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Segredos por Elliot Hells

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Palavras: 3807
Acessos: 168   |  Postado em: 26/11/2024

Capitulo 68 Emboscada

Saint-Exupéry foi considerado um dos maiores clássicos com suas obras a primeira vista para o público infantil. Contudo, para os estudiosos e apaixonados pelas obras do autor, sabem muito bem que por trás das suas linhas há muito mais história e conteúdo para ser desvendado.

Em Le petit prince, na cena clássica quando o principezinho encontra a raposa e a convida para brincar, vindo a seguinte resposta: “Eu não posso brincar contigo. Não me cativaram ainda.” (p.67)) E o pobre pequeno príncipe, cabelo cor de trigo, ficou confuso sem saber o que era cativar. Inquirindo a raposa que não tardou a explicar: “Significa criar laços” e decidiu prosseguir: “tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. (...) Mas, se tu me cativas nós teremos necessidades um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo.” E o pequeno príncipe fala: “Existe uma flor... eu creio que ela me cativou.” (p.68)

Esse era exatamente o mesmo sentimento que Elizabeth teve quando recordou dos momentos que começaram a ser escritos juntos com Vivienne Lamartine, um cativar que foi impossível para a mais velha lutar contra essa força.

Mas agora, a sua rosa ameaçava ser perdida. Tudo o que fora deixado para trás foi uma simples e curta carta que Bess achava uma covardia. As palavras eram secas e duras.

“Bess,

Eu não posso continuar fazendo isso, acho que só iria magoar você. Não tenho o que é preciso para estar com você, acho que foi um erro, como você bem sabe, eu sempre me envolvi com homens, sinto que foi só uma fase e um momento. Uma possível curiosidade que... passou.

Não se preocupe quanto ao segredo, morrerá comigo! Isso é uma promessa.

Mas infelizmente, quanto a nós, creio que devemos parar por aqui e cada um seguir seu caminho. Não há necessidade de seguir com os processos.

Desejo sucesso nos seus empreendimentos futuros.

Vivieene Lamartine”

 

Aquela carta era afiada, retalhava a jovem Heinz de fora para dentro repetidas vezes, principalmente pelos disseres “uma possível curiosidade” ou “uma fase e um momento”. No seu intimo mais intenso, Bess tinha esse tipo de medo ao se envolver com Vivienne, de que tudo não passasse de um momento, que ela fosse apenas uma experiência, aventura para a outra perceber que ainda prefere os homens a estar com ela.

A mão se dirigiu até a cabeça para fechar seus olhos, não fingiu ser forte ou mesmo desejava controlar aquelas lágrimas, desejou mesmo chorar. Queria se liberar, se livrar daquilo que estava dentro dela, o famoso colocar para fora. Não conseguia compreender o que estava ocorrendo, pensava que chorando poderia liberar a dor e o peso que sentia.

Certamente, nesses momentos Carole poderia relembrar alguma frase freudiana para acalentar aquele momento ou somente oferecer o ombro amigo, mas ainda com o seu toque de psicanálise especial intrínseco ao seu ser. Mas ela não era Carole e muito menos teria uma fala para aquecer seu coração agora e estava distante de sua irmã, dos seus amigos.

Ninguém tinha voltado para o condomínio, a única coisa que encontrou foi sua chave reserva no local secreto, Blues quieta e a carta em uma localização perceptível. Blues era sua única e importante companhia, a cadela estava a sua frente, reproduzindo alguns sons de choro e colocando a pata na perna de Bess que deixou-se levar pela cadela e a abraçou. Aquele abraço fora seu estopim para liberar ainda mais aquelas lágrimas que passou a rasgar seu coração e a consumí-lo.

Só quem já passou pela dor de ter um coração quebrado que sabe o quanto dói. O que estaria relacionado para Freud com a chamada desilusão. Em sua condição e devido ao seu segredo, a probabilidade de alcançar um pouco da chamada “felicidade” era mínima.

Sendo assim, sua alternativa foi recolher a carta, pegar a Blues, trancar tudo em casa e partir em direção da mansão Heinz para partilhar desse momento com a sua irmã e dar pela primeira vez, incorporar a personagem Scarlett e deixar para se preocupar com isso, amanhã.

 

Lara havia levado e cuidado de Vivienne, pois Alexander ainda tinha negócios para serem resolvidos antes de sair definitivamente do país e sumir por longos anos como costumava fazer.

Vivienne estava apática, não se alimentava direito estava a dois dias em um dos hotéis mais luxuosos de Nova Amsterdam, não se comunicava com seus pais, sua irmã e seus amigos a exatos dois dias. Apenas dizia ligeiramente no grupo da família que estava tudo bem, mas não queria envolver ninguém mais no problema da sua vida.

Lara prestava atenção e se compadecia da expressão da jovem. Querendo ou não, afeiçoou-se a Vivienne no dia que Diana nasceu, a pequena garota ruiva era um sol para a segurança. Principalmente por ser tão esperta, disposta e curiosa para aprender. Adorava ensiná-la truques de defesa pessoal em tão tenra idade.

Mas com o falecimento da criança, até mesmo Lara, o fiel e leal braço direito de Alexander, se colocou a questionar que tipo de pessoa colocaria seus entes queridos em fogo cruzado? Ela sabia que Alexander a escolheria para cuidar e vigiar de Vivienne e dessa vez, ela não queria ver mortes desnecessárias e principalmente de alguém que passou a ser querido.

Jogou um casaco moletom e uma peruca preta na mesa que Vivienne estava perto.

- Durante o período que trabalhou no teatro aprendeu algo sobre atuação, Vi? – indagou a guarda-costa com um ar travesso.

Vivienne arqueou a sobrancelha, não entendia o que a outra estava dizendo.

- O que quer dizer?

- Vamos dar uma volta, mas preciso que você se disfarce, verifiquei duas vezes, existem duzentas câmeras em todo o hotel e ironicamente, cem pontos cegos. – sorriu de lado. – Assim, iremos sair, vou levar você para onde desejar ir e é sua chance que darei para você de fazer qualquer coisa, fugir, se vingar, pedir ajuda, não sei Vivienne. – Lara falou cabisbaixa agora. – Eu sinto falta da jovenzinha também.

Os olhos de Vivienne encheram de lágrima quando Lara fez menção a Diana.

- Lara... – suas lágrimas começaram a descer.

- Alexander iria fazer algo imperdoável com você, - a guarda-costa trincou os dentes. Para fazer esse tipo de coisa, significava que era repulsivo demais.

- Tudo o que ele passou a fazer, é repulsivo Lara. Ele não é mais aquele Alexander que você conheceu ou mesmo eu conheci. Ele tornou-se apenas um obsecado em poder e dominação. – Vivienne falava com uma raiva exuberante que Lara desconhecia. Claramente, a Vivi que ela conheceu, assustada e amedrontada também havia se perdido.  – Mas conte, o que a “vossa majestade” estava tramando.  – Vivienne falou sarcasticamente.

- Ele foi atrás do mercado de tráfico de crianças – Vivienne arregalou os olhos, mas não ousava interromper a guarda-costas. – Procurou em incontáveis carregamentos pela criança que mais parecesse com a jovenzinha D.D, e... – Vivienne a cortou com lágrimas nos olhos.

- O que está tentando me contar, Lara, ele iria tão longe assim? Lara está dizendo que Alexander pretendia comprar uma criança para se passar por nossa filha? – lágrimas descontroladas desceram – que monstro ele se tornou?

Lara se aproximou para consolar a jovem ruiva, passando uma mão suave e terna em suas costas.

- Não permitimos que ele fizesse isso, mas o plano dele era ensinar a garotinha a se comportar exatamente com a Diana, revendo e aprendendo todos os tipos de gestos, forma de falar, manias. Era assustador. – confessou a mulher. – ele começava a passar dos limites. Por isso... informo que você não está segura Vivi! Se há alguém que pode auxiliar, acho melhor você me dizer, pois não terá outra oportunidade.

Vivienne estava em dúvida, confiar no braço direito de Alexander e talvez ser traída ou jamais escapar. Qualquer mínima esperança era uma chance e ela não deixaria escapar.

- Leve-me para esse endereço, há alguém que saberá o que fazer.

 

Um grande estrategista disse uma vez que “(...) se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, não precisa temer o resultado de cem batalhas.” E mais do que conhecer aquele inimigo, Vivienne sabia muito bem cada passo de Alexander, por isso não pensou duas vezes em se dirigir para a casa da detetive Van Dahl que se encontrava com Sophie.

- Vivienne? O que faz aqui? – indagava Van Dahl ao abrir a porta e dar espaço para a ruiva passar, sendo seguida por Lara que cumprimentou todas com um aceno de cabeça.

- Vih, tudo bem? Falei com a Albina, ela disse que vocês... bom tiveram um rompimento – Sophie abraçava a amiga que rapidamente foi retribuído.

- Meninas, de fato o que ocorreu entre a Liz e eu foi uma parte verdade, eu preciso da ajuda de vocês e é por isso que estamos aqui. Quero apresentar para vocês a guarda costas do Alexander, Lara. – Vivienne a introduziu, enquanto a mulher alta de madeixas pretas fez um cumprimento ligeiro. – precisamos conversar urgentemente e a Liz não poderá saber.

- O que é tão urgente e sério, Vih? – indagou Sophie.

- Eu deverei contar essa história... – iniciou Lara. A jovem guarda costas narrou os fatos ocorridos do plano de Alexander para sequestrar a esposa e de como pagou para os guias fazerem aquela simulação. Nesse momento Lara ainda estava para chegar em terras brasileiras e não poderia intervir com o plano, simplesmente foi escalada a partir do momento que Alexander conversava com Vivienne para romper com Elizabeth e ameaçou toda a sua família, amigos e conhecidos de morte. Ela não poderia falar com ninguém. Devido a isso foi necessário o término com Elizabeth e novamente Lara a pegaria de volta, ao estar de volta com a jovem senhora Vivienne Lara contou outros terríveis planos do jovem magnata e se Vivienne tinha algum plano, precisava agir, pois ela iria ajudá-la. A detetive e a legista ouviam impassíveis, sabiam que não havia limites para a crueldade e insanidade humana.

- Vih, eu não fazia ideia que o seu ex-marido se enquadrava nesse tipo de categoria. – falava Sophie.

- Mas algo me incomoda – Van Dahl olhou para Lara e ela retribuiu o mesmo olhar sem desviar.

Vivienne e Sophie fitaram ambas, um clima intenso pairava entre as duas.

- Já ouvi falar de você Lara Jakov, ex-major das forças armadas da Russia, líder do antigo FATB fez uma missão em algum lugar do oriente médio e foi a única sobrevivente. Após ter passado pela comissão de investigação ninguém mais soube de você. Havia virado um fantasma, mas sua família e suas técnicas de combate são lendárias e famosas até os dias atuais. – Van Dahl dizia. – Então, durante todo o tempo do seu sumiço esteve sendo guarda-costas de um jovem magnata comerciante de armas?

- Esse já foi o meu sobrenome, Jakov, não mereço mais carrega-lo, pois desonrei a minha família ao trilhar o caminho que segui. Essa Lara Jakov, que um dia foi major, não existe mais, detetive Van Dahl. – Lara a olhou penetrantemente. – Embora, eu não seja a única nessa sala com notáveis técnicas de combate e a única sobrevivente do meu esquedrão. Parece que temos isso em comum.

- Vocês conversam como se já soubessem muito uma da outra. – comentou Sophie.

- Eu apenas sei o que já falaram dela, somente o seu passado. – Explicou Valquíria. – e ela, certamente, deve ter me investigado para estar aqui e trazer a Vivienne. Isso vai de contra ao que me incomoda, por qual motivo você está ajudando a Vivienne?

- A jovenzinha D.D... é por causa dela. – as duas mulheres olharam confusas e foi necessário Vivienne confessar a história de que já tivera uma filha que faleceu devido a situação de Alexander, embora o cachorro de Elizabeth havia tentado salvar.

Explicado tudo, Valquíria tinha um olhar intringante.

- Lamento de fato tudo o que ocorreu e posso prometer para você Vivienne, terá a melhor das vinganças, basta seguir o que eu digo.

Vivienne acenou com a cabeça.

 

A escritora Cora Coralina em seu belo trecho que diz: “(...) não te procurei, não me procurastes – íamos sozinhos por estradas diferentes. (...) Indiferentes, cruzamos. (...) Esse dia foi marcado. (...) E, desde então, caminhamos juntos pela vida.”  Refletia exatamente o sentimento que Bess sentia. Não sabia como aquela ruiva cruzou o seu caminho, mas fora marcada desde aquele dia, e sabia que a partir do momento da assinatura do contrato, o caminho de ambas estariam entrelaçados. Mas talvez fosse apenas uma ilusão sua já que a ruiva expos que não sentia o mesmo por ela.

Assim, Bess estava angustiada, faziam alguns dias que ela não encontrava Vivianne, ela não atendia suas ligações, não retorna ou não estava no apartamento. Isso a irritava ao mesmo tempo que a deixava aflita. Um forte pressentimento espreitava, porém não sabia interpretá-lo a razão desse incomodo.

 

Vivienne encontrava-se hospedada no hotel Majestic, usava um vestido preto, com um decote cavado em V nas costas, braços a mostra com um suave broche que era um detalhe rico para aquele lindo vestido ônix. Alexander encontrava-se ali, preparando para abrir o champanhe para ambos.

- Uau, você está deslumbrante! De fato esse tempo longe aumentou ainda mais meu desejo por você. – disse ele sorridente. – devemos aproveitar a nossa última noite no Brasil.

Vivienne estava calada.

- Vamos, Vivi, diga alguma coisa, ficará assim emburrada a noite toda? O que eu fiz para deixa-la tão aborrecida? – indagou ele.

- Você não faz ideia Alexander? Talvez deva ter um palpite. – ironizou ela.

- Minha esposa deve ter aprendido muito durante esse tempo fora, está com a língua deveras afiada, não se preocupe, com o tempo voltará a ser a doce e obediente Vivienne – ele acariciou seu rosto e ela virou, sua expressão de repulsa era evidente, mas ele não ligava. – devo relembrar do motivo que você deverá me obedecer?

- Talvez sim. – sugeriu ela não ligando.

Ele enfim conseguiu abrir a garrafa de champanhe e começou a servir a sua taça primeiro.

- Sabe que deverá ser dócil, Vivienne, não deseja que seus familiares, amigos e aquela atriz idiota com quem você estava saindo sofram... um terrível acidente, não é? – ele provou do champanhe e disse. – certamente ninguém deseja isso.

- Durante todos esses anos que estive com você, achava que havia alguma bondade, mas fui enganada, não há bondade em você Alexander, primeiro você me fez perder minha liberdade, depois você foi a causa dos meus inúmeros abortos, você me fez perder a dignidade, achando tudo isso pouco, você me torturou, me trancafiava em um quarto escuro e me fazia implorar por comida e água como se eu não fosse um ser humano, mas um mero objeto, tudo por causa desse seu trabalho ridículo de comerciante de armas que colocou todos em perigo e fez com que eu perdesse o maior tesouro da minha vida, a minha filha! – Vivienne estava com lágrimas nos olhos. – Eu cansei de fugir de você Alexander, cansei de ser seu bichinho, de ser controlada por você.

- Calma, Vivienne, você está histérica, - Alexander tentava contornar e jogar a culpa para ela.

- Não me chame de histérica! – gritou ela quebrando uma taça de champanhe e apontando para ele.

- Wow, wow, wow, enlouqueceu? – indagava ele surpreso, dando um passo para trás.

- Sim, enlouqueci! E quero entender, todas essas suas loucuras! – apontava a taça de vidro para Alexander.

Ele ajeitou o cabelo e engoliu em seco, tentando ganhar tempo para algum de seus seguranças aparecerem e controlar aquela ruiva sem controle na sua frente.

- O que quer que eu diga? – indagou ele.

- Toda a verdade!

Ele sorriu.

- A verdade é o que você disse, eu sou um comerciante de armas, não só um, mas atualmente o mais famoso comerciante de armas que NINGUÉM consegue prender. A maior parte dos crimes estão ligados a mim e minhas armas, fomos os responsáveis pela guerra entre Ucrania e Russia. Quanto ao abortos, você sabe que não gosto de fazer com camisinha, acredito que como uma boa esposa, você deveria entender isso e aceitar. Aqui eu não vejo nada de errado. O incidente na segunda vez, bom, foi um descontrole da minha parte, mas precisa admitir que você provocou aquilo! Se você não tivesse me irritado eu não teria empurrado você e consequentemente não teria caído e provocado a perda do nosso filho, é responsabilidade sua, você sabe, não é? – explicava ele de forma tranquila. – Toda vez que você ia para aquele quartinho escuro era devido a sua desobediência, Vih, eu só queria que você obedecesse, custava me escutar? Quanto ao falecimento da D.D, foi uma infeliz tragédia, meus inimigos souberam dela e pensavam que atingí-la poderia ser a chave para acabar com meu reinado de armas, só que estam enganados.

- É isso que você pensa? Que tudo foi uma infeliz tragédia, você é o culpado Alexander. Eu não suporto olhar para você! – Vivienne jogou a taça quebrada no chão e informou  - pronto, podem leva-lo!

Naquele momento ocorreu uma invasão na suíte presidencial, homens invadiam quebrando a janela, saíam por diversas portas e a detetive Van Dahl aparecia com um sorriso vitorioso.

- Olá Alexander, finalmente nos vemos cara a cara. – Valquíria o fitava. – devo dizer que também tenho uma queixa a ser feita. – Valquíria dava um soco na face de Alexander – esse é pela morte dos meus pais e o atentado ao avião do 11 de setembro. – depositou outro soco. – esse é pelo que fez com a Vivienne e sua filha. – e por fim outro soco na face de Alexander que o fez cair no chão. – E esse é por ameaçar todos nós!

Os policiais prenderam Alexander e colocavam no carro de polícia.

- Você está bem? – indagou Valquíria.

- Acho que sim, enfrenta-lo foi uma tarefa difícil, mas também libertadora! Percebi que sou mais forte do que pensei. – Vivienne explicava. – Fora a prisão, conseguiu tudo?

- Sim, ela está aí, não é Margarett. – perguntou Valquíria.

- Estou aqui e devo agradecer por essa notícia quente, já foi ao ar e quebrou o recorde de visualizações! – a jornalista explicava.

 

Horas antes...

 

O plano de Valquíria versava em conseguir a confissão de Alexander para os atentados e de que ele era de fato o comerciante de armas ativo até o momento. Claro que aquela confissão não poderia ser simples, elas queriam destruir qualquer chance que o homem tivesse de negar aquelas palavras e para isso Vivienne precisava usar uma escuta imperceptível e que não causasse desconfiança ao homem. Foi assim, que a detetive deu aquele broche com uma câmera e escuta.

- Você acha que irá funcionar – indagou a ruiva, enquanto a morena detetive a ajeitava.

- Irá sim! Confie em mim, essa noite é o seu momento de colocar aquele crápula no lugar dele!

Batidas foram ouvidas e Sophie entrou.

- Ela chegou. – Informava a legista.

- Pode deixar ela entrar.

Sophie chamou a outra loira que surgiu atrás de si com uma expressão distante.

- O que o cão de caça do estado ou melhor a rainha de gelo quer comigo, finalmente irá me dar alguma exclusiva para mostrar que você não é tão perfeita assim? – Margarett arqueou sua sobrancelha bem desenhada.

- Não, não. – Valquíria indicou um local para ela sentar e a outra fez. – Tenho algo muito melhor do que isso e quero que escute com atenção.

Valquíria contou todo os detalhes, tanto a história de Vivienne como também do plano e como Margarett teria o único trabalho de transmitir a imagem do broche de Vivienne para a rede do canal 6 ao vivo e mostrar para todos quem de fato era o senhor das armas, arruinando toda uma carreira do homem.

- E o que você ganha com isso? – Margarett quis saber.

- Não é mais do que óbvio? Estarei prentendo um ou o maior traficante de armas, não importa o que digam, ainda ficarei com esse crédito e você, você será considerada como uma lenda do jornalisto e não a abutre que normalmente é.

A loira revirou os olhos, mas certamente, era uma oferta tentadora e ela aceitou. Faria isso, seu câmera man, cuidaria da transmissão e todo o resto, ela só precisava fazer seu trabalho que era comunicar a notícia.

A câmara e escuta conectavam para o sistema particular da van de espionagem e a repórter configurava para transmitir ao vivo pelo canal 6. Nesse momento, todos os brasileiros participavam ao vivo da prisão de Alexander Hoffman, o falso empresário e suas crueldades.

- Eu sou Margarett Van Helleman, sou repórter do canal 6 e estou aqui em frente ao prédio Magestic, no qual ocorre uma prisão de um dos maiores crimonosos atualmente. O senhor Alexander Hoffman que além de traficar armas, ele foi o responsável pelo atentado as torres gêmeas em 2009 e ao ataque daqueles aviões que mataram muitas pessoas inocentes. Hoffman também era violento com a sua esposa a jovem Vivienne Lamartine Hoffman e temos notícias de que foi culpado pelos seus abortos. Um homem aparentemente misógino. – Margarett viu Alexander saindo preso com a detetive e interrogou o magnata o seguinte – diante todos os seus inúmeros crimes você se arrependende de algum?

- Sim, - um silêncio pairou naquele momento. – Me arrependendo de não ter matado ela! – fuzilava com os olhos Vivienne que estava cercado por policiais.

Van Dahl o colocou no carro e bateu no carro para indicar que podiam leva-lo para prisão.

- Então detetive Van Dahl como se sente, embora de homicídios sendo responsável pela maior prisão já vista.

- Alexander estava ligado a todos os nossos crimes de homicídio, ele confessou não só esses atentados antigos, mas também o caso com o Thomas Segundo e o massacre que aconteceu, foi interessante em como nossos crimes de homicídios acabaram interligando e o trabalho em equipe dos departamentos fez toda a diferença – Valquíria pela primeira vez assumiu o controle da entrevista e Margarett sorriu.

- Parece que o departamento de polícia terá uma boa noite com essa prisão sensacional! Parabéns detetive Van Dahl e um parabéns para a nossa cidade que acabou com um dos maiores rei do crime da atualidade! Aqui quem fale é Margarett Van Dahl e voltamos com vocês aí do estúdio, boa noite!

 

Elizabeth via a informação e arregalava os olhos ao saber dessa notícia, será que era verdade? Tudo era um plano?

Fim do capítulo


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