Oi, bom dia!
Espero que todos estejam bem. Sei que demorei um pouco mais do que o habitual (Rsrsrs), mas acredito que daqui para frente eu consiga avançar mais rápido. - Será que conseguirei ser mais rápido do que uma tartaruga? Eis a questão!
Gente, a tartaruga tem o próprio ritmo dela, mas chega ao destino dela no tempo certo, assim também sou eu. KKKK!
Neste capitulo vamos explorar um pouco do que Alexa trouxe para a primeira consulta. - Alguns questionamentos serão levantados como forma a identificar o problema da paciente. E, é claro consequentemente, aplicar o tratamento adequado.
Primeiras Impressões
Sacha Russel
Levei um susto enorme, pois não havia se passado pela minha cabeça de encontrar aquela criatura da academia logo ali no meu consultório. - O universo só pode estar de brincadeira comigo. - Deve estar testando os meus limites para ver se tenho resistência suficiente para suportar tamanha tentação. - É teste para cardíacos com certeza, não pode ser outra coisa, além disso.
Nosso encontro já iniciou de forma impressionante. - E quando meu corpo entrou em contato com o dela, foi como uma descarga elétrica se dissipando pela corrente sanguínea até atingir o coração em cheio. - Podia imaginar a distância o aviso de perigo - porque o coração começou a bombear o sangue venoso para fora do coração de uma forma tão rápida que cheguei a acreditar que quando o sangue arterial retornasse ao coração, não resistiria, seria morte na certa.
Fiquei tão desconcertada que foi o jeito fingir que não tinha sido abalada por esse esbarrão inesperado, mas mantive meu tom neutro, o mais natural possível, porém fui impactada profundamente por esse encontro, mas me recompus rapidamente. - Por isso procurei logo de cara esclarecer para ela a respeito de minha profissão como terapeuta, como forma de me resguardar de possíveis interpretações deturpadas, que minha profissão poderia sugerir. - E, é claro para me recompor da mesma maneira.
Quando disse que não buscava me envolver com pessoa alguma que só queria investir na minha profissão não estava mentindo, porque é isso que importa para mim neste momento. E agora tendo conhecimento que ela é minha paciente, é que não pode haver nada entre nós, mesmo -, a não ser envolvimento estritamente profissional, apenas isso.
Para uma primeira consulta até que foi bem produtiva. Tirando o fato de que o trabalho com ela vai ser bem extenso, porque os assuntos que ela me trouxe foram bem diversificados, carece de um estudo mais elaborado para conseguirmos avançar no tratamento. Mas isso também vai depender e muito da colaboração dela enquanto paciente, creio que não haverá problemas quanto a isso,pois se mostrou muito receptiva a conversas. - O que vai facilitar bastante nossa interação. E consequentemente tempo de resposta à terapia.
Ela me trouxe essa questão da frigidez, mas essa denominação não se utiliza mais, por questões de rotular a mulher, mas que essa condição acomete tanto os homens quanto as mulheres, porém por estas virem sofrendo com os estigmas que essa nomenclatura sugere. - No meio clínico se tornou em desuso essa tipificação, por rotular as mulheres, colocando - as como defeituosas, e não como pessoas com transtornos tratáveis. No entanto a identidade assexuada (Assexualidade) existe uma variedade subjacente a esta, dentro do espectro que norteiam essa orientação sexual. Entretanto esta definição é errônea, pois parti do princípio que a pessoa não tem sex*. E o termo assexualidade se define pela falta de atração. Embora haja desejo, o relacionamento não se pauta na atração em si, mas num conjunto de fatores que perpassam pelo sujeito. - Que pode acontecer ou não.
Tomando como base o que Alexa me trouxe nessa primeira consulta, poderia dizer que ela apresenta um comportamento muito retraído em relação ao corpo. Pelas declarações dela, isso vem de coisas que estão relacionadas à infância e desenvolvimento dela. A vergonha do corpo vai além da forma que ele é, porque envolve a maneira como ela foi criada, como não teve orientações a respeito da sexualidade dela, para ela se tornou vergonhoso. - porque a paciente deixa claro que o corpo era “visto como pecado”. Parece que pesa questões psicológicas muito intrínsecas.
Acredito que o problema dela a princípio pode estar ligado a família, igreja e preconceitos em relação ao corpo ao longo dos anos. O que fez com que ela se afastasse dele, vendo - o, de uma maneira distorcida.
O que me inquietou em relação à minha paciente foi o fato dela passar um tempo considerável sem permitir acesso a ela mesma e ao próprio corpo. - Mas pelo que pude analisar a partir das respostas, em relação às perguntas feitas, é que ela provém de uma família sem dúvidas, religiosa, que com certeza é muito tradicional por sinal. - E ao que tudo indica, ela não teve uma orientação correta em relação ao sex*, pois provavelvemte, disseram que sex* era errado e também pelo fato dela não ter confiança no aspecto físico do corpo dela. - Sentia vergonha de se ver nua e que outras pessoas a visse. - Isso, pode ter contribuido para que se instalasse uma ansiedade na hora do sex*, fazendo que não fosse prazeroso para ela. Então a princípio vejo que muito certamente moldaram a forma dela se relacionar com o corpo e consequentemente com o sex*.
Todavia, a priori são apenas especulações, porque há muito a se verificar, por conta de diversos fatores que ela me apresentou neste primeiro contato.
A questão dela não saber diferenciar o que seria frigidez e assexuada tão claramente. - certamente como não teve alguém para orienta - lá recorria a manuais de sex* como forma de entender como se sentia, e para responder o porquê era diferente dos outros. - Mas, esses manuais só fazem colocar mais caraminholas nas cabecinhas confusas de alguém que ainda está em desenvolvimento, ou seja, se formando enquanto pessoas. No entanto, para além disso, pelos relatos dela, há ainda questões de insegurança que permeiam no seu interior de maneira tão forte, fazendo por muitas das vezes se sinta distanciada do núcleo familiar, como se não pertencesse a aquele grupo, por ter uma constituição física distinta dos outros membros da sua família.
Quanto ao descontrole emocional e como fuga a busca de um paliativo que vinha de consumo exacerbado de comida e livros de romances de maneira compulsiva. - como forma de fugir da realidade - o fato de não saber como lidar com aspectos de seu psicológico.
A tentativa dela de se afastar emocionalmente, de sentir o outro, criou uma barreira intransponível para que ela constitua relacionamentos, tanto em termos sex* - afetivo como de amizade, pois ela demonstra um distanciamento muito grande para criar vínculos.
Ela relatou que foi deixada à própria sorte, de forma sucedeu isso e como afetou no crescimento dela, será que ela fora abandonada em algum momento da vida dela? Como ela reagiu diante desse acontecimento? Será que foi apenas isso ou um conjunto de ações?
É precisso definir as causas que fizeram com que ela tivesse esses comportamentos em relação ao sex* e também em relação ao corpo. - Para fazer uma intervenção assertiva no tratamento, podendo ser uma psicoterapia, pois pode ser apenas uma causa de não ter tido uma educação sexual - , o que pode ter gerado um medo muito grande, desconforto e até mesmo de conformismo relatado pela paciente.
Houve alguma situação na vida dela que crie evidências para esse afastamento corporal? Por que tudo envolve uma causa raiz. - Ela viveu algo que tenha desencadeado isso dentro de si, foi como uma proteção ? - Ela pode ter escondido partes dela, relegado a um segundo plano. - rejeitando para não sofrer ou decepcionar as expectativas sociais o que resultou nessa retração em relação ao mundo a sua volta? Houve algum ponto chave que ainda não foi revelado?
Será que ela sofreu algum abuso?
Como foi a primeira vez dela?
A vergonha do corpo a qual Alexa mencionou sentir, pode ser que esteja ligada a questões de uma educação religiosa rígida, em que o corpo é visto como algo que não pode ser mostrado antes do tempo. E também a padronização de um corpo perfeito para ser aceito, quando a pessoa não se sente bem com ele da forma que ele é. Isso, pode afetar consideravelmente a autoestima, levando o indivíduo a se sentir inferior, e até a questionar se merece certas vivências. Assim como, ao conhecimento das partes íntimas pode gerar algumas inseguranças na hora de se relacionar, ter uma atividade sexual. - Questões de dúvidas podem surgir, mas como pressupõe que não conheça nada a respeito de sex*, pode gerar uma ansiedade, um medo que algumas situações podem trazer. - O que pode causar diversos tipos de sofrimentos em relação a isso.
A ansiedade que ela menciona por não saber como lidar com as questões internas que lhe fugiam ao controle. Possivelmente fez com que mexesse com o psicológico dela, chegando a ser amplificado para questões alimentares, em que recorria a comida de uma forma descontrolada com maneira de aliviar o stress. E a leituras de livros de romances de uma forma fugidia, como ponto de ancoragem.
Ela menciona que se sentia deslocada dos demais. - Não se sentia parte daquele grupo. Ela pode ter falado isso porque a diferença física entre eles era gritante, isso pode ser desde o jeito de ser, de personalidade, comportamento, quanto estrutura física. - Para ela falar que não se sente bem com relação ao corpo dela, está ligado a como ela enxerga a forma corpórea. - visivelmente comparativa em relação aos outros.
Masturbação mental - quando ela fala que o universo sexual dela é mais mental. - As viagens através de livros, a leva a liberar a libido, a sentir prazer, pode inferir quanto a isso a ejaculação feminina, squirting e não ao ato de goz*r em si, atingir o orgasmo. No entanto, ela não deixa claro que tenha tido relacionamentos em que há contato físico, em que tenha sentido prazer, chegando ao orgasmo. Porém, elucida a constante busca para conhecer o corpo, sua anatomia, seus pontos de sensações de prazer que ainda são desconhecidos para ela. - Possa ser que ela tenha chegado ao orgasmo antes, mas lhe falta algo que complete enquanto ser. - Que ainda não foi explorado - Que ela tenha participado conscientemente. - deixando claro como ela gosta de ser tocada, quais locais de seu corpo são mais erógenos e que a deixam mais excitada.
De acordo com os relatos dela há um enorme distanciamento do corpo, ela acabou vivenciando por anos a fio, essa condição, sem que sentisse falta de se tocar, se conhecer e observar as reações a esses mesmos a toques, o que torna imprescindível a restauração, a retomada do sentir, da investigação das áreas sensíveis, para que aumente a segurança em construir um relacionamento. - Porque uma pessoa que conhece seu corpo vai se sentir mais à vontade para se expressar para o mundo externo. - vontades, desejos. - O que lhe faz feliz ou o quê não faz.
Acredito que a junção mente e corpo vai harmonizar o ser dela de tal forma que estarão falando uma linguagem síncrona, pois haverá sintonia, união das vontades sentidas. - vai haver plenitude no agir e sentir. - vai criar vínculos mais consistentes e duradouros, pois vai estar ancorada na certeza do que quer.
Quando ela traz a baila que ela pensava não ter desejos sexuais ou prazer, provavelmente ancorado nas experiências ou expectativas em direção ao sex*. Já que uma pessoa frígida geralmente mostra um comportamento de desinteresse, apatia, indiferença, sem ardor ou interesse que se caracteriza o anafrodisia (transtorno de excitação) - Tem causas muito diversas, podendo ser psicológica, hormonais e relacionais.
Ela falou de achar por um momento que até fosse assexuada, mas essa orientação se caracteriza pela falta de atração por outras pessoas, mas podem ter causa em relacionamentos afetivos e emocionais, todavia sem ter sex* como predominância nessa relação.- Mas não se encaixa nos relatos dela. - já que ela sente atração sexual.
Sendo que o que constitui nesse tipo de orientação pouca ou quase nenhuma atração sexual por outras pessoas, independente de gênero. - Sendo que para eles é uma forma autêntica de vivenciar a sexualidade. - Essas pessoas geralmente podem ter atração romântica, ter vínculos afetivos intensos, até se envolver em relações sexuais, no entanto a atração sexual não é a causa preponderante.
Nesse tipo de orientação há o espectro que inclui a demissexualidade - atração sexual após forte vinculo afetivo e greyssexualidade que inclui atração sexual em circunstâncias muito específicas.
Como ela não tinha uma vida sexual ativa, não sentia muito falta de sex*, é proválvel. E para isso embarcava na falta de atração pelo outro, visto que levou muito tempo sem saber alguma coisa, o que ocasionou num certo desinteresse. - poderia se dizer nessas circunstâncias que é até compreensível que não sentisse falta de relacionar, ter contato sexual -, porque é provável que exista falta de atração sexual ou poderia existir só que numa proporção menor, não tornando essencial na vida dela. - Sendo que isso não era vital para um envolvimento, sendo que ela sentia atração romântica não sendo preciso que houvesse contato físico para se sentir completa. Pois é provável que ela esteja relacionada à característica de demissexualidade e greyssexualidade.
Fim do capítulo
Boa leitura!
Espero estar de volta o mais breve possível, porque lidar com Alexa envolve uma complexidade enorme. Então, espero que compreendam a demora.
Abraços!
Comentar este capítulo:
Sem comentários
Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook: