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  • Capítulo 31 - A Semente do Perdão

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Srta Matsuzaki por EmiAlfena

Ver comentários: 2

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Palavras: 1881
Acessos: 474   |  Postado em: 08/02/2026

Capítulo 31 - A Semente do Perdão

 

Hinata havia ido embora, e naquele momento, era como se o coração de Ana tivesse ido junto. Ela permaneceu parada no portão, o mundo ao seu redor embaçado, o som dos carregadores de caixas e o caminhão de mudança ecoando de forma abafada em sua mente.

— Moça, você está bem? — perguntou, com preocupação, o funcionário da empresa de mudança, tocando levemente o braço de Ana.

— Ah... Eu... Vou ficar bem, moço... Então, eu já vou indo. Muito obrigada. — Ana respondeu, a voz fraca e distante.

Ana se despediu do homem e seguiu com sua mente distante. O percurso até a rodoviária foi um borrão, assim como a viagem de ônibus. Ela caminhou até a casa dos seus pais, passou pelo portão e entrou na casa como uma sombra. Sentou na mesa da sala de jantar e só voltou para a realidade quando sua mãe, Dona Maria, se assustou ao vê-la ali sentada em silêncio. A mãe, que carregava algumas vasilhas de plástico, as deixou cair no chão com o susto.

— Uai, fia, o que aconteceu? Ocê aparece desse jeito quase mata a mãe de susto. — Dona Maria disse, o coração disparado.

Ana não disse nada, mas ao olhar para sua mãe, seus olhos finalmente se encheram de água, e ela começou a chorar e soluçar, a dor que havia contido a manhã inteira explodindo de uma vez só.

— Fia, o que aconteceu? — Dona Maria abraçou sua filha com força, e Ana se permitiu desmoronar em seus braços.

Sua mãe a levou pacientemente até seu quarto e a deitou na cama. A jovem chorava de forma inconsolável, mas não conseguia dizer nem mesmo uma palavra.

— Chora, fia, põe pra fora. — A voz de Dona Maria era como um alento em meio a tanta dor.

Ana ouviu passos pesados se aproximando e soube que era seu pai. — Oh, Maria, peguei uns quiabo pro armoço... Uai, Maria, onde ocê tá?

— To aqui, homi! ... Fia, a mãe vai ali e já vorta, tá? — Ela deu um beijo na testa de sua filha e seguiu resmungando com seu marido na cozinha, um som que, naqueles dias, era o mais reconfortante do mundo para Ana.

Entre lágrimas e soluços, Ana acabou adormecendo.

—xxx—

Era um parque. Havia uma área gramada com árvores enormes. No centro, haviam crianças brincando em um escorregador, na caixa de areia, e um pequeno grupo de garotos brincava com uma bola no gramado ao lado. Ana decidiu se deitar, sentindo a grama fresca sob seu corpo, e percebeu que ao seu lado estava o amor de sua vida. O Sol estava claro e, mesmo estando embaixo da sombra de uma árvore, toda aquela claridade incomodava os olhos de Ana.

— Feche os olhos, amor. — Hinata disse, sua voz suave.

— Se eu fechar os olhos não vou poder olhar para você.

— Mas com o Sol você também não vai conseguir.

— Estava sentindo falta dos nossos momentos, sabia?

— Sei que sim, mas isso não faz com que eu te ame menos, só estamos vivendo uma rotina corrida.

— Você me ama, então? — Ana perguntou, a voz cheia de esperança.

— Você sabe que sim, sabe que eu sempre te amei e que meu coração sempre foi e sempre será seu. — Hinata disse enquanto seu rosto se aproximava, e o de Ana a esperava.

— Pode dizer de novo?

— Digo quantas vezes você quiser. — Hinata disse.

Pouco antes de seus lábios se tocarem em um beijo, o som de um baque seguido de um choro de uma criança ecoou nos ouvidos das mulheres. O som familiar quebrou a magia do momento.

— Amor, acho que é hora de irmos para casa. — Hinata disse, a voz cheia de uma tristeza que Ana conhecia bem.

—xxx—

Ana despertou com um sentimento intenso de amor e alegria por estar ao lado da mulher que amava tão intensamente, mas principalmente por sentir que esse sentimento era correspondido. Como uma ilusão que se dissipa no ar, alguns segundos depois Ana percebeu que havia acordado e que a realidade era imensamente diferente. E ainda que ela quisesse com todo o seu ser voltar para aquele sonho, ela não conseguiria.

Decidiu se levantar, ainda que não sentisse que tinha forças o suficiente para isso. Na cozinha, sua mãe estava lavando a louça do almoço.

— Oi, fia, ocê acordou, oia, aqui, separei um poquinho do armoço pro cê. — Dona Maria disse, sem se virar.

— Obrigada, mãe, mas não to com fome.

— Mais come um poquinho, fia. Tem franguinho com quiabo que ocê gosta.

Mesmo sem apetite, Ana se forçou a comer ao menos duas colheradas. A comida simples, feita com o tempero único de sua mãe, trouxe uma pontada de conforto em meio à dor. Assim que terminou, a necessidade de falar sobre o que a consumia se tornou mais forte do que a fome.

— Mãe, aconteceu tanta coisa que eu nem sei por onde eu começo.

— Que aconteceu com ocê e a Renata?

— Já começa por aí, mãe. O nome dela nem é Hinata. O nome verdadeiro dela é Mizuki Kodama.

— Kodama? Não era esse o nome daquele lugar que ocê trabaia, fia?

— É, mãe. Ela veio pra cá só pra investigar e descobrir o motivo da empresa estar perdendo dinheiro. Fingiu que era Hinata. Ela mentiu pra mim.

— Mais, fia, ocê converso isso com ela? Vai vê ela num podia conta pro cê.

— Eu estava tão irritada, mãe, que nem quis ouvir o que ela tinha pra dizer.

— Fia, mas ocês podi conversa ainda. Esfria a cabeça e conversa com calma com ela. A Renata parece sê uma boa moça, ela num ia fazê isso por mal.

— Não posso, mãe.

— Fia, eu ensinei ocê melhor qui isso. Ocê num tá dando chance de orvi o lado dela, fia. Sempre ensinei ocê que nois precisa saber a visão das pessoa antis de sai julgado.

— Eu não posso mais falar com ela, mãe. — A voz de Ana se partiu.

— Porque qui num pode, fia?

— Porque além de não ouvir o lado dela, eu também mandei ela voltar pra perto do pai dela. Eu estava com raiva e disse coisas que me arrependo tanto. E agora eu não posso mais falar com ela — Ela queria chorar, mas parecia que seus olhos já não tinham mais lágrimas. — Porque ela foi embora, mãe.

Dona Maria ficou em silêncio por alguns instantes, esperando que alguma luz de sabedoria a iluminasse para que pudesse dar um daqueles famosos conselhos de mãe para sua pequena Ana.

— Fia, ocê sabi que a mãe não é estudada nem nada e num sabe fala as palavras bunita. A mãe sabe que nessa sua cabecinha tem um montão de pergunta do porque ela mentiu ou do porque ela num contou pro cê as coisa. Mais, fia, o que nóis sente no coração nunca é mentira, fia. Os dia que ocês ficaram aqui deu pra vê o jeito que ela oiava pro cê, mesmo ocês tentando iscondê. Ela podi tê iscondido o nome di verdade dela mas ela num escondeu o coração dela do cê, fia. Eu sei que ocê ficou com raiva, mais isso passa, e a magoa também. Mais num deixa esse arrependimento, porque isso é um negócio que num passa, fia, ele fica, e dói. O que a mãe pode ti fala é pra segui o seu coração.

— Não sei se vou conseguir, mãe. Nem sei por onde começar.

— Ocê vai sabe, fia. Mais inquanto ocê pensa nas coisa, faiz um favô pra mãe e leva o chapéu do teu pai, ele pediu pra arrumar.

Ana obedeceu sua mãe e saiu a procura do seu pai, que estava no pomar. Era época de colher as frutas que cresciam em abundância. Mesmo com todo o cuidado diário que Seu Tião tinha com seu pomar, a quantidade de frutas que acabava caindo no chão e apodrecendo ainda era grande. Seu pai estava no fundo de um buraco no qual ele sempre juntava todas as frutas estragadas para jogar ali. Ele sempre misturava as camadas com terra e folhas para transformar em um solo bastante rico em nutrientes.

— Bença, pai, a mãe mandou trazer seu chapéu.

— Deus abençoe, fia. Ocê armoçou?

— Comi um pouquinho, mas não estava com fome.

— Sua mãe disse que ocê tava pra cá. Hoje não era dia de trabaia lá em Serra Verde?

— Não, pai. Na verdade, eu acabei sendo demitida. Acabou que a Hinata era filha do dono da empresa e o pai dela não gostou muito de saber que nós duas estávamos namorando.

— É, fia, uma pena qui esse homi não conheceu ocê direito, tenho certeza qui se ele visse ocês duas junta ele ia vê como ocês fica feliz perto uma da otra.

— Não sei não, hein, pai. Acho que mesmo assim ele não ia gostar.

— Fia, tem gente que ainda vive com a cabeça antiga, né. Nóis tem qui respeita a cabeça dele também. Mas no fim das contas a vida é do cês duas e ele num pode fazê nada.

— Parece que ele pensa que pode, pai. Ele foi lá no meu apartamento e me ofereceu um contrato pra assinar onde eu ia receber um montão de dinheiro, mas em troca eu nunca mais poderia nem chegar perto da Hinata.

— Ocê num assinou esse negócio não é?

— Não, pai.

— É porque nenhum dinheiro no mundo compra um amor di verdade igual o que ocês duas tem.

— Pode até ser, pai, mas ela acabou indo embora com o pai dela.

— E agora o que ocê vai fazê?

— Eu não sei, pai.

— Ocê feiz uma promessa pro pai. Num lembra? Ocê disse num tem muito tempo que num ia desisti de procura a felicidade. Mesmo que uma coisa é difícil, fia, ocê só vai perdê se ocê desisti. Enquanto ocê continuá tentano, ainda tem chance de consegui.

— Mas, pai, pra falar com ela de novo, eu teria que ir pro Japão.

— Fia, ocê já conseguiu entrá pra trabaiá na empresa mais difícil da região. E ocê conseguiu sozinha. Então o pai sabe que se ocê quisé ir lá pro outro lado do mundo ocê vai consegui também.

Ana tinha muito em que pensar. Depois de ouvir os conselhos de seus pais, ela foi até a sua casa na árvore. Tanta coisa havia acontecido nos últimos dias que ela se sentia sobrecarregada com informações. Ela precisava se acalmar e meditar tudo e qual decisão iria tomar.

O céu estava começando a mudar de cor, indicando que o pôr do Sol estava se aproximando. Os pássaros cantavam alegres voando entre as árvores. Hinata havia partido, e naquele momento, Ana não teria como falar com sua amada.

“Ir para o outro lado do mundo não vai ser uma tarefa fácil. Além disso, Hinata pode ter ficado tão chateada comigo quanto eu fiquei com ela. Mas eu errei muito ao não ouvir o lado dela. Eu vou, mesmo que seja só pra eu me desculpar.”

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Bom dia! Boa Tarde! Boa noite!


Sei que foi um fim de semana de emoções intensas. Sei que é difícil ver nossas meninas separadas. Sei também que todas estamos torcendo por elas... Então até semana que vem S2


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Comentários para 32 - Capítulo 31 - A Semente do Perdão:
HelOliveira
HelOliveira

Em: 08/02/2026

Mesmo com emoções fortes, os pais da Ana são capazes de aquecer qualquer coração...

Sera que Ana vai dar jeito de chegar até Mizuki/Hinata.....

Até o proximo

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Jsilva
Jsilva

Em: 08/02/2026

 muito top os pais de aninha s2. lindo o apoio do pai incentivando ir atraz do seu amor do outro lado do mundo .   vamooo aninhaa !!!


EmiAlfena

EmiAlfena Em: 08/02/2026 Autora da história
Vai ser um longo caminho pra Ana


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