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Entre nos - Sussurros de magia por anifahell e Yennxplict

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Palavras: 1628
Acessos: 40   |  Postado em: 11/02/2026

O que ainda arde quando tudo silencia

A ausência da magia era um zumbido constante no fundo da mente de Lia. 


A árvore no centro da sala estava quase estática, como um móvel de madeira envernizada, ornamental demais para ser viva. Os frutos que ainda resistiam pendiam como olhos sonolentos, opacos, sem o brilho usual. Ela odiava olhar para eles daquele jeito e esse foi o principal motivo de ter passado tantos dias naquele quarto de hotel, encarar a macieira era como se encarar internamente, aparentemente viva, mas inerte.


Na primeira semana após voltar para casa, oficialmente a segunda semana sem magia, tentou fingir normalidade. Continuava tomando os mesmos remédios que Ísis tinha lhe oferecido e que por incrível que pareça, surtia efeito positivo e auxiliava no retorno às atividades normais do dia a dia. 


Despertava cedo, vestia-se com suas camisetas de heróis desgastadas, amarrava os cabelos com a mesma falta de paciência de sempre, e calçava seus tênis pesados para dar voltas no quarteirão. O som dos cadarços batendo no chão era quase reconfortante.


Mas a verdade era que cada passo parecia fora do compasso do mundo, Lia se irritava com facilidade, tinha vontade de socar as paredes quando a torneira vazava, quando o micro-ondas apitava, quando Ariel ligava com a voz trêmula e ela não sabia mais como confortar. Era como se tivessem arrancado a parte dela que conseguia ser tolerante. 


Na terceira semana sem magia, o cansaço físico retornou. O corpo doía em pontos aleatórios, os exercícios não causavam a mesma descarga de energia, a macieira no meio da sala continuava emudecida e a sensação de inutilidade a esmagava de dentro para fora. 


A ideia de estar grávida e, ao mesmo tempo, sem magia, a fazia se sentir quebrada, como se não pudesse proteger nem a si mesma, muito menos o que crescia dentro de si. Esse sentimento a fazia fingir por longos momentos durante o dia que não lembrava desse ponto importante sobre ela. Assim ficava mais fácil no caos do momento, mas sabia que logo teria que encarar de verdade a situação.


Naquele momento, a madrugada se esparramava pela casa e do lado de fora, a chuva tinha virado uma garoa insistente que batia na janela. Ouvia o farfalhar das folhas da árvore no meio da sala misturado com o som baixo da TV que estava ligada passando um filme que Elisa havia escolhido. 


Lia estava deitada de lado, as costas encostadas na barriga de Elisa, que a envolvia com o braço por cima da cintura, o nariz afundado nos fios do seu cabelo. 


— Você tá acordada? — ela perguntou, sem virar o rosto.

— Tô. — a voz de Elisa veio baixa, quente contra a nuca. — Mas quase dormi, talvez não tenha escolhido o melhor filme. 


Lia sorriu e balançou a cabeça em negação. 


— Não, até que é interessante! — Lia virou o corpo, para que pudesse ver Elisa.

— Sei…— Elisa sorriu. — Você só tá querendo me agradar. 

— Eu sempre quero, meu amor. — Lia roubou um beijo enquanto a nefilin sorria. 


Um silêncio breve se instalou, até que Lia resolveu romper.


— Tava aqui pensando… E a nova assistente? — Lia perguntou buscando distrair a mente com uma conversa amena.

— O que quer saber sobre ela? — Elisa perguntou, despretensiosa, mas curiosa.

— O que achou dela? 


Elisa demorou um pouco para responder.


— Ela tá se adaptando. Melhor do que eu esperava, na verdade. — disse por fim, afastando levemente os dedos da cintura de Lia. — Por que a pergunta? 


Lia a observou por alguns segundos. 


— Ué, era uma contratação que você tinha dúvidas. Estava com bastante expectativa em como seria o trabalho dela. Então, assumi que era importante para você. 

— Claro, me desculpe… Eu fiz parecer isso, não foi? Bom… De alguma forma, aceitar que alguém trabalhe ao meu lado, por favor a alguém, me deixa insegura. Então, me afeta sim. 

— Eu sei disso, mas ela é uma boa profissional. Você mesmo disse. Então vai da certo. Foi tudo tranquilo no trabalho hoje?

— Sim. Um pouco mais do mesmo de sempre. Só que com mais problema para resolver e uma pessoa nova para treinar. 

— Você está tratando a menina bem? — Lia questionou, desconfiada das atitudes corporativas da noiva. 

— Você me pediu para não ser carrasca e eu tô tentando. Ela é esforçada, tem iniciativa, também é muito ousada, mas… — Elisa fez uma pausa, se sentando e olhando Lia como se fosse contar um segredo. — Ela usa… um colar, tipo esse que a Ísis conjurou para você, um pouco diferente, na verdade, tem uma energia diferente. O que quero dizer é que a mente dela esta blindada por esse amuleto. Isso foi algo que me chamou atenção.

— Interessante… — Lia parecia refletir. — A mãe dela é bruxa?

— Não, que eu saiba, é humana. 

— Pode ser herança de família. 

— Não sei. Só sei que ele me irrita. Esse amuleto. — Elisa exasperou, demonstrando um leve início de irritação. 

— Por que exatamente? Que eu saiba, você não gosta de invadir mentes sem permissão. Não tem aquela coisa de ética e não sei o que lá que você me falou? 

— Não é sobre isso. A questão é que ela pode esconder alguma coisa. Por qual motivo ela protegeria a mente?  

— Tem muitos motivos para isso, Elisa. Apenas privacidade, quem sabe? Sei que não é um item tão fácil de conseguir, mas a família dela tinha muito dinheiro antes de tudo isso acontecer, e também muitos contatos. Não deve ser nada que te cause problemas.

— Bom, realmente espero que sim. Seria cansativo escolher outra pessoa. — Confessou. 

Elisa a encarou por alguns segundos, observando Lia. Os cabelos bagunçados se espalhavam pelo travesseiro. Vestia um top preto que deixava os braços e a barriga a mostra e foi ali que Elisa deixou seu olhar por alguns segundos. 


Conseguia identificar uma saliência discreta que antes não estava ali. Sentiu vontade de esticar a mão e tocar, mas perdeu coragem quando Lia percebeu sua intenção e com calma, a Bruxa puxou um travesseiro para colocar sobre a barriga e as coxas. 


Elisa entendia. Lia ainda não estava pronta para lidar totalmente com aquela novidade. Ela entendia que a bruxa se sentia insegura e que aquele ainda era um ponto sensível.


— Desculpa… — Lia deu de ombros, se sentindo culpada. 

— Não se desculpe, vamos no seu tempo. — Elisa rebateu docemente, a mão escorregando da cintura de Lia até a coxa. — Não quero que se sinta desconfortável. 

— Não bem um desconforto…. Não sei, as coisas andam estranhas por aqui, estou tentando organizar. 

— Você vai organizar. Acredito nisso. — Elisa deu um sorriso sincero. 

— Obrigada por acreditar tanto em mim. — Lia deu um beijo no lado direito do rosto da nefilin. — Agora que o nosso filme acabou, vou tomar banho e já volto para você.


Elisa a observou até que ela sumiu de vista, entrando no banheiro. Enquanto isso, aproveitou para dar uma olhada em alguns e-mails de trabalho. 


Algum tempo depois, Lia saiu do banho sem se secar direito e foi na direção de Elisa, com o corpo ainda úmido.


Elisa agora estava sentada na cama, de pernas cruzadas, lendo no tablet da Wicca, o cabelo preso em um coque torto, a blusa simples de alça fina revelando hematomas discretos, quase curados, em seus ombros. Parecia tranquila, alheia ao furacão de pensamentos que rugia dentro da Fênix.


Lia parou ao lado da cama, nua, e a encarou em silêncio por alguns segundos.


— Tô com raiva do meu corpo. — disse, enfim.

— Por quê? — Elisa levantou os olhos. 

— Porque eu sinto o impulso e não posso… não consigo funcionar. Porque dói. Porque minha cabeça parece cheia de fumaça. Porque eu tenho vontade de gritar e se eu gritar, vai ser vazio, seco e sem poder. 

— Vem cá. — Elisa pousou o tablet ao lado.


Lia se aproximou devagar, ainda com gotas caindo dos cabelos, e subiu na cama. Elisa a puxou gentilmente para o colo, ajeitando seu corpo com cuidado. Era raro Lia permitir esse tipo de vulnerabilidade, mas agora ela precisava ser contida.


— Seu corpo funciona, sim. 

— Quero que me mostre que funciona. 


Elisa não demorou muito para entender e nem pensou muito antes de trazer Lia para perto, com delicadeza, iniciando um beijo lento e denso. 


— Me toca. — Lia sussurrou, contra os lábios de Elisa. — Preciso de você.


Elisa tocou. Parecia conhecer cada ponto do corpo de Lia e suas reações. As mãos deslizavam com reverência. A ponta dos dedos contornou os seios de Lia com carinho, e a boca seguiu o mesmo caminho, lenta, firme, sugando com precisão, enquanto Lia arfava com os olhos semicerrados.


— Mais forte, Elisa. — pediu, com a voz rouca.


Elisa obedeceu. Os gemidos se confundiam com a chuva grossa que começara lá fora. Os quadris de Lia encontraram o ritmo e o roçar, a fricção e o calor entre elas se tornou quase brutal, mas não havia brutalidade real, e sim necessidade e um desespero silencioso.

O orgasmo veio rápido, como uma quebra, Lia gem*u baixo, trêmula, mordendo o ombro de Elisa com força. Depois ficou ali, deitada sobre ela, com a testa no peito da mulher e o coração pulsando alto demais.


— Isso não é só sobre sex*. — Elisa disse, acariciando suas costas nuas. — Eu amo você. Além disso, você é muito mais do que sua magia. 

— Eu também amo você.


Elas ficaram em silêncio por longos segundos, antes de Lia murmurar, quase cedendo ao sono que pesava seus olhos:

— Você tem mantido minha chama acessa, Elisa.

Fim do capítulo


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