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Entrelinhas da Diferença por MalluBlues

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Palavras: 2551
Acessos: 554   |  Postado em: 02/03/2026

Capitulo 36

Por Luísa:

Fiquei parada no meio daquela sala de reuniões vazia, olhando para a porta por onde Bia tinha saído como se ainda pudesse vê-la ali. 

"A química não muda o caráter de ninguém, não é mesmo?"

As palavras dela ecoavam na minha cabeça. Ela tinha jogado minhas próprias palavras de volta na minha cara. Palavras que eu tinha dito para Ângela. Como?

Meu Deus. A Ângela havia contado tudo a ela. Era a única explicação possível.

Senti minhas pernas fraquejarem e me apoiei na mesa, respirando fundo. As lágrimas que eu tinha segurado durante toda a conversa agora ameaçavam cair, queimando meus olhos.

Eu tinha tentado me desculpar. Tinha tentado explicar. 

Eu queria admitir que aquela noite em Vintervile tinha mudado tudo para mim. Que eu não conseguia parar de pensar nela desde então. Que cada vez que fechava os olhos, eu via o rosto dela, sentia o toque dela, ouvia o som da respiração dela contra meu pescoço?

Mas ela tinha deixado claro. Para ela, tinha sido apenas química. Apenas sex*.

Peguei minha bolsa com mãos trêmulas. Não tinha condições de ficar ali. Não conseguiria sentar no meu escritório e fingir que estava tudo bem. Não quando sentia como se algo dentro de mim tivesse se despedaçado.

Passei pelo corredor com passos automáticos, tentando manter a compostura. Cada passo parecia pesar toneladas. Quando cheguei ao elevador, pressionei o botão com mais força do que o necessário, como se isso pudesse apressar sua chegada.

As portas se abriram e entrei, observando meu reflexo nas paredes espelhadas. Minha maquiagem estava intacta, meu cabelo ainda impecável no coque. Por fora, eu parecia perfeitamente no controle.

Por dentro, estava me desintegrando.

O elevador desceu lentamente, e cada andar parecia uma eternidade. Quando finalmente chegou ao térreo, respirei fundo antes das portas se abrirem. Só mais alguns passos. Só precisava atravessar o saguão e chegar ao meu carro.

Então poderia desmoronar.

Saí do elevador e segui em direção à saída, mantendo o olhar fixo à frente. Parei brevemente, procurando meu celular na bolsa para enviar uma mensagem para minha mãe.

"Não estou me sentindo bem. Vou para casa. Te encontro lá mais tarde."

Guardei o celular e continuei andando, mas minha visão estava embaçada pelas lágrimas não derramadas. Não vi quando a alça da minha bolsa prendeu no canto da pasta que eu carregava.

A pasta escorregou das minhas mãos e caiu no chão com papéis se espalhando pelo piso de mármore do saguão.

— Droga — murmurei, me abaixando rapidamente para recolher tudo.

— Deixa eu te ajudar! — uma voz conhecida disse, e Lívia, a recepcionista, já estava ao meu lado, agachada, recolhendo os papéis mais distantes.

— Obrigada — consegui dizer, tentando manter a voz firme enquanto juntava os documentos mais próximos.

Lívia trabalhou em silêncio por alguns segundos, mas eu podia sentir o olhar dela em mim. Quando finalmente recolhemos todos os papéis, ela me entregou os que tinha nas mãos.

— Obrigada, Lívia — repeti, pegando os últimos papéis que estavam na mão dela.

Houve uma pausa. Lívia mordeu o lábio, parecendo hesitante.

— Desculpa a indiscrição, Dona Luísa — ela disse finalmente, com a voz baixa. — Mas... percebi que a Bia saiu chorando. Ela estava usando óculos de sol para disfarçar, mas... dava para ver. Igual da outra vez.

Levantei os olhos bruscamente, meu coração disparando.

— Igual que outra vez? — perguntei, com minha voz saindo mais alta do que pretendia.

Lívia pareceu se arrepender de ter falado, mas meu olhar incisivo, fez com que ela continuasse.

— Alguns dias antes da viagem de vocês para Vintervile — ela explicou, olhando ao redor como se checasse se alguém mais estava ouvindo. — A Bia apareceu aqui toda feliz. Disse que ia subir e falar com você. Ela subiu, mas desceu logo em seguida.

Senti meu estômago revirar. Foi no dia da reunião com a Ângela. 

Meu Deus. Ela subiu e ouviu tudo. 

— Ela chegou sorridente — Lívia continuou, e havia uma certa tristeza na voz dela agora. — Parecia... animada, sabe? Mas quando desceu... estava com aqueles mesmos óculos escuros. E eu podia ver que tinha chorado.

As palavras de Lívia caíram sobre mim como pedras.

Bia tinha vindo até aqui. Tinha tentado falar comigo. E eu...

— Desculpa mesmo pela indiscrição — Lívia disse rapidamente, parecendo perceber minha reação. — Eu só... achei que você deveria saber. A Bia é sempre tão gentil com todo mundo aqui. E hoje, ver ela sair daquele jeito de novo...

Ela não terminou a frase, mas não precisava.

— Obrigada — consegui dizer, minha voz saindo rouca. — Por me contar.

Lívia assentiu, deu um pequeno sorriso triste e voltou para sua mesa.

Fiquei ali parada, abraçando a pasta contra o peito, tentando processar.

Bia tinha tentado falar comigo antes de Vintervile. Tinha vindo até aqui, provavelmente para tentar resolver as coisas entre nós. Foi depois do beijo. 

Atravessei o resto do saguão quase correndo, desesperada para chegar ao estacionamento antes que alguém mais me visse daquele jeito.

Quando finalmente cheguei ao meu carro, entrei e tranquei as portas, como se isso pudesse me proteger de tudo que estava sentindo. Apoiei a testa no volante, deixando as lágrimas caírem livremente agora.

Eu tinha perdido ela.

Antes mesmo de ter a chance de realmente tê-la, eu tinha perdido.

 

***

A casa estava quieta demais quando cheguei. Subi direto para o meu quarto, ainda segurando a pasta contra o peito como se fosse um escudo. Joguei tudo em cima da cama e me sentei na beirada, encarando a parede.

As palavras de Lívia não saíam da minha cabeça. Bia tinha vindo me procurar. Tinha tentado vir falar comigo após aquele beijo. E eu...

Não consegui terminar o pensamento.

Tomei um banho longo, deixando a água quente escorrer pelo meu rosto, misturando-se com as lágrimas que teimavam em cair. Quando finalmente saí, vesti algo confortável e desci as escadas, sabendo que teria que encarar o jantar com minha mãe e com a tia Verônica.

Minha tia estava sentada à mesa quando entrei na sala de jantar, uma taça de vinho na mão, rindo de algo que minha mãe havia dito. Verônica era uma mulher negra deslumbrante, de cabelos curtos que emolduravam perfeitamente seu rosto, sempre impecavelmente vestida e com uma energia contagiante. Ela era tudo que minha mãe não costumava ser: expansiva, calorosa, descontraída.

— Ah, aí está você! — ela disse quando me viu, abrindo os braços. — Vem cá me dar um abraço, menina!

Abracei minha tia, sentindo um pouco do aperto no peito afrouxar com o cheiro do perfume dela.

— Oi, tia Vê.

— Senta, senta — ela disse, puxando a cadeira ao lado dela. — Sua mãe estava me contando sobre os novos projetos da PS.

Sentei e comecei a me servir. O clima estava... estranho. Pesado. Mamãe parecia pensativa, e tia Verônica continuava me lançando olhares avaliadores.

Comemos em silêncio por alguns minutos antes de tia Verônica finalmente romper o gelo.

— Algo ruim aconteceu na empresa? — ela perguntou, sondando.

— Apenas a renovação de um contrato que não deu certo — minha mãe respondeu, mantendo o tom neutro. — A influenciadora vai viajar.

— Ah — tia Verônica disse, pegando sua taça de vinho. — Você e sua namorada vão viajar, Luísa?

Quase engasguei com a comida. Fiquei desconcertada com a pergunta da minha tia.

— Ora, não faça essa cara de espanto — ela continuou, parecendo se divertir com minha reação. — Eu acompanho as redes sociais. E sou bem mente aberta. E a sua mãe pode ter essa cara de limão azedo na maior parte das vezes, mas também é...

— Por favor, Verônica... — minha mãe interrompeu, mas havia um tom quase divertido na voz dela. — Você não entende de negócios. O relacionamento da Luísa com a Bia era falso, para engajar. E deu certo. Mas ela não quis continuar.

Houve uma pausa, e então minha mãe me olhou diretamente.

— Conseguiu se desculpar com ela, Luísa?

— Sim, Dona Valéria — disse, fazendo um semblante triste ao lembrar de tudo.

Percebi de relance quando tia Verônica fez um sinal de cabeça na minha direção. Mamãe entortou os lábios, como se estivesse escolhendo cuidadosamente as palavras.

— Luísa, não falamos claramente sobre isso ainda — ela começou, e havia algo diferente no tom dela. — Mas o que sua tia disse está certo. Sou mente aberta e não me importo com... O que eu quero dizer é que... você pode namorar quem quiser, seja homem ou mulher.

Tia Verônica soltou uma gargalhada e em seguida deu um gole no vinho.

Eu não sabia se me sentia aliviada ou ainda mais triste com o apoio da minha mãe. Ela havia mudado tanto desde o diagnóstico da doença. Já havia lido que as mudanças comportamentais geralmente eram de acessos de raiva, mas com ela parecia o oposto. Parecia que a doença havia apaziguado o espírito dela. Ela nunca me tratou tão bem.

— Não diz nada, Luísa? — tia Verônica perguntou.

— Eu não tenho absolutamente nada para dizer, tia. Meu relacionamento com Bia é falso.

— E aquele beijo de língua também foi?

Agora eu quase me afoguei com o gole de vinho.

— Tia Vê... por favor!

— Por favor nada! — ela disse, se inclinando para frente com interesse. — Eu sigo a Bia e quero conhecê-la. Gosto muito do trabalho dela.

— Por que não convida ela para jantar qualquer dia aqui, Luísa? — minha mãe sugeriu casualmente.

Senti meu corpo esquentando e minha paciência se esvaindo com aquela conversa entre as duas, com o único assunto que eu gostaria de evitar.

— Tia Vê e Dona Valéria, eu não tenho nada com a Bia. Nós ficamos, mas ela não quer nada sério. Possivelmente ela me odeia.

— Por que te odiaria? — Verônica perguntou, a diversão sumindo do rosto dela.

Minha mãe estava com os olhos cravados em mim.

— Me desculpei com ela. Ela não me deixou falar quase nada. Estava com raiva. Até então não sabia ao certo se era pela maneira como eu tinha tratado ela, o que já justificaria isso, ou se era outra coisa. E era outra coisa.

— O que, Luísa? Qual o motivo? — minha mãe perguntou.

— Ela ouviu minha conversa com a Ângela em que eu falei mal dela.

O silêncio caiu pesado sobre a mesa.

— Querida... — tia Verônica disse gentilmente. — Falou muitas coisas?

— Muitas, tia — respondi, abaixando minha cabeça.

O silêncio pesou ainda mais sobre a mesa.

— Então peça desculpas de novo — minha mãe disse.

Olhei para ela, surpresa.

— E de novo — ela continuou, me olhando intensamente. 

— Compre flores para ela — sugeriu tia Verônica. — De que flor ela gosta?

— Eu... — hesitei. — Ela gostou das lavandas e tulipas do jardim.

— Um buquê de tulipas é lindo! — tia Verônica exclamou. — Aja, Luísa...

Ela fez uma pausa, e então um sorriso travesso apareceu no rosto dela.

— Sua mãe agiu.

— Por favor, Verônica — minha mãe disse, mas havia um leve rubor nas bochechas dela.

— Conte — tia Verônica pediu, se virando para mim com os olhos brilhando.

Minha mãe permaneceu em silêncio.

— Se não contar, eu conto...

Virei meus olhos em direção à minha tia, curiosa agora.

— Sua mãe, no início da paquera com seu pai, implicava com ele de inúmeras maneiras — tia Verônica começou, claramente se divertindo. — Desprezava o pobre rapaz. Implicava por ele ser alemão, implicava por ter sardas e implicava por ser branco...

— Mãe... — disse surpresa, olhando para Valéria.

Minha mãe suspirou, colocando o garfo de lado.

— Eu fazia isso por causa da nossa mãe — ela admitiu, a voz baixa. — Por medo do que ela pensaria. Nossa família era... fechada. E seu pai era tão diferente de tudo que eu conhecia. Ele era gentil, atencioso, paciente demais. E eu... eu tinha medo.

— Medo de quê? — perguntei.

— Medo de admitir o que sentia — ela disse simplesmente. — Então eu fui cruel. Humilhei ele em frente a todos os nossos amigos e conhecidos. Fiz piadas, diminuí ele, tratei ele como se fosse inferior.

Ela parou, e vi quando seus olhos ficaram distantes, perdidos na memória.

— E isso magoou ele muito. Muito mesmo. Ele parou de me procurar. Parou de tentar. E eu percebi que tinha perdido a melhor coisa que já tinha me acontecido por puro orgulho e medo.

— E aí? — perguntei, completamente absorta na história.

— Aí ela foi atrás dele — tia Verônica disse com um sorriso. — Conta como você pediu desculpas, Valéria.

Minha mãe corou ainda mais, algo que eu nunca tinha visto acontecer.

— Eu... fui até a casa dele — ela disse. — Era uma noite chuvosa. Eu estava encharcada quando cheguei lá. Ele abriu a porta e ficou me olhando, surpreso, provavelmente esperando que eu dissesse algo cruel de novo.

Ela pegou o copo de suco, tomando um gole antes de continuar.

— Mas eu não disse nada. Eu só... comecei a chorar. Ali na porta, debaixo da chuva, chorando como uma idiota. E então eu disse que sentia muito. Que tinha sido covarde. Que ele merecia alguém muito melhor do que eu, mas que eu estava implorando para que ele me desse uma chance de ser essa pessoa melhor.

— E ele? — perguntei, completamente enfeitiçada pela história.

Um pequeno sorriso apareceu no rosto dela.

— Ele me puxou para dentro da casa, me enrolou em um cobertor, fez chocolate quente e disse que eu era a pessoa mais teimosa e irritante que ele já tinha conhecido — ela riu suavemente. — E então me beijou.

— Isso é tão brega — tia Verônica disse, mas estava sorrindo. — E tão perfeito.

Minha mãe me olhou com os olhos úmidos, porém sérios.

— O que estou tentando dizer, Luísa, é que às vezes o medo nos faz machucar as pessoas que amamos. Mas não é tarde demais para consertar. Nunca é tarde demais, se você realmente se importa.

Senti um nó na garganta.

— Mas ela não quer me ouvir — disse, minha voz saindo fraca. — Ela deixou isso claro.

— Então insiste mais uma vez — minha mãe disse firmemente. — Você compra as tulipas, você vai até ela, e você diz o que precisa dizer. 

— E se ela realmente me odiar?

— Aí pelo menos você tentou — tia Verônica disse gentilmente. — Pelo menos você não vai passar o resto da vida se perguntando "e se".

Olhei para as duas mulheres à mesa comigo. Minha mãe, que tinha atravessado a própria chuva para pedir desculpas ao homem que amava. Minha tia, que sempre foi a pessoa mais corajosa que eu conhecia.

— Tulipas — murmurei.

— Tulipas — minha mãe confirmou com um aceno. — E honestidade. Diga a ela exatamente o que você sente.

— E se eu não souber o que sinto?

Minha mãe me lançou um olhar que dizia que ela sabia exatamente o que eu sentia, mesmo que eu não quisesse admitir.

— Você sabe, Luísa — ela disse suavemente. — Você sempre soube.

Fim do capítulo


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