

— Demorou.

Josué suspirou, puxando a cadeira.

— A reunião foi… complicada.

Rute não respondeu de imediato. Apenas serviu o prato dele.

— Complicada como?

Josué passou a mão pelo rosto.

— Os jovens estão inquietos.

— Inquietos?

— Questionando muita coisa.

Ela arqueou uma sobrancelha.

— Sobre o quê?

Josué mexeu no arroz com o garfo.

— Sobre disciplina. Sobre regras. Sobre… a Rebeca.

Rute não pareceu surpresa.

— Claro que estão.

Josué ergueu os olhos.

— O problema é que agora começaram a falar abertamente.

— E o que você esperava? — ela perguntou, calma. — Eles veem o que está acontecendo.

Ele franziu a testa.

— Eles não conhecem todos os detalhes.

Rute deu um pequeno suspiro.

— Não precisam conhecer.

Silêncio.

Josué continuou:

— Hoje a Janis disse que talvez fosse melhor parar de vir.

Rute parou com a colher no ar.

— E?

— Alguns disseram que fariam o mesmo.

O barulho da colher tocando o prato foi o único som na cozinha por um momento.

Rute finalmente levantou os olhos.

— Então você tem um problema.

— Eu sei disso.

Ela inclinou a cabeça.

— E você acha que vai resolver como?

Josué hesitou.

— Talvez conversando com o pastor Moisés.

Rute soltou um riso curto.

Não era de humor.

Era de incredulidade.

— É inútil você falar com meu pai.

Josué ficou em silêncio.

— Ele não vai te ouvir.

— Eu sou líder da Célula.

— E ele é pastor.

A frase foi simples.

Mas definitiva.

Josué apertou os lábios.

— Então o que você sugere?

Rute apoiou os cotovelos na mesa.

Pensou por um momento antes de responder.

— Isso tem que vir de alguém acima dele.

Josué entendeu imediatamente.

— O pastor Elias.

Rute assentiu.

— Se vier de você, ele vai achar que é desrespeito.

— E se vier do Elias?

— Aí vira orientação pastoral.

Silêncio.

Josué encarou o prato por alguns segundos.

Depois soltou o ar devagar.

— Eu não queria que chegasse a esse ponto.

Rute deu de ombros.

— Às vezes a gente não escolhe o ponto.

Ela voltou a mexer na comida.

— A gente só decide o que fazer quando chega nele.

Josué permaneceu quieto.

Pensando.

Sabendo que, pela primeira vez desde que assumira a Célula, a situação tinha saído completamente do controle.

E que agora só havia uma forma de evitar que tudo desmoronasse.

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 10 - Capitulo 10 - O Dia em Que os Jovens Pensaram:
menteincerta
menteincerta

Em: 15/04/2026

Tenho a sensação de que esse superior falando com Moisés vai piorar as coisas 

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