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Entre nos - Sussurros de magia por anifahell e Yennxplict

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Palavras: 2262
Acessos: 67   |  Postado em: 29/12/2025

Verdades no Sangue, Dilemas na Alma

O dia amanheceu frio, cinzento, e uma névoa leve ainda recobria a cidade. Ísis estava em casa, debaixo de seus lençóis brancos, no apartamento espaçoso que havia comprado para ela e Enzo. O lugar era completo: academia, mercado, restaurante, lavanderia, tudo dentro do condomínio, como se ela tivesse construído uma bolha própria para viver com o filho, longe das interferências do mundo, ou pelo menos tentando.


Acordou sonolenta, demorando alguns segundos para processar que aquele não seria um dia comum. O arrepio que subiu pela espinha confirmou isso. O pensamento que teimava em martelar na sua cabeça desde que soubera da possibilidade de Elisa ser, biologicamente, mãe de Enzo também, voltava como um soco no estômago. Não que ela achasse Elisa incapaz de ser uma boa mãe, pelo contrário, provavelmente seria. Mas aquilo, eram laços demais, conexões demais, pessoas demais envolvidas numa rede que já estava complexa o suficiente. Até que ponto aquilo seria saudável? Até que ponto ainda era seguro?


Mas precisava ter certeza. 


Saiu da cama e seguiu até o quarto de Enzo. O ambiente ainda estava escuro, cortinas fechadas, apenas a luz fria da manhã tentando se infiltrar pelas frestas. Aproximou-se da cama, deslizou os dedos devagar sobre as costas do filho, que estava embrulhado, encolhido, sob uma montanha de cobertas.


— Bom dia, meu amor… hora de acordar. Lembra que hoje vamos ao médico? — sussurrou com voz suave.


O garoto se revirou sob os lençóis, a voz meio rouca e emburrada escapou.


— Precisamos mesmo? Eu não gosto de médico… — resmungou, enterrando o rosto no travesseiro.

Ísis sorriu de canto, deslizando os dedos pelos cabelos castanhos macios dele, bagunçados e caindo nos olhos.


— Eu sei, meu amor… mas é importante. Só pra garantir que está tudo certinho. — Beijou o topo da cabeça dele. — E hoje é só um exame de sangue, você já fez antes, lembra?


— Lembro… — respondeu contrariado, mas com menos resistência, deslizando os bracinhos em volta do pescoço da mãe e se aninhando no colo dela.


Aquele gesto sempre derretia Ísis. Mesmo com seus quatro anos, Enzo já era alto para a idade, mas ainda assim magrinho, leve, fácil de carregar. Ela o segurou com naturalidade enquanto iam até a cozinha.


— Dormiu bem? — perguntou, ajeitando ele na cadeira alta.


— Dormi… sonhei que você era uma dragona de verdade, mamãe.


Ela riu, achando graça do sonho inocente. Começou a preparar o café da manhã: pão na chapa, queijo derretido e uma vitamina de frutas.


— E era um dragão bonito, pelo menos?


— Bonitona… — Enzo respondeu, mastigando já distraído.


Depois do café, Ísis levou o filho para o banho, realizou a higiene matinal do pequeno, o vestiu com uma jaqueta azul, touca com orelhinhas de raposa, tênis de dinossauro que piscava e logo estavam prontos para sair. Ísis já havia avisado Elisa na noite anterior sobre o horário do exame: sete da manhã. Elisa respondeu que encontraria eles diretamente na clínica.


Ao estacionar, Ísis notou o carro de Elisa parado um pouco mais adiante. Respirou fundo. Não sabia exatamente como se sentia.


Entraram de mãos dadas. Enzo olhava curioso com cada detalhe do ambiente, enquanto Ísis fazia o check-in na recepção. Olhou em volta, e logo encontrou Elisa. Ela estava sentada no canto da sala, aparentando nervosismo. Quando viu Ísis e Enzo, levantou-se imediatamente.


O sorriso tímido que lançou para Ísis quase derreteu qualquer tensão, quase. Mas logo os olhos de Elisa se voltaram para Enzo, e ela ficou imóvel por alguns segundos, como se absorvendo cada detalhe dele.


Mesmo sob a luz fria e forte da clínica, ficava impossível não reparar os traços parecidos, as expressões, a tonalidade do cabelo, até certos movimentos corporais. O estômago de Ísis deu um nó.


— Bom dia… — Elisa sorriu, direcionando mais à criança. Abaixou-se, ficando na altura de Enzo. — Nossa, como você cresceu! Tá enorme!


— É, eu cresci um pouquinho. Minha professora mediu. — Respondeu com orgulho infantil.


— Tô vendo, vai ficar muito grande! — Riu, puxando-o com delicadeza para um abraço. — Tava com saudade de ver você.


O menino acomodou-se no colo dela com naturalidade. Elisa sorriu ao ver a criança começar a jogar no tablet que Ísis havia dado para ele, o que o deixou entretido, até que o painel eletrônico apitou: “Enzo Astraea.”


Os três seguiram até a porta indicada.


O exame foi mais tranquilo do que imaginavam. Enzo não chorou, apertou a mão de Ísis e ficou valente o tempo inteiro. Ganhou um chocolate, um pirulito e um curativo estampado de dinossauro no braço.


De volta à recepção, a enfermeira informou que o resultado sairia em até uma hora. Elas decidiram esperar.


A hora seguinte foi silenciosa, com conversas esporádicas, quase desconfortáveis. Enzo alternava entre o joguinho e vasculhar cada canto do salão. O nervosismo era quase palpável, e não era só o frio da manhã.


Quando a enfermeira entrou novamente chamando o nome de Enzo, segurava apenas um envelope branco. Ísis levantou-se e agradeceu, segurando o envelope como se ele queimasse seus dedos.


— Podemos abrir na minha casa? — Ísis perguntou, a voz mais baixa do que gostaria.


— Claro… — Elisa respondeu, engolindo em seco.


Ao chegarem no apartamento, Ísis avisou que Enzo teria aula em breve. Abeli, uma jovem de traços indígenas e sorriso doce, surgiu na porta da sala, recebendo Enzo com aquele carinho que só quem faz parte da rotina da criança sabe oferecer.


— Olha, Abeli, furei aqui e aqui. — Enzo mostrava os bracinhos com band-aids coloridos.


— Corajoso demais você, hein? — respondeu a jovem, sorrindo.


Enquanto Enzo seguia com ela, Ísis e Elisa ficaram sozinhas na sala. O envelope branco agora parecia ser uma terceira pessoa no ambiente. 


— Quer abrir? — Ísis perguntou, oferecendo.


— Prefiro que você abra… — Elisa respondeu, cruzando os braços.


Ísis respirou fundo. Rompeu o lacre devagar demais, como se quisesse ganhar mais alguns segundos antes da verdade se revelar.


E lá estava. Claro. Inevitável.


Amostras compatíveis. Parentesco biológico confirmado. Elisa era, sim, mãe de Enzo.


O silêncio foi mais alto que qualquer palavra.

— Pela sua cara… — Elisa tentou um sorriso fraco, sem força.


— Você é mãe do Enzo também, Elisa. — A voz de Ísis saiu baixa, quase reverente.


Elisa levou a mão ao rosto, respirando fundo, perdida entre o alívio, a culpa e uma alegria que doía.


— Me desculpa… — balbuciou. — Se eu soubesse que isso era possível… Se eu soubesse, nunca teria… Eu não teria… — Interrompeu-se, sem conseguir concluir.


Ísis se aproximou, tocando suavemente no braço dela, olhando com uma ternura que nem sabia se queria sentir.


— Elisa… aquilo foi há muito tempo. Éramos duas mulheres adultas, conscientes. Se na época eu soubesse disso… acredito que não teria feito nada diferente. — Sorriu, apertando-lhe levemente a mão, com cumplicidade. — Você não tem culpa.


Elisa assentiu, mordendo o lábio inferior.


— Eu… não quero invadir a vida de vocês, não quero me enfiar do nada…


— Não, Elisa. Você tem direito, sim. E ele tem o direito de te conhecer como tal, de saber quem você é além da amiga da mãe dele, de te amar no tempo dele. — Ísis foi firme, doce, acolhedora. — Só te peço isso. Aguardar o tempo dele.


— Claro. É exatamente isso que eu quero também. — Elisa respirou fundo. — Você vai contar pra ele?


— Sim. No momento certo. E te aviso, claro.


— Obrigada… obrigada por tudo. — Elisa segurou a mão dela com carinho, apertando de leve.


Logo depois, Abeli reapareceu com Enzo todo pronto, cheiroso, cabelo penteado, com um casaco grosso por cima da farda.


— Tchau, tia Elisa! Tchau, mamãe! — Ele acenava, empolgado, já colocando a mochilinha nas costas.


— Ei, vem cá, sem beijo não vai, não. — Ísis puxou-o, cobrindo-lhe o rosto de beijos. — Se comporta, tá? Boa aula, te amo.


— Também te amo. — Disse, correndo até Abeli.


— Obrigada, Abeli. E vi aquele café que você preparou na cozinha… maravilhoso. Você não precisava, mas estava uma delícia. — Ísis falou com um sorriso, olhando com carinho para a moça que cuidava do seu filho. 


— Imagina, dona Ísis, é um prazer. — Respondeu a jovem com educação, segurando Enzo pela mão e o guiando para fora da sala. — Com licença. Até logo!


Quando ficaram novamente a sós, Elisa ajeitou a bolsa no ombro, como quem se prepara para ir embora.


— Eu preciso ir pra Wicca, resolver um milhão de problemas. — Suspirou. — A gente se fala?


— Claro. E que seu dia seja mais leve do que você tá esperando. — Ísis sorriu sincera.


As duas se abraçaram com carinho. Foi um abraço apertado, cheio de significado.


Após Elisa se despedir e ir embora, o silêncio tomou conta do apartamento, e Ísis ficou alguns segundos parada no meio da sala, olhando pro nada, processando tudo. O celular vibrou nas mãos. Era Ariel.


— Bom dia, Ariel! Tá tudo bem? — Atendeu, aliviada por ouvir aquela voz. 


— Então… não sei se é um bom dia. — A voz de Ariel estava aflita. — Eu acordei, fui na cozinha… e... achei a Eduarda. Assim… muito pequena. Meio queimada. Ela tá viva, eu acho. Mas não sei o que fazer. Coloquei um copo em cima dela pra ela não fugir… mas acho que ela tá muito mal, Ísis.


— Tá, respira, calma. Eu já tô indo e a gente ver o que faz. Chego em um minuto.


E em um minuto, Ísis se materializava no prédio de Ariel.


O porteiro era outro, substituto, meio perdido no turno. Ela se apresentou, ele interfonou pra Ariel, que autorizou, e logo Ísis estava subindo.


A porta do apartamento, que fora completamente destruída na noite anterior, já estava reconstruída, como as demais coisas também, graças aos feitiços que a própria Ísis lançou depois da confusão.


Encontrou Ariel no sofá, de moletom largo, cinzeiro cheio, olhos vermelhos, não se sabia se de sono, de estresse ou do baseado entre os dedos.


Assim que viu Ísis, Ariel se levantou rapidamente e a abraçou, apertando forte, como quem busca segurança.


— Que bom que você veio… — suspirou, aliviada. — Eu não sei o que fazer. 


— Tudo bem. Me mostra. — Pediu Ísis, direta.


Ariel a puxou pela mão até a cozinha, onde havia um copo de vidro virado sobre algo minúsculo no chão.


— Ela tá ali… — sussurrou.


Aproximando-se, Ísis se agachou. Debaixo do copo, o pequeno corpo da Eduarda parecia de porcelana rachada, cheia de fissuras, queimaduras nas pernas e braços, cabelos loiros chamuscados devido à labareda de chamas lançado por Ísis na noite anterior. Respirava, mas estava inconsciente.


Por um segundo, uma voz antiga soprou no ouvido de Ísis:

"Aproveita. Acaba com ela. Resolve logo isso."

Uma das tantas na sua cabeça.


Ela balançou a cabeça, afastando a outra personalidade.


— O que a gente faz? — Perguntou Ariel, aflita e alheia.


O olhar de Ísis suavizou. A mão se ergueu, e ela trouxe o pequeno corpo até a mesa da cozinha, onde fez surgir uma mini maca, confortável, com almofadas.


— Primeiro vamos cuidar dela. — Respondeu séria, sentindo um pouco de culpa, pela situação. Ísis sabia que tinha exagerado com Eduarda, mas encontrar Ariel na situação em que estava, em perigo, no limite, a fez perder o controle em alguns momentos, nem tinha certeza se era ela mesma agindo ou outra dentro dela.


Juntas, começaram a tentar cuidar dos ferimentos do corpo mínimo de Eduarda. Água morna, gaze, pomada mágica cicatrizante. Ariel trazia os itens, observando com uma estranha mistura de enjoo e fascínio a forma como Ísis tratava Eduarda, mesmo tão pequena, mesmo tão odiada.


Quando terminaram, Eduarda estava limpa, com os ferimentos em processo de cicatrização rápida e coberta com um micro cobertor de algodão.


Ariel cruzou os braços, respirando fundo. Se sentia péssima. Ultima coisa que esperava acontecer era Eduarda voltar a vida dela e ainda mais dessa forma. 


— Obrigada, Ísis… de verdade. Nem sei o que teria acontecido se você não tivesse aparecido — Disse, com uma voz quase infantil.


A mais velha sorriu, se aproximou e tocou de leve o queixo da garota, levantando seu rosto.


— Não precisa me agradecer, afinal, a culpa de tudo isso é meio que minha. 

— Não é sua culpa, foi uma consequência das inconsequências dela. Nada daquilo teria acontecido se ela não tivesse tentado me assaltar. 

— Aquele maluco que ela trouxe ameaçou matar você. Poderia ter sido bem pior que um assalto. 

— Poderia ter sido uma catástrofe com muitas mortes se eu tivesse explodido. Inclusive, Ísis… Muito obrigada por cuidar de mim. 

— Não agradeça. Eu queria ter feito mais, como evitar toda essa confusão. — Falou, olhando onde o corpo de Eduarda descansava. 

Ariel deu de ombros, repensando a situação. 

— De qualquer forma… Vamos resolver isso. Juntas. — Ísis continuou, tentando trazer alguma segurança.

— Eu… — Ariel hesitou, incomodada. — Eu não queria essa responsabilidade pra mim… 

E Ísis, olhando-a nos olhos, respondeu compadecida. 

— Às vezes, Ariel… as responsabilidades não pedem permissão. 

— Eu sei. Isso é uma merd*, né? 

Ísis sorriu de lado e concentrou os olhos no rosto preocupado de Ariel, que estava mais pálido do que normalmente. 

— É sim. Mas você não está sozinha. Lembra disso. Assim, fica mais fácil lidar com isso.

— Você fica comigo mais um pouco, por favor? 

 

— Sim. É claro que fico. 

Fim do capítulo


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