• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • A Princesa & A Dama De Companhia.
  • Capitulo 33 – Os Dias Que Mataram o Sol

Info

Membros ativos: 9579
Membros inativos: 1617
Histórias: 1971
Capítulos: 20,927
Palavras: 52,929,536
Autores: 808
Comentários: 108,967
Comentaristas: 2597
Membro recente: Anik

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Entrelinhas de um contrato
    Entrelinhas de um contrato
    Por millah
  • RASGANDO O VEU DE MAYA
    RASGANDO O VEU DE MAYA
    Por Zanja45

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • A AUTORA
    A AUTORA
    Por Solitudine
  • Lupas
    Lupas & Lentes
    Por llorylua

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

A Princesa & A Dama De Companhia. por Tk_Oliver

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 555
Acessos: 118   |  Postado em: 06/02/2026

Capitulo 33 – Os Dias Que Mataram o Sol

Narrado por Elara

 

Os dias seguintes foram os mais longos da minha vida. Era como se o tempo tivesse parado em agonia — as horas arrastavam correntes nos corredores do palácio. A música dos salões era ruído, o perfume das flores enjoativo. Tudo perdeu a cor desde que deixei Seraphina naquela madrugada.

 

No espelho, meu reflexo parecia um retrato de luto. Os olhos cansados, as olheiras profundas, e a boca que já sorriu por ela… agora só sabia guardar silêncio.

 

Fingir. Esse virou meu ofício.

Fingir que dormi bem.

Fingir que o conde, seu primo, me agradava.

Fingir que meu coração não gritava o nome dela a cada passo.

 

Seraphina... minha princesa, minha ruína.

 

A governanta me seguia por todos os lados. Era claro que estávamos sendo vigiadas. Eu sabia, ela sabia. O rei tinha olhos em todo canto. A corte murmurava em silêncio. E ainda assim, havia momentos em que nossos olhares se cruzavam — e era ali, naquele segundo de silêncio, que tudo desmoronava por dentro.

 

Ela fingia. Eu fingia.

Mas nossos olhos nunca aprenderam a mentir.

 

No jantar, eu sentava ao lado do homem com quem o rei me prometeu. Ele me falava de viagens, de posses, de castelos distantes. Eu apenas sorria, mas nunca o via de verdade. Meus olhos buscavam apenas uma pessoa naquela mesa.

 

Seraphina.

 

Ela estava sempre à cabeceira, vestida em tecidos nobres, mas o rosto sem brilho. Seus olhos me evitavam, mas às vezes, nos espelhos do salão, eu a pegava me observando. Quando notava que eu via, ela desviava o olhar e enchia a taça de vinho. Ela não sorria mais como antes.

 

As noites se tornaram meu maior castigo. A cama era fria, e o lençol nunca tinha o cheiro dela. Meus dedos tremiam, lembrando do calor de sua pele, do modo como dizia meu nome baixinho… da forma como nossos corpos se encaixaram como prece e resposta.

 

Seraphina não era só um amor proibido. Ela era meu lar.

 

E agora, eu vagava sem teto, me escondendo dentro de mim.


---

 

Narrado por Seraphina

 

As paredes do meu quarto pareciam apertar mais a cada noite. O silêncio gritava. Eu deitava e fechava os olhos, tentando apagar a lembrança dela naquela madrugada, mas tudo ainda estava aqui — o cheiro do cabelo dela, o gosto da pele, os suspiros entre as sombras.

 

Eu a deixei ir. E ela foi.

 

Troquei os lençóis, mandei queimarem a camisola que ela esqueceu — mas nada apagava Elara de mim.

 

No salão do trono, eu escutava os planos de casamento com o conde, mas minhas mãos suavam, e minha garganta travava. Quando ele sorria para mim, tudo que eu queria era gritar.

 

Meu pai achava que estava controlando tudo. Mas ele não sabia o quanto o coração de uma filha pode se rebelar, mesmo em silêncio.

 

E então, certa tarde, no jardim, vi Elara caminhando com o primo do conde. Ele a elogiava. Oferecia flores. Tentava fazer graça.

 

Ela sorria…

Mas não era o sorriso que ela me dava.

Era vazio, educado.

Era de mentira.

 

Naquela noite, bebi vinho demais.

E chorei como nunca.

Porque não existe guerra pior do que amar alguém e ter que fingir que não.



Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 33 - Capitulo 33 – Os Dias Que Mataram o Sol:
Zanja45
Zanja45

Em: 08/02/2026

A pior coisa é amar no silêncio e não poder revelar os verdadeiros sentimentos. É penoso demais caminhar na escuridão estando bem diante da luz.

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web