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  • Capítulo 30 - Mizuki Kodama

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Srta Matsuzaki por EmiAlfena

Ver comentários: 3

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Palavras: 2085
Acessos: 352   |  Postado em: 07/02/2026

Capítulo 30 - Mizuki Kodama

 

Assim que a porta de Ana se fechou, um baque surdo ecoou no peito de Hinata, como se uma parte dela tivesse sido arrancada. Sua amada tinha razão, ela havia mentido, e isso era algo imperdoável. Cada passo que a mulher dava, caminhando lentamente pelas ruas silenciosas de Serra Verde, sentia o ar fresco da noite tocando seu rosto e em suas mãos o pendrive com a solução para o motivo que a havia trazido para aquele país. O objeto parecia queimar em sua pele, um lembrete físico de toda a dor e das mentiras que levaram a este momento.

"Talvez eu deveria agradecer ao Jorge por ter causado tudo isso, caso contrário eu nunca teria conhecido a Ana."

Seu coração estava despedaçado, mas a memória dos meses que passou ao lado de Ana eram, sem sombra de dúvida, os melhores da vida de Hinata. A lembrança vívida da primeira vez em que esbarrou em Ana e ambas caíram no chão, do primeiro sorriso que viu em seu rosto, trouxe uma dor quase insuportável. Hinata sentia como se não fosse possível sentir uma angústia maior do que aquela.

"Queria tanto que pudesse me perdoar. Eu te amo tanto, Ana."

A essa altura, Hinata havia chegado à casa em que morou e viveu momentos de extrema felicidade. Mesmo que fizesse pouco mais de vinte e quatro horas, aqueles instantes de intimidade e calor pareciam ter acontecido há centenas de anos. No portão da casa, a realidade a atingiu como um soco. Seguranças estavam à sua procura, haviam carros parados na frente, as luzes das lanternas cortando o breu da noite. Um dos seguranças correu ao encontro de Hinata, a pegou pelo braço e a direcionou para o segundo carro da comitiva que estava sendo preparada.

— A senhorita chegou bem no horário. Por favor, me acompanhe até o carro.

— Para onde estamos indo? — Hinata perguntou, a voz rouca pela dor.

— Para casa, Senhorita Kodama.

Com "para casa", o segurança queria dizer que a comitiva estava retornando para o Japão. Hinata pensou em argumentar, em lutar, em fugir. Mas o único motivo que ela realmente tinha para ficar não a queria por perto. Ela segurou o pendrive com força em suas mãos, sentia como se fosse a única coisa que ainda a mantinha unida a Ana.

Seu pai, o Senhor Kodama, estava saindo pelo portão quando seu olhar cruzou o de sua filha. Aquele olhar frio e duro era a resposta que ela precisava. Hinata não tinha mais forças para lutar. Suas pernas, ainda que bem treinadas por anos de corridas matinais, não suportaram todo o peso e angústia que naquele momento ela carregava em seu coração. Ela deixou que suas pernas cedessem e que o choro tomasse conta de seu corpo.

— Por favor, pai, deixe-me ficar. Eu sempre fui a filha que fazia tudo para não desagradá-lo, sempre fui uma filha exemplar, uma funcionária completamente dedicada ao trabalho e comprometida com a companhia. Porque não pode me deixar escolher isso? Abro mão do cargo, deixo tudo nas mãos de Haruto. Mas, por favor, deixe-me ficar. — Hinata gritou 

Ao contrário do que ela imaginou, ele não disse nem sequer uma palavra. Olhou com desgosto para a filha e entrou no veículo. O segurança, a essa altura, já havia pedido a ajuda de um colega para colocar a filha do seu chefe no carro. Dessa forma, Hinata foi levada e seguiu para a capital do estado. De lá, um avião particular levou o Senhor Kodama e sua comitiva para o outro lado do mundo.

—xxx—

Alguns dias se passaram desde o retorno da vice-presidente Mizuki Kodama ao Japão. Apesar de a mulher estar de corpo presente, sua alma parecia vagar por quaisquer outros lugares. O Senhor Kodama designou alguns serviçais e seguranças para cuidarem e ficarem de olho em sua filha. Ele não queria que o ocorrido da última noite no Brasil se repetisse. E mesmo que tivesse deixado Mizuki aos cuidados da senhora Shimamura, ordenou que sempre houvesse mais funcionários por perto.

A única coisa que o Senhor Kodama não estava conseguindo controlar era o humor de Mizuki. Ela praticamente não comia e parecia ter perdido a vontade de continuar. Apenas Shima conseguia se aproximar, e um dia a senhora reuniu coragem para conversar com sua chefe, encontrando-a como sempre em sua cama.

— Senhorita Kodama, precisa se alimentar. — Shimamura se sentou ao seu lado.

— Não estou com fome, Shima. — A voz de Mizuki era um fio.

— Mas, Senhorita, já fazem semanas desde que voltamos.

— Eu queria ter ficado, Shima. Queria ter tido tempo de consertar as coisas com Ana. Mesmo sabendo que talvez ela nunca me perdoaria. Até porque acho que nem eu mesma me perdoo.

— Senhorita, se me permite dizer, seu pai não ter deixado você ficar foi realmente muito triste, e concordo que a senhorita e aquela jovem Ana deveriam ter tido a chance de se acertarem. Mas… Receio que a senhora não seja capaz de prever o futuro, estou correta?

— Como assim, Shima? É claro que eu não vejo o futuro. Se eu pudesse fazer algo assim, certamente teria visto meu pai chegando e tudo isso seria diferente.

— Certamente, senhorita. Mas justamente por esse motivo a senhora precisa comer.

— Do que está falando, Shima?

— Como não podemos prever o futuro, o que aconteceria se um dia a senhorita tivesse a chance de voltar para o Brasil e pudesse conversar com a jovem Ana, mas… se e quando essa chance aparecesse, você estaria fraca demais para conseguir? A senhorita precisa estar preparada, por isso peço que se esforce e coma, por favor.

Mizuki não tinha nenhuma resposta para Shimamura. Afinal, a senhora tinha um bom argumento. O futuro era incerto, e o que a motivou a continuar não era a esperança de ser perdoada por Ana, mas sim a esperança de um dia poder vê-la novamente, mesmo que ela não a amasse mais.

Sendo assim, Mizuki se esforçou todos os dias e voltou a comer de forma mais adequada. Sua rotina havia se tornado bastante diferente e seus dias se resumiam a trabalhar um pouco de forma remota e limitada, afinal seu pai havia solicitado o bloqueio de todo e qualquer tipo de acesso a redes sociais. 

Mizuki foi autorizada a se exercitar, inicialmente apenas na academia de dentro de casa e apenas depois de duas semanas a autorizaram a sair para correr na propriedade de seu pai. Ela acabava até se divertindo um pouco ao ver os seguranças desesperados tentando acompanhar a mulher em suas corridas matinais. Ela podia meditar e ler, mas seu pai não havia liberado para que ela voltasse ao trabalho integralmente.

—xxx—

Em uma tarde, quando seu irmão Haruto passou na mansão Kodama, a casa em que Mizuki estava. O rapaz chegou animado, e sua irmã o abraçou com muita força.

— Hey, calma, irmãzinha, assim você me quebra ao meio. — Haruto riu, devolvendo o abraço.

— Você é insuportavelmente chato, mas eu estava com saudades de você, meu irmão.

Haruto fez careta e drama, como se estivesse sufocando, o que fez sua irmã rir pela primeira vez em semanas.

— Mas, conte-me, como você está? Voltei ontem de uma viagem para firmar mais uma parceria com uma empresa pequena, mas promissora, na Austrália. Quando de repente, fiquei sabendo que minha irmãzinha está de volta.

— Como assim, ficou sabendo só agora, Haruto? O Senhor Kodama me deixou aqui trancada há quase um mês.

— Eu sei, minha irmã, mas você sabe como papai é, sempre cauteloso. — Haruto disse, sentando-se e analisando o humor de Mizuki.

Mizuki franziu a testa, cética.

— E nós precisamos de você, pequena Mizuki, a família precisa de você em toda a sua glória.

— Diga logo do que precisa, meu irmão. Você sabe bem que não gosto dos seus rodeios. Suas táticas até podem funcionar com o mundo inteiro lá fora, mas não funcionam comigo.

— Está bem. Estamos com problemas na empresa, porém dessa vez em nossa matriz.

O rosto de Mizuki, antes cansado, se tornou sério e profissional. — Como assim, na matriz? Você é encarregado daquele lugar, Haruto, o que você aprontou agora?

— Ah, você sabe como eu sou, não tenho paciência com essas papeladas que você tanto adora, então contratei um amigo meu para cuidar de tudo, mas ao que parece ele é tão desligado para a burocracia quanto eu. Você sabe que meu lugar é pelo mundo, irmãzinha, e não ficar o dia inteiro sentado atrás de uma mesa. Ou você acha que eu saí dessa casa só porque não gostava da decoração?

— Para começar, Haruto, você saiu de casa porque era mimado demais e o Senhor Kodama queria lhe ensinar a ser mais humilde.

— Isso foi o que eu fiz o papai pensar. A verdade é que eu planejei tudo isso. Independente do que nosso pai deseja para nós, a vida ainda é nossa para ser vivida. Só que, no nosso caso, nós temos que pensar à frente do nosso pai e fazer ele pensar que está nos castigando quando na verdade ele está fazendo exatamente o que queremos. É por isso que eu ando solto pelo mundo e você fica aí como um pássaro enjaulado.

Mizuki ficou em silêncio, processando as palavras do irmão.

— Viu só como tenho razão. Mas agora vamos aos negócios. Preciso que me ajude, irmãzinha, a arrumar toda aquela bagunça e caos que se formou na matriz da empresa. Eu fico te devendo uma se me ajudar nessa.

— Você sabe bem que, no momento, estou limitada a viver dentro da propriedade e, como você pode ver, fico constantemente acompanhada por um segurança.

— Ah, deixe isso comigo, falarei com papai sobre você e tenho certeza de que ele te deixará voltar a trabalhar. Você vai me ajudar, então?

— Sim, vou te ajudar se conseguir fazer com que o Senhor Kodama afrouxe as rédeas. Mas mesmo que consiga isso, ainda vai ficar me devendo.

— Fechado, minha querida irmã… Fico te devendo quantos favores você quiser.

— Então começe resolvendo isso pra mim. — Hinata retirou um colar que levava consigo desde que voltou do Brasil. O pingente era o pendrive de Ana. Doeu entregá-lo ao seu irmão mas era necessário. 

— O que seria isso? — Haruto perguntou enquanto estendia a mão para receber o pequeno item.

— Quero que entregue para os advogados da empresa, eles saberão como usar as informações que tem ai. E uma última coisa, quero que dê uma atenção especial à um sujeito, Jorge é o nome dele. Pode fazer isso por mim?

— Certamente. — Os dois irmãos deram as mãos como se fechassem um acordo oficial entre empresários. — Agora que terminamos de falar de negócios, irmãzinha, quer conversar sobre o que houve lá no Brasil?

— Não quero.

— Mas se não conversar comigo, vai conversar com quem?

— Meu irmão, basta que você saiba que o que vivi no Brasil fez com que eu encontrasse dentro de mim a pessoa que eu sou de verdade. Sempre te julguei por não ser o filho exemplar pro Senhor Kodama, mas hoje eu percebo que ser a filha perfeita não era ser eu mesma. Estive fingindo por toda a minha vida, ser alguém que eu não sou. A jovem Ana com quem eu me envolvi romanticamente me mostrou o quanto nossa família não é uma família, e que viver tem a ver com sentir e não com obedecer.

— Quem é essa jovem Ana? Desejo agradecê-la por todas as mudanças que fez na Mizuki de mau humor que convivo desde que nascemos.

— Infelizmente, durante a investigação, acabei demorando demais para lhe dizer a verdade sobre minha identidade, e isso acabou ferindo-a profundamente. Creio que ela nunca poderá me perdoar pelas minhas mentiras. Nunca foi minha intenção me envolver, me apaixonar e nem mesmo descobrir o amor.

— O amor não acontece assim, irmãzinha, nunca é planejado de acordo com nossas intenções. Mas me diga uma coisa: quem é essa mulher que está sentada na minha frente? E o que fez com a minha irmãzinha Mizuki?

— Ah, meu querido irmão, Mizuki Kodama era a filha que o Senhor Hiroshi Kodama desejou ter. Ouso dizer que, durante os meses em que passei na filial do Brasil, eu me tornei a m

inha verdadeira versão, e o nome dela é Hinata Matsuzaki.

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Bom dia! Boa tarde! Boa noite!

Demorei mas cheguei kkk


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Comentários para 31 - Capítulo 30 - Mizuki Kodama:
Jsilva
Jsilva

Em: 08/02/2026

ai achei o irmao da mizuki tao fofo s2. fiquei triste por ela e pelo sofrimento  q estar passando .. me identifiquei , bora q tem muito chao aiii agora com apoio do irmao so vamooooo.


EmiAlfena

EmiAlfena Em: 08/02/2026 Autora da história
Haruto é um fofo mesmo... Só vamooo


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HelOliveira
HelOliveira

Em: 07/02/2026

Tão triste as separadas,.mas acredito que Hinata vai conseguir uma forma de ver Ana de novo


EmiAlfena

EmiAlfena Em: 07/02/2026 Autora da história
Pq a Hinata? Talvez a Ana possa fazer algo...



HelOliveira

HelOliveira Em: 07/02/2026
Verdade isso seria bem interessante.... é que não consegui imaginar o que Ana pode fazer. Mas se acontecer vai ser uma surpresa boa


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HelOliveira
HelOliveira

Em: 07/02/2026

Tão triste as separadas,.mas acredito que Hinata vai conseguir uma forma de ver Ana de novo

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