Segredos por Elliot Hells
Lamento a demora,
mas estava finalizando o manuscrito e enfim, está completo a obra e vocês estão apreciando uma amostra...
espero que se divirtam.
Capitulo 34 O encontro de Kitty
Pontualmente Charlie estava no endereço indicado por Kitty, ela estava ali, em pé na porta da ruiva, com uma camiseta cinza, uma calça preta colada e tênis de cor branca. Seu cabelo loiro brilhante estava solto. O olhar era penetrante, não que ela quisesse expor esse olhar, apenas era o seu olhar natural. Os braços fortes e musculosos estavam a mostra.
Kitty já estava pronta, colocou uma calça preta colada também, sapatos de salto alto vermelho, uma blusa por dentro preta e sua famosa jaqueta vermelha. Charlie abriu a porta da sua picape ford raptor azul escuro para a ruiva subir.
- Você está bastante linda. – dizia Charlie, enquanto ligava o carro, acionava os faróis, baixava o freio de mão, segurava no freio e na embreagem e engatava a primeira marcha, para dar a partida e depois seguir com a segunda para saírem dali.
- Obrigada, você também está. – Kitty sorria. – e então, para onde pretende me levar para pagar a sua dívida por ter me feito carregar você do bar até seu apartamento e a sua cama?
- Ah, você não me deixa esquecer – risos de ambas as partes. – eu peço desculpas novamente por todo trabalho que teve comigo. – Charlie se distanciava mais um pouco da cidade, indo em direção aos portos. – Mas o local é um segredo.
- Segredo? – Kitty olhava ao redor pelas ruas e disse – já estamos longe o suficiente da cidade, se você não vai me sequestrar e desovar meu corpo não sei mais o que fará. – ela ri, fazendo a outra rir com a sua piada. – estou brincando. Mas não costumo muito a vir por essas bandas.
- Bom, isso é bom, - Charlie entrou na brincadeira – assim, ninguém pensará em te procurar por aqui quando eu sequestrar você e desovar.
- Engraçadinha, tem um humor apurado mesmo.
- Você começou a brincadeira. – aos poucos Kitty via as luzes amareladas e pessoas. Ela rapidamente estava sabendo de que lugar se tratava.
- Ai meu Deus, não acredito que estamos aqui! – falava surpresa e se desencostando do banco do passageiro – mas é tão difícil. Não acredito que estamos no Mediamatic Eten! É um dos meus restaurantes preferidos da franquia holandesa. Mas como conseguiu a reserva?
Charlie sorriu, estava feliz em ouvir isso.
- Eu sou amiga do proprietário e já o ajudei muitas vezes, então... vamos dizer que ele me deve algumas. – ela buscava uma vaga para estacionar e parou o carro. Rapidamente, ela circulou o carro e abriu a porta para Kitty, segurando sua mão para ajuda-la a descer do Raptor.
O restaurante ficava perto do porto, logo ao redor havia um maravilhoso barulho de água, pois estavam todos perto de um rio. Varias luzes de ponta a ponta iluminavam o local. Pensando no design romântico, separaram algumas “cápsulas” de isolamento para deixar a experiência ainda mais romântica e aconchegante.
As capsulas são como casinhas de vidro, estrategicamente posicionadas na área aberta na beira do rio. Essa casinha tem capacidade para duas pessoas, ideiais para encontros de casais. A mesa redonda, velas e uma luz no topo da capsula finalizam todo o local.
Kitty estava emocionada, não lembrava em todos os encontros que teve de alguém leva-la para aquele local. Esteve sempre curiosa para poder entrar. Assim que se acomodaram, pediram a entrada da noite que seriam crustraceos com pasta e um bom vinho branco. Embora Charlie tenha optado por não tomar nada alcoolico.
- Você não vai mesmo beber? – inquiriu Kitty – este vinho está maravilhoso.
- Tenho sim, não gosto de beber quando vou dirigir e fique tranquila, eu estou bem.
- Percebi que você ontem não estava com carro. – explicou a ruiva.
Conversaram sobre seus interesses, um pouco de trabalho, aproveitaram a comida e a música de fundo do local. Kitty contou sobre seus outros empregos, ela preferia ser bem honesta e se alguém queria ficar com ela, fosse por querer mesmo. Mas ao invés de deixar a Charlie desconfortável, como às vezes deixava outras pessoas que ficaram com ela, e possivelmente só duravam uma noite, a jovem queria saber mais sobre todo aquele mundo. Até que o assunto levou para a pergunta que a jovem havia feito para a ruiva antes.
- Mas sim, eu sou filha de Jonathan e Camilla Lamartine – suspirou. – você os conhece?
- Na verdade conheço sim. Eles foram meus professores na graduação. Sua mãe foi minha orientadora inclusive. – explicava a loira.
- Minha mãe orientou seu tema da graduação na época? – Kitty estava surpresa.
- Sim, sim, eu estava envolvida na pesquisa dela do ato médico e normativo. Então apenas desenvolvemos ainda mais a pesquisa. – explicava a loira.
A noite passou tranquila, elas riram juntas, se divertiram e quando deu um pouco mais da meia noite, Charlie a levou para casa. Param nos degraus que sucedem a porta e ali, naquela noite ainda de verão.
Charlie a beijou e ela retribuiu intensamente, parou o beijo perguntando se queria entrar e passar a noite. Charlie colocou as mechas do seu cabelo atrás da orelha da ruiva. Dizendo que adoraria ficar, mas achava que estavam indo meio rápido e queria conhecer mais a ruiva.
- Gostaria de ver você de novo se você quiser, claro. – foi bem sincera.
- Tudo bem. Claro, podemos marcar para sair depois. – Isso para a Kitty foi um tanto estranho, normalmente ela só saía uma vez. Nunca foi muito apegada e de repetir muitos encontros. Mas algo naquela mulher a deixava com vontade de conhecer mais.
- Ótimo, eu irei ligar para você!
Se despediram com mais um beijo e cada uma foi para suas respectivas casas.
Fim do capítulo
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