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Depois eu te conto... por Nadine Helgenberger

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Palavras: 5127
Acessos: 671   |  Postado em: 30/11/2025

Capitulo 23

 

 

O sol entrava tímido pelas frestas das cortinas, desenhando faixas douradas sobre os lençóis amarrotados. Fedra acordou primeiro e ainda sonolenta, aspirou o cheiro bom de lavanda que pincelava o ar. Espreguiçou e olhou para o lado parando o olhar na figura de Sabrina. Ela tinha o rosto meio escondido na almofada, cabelo em desalinho e uma expressão nova de serenidade, uma doçura que parecia acalmar tudo.

            -Estás a olhar como se quisesses decorar-me. - Gem*u Sabrina tentando abrir os olhos.

            -Hum-hum...é isso mesmo. - Respondeu Fedra num tom que misturava brincadeira e provocação. - Nunca se sabe quando a vida resolve pregar partidas.

Sabrina sorriu e virou-se de lado, encarando-a.

            -Pensas muito nisso, nas partidas da vida?

            -Depois dos últimos acontecimentos, é difícil não pensar...

Ambas respiraram fundo com o olhar preso no teto. A atmosfera era leve, mas pressentia-se coisas por dizer.

Num gesto distraído, Fedra passou a ponta dos dedos pelo braço de Sabrina.

            -Queres conversar sobre o que aconteceu? - Perguntou Fedra sem impor nada.

            -Quero sim! Acho que precisamos...- Sabrina respirou fundo como quem ganha fôlego para atingir profundidade.

Demorou alguns segundos tentando encontrar o tom certo.

            -Eu fiquei com medo, Fedra. Um medo estúpido, agora sei. - Apesar de serenos, os olhos escondiam alguma dor. - Medo de me enganar outra vez. De meter os pés pelas mãos, de me deixar ir e acabar em mais uma desilusão.

Respirou fundo e continuou.

            -Já estive em outras relações em que tudo aparentemente ia bem, e de repente, fim. Sem aviso, apenas porque a outra pessoa resolveu voltar a viver a sua vida dita normal, aquela que o mundo entende por certo. Esse tipo de relação nunca tem final feliz para pessoas como eu...

Respirou fundo mais uma vez, enquanto Fedra permanecia quieta, acariciando-lhe de leve o braço.       

            -Por mais que visse, que sentisse a tua entrega, os fatos deitavam tudo por terra. Tu tens uma relação, uma família inteira à tua volta, uma filha...isso tudo pesa. Eu...eu não tenho nada a oferecer...sou instável, uma mulher em construção, aos trancos e barrancos...o que tenho a oferecer talvez não caiba na tua realidade...

Fedra ouvia tudo, com o olhar fixo nela e sem esboçar qualquer reação. Sabrina suspirou e acrescentou quase num murmuro:

            -E ainda veio a Lúcia, com o veneno de sempre. Com fotos como prova de que eu estava a fazer papel de idiota. Foi fácil acreditar nela, porque eu já não acreditava em mim...na minha capacidade de fazer alguém se apaixonar por mim e querer ficar...nós duas juntas, parecia-me cada vez mais coisa da minha cabeça sonhadora e distante da realidade...

Fedra respirou fundo e encarou-a, agora com uma expressão que mesclava ternura e vulnerabilidade.

            -Sabes o que é mais curioso? - Perguntou. - Eu também tive medo...

            -Tu? - perguntou Sabrina, rindo incrédula.

            -Sim...

            -Tinhas tudo controlado...

            -Tinha? - Questionou Fedra com um sorriso cansado. - Nem perto disso...

A voz dela baixou o tom e foi a vez de Sabrina ouvir com atenção.

            -Eu tinha uma relação, sim. Uma relação que já não me servia, mas que era confortável. José Carlos era previsível, fácil...ou pelo menos era o que parecia. No inicio, foi leve, sem grandes exigências. Depois da doença...demorei a me entender como uma mulher inteira...a relação sem complicação era perfeita. Mas, á medida que recuperava minhas forças, fui percebendo que não podia esperar muito dele. Ele é autocentrado, imaturo e durante a fase mais dura da minha vida, não pude contar com ele.

Fez uma breve pausa, respirando profundamente.

            -E quando tu apareceste...- Mais uma pausa, procurando as palavras. - Eu só queria um pouco de ar fresco, gargalhadas, um escape...

- E tivemos isso tudo. - Sabrina baixou o olhar.

-Sim...eu tive exatamente o que buscava. Mas depois...depois, não conseguia mais separar as coisas. Começou como um alento, conforto...uma amizade com alguns beijinhos na boca. - Riu. - E quando dei por mim, estava envolvida num emaranhado de sentimentos confusos e altamente instigantes...

Sabrina tocou-lhe o rosto num carinho genuíno.

            -E o que é que fazemos com isso?

            -Não sei! - Respondeu Fedra, sincera. - Talvez deixar o controlo de lado...

Riram as duas, baixinho, cúmplices.

            -Somos muito impulsivas, Fedra.

            -Somos! - Concordou Fedra, encostando suas testas. - Mas é por isso que ainda estamos aqui.

Fedra deslizou a mão até entrelaçar sua mão na de Sabrina. Sorriram.

            -Eu não quero esconder o que sinto, Sabrina. Quero viver de forma tranquila, sem me desculpar por isso...

            -E eu não quero fugir. Mas, meu bem, tens noção que não é um caminho fácil...- Sabrina quase fraquejou.

            -Eu sei...nem imaginas como sei...mas o mais importante, o escudo que me protege de qualquer maldade, está aqui...na minha frente...- Uma lágrima deslizou pela sua face e Sabrina limpou-a. Em seguida abraçaram-se.

 O sol, agora mais alto, tocava-lhes o rosto com uma luz morna. Não havia promessas, nem garantias. Apenas o reconhecimento maduro de quem atravessou uma tormenta e decidiu ficar.

 

***

A manhã decorreu devagar como se o mundo lá fora soubesse que elas precisavam de tempo. Sabrina levantou primeiro e foi preparar alguma coisa para comerem. Olhava a vida lá fora pela janela, quando foi surpreendida por um abraço que já conhecia de cor.

            -Hmm, que cheiro bom. E eu que ainda nem tomei banho...- Reclamou de olhos fechados e sorriso leve no rosto.

            -Até parece, tu estás sempre cheirosa, mulher...uma delicia. - Refutou Fedra também sorrindo.

            -Fedra, não tens nada nessa casa!

            -Não tenho...passei por um mau bocado e eu não fui às compras. - Admitiu resignada.

            -Vamos comer maçã e torrada sem nada...

            -Tinha um pedaço de queijo...

            -Que eu comi ontem à noite. - Riu

            -Ah meu bem, então precisamos comer na rua...maçã e torrada sem nada não vai fazer nem cócegas no meu estômago.

Riram.

            -Precisamos fazer compras!

            -Prometo que depois de visitar a minha mãe, vou às compras.

            -Vamos!

Sorriram.

            -Meu bem...mais cedo eu não disse nada, porque queria ouvir-te, entender os teus pontos de vista, - Mordeu a maçã enquanto era encarada com curiosidade por Sabrina. - Mas eu preciso dizer que não gosto dessa Lúcia. Ela tem alguma coisa...não sei ao certo o que é...mas fiquei mais irritada ainda quando ouvi-te dizer que ela provocou-te de forma dissimulada...parece-me inveja, sei lá...peço desculpas por...     

            -Não peça! - Interrompeu-a.- A Lúcia tem muitas nuances questionáveis...falha de caráter mesmo. Outro dia reencontrei a Vitória, colega de escola na adolescência e que conviveu com a Lúcia também, claro, e ela me abriu os olhos para coisas que minha ingenuidade juvenil não me permitiu alcançar. - Relatou rapidamente detalhes da conversa com a Vitória.

            -Gostas dela?

            -Tenho um sentimento estranho. Eu sei que ela tem problemas, às vezes ela me faz mal, mas eu sempre me lembro quando me estendeu a mão...o que segundo a Vitória, não foi para me ajudar e sim para se sentir superior e para me controlar. - Concluiu com uma ponta de tristeza na voz.

            -E tu, o que sentes?

            -Sinto que preciso tratar isso com muita profundidade na terapia.

            -Hum-hum...

            -Às vezes...eu me apego ...às vezes eu acho que sozinha não consigo nada...

            -Como assim? - Fedra ergueu a sobrancelha. - A tua vida é a prova contrária de tudo o que acabaste de me dizer...

            -Pois é, mas eu não sinto assim...é confuso e haja terapia...

            -Estás no caminho certo, aos poucos as peças se encaixam...agora mudando radicalmente de assunto. - Sorriu.

            -Hmm, lá vem.

Risos.

            -Não achas que vais embora hoje, não é dona Sabrina? - Sorriu de forma provocante encostada à bancada da cozinha.

            -Embora tenha coisas a fazer, já te disse que não...- Provocou Sabrina.

            -Fica mais um dia...dois...podes trabalhar de cá, não podes?

            -Alguém resiste a um pedido teu?

            -Ainda bem que tu não resistes. - Respondeu beijando-lhe o pescoço. - Porque eu quero mais um dia contigo...

            -Só um?

Riram alto presas num abraço.

***

Pouco depois, saíram juntas para a clínica onde Gracelina já estava apta para voltar para casa. No quarto, o clima era de alegria, que Fedra tentava conter, mas a mãe parecia uma criança.

            -Mãe, cuidado...

            -Ah, Fedra, eu estou viva. Viva! Foi só um susto, não achas que vou ficar quieta com uma velha, só porque dei uma queda...

Sabrina riu às escondidas e Fedra lançou-lhe um olhar de repreensão.

            -A Adélia está cá e vai levar-me a casa. Nem ouses contrariá-la, minha filha, finge que aceitas tranquilamente. Elas não se entendem e não é de hoje. - Concluiu olhando para Sabrina.

            -Não é bem assim, mãe. O problema da tia Adélia é que ela se acha a maioral, e que pode controlar a vida de todos. A minha ela não vai controlar.

            -Gracelina, já está tudo certo. Alta definitiva e algumas recomendações. Olá Fedra, boa tarde. - Tia Adélia entrou no quarto com seu ar imponente de sempre. - A tua mãe vai comigo. Cuidarei bem dela e já podes descansar um bocado...

            -Eu não estou cansada, tia.

            -Eu fico bem com ela, filha, a tua tia gosta de mandar, mas tem o dom de cuidar.

            -Eu passo lá amanhã. Ok?

            -Ok! Vem cá Sabrina, me dá um abraço.

Sabrina saiu do seu canto discreto e abraçou a senhora com carinho.

            -Ah, essa é a tal amiga prestativa da Fedra? - Tia Adélia olhou-a de alto a baixo. - Tens sorte, minha sobrinha. Hoje em dia, ninguém larga a sua vida para vir acudir os outros...-O tom era uma mistura de veneno com açúcar.

Fedra preparava-se para responder, mas foi antecipada pela mãe:

            -Não é sorte, é merecimento. A Sabrina é um anjo, ficou o tempo todo com a minha filha e depois comigo também.

Tia Adélia calou-se. Sabrina sorriu agradecida e Fedra segurou-lhe a mão discretamente.

***

O resto do dia correu leve. Almoçaram num restaurante que Sabrina ainda não conhecia e simplesmente ficou apaixonada. Riram, beberam um excelente vinho e conversaram sobre temas variados, da comida maravilhosa do restaurante, aos trabalhos que tinham pendentes. Sem pressa, se alongaram por algumas horas naquele lugar aprazível. Um pouco mais tarde, o sol já descia tingindo o céu de cor de rosa, por sugestão de Sabrina, convidaram Glória para um café. Ela estava pelos arredores e não pensou duas vezes.

            -Vocês duas se comportem, eu não tenho idade e nem tempo para servir de bombeiro. Tenho uma criança de 10 anos em casa e essa sim, precisa das minhas habilidades para apagar fogos. Juízo, meninas.

Gargalhadas altas e olhares cúmplices.

            -Tuas amigas são intensas, Goya. - Brincou Sabrina.

            -Intensas, lindas, maravilhosas e doidas. Eu não sei se vocês sabem disso, mas está escancarado para quem quiser ver, que existe uma química escaldante entre as senhoras. Meu Deus!

            -Grita mais alto.

Gargalhadas.

No inicio da noite, passaram no supermercado para reabastecer a despensa e o frigorifico de Fedra. Foi mais um momento leve e de perfeita sintonia.

***

Em casa, pediram comida num restaurante que Fedra adorava e enquanto aguardavam, Sabrina fez questão de preparar uma mesa linda. Fedra abriu uma garrafa do melhor vinho que tinha na adega e celebraram entre risos e beijos.

A comida chegou, se deliciaram com calma e quando Sabrina inventou de lavar a louça e arrumar a cozinha, Fedra nem ligou. Já estava acostumada com as peculiaridades que faziam dela a pessoa única e apaixonante.

Encostada na porta da cozinha, observava Sabrina cantarolar enquanto arrumava a louça limpa no lugar. Estendeu-lhe uma taça de vinho e brindaram.

            -Não vais me chamar de neurótica? - Brincou Sabrina.

            -Não...

            -Meu bem, detesto acordar e ter a casa bagunçada...a cozinha então...

            -Tudo bem...eu também não gosto de bagunça. Não sou tão obsessiva como tu, mas gosto de ordem.

Risos.

Com a cozinha em ordem, regressaram à sala. Sabrina refastelou-se no sofá, enquanto Fedra escolhia uma trilha sonora. Optou por uma seleção de música chillout, aprovada por Sabrina.

            -Sabrina, não sei se ficou claro mais cedo...talvez eu não tenha me expressado da melhor forma...

            -Hmmm...- Sabrina encarou-a com olhos meigos.

            -Terminei a relação com o José Carlos. - disse Fedra num tom que misturava confissão e alívio.

Sabrina que estava quase deitada no sofá, sentou-se e encarou-a surpresa.

            -Como assim?

            -Terminei depois do evento que quase me consumiu viva. Foi inevitável. Já não fazia sentido, e lá no fundo, ele também sabia disso, só estava acomodado.

Sabrina ficou um instante calada, digerindo. Depois, riu baixinho.

            -Então, todo o stress foi em vão?

            -Se me tivesses deixado falar...- Fedra riu.

            -Pois é...fui um desastre. - Sabrina riu envergonhada.

            -Não...foste humana. E eu também não ajudei muito. Estava emocional e fisicamente fragilizada. Por mais que estivesse certa de que não queria mais continuar com o José Carlos, não é fácil pôr fim a uma história de tanto tempo. Ainda mais, que ele argumentou tantos absurdos...fiquei esgotada e quando reagiste intempestivamente, eu já não tinha mais condições de refutar nada...

Sabrina ouviu tudo o que Fedra tinha a dizer no mais absoluto silêncio. A sensação que tinha era de véus sendo arrancados de sua face. Ficaram em silêncio por alguns instantes até que Fedra propôs um brinde.

            -Aos recomeços sem pesos antigos! - Sorriu com a taça erguida.

            -À vida! À saúde da tua mãe! A nós duas, inteiras...ou quase. - Sorriu com lágrimas nos olhos e foi beijada com vontade por Fedra.

Mais tarde, quando o efeito do vinho já oscilava entre o riso e a ternura, Fedra ficou em silêncio, olhando para Sabrina com uma expressão nova. Sem dizer nada, levantou-se e foi para outra parte da casa.

            -Posso mudar a música? - perguntou Sabrina.

            -Podes, claro.

            -Eu gosto da tua playlist, mas me deu vontade de ouvir outra coisa...

            -A casa é tua!

            -Volte para cá e se quiseres me chamar de carente, esteja à vontade, mas já estou com saudades tuas. - Riu baixinho.

Fedra regressou com o coração aos saltos e um nervosismo que saltava aos olhos. Com passos lentos, parou diante de Sabrina que a olhava intrigada.

            -Sabrina... -a voz quase falhou. - Há uma coisa que nunca te mostrei por inteiro. - Os olhos dela estavam marejados e o lábio inferior tremia.

Sabrina ficou de pé, a escassos centímetros dela. Seu corpo também tremia ainda que não entendesse o motivo. Fedra respirou fundo várias vezes e desatou o cinto do robe que trazia vestido. O tecido fino deslizou pelos ombros, revelando a cicatriz que atravessava o lado esquerdo do peito, a marca da dor, da sobrevivência.

Fedra baixou o olhar, quase num reflexo de defesa.

            -Ouvi da boca do José Carlos, que só ele me aceitava assim. Ele me disse isso várias vezes, de forma velada e por esses dias, de forma bem explicita...disse que eu já não sou inteira...que sou menos mulher...- Soluçou com o corpo todo tremendo.

O silêncio era denso, mas sem nenhuma sombra de julgamento.

Com a respiração alterada, Sabrina diminuiu ainda mais a distância entre elas. Devagar, passou os dedos pela pele marcada, com uma delicadeza infinita.

            -És a mulher mais inteira que eu já conheci...

As lágrimas vieram como enxurrada. Não de repulsa, mas de afeto, comoção...de um sentimento que transbordava o entendimento de Sabrina.

Atordoada, Fedra recuou um pouco e tentou cobrir o seio.

            -Eu te assustei?  - A voz quase não saiu.

Sabrina não conseguia falar, limitou-se a abanar a cabeça negativamente.

            -Não...- Murmurou finalmente. - Estou emocionada.

Abraçou-a pela cintura e beijou-lhe o peito, devagar, num gesto de reverência. Fedra fechou os olhos, a tensão a ceder à confiança.

Sem dizer uma única palavra, Sabrina levou-a até ao quarto. A luz amarelada, o cheiro bom do difusor, uma leve brisa que entrava pelas janelas, tudo convidava ao relaxamento. Deitaram-se na cama e Fedra foi despida com uma calma afrodisíaca. Cada pedaço de pano que ia sendo retirado, era seguido de um beijo demorado. O seio que durante todo o tempo tinha sido uma espécie de muralha intransponível, foi beijado em cada centímetro de pele, contorno e protuberância. Sem pressa. Com ternura e desejo inequívocos. Aos poucos, Fedra foi soltando os medos, as inseguranças e se entregando ao prazer, que sim, podia ser muito mais intenso do que já era. O beijo era um convite descarado a mais e mais e não se fizeram rogadas. Completamente nuas, se entregaram sem reservas, ou pudores. Seus corpos se encontraram num lugar que alavancou o prazer a patamares inebriantes. Ficaram. Intensas. Inteiras. Entregues. Não havia mais espaço para contenção. A explosão veio, num grito só a duas vozes. Uma, duas...tantas vezes. O beijo sôfrego, se misturou a lágrimas de rendição. Os espasmos foram diminuindo até só restar respiração calma e compassada.

Os corpos finalmente tinham se entregado e pela primeira vez, inteiros. Sem esconder feridas, medir gestos, sem medo do que viria depois. Mas esse encontro só foi possível, porque há muito tempo, as almas tinham se conectado.

 

***

A luz do dia entrou pelo quarto preguiçosa, filtrada pelas cortinas, como se quisesse perpetuar aquele momento especial.

Sabrina acordou primeiro e passou algum tempo contemplando Fedra dormir. A tranquilidade do semblante e da respiração eram comoventes. Sabrina agradeceu por tudo. Sorriu ao se lembrar de cada detalhe da noite perfeita. Com delicadeza, esgueirou-se para junto do corpo de Fedra. Encostou-se e se embriagou do calor e do cheiro dela que agora mais do que nunca, sabia reconhecer de olhos fechados. Fedra abriu os olhos lentamente e sorriu daquele jeito que era quase um abraço.

            -Bom dia! - Gem*u.

            -Bom dia...- Retribuiu Sabrina num sussurro.

            -Será que perdi o horário? - De repente Fedra parecia um pouco tensa.

Sabrina teve a certeza quando ela instintivamente tentou cobrir os seios com o lençol. Num gesto que misturava afeto, paciência e cuidado, puxou-lhe o lençol e com ternura beijou-lhe a cicatriz da mama. Olhou-a dentro dos olhos, beijou-lhe as duas mamas sem pressa, pousou uma mão na cicatriz e deitou a cabeça no colo dela. O coração, que batia alucinado, aos poucos foi entrando na cadência da paz, da rendição ao amor do outro.

            -Aconteceu mesmo...- Fedra tinha a voz embargada.

            -Hum-hum...e foi melhor do que nos meus delírios mais idiotas. - Admitiu Sabrina rindo ainda deitada no peito dela.

Fedra também riu, mas não se mexeu. Adorava partilhar silêncio com Sabrina e se pudesse ficaria ali pelo resto do dia. Mas, o relógio que lhe devolvia à vida mundana, já apitava alguns alertas.

            -Tenho de ir trabalhar. - Murmurou sem vontade. - Tenho uma reunião presencial às nove.

            -Vai. - Sabrina acariciou-lhe o rosto. - Eu fico aqui a aproveitar este luxo: cama, silêncio e preguiça. -Gem*u.

             -E a tua aula? Ai que inveja dessa cama...- Riu.

            -Mais tarde...bem mais tarde. Posso dar da tua sala...ou do escritório, se me permitires.

            -Deixo-te viver aqui se quiseres.

O tom era de brincadeira, mas o olhar intenso, não. Ambas riram e foram acometidas do mesmo frio na barriga.

Fedra aproveitou para se levantar e ir tomar banho. O coração estava aos pulos. Ao sair do quarto, já com sua versão profissional brilhante em dia, ficou desarmada. Sabrina tinha arrumado uma mesa perfeita de pequeno almoço. Café, frutas variadas, pão torrado e ovos mexidos. Simples, mas com um esmero tocante.

            -Sabrina...- Fedra abraçou-a completamente encantada.

            -Eu queria colocar uma jarra com flores frescas, mas aí já é pedir demais para essa nossa terra seca. - Sorriu e ganhou um beijo na boca.

            -Às vezes eu compro na floricultura, mas para o dia-a-dia é mais complicado, mas está perfeito. Obrigada. E é injusto também...como é que eu saio de casa agora?

            -Fica! - Sabrina encolheu os ombros, um gesto que sempre desmontava Fedra.

            -Juro que eu queria e sabes que sim, mas andei tão desaparecida daquele escritório...preciso recuperar as rédeas daquilo. - Riram juntas.

Fedra comeu às pressas, mas não se furtou de provar um pouco de cada alimento.

            -Escovo os dentes no trabalho. Se me atraso mais um minuto, enfrentarei um transito infernal. - Disse enquanto pegava a bolsa e corria para a porta.

            -A chave do carro, meu bem. - Sabrina entregou-lhe a chave ela já com os pés para fora do apartamento.

            -Minha cabeça está presa na noite maravilhosa que passamos juntas. Como é que eu vou encarar uma reunião séria com um mar de homens emburrados?

            -Tu consegues...com um pequeno esforço, tu consegues.

Riram abraçadas.

            -Tu não ajudas nada, Sabrina. É tão difícil te resistir...linda, sensível, boa de conversa, instigante, me provoca num nível...sex*...eu não tenho nem palavras para descrever o delírio que é o encontro dos nossos corpos...e ainda me dá um café desses...- Encarou-a com a respiração alterada.

            - O sex* é bom? - Provocou puxando-a um pouco mais para si beijando-lhe a boca com vontade escancarada.

            -Sabrina...- Suspirou completamente entregue.

            -Vai, meu bem. Vai lá para o teu trabalho que eu não quero ninguém buzinando no meu ouvido que eu corrompo profissionais sérias.

Riram com os lábios colados. Fedra abraçou-a mais forte ainda e rodou os calcanhares para descer as escadas e finalmente ir embora.

            -Ah, minha agenda do dia...tu me descontrolas e nem sei mais o que dizer...

            -A tua agenda...- Sabrina ria sem parar.

            -No inicio da tarde vou ver a minha mãe...se já estiveres livre...

            -Ah, eu vou, claro. Vou preparar a minha aula agora, depois dou um jeito no apartamento...

            -Sabrina, não precisas fazer nada disso.

            -Eu sei que não, mas eu quero. Posso? Ajuda a passar o tempo. - Sorriu, daquele jeito que amolecia até o mais severo tirano.

            -Podes, claro, mas sem exageros. Eu volto.

            -E eu te espero, mas antes nos encontramos na tua mãe. - Sorriu.

            -Claro...que Deus me ajude a não trocar os assuntos na reunião.

Riram alto.

***

 

            -Fedra, que exagero é esse, minha filha? Passei dois dias no hospital e me enches a despensa como se eu tivesse passado um mês no exterior? Olha, para isso Sabrina, aposto que não és exagerada assim, ou és?

Gargalhadas.

            -Para o teu conhecimento, a Sabrina me ajudou nas compras. E sim, comprei muita comida saudável, porque sei que a senhora come doces às escondidas...       

            -Ah, mas eu fiz questão de trazer um mini bolo de milho, já que é o seu favorito. - Declarou Sabrina sorrindo.

            -Ah, alguém que realmente pensa em mim. O bolo está molhadinho?

            -Mãe! Juízo, dona Gracelina. Tens comida pronta?

            -E achas que a tua tia faria por menos? Tenho comida para a semana toda. Vamos comer bolo com chá? Ah, Fedra, a tua amiga aceita e nem adianta me recriminar.

Depois do lanche e de muita risada, Sabrina informou que precisava ir embora pois tinha um compromisso de trabalho.

            -Ah, que pena. Faço questão de preparar um almoço para ti esse fim de semana.

            -Mãe, infelizmente a Sabrina precisa regressar a Mindelo. - Fedra olhou para Sabrina sem disfarçar o quanto aquele detalhe a incomodava. 

            -Sim...regresso amanhã.

Elas se olharam com uma ansiedade explicita.

            -Mas voltas, claro?

            -Sim...agora preciso mesmo ir, ou me atrasarei para a aula. Muito obrigada pelo lanche e pela simpatia, dona Gracelina. - Beijou a senhora que a abraçou. 

            -Eu que agradeço, especialmente por não deixar a minha filha sozinha nesse momento...obrigada. Desejo-te tudo de melhor nessa vida.

Sabrina abraçou a senhora mais uma vez e dirigiu-se para a porta. Estava tomada de uma emoção nova e muito boa, mas que a deixava sem saber ao certo como agir.

            -Boa aula, meu bem. - Disse Fedra perto da porta.

            -Obrigada. Já fiquei nervosa, mas a Catarina me ensinou todos os truques da maquina e agora tudo flui...- Sorriu.

            -Eu não demoro aqui e prometo não te incomodar quando chegar a casa.

            -Dentro de mais ou menos duas horas, serei toda tua. - Piscou o olho.

            -Ah se minha mãe não estivesse logo ali... - Apertou-lhe uma nádega arrancando um risinho de Sabrina.  

***

Fedra voltou para casa e Sabrina ainda dava a aula. Estava no escritório, com a porta aberta, e Fedra aproveitou para apreciar a sua desenvoltura, a forma como gesticulava com as mãos e interagia com os alunos. Estava tão imersa que não notou a sua presença.

Fedra não parava de pensar que daqueles dias maravilhosos já só restavam horas. Tentando manter a mesma vibração, decidiu que as horas que restavam seriam perfeitas. Na cozinha, abriu o frigorifico e depois a despensa para ver o que podia preparar sem gastar muito tempo e que ao mesmo tempo fosse saboroso.

Às voltas com as panelas e o fogo, assobiava uma canção que adorava, quando foi surpreendida por um abraço que a deixou com o corpo mole. Beijos e gemidos que a deixaram ainda mais mole e com um sorriso bobo no rosto.

            -Nem te vi chegar...fui seduzida por esse cheiro de comida delicioso. Estou com fome e com...

            -E com o quê?

            -Devo parecer uma idiota, mas estou com saudades de ti desde o momento que saí lá da casa da tua mãe.

Fedra riu quando ela escondeu a face nas suas costas.

            -Meu bem, eu vim correndo para casa...se te serve de consolo, não demorei mais de 10 minutos lá na minha mãe... e ela inocente me incentivando a voltar para casa para não deixar a minha amiga sozinha.           

            -Será que é inocente mesmo? Se bem, que não deve passar pela cabeça dela que a filha certinha dela, de repente resolveu partir a louça toda.

Gargalhadas altas.

            -Não sei como a tia Adélia ainda não soltou a língua...

            -Como assim?

            -Ah, não te contei? Ela nos viu no hotel da Wiki e da Nahima...veio cá em casa me confrontar, exigir que eu não desiludisse a minha mãe...a família...Mália, enfim, ela foi dura e me ofendeu profundamente...mas eu não vou desistir...eu não morri de câncer, não vou me acovardar com a ignorância de ninguém.

Sabrina apertou-lhe ainda mais e soltou um longo suspiro. Na sua cabeça, a insegurança teimava em gritar, mas não lhe daria ouvidos.

            -Meu bem, estou com muita fome. - Mudou de assunto para não se perder no medo.

            -Em cinco minutos a comida fica pronta. Fiz umas torradas com brie e geleia picante de manga...e tem uvas e nozes também. - Deu-lhe um pedaço de torrada na boca.

            -Que delícia! Quero mais!

Risos.

            -Não coma tanto porque senão depois não aprecias a minha massa.

            -Ah, meu bem, com a fome que estou...

Gargalhadas.

            -O vinho já respirou, sirva nossas taças, por favor.

            -Hum-hum...hmmm, adoro esse.

            -Eu sei!

Brindaram trocando sorrisos.

Depois do jantar e ainda tomando vinho, Sabrina escolheu uma playlist enquanto Fedra diminuía as luzes da casa, deixando o ambiente mais acolhedor. Fedra estendeu a mão como quem pede uma dança e rindo Sabrina aceitou. Dançaram, ora coladas, ora soltas, sempre rindo, entregues, sem pressa. Depois de alguns minutos, deitaram no tapete da sala, lado a lado, viradas para o teto, dedos entrelaçados.

            -Posso me tornar repetitiva...mas eu gosto muito disso...do que estamos a construir. - Disse Fedra ainda com os olhos fixos no teto.

Sabrina aconchegou-se ainda mais nela, braços e pernas entrelaçados.

            -Fedra...- Sabrina tinha a voz calma. - Às vezes eu preciso de um empurrão para sair do lugar...

            -Como assim?

Sabrina suspirou várias vezes.

            -Passei grande parte da minha vida a mudar...de casa, de escola, até de cidade. Cada vez que criava laços, era obrigada a desfazer. Me percebi uma jovem que se agarrava a tudo...e hoje, já adulta, não tem sido diferente, me agarro mesmo quando já não me serve, quando dói...- Soltou o ar com força.

            - A nossa relação causa-te alguma dor? Sentes-te presa a algo que não te faz bem?

            -Não! Claro que não...não é de nós que estou a falar...é de mim, das minhas confusões, da minha dificuldade em largar o que não me faz tão bem...da minha fraqueza...

            -Isso não é fraqueza, meu bem. - Afagou-lhe o rosto.

            -Aos poucos vou aprendendo que não é fraqueza...a terapia foi a melhor escolha que fiz na minha vida. Mas às vezes ainda me sinto assim, tendo medo de sair do lugar por achar que vou perder tudo... mesmo quando ficar me custa caro.

            -Não vais perder...não perdemos o que é sólido. Pode se transformar em outra coisa, mas nunca perdemos...a mim tu não perdes, não se depender de mim...

O silêncio veio acompanhado de uma atmosfera de ternura quase palpável.

            -Quando sentires que algo está errado... quando eu disser ou fizer algo que te magoa ou te confunde... diz-me logo. Não deixes que as coisas se arrastem até nos perdermos uma da outra. -A voz de Fedra era calma, doce, sem qualquer peso.

Sabrina virou-se para ela com olhos expectantes.

            - Prometes que vais aguentar ouvir? Às vezes meu raciocínio não faz sentido...

            -Prometo! Mesmo que me doa. Mesmo que eu não saiba responder de imediato.

Sabrina sorriu. As palavras ditas sem defesa eram exatamente o que precisava ouvir. Fedra ergueu o tronco e sentou. Sabrina tentou prendê-la com as pernas.

            -Não...vamos ficar aqui, está tão bom...- gem*u manhosa.

            -E quem disse que eu vou sair daqui? Ainda me resta algum bom senso. - Piscou o olho e sorriu sexy.

Tirou a blusa e o sutiã e deitou-se sobre Sabrina.

            -Não tens noção do que é a sensação de me sentir livre...inteira e linda...tu me olhas e eu me sinto linda...desejada...já não acreditava que fosse possível...- A voz estava embargada de emoção.

Com a habilidade que lhe era característica, Sabrina tirou a sua blusa e suas peles se tocaram. Arrepiadas. Quentes. Se reconhecendo nos mínimos detalhes. Deixaram-se ficar, embaladas pela melodia de Till the morning (Haevn feat. Lilly Meloa).

            -Queres ir para a cama? - Perguntou Fedra com a voz alterada pelo desejo explicito no olhar.

A resposta veio num beijo arrebatador. O chão da sala foi cúmplice de mais um encontro de corpos sedentos de prazer e almas que se leem de olhos fechados.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 23 - Capitulo 23:
NovaAqui
NovaAqui

Em: 02/12/2025

Sobre a louça suja na pia kkkkkk

Só lembrei desse vídeo da Márcia Sensitiva kkkkk

https://www.instagram.com/reel/Cu2oO76Jpjw/?igsh=MTVpY3l4YTc0Nm9uMA==

 

https://www.instagram.com/reel/DDLdRDnut0W/?igsh=MXU4bnhzNnYzMno0dw==

Beijão 


Nadine Helgenberger

Nadine Helgenberger Em: 02/12/2025 Autora da história
Kkkkkkkkkkk, morri

Essa mania a Sabrina herdou de mim, odeio louça suja, casa bagunçada, Deus me livre. A bixinha pegou a obsessão da autora ????

Se a Márcia Sensitiva assina em baixo, então, viva a louça lavada da Sabrina kkkkkkk

Bjss


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mtereza
mtereza

Em: 30/11/2025

Fedra dar logo esse empurrão para Sabrina vim habitar o seu lá mulher  rsrs . Amei o capítulo Nadine perfeito 


Nadine Helgenberger

Nadine Helgenberger Em: 08/12/2025 Autora da história
Muito obrigada. Bj


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HelOliveira
HelOliveira

Em: 30/11/2025

Uau amei cada detalhes delas, capítulo perfeito e com sensação de sentimentos que transbordam..

Detalhe ninguém suporta a Lúcia 


Nadine Helgenberger

Nadine Helgenberger Em: 08/12/2025 Autora da história
Kkkkk, ninguém suporta mesmo, mas ela não se ajuda.
Muito obrigada. Bj


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NovaAqui
NovaAqui

Em: 30/11/2025

Capítulo gostosinho 

A conversa fluiu leve.

O encontro de corpos foi perfeito. Um encontro completo de duas mulheres livres.

O entendimento está vindo com muita conversa e sexo kkkkk

Que bom que você conseguiu escrever.

Obrigada por proporcionar um final de domingo com um capítulo gostosinho, leve e de muito dengo.

Acho que Sabrina irá se livrar da desquerida em breve

Bom final de domingo 

Boa semana nessa sua Terra Linda 

 

 


Nadine Helgenberger

Nadine Helgenberger Em: 08/12/2025 Autora da história
Tem coisa melhor do que muita conversa e sexo? kkkkkkkkkkk
Ainda bem que nisso elas funcionam muito bem ;)
Desquerida kkkkk, adorei!
Muito obrigada. Bj


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