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Otherside - Como a vida deveria ser por Elin Varen

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Palavras: 2588
Acessos: 89   |  Postado em: 12/03/2026

Capitulo 9 - Provisões

Capítulo 9 — Provisões

 

 

A conversa que começou na Célula, dentro do salão da igreja, terminou na lanchonete.

O lugar era pequeno, mas não chegava a ser desconfortável. Duas mesas encostadas na parede, um balcão estreito e um ventilador que fazia mais barulho do que vento.

Tiago chegou primeiro. Depois vieram Estevão e Ana. Rebeca entrou por último, com Janis ao lado. O clima não era exatamente leve, mas também não era constrangedor. Era de curiosidade.

Todos ainda estavam pensando nas coisas que tinham sido ditas na Célula.

Quando alguém perguntou o que Rebeca ia pedir, ela hesitou.

— Eu acho que vou ficar só na água.

Tiago franziu a testa.

— Por quê?

Rebeca deu de ombros.

— Eu não trouxe dinheiro.

A resposta foi simples demais para esconder qualquer coisa.

Janis puxou o cardápio de papel da mesa.

— Então você vai dividir comigo.

— Não precisa.

— Precisa sim.

Ela pediu algo que dava para dividir: uma porção de batata frita e dois copos de refrigerante. Era um gesto pequeno, mas todos perceberam que Rebeca aceitou sem discutir muito. Aquilo dizia mais do que qualquer discurso.

Tiago falou primeiro:

— Posso perguntar uma coisa sem vocês ficarem bravas?

Janis inclinou a cabeça.

— Depende da pergunta.

Ele hesitou.

— O castigo da Rebeca tem a ver com… vocês duas?

Silêncio na mesa.

Ana completou:

— Tipo… mais do que amizade?

Rebeca soltou um riso curto.

— Tudo começou por causa de chiclete.

— Chiclete? — Tiago franziu a testa.

Janis deu de ombros.

— Ela estava mascando na rua.

— E fazendo bolinha de chiclete.

— O Pastor não gostou.

— Só isso? – Tiago perguntou incrédulo.

— Só isso. – Rebeca confirmou.

Estevão apoiou o cotovelo na mesa.

— Então vocês estão dizendo que toda essa história de castigo na hora das refeições começou por causa de um chiclete?

Rebeca respondeu tranquila:

— Foi o primeiro crime.

E Janis completou:

— O segundo foi questionar os motivos do Pastor. A partir daí, ela entrou em uma onda de pequenos crimes.

A mesa explodiu em gargalhadas.

— Isso é estranho — disse Ana.

— Estranho bom ou estranho ruim? — perguntou Janis.

— Eu pensava que Rebeca estava sendo punida por um motivo mais escandaloso. —  Ana respondeu. – Ser punida por causa de chiclete é absurdo demais para ser verdade.

Rebeca falou:

— Se não acredita em mim, pergunte para o meu pai.

E Janis completou de novo:

— Ou para a irmã Dalila. Ela sabe da vida de todo mundo.

A mesa explodiu em gargalhadas mais uma vez.

— Você é divertida. – Tiago falou. – A reunião da Célula foi a melhor que tivemos. E tudo graças a você.

— Você e sua mãe poderiam voltar a frequentar a igreja. – Estevão falou. – Talvez ela conseguisse ensinar nossos pais a negociar regras.

— Acho muito difícil.

Tiago apoiou o queixo na mão.

— Vocês têm raiva da igreja?

Janis pensou um segundo.

— Não.

— Nem das pessoas?

— Pessoas erram.

— Então por que você falou daquele jeito?

Ela inclinou a cabeça.

— Porque eu aprendi a separar coisas.

— Tipo?

— Fé não é a mesma coisa que igreja.

Silêncio atento.

— Explica — Estevão pediu.

— Fé é convicção interna. Igreja é organização humana. Uma pode existir sem a outra.

Ana mexeu no canudo.

— E sua mãe ainda acredita?

— Muito.

— Então por que ela não volta?

Janis respondeu com serenidade:

— Porque percebeu que ninguém se incomodou quando ela saiu.

A frase caiu pesada.

O garçom trouxe os pedidos.

Janis empurrou um copo de refrigerante e as batatas para Rebeca.

— Comunhão também é bíblica — disse, leve.

Tiago riu.

— Tá escrito onde?

— Atos dos Apóstolos.

Rebeca segurou uma batata por um segundo antes de morder.

Em casa, comida era instrumento.

Com Janis, era partilha.

— Eu adoraria que as coisas funcionassem na minha casa como funcionam na sua — Estevão insistiu. – Seria legal poder discutir as regras e não apenas obedecer.

— Especialmente as que não fazem sentido. — Ana disse, olhando para Rebeca.

— Curioso. — Janis falou, mastigando uma batata. – Vocês têm histórias parecidas. Parece que nunca fizeram nada por vontade própria.

— E você faz? — Ana perguntou com curiosidade.

— É claro que sim. — Janis bebeu um grande gole de refrigerante e completou. – Eu não estaria aqui se não tivesse vontade.

Tiago deu um meio sorriso.

— Tive uma ideia.

Inconscientemente, Estevão e Ana se curvaram para frente, como se Tiago fosse contar um segredo proibido.

— O que acham de nos juntarmos e fazermos alguma coisa juntos? – Tiago perguntou. – Algo que nossos pais não aprovariam.

Rebeca ficou alerta.

— Posso dar uma sugestão? – Janis perguntou.

Todos olharam para ela.

— Podemos dar uma volta no parque. – Janis sugeriu, em um tom absolutamente inocente. – A quadra de vôlei do parque tá vazia essa hora.

- Vôlei? – Ana torceu o nariz.

- Não julgue até experimentar. – Janis deu um meio sorriso.

A maioria dos meninos não frequentava as aulas de Educação Física, inclusive a própria Rebeca.

— A gente não tem bola — Estevão lembrou.

Janis deu de ombros.

— Eu tenho uma em casa.

Todos olharam para ela.

— Com o skate, Rebeca e eu podemos ir até lá e voltar rapidinho.

Silêncio breve.

Era simples.

E possível.

Estevão já estava se levantando.

— Eu topo.

— Eu também — Ana disse.

Tiago pegou o celular.

— Se minha mãe ligar, eu digo que estou… evangelizando no parque.

Risos.

Todos olharam para Rebeca.

Ela sentiu o peso invisível daquela decisão.

Ir para o parque não era crime.

Mas também não era o caminho direto para casa.

Não era obediente.

Não era esperado.

Janis segurava o skate, pronta.

Não pressionava.

Só esperava.

Rebeca pensou no portão.

Pensou no jantar.

Pensou no braço segurado naquela manhã.

Pensou no anel no dedão.

— Eu topo também. — Ela disse.

Janis sorriu de lado.

— Bora?

As duas subiram no skate e o som seco das rodinhas no concreto ecoou alto demais.

Rebeca sentiu o coração bater mais rápido.

Não era medo.

Era antecipação.

Quando elas chegaram na casa de Janis, as duas correram para dentro:

-Isso é perfeito! – Janis falou para Rebeca – Em um único dia conseguimos três aliados.

As duas foram para o quarto de Janis.

- O que você pretende conseguir com isso?

- Levantar questionamentos. – Janis abriu o guarda-roupa e começou a procurar. – E questionamentos na igreja são perigosos. A maioria das pessoas nem sabe o que está fazendo ali.

Rebeca ficou em silêncio por um tempo, pensando.

- E esses questionamentos vão ajudar em quê? – perguntou.

- Abalar as estruturas. – Janis comentou com um sorriso travesso.

Encontrou a bola e virou-se para Rebeca.

- Podemos ir.

Rebeca cruzou os braços e torceu os lábios.

- Você guarda uma bola suja dentro do seu guarda-roupa? Junto com as suas roupas limpas?

- Sim. – Janis ficou sem entender. – E daí?

- Quando nos casarmos você não vai fazer isso.

- Como é? – Janis perguntou boquiaberta.

- Você me ouviu. – Rebeca cruzou os braços.

- A gente ainda nem casou e você já quer mandar em mim.

Rebeca manteve a pose.

- Conversamos sobre isso mais tarde. – Janis segurou no braço de Rebeca e a puxou para fora. – Agora nós temos uma partida de vôlei para jogar.

***

A cidade era pequena demais para segredos durarem muito.

Mas naquele fim de tarde, ninguém parecia interessado neles.

A quadra estava vazia.

A rede da quadra estava torta de um lado.

Tiago puxou para ajeitar.

— Times aleatórios.

— Quem perder paga o próximo refri. — Estevão disse.

O jogo começou desorganizado.

Primeiro saque torto.

Bola na rede.

Alguém correndo para o lado errado.

Mas aos poucos o ritmo veio.

Rebeca entrou no jogo sem perceber.

O corpo suado, a saia dobrada para facilitar o movimento, o cabelo preso de qualquer jeito. Ela caiu uma vez, levantou-se rindo, voltou para a quadra.

Era um tipo de liberdade simples, quase infantil.

E talvez por isso mesmo tão nova.

Correu atrás de uma bola impossível.

Pulou.

Errou.

Caiu sentada na quadra.

Riu.

Riu alto.

Sem medir quem estava olhando.

Sem pensar em testemunho.

Janis salvou um passe torto com precisão.

— Você é competitiva demais! — Ana gritou.

— Sempre fui!

O jogo continuou.

O sol começou a descer.

O suor escorria.

O tempo passou sem que ninguém percebesse.

Só Janis estava olhando o relógio de vez em quando.

Quando viu uma silhueta parada perto da entrada da quadra, chamou:

— Rebeca.

O tom da voz fez a menina virar imediatamente.

Janis já estava tirando o anel do dedo dela.

— Temos companhia.

Rebeca olhou na direção indicada.

A figura de Moisés estava parada na sombra.

Observando.

O jogo parou devagar, como se alguém tivesse abaixado o volume do mundo.

A bola rolou até parar perto da rede.

E naquele instante todos entenderam que a noite tinha acabado.

***

A bola ainda rolava pelo chão quando Moisés deu o primeiro passo para dentro da quadra.

— O que é isso?

A voz não foi alta.

Mas foi suficiente.

Os jovens se entreolharam.

Ninguém respondeu de imediato.

Tiago foi o primeiro a falar, talvez por nervosismo.

— Vôlei?

Moisés ignorou o humor.

— Isso é o que vocês chamam de edificação?

Silêncio.

Janis ficou imóvel ao lado de Rebeca.

Rebeca sentia o coração batendo forte demais.

— Nós só estamos jogando — Estevão disse, mais baixo.

— Vocês deveriam estar ocupados com coisas mais produtivas.

— Tipo o quê? — Ana perguntou antes de conseguir se conter.

Moisés virou o olhar para ela.

— Vocês foram ensinados a vigiar. A não se deixar levar por distrações do mundo.

Tiago franziu a testa.

— Nós estávamos nos divertindo um pouco. Diversão não é pecado.

Murmúrios leves.

Moisés endireitou a postura.

— Tudo que desvia do propósito pode se tornar porta de entrada para coisas erradas.

Tiago engoliu seco, mas insistiu:

— Mas… por quê?

A pergunta saiu sincera.

Não desafiadora.

— Porque o inimigo trabalha nas brechas — Moisés respondeu.

Tiago olhou para a rede torta.

— A Bíblia fala de vôlei?

Alguns seguraram o riso.

Moisés não gostou do tom.

— Não se trata de vôlei.

— Então se trata do quê? — Tiago continuou, agora mais firme. — Porque lá fala de convivência. De comunhão. Dos apóstolos juntos. Comendo juntos.

Silêncio tenso.

— Nenhum de nós estava fazendo alguma coisa errada.

Estevão completou:

— A gente só tava jogando.

Moisés respirou fundo.

A explicação começou segura.

— O problema não é o esporte em si. É o ambiente. É a influência. É...

Ele parou por um segundo.

Não havia música alta.
Não havia bebida.
Não havia comportamento impróprio.

Só jovens suados e uma bola.

Tiago insistiu:

— É...?

A pergunta ficou no ar.

Moisés sentiu o terreno escorregar.

Não podia citar um versículo.
Não podia citar uma regra explícita.
Não podia justificar com clareza.

O silêncio durou tempo demais.

Então ele mudou a estratégia.

O olhar foi direto para Rebeca.

— Você vem comigo.

A frase não foi gritada.

Foi determinada.

Rebeca sentiu o corpo gelar.

— Pai, a gente só...

— Agora.

Janis deu meio passo à frente.

— Pastor, nós...

— Eu não estou falando com você.

A resposta veio rápida.

Seca.

O grupo ficou imóvel.

Ninguém ousou impedir.

Porque, no fim, todos sabiam:

Eles podiam argumentar.

Mas ele ainda tinha autoridade sobre uma.

Rebeca olhou ao redor da quadra.

Tiago, inquieto.
Ana, indignada.
Estevão, confuso.
Janis, firme.

O jogo tinha mudado.

Mas o poder ainda era desigual.

Ela começou a caminhar.

Moisés não tocou nela dessa vez.

Não precisava.

A bola ficou parada no meio da quadra.

O sol já quase sumia atrás das árvores.

E o resto do grupo permaneceu ali, percebendo algo novo:

Talvez o problema nunca tivesse sido o vôlei.

Talvez fosse quem tinha permissão para escolher.

***

 

O caminho até em casa foi silencioso.

Moisés não falou enquanto caminhavam.

Não precisava.

O silêncio dele era pior que sermão.

Rebeca enrolava a ponta dos cabelos no dedão da mão direita.

Quando o portão fechou atrás deles, a contenção acabou.

— Você perdeu completamente o senso?

A voz veio alta pela primeira vez naquela noite.

— Pai, era só...

— Era só desobediência.

Ele apontou para a roupa suada dela.

— Isso é o que acontece quando se anda com quem não teme limites.

Débora estava na cozinha quando eles entraram.

O prato já posto.

Ela não interrompeu.

Moisés virou-se para a filha.

— Suba. Tome banho. E se livre dessa sujeira da quadra.

A palavra sujeira ficou no ar tempo demais.

— E hoje você não janta.

Rebeca sentiu o estômago contrair.

Não era novidade.

Mas ainda doía.

Ela subiu as escadas sem discutir.

Sem olhar para trás.

Débora permaneceu imóvel por alguns segundos.

Depois caminhou até a janela da cozinha.

Foi quando viu.

Movimentação no quintal lateral.

Sombras pulando o muro com cuidado.

Ela reconheceu a silhueta alta.

Tiago.

E atrás dele, outros vultos.

Um pequeno sorriso quase imperceptível surgiu no canto da boca dela.

Ela não comentou nada.

Moisés estava ocupado demais organizando a própria indignação.

***

No quarto, Rebeca jogou a mochila no chão.

O banho demorou pouco.

A água quente não levava embora o nó no peito.

Ela vestiu o pijama e se sentou na cama.

O silêncio da casa parecia mais pesado do que o normal.

Então veio o som.

Uma batida leve na janela.

Ela congelou.

Outra batida.

Mais insistente.

Rebeca caminhou devagar até a cortina.

Abriu um pedaço.

E quase levou um susto ao ver o rosto de Tiago do lado de fora.

— Você tá maluco? — ela sussurrou.

Ele sorriu.

Tinha uma garrafa de suco em uma mão e um pacote de bolacha recheada na outra.

— Provisões — disse baixo.

Rebeca abriu a janela o suficiente.

Tiago era o mais alto. E o mais velho. Escalar o muro lateral não tinha sido difícil.

Ela olhou para baixo.

No quintal, quase escondidos pela sombra da mangueira, estavam Estevão, Ana.

E Janis.

Janis levantou a mão discretamente.

— Caso seu pai enlouqueça — Tiago completou.

Rebeca sentiu o riso subir antes que pudesse conter.

Era absurdo.

Era perigoso.

Era ridiculamente corajoso.

Ela puxou a garrafa e o pacote para dentro.

— Vocês vão morrer se ele vir isso.

— A gente corre mais rápido do que ele — Estevão cochichou de baixo.

Janis deu um passo à frente.

— Você tá bem?

A pergunta veio firme.

Rebeca assentiu.

Mas os olhos estavam brilhando.

Não de choro.

De outra coisa.

— Ele tirou o jantar — ela disse.

Tiago ergueu a garrafa.

— Então a gente trouxe sobremesa.

Ana levantou dois pacotes menores: Balas.

— E reforço.

Rebeca apoiou os cotovelos na janela.

O vento da noite batia no rosto.

Não estava sozinha.

Não mais.

— Vocês são completamente irresponsáveis — ela disse, sussurrando.

— A gente tá treinando para a revolução do vôlei — Tiago respondeu.

Risos abafados.

Janis manteve o olhar nela.

Não brincava.

Só confirmava presença.

Rebeca sentiu algo que não tinha sentido antes.

Ela fechou a janela devagar.

Encostou as costas na parede.

Abriu o pacote de bolacha.

Mordeu uma.

E pela primeira vez, o jejum não parecia punição.

Parecia resistência compartilhada.

 

 

 

Fim do capítulo


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Comentários para 9 - Capitulo 9 - Provisões:
menteincerta
menteincerta

Em: 15/04/2026

Aguardando o momento em que Moisés vai colocar as garras ainda mais pra fora.

Tenho a sensação que ele não vai permitir que o controle diminua pela união da Rebeca com os outros adolescentes da igreja. E a punição vai vir forte


Elin Varen

Elin Varen Em: 15/04/2026 Autora da história
Você está bem atento aos movimentos dele…

O Moisés é um personagem que lida muito com controle, e quando isso começa a escapar das mãos… as reações podem ser intensas.

Mas vamos ver como isso se desenrola
Obrigada por acompanhar e por compartilhar sua leitura!


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