• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Segredos
  • Capitulo 63 Família Heinz, o terceiro duelo

Info

Membros ativos: 9615
Membros inativos: 1622
Histórias: 1998
Capítulos: 21,131
Palavras: 53,590,609
Autores: 817
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: Débora123

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • O e-book do Desafio das Imagens do Lettera — Maio de 2026 chegou!
    Em 25/06/2026
  • Desafio das Imagens 2026
    Em 23/04/2026

Categorias

  • Romances (887)
  • Contos (478)
  • Poemas (237)
  • Cronicas (233)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Os cajuzinhos
    Os cajuzinhos
    Por Zanja45
  • A volta do amor que nunca se foi
    A volta do amor que nunca se foi
    Por priskelly

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Dia dos Namorados em Tempos de Quarentena -  Se Reinventando
    Dia dos Namorados em Tempos de Quarentena - Se Reinventando
    Por Rosa Maria
  • Abraça tua loucura
    Abraça tua loucura
    Por PerolaNegra

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (887)
  • Contos (478)
  • Poemas (237)
  • Cronicas (233)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (7)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Segredos por Elliot Hells

Ver comentários: 0

Ver lista de capítulos

Palavras: 4134
Acessos: 135   |  Postado em: 26/11/2024

Capitulo 63 Família Heinz, o terceiro duelo

O celebre poeta Edgar Allan Poe em seu poema city in the sea traz um trecho interessante e sombrio acerca da morte, na qual fala “(...)  E a Morte , do alto de soberba torre , Contempla gigantesca, o panorama. Lá, os sepulcros e os templos se escancaram Mesmo ao nível das águas luminosas; mas não pode a riqueza portentosa dos ídolos com olhos de diamante , nem das jóias que riem sobre os mortos, tirar as vagas do seu leito imóvel; pois, ai! Nem leve movimento ondula esse imenso deserto cristalino! ( POE,1987, p. 50)[1]. Sim, era um poema na qual a morte era soberana e reinava em sua total evidência.

Por que naquela manhã, a mansão Heinz estava em grande tensão, Bess e Izzy estavam sentadas juntas no sofá uma do lado da outra. Izzy, bebericava uns dois dedos de uísque, enquanto Bess estava com o notebook em mãos bolandoo alguma estratégia.

- Odeio esse momento de tensão – Izzy engolia o uísque de vez, colocando na mesinha ao lado. – Bess, eu estou com um pressentimento nesse jogo de hoje.

O olhar de Izzy era apreensivo e preocupado, o suave cenho estava franzido, o que fez Bess colocar o notebook de lado e fitar a irmã.

- Eu sei que combinamos de cada jogo uma ir, embora eu tenha ido no último, estamos falando do Joseph, eu quero ir no seu lugar, você precisa estar focada e está na cara que está bem preocupada, isso não será bom. – dizia Bess.

Izzy suspirou.

- Não, está tudo bem, eu irei nesse. – Victoria falava, contudo, Elizabeth não estava confiante.

- Você quer falar sobre o que andou ocorrendo com você desde a última vez que encontrou com Lorelai no campus? Izzy você anda extremamente desfocada. – Bess apontou o óbvio para a irmã. Não só isso, mas a jovem libertina tem começado a sair menos, evitava ir para o estúdio e trabalhava nos casos jurídicos ou dava aula. Tem saído menos com algumas mulheres e isso preocupava a gêmea mais velha. Não era o fato dela sair menos com as mulheres, mas sim o desanimo aparente em Izzy desde que Lorelai pisou nas terras colonizadas por holandeses naquela pequena cidade.

- Bess, a Lorelai ainda quer conversar sobre o que de fato ocorreu conosco e eu também queria colocar alguns pingos nos is e deixar tudo limpo. – Izzy era sincera. – Acho que precisamos ser sinceras e mereço a verdade, talvez só assim isso poderá ser cortado e eu poderei seguir.

Bess entendia a irmã, de fato talvez essa fosse a solução, por mais que acreditasse que só seria dor e mais dor para a irmã, mas se ela de fato encontrasse as respostas poderia cortar Lorelai de uma vez por todas do seu coração. Iria falar uma coisa, quando os pais das duas mulheres entraram.

- O que estavam falando? – Holand foi até próximo das duas e depositou um beijo em cada uma. Suas duas filhas eram seus bens mais preciosos e era capaz de fazer de tudo para protege-las. Atrás de Holand, vinha Cordelia fazendo o mesmo gesto que o marido.

Elizabeth e Victória amavam demais seus pais e isso era notório.

- Lorelai está de volta e quer conversar com a Izzy. – Bess foi sincera, enquanto a irmã estava constrangida, sabia que o pai ficou deveras raivoso com o que a filha havia contado sobre a mulher.

- Izzy, deixará aquela mulher voltar para você sem mais nem menos? – ele trincava a mandíbula e cerrava os punhos. Cordelia pousou sua mão na dele, fazendo um sinal negativo com a cabeça. Ela tentava expor com aquele seu gesto que não se resolvia nada assim.

- Holand... – apertou a mão dele para que ele se acalmasse.

O homem que começou a suar frio suspirou.

- Eu vou pedir licença, preciso dar uns telefonemas. – Holand saiu daquele aposento.

- Papai nunca perdoou a Lorelai. – Bess dizia. – e eu o entendo, também não a perdoei.

- Meninas, o que a Lorelai fez, os motivos que a levaram a fazer tal coisa, de fato não sabemos. Entendam, não estou do lado dela. Nunca estive e sempre vou apoiar ambas nas suas decisões, porém, não podemos julgá-la. – recentemente Cordelia acabou lembrando da situação com Camilla e de fato, não podia condenar a outra mulher por suas escolhas e decisões. Mas de fato, após tanto tempo, tantos anos, percebeu que foi errado manter a amiga de anos longe dela. – Eu não sei quais foram os motivos dela, mas deixe que ela fale Izzy. Eu percebi que isso é importante.

Bess recordou que a mãe e a mãe de Vivienne eram próximas e decidiu questionar.

- Sua fala tem relação com a mãe da Vivienne?

- A mãe de Vivienne? – Izzy franziu o cenho novamente, em dúvida dessa vez. – A Bess falou que sentiu que vocês eram próximas demais.

Cordelia se levantou e fechou a porta daquele estabelecimento, sabia que o marido deveria está enfurnado em outras salas e demoraria para voltar. Izzy e Bess perceberam que era um assunto delicado para a mãe ter tomado aquele tipo de atitude.

Ambas a olharam curiosas e Cordelia voltou, mas antes fez uma pausa para colocar uma dose de uísque em seu copo. As meninas se entreolharam, o assunto era complexo.

- Meninas, sabem que nunca guardei segredo de vocês, correto? Sempre contei tudo para vocês e alimentei isso para que possamos ser um núcleo familiar forte e basilar. – As duas prestavam atenção na mãe, enquanto ela se sentava. – principalmente por causa da situação em que estamos e da família que temos.

- Sabemos, mamãe. Mas o que há de tão complicado em conhecer a mãe da Vivienne? – Izzy indagou.

Cordelia tomou a dose de uma vez, Bess sabia que ela estava buscando coragem.

- Camilla foi minha primeira namorada quando eu era adolescente. – soltou de uma vez para as meninas que ficaram perplexa sem piscar. Aquele silêncio durou pouco tempo, mas para Cordelia parecia uma eternidade, então ela aproveitou e contou a história detalhadamente, desde como se conheceram, o primeiro beijo, a vontade que tiveram de ficar juntas e como ela também queria. Os planos, mas também o fato de Camilla ter que namorar com Johnathan, o atual pai de Vivienne e Kitty. Ela contou que por causa da Camilla voltou para o Brasil para tentar conquista-la para entender o que estava ocorrendo.

E Camilla foi sincera, para o tempo que viviam, assumir um relacionamento era mais complexo, dificuldades, o pai da futura médica era difícil, não falava com ela a muito tempo e ela sofreu com isso na pele e foi devido a essa conversa que Cordelia entendia o que estava ocorrendo. Porém, por gostar demasiadamente da outra não fora possível continuar com a amizade e desejou a felicidade da outra. Foi com muitos anos que conheceu Holand e o resto as meninas sabiam a história.

Somente naquela noite que Charlie havia sido internada reencontrará Camilla, mais de vinte anos depois e foi ali, que sabia que não deveria ter se afastado, pois perdera sua melhor amiga também.

- Você e a mãe de Vivienne, namoraram no tempo que eram adolescentes? – Bess a indagou para reafirmar o óbvio.

– Papai sabe disso? – Izzy foi a próxima a indagar.

- Não, somente que já fomos amigas. – Cordelia estava sendo honesta com as filhas.

- Vocês ficaram naquele dia da reunião em família? – Bess queria saber, não como forma de crítica, mas precisava saber.

- Bess, por Deus, não! Não destruirei a família de ninguém. Ela está feliz, viu como ela tem duas lindas filhas? E parece que você – apontava para a Bess. – E a Charlie estão em algo sério com as Lamartines. Ela sabe?

- Sabe. – Izzy foi a vez de responder. - Ela nos viu.

Cordelia arregalou os olhos e ambas as filhas saíram dos seus lugares para sentar ao lado da mãe para acalmá-la

- Mamãe, já resolvemos tudo, ela assinou o contrato e... – Izzy falava, tentando acalmar a mãe.

- E mãe, Vivienne é diferente... – Bess falava em continuidade a sua irmã.

- Sim, mamãe. Você deve ter visto como ela é no encontro das famílias. – Izzy passava a mão nas suas costas e de fato Cordelia sabia como era a moça.

- Sim... eu gostei de verdade da Vivienne, ela parece mesmo gostar de você Bess. – acariciou a face da outra. – eu só me preocupo. Não quero que ocorra o que aconteceu da última vez e esse maldito jogo não tem fim. Estamos condenadas a ficar assim.

- Não tem problema, mamãe. Eu já namorei o suficiente se for para ser virgem de novo para que a minha irmãzinha possa casar com a ruiva, estou disposta a ficarmos todos aqui.

- Izzy, deixa disso! Nunca deixarei você infeliz, é minha irmã caçula e cuidarei sempre de você! – pegou a mão da irmã.

Niles bateu na porta e Cordelia permitiu a entrada dele. Ele trouxe um envelope na bandeja. A mulher mais velha agradeceu sorrindo ao mordomo querido da casa.

- Niles, não me diga que é o que penso que é. – Cordelia suspirou.

- Se me permite senhora, é o Heinz da quinta linhagem, mas que juram que por serem os primeiros são alguma coisa demais. – Niles abria um sorriso, que fez Cordelia retribuir.

- É por isso que você é a nossa chave de ouro, Niles. Sempre sabe dizer as coisas certas. – sorriu. – Vamos ver o que eles estão tramando.

Naquele convite estava escrito a hora e o local que deveriam aparecer na mansão dos Heinz de primeira linhagem, o próximo jogo estava prestes a começar.

 

Todos os Heinz estavam reunidos na mansão de primeira linhagem. Izzy insistiu que ela deveria ir, e assim foi, Bess havia ficado em casa, como sempre a irmã havia levado uma câmera imbutida e um microfone para ouvir tudo o que ocorria. Todos seus tios e tias também estavam lá. Joseph, Izzy e Charlie se dirigiam para outra sala da mansão, enquanto o outro pessoal estava em outro comodo.

- Aqui deveremos nos reunir e tirar da urna um número de um ou dois. – apontava Joseph.

- Para quê isso? – Charlie questionava desconfiada.

- Vocês irão ver, agora escolham.

- Primeiro você primo, não queremos cometer o equivoco da outra vez. – dizia Izzy seria.

Joseph com um ar de riso, colocou a mão na urna e retirou o número 1 e mostrou para elas.

- Viram? Sem truques.

A próxima a retirar o número foi Charlie que também pegou o número 1 e Elizabeth com o número 2. Haviam um emaranhado de papeis ali. Elas precisavam pegar só os números. Cada um mostrou o número que possuía na mão.

O mordomo pegou o número de fichas e ali falou explicando as regras.

- Cada número é o correspondente a o número de reféns que precisarão salvar, ou seja, o mestre Joseph precisará salvar uma vítima, a mestre Charlotte assim, e a mestre Elizabeth terá duas vítimas que precisarão ser salvas.  – explicava o mordomo sem muito animo ou expressão.

- Vítima? Nós nunca envolvemos terceiros nos jogos dos Heinz, Joseph, o que você está tramando? – indagava Charlie.

- Não envolvemos e não será envolvido, cada pessoa que precisará ser salva é um parente que cada um escolherá. Como exemplo, Elizabeth tirou dois, eu escolho que ela terá que salvar tanto a Tia Cordelia como o Tio Holand. – Joseph abria o sorriso maléfico.

Charlie e Elizabeth se entreolharam, elas haviam entendido o plano dele.

- E quais são as instruções e regras? – Elizabeth indagou.

- Resolveremos simultaneamente uma série de três enigmas cada, cada um mais complexo, nossas vitimas estarão no labirinto que deveremos fazer as provas para libertá-los. Se a chegarmos depois... – ele fez uma pausa. – eles morrerão.

As mulheres a sua frente estavam sérias, não deveriam demonstrar nenhuma reação, foram treinadas para esse momento por toda a vida deles. O jogo dos Heinz eram sangrentos, pessoas morriam e sabiam disso.

- Foi por isso que mandou fazermos criarmos enigmas e passou aquelas instruções? – indagou Charlie.

Joseph concordou com a cabeça.

- E vocês trouxeram os envelopes? – elas confirmaram com a cabeça. – Faremos um sorteio também para ser totalmente honesto. Jogaremos um dado de três lados para que seja a sorte.

- O dado pode estar viciado. – Elizabeth disse prontamente, sabendo que podia haver isso.

- Então, você trouxe um?. – Ela negou com a cabeça, mas Charlie disse que tinha um, mesmo que de seis lados. – certo, podemos descartas as outras partes e só contarmos com o número de um a três, oncordam?

- De acordo. – falaram juntas.

E assim, fizeram, Elizabeth pegou a de Joseph, Joseph a de Charlie e Charlie a de Elizabeth. Todos estavam com sua charada correspondente.

- Agora que eu já escolhi a vítima de Elizabeth, vocês precisam falar a de vocês.

- Tio Rudolf. – Charlie escolheu o pai de Joseph e com pesar Elizabeth tinha que escolher também. Colocou o pai de Charlie e ela consentiu.

Todos se dirigiram para a área externa da mansão, na qual tinha um longo labirinto com três entradas. Cada participante percebeu que seus familiares que eram tidos como as vítimas haviam sumido. Charlie disse baixinho para a prima um “vai ficar tudo bem!”.

Um telão foi baixado e ali mostrava Holand, Córdelia, Rudolf e Marcos algemados em uma mesa de concreto e que quando a prova começasse o machado em formato de pendulo começaria a rodar e abaixar. Se caso nenhum deles forem retirados a tempo, seriam cortados ao meio por aquele machado. O resto dos familiares observavam atentos sem emitir nenhum som, tudo era previsto, era um jogo que ocorria a muitos e muitos anos, essa era a versão menos violenta até agora.

O mordomo que estava como anunciador começou a falar.

- O tempo começará e vocês devem busar dentro do labirinto a prova de vocês que foram resolvidos colocados cada enigma. Vocês terão uma hora para resolverem e libertarem seus reféns. – COMECEM!

E o tempo começou a rolar e os três correm para dentro de cada entrada daquele labirinto. Izzy sabia que não podia se comunicar com Bess, somente poderia ouví-la, pois não podiam correr riscos desnecessários.

“Izzy, vamos conseguir salvar a mamãe e o papai. Agora corra, vamos resolver esses malditos enigmas. Veja se consegue escalar alguns desses arbustos.”

Elizabeth tentou escalar, e os arbustos possuíam espinhos e outros fatores elétricos. Joseph havia dificultado isso, mas o pouco que conseguiu subir, conseguiu ver um clarão guiando para o norte. Enquanto, continuava a correr seguindo para o norte, retirava de suas mãos, uns espinhos que haviam entrado.

Ela correu até encontrar uma ala no labirinto com uma imensa vala, cujo fundo estava repleto de estacas de madeiras pontudas, caindo ali seria uma morte na certa. Só havia uma forma de atravessar para continuar seria se segurando nas imensas paredes de plantas do labirinto que Elizabeth já sabia que tinham espinhos e davam alguns choqures.

Não conseguiria atravessar pulando, muito menos tinha alguma vara para pular aquilo. Sabia que a pista estava do outro lado, pois o envelope estava abaixo de uma pedra. Ela precisava passar por aquilo.

- Que droga! Joseph deve ter colocado inúmeras armadilhas. – falava, colocando as mãos na cintura.

“Izzy, não tem como passar por cima disso pulando, precisará escalar. Mas antes jogue aquelas duas pedras. Uma jogue no buraco com as estacas, ver se são reais e outra no arbusto. Precisamos checar se há alguma armadilha.” Bess continuava a orientar a irmã pelas escutas e vendo através da microcamera instalada na roupa da irmã.

Assim, a loira fez e de fato nada ocorreu. O que deu a ambas confiança de escalar. Izzy só teria que aguentar mais os espinhos, os e algumas voltagens de correntes elétricas. Tentou segurar firme, mas suas mãos sangraram por ter se ferido quando escorreu e um dos espinhos maiores rasgou um pouco sua mão, ela gritou, e Bess sabia que havia se machucado. Conseguia ver, ela odiava saber que a irmã estava assim. A sorte, foi que aquele machucado, foi no final do trajeto e apenas saltou para a parte de terra batida, pois algo pior poderia ocorrer do líquido viscosso com alguma parte contendo circuito elétrico. Ela respirava de forma descompassada.

“Izzy, rasga um pouco sua blusa e começa a enfaixar a sua mão, retira qualquer espinho e começa a fazer isso. Você ainda tem tempo, estou cronometrando e o telão que está sendo exibindo o tempo está de acordo. Precisa se levantar e se cuidar!”

Izzy assim fez, retirou os espinhos, rasgou com a força que tinha a barra da blusa para poder estancar o sangramento da mão e depois limpar quando houvesse oportunidade. Ela abriu aquele envelope que não continha uma pista, mas um pequeno mapa que a conduziria para um ponto marcado em x.

“Parece que essa não é a verdadeira pista, mas sim um mapa de como chegar até lá. Precisará correr de novo, Izzy!”

Izzy seguiu dez passos para a direita, mais vinte passos para frente e pegou a esquerda seguindo reto, ali naquele momento ela encontrou três sacolas lacradas, talvez isso indicasse que ninguém havia chegado, pois continha números ou ela deveria olhar para cada sacola?

Ela se aproximou e ali havia um aviso: “Você chegou no primeiro round, deverá escolher somente uma sacola, pegar e abrir, as outras são dos outros oponentes.” Então isso era a prova que somente ela havia chegado até ali. Naquela sacola continha um enigma “Sou importante, estou presente no humano, normalmente, com 70%, já em uma melancia me apresento entre 95% e 92%, o que de fato eu sou?”

Izzy leu e escutou a Bess responder “precisamos encontrar alguma fonte de água nesse labirinto!” Izzy se apressou, se a outra ponta ficava para um espaço com água, ela precisava correr, pois o tempo estava passando.

Em outra parte daquele labirinto os pais de Elizabeth estavam amordaçados, presos da cabeça aos pés naquela placa de cimento enorme, cujo machado pendulava para lá e para cá sobre suas cabeças. Holand conseguia ver que sua esposa estava assustada, na certa, o título do lobo não dava mais imunidade a família e agora estavam ali, naquele doentio duelo proclamado pelo seu ascendente. Só podia contar com suas duas filhas para salvá-los. Longe dali, podia ver seus dois irmãos presos também, esperando pelos seus filhos o salvarem, quando será que isso teria fim? Quando aquele jogo sádico e doentio pararia? Tudo o que podia ver era o tempo passando por eles.

Cada momento ali contava e Izzy passava pelos labirintos, seguindo para o canto indicado com água para encontrar uma garrafa flutuante com a próxima pista. Seus pais contavam com sua ajuda. Desembrulhou aquele pedaço de papel e lá estava outro mapa por onde deveria seguir naquele enorme labirinto.

- Joseph está de brincadeira comigo, será que na verdade é tudo é resumido a mapas? – esbravejou Izzy. – O tempo está passando, papai e mamãe precisam ser salvos.

A voz no seu ouvido que era da sua irmã falava com ela.

“Não adianta perdermos a cabeça, precisamos seguir essa idiotice que o Joseph planejou, pela lógica, falta só mais um mapa para chegarmos no local indicado.”

Izzy continuava a correr apressadamente, dando os passos necessários e seguindo o mapa que já havia descoberto, o próximo ponto guiava ela para uma parte, cujo espinhos e lanças afiadas estavam projetadas e bem por trás delas uma chave dourada brilhava com um pedaço de papel.

- Droga, mais espinhos. Já basta o quanto me machuquei no decorrer de todo esse trajeto.

“Tome cuidado, Izzy!”

- Eu sei, eu sei, mas... não temos outra escolha.

Elizabeth colocou a mão entre aqueles espinhos e lanças afiadas, sabia que iria se machucar, e não estava errada, suas coxas e braços se feriam a cada avançar para pegar aquela chave e carta, até que conseguiu. Não havia como curar aqueles ferimentos ou secar minimanete aquele sangue. Sentia raiva de si por isso, porém, sabia que isso ainda era pouco, se fosse só isso ela poderia aguentar o caminho tortuoso.

Dentro daquele envelope, dizia que aquela chave era para a liberdade e com ela outro mapa. A jovem Elizabeth rolou os olhos e continuou a prosseguir quando viu que precisava atravessar uma água que passava um pouco da cintura. Ela se apressou em passar logo, iria aproveitar para limpar seus ferimentos quando percebeu que na verdade aquela água não era doce e sim salgada, fazendo cada mínimo ferimento pulsar desesperadamente em sua pele. O único lado bom é que poderia cicatrizar em algum momento.

Ela olhava para o relógio sobre suas cabeças e percebeu que tinha que subir uma escadaria. Por sua vez, subia cada degrau e no topo da escada estavam as quatro pessoas presas e os machados pendulando por suas cabeças. Percebeu o olhar nervoso de seus pais, de seus tios também.

Por outro canto percebeu, Joseph chegar, parecia que estava com alguns ferimentos pelo corpo também, nada tão grave, mas que o fazia sangrar grandemente. Logo atrás, Charlie. Sua cabeça estava ferinda, suas pernas também e aparentava ter um ferimento de raspão no seu braço.

Todos estavam com a chave em suas mãos e olhavam para o tempo, tinham menos de um minuto para salvar seus pais. Izzy chegou em Holand e retirou o que prendia a sua boca.

- Cuide primeiro da sua mãe! Temos tempo, eu espero, ande vamos Victoria. – dizia o homem apressado.

Ela foi até a sua mãe e conseguiu soltá-la, a mãe suspirou, porém devido a algum tipo de droga paralisante, não poderia caminhar, teve que deixa-la sentada para recuperar as forças.

- Ajude seu pai, querida, rápido! – dizia Cordelia, a grande chefe da família Heinz, com um olhar gelado estava agora preocupada e incapacitada de ajudar seus entes queridos.

- DROGA! – praguejava Charlie tentando soltar seu pai.

- O que houve Charlie? – Elizabeth gritava para ela, enquanto tentava desamarrar seu pai, não conseguindo o mesmo efeito rápido que sua mãe.

- A maldita chave não funciona! – dizia Charlie, olhando para o tempo e depois Elizabeth, tinham segundos, pensaram rápido, quando jogaram uma chave para a outra e de fato, destrancaram as correntes que prendiam os dois homens. Certamente, elas começavam a entender que aquelas chaves abriam dois tipos de cadeado.

Quando começavam a salvar seus respectivos pais, enquanto Joseph, também conseguia libertar o dele e coloca-lo sã e salvo no chão encostado a Córdelia, o tempo zerou. Córdelia gritou alto um “Cuidado!”

No exato momento que Holand fez de tudo para proteger sua filha e jogá-la no chão, mas foi inevitável. Gritos de horror foram ouvidos, sangue foi derramado, saplicando e respingando rapidamente. Uma poça começava a se formar. Cordelia recuperava aos poucos seus movimentos e ia engatinhando até aquele corpo deitado no chão jazido.

Gritos horríveis eram ouvidos como feras, ela tocou naquele corpo sem vida, aqueles olhos vidrados olhando para o nada, ela não podia acreditar. Ao longe, mais gritos eram ouvidos por trás de choros. Os corpos de Holand Heinz e Marco Heinz estavam caídos no chão sem vida.

Holand havia protegido sua filha, se colocou entre aquele machado oscilante e ela. As únicas palavras que a filha pode ouvir foi um “me perdoe”. Não conseguia entender a razão do pai falar isso, mas não queria entender agora, estava desesperada chorando pela perda do seu pai, enquanto distante dali, Joseph continha um sorriso no rosto. Era esse a essência do jogo dos Heinz, a matança não podia ficar de fora.

- Lamento, pela perda de vocês, priminhas. – dizia em tom sarcástico, que foi detectado por todas ali. Izzy se levantou rapidamente, iria soca-lo, mas antes que pudesse fazer algo, Charlie havia passado a sua frente e depositado um soco feroz no primo que cuspiu sangue.

- Seu bastardo!! O que pensa que estava fazendo! Você matou eles!!! Você matou nossos pais! – vociferou ela.

Joseph limpou o sangue do canto da boca e sorriu.

- Eu não matei, Charlotte, vocês mataram eles. O jogo era simples, precisavam liberar seus reféns antes de terminar o tempo, caso contrário, eles poderiam morrer, vocês não cumpriram com o jogo e a consequência foi toda de vocês. Vocês falharam! – explicava ele.

Isso machucava cada uma delas, o luto e a perda. Aquele era o sinal de que os jogos dos Heinz eram assim, sombrios, macabros e sempre, mortais!



[1] https://chronoseaionios.wixsite.com/historiaeliteratura/morte-poesia-allan-poe-franca-rlf

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 64 - Capitulo 63 Família Heinz, o terceiro duelo:

Sem comentários

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web