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Cancionitas de Amor - Diários de Um Coração por Nay Rosario

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Palavras: 881
Acessos: 26   |  Postado em: 26/02/2026

Notas iniciais:

Gatilho: menção a violências físicas, sexuais e aborto.

 

Mon Laferte - El Cristal

https://youtu.be/BT0pPxMqx3A?si=N2K8tW0FxEOUXg6h

Capitulo 6 - Olhos Inocentes

“- Crescer em Pedro Juan Caballero foi tranquilo. Éramos sete irmãos com diferentes idades, porém unidos. Não tínhamos uma boa condição financeira, mas com o emprego do meu pai dava para sobreviver. José, Yedel, Alfonso, Inês, Catléya, Marví e Guadalupe. Todos em ordem de nascimento e, consequentemente, tudo que nossos pais ordenassem. As coisas começaram a desandar quando José sofreu um acidente e, mesmo ficando internado, veio a falecer. Mí padre o amava mais do que aos outros e aquela perda abalou a família de maneira irreversível. Ele começou a beber todas as noites quando saía do trabalho, as brigas por pequenas coisas aumentaram e assim fomos crescendo. Até que houve a primeira agressão física. Eu já tinha quinze anos. Não apenas em mí madre. Nós também sentíamos o peso de suas mãos. Além das marcas de sua fúria, ele arranjou um pretendente bem mais velho do que eu. Quando não aguentei mais, fugi e nunca mais voltei até lá. Fugi para a estrada e com a ajuda de um senhor da vila, encontrei alguém disposto a me tirar daquele local. Foi naquela noite que aprendi que não poderia confiar em ninguém. Paramos em um posto para abastecimento de combustível e preferi ficar no veículo. Acabei por dormir e acordei assustada com o movimento do banco. Dois homens taparam minha boca e os minutos seguintes pareceram se arrastar por horas. Macularam meu corpo, minha alma, minha dignidade escorria por entre minhas pernas junto ao sangue da minha pureza.”

 

Os olhos de Lilian estavam marejados. Peguei o diário e marquei na página que ela havia parado. Bebeu o copo de água que ofereci e deu um longo suspiro. Mirou o caderno em minha mesa de centro e li em seu olhar que ela não retornaria àquela leitura. Peguei e recomecei.

 

“- Retornamos para o posto. O desgraçado do dono do veículo contava o maço de dinheiro que, certamente, ele havia cobrado pela minha venda. O olhei com desprezo e nojo, principalmente de mim. Passamos a noite naquele lugar e eu não fechei os olhos por um instante sequer. O sol raiou e eu já estava acordada. Ele, numa tentativa de compensar o ato hediondo, pagou meu café e comprou alguns alimentos para a viagem. Ele tentou conversar, descobrir algo sobre mim, mas eu nada falei e ele acreditou que eu tinha dificuldade para falar. Infelizmente, ele fez de novo. E de novo.  E de novo. E entramos em solo brasileiro. O estado era Mato Grosso e percebi que haviam alguns vilarejos que poderiam ter algum lugar onde eu pudesse me empregar. Quando paramos em outro posto e esperei que ele entrasse na loja. Desci pelo lado do motorista, pois da forma que o caminhão estava estacionado no pátio, seria difícil alguém me ver. Corri o máximo que pude. Entrei em um matagal e fui andando até achar uma fazenda e almas bondosas que me acolheram. Disse a eles que um homem havia me levado à força. Sim, uma mentira. Não tive coragem de contar a história real. Me abrigaram. Um recomeço. Trabalhando por lá, despertei o interesse de alguns colonos e do filho dos donos da fazenda. De forma alguma,eu gostaria de me envolver com qualquer um deles. E assim o tempo passou. Lá eu fiz algumas amizades com mocinhas da minha idade e mais velhas, casadas e com filhos. Eu gostava de ajudá-las, pois lembravam meus irmãos. Às vezes,sentava na varanda à noite para olhar as estrelas pensando em todos eles. Como estariam?! No meu segundo mês comecei a sentir leves a moderadas tonturas, enjoos e sonolência. Tudo que eu não precisava aconteceu. Uma gravidez sem pai e sem eu ter ideia de que seria esse porco infeliz. Eu não queria uma criança. Eu ainda era uma criança. Machucada, ferida, expatriada e lançada à própria sorte. Se é que podemos chamar assim. Chorei uma noite e amanheci decidida. Não era a hora dessa criança nascer. Uma das coisas passadas de geração em geração entre as mulheres da família era o segredos das ervas e encontrei algumas delas que serviriam para um chá abortivo. Era um risco, mas naquele momento não havia solução.” 

 

Eu não sabia o que pensar, tampouco dizer. Estava descobrindo ali que as histórias contadas por Inês pra gente de sua infância e adolescência eram tentativas de maquiar essa realidade cruel. Levantei da minha poltrona e fui em direção a cozinha. Na despensa, deixava uma caixa de papelão no alto e, dentro dela, algumas garrafas de José Cuervo. Meus irmãos têm o péssimo hábito de entrar em minha casa com a chave que ficava com Laurinda. Esconder foi o jeito. Levei dois copos, dei um à Lilian e, enquanto colocava o meu, ela virou de uma vez. 

 

- Devagar. Se já está assim, imagine quando passarmos para os próximos. 

- Não tenho sua resistência. 

 

- Não se trata de resistência ou resiliência. Estamos em busca de respostas. Você busca a sua origem genética, eu busco entender um pouco do que pode ter influenciado na forma de ser no mundo de minha mãe. Mesmo quando ela me abandonou com vovó e Agnes, tentei não nutrir sentimentos nocivos à alma. Mas há a necessidade de saber. _nos olhamos em silêncio enquanto ela ponderava sobre minha argumentação.

Fim do capítulo

Notas finais:

Até breve!


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