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Entre nos - Sussurros de magia por anifahell e Yennxplict

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Palavras: 1297
Acessos: 58   |  Postado em: 13/01/2026

Entre Raízes e Silêncios

A tarde parecia suspensa num tipo estranho de quietude. Não havia vento, movimento, nem cor definida, apenas um claro desbotado que deixava a cidade com o ar de algo aconteceria. Elisa subiu a pequena escadaria do prédio que Alex costuma ficar quando estava na cidade, sentindo o próprio coração bater alto demais. O resultado do exame de DNA ainda estava quente na memória, como se tivesse sido lido há segundos.

Ela tocou a campainha, apesar da mensagem que Alex mandara.

 “A porta vai estar aberta. Entra, anjo.”

Entrou devagar. O apartamento estava do jeito de sempre: cortinas fechadas o suficiente para suavizar a luz, algumas velas acesas, o cheiro de madeira e incenso discreto. Nada teatral. Nada exagerado. Apenas a marca silenciosa de quem vive sozinha há tempo demais.

Alex estava na cozinha, mexendo em uma chaleira.

— Oi — disse ela sem virar o rosto. — Você está com aquele olhar de quem dormiu mal e pensou demais.

Elisa engoliu seco.
— Não dormi.

— Eu sei. — Agora Alex se virou, apoiando as duas mãos no balcão. — Senta um pouco.

Elisa obedeceu. Sentou-se no sofá, apoiando as mãos nos joelhos para não perceber o leve tremor nos dedos.

Alex trouxe duas xícaras e deixou uma diante dela.

— Então — começou Alex, sentando-se na poltrona à frente — me diz o que está te rasgando por dentro.

Elisa levou alguns segundos para conseguir falar.
O silêncio entre elas não era desconfortável, era o de quem já dividiu batalhas, perdas e ressuscitações. Alex sabia esperar.

— O exame confirmou. — disse enfim. — Eu sou mãe biológica do Enzo.

Alex não arregalou os olhos, não deu um sorriso irônico, não fez piada imediata. Apenas respirou fundo, como se estivesse encaixando mentalmente uma peça que faltava.

— Certo — disse, firme. — E como você está… com isso?

A pergunta era tão direta, tão verdadeira, que Elisa quase perdeu o ar.

— Eu não sei. É… muita coisa. É bonito. É assustador. Eu não achei que ainda tivesse espaço dentro de mim pra esse tipo de sentimento. E, ao mesmo tempo… é como se fizesse sentido desde sempre.

Alex assentiu devagar.
— Eu imaginei que fosse algo assim.

— Você já sabia, não sabia? — Elisa arriscou.

— Suspeitava. Desde o dia em que vi o menino dormir com o mesmo franzir de testa que você tem quando sonha. Mas… não era meu lugar dizer.

Depois de um instante em silêncio, ela apoiou o cotovelo no braço da poltrona, observando Elisa com atenção.

— E a Fênix? — perguntou, sem rodeios. — Você já pensou no que isso significa pra ela?

O nome atingiu Elisa como estilhaços.
Ela passou as mãos no rosto.

— Lia… — começou. A voz falhou. — Lia está quebrada, Alex. Não no sentido poético. Ela está… realmente sem chão. A magia drenada, a gravidez recente, a sensação de não conseguir confiar no próprio corpo. Eu nunca vi ela assim. Ela tenta esconder, claro, mas eu conheço aqueles silêncios. Aquela forma de se afastar sem perceber. E agora eu apareço com isso… com essa notícia que muda tudo. 

Alex não interrompeu. Só deixou Elisa continuar.

— Eu tenho medo de sobrecarregá-la. Medo de magoá-la. Medo de ela achar que eu estou… tirando algo dela. Ou que não estou pronta pra ser o que ela precisa. — Elisa respirou fundo, exausta. — E tenho medo de ser egoísta se esconder isso dela. Mas também tenho medo de destruí-la se contar agora. 

Alex ficou alguns segundos em completo silêncio, antes de falar com a voz mais firme do que Elisa esperava.

— Você não destrói a Liana Galenia. — disse Alex. — Nem quando tenta. E muito menos com a verdade.

Elisa levantou o olhar, surpresa.

— A Lia não é frágil. — continuou Alex, séria. — Ela está vulnerável. É diferente. Fragilidade é ausência de força. Vulnerabilidade é exposição. E ela só está exposta porque a vida arrancou coisas demais de uma vez só. Mas a força… a força continua ali. Eu vi essa mulher morrer em chamas e renascer. Vi ela enfrentar criaturas que eu particularmente preferi evitar. E vi ela te amar de um jeito que nenhuma drenagem de magia vai apagar.

Elisa fechou os olhos um instante, tentando manter as emoções sob controle.

Alex então mudou o tom, não suave, mas acolhedor.

— Eu sei que você sente que tudo que toca vira responsabilidade. Que qualquer escolha sua pode partir alguém no meio. Mas… do lado de fora, anjo, o que eu vejo é alguém tentando fazer o melhor possível numa situação impossível. Você não tem como acertar tudo. Só tem como ser honesta. Com ela e com você mesma.

Elisa respirou fundo, o ar entrando pesado.

— Eu tenho tanto medo, Alex.  Ela… ela não é boa com ausência. Esse vazio está…

Alex deu uma gargalhada leve, como quem já sabia o final da história.

— Anjo. — aproximou-se, apoiando uma mão no encosto do sofá atrás dela. — Lia está surtando porque não existe nada mais perturbador para alguém como ela do que perder a sensação da própria alma. Ela vai passar por umas fases feias. Vai quebrar umas coisas. Vai te olhar torto. Vai rosnar pra parede. Normal.

Elisa lhe lançou um olhar quase ofendido.
— Você fala como se fosse engraçado.

— Não é engraçado. — Alex deu de ombros. — É só previsível. E, no fim, ela vai voltar. A magia sempre volta. Principalmente a dela.

A sinceridade tirou o ar de Elisa por alguns segundos. Alex percebeu e suavizou o tom.

— Eu posso implicar com ela — murmurou Alex, encostando a ponta do dedo indicador no queixo de Elisa — mas eu respeito a força daquela mulher. Mesmo quando ela me irrita o suficiente pra eu querer jogar um meteoro na cabeça dela.

— Você já tentou. — Elisa apontou.

— Exato. E ela continuou viva. — Alex ergueu as mãos. — O que significa que vai continuar viva agora também.

Elisa soltou um riso fraco, finalmente respirando sem dor.

— Mas tudo isso ainda me preocupa… me amedronta. — Elisa concluiu.

— Eu sei. — Alex disse. — E é exatamente por isso que você vai tomar a decisão certa. Pessoas que não têm medo… essas sim são perigosas.

Um silêncio mais leve se instalou.

Elisa bebeu um gole do chá.
As mãos pararam de tremer.

Alex apoiou os cotovelos nos joelhos, inclinando-se um pouco para frente.

— Quando você quiser, eu posso te ajudar a pensar na conversa. Não pra interferir. Só pra te lembrar que você não está carregando isso sozinha. — Ela deu um meio sorriso. — Apesar de vocês terem esse hábito irritante de tentar salvar o mundo sem pedir carona pra ninguém.

Elisa soltou um riso curto e fraco, mas real.

— Obrigada.

— De nada.

Elas permaneceram ali por alguns minutos, em silêncio confortável, como se o tempo tivesse desacelerado o suficiente para permitir que Elisa respirasse.

Quando se levantou para ir embora, Alex a acompanhou até a porta. Um gesto simples, quase humano demais vindo dela.

— Elisa… — chamou antes que ela saísse. — Seja gentil com você mesma também. Não só com a Lia.

Elisa segurou o batente da porta com força.

— Eu vou tentar.

— Tenta mesmo. — disse Alex, com um tom mais suave do que o habitual. — Você merece respirar, anjo. Não só sobreviver.

Elisa assentiu, sentindo aquela frase entrar fundo demais.

Lá fora, a tarde continuava suspensa, mas já não parecia tão opressora.
Ela desceu os degraus devagar, com o coração um pouco mais firme e com a certeza de que precisava, em breve, encarar a mulher que amava.

 

E que, desta vez, faria isso sem fugir de si mesma.

Fim do capítulo


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