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A ASSASSINA QUE NUNCA SE TOCOU por Zanja45

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Palavras: 2352
Acessos: 20   |  Postado em: 09/04/2026

Notas iniciais:

Bom dia!

É muito bom estar aqui novamente.

Então, espero evoluir cada vez mais quando escrevo, por isso estou buscando ler mais.

 

Cada palavra antes de ser escrita aqui passou por um momento de velório, pois significou que algo teve que morrer para nascer outro no lugar.

Capitulo 7 Técnica do Espelho

 


Alexa Leboc

 

Já se aproximava do final da tarde, ao chegar ao meu apartamento, podia ver o alaranjado do sol se interpondo no meio do horizonte, com uma intensidade gigantesca, com algumas tonalidades azuladas entre as cores dominantes, formando um contraste lindo, contrapondo com o gélido daquela estação. Então, após contemplar essa maravilha proporcionada pela natureza, meu estado de ânimo subiu para uma oitava, porque não tem como ficar imune diante de um espetáculo desses. 


Entre o vislumbre de contemplar o astro - rei  e vivenciar algo que exaltava tamanha experiência, fora muito significativo, isso fez com que ficasse perdida em  divagações, a respeito da minha própria vida e o desenrolar das sessões de escuta com a minha terapeuta. E justamente por ter percebido o quanto ela era bonita, e também notar o quanto a beleza dela me afetava. 


O que mais me incomodou nesse encontro fora o fato de saber que a doutora de alguma maneira tinha poder sobre as minhas próprias emoções. Isso, para mim, se tornava até inconcebível. Haja visto que, aquela mulher já exercia um impacto profundo sobre mim. E quando me vi posta face a face com ela. — Foi muito insidioso para minhas doces fantasias amorosas. — Porque já conhecia aquela beldade de outro lugar em que éramos frequentadoras assíduas. — A academia.


E ter a noção de que ela já habitava minhas fantasias — e ter o conhecimento de que essa pessoa já deslizava por entre meus recônditos secretos. E sem ela ter a mínima noção que isso se passava pelos meus mais volúveis pensamentos. — Isso, era demais aterrador pra mim, porque por mais que alimentasse desejos proibidos por ela.


No entanto, a partir daquele instante, teria que, no sentido mais literal da palavra, me desnudar diante dela. E ainda me comportar conforme o código de ética permitia. — Pois não podia avançar nenhuma vírgula do espaço de trabalho dela — E para isso seria crucial colocar um ponto e vírgula, por representar a pausa mais longa que com certeza haveria de fazer em relação a tudo que ela estava começando a despertar dentro de mim.


Aquilo que por tanto tempo resisti, em nome de guardar uma fachada. Ela com aquele magnetismo imperante, dona de si, que envolvia, que chamava, mesmo sem intenção, pessoas como eu, imantada, que se veem atraídas por esse tipo de perfil. — E ela disseminava bem isso — Podia sentir a distância a vibração dela, se propagando numa frequência de ondas, como se fosse um diapasão, alcançando várias direções.


Ela, que carregava um charme tão único, uma beleza tão salutar, não sei porque por ela ser tão singular, seu porte físico, a pele tão clara, com aqueles óculos envoltos ao redor dos olhos dela, que destacava o azul dos olhos dela, e a armação de tão fina que se tornava quase imperceptíveis aos olhos humanos, tornando - se praticamente invisível. Os cabelos presos num coque frouxo no alto da cabeça formavam um conjunto magnífico. — Que se tornava quase que impossível não se dobrar diante da imprevisibilidade daquela pintura. — Sim, era uma cena digna de um quadro.


Me perdoe Leonardo da Vinci, com seus padrões geométricos e suas proporções áureas, mas essa essa mulher parece que foi esculpida pelos próprios deuses, pois sua harmonia e perfeição, beirava ultrapassar qualquer sentido usual. — Ela é a proporção que mais se aproxima na sequência de Fibonacci, equivalente ao valor de "pi", incutida nas conchas de nautilus, girassóis e galáxias espirais. — Parecia até que fora imprimida na arquitetura dela.


Não sei o que seria de mim, nas próximas consultas, tendo uma mulher daquela como terapeuta. A ela confessaria todos os meus pecados, meus crimes mais - que - perfeitos e até mesmo, inconfessáveis. Tornaria o véu translúcido, apenas para ela me enxergar sem as barreiras que o véu representava. E também por revelar verdades, em que me transvestir por varias décadas.— Pode até soar poético, no entanto é a mais pura verdade. 


Nisso, me dou conta que não só de galanteios e beleza se vive uma mulher. Eu, por exemplo, me considero charmosa, enigmática e extremamente atraente. As pessoas me veem como um mistério a desvendar, por justamente, ser uma pessoa mais na minha, quieta, isto instiga nas pessoas, o desejo de desvendar o desconhecido, o insondável. — Porque você não dá margem para abordagem. — Não há aberturas. — Isso, abre espaços, cria expectativas que há coisas no oculto a descobrir. 

 

Entrementes, as pessoas só captam a superfície, porque nas profundezas elas não conseguem adentrar. Porque elas veem somente o invólucro, porém não sabem quantos leões tenho que matar todas as vezes que ensaio sair das gaiolas que me mantém presa na escuridão. Sou como um “Bulgasal” que é colocado num poço, e a ele é entregue apenas um lampião antigo. — E a porta do mesmo trancada por fora, sem chances para escapar. 

 

Porém há coisas que vencem os desígnios da matéria excedendo como força extracorpórea, não se limitando ao o que os outros decretaram como sentença, mas aos seus reais desejos, que o fizeram chegar até determinado ponto. — Entender o propósito que fizeram percorrer vidas e mais vidas nesse padrão incansável — Que representa um carma sem fim.


Por causa disso, talvez, agora, esteja com um espelhinho em mãos, me sentindo como se fora Ísis — a deusa que percorreu o Egito, em busca de restaurar a ordem cósmica e fazer com que fosse feito justiça pela morte do marido dela — com o espelho da verdade em mãos. E através dele a verdade era refletida com tal clareza que não tinha como se esconder diante dele. — A pessoa começava a refletir sem necessidade do espelho físico. — o espelho se tornava a própria pessoa, ele não impunha nada, apenas mostrava. As pessoas se viam pela primeira vez em anos ou décadas.— Eu, olhando para minha própria vulva  — Rsrsrs! 


E até lembrei de um filme ao qual assisti, intitulado “A Virgem Vermelha”, em que a mãe ensina a filha a conhecer a vulva por meio de um espelhinho, partindo do pressuposto que a mulher é dona do próprio prazer, não precisando de um homem para dá - lo a elas.


Então me ancorando nas instruções que a doutora Sacha me orientou a fazer, como forma de tentar vencer meus medos aos poucos — Apesar de estar reticente em liberar memórias as quais guardara nas profundezas por tempo demais, que mesmo agora ter que colocar para fora, mexer no passado sombrio, é reacender velhas feridas.

 

Todavia é necessário para que o tratamento surta o efeito desejado, porém não me sinto totalmente pronta, mas tenho que dar prosseguimento nos processos e isso só é possível com uma dose de coragem e muita persistência. — E acredito que os caminhos só irão começar a fluir a partir do momento que as emoções que estão presas em algum lugar do meu íntimo, começarem a serem colocadas para fora.


Logo, sem delongas, porque tempo é sagrado e conhecimento é arma de troca. E como sei que há um tempo de maturação para todas as coisas, assim como há tempo de preparar a terra, tempo de semear e o tempo de colher, para tudo na vida tem fases. — E não adianta atropelar os ciclos, pois a planta só dá fruto no tempo certo, no tempo dela. E o sábio Rei Salomão já elucidou isso, no Livro de Eclesiastes, quando falava que tudo tem um tempo, uma sequência de passos, que levam à plenitude de todas as coisas vivas que existem. 


Há um ciclo de renascimento e morte, necessários para a transformação dos indivíduos. Por isso, talvez, sinta essa vontade descomunal de ultrapassar os limites do medo e da falta de conhecimento. Nesse sentido, munido do único espelhinho que dispunha em casa, porque sinceramente, não me sentia bem em enxergar a imagem das minhas partes íntimas refletida pelo espelho. E da mesma sorte, eu tinha um grande problema em ver a minha imagem sendo refletida de volta, por isso a escuridão era mais cômoda para mim. — Era um lugar familiar, representava a segurança para me ancorar.


No entanto, não sei de qual lugar saiu essa coragem que me toma neste exato momento. Apanhando o espelho, ainda envergonhada, retirei a minha calcinha, a parte inferior do babydoll, ficando apenas com a parte superior dele. Inclinando o espelho até atingir o limiar das coxas. Segurei minha vulva, na região dos grandes lábios, sondei todas as partes, abri, para ter acesso a todas as porções que compunham ela.


Na primeira vez fora apenas superficial, de supetão, porque não queria passar sequer um segundo a mais, além do necessário olhando para minhas partes íntimas, pois para mim isso significava estar violando um santuário sagrado. — Medo de estar cometendo algum tipo de delito, que só o fato de observar, fazer sorrateiramente, já me tornava quase uma criminosa.


Porém na segunda vez já estava mais relaxada, sem a pressão que fora da primeira vez, desta forma, houve mais tranquilidade — a espontaneidade se intrometendo em meio a vergonha. — A exploração ocorreu de maneira mais lenta e aprofundada. Haja visto que, já não estava tão fechada, estava com a mente mais aberta, disposta a romper padrões estabelecidos, acerca de meu próprio corpo e de minha sexualidade. E de como vejo meu próprio corpo. — As travas da mente estavam começando a ser retiradas. — Na verdade, derrubadas.


Por isso, de forma incisiva me agarrei aos dizeres de Sócrates quando ele cita esse aforismo : “ conhece - te a ti mesmo e conhecerás o universo e os deuses”. Então, partindo desse pressuposto ou máxima, podia me preparar para enfrentar qualquer obstáculo ou dificuldade.

 

Podia buscar o conhecimento, examinar o que tinha ali tão intrinsecamente ligado a mim, para me sentir mais à vontade, segura de mim, ter domínio sobre o meu corpo. A busca pelo autoconhecimento. Observar, olhar e ver toda aquela vergonha, sendo puxada para baixo, como as marés nos seus ritmos. — No movimento de fluir, indo e voltando. Obedecendo ao seu curso.— A evolução estava se iniciando.


A vergonha ainda corroia minhas entranhas, porque, não queria olhar para nenhuma parte delas — eram tão íntimas, pessoal demais. E por tê - la rejeitado por tanto tempo. — E observá - la agora por meio do espelho e enxergá - la pela primeira vez. — Está sendo uma experiência desafiadora — Porque não a acho bonita, para mim ela sempre fora como um bicho - papão e não como uma parte de meu corpo. — Pois, sempre a tive como motivo de vergonha.


A imagem mostrada pelo espelho fazia me ter acesso a minha genitália, e perceber como de fato era. O espelhamento da região entre as coxas e a vulva mostravam que eram visivelmente bem escuras. Enquanto que os grandes lábios eram bem gordinhos e simétricos. Apresentando uma coloração escura na parte inferior enquanto a parte superior mais clarinha. Os pêlos pubianos são escuros e ondulados. Já os pequenos lábios são bem marronzinhos na parte externa e mais rosados na parte interna. Porém, não sobressai aos grandes lábios, apesar de serem visíveis, eles são bem simétricos. Em comparação a cor dos grandes lábios são bem mais escuros, isso pode ser por conta de diversos fatores, que inclui possivelmente uma questão genética, modificações hormonais ou até o atrito com as roupas íntimas.


Não esperava que o exercício prático que a doutora Sacha me sugeriu, pudesse ser de certa forma fosse bem aceito pelo minha mente, porque depois que o apliquei, fora como um peso sem medida fossem tirados de cima de meus ombros. Porque me sinto mais livre, depois que me permitir dar esse passo tão fundamental para conhecer o meu órgão sexual.


Já me vejo a um passo de vencer desafios maiores que possam advir, pois cada vitória vencida por mim é como se tivesse ganhado um pequeno troféu. Isso já me motiva a me ousar mais nessa jornada, pois já vejo como se fosse um incentivo, mesmo que demore a tomar forma de verdade. Porém só o fato de me ver como uma pessoa mais apta, com condições de galgar patamares maiores de minha vida, além do fato de estar mais segura nas minhas ações, sem medos ou receios de buscar o que me traz estado de felicidade. — Estar a um passo de evoluir na caminhada individual do meu próprio ser.


Então, embalada pela música de Chris de Burgh, The Lady in Red, que faz parte da playlist da autora, Alina Vieira, que compõem a coletânea do livro “ Ela não é a minha tia”. Sigo meu momento de descontração, reflexões e conflitos psicológicos, com o intuito de me inspirar, tanto na melodia que os tons despertam, quanto na vibração que a voz do cantor produz ao ser ouvida. — Porque penetra nas mais profundas fibras de cada terminação nervosa, desfazendo as tensões, melhorando ou curando o corpo de energias mais pesadas. 


Então, falar de “Ela não é a minha tia”, é retornar no tempo, é recordar, é lembrar da trajetória da personagem Júlia e seus conflitos psicológicos e pessoais, frente a descoberta da própria sexualidade, de amar a filha da melhor amiga. E até mesmo de questões em relação à própria mãe dela — Que ela ainda carregava culpa e medo. — E isso foi crucial para que influenciasse as vivências e as tomadas de decisões dela — E até ela tomar coragem e impor limites foi um longo processo até lá.

 

Eu, por outro lado sofro com problemas relacionados a sexualidade também, ao próprio corpo e outras muitas questões que influenciaram o meu modo de viver. — Por isso, fui moldada para ser o que me tornei, porém com poder de decisão sobre certas coisas que eu tinha como certas.— Eu possuía minha própria percepção ao contemplar o mundo, isso era intrínseco a mim. — E por mais que tentassem,  não foram capazes de remover essa virtude — Era uma parte que ninguém poderia substituir. — Estava cravada na minha memória celular.

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá, bom dia!

 

Espero que estejam todos bem!

 

Mais um capítulo concluído. Tomara que agrade de alguma forma a vocês, pois escrevi de  uma forma muito carinhosa e dedicada. Nada foi aleatório por aqui, pois foram palavras gestadas em minutos de silêncio.

 

 

 

Abraços!

 

 

 

Até breve!


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