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Um coração ferido, uma aposta por Vanderly

Ver comentários: 4

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Palavras: 3328
Acessos: 1766   |  Postado em: 09/07/2021

Capitulo 9 Vai ter casamento sim!

****

Depois de ficar convencida de que a Susana ficaria bem na companhia da Jaqueline; eu viajei com o Dudu no sábado as quatro da manhã, e chegamos em Ilhéus as nove. Passando logo por uma praia para o Dudu conhecer, fizemos um lanche e seguimos pra fazenda que ficava numa distância aproximadamente de cerca de 70 km da cidade. A estrada não era asfaltada, mas bem cascalhada pela prefeitura graças as influências do meu pai e outros fazendeiros da região. Antes das onze já atravessava os portões buzinando para o pessoal que passava por alí, alguns já se preparando para o grande almoço.

Quando parei o carro alguns vieram me cumprimentar, eu apertei as suas mãos calejadas com todo o prazer como aprendera com o meu pai ao longo dos anos em que convivemos com eles. A Zé que nos aguardava junto com o Antônio veio ao nosso encontro, e foi logo perguntando: - Quem é esse rapazinho lindo? - o Antônio me olhou desconfiado, e falou:

- Vamos entrar, vocês devem querer se refrescar um pouco antes do almoço. -

- Este é o Eduardo Jorge, Zé! O meu filho com a Susana, a professora. Vocês lembram? - falei, e ela abraçou o menino depois de mim.

- Meu Deus, tirando esse sorriso e esses olhos, é teu pai todinho. - o Antônio que tinha entrado na casa, voltou com dois copos de refresco de cacau e nos ofereceu. Nós bebemos e fomos tomar banho como ele sugeriu; depois nos juntamos para almoçar lá fora num grande galpão com os trabalhadores apesar da Zé insistir em por a mesa pra nós dois. - Vamos almoçar lá fora Zé, quero conhecer mais um esses homens e mulheres, saber o quê eles pensam, e o quê pode ser feito para melhorar um pouco mais tudo isso aqui. Eu tenho algumas idéias, mas quero ouvir as opiniões deles. -

Após o almoço, e do descanso, todos voltaram as suas tarefas. Eu fui dá umas voltas com o Dudu e continuar com as minhas observações. Eu vi empregados dedicados em suas tarefas, alguns ociosos, outros reclamando entre si das exigências do encarregado, do salário miserável que recebiam no final do mês; ouvir dois rapazes discutindo e um chamando o outro de puxa saco do patrão: "de quê adianta a gente se matar aqui nessa fazenda? A gente dá o nosso sangue e quem herda é aquele almofadinha que chegou aí naquele carrão da empresa. E você é um puxa saco besta." Ao que o outro retrucou: "E daí? Ele é filho do senhor Demócrito! Eu acho que você está sendo injusto, o nosso patrão sempre pagou os nossos salários direito,  mesmo quando essa fazenda estava quase falida por conta das pragas!"

- Eles podem falar essas coisas pai? - o Dudu que também ouvira a conversa perguntou-me.

- Podem sim filho. Isso se chama liberdade de expressão. - eu sorri para ele.

- O senhor vai demitir aquele homem? Teve um vizinho da minha mãe quê foi demitido porque só vivia falando mal do patrão, ele era motorista. Eu ouvi a mulher dele contando pra mamãe. - eu balancei a cabeça em negativa. Claro que não iria demiti ninguém, eram desabafos de um infeliz. Voltamos para casa, e antes do fim do dia pedir ao gerente da fazenda pra fazer uma reunião as nove da manhã, como sem falta. Faltando vinte para as nove entrei no galpão que servia de refeitório, sentei e aguardei. Logo começaram a chegar os primeiros; calados ou falantes que silenciavam ao me ver, e depois me cumprimentavam educadamente. As nove em ponto comecei a falar.

- Quem não estiver satisfeito aqui peça para sair. Se você gosta de trabalhar aqui dê a tua opinião escrevendo nesse formulário, sugestões de melhorias, críticas e reclamações. Muito obrigado! -

As 10:30, já no escritório de papai em casa, eu lia as opiniões de alguns funcionários. E duas delas me foram bastante significativas: na questão saúde, pediam um médico que os atendesse na fazenda pelo ao menos três vezes por semana, um enfermeiro, e uma ambulância para levar um doente grave para o hospital. E na questão segurança, pediam mais um carro fechado que os levasse de casa para o trabalho e vice versa, pois um caminhão tinha feito uma curva muito rápido e quatro homens caíram da carroceria, sendo que um deles ainda estava bastante debilitado. Entre outras opiniões, o aumento de salário foi quase unânime. O gerente do trabalho rural Tomás Feitosa, me informou que dez dos duzentos funcionários manifestaram o desejo de saí da fazenda. As dezoito horas, no pátio da casa principal; falei novamente para todos os funcionários presentes, alguns familiares como mulheres e filhos que alí moravam.

- A opinião e a mão de obra de vocês é muito importante. Amanhã retorno para Salvador e de lá seguirei para São Paulo. O meu pai está com problema cardíaco grave. E me pediu que não deixasse essas fazendas se acabarem. Eu entendo muito pouco dessas culturas, mas vocês sabem como produzir bem. Se a lavoura crescer haverá uma colheita melhor. Vocês querem melhores salários, então façam por merecer. A partir de agora haverá uma gratificação extra no final de cada mês, relativo a produção percentual de cada setor. Vocês já têm plano de saúde, mas entendo a dificuldade de se locomover para a cidade. O Teodoro já entrou em contato com um clínico geral que se interessou em trabalhar aqui, e consequentemente uma enfermeira virá junto. O chefe do escritório em Ilhéus ficou responsável em comprar a ambulância e contratar um enfermeiro para fazer o transporte de alguém com problemas mais graves. Quanto a compra de mais um carro fechado, enquanto não chega o novo veículo os quê têm em serviço poderão fazer mais de uma viagem, abolindo assim o uso de outros veículos inadequados. O quê precisa é quê o Tomás remaneje o pessoal para as áreas de trabalho, pois eu percebi que os motoristas ficam muito tempo ociosos enquanto esperam o pessoal terminar a jornada, se no campo não necessita do uso de nenhuma máquina. Muito obrigado por vocês transformarem essa fazenda num polo lucrativo, e uma boa noite à todos! - deram uma salva de palmas e vieram me cumprimentar um por um. Eu fiquei comovida com a humildade da maioria deles. Me senti feliz alí.

No dia seguinte já em Salvador; eu o Antônio e a Zé, deixamos o Dudu em casa, e passando rapidamente no hotel e no escritório seguimos para o aeroporto onde eu peguei o avião com destino à São Paulo; retornaria para Salvador na próxima segunda-feira a tarde. Cheguei no apartamento de meus pais por volta de meio dia, a minha irmã estava com eles me aguardando para almoçarmos. Eu contei as novas para todos e depois conversei com o papai em particular a respeito de algumas mudanças que fizera e pensava em fazer na fazenda, principalmente em relação ao transporte do pessoal até as áreas mais remotas de serviço, essa reivindicação ficara um tanto pendente apesar da necessidade urgente, pois a própria legislação não permitia mais o transporte de pessoas em carro aberto.

Depois de conversar rapidamente com a Monique por telefone e combinar o nosso encontro no apartamento em São Bernardo para mais tarde, seguir até lá pra vê como estavam as coisas, pois com a doença do papai entre outras ocupações, eu tinha me encontrado muito pouco com os três. O Tião e a Agnes estavam em casa, o Nei tinha saído para fazer uma entrega, mas chegaria a tempo de conversarmos um pouco, antes da Monique chegar.

- Então você agora virou fazendeira irmã? - o Tião me perguntou brincando; pois sabia o quanto eu gostava da cidade.

- Sou por herança mesmo sem vocação, por força das circunstâncias, mas até que estou me saindo bem. No entanto vou montar a clínica para trabalhar. Eu estou planejando inaugurar em janeiro já no ano que vem. - 

- E o casamento com a Monique? - quis saber a Agnes.

- Nós vamos conversar hoje. Eu não sei como ela vai reagir em relação ao meu encontro com a Susana e filho. - falei com certo pesar.

- Vai dá tudo certo minha amiga! Aposto que a gente ainda se casa todos juntos em dezembro deste ano ou antes. - o Nei falou anunciando a sua chegada.

- É isso aí, vamos planejar logo esse evento com as meninas, no meu caso com o menino; já adiamos até demais na esperança da Duda encontrar a cara metade! - o Tião completou divertido, todos demos boas gargalhadas e eu me descontrair um pouco.

Mais tarde os rapazes e a Agnes saíram para encontrar suas namoradas e namorado,eu fiquei esperando a Monique, ela chegou trinta minutos depois da hora marcada, e eu estava uma pilha de nervos. Quando a campainha tocou abrir a porta imediatamente. Ela estava lá, linda com aquele sorriso perfeito, aqueles olhos brilhantes, aqueles cabelos loiros soltos, trajava um vestido preto longo e sandálias de couro combinando com o casaco marrom que ela tirou ao chegar. A abracei meia sem jeito, o meu coração estava a mil por hora. As suas mãos seguraram o meu rosto delicadamente, a sua boca encontrou a minha, havia paixão, fome e urgência naquele beijo.

- Que saudade meu amor! - ela sussurrou no meu ouvido. Eu tinha que parar. Ou eu falava pra ela logo sobre a Susana, ou fazia amor com ela e perdia a coragem.

- Nós precisamos conversar! - disse me afastando um pouco.

- Não pode ser depois? - ela perguntou se reaproximando.

- Eu reencontrei a Susana em Salvador! E, eu tenho um filho de dez anos com ela! - falei de uma vez, olhando pra o rosto dela e esperando uma reação explosiva. Ela sentou devagar numa poltrona sem tirar os olhos de mim.

- Não estou entendendo. Susana, filho com ela! Ahh! Aquela fulana do teu passado! E você me diz assim? Então era isso que você fazia lá? - ela estava prestes a cair num choro pela voz embargada, mas eu precisava falar tudo de uma vez.

- Eu sinto muito te contar assim; mas entenda que não tenho outra maneira. Ela está com câncer, linfoma. É muito grave e pode morrer. Por isso entrou em contato com o meu pai. Eu não sabia de nada, juro! Só fiquei sabendo naquela noite que descobrir que você está grávida. Eu prometi que não esconderia nada de ti. Ela não tem nenhum parente, por isso me responsabilizei em cuidar dela em tudo que for necessário, além do garoto. - a Monique secou as lágrimas.

- Então foi por isso que você estava esquisita? Você estava com ela esse tempo todo, por isso evitava falar comigo. Porque não me falou a verdade antes de viajar? Mentiu descaradamente quando disse que ia resolver os negócios do teu pai! - as lágrimas escorriam do rosto dela e do meu também.

- Eu não estava com ela esse tempo todo. Realmente a visitei no hospital, passeei com o meu filho para poder conhecê-lo, no entanto também fui resolver os negócios do meu pai em Salvador e Ilhéus. Eu não te falei logo porque não queria viajar deixando você assim como está agora. Desculpa! - 

- Nesse caso você não precisa se desculpar; é teu passado que volta, siga o teu coração, mas eu não estarei esperando você voltar das tuas andanças com ela. A nossa história acaba aqui. - ela disse isso, retirou o anel de noivado, e o colocou na minha mão. Parecia calma, levantou, vestiu o casaco e foi embora sem falar mais nada.

Eu fiquei lá estupefata girando o anel nos dedos. Esperava que ela gritasse, xingasse, e até me batesse, mas ela agiu com uma calma estranha. Depois de algum tempo levantei de supetão, peguei a moto e seguir atrás, a alcançaria nem que fosse já perto da casa dela. O trânsito estava um pouco lento então peguei um atalho e acelerei para tentar chegar primeiro, mas logo encontrei um novo congestionamento, um acidente, envolvendo dois carros sem graves consequências. Quando entrei na rua dela avistei parte do carro que entrava no portão da casa. Eu parei a moto desci, apertei a campainha e pra minha sorte a Ana veio atender.

- Oi cunhado a quanto tempo! O quê houve, que a minha irmã entrou chorando e disse que não vai haver mais casamento? Vocês brigaram foi? - perguntou-me confusa.

- Deixe-me falar com ela rapidinho! Vai ter casamento sim! - os pais dela tinham ido visitar uns parentes alí próximo, a Ana me levou até a porta do quarto dela, eu bati levemente;

- Amanhã conversamos Ana, por favor me deixa sozinha! - eu abri a porta, entrei devagar, tateei, achei o interruptor, a luz acendeu, ela estava deitada e virou para mim. Antes que ela dissesse mais alguma coisa agarrei a sua mão e coloquei o anel de volta em seu dedo.

- Eu nunca colocaria um anel de noivado no dedo de uma mulher se não estivesse disposta a casar. Entenda que você já é a minha esposa. O casamento é apenas um detalhe. Eu não disse que não quero mais casar com você. Pense nisso! - em seguida apaguei a luz, e saí fechando a porta do quarto. A Ana bateu palmas atrás de mim.

- Nossa! Não tem irmão gêmeo sobrando aí não? Com um que nem você eu também quero casar viu! - beijei a minha cunhada e fui embora.

Eu tinha tantas coisas para planejar, ir para a USP na manhã seguinte; pois faltara ao trabalho várias vezes naquelas semanas. No apartamento arrumei alguns documentos, roupas, pois iria precisar ficar mais uns dias no apartamento com os meus pais; principalmente por ser mais próximo de tudo o quê precisaria fazer naqueles dias. Eu fui dormir antes dos amigos chegarem e saí bem cedo, antes deles acordarem.

No apartamento dos meus pais tomei um café rápido e seguir para a USP. Aquele foi o meu dia D no hospital; muita fratura facial pra reparar, pequenas cirurgias delicadas, terminei o dia exausta, e nenhuma palavra da Monique. Também não há procurei naquele dia, foquei no trabalho durante dois dias inteiro. Na manhã seguinte liguei, mas ela se recusou a me atender. Em compensação falei com a Susana e com o Dudu várias vezes naqueles dias, o meu filho estava animado, e a Susana fingia perto dele que estava tudo bem, mas confessou pra mim que as dores estavam ficando insuportáveis. Finalmente três dias depois pela manhã a Monique ligou me convidando para almoçar em sua casa.

- Venha almoçar aqui hoje, precisamos conversar! - falou num tom agressivo.

Assim que parei no portão ele se abriu automaticamente para que eu entrasse e a Ana veio me dá as boas vindas. - olá cunhado! Fique a vontade. Quer beber alguma coisa? - falou apressada.

- Não, obrigada! - respondi com certa ansiedade.

- Senta, a Monique já está vindo. Eu vou dá uma saída com os amigos, pai e mãe também saíram. Divirtam-se! - eu fiquei parada no mesmo lugar, apenas acenei para ela que sumiu fechando a porta com um pequeno estrondo. Depois de alguns minutos a Monique apareceu com uma fisionomia tão séria que fiquei cismada.

- Olá querida! - falei enquanto me aproximava para beijá-la.

- Eu tenho algumas coisas pra te propor! - ela disse se afastando bruscamente do meu beijo. - 1ª vamos dá entrada nos papéis do casamento amanhã e marcar a data para o mais breve possível. 2ª eu quero ir com você visitar essa Susana e conhecer o teu filho. 3ª eu encontrei uma casa em Jabaquara num condomínio fechado. Eu quero morar lá depois que a gente casar. É bem espaçosa, compre! -

- Eu estou com fome Monique! Eu posso te responder depois? - falei sentindo a minha barriga dá uma volta, e ela finalmente sorriu, me abraçou e fomos almoçar; afinal a lasanha esfriava.

Transcorrido o almoço quase em silêncio, fomos até a varanda e nos sentamos em cadeiras de bambus forradas com almofadas. De frente uma para a outra só uma mesinha nos separava. Depois que tomei a taça de vinho coloquei sobre a mesa e me dirigir a ela. - Amanhã bem cedo passo aqui pra te pegar. Vamos marcar logo esse nosso casamento. Eu posso te levar para conhecer o garoto; quanto a mãe dele tenho quê perguntar a ela se quer receber a tua visita. Eu não posso chegar com você lá. Quando sairmos do cartório amanhã, podemos ir vê a casa juntas. E se você quiser mesmo nós compraremos. - falei séria.

- Do quê você tem medo? Eu não vou agredí-la! Só quero conhecer a mulher que fez você se tornar um canalha, e agora voltou para te trazer serenidade. Você está diferente Eduardo! Não é mais o homem galanteador que me convidou pra tomar um sorvete sem nem me conhecer. - 

- Você trouxe-me serenidade Monique! Perdoar o meu pai, descobrir que vou ser pai, e depois que já tenho um filho, me fez vê o quanto perdi tempo na vida. Não quero brigar contigo, não quero que fique magoada comigo, lembre-se; você espera um bebê. Não sinta ciúmes de uma pessoa que está a beira da morte. Eu prometo que falarei com ela sobre você ir vê-la, mas por favor não me pressiona. - nós ficamos num silêncio contemplativo, os seus olhos azuis brilhavam intensamente. E de repente ela segurou nas minhas mãos.

- Quando você me olhou nos olhos pela primeira vez me deu calafrio. E quando beijou a minha mão segurando tão delicadamente, deixou-me zonza. Ao comentar com a Cida ela disse-me: "cuidado, ele é um sedutor!" Ela estava certíssima! -  eu não disse nada. Levantei a tomei nos braços e beijei os seus lábios delicadamente, devagar como se saboreasse um doce que acaba rápido. E ela simplesmente deixou-se ser levada naquele beijo. Eu tinha certeza que lembraria daquela tarde de namoro por muito tempo. No final da tarde fui embora com a certeza que tudo iria dá certo.

A noite depois do jantar os meus pais foram numa igreja alí próximo do prédio deles em companhia da enfermeira e do motorista. A mamãe insistiu que eu fosse, mas não quis ir. Preparei os documentos que levaria para o cartório; e em seguida fui para a cama com um caderno de anotações na mão. A viagem para Salvador ficaria para a terça-feira pois precisava encontrar um local adequado para montar a clínica odontológica. Acabei adormecendo com a agenda na mão, e acordei com a mamãe me chamando lá pelas dez da noite.

- Duda! Telefone pra você querida! - 

- Alô! Eduardo falando! - a minha voz soou sonolenta e me parecia estranha.

- Aqui é o Cosme, desculpa ligar a essa hora, mas a Susana voltou para o hospital essa tarde, e não está nada bem. O Dudu está dormindo, ficou muito abalado, eu perdi a pediatra dele pra receitar um calmante. Infelizmente ele estava com ela quando deu as crises, as dores vieram tão fortes que ela chegou a desmaiar. A Jaque chamou uma ambulância e me ligou imediatamente. Eu tentei falar com você antes, mas não consegui, só depois a Glorinha achou esse número. O estado dela você já sabe, é muito grave a doença. Nós estamos fazendo orações por ela. - 

- Não precisa se desculpar meu amigo. Amanhã mesmo eu retorno no 1º vôo a tarde. Eu agradeço pela tua preciosa atenção e carinho. - 

- Não precisa agradecer. É um prazer ajudar. Quando o Dudu acordar amanhã, eu digo pra ele que você já está vindo, acredito que ficará mais tranquilo. - a ligação foi encerrada depois que o Cosme me desejou boa noite. Liguei para o Teodoro afim de quê ele disponibilizasse alguém para me buscar assim que chegasse no aeroporto.

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá, tudo bem?

Espero que sim!

E aí gostaram do capítulo? Por favor me contem!

Muito obrigada a todas vocês que estão acompanhando a leitura.

Boa noite, e excelente final de semana!

Beijos!

Com amor.

Vanderly


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Comentários para 9 - Capitulo 9 Vai ter casamento sim!:
Lea
Lea

Em: 09/06/2022

Eita que a Monique é ciumenta demais,e com razão. O bom é que acertaram,e acho eu que,ela vai gostar do Dudu e e ele dela.

Ao que parece,a Suzana não sobreviverá!


Resposta do autor:

Boa noite!

Com certeza se darão bem. A Monique é ótima e o Dudu é um amorzinho.

Durma bem minha linda!

Beijos!

Vanderly

Responder

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Rosa Maria
Rosa Maria

Em: 18/07/2021

Vanderly...

Mais um capítulo intenso, Duda surpreendente, já tomou conta dos negocios da família na fazenda com bastante equilibrio, também já consquitou de vez o coração do filho que está encantado com ele, Monique também decidida resolveu lutar definitivamente por Duda assumindo em fim o amor por ela, vamos ver agora como vai reajir a essa noticia do estado de Suzana piorando e Duda sendo obrigada a dar apoio.

Excelente história

Beijos

Rosa 


Resposta do autor:

Boa noite!

Muito obrigada por comentar!

Eu fico feliz em saber que gostaste.

A Duda é só simpatia em pessoa.

A Monique é muito ciumenta, mas também muito justa.

Já leu o novo capítulo? Temos muitas emoções e novidades do jeitinho que tu gosta!

Obrigada pelo excelente!

Ótima semana para ti e família!

Beijos!

Vanderly

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Em: 12/07/2021

Vanderly tudo bem?

Menina você está fazendo uma revira volta na vida da Duda!

Parabéns pelo capítulo.


Resposta do autor:

Boa noite!

Muito obrigada por comentar!

Eu fico feliz em te ter por aqui.

A Duda ainda vai ter muitas emoções.

Que bom saber que gostaste do capítulo.

Temos capítulo novo, mais emoções e novidades!

Eu espero que gostes e comente!

Ótima semana!

Beijos!

Vanderly

Responder

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 09/07/2021

Essa Monique é uma figura deixa Duda doidinha


Resposta do autor:

Boa noite!

Muito obrigada por comentar.

Eu fico feliz que tenha gostado.

A Monique não é fácil mesmo, mas a Duda é só amor.

Ótima semana.

Beijos!

Vanderly

Responder

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