• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Cancionitas de Amor - Diários de Um Coração
  • Capitulo 2 - Adios, mí amor.

Info

Membros ativos: 9579
Membros inativos: 1617
Histórias: 1971
Capítulos: 20,927
Palavras: 52,929,536
Autores: 808
Comentários: 108,967
Comentaristas: 2597
Membro recente: Anik

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Entrelinhas de um contrato
    Entrelinhas de um contrato
    Por millah
  • RASGANDO O VEU DE MAYA
    RASGANDO O VEU DE MAYA
    Por Zanja45

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • O plano
    O plano
    Por caribu
  • Quando as águas se acalmam
    Quando as águas se acalmam
    Por Paloma Matias

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

Cancionitas de Amor - Diários de Um Coração por Nay Rosario

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 856
Acessos: 99   |  Postado em: 23/10/2025

Notas iniciais:

Trio Cristal - Nuestro Juramento

https://www.youtube.com/watch?v=KenAq9Ofb3Y&list=RDKenAq9Ofb3Y&start_radio=1 

Capitulo 2 - Adios, mí amor.


Cartas. 

Um maço de cartas e dois diários eram o conteúdo da arca. Tinham álbuns antigos de fotografia e uma manta de um bebê. Antes que eu pudesse abrir o primeiro diário, bateram na porta. Guardei tudo e tranquei o objeto, recolocando-o no lugar. Deitei na cama e respondi.



- Entra!



Lilian adentrou o quarto em silêncio. Olhou os véus que vovó gostava de pendurar formando uma cortina. Ela escolhia um dos lenços para usar durante o dia. Olhou o mural de fotos que ficava pendurado do lado esquerdo do quarto. Agnes era a fotógrafa oficial da família. As poses mais estranhas e momentos constrangedores eram os seus clicks preferidos.


Sentou ao meu lado, pegou um porta-retrato que tinha uma foto dela e vovó sorrindo. Quando elas saiam juntas, todos diziam que titia parecia com a mãe. Sempre achei bonita a relação delas. Eu e a dona Laurinda nunca tivemos nada que chegasse perto daquela relação. Na verdade, minha mãe nunca se deu bem com a própria mãe.



- Quando eu vi Inês e ela me chamou para morar com ela pensei que ela queria me fazer mal. Eu era pequena, mas ouvia as pessoas comentando. Ela precisou voltar no sinal muitas outras vezes até eu acreditar que aquela mulher queria me criar, me dar um lar. _ enxugou as lágrimas.


- Vovó sempre te tratou como filha dela. Ela e Agnes te adotaram e te amaram imensamente. Todas as fotos que vocês estão juntas é percetível o orgulho dela por você se tornar a mulher que é hoje. 


- É... Sua mãe me detesta. _ ambas riram.

 

- Quem ela não detesta? Brigava com a própria mãe por besteira. O dia da torradeira é um exemplo. Só meu pai que aguentou enquanto conseguiu. 


- Seu pai a amava muito, mas... No fundo, sua avó sempre achou que eles casaram por conta de algo que sua mãe nunca quis revelar. Quando a barriga começou a crescer, achamos que era pela gravidez. 



Fiquei pensando sobre isso. Mamãe sempre foi muito reservada no que dizia aos seus sentimentos. Seguimos todos para a capela onde seria o velório. Sem missas, sem padres. Vovó não era católica. Só acreditava em Deus e ponto. Segundo Inês, “não era preciso intermediários para levar seu recado. Todas as vezes que pedi, fui atendida com prioridade”. Algumas pessoas pediram a palavra para falar sobre a vida pós Inês. 


Todo tempo vi Laurinda e Joelma, uma senhora que morava na mesma rua, conversando baixo e olhando na direção Agnes. Minha mãe nunca escondeu seu desagrado com a relação de vovó e Agnes, da mesma forma que falava em todas as oportunidades sobre tia Lilian. Teve uma época que ela foi proibida de entrar na casa da mãe devido ao seu excesso de opiniões preconceituosas. 


Era hora da última fala antes do adeus. Olhei para Agnes e seu descontrole emocional não a permitiria. Lilian havia acabado de sair e não deixaria que minha mãe discursasse. Com passos lentos subi ao pequeno degrau para falar dela.



- Muitos aqui conheceram a Inês Suarez, uma vizinha adorável e que sempre tinha um conselho para oferecer. Mesmo quando o conselho era uma ou dez taças de algo. Alguns conheceram a lendária cantora Inês Gaspar, dona de uma das vozes mais bonitas de sua época. Mas eu... Eu conheci a Vovó. Era ela quem mimava a mim e meus irmãos com bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Me fazia curativos quando eu me machucava e cantava para mim quando eu não tinha sono. _ lágrimas banhavam meu rosto. _ Quando eu me apaixonei pela primeira vez e, obviamente, me desiludi, foi com ela que desabafei. Lembro dela ter dito que era só a primeira paixão. Vovó foi uma mulher extraordinária. Uma mulher à frente do seu tempo. Uma mulher que amou e foi amada até depois de sua partida deste plano. _ direcionei meu olhar a Agnes e Lilian abraçadas.



Uma singularidade que eu gostava da cidade era que só havia um cemitério. Ricos e pobres,  famosos e anônimos, políticos e outras autoridades foram enterrados no mesmo lugar. O caixão foi carregado por alguns dos músicos que tocaram com a vovó. Enquanto o caixão era colocado em seu novo local de descanso, surgiram alguns acordes de uma guitarra. Eu conhecia aquela canção. Vovó dizia que ela era a declaração de amor mais sublime que alguém poderia fazer. Agnaldo, um dos amigos mais queridos de vovó e vocalista do grupo Mariachi, começou a cantar. 



- “...Yo sufro lo indecible si tu entristeces. No quiero que la duda te haga llorar. Hemos jurado amarnos hasta la muerte y si los muertos aman, después de muertos amarnos mas...Si tu mueres primero, yo te prometo. Escribiré la historia de nuestro amor. Con toda el alma llena de sentimiento. La escribiré con sangre. Con tinta sangre del corazón.”

 

Adios, mí abuela. Te extraño mucho. Sussurrei para que o vento levasse minhas palavras até ela. Chuviscos começaram a cair e aos poucos as pessoas se dispersaram, restando ali apenas eu, Agnes, Lilian e o guitarrista Agnaldo, cantando os boleros preferidos dela.

 

 

Fim do capítulo

Notas finais:

Até Breve!


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 2 - Capitulo 2 - Adios, mí amor.:
Zaha
Zaha

Em: 28/02/2026

Olá, 

Estou de volta!! 

Lindo capítulo, vou me atualizar com os últimos capítulos!!! 

Beijos

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web