Capítulo 19

COMEÇAR DE NOVO

de A ESCOLHA DE RUTE, por Solitudine

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Apesar dos novos remédios, maama não apresentou melhora sensível. Creio que as expectativas não atendidas tornaram as crises de ansiedade mais frequentes e nossas noites têm sido infernais, com ela angustiada, insone e, consequentemente, não me deixando dormir. O cansaço tem me consumido de tal forma que uso a hora do almoço na Universidade para cochilar; algo antes impensável na minha vida.

Bianca anda muito tensa, não somente por causa de nossa situação, mas porque foi descoberto que seu pai está com uma nova amante e isso anda desestabilizando a mãe dela. Barbara mais que apressou sua ida para o Canadá, dizendo que partirá no mês que vem, mais ou menos na mesma época da tal prova da OIT. A única coisa boa no meio de tudo isso foi que Bianca obteve em tempo recorde o deferimento pela penhora dos bens de dona Sibele, o que nos renderá verbas para o condomínio desfalcado.

Elzira ainda não se decidiu. Na verdade, ela vive reclusa e quase não se comunica. Quanto a Xarid, até agora não sabemos qual foi o motivo de sua demissão por justa causa. É outro que não se comunica e nada esclarece. Maama e eu sentimos apenas pelas crianças, mas dinda disse que os meninos andam bem.

 

--CAMILLAA!!!! ME LEVANTA, ME LEVANTA! – Suhaila gritava chorosa – ME LEVANTA!

 

Correu para o quarto da outra. -- Calma, maama! – Camilla a ajudava a se levantar – Ai! – gemeu com dor na lombar -- Pelo amor de Deus, tente se controlar! – pediu angustiada – A senhora precisa ficar quieta pra tentar dormir! – falava com voz sonolenta

 

--Mas eu tenho medo! – respondeu agitada -- Essa dor no peito me dá uma angústia e eu acho que não vou respirar...

 

--Não pense nisso, a senhora não vai ficar sem respirar! – olhava para a mãe – Já é a quarta vez que a senhora me grita por causa disso, pelo amor de Deus! – reclamou impaciente

 

--Me leva no banheiro! – pediu nervosamente – Eu quero ir no banheiro, tô apertada!

 

--Isso já é psicológico, toda hora ir no banheiro. – foram seguindo juntas – Não anda com os pés batendo um no outro, maama, pode cair! – advertiu – Afasta esses pés!

 

--Você só se preocupa com bestagem! – revoltou-se – E eu lá vou ficar olhando pra pé?

 

--Não é bestagem. – ajudou-a a se sentar no sanitário – Faça seu xixi, vamos voltar pra cama e fique quietinha pra tentar dormir. – pediu chateada – Reze pra Deus lhe ajudar!

 

--Não é por não querer que eu não durmo! – retrucou choramingando – É porque eu sinto dor e tenho medo!

 

--A dor a senhora não controla, mas o medo pode ser trabalhado. – levantou-a do sanitário assim que ela se limpou – A senhora precisa dormir, eu preciso dormir e não aguento mais isso! – reclamou

 

--Tenha paciência... —chorava -- Não me maltrate... – foi lavar as mãos

 

--Ah, maama, pare de chorar, eu não tô lhe maltratando! – objetou – Mas a verdade é que eu não aguento mais isso! – desabafou -- Nossas noites viraram um inferno por causa dessas crises de ansiedade, eu tenho que levantar cedo pra trabalhar, trabalho o dia todo e o único momento de paz que eu tinha já não existe mais! – continuava reclamando – Não sou santa, não sou perfeita, tenho defeitos e minha paciência pra aturar essa consumição tá no limite! – voltavam para o quarto

 

--Bota eu num asilo... – pediu chorosa

 

--Deus me livre! – retrucou de imediato – Eu só preciso de uma coisa: que a senhora deite, fique quieta pra tentar dormir e me deixe dormir, pelo amor de Deus! – respondeu enérgica

 

***

 

--Há épocas na vida em que tudo parece ficar mais complicado, como sinto esses tempos em que estamos vivendo. – Camilla falava entristecida – Maama definha por mais que lutemos pra evitar isso. Ultimamente ela tem falado em morrer, como se visse na morte do corpo a única solução viável pros seus problemas... – pausou brevemente -- Acho que ela tem se sentido um estorvo na minha vida e creio que eu contribua pra que ela pense assim... – assumiu constrangida – Depois de tanto tempo sem dormir por causa das crises de ansiedade noturnas, mal me reconheço... onde está aquela paciência infinita que eu tinha? – perguntou-se – Tia Jandira dizia que eu seria uma ótima enfermeira, porque nunca me aborrecia e tratava os enfermos e fragilizados com carinho e cuidado... o que aconteceu comigo? – gesticulou brevemente – Mas também, mesmo tia Jandira que um dia me disse isso foi abandonada por mim... – reconheceu envergonhada – E agora perco a paciência com maama e depois me sinto a pior das mulheres...

 

--Desde 2020 sua vida se resume a basicamente trabalhar muito e cuidar de familiares enfermos. Não é de se surpreender que você perca a paciência, especialmente se nem mais consegue descansar ou ter paz durante as noites. – a psicóloga considerou – Porém, há que se cuidar das palavras pra que não se tornem desrespeitosas. – aconselhou – E também é importante ter em mente que uma crise de ansiedade não é uma coisa qualquer, tampouco algo fácil de ser evitado.

 

--Eu sei... a psicóloga dela vive dizendo que ansiedade é uma doença complicada, mas a verdade é que quando tô caindo pelas tabelas e maama fica naquela agonia, não consigo pensar em mais nada! – deu um suspiro profundo – Eu fico zangada, chateada, com raiva, não sei... não dela, mas da situação, da vida que temos vivido... – gesticulava – Não quero ser desrespeitosa nem má, claro que não. Muito me arrependo por perder a paciência, mas não tô dando conta... – passou a mão nos cabelos – Tenho medo de futuramente me sentir mais culpada do que já me sinto... – confessou – E Bianca e eu girando ao redor do mesmo dilema sem saber o que fazer, Elzira que só anda para trás, meus irmãos concentrados apenas em seus próprios interesses... – descarregou suas frustrações de uma só vez – Dinda é uma mulher idosa, faz tudo que pode, mas é sozinha no esforço de tentar nos ajudar... – olhava para a mulher -- Há momentos em que tudo que eu queria era fugir de minha vida e tirar férias de mim mesma! Nem que fosse por uns dias! -- confessou

 

--Você desabafa comigo, mas faz isso como se tivesse vergonha de me dizer como se sente. – observou -- Parece pensar que está sendo imatura diante do sofrimento. – a professora abaixou a cabeça – Todos nós fraquejamos, querida! Claro que existem sofrimentos piores que os nossos, mas isso não muda o fato de que todos nós fraquejamos em algum momento! – pausou brevemente – Você tem esse direito e não devia se sentir culpada por causa disso. O importante é respirar fundo, recobrar as forças e seguir adiante. – aconselhou – Começar de novo!

 

--Sei que preciso, mas não tô sabendo como fazer. – levantou a cabeça lentamente

 

--Lembra que uma vez eu lhe disse que existe uma técnica que a neurociência nos ensina, através da qual podemos mudar certas realidades em nossas lembranças induzindo o cérebro a isso? – Simone questionou – Por que não trabalhamos essa culpa que você sente dentro de si? – propôs mais uma vez – Seria um primeiro passo pra ajudá-la a se reequilibrar neste momento tão difícil.

 

--Eu lembro que você me falou disso e me apavorei na ocasião. – riu brevemente – E como seria?

 

--Quer tentar? – perguntou mansamente – Podemos interromper a qualquer momento que você desejar. – garantiu – Confie em mim. -- pediu

 

A professora concordou e respondeu balançando a cabeça.

 

***

 

Música instrumental libanesa tocava ao fundo em volume bem baixo. Simone estava sentada em uma cadeira de frente para a paciente, segurando um pequeno bastão de madeira cuja ponta era vermelha.

 

--Siga com os olhos os movimentos desta ponteira. – movia a mão lentamente – Pense em sua tia Jandira e em seus avós. – falava com voz mansa e cadenciada – Diga-me em que posição desta ponteira as lembranças começam a ficar desagradáveis.

 

--Nessa! – respondeu de pronto

 

A psicóloga parou a mão naquela posição e começou a fazer pequenos movimentos circulares. – Continue acompanhando meus movimentos até que seus olhos fiquem pesados e não seja mais possível mantê-los abertos. – pediu – Ao mesmo tempo, quero que busque visualizar os rostos de sua tia e de seus avós.

 

--Eu não me lembro mais do rosto do giddu... – respondeu sonolenta depois de alguns minutos

 

--Não se preocupe. Basta um vulto que se assemelhe a ele e será suficiente. – continuava falando com voz hipnótica – Quando puder vê-los com clareza, converse com eles. -- orientou

 

A morena fechou os olhos e uma sucessão de imagens vieram a sua mente. Em algum momento, viu-se diante de Jandira e a visão da mulher a emocionou. Lágrimas espontaneamente jorraram de seus olhos. – Tia...

 

--Por que você sente tanta tristeza quando pensa em mim, filha? – Simone falava, mas parecia-lhe ouvir Jandira ao invés disso – Por que lhe faço chorar?

 

--Porque eu a abandonei... – respondeu de imediato mal contendo o choro – Me perdoe, por favor, me perdoe! – pediu súplice – Não consigo lidar com a dor de ter feito o que fiz! – mais lágrimas caíram

 

--Você nunca me abandonou! – discordou gentilmente – Você precisava escolher e meu tempo chegava ao fim. – sorriu bondosa – Eu não a culpo e nem guardo qualquer mágoa! – pausou brevemente – De você sinto muito orgulho!

 

Camilla chorava.

 

--Nós também não a culpamos por nada! – parecia-lhe ouvir a avó lhe falar – E de você temos apenas orgulho a despeito de qualquer coisa!

 

--Não foi você quem fez isso comigo, filha! Foi a guerra! – um vulto de homem parecia lhe dizer

 

--Eu... – a professora chorava mais pesadamente

 

--Ismah lana nashufik! (Permita que nós a vejamos!) – abriram os braços

 

Camilla não conseguia responder. Apenas chorava.

 

--Responda, filha? – pediram gentilmente – Não há por que manter essa culpa por tantos anos...

 

--Taqbarny! (Enterra-me!) – a morena jogou-se no chão aos prantos – Taqbarny... – encolheu-se em posição fetal! – Nassini el-Dunia... (Faça-me esquecer o mundo...) – chorava copiosamente

 

(NOTA DA AUTORA: Como expliquei no conto Em Busca do Tao, quando se diz: Ismah lana nashufik, quer dizer que nós, uma dada família, queremos sempre ver aquela determinada pessoa, que é muito importante. Não se diz isso para quem se guarde qualquer mágoa. É uma fala de despedida, mas não um adeus. E quando se responde: Taqbarny quer dizer “eu quero que você sobreviva a mim, eu não saberia viver sem você”. São palavras muito gentis e afetuosas. Simone sabia como e o que deveria ser dito porque ela já havia lido todos os contos de sua paciente)

 

***

 

Eu corria pelas areias da praia de Boa Viagem. Não era a hora e tampouco trajava roupas adequadas. Estacionei o carro onde cismei e comecei a correr como se quisesse fugir do que ia dentro de mim. Lembranças dispersas me invadiam a mente.

 

“--Essa é minha neta! – o homem abraçava uma Camilla adolescente – Orgulho do giddu!

(...)

--Baba se matou! – Suhaila falava em estado de choque – Querem que eu vá reconhecer o corpo... – não sabia o que fazer

 

--O que?? – Camilla perguntou boquiaberta – Mas como pode??

 

--Eu vou mais você, mulher! – o marido respondeu de pronto – Camilla e os menino fica com tua mãe porque isso não é coisa pra criança tá de testa! – decidiu”

 

E eu corria, sem saber exatamente para onde. Mas corria...

 

“A jovem Camilla chegava na cidade após tanto tempo longe. Viu sua avó e Suhaila aguardando na parada do ônibus e perdeu a fala emocionada.

(...)

--Gidda! Gidda, o que é isso? – Camilla buscava virar o corpo da avó de barriga para cima – MAAMA!!! – gritou desesperada – MAAMA!!! – a imagem do rosto da idosa com o crânio afundado chocou a jovem”

 

Eu corria para fugir da dor. Para fugir de mim.

 

“--Mas como vocês deixaram ela internada no hospital sozinha? – Camilla reclamava com seus parentes – Ela é muito idosa, tem direito a acompanhante!

 

--Eles não deixaram a gente ficar! – Elzira se justificava – Tá na tal sala vermelha!

 

--Pode ser até a sala do Bicho Ruim, mas eu vou entrar! – a professora tentava invadir o hospital – Tia Jandira!! – chamava – Tia Jandira!!”

 

Sentia-me louca, perdida, angustiada. Parei de correr gradualmente e caí ajoelhada nas areias. Chorei como não me lembro de ter feito alguma vez na vida.

 

(NOTA DA AUTORA: Como estou fazendo nesse momento. Perdoem o “desabafo”)

 

***

 

--A orquestra das crianças vai pro Vaticano mode fazer uma apresentação pro Papa. -- Rute contava para sua paciente – Vai ser uma coisa histórica e um orgulho pra igreja dessa cidade, não sabe? – sorria

 

--É bom! – Suhaila concordou – Ver os nossos menino metido em coisa boa é muito bom!

 

Camilla havia acabado de tomar banho e se enxugava no banheiro. Podia ouvir a conversa pois sempre falavam alto.

 

–Só fiquei de bexiga lixa de saber que um talzinho pediu pra ir junto só porque andou ajudando as criança no passado! – falou com revolta – Acabou que não deixaram porque o dinheiro não dá, mas eu fiquei besta foi com o descaramento! – comentou – Se eu fosse a professora das orquestra tinha dado uma espinafração nele que nunca ia esquecer!

 

--E o que tem esse homi de tão ruim? – Suhaila não entendia

 

--É um tremendo invertido! – respondeu de pronto – Baitolo, chibungo infeliz! – falava com desprezo – Por mim, um tipo desse tinha era que tomar uma surra pra deixar de sem vergonhice e se endireitar, isso sim!

 

A professora saiu do banheiro exatamente nessa hora. – Como é que é, dona Rute? – perguntou com educada seriedade – Por que esse homem que a senhora conhece precisa se endireitar? – olhava para a cuidadora

 

--É bestagem dela, menina. – a mãe tentou contemporizar – Rute é muito implicante.

 

--Isso não é implicância, maama! – discordou gentilmente – Tem nome, se chama homofobia e é crime! – continuava olhando para a cuidadora

 

--Que é isso, Camilla? – perguntou envergonhada – Tem nada disso não, eu tô falando de um sujeito efeminado que não sabe se colocar no seu lugar. – sorriu constrangida – Onde já se viu, querendo se misturar com a Santa Igreja? – não sabia onde colocar as mãos

 

--Santa Igreja essa nascida por causa de um homem que andava com toda sorte de gente discriminada naqueles tempos: coletores de impostos, prostitutas, leprosos e miseráveis de toda ordem! – falava com firmeza – Então quem é que pode dizer quem entra e quem não entra nessa Igreja?

 

--Ah, mas... – não sabia o que responder – Ele podia ao menos disfarçar os modos...

 

--Ninguém deveria ter que disfarçar o que é! – devolveu de imediato – Não há crueldade maior que impedir uma pessoa de ser ela mesma! – pensava um pouco em si

 

--Também acho... – Suhaila respondeu um pouco entristecida com o que ouviu

 

--Oxe... – ficou ainda mais sem graça – Com quem aprendesse essas coisa, menina? – fez um gesto brincalhão – Eu hein, não vamo perder a amizade por causa de um chibungo...

 

--Vou lhe dizer com quem aprendi, dona Rute: com esse aí que a senhora carrega no pescoço! – apontou para o crucifixo da mulher – E se a senhora tivesse aprendido também, jamais faltaria ao respeito com uma pessoa simplesmente porque ela não vive de acordo com seu entendimento! – olhava nos olhos – Já que até hoje, infelizmente, a senhora é daquelas que honram a Jesus com os lábios mas mantêm longe dele o coração, ao menos me faça um favor: -- preparou-se para sair da sala – na minha casa, nunca mais fale de alguém com tamanho desrespeito simplesmente por essa pessoa ser LGBT, negra, pobre ou seja lá o que for! Eu não admito! – fez um gesto de cabeça – Com licença! – seguiu para o quarto

 

--Bem que eu lhe avisei, mulher! – a professora ouviu a mãe falando – Minha filha não gosta desse tipo de fuleiragem!

 

Rute ficou calada sem saber o que dizer.

 

***

 

--Eu sei que você tem suas expectativas, sei que pra você a coisa funciona bem diferente do que é pra mim, mas por favor, linda, não me pressiona? – Camilla pedia – A vida já anda tão difícil, tenho me comportado nos últimos tempos de um jeito que mal me reconheço... – admitiu – Por favor, fica do meu lado, não sofre por antecedência e vamos vivendo como seja possível? – continuava pedindo – Sei que a problemática de seus pais, essa coisa de sua irmã querer ir pro Canadá como se tivesse fugindo e mais os estresses do escritório te deixam nervosa, mas eu tô aqui pra você! – dizia a verdade – Posso não ser o tipo de namorada que você sonha, mas eu te amo! – declarou-se com verdade

 

--Own, amore... – segurou o rosto da morena com as duas mãos e a beijou repetidas vezes – Você é muito mais do que sempre sonhei! – beijou-a novamente – Sei que te dei um ultimato mas também te amo! – sorriu – Até novembro prometo que te deixo mansa! – riram

 

As duas mulheres conversavam dentro do carro da professora, na garagem do prédio dela.

 

--A gente tá precisando desanuviar o pensamento. – olhava para a amada -- Que tal você vir aqui no sábado, faço um almoço caprichado e depois a gente vai no shopping? – propôs – Tem filme bom passando no cinema e acho que maama aguenta uma sessão. – sorriu – Depois daquele banho de loja que você deu na gente, agora podemos dizer que voltamos a ter trajes pra sair por aí decentemente! – riram mais uma vez – Quer dizer... a menos que o convite não te agrade por não sermos só você e eu... – reconsiderou – Depois da bronca que dei em dona Rute estou sem coragem de pedir pra ela ficar com maama no sábado e também acho que maama anda precisando sair mais, apesar de sentir tanta dor...

 

--É claro que eu aceito o convite, bobinha! – beijou-a mais uma vez – Mas... – aproximou-se insinuante – no próximo final de semana a senhora vai pedir pra dona Rute ficar com sua maama porque eu tô morrendo de saudades de você... – beijou-a – Preciso muito fazer amor com minha professora safadinha antes de viajar pra fazer a prova da OIT! – pediu melosa --- Muito! – beijou-a sensualmente enquanto arranhava-lhe o pescoço

 

--Ave Maria! – ajeitou-se no assento ao final do beijo – Ô, mulher, não me atiça! – pediu – E tá na hora de subir pra dona Rute poder ir embora. – olhou brevemente para o relógio

 

--E eu quero você bem atiçada! – piscou para a amante – Pra chegar pegando fogo na semana que vem! – abriu a porta do carro e saiu

 

“Mal sabe ela que já tô pegando fogo desde agora!” – a professora pensou ao sair do carro também

 

***

 

Por volta das 3 da manhã, maama finalmente adormeceu. Fui para meu quarto e me joguei na cama arrasada. Ainda consegui orar um pouco, mas devido ao cansaço dormi antes de concluir.

 

“Caminhava dentro de uma casinha conhecida. A decoração remetia a lembranças do finalzinho da década de noventa.

 

“Parece até a casa de tia Jandira quando eu era da faculdade...” – pensei desconfiada

 

Entrei num quarto e vi Elzira criança dormindo na cama. Parei na porta e fiquei perturbada com aquela visão. “Não é possível, Elzira não era criança naquela época...” – não entendia

 

--Não fique amofinada pensando nisso. – uma voz conhecida se fez ouvir

 

--Tia? – virei-me na direção da voz e constatei que ela surgia no canto do quarto – Tia Jandira... – emocionei-me – “Ela tá andando!” – sorri ao pensar – “Exatamente como era...”

 

Tia Jandira parou diante da cama e olhou para mim. Sorriu com muita brandura e apenas me disse: Você não teve culpa de nada!

 

Daí puxou os lençóis e deitou-se do lado de minha prima como se a estivesse protegendo. A cena me emocionou ainda mais.”

 

Quando acordei, desejei acreditar que era ela, e não simplesmente um processo mental induzido por Simone. Eu quis acreditar que tia Jandira tinha voltado para proteger Elzira e me libertar da culpa que sinto em relação a ela de uma vez por todas.

 

***

 

--Vocês fiquem bonitinhas aí conversando enquanto faço minha peixada! – olhava sorridente para Suhaila e Bianca – Confiem que vai sair coisa boa! – bateu uma palma – Simbora trabalhar! – foi para a cozinha

 

--Eu adoro o jeito como habibem gosta de fazer uma comidinha especial pra gente! – a professora ouviu a namorada falar – Acho que a comida fica até mais saborosa por causa da boa vontade!

 

--Também gosto, não sabe? – a mulher mais velha concordou – Ói, você gosta de música? Vô botá umas mode a gente ouvir agora até na hora do almoço!

 

--Claro, dona Suhaila! – respondeu de pronto – Música é bom pra dar um clima bem massa! – concordou

 

--Vou pegar minhas list!

 

--Maama... – Camilla ouviu e achou graça – Toda moderninha... – falava consigo mesma enquanto preparava a comida

 

https://www.youtube.com/watch?v=1BZakbzfBNw

“Começar de novo,

E contar comigo,

Vai valer a pena,

Ter amanhecido...”

 

--Ai, eu amo essa música! – a advogada exclamou com sinceridade

 

“E eu que não sabia que maama e Bianca gostavam dessa música!” – a professora pensou surpreendida – “Mas do jeito que a cantora interpreta fica difícil não gostar.” -- considerou

 

“Ter me rebelado,

Ter me debatido,

Ter me machucado,

Ter sobrevivido...”

 

E de repente a campainha toca.

 

--Quer que eu abra, amore? – Bianca perguntou

 

--Não, obrigada, deixe comigo. – abaixou o fogo da panela e foi até a sala – Pode ser alguma confusão desse condomínio louco! – considerou antes de olhar pelo olho mágico – Meu Deus! – abriu a porta com o coração disparado

 

“Ter virado a mesa,

Ter me conhecido,

Ter virado o barco,

Ter me socorrido...”

 

--Será que posso? – Elzira perguntou com lágrimas nos olhos – Não avisei antes, mas... – ajeitou a mala pendurada no ombro – Eu vim...

 

“Começar de novo,

E contar comigo,

Vai valer a pena,

Ter amanhecido...”

 

--Filha... – surpreendentemente Suhaila levantou-se sozinha

 

--Gentem! – Bianca também se levantou emocionada

 

“Sem as tuas garras,

Sempre tão seguras,

Sem o teu fantasma,

Sem tua moldura...”

 

Eu não sabia o que dizer então simplesmente peguei a mala de Elzira e a fiz entrar. Maama caminhou lentamente em direção a ela e as duas se abraçaram sem dizer nada.

 

“Sem tuas escoras,

Sem o teu domínio,

Sem tuas esporas,

Sem o teu fascínio...”

 

Bianca e eu nos unimos naquele abraço e ninguém falou coisa alguma.

 

“Começar de novo,

E contar comigo...”

 

Porque nem sempre palavras são necessárias.

 

“Vai valer a pena,

Já ter te esquecido...”

 

Falávamos com o coração. E isso bastava.

 

“Começar de novo...”

Começar de Novo. Intérprete: Simone. Compositores: Ivan Lins / Vítor Martin. In: Pedaços. EMI / ODEON, 1979. 1 Disco vinil, lado A, faixa 1 (3min43)

 

Fim do capítulo

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Conversa

Comentários

27
Foto de Zaha

Zaha

09/02/2025 às 08:40

Olá, Sol!

Um capítulo bem intenso, puxado com muito depoimento e desabafo, mostrando de forma crua um outro lado  de Camilla...todos somos humanos, ninguém deve ser perfeito. Estar com uma pessoa doente é muito difícil, até os mais pacientes, em algum momento vai perder os estribos e logo se sentir mal por isso. Camilla estava superada e me perguntava quando ia estourar....a falta de tempo, n dormir direito, a pressão de Bianca, o trabalho e tudo tão intenso e sem tempo de descanso mental ou físico....ela estava num ritmo quase impossível, mas tá tudo bem, n se deve ter culpa, passa. O importante é respirar, orar manter a calma, se centrar de novo. N foi a primeira nem será a última....

Simone fez uma técnica quase como um câmbio de roles, porém de forma mais inconsciente e hipnótica, levando Camilla a se aprofundar nas suas emoções e lembranças e poder conversar com os membros da família que ela tinha pendências. Simone utilizando dessa técnica falando, mas levando o paciente a um estado quase de meditação... normalmente eu fazia essa técnica parecida mais sozinha com a indicação da terapeuta. Eu fui como voluntaria a um projeto de pesquisa onde tinha um novo enfoque terapêutico, me ajudou muito...assim como com Camilla. Espero que agora ele fique mais em paz...chorar é sanador. Que bom que vc pôde fazer, chorar até o llanto, foi liberador,n?! N guarde, mesmo que tiver que entrar em conexão com seus sentimentos de olhos fechados e pensar nas dores pra poder chorar....conversar consigo é bom!!!

Que bom que Elzira voltou, Suhaila até levantou!! Que felicidade pra todos....nesse momento Elzira tá melhor q eu...

Rute recebeu um sermão, vamos ver se a Semente vai germinar.....em algum momento ela terá que se decidir, afinal a neta enternecer o coração dela, espero que c esse sentimento, ela possa escolher bem o rumo a tomar no futuro.

Repetindo, que bom que vc encontrou esse espaço pra poder desabafar e a coragem pra fazer....todos necessitamos e esse é um bom espaço,todos estamos aqui por algo em comum....nos sentirmos melhor, vc escrevendo e lendo os comentários carinhosos, nós lendo e nos sentindo melhor e ainda mais com as respostas. Sendo entedidas mutuamente.....

É isso,

Beijos carinhosos 

Foto de Solitudine

Solitudine 13/02/2025 às 10:48

Boa noite, queridíssima!

Simone soube usar a abordagem correta para Camilla. Agora é com ela e com o tempo.
Elzira surpreendeu todo mundo; dessa vez para o bem. Vejamos como será o recomeço dela.
Rute também precisa recomeçar. Será que ela consegue ou precisará de uma forcinha?
Esse espaço é muito valioso para mim, Sadikii. E lendo o que vocês escrevem, mais valioso fica.

Beijos,
Sol
M

Minh@linda!

21/12/2024 às 11:15

Não precisa pedir desculpas. 

A senhora está vivendo um período difícil.

Torço muito para que as coisas melhorem ou já tenha melhorado.

Todo meu carinho Autora!

 

Foto de Solitudine

Solitudine 27/12/2024 às 07:51

Olá querida!

Obrigada pelo acolhimento. Do lado de cá as coisas pioraram um tanto, mas a gente vai levando o trem.

Beijos!!!!!!
Sol
M

mtereza

27/02/2024 às 08:33

Amei o capítulo carregado de emoçoes e que bom a Elzira se dividiu e veio bjs Sol volte logo

Foto de Solitudine

Solitudine 02/03/2024 às 09:57

Olá querida!
Fico feliz que esteja gostando.

Ainda tem mais capítulos para você ler. Eu te espero aqui, viu?

Beijos,
Sol
J

jake

26/02/2024 às 11:57

Olá Sol  que cap emocionante parabéns e mto obrigada por nos presentear com sua escrita. Não é atoa que vc e uma das 5 autoras lida aqui no Lettera. Parabéns pelo sucesso. Bjs na Maama que a saúde dela melhore..Felicidades quando quiser passear aqui no RJ tem casa ...Só pra fazer ciúmes na Bianca rsrs

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Solitudine 02/03/2024 às 03:31

Olá querida!

Espero que esteja tudo ótimo por aí.

Obrigada por seu carinho e pelos votos de melhora para maama.

kkkkk Bianca é com Camilla. De mim não se tem ciúmes.

Deixa eu te perguntar porque você ainda não me respondeu: leu CONVIDE até o final ou desistiu? Deixe-me saber o que achou, por favor.

Beijos,
Sol
H

HelOliveira

23/02/2024 às 10:12

Chuva de emoções nesse capítulo, e esse final te sabor de quero mais

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Solitudine 23/02/2024 às 11:08

Olá querida!

Fico feliz que suas emoções tenham sido afloradas. Espero que para o bem!

Aguarde que mais virá!

Obrigada por estar aqui!
Beijos,
Sol
P

Pitching

23/02/2024 às 04:46

!!!!!!!!!!+!!!!!!!!!!!

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Solitudine 23/02/2024 às 11:07

Olá querida!

Deduzo que gostou do capítulo! kkk
Obrigada!

Beijos,
Sol
N

Nyah

23/02/2024 às 04:17

As-Salamu Alaikum!

O que dizer diante de tão belo?

Rifdouhou birrouhou mali ‘oul...

 

 

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Solitudine 23/02/2024 às 11:07

Alaikum as-Salaam!

Obrigada por vir me dizer isso!

...Lebonan!

Beijos,
Sol
E

EsqueletoGato&Guerreiro

23/02/2024 às 04:09

Dessa vez a porradaria foi na gente mas de você eu gosto de apanhar. Bate mais que gamo!

Foi tenso e o final muito foda. Nota mil pra minha caipira favorita!

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Solitudine 23/02/2024 às 11:02

kkkkkkkk

Obrigada por tudo!

Beijos,
Sol
O

Ontracksea

23/02/2024 às 04:00

Jasin Solitudine esse capítulo foi lindo, emocionante e visceral  como se fosse um pedacinho de Em Busca do Tao aqui dentro. 

Não peça desculpas por ser foda! Jajaja

Os tantos comentários aqui falam por si

Foto de Solitudine

Solitudine 23/02/2024 às 11:01

Olá querida!

Interessante comparação com o Tao. É verdade.

Agradeço por seus elogios e pelo carinho!

Beijos,
Sol
B

BjFrogg

23/02/2024 às 03:55

MARAVILHOSO!!!!

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Solitudine 23/02/2024 às 10:44

Obrigada, querida!!!!!!!!!

Beijos,
Sol
D

Dandara091

23/02/2024 às 02:02

Alô Autora!

Pegou pesado com negritude aqui. Essa é a música da coroa quando o velho ralou peito e deixou a gente pra ela criar sozinha. 

Mas a coroa deu a volta por cima. Elzira também vai e Xarid vai pra vala!

#orgulhodessamulherada

#xaridx9vaipravala

#comecardenovo

 

Foto de Solitudine

Solitudine 23/02/2024 às 10:44

Olá querida!

Você sempre me faz rir, mas hoje me emocionou, mesmo com seu jeito espirituoso.

Todo meu respeito a sua maama!

#orgulhodessamulherada

Beijos,
Sol
D

Diderot Dalambert

23/02/2024 às 01:38

O  LP Pedaços é considerado uma obra prima. Fui concebida ao som dele.

Seu conto é uma obra prima. A trilha sonora não podia ser menor

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Solitudine 23/02/2024 às 10:41

Olá querida!

Esse LP é realmente antológico! Eu o conheci quando era do segundo grau e achei um baita de um trabalho!

Obrigada pela comparação! Fico lisonjeada!

Beijos,
Sol
G

Gold

23/02/2024 às 01:34

Que capítulo forte e lindo!!! Simone é minha cantora!!!  Amei tudo e chorei emocionada!

Solzinha coloca uma música do Rouge na próxima??? Pode ser qualquer uma. 

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Solitudine 23/02/2024 às 10:40

Olá querida!

Fico feliz que tenha acertado no tom, sob todos os aspectos. rs

Rouge? Eita, agora você pegou a caipira...

Mas, está bem. Vou tentar dar meu jeito. rs

Beijos,
Sol
A

Alexape

23/02/2024 às 11:31

Camilla:

Alexape quer casar contigo. Não precisa se mudar diz onde tá que Alexape é delivery. Cuida maama e faz amizade elzira

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Solitudine 23/02/2024 às 10:39

kkkkkkkkkkkkkk Delivery é ótimo!

Vou deixar Camilla saber, mas cuidado com Bianca, viu, fi?

Beijos,
Sol
M

Migas

23/02/2024 às 09:21

Psicóloga - Simone 

Cantora - Simone 

Título do capítulo = título da música 

Mulheres que sofrem ou já sofreram (Bianca viveu relação abusiva) e precisam recomeçar. 

Você consegue um feito inédito que é reunir inteligência com poesia e sensibilidade. Parabéns!

Aplaudo de pé o show (seu e da Simone)

Foto de Solitudine

Solitudine 23/02/2024 às 10:38

Olá querida!

Não sei o que responder. Muito obrigada por isso!

Beijos,
Sol
L

Lando

22/02/2024 às 10:54

Me põe junto nesse abraço! TMJ família! Firmes na luta!

Show!!

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Solitudine 23/02/2024 às 10:37

Você está!

TMJ!!

Beijos,
Sol
J

Joanna

22/02/2024 às 10:17

Amo Simone, a música "Jura Secreta" é minha favorita.

Definitivamente a leitura nos transforma e em vocês autoras também, onde a escrita expressa sentimentos. 

"A arte imita a vida". Assim percebemos que não estamos sozinhos em nossa jornada, que nossas inquietações tantos outros os sentem, dúvidas, culpas, raiva impaciência mas também coragem, cárater.

É um conforto vermos as vivências semelhantes e que somos humanos, imperfeitos, buscando acertar.

J.

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Solitudine 23/02/2024 às 10:35

Olá querida!!!!!!

Fico feliz em saber que a escolha da trilha sonora foi acertada, embora não tenha sido com a sua música favorita.

Você também tem vivido uma realidade semelhante a de Camilla? Então fico feliz em estar lhe servindo de companhia durante esta fase difícil.

Obrigada por dispor de seu tempo para ler os meus proseados caipirescos!

Beijos,
Sol
J

Joabreu

22/02/2024 às 10:15

My dear Lesbodiva!

Um dia assisti o musical Mamma Mia! e ao final me perguntaram o que eu podia dizer a respeito. Não falei nada bati palmas 

J

Joabreu 22/02/2024 às 10:16

Anos depois leio um capítulo desses. Não falo nada nem escrevo. Aplaudo
J

Joabreu 22/02/2024 às 10:16

You are THE BEST!

BBS
Jo Abreu}{}
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Solitudine 23/02/2024 às 10:33

Olá querida!

Mamma Mia! é um musical maravilhoso! Fico mais que lisonjeada com a comparação.

Obrigada pela gentileza de sempre!

Beijos,
Sol
?

Membro

22/02/2024 às 09:13

PUTÍSS8MA QUE PARIU!!!!!

Que capítulo!! Guria não sei o que comentar! Preciso?

Bravo!!!!!!

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Solitudine 23/02/2024 às 10:32

kkkk

Que bom que você gostou!

Obrigada por sempre vir aqui!

Beijos,
Sol
Y

Yoko tsuko

22/02/2024 às 08:36

Sensei você escreve de um jeito! Tudo que você escreve em todos os contos parece verdade parece que foram situações vividas por você e a gente vive junto quando lê. 

Vivi tudo que você escreveu até hoje. E nesse capítulo me senti como sendo sua familiar. 

Sinta-se abraçada!

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Solitudine 23/02/2024 às 10:29

Olá querida!!!!

Fico muito feliz com suas percepções e palavras gentis.

De uma forma ou de outra, creia que eu vivo. Meu mundo real e o "paralelo" estão em constante conexão.

Beijos,
Sol
Y

Young

22/02/2024 às 08:24

Olá Solzinha,

Achei tudo tão emocionante, lindo, interligado...

Não sei o que dizer mas queria fazer parte daquele abraço. Você tem me feito perceber que também preciso começar de novo...

Young Cy

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Solitudine 23/02/2024 às 10:28

Olá querida!

Então sinta-se abraçada também!

Vamos começar de novo? Quem não precisa?

Obrigada pelo companheirismo!

Beijos,
Sol
I

Irina

22/02/2024 às 07:57

Kotinha!

Cá estou eu sem saber o que escrever. Desde o começo a emoção esteve a me calar. 

Mas meu coração está a falar por mim. Mui lindo como vossa graça!

Gratidão pelos sentimentos que sempre estás a nos despertar!

Com estima,

Irina

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Solitudine 23/02/2024 às 10:28

Olá querida!

Fico feliz em perceber essa emoção!

Sua gratidão e estima me lisonjeiam!

Beijos,
Sol
S

Samirao

22/02/2024 às 07:48

Amore!!!! Tb nunca te vi tão tão vc num CAPS e por isso foi tão lindo e especial. 

AMEI AMEI AMEI como te AMO! bjuss

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Solitudine 23/02/2024 às 10:27

Obrigada, querida!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Também te amo!

Beijos,
Sol
S

Samirao 23/02/2024 às 11:29

Amoreee acabei de descobrir nesse site o paradeiro daquela sua "super amiga" que vc andava preocupada lembra? Então... não respondeu e não se comunicou porque não quis! Tá super bem!
E era amiga né?
Vc é uma tolinha! Se situa! Bjuss
M

Mille

22/02/2024 às 07:26

Oi Sol 

Mim emocionei no início do capítulo e essa chegada da Elzira foi tb emocionante. E será um novo começo para a prima.

Bjus e até o próximo capítulo 

Foto de Solitudine

Solitudine 23/02/2024 às 10:26

Olá querida!

Que bom que você gostou! Fico muito feliz!

Beijos!!!!!

Obrigada por sempre vir!
Sol
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NovaAqui

22/02/2024 às 06:55

Sinta-se abraçada, meu bem!

Coração quentinho aqui pelo capítulo lindo

Preciso ler seus escritos

Tenho vergonha de dizer que esse é a primeiro romance seu que leio. Desculpe-me por isso. Vou me redimir

Amo Simone!

Sempre que possível escuto as músicas dela!

Que bom que Elzira veio

Vai ficar menos pesado para Camilla

É bom que todas vão ao cinema

Até 

S

Samirao 22/02/2024 às 08:44

Favorita ela honey! Tô na campanha do rumo às 100 (temos em 84)! Dá uma força amore! Bjuss
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NovaAqui 22/02/2024 às 09:39

Favoritar quem?
A autora ou a história?
Já são favoritadas por mim
Foto de Solitudine

Solitudine 23/02/2024 às 10:25

Olá querida!

Muito obrigada por seu carinho! Achei lindo o que escreveu para mim!

Não há do que se envergonhar. O Lettera tem um conjunto imenso de autoras, com muita qualidade, e eu sou apenas mais uma. Você não tem obrigação, fique tranquila. Porém, se quiser ler os outros proseados que publiquei aqui, fico mais que lisonjeada. E se quiser ir comentando, fico mais que feliz! rs

Fico feliz que a trilha sonora tenha lhe agradado. A canção é bonita, não?

Também fiquei feliz que Elzira veio. Vejamos como será daqui por diante!

Cinema é o único trem bom que tem em shopping! kkk

Beijos,
Sol
Foto de Solitudine

Solitudine 23/02/2024 às 10:26

Samira, não perturba ela!

NovaAqui, obrigada por ter me favoritado.
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