XXVII. Armadilha dolosa
XXVII. Armadilha dolosa
- Amor, vou informar a tua decisão e vou deixar encaminhado meu pedido de transferência. Acredito que vai ser bom para nós duas, para que a gente de fato consiga superar e seguir em frente. Que tal uma cidade menor, mais pacata, um novo ambiente.
- Eu também acho que vai ser muito bom para nós, para que possamos ficar tranquilas e depois de tudo que aconteceu, penso que uma mudança pode ser bom até para a minha cabeça, para que fique no passado todo o transtorno, queria mesmo já pular para essa parte, de ficar em paz, sem me preocupar a todo instante, vivo com muito medo.
- Eu sei, mas, logo vai acabar, vai dar tudo certo. Agora preciso voltar para o departamento. Qualquer coisa me liga e devo retornar por volta das dezoito.
- Bom trabalho e até mais tarde (disse beijando os lábios da loira).
Aisha chegou e a primeira coisa que fez, foi comunicar o que tinham decidido, com isso, passaram a tarde toda planejando os novos rumos da operação.
- Inspetora Aisha Lacerda, boa tarde! Me chamo Cris, sou especializada em disfarces.
- Prazer, pode se sentar, você é de Campinas, certo?
- Sim, por isso, cheguei somente agora, eu já estava de sobreaviso e estudando como atuar neste caso, mas, só recebi a confirmação que era para vir hoje, no começo da tarde, foram três horas e pouco de viagem (explicou com cordialidade).
- Quem te avisou e como foi? (Questionou para saber desde quando estavam planejando tudo, pois, detestava não ser comunicada sobre questões importantes do trabalho).
- Não tem nem uma semana, deve ter no máximo uns quatro ou cinco dias, que recebi um e-mail da minha diretoria, relatando que em breve participaria de uma ação em Bauru, mandaram umas cinco fotos da sua jornalista e uma gravação dela aqui no departamento, de quando estava auxiliando em toda a investigação, achei até que temos uns traços e que somos um pouco parecidas, já providenciei as roupas, peruca e maquiagem semelhantes. Também me mandaram o dossiê com todas as informações sobre o sanguinário e estou à disposição para auxiliar na captura deste crápula.
Aisha gostou da forma detalhada, que Cris contou tudo, de modo tranquilo e não tentou lhe esconder nada. Só discordou sobre as semelhanças, não achou ela tão parecida com a namorada, somente o tom de pele, mais nada, já que ela tem o cabelo preto bem curtinho, enquanto o de Ohana é castanho, longo e encaracolado. Até a cor dos olhos são diferentes, os tamanhos dos seios e principalmente a postura. Mas, como disseram que ela seria ideal, foi muito bem recomendada, aguardaria para ver caracterizada.
- Cris, qual a tua altura?
- Tenho um metro e setenta e sete.
- Só três centímetros de diferença. Por gentileza, para uma breve análise, me responda, de um a cinco, como você avalia teu autocontrole e raciocínio rápido?
- Quatro e cinco, respectivamente. Minha vez? (Perguntou, notando o clima avaliativo).
- É justo, cinco para ambos.
- E quando tem todo o cunho pessoal? (Decidiu insistir na questão).
- Permaneço focada, não podemos errar, tem que dar certo. Não existe outra opção.
- Excelente! Foi bem clara, podemos passar para a próxima pergunta.
- Superou a perda do seu parceiro?
- Sinceramente não, já se passaram três anos, mas, ainda é difícil lidar com a ausência, ele era tão novo, deixou um filho pequeno, cheio de sonhos e numa atuação ostensiva, morreu protegendo uma vítima, mas, isso a senhora já sabe, o que poucos tem conhecimento, é que ele encarava a profissão como uma missão, era exemplar e se doava ao extremo. Estava de folga quando recebi a notícia e foi desesperador.
- Apresento as minhas condolências, imagino que tenha repensado sobre a sua carreira.
- Sim, pois, traumatiza, acredito que me compreenda e também tenha ficado abalada, vendo a sua companheira sendo, raptada, torturada e perseguida por um psicopata.
- Sendo assim, da minha parte, sem mais nenhuma questão no momento, nós duas não nos conhecíamos, mas, ficou nítido que fizemos bem o dever de casa, chega ser um vício da profissão, investigamos tudo e todos, já sabemos e citamos sobre as nossas principais feridas e é bom saber sobre quem estará ao nosso lado (concluiu).
- E é uma honra trabalhar contigo, tem muito prestígio no nosso meio (destacou).
- Agradeço, vou te passar tudo que planejamos, caso tenha dúvidas só perguntar.
Depois que tudo foi discutido, avisaram para toda equipe que já estavam com tudo alinhado e decidiram já iniciar todo o combinado no dia seguinte.
-♡-
- Amor, a Cris, que é especialista em disfarces, vem amanhã cedo, junto com meus colegas que estão fazendo a vigilância (informou após o jantar).
- Tão íntima assim, que você nem chama ela pelo sobrenome, como os outros policiais.
- É que ela se apresenta desta forma e fica melhor assim viu (respondeu dando risada).
- Qual a graça?
- Então, é que os pais dela capricharam, Crisdorvaliana Pinto.
- Nossa, melhor Cris mesmo e para de rir do nome dos outros.
- E você deixe de ciúmes.
- Vou é ficar de olho na senhora, com uma cópia minha andando pela cidade.
- Prefiro a original (falou puxando a namorada para os seus braços).
- Bom mesmo, sou ciumenta e gosto de exclusividade.
- Nada de relacionamento aberto então (provocou).
- O quê?
- Calma, estou só brincando, não precisa colocar a mão na cintura e nem ficar brava.
- Não brinque assim, sou insegura para essas coisas.
- Parei, foi só para mexer contigo, vamos espantar a insegurança, não precisa disso.
- Vida, é que sou careta para certas coisas, até admiro quem consegue lidar com naturalidade e é aberto para toda modernidade, compreendo sobre os impactos da monogamia para sociedade, sou esclarecida com relação a isso, mas, não consigo. Mesmo entendendo que não precisamos nos prender as regras e muito menos cumprir cláusulas do patriarcado. Temos total direito de escolher...
- Ei e eu escolho você, fique tranquila, pensamos da mesma forma neste aspecto.
- Mesmo? Não quero te privar de nada, respeito a tua liberdade. Não tem saudade da sua vida de solteira? Independente, sem todo o fardo que vem sendo comigo.
- Minha linda, primeiro que você não tem culpa alguma disso tudo, não se cobre tanto e não sinto falta de nada, pois, tenho tudo ao seu lado, é maravilhoso dormir e acordar na tua companhia. Você é a mulher da minha vida e também não te divido com ninguém.
- Quem diria, primeira vez que nos vimos, você não foi nada amigável, sai até correndo.
- Não te conhecia, era uma cena de crime, estava trabalhando e com receio de você ser sensacionalista. Ainda bem que tive o privilégio de te conhecer melhor (explicou).
- Então quer dizer que se eu fizesse parte do mau jornalismo, não teria chance alguma.
- É que detesto quem utiliza de fatos violentos, que ainda não foram solucionados por órgãos competentes, para aparecer, ganhar o público a qualquer custo. Infelizmente, tem profissional ruim em qualquer lugar, na minha área os corruptos, são deploráveis.
- Compreendo, também não suporto espetacularização da violência, sempre me atentei no investigativo, sem extrapolar nenhum limite e mesmo com esse cuidado virei alvo.
- Me arrependo de ter permitido a tua participação nisso tudo. Não preservei a tua integridade, a tua contribuição foi tão importante, mas, falhei com a tua segurança.
- Agora é a minha vez de dizer, você não teve culpa e eu sabia onde estava me metendo. Nós pensamos em várias alternativas, sei o quanto você debateu no teu departamento, cogitamos até mudança para o exterior, mas, sabemos que fugir, pode ter algum efeito em curto prazo, uma hora ou outra, o traste do Gaspar pode nos encontrar.
- Estou sonolenta, cansada mentalmente, vários planejamentos e amanhã tem mais. Não assusta, vão abrir o portão automático para guardar a viatura (avisou e deitaram).
- Qualquer barulho, já fico alarmada, é ruim viver com medo, isso têm que acabar.
- Já tinha que ter acabado, é exaustante e será resolvido de forma definitiva.
- Então vamos descansar, boa noite!
- Boa noite e durma bem.
-♡-
- Bom dia, Ohana, com licença, prazer sou a Cris, por favor, onde posso me arrumar?
- Bom dia! Aisha me avisou que você vinha agora cedo, na troca de turno dos policiais, ela está tomando banho, vou te mostrar o quarto de hóspedes. Você precisa de alguma roupa minha, sapato ou acessório? Fico perdida com tudo isso, como te auxílio?
- Não se preocupe, trouxe tudo (afirmou e abriu a mochila de rodinha que carregava).
Ohana estava curiosa e queria de alguma forma ajudar, por isso, ficou observando. Cris se trocou no banheiro, voltou para o quarto e fez toda a caracterização com agilidade.
- Nossa, como você é rápida, olhando você se arrumar assim, parece que faço tudo em câmera lenta, muitos anos de prática? (Quis saber enquanto observava).
- Sim, estudo antes todo o perfil e memorizo com facilidade tudo que necessito, por isso da rapidez, só vou ter dificuldade se teu chefe me pedir para escrever, sou uma negação nisso, redação nunca foi meu forte, gosto mesmo de uma infiltração policial, é a minha técnica de investigação favorita, é interessante detectar delitos, utilizando do disfarce.
- E você é boa nisso, parece que fui clonada, meu pai nos confundiria fácil.
- Meu objetivo é enganar ao máximo o criminoso, preciso atrair toda a sua atenção, tive conhecimento de tudo que passou, sinto muito, todo esse sofrimento vai acabar, vou auxiliar e vamos ter triunfo! Este é meu número caso precise (entregou seu cartão).
- Agradeço e o meu amigo Bruno vai te receber no jornal, já estão todos avisados.
- Ótimo! Como já estou pronta, vou ligar para a minha mãe, ela sempre se preocupa, por conta dos riscos da profissão e quando viajo, sempre gosto de dar notícias.
E Ohana foi procurar a namorada, que já estava no escritório ajustando sua agenda.
- Amor, imaginamos que hoje será tranquilo.
- Concordo, mas, tenha cuidado, sabemos do que ele é capaz e me preocupo contigo.
- Pode deixar, vamos ter paciência e agir na hora certa.
Assim que o plano começou a ser executado, as ameaças por carta, fotos e redes sociais, cessaram e um silêncio misterioso se estabeleceu, ou seja, Gaspar estava ocupadíssimo, planejando como destruir as duas mulheres, que passou a odiar.
-♡-
- Bruno, já chega, devolva a peruca, não é brinquedo.
- Mas foi engraçado, Ohana se divertiu com a minha ligação, ela estava entediada, também coitada, só vive presa dentro de casa.
- E o meu tédio é ficar aqui o dia todo, nesse marasmo.
- Não precisa ser assim, já te disse, é só me ajudar com o trabalho.
- Rapaz deixa de ser chato.
- Poxa, já tem quase duas semanas que você está aqui, o que vai te custar me dar uma mãozinha. Ao menos me escuta e deixa eu te mostrar, vai ser rápido.
- Nem adianta insistir. Estou em uma missão importantíssima e você sabe disso.
- Você sabe que estou ciente e inclusive fazendo alguns monitoramentos.
- Sabe da gravidade e fica insistindo. Volto a repetir: tenho que ficar concentrada.
- Pare de reclamar de ficar parada então e caso mude de ideia é só avisar.
- É que sinto falta da ação, de todo o trabalho em campo.
- Só hoje é a terceira vez que você diz isso, falou quando chegou, depois no horário do almoço ao telefone e agora. Nos dias anteriores já até perdi as contas.
- É que essa tua sala é pequena, ficar só aqui dentro é tão chato.
- Prefere ficar no meio da redação, fingindo ser quem não é e passando vergonha?
- Não, aqui consigo tirar a lente de contato e a peruca que você tem que devolver.
- Pronto pode pegar de volta, Ohana falou que só faltou você me emprestar o enchimento de seios falsos e que ficaria ainda mais divertido.
- Nem sonha, é chato ficar tirando e colocando. Além disso não vou gastar cola atoa.
- Vamos sair hoje? Melhor do que ficar só no teu quarto do hotel.
- Sai com uns colegas da delegacia no final de semana e não gostei.
- Também eles te levaram num clube de policiais e vocês ficaram treinando.
- A parte do treino foi boa e produtiva. Os papos que me cansaram.
- Que tal algo legal, comer e beber, por exemplo. A minha cidade é bacana.
- Promete não me atormentar sobre trabalho?
- Te dou a minha palavra.
- Eu topo te ouvir e ver se consigo ajudar, mas, só depois que concluir meu trabalho.
E assim os dois começaram a ficar mais próximos.
- Amor!
- Estou aqui na área de serviço.
- Amiga, eu vim com elas, vem me dar um abraço.
- Bruno, você nem me avisou que vinha e conversamos hoje por conta do trabalho.
- Decidimos no final da tarde, vou sair com a Cris e aproveitei para vir te ver.
- Que bom, apareça sempre que quiser.
- Nosso chefe te mandou essa pasta, disse que são coisas que chegaram para você e também alguns papéis que você pediu.
- Te agradeço. Vem cá que quero te mostrar o esboço de como vai ficar aquela matéria.
-♡-
- Cris, estamos sendo seguidas.
- Finalmente! É o próprio ou mandou alguém?
- É o que quero saber, está distante, não estou conseguindo ver bem. Vou parar o carro.
- Estava sentindo falta dessa adrenalina, vai parar no posto? (Perguntou já em alerta).
- Não, depois da ponte, fica menos movimentado, fique atenta para pegar a placa.
- Certo, faço isso, se não estiver ocultada, já verifico um rastreamento e varredura. Já peço reforços ou primeiro vamos confirmar a identidade?
Ela não respondeu, estava respirando fundo, tentando não deixar o ódio dominar.
- Inspetora?
- Aguarde!
Depois que estacionaram, as duas ficaram ainda mais tensas e em total silêncio.
- Parece ser ele, não tenho certeza, cabelo diferente e passou rápido. Vamos seguir.
- A placa é da cidade. Vou verificar se o veículo é furtado.
O celular de Aisha começou a tocar, ela pensou em não atender, pois, estavam com os olhos vidrados na pista, porém, seu sexto sentido gritou e por ser a Ohana atendeu.
- Anjo, tudo bem?
- Não, o Gaspar ligou aqui em casa (contou chorando).
- Lembre-se que você não está sozinha, tem a patrulha aí em frente e todo o sistema de segurança está funcionando perfeitamente. Já tomou água?
- Sim (respondeu com a voz amedrontada).
- A ligação foi rápida? Conseguiu ouvir algum barulho? (perguntou e fez sinal avisando que era hora de notificar a equipe).
- Foi, poucos minutos, fiquei nervosa e só ouvi aquela voz asquerosa dele.
- Como estou dirigindo, a Cris vai falar contigo (disse focando na direção).
- Ohana, por favor, nos conta o que ele te falou.
- Assim que falei alô, ele já reconheceu a minha voz, ele deve ter ligado aqui em casa por ter desconfiado, então ele já deve saber sobre você, eu não deveria ter atendido.
- Você fez muito bem em atender (falou para tranquilizar a jornalista, mas, com a cabeça negou e já começou a retirar todo seu disfarce, já que tinha sido descoberta).
- Eu não aguento mais tudo isso.
- Nós sabemos e estamos fazendo de tudo para resolver. Precisamos que procure se acalmar e conte o que ele disse. Consegue nos ajudar?
- Atendi ele já falou meu nome, como não respondi ele chamou novamente, com o susto fiquei muda, mas, ele continuou, disse que estava com saudades e que logo iria sanar isso. Que já tinha dito por ligação para Aisha que o trabalho investigativo dela é fraco, mas, achava que ela tinha melhorado, depois de ter conseguido me resgatar e que era ridículo achar que conseguiria enganar ele, com um fingimento e que não é burro.
- Claro, que ele não cairia por muito tempo, já sabíamos disso, fazia parte do plano. O que mais?
- Que a Aisha perdeu a oportunidade dela de vingar todas as mulheres e como ela nem o matou, ele faria o favor de nos exterminar, foi misógino novamente, falando várias palavras de baixo calão e quando ouviu que comecei chorar, começou a falar o signo de todas as vítimas, narrou tudo que já sabemos que ele fez com elas e disse que na cadeia aprimorou seu método, que estava pronto para ser ainda mais habilidoso com nós duas.
- Ele é sádico, sabe que te traumatizou e fez de propósito para te apavorar (afirmou).
- E conseguiu, fiquei tremendo, foi muito sórdido.
- O desprezível falou mais alguma coisa?
- Que já tinha escrito no diário como me mataria, mas, que como foi apreendido com todas as suas relíquias das outras que foram violentadas, falou que precisou escrever tudo novamente, com novos requintes de crueldade, mas, que não iria me contar antes, para não acabar com a graça. Acredita que ele teve coragem de dizer isso?
- Que absurdo! Ele falou tudo isso com frieza? Conseguiu notar se ele estava alterado?
- Transtornado, até gritou com raiva, estava ainda mais amedrontador (contou).
As investigadoras gostaram de saber disso, era o planejado, o deixar desestabilizado.
- Ohana, se recorda de algo mais que seja importante mencionar?
- Não, foi isso que ouvi dele, já contei tudo. Vocês vão demorar para chegar?
Aisha iria responder, mas, a Cris que já estava dialogando foi mais rápida.
- A gente já estava próximo quando você ligou, como nos contou, precisamos retornar, para realinhar o plano, passar tudo isso para equipe.
- Entendi, que não demore muito. Desculpa se atrapalhei.
- Imagina, chegamos, até mais viu e fica bem (já ia desligar, mas, aguardou).
- Vida, terminando corro para casa. Beijo!
- Espero que termine logo, beijos!
Elas conseguiram disfarçar e a chamada foi encerrada.
- Por favor, liga para o Bruno, peça para ele ir ficar com ela e tentar dar um calmante.
- É para já e que tenhamos triunfo nessa perseguição, que santo Expedito nos auxilie (pediu para o padroeiro dos policiais, enquanto ligava para o jornalista).
- Alô!
- Bruno, precisamos que você fique com a Ohana, o Gaspar ligou para ela, falou várias bobagens e ela está apavorada. Consegue correr para lá e dar um calmante para ela?
- Claro! Já estava de saída do jornal.
- Valeu, até mais (agradeceu e desligou).
- Não podemos deixar ele chegar na rodovia, por lá ele pode causar vários acidentes.
- Vou alertar a equipe. Resultado da busca: carro é de uma locadora, foi alugado ontem.
- Deve ter usado documentação falsa. Agora a caçada vai ficar insana, ele percebeu que estamos no seu encalço, se segura, vou acelerar!
- Manda ver! Acabaram de mandar no grupo uma foto de uma barricada, atearam fogo, estão tentando desviar e já chamaram os bombeiros. Capturaram um indivíduo, disse que recebeu dinheiro para fechar a via, mas, alega não saber o nome do contratante.
- Não falta mais nada mesmo, cada hora uma patifaria. Mas, hoje ele não escapa.
Fim do capítulo
Olá! Caras leitoras, depois de tanta demora, nada mais justo que um capítulo longo kkk
Recadinho: nosso conto deve terminar logo, pretendo, um total de 30 capítulos, eis a reta final. Beijos!
Comentar este capítulo:
Vanderly
Em: 19/03/2022
Boa noite!
Menina, pelo amor! Chega de tortura psicológica!
May, vamos pegar logo esse Gaspar!
Volta logo! Estou ansiosa!
Beijos!
Vanderly
Resposta do autor:
Vanderly, tudo bem contigo? Agradeço por acompanhar e comentar.
Prontinho! Demorei, mas, acabei com ele hahahaha
Beijocas, May.
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Marta Andrade dos Santos
Em: 16/03/2022
Misericórdia Gaspar é liso viu.
Resposta do autor:
Marta, como vai?
Nossa coloca liso nisso, demorou para ser capturado e conseguiu escapar #puxado!
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Mille
Em: 15/03/2022
Oi May
Bora pegar logo esse Gaspar né.
Bjus e até o próximo capítulo
Resposta do autor:
Mille, você me acompanha desde a primeira história que postei por aqui, acho que de todas as minhas personagens, a Ohana é a que mais sofreu, concorda? Coitada!
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