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  • Capitulo 8 Eduardo Jorge

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Um coração ferido, uma aposta por Vanderly

Ver comentários: 5

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Palavras: 3494
Acessos: 1809   |  Postado em: 03/07/2021

Capitulo 8 Eduardo Jorge

****

Assim que entrei no quarto a Susana foi logo me perguntando: - E então, como foi lá? - 

- Normal, sem grandes emoções. Mais tarde vou levá-lo para um passeio, aí veremos como nos sairemos a sós. - ela me olhou por um tempo e só então respondeu.

- Foi como eu imaginei. O Dudu tem muito do temperamento do teu pai, guarda partes das emoções pra se mesmo e quer resolver as coisas do seu jeito, mas é educado, e cavalheiro como você, impulsivo como eu, e puro como ele mesmo. - 

- Não se preocupe, a gente vai se entender! E como você está se sentindo agora? -

- Tranquila Duda, apesar dessa tontura na cabeça, efeito dos medicamentos. Eu estou fazendo tratamento intensivo há mais de seis meses e tenho melhorado bem pouco. Eu sei que posso morrer, então quero saber se você vai cuidar do Dudu quando eu me for! Não tenho mais ninguém além dos amigos. O Cosme e a Glorinha prometeram tomar conta do Dudu como estão fazendo, até eu ficar boa, mas me aconselharam a procurar você, pois é o pai dele. Apesar dos meus erros de escondê-lo de toda a família, por achar que iriam tirá-lo de mim... - ela disse essas palavras e caiu num choro que me comoveu tanto, que a tomei nos braços, acariciei o seu rosto, sequei as suas lágrimas com um lenço de papel, afaguei os seus cabelos curtinhos, e quando dei por mim ela me beijava os lábios com a mesma paixão de mais de dez anos atrás. Não recuei, apesar de pensar como era errado corresponder aquele beijo. - ...ai Duda me desculpa por favor! Eu não tinha que te beijar! - ela falou visivelmente envergonhada quando nos afastamos pra tomar fôlego.

- Está tudo bem Susan, não precisa se desculpar. -  eu senti naquele beijo o quanto o nosso amor ainda estava vivo, e admito que teria feito amor com ela novamente senão estivesse doente naquela cama.

- Eu ainda te amo Duda! Até tentei arrumar um namorado depois de alguns anos do Dudu ter nascido, mas não suportei quando o homem me beijou. Você me esqueceu não foi? Agora vai se casar, te entendo. -  eu tive vontade de dizer pra ela o quanto a odiara por vários anos por ter me deixado, e como levara pra cama centenas de mulheres e só pensava nela enquanto as possuía. Em vez disso me vi dizendo.

- Eu nunca te esqueci, apenas aprendi a viver sem você. A tua saúde é o quê importa agora. Eu vou cuidar de você e do nosso filho não se preocupe, vai dá tudo certo. -  ela abriu a boca pra dizer algo, mas coloquei um dedo em seus lábios para que se calasse, beijei a sua testa e acrescentei: - eu vou buscar o nosso filho no colégio agora, e levá-lo pra passear. Amanhã eu volto! -

Quando parei o carro em frente ao colégio o Dudu já me aguardava no pátio conversando com alguns colegas, e correu para o portão ao me reconhecer atrás do volante da caminhonete; era um dos carros da fábrica de chocolates do papai a "Cacau Brasil", que eu pegara emprestado com um dos motoristas que foi me buscar no aeroporto pela manhã.

- Os meus colegas não acreditaram quando eu disse que o senhor é o meu pai e que vinha me buscar hoje! - o Dudu me disse assim que se acomodou ao meu lado na cabine. Acenou para os colegas, eu dei a partida e depois buzinei pros amigos dele.

- Pra onde vamos? - perguntei assim que o carro ganhou alguma velocidade.

- Nós podemos ir na praia no Faró da Barra, eu gosto de lá! - aquela hora o trânsito por lá deveria está bem lento, pensei.

- Além da praia o quê mais gostas de fazer? - 

- Uma porção de coisas: jogar videogame, futebol, vôlei, andar de bicicleta, nadar, lutar capoeira, passear no shopping, ir ao cinema, ao zoológico. Eu também gostava de ir para a feira com a mamãe; lá vende uns pastéis e um caldo de cana muito bons; mas depois que ela ficou doente eu só fui duas vezes com os meninos, a Jaque e a dona Glorinha. O senhor também gosta de praia?  - disse me olhando quando parei num sinal vermelho.

- Bastante! Vê como tenho a pele bronzeada. Também gosto de algumas coisas que você falou, mas sou muito ruim no futebol. Vamos na praia então. - a passagem pela orla naquela hora estava bastante lenta, mas a paisagem do mar lá embaixo valia qualquer sacrifício.

- Eu posso te ensinar a jogar, os meus amigos falam que sou muito bom! - ele falou depois de refletir por algum tempo, e eu apenas balancei a cabeça em concordância.

Quando chegamos na Barra o sol já se despedia com suas cores fortes e quentes do verão que se aproximava. Uma paisagem tão deslumbrante se formou diante dos nossos olhos, que eu desejei uma câmera para eternizar aquele momento, ou a presença de um grande pintou com a sua tela para registrar aquele presente de Deus. Eu sorrir.

- O senhor está contente? - o Dudu também sorria pra mim.

- Sim, muito! - respondi colocando uma mão levemente em seu ombro.

- Eu também estou feliz que o senhor está aqui pai. - falou tentando envolver a minha cintura com um dos braços. Abracei-o levemente.

- Eu também estou muito feliz por ter te encontrado meu filho! -

- A mamãe falou que o senhor é um homem bom, e que vai ficar comigo caso ela vá morar no céu. O senhor tem uma esposa? Será que ela vai gostar de mim? - "tão menino e preocupado com o futuro, e tão maduro pra falar na provável morte da mãe." Eu pensei enquanto uma lágrima solitária molhou o meu rosto.

- Vai sim querido, e tem também os teus avós que estão ansiosos pra te conhecer pessoalmente, tias, e bisavós lá em Minas que você vai conhecer, e a minha irmã Angel também. - ele me olhou um pouco confuso.

- Isso a mamãe não contou pra mim. Ela me mostrou fotos de meus avós, mas nem o senhor nem essa Angel aparecem nelas.  A mamãe tem uma foto do senhor quando mais jovem, e umas atuais com a minha vó, ela é muito bonita. A mamãe disse que a minha vó é uma ótima pessoa. - eu fiquei calada sorvendo as palavras do meu filho. E ao mesmo tempo intrigada com tanta informação.

Após deixar o Dudu na casa do Cosme me dirigir ao hotel onde ficaria hospedada. Havia vários recados com a recepcionista. Eu tinha ligado pra mamãe duas vezes, e uma para a Monique. Havia duas ligações do Tião, uma da mamãe, uma da Angelina, seis da Monique e duas da empresa do papai. Eu tinha um celular mas o mantive desligado, pra não descarregar a bateria. Eu fui para o quarto e liguei para todos, exceto a empresa, no dia seguinte iria até lá. Deixei a Monique por último pois não sabia bem que desculpa apresentar quanto ao meu silêncio.

- Boa noite querida! - falei assim que reconheci a voz dela do outro lado.

- Boa noite Eduardo! Onde você se meteu o dia inteiro que me deixou aqui agoniada com a falta de notícias? - ela falou demonstrando impaciência, e quando ela me chamava assim, não estava nada satisfeita comigo.

- Me desculpa, eu fiquei ocupada com alguns problemas inesperados que surgiram, e vou ter que ficar mais dias aqui. Eu vou viajar para Ilhéus no sábado, mas creio que retorno na próxima segunda-feira. -

- A gente acaba de ficar noivas e você me deixa assim? Eu estou com tanta saudade! Eu te amo tanto! - 

- Perdoe-me querida, tenha um pouco de paciência, logo estarei aí e conversamos melhor. Beijos. - ela desligou, e eu fiquei a noite inteira atormentada, confusa; eu ainda amava a Susana, mas também amava a Monique, a Susana tinha um filho meu, a Monique também esperava um filho. Eu me sentia no meio de um furacão, não dormi quase nada, liguei pra Angelina uma trinta da manhã.

- Alô! - uma voz sonolenta e rouca atendeu.

- Angel querida, desculpa te ligar a essa hora! - 

- É a Michele, a Angel está dormindo! Quem é você e o quê deseja? - reconheci que não era ela.

- Você poderia acordá-la por favor! Diga que é o irmão dela! - ouvir passos.

- Isso é hora pra tá me ligando? Mal me conhece e já está abusando da minha bondade bebê! Diga aí, o quê está pegando meu bem? - 

- Desculpa irmã, eu estou confuso. Não sei como contar para a Monique sobre a Susana, tem o pequeno Eduardo, eu e a Susana nos beijamos e sei que ainda a amo. - 

- Nossa que saia justa! Tenha calma é normal. Vocês se amaram no passado, agora se reencontraram, têm lembranças, saudades e como ficaram coisas pendentes e mal resolvidas isso mexe com as emoções de ambos. Mas não demore de contar para a Monique sobre isso, pois quanto mais vocer adiar, mais ela vai ficar se sentindo enganada. Não tenha medo confie no amor. A Susana foi o teu grande amor no passado, mas hoje ela é apenas a mãe do teu filho; não confunda as coisas, nem alimente as fantasias dela. Você sabe que não pode viver esse amor agora no presente. -

- Você está certa irmã. Assim que eu chegar aí na segunda-feira vou ter uma conversa franca com a Monique. Quanto a Susana, eu não posso abandoná-la; ela não tem ninguém, então eu vou ficar dando todo carinho e cuidado que ela necessita. - 

- A decisão é tua, mas saiba que tudo tem um preço. Pense em como a Monique vai reagir a isso. - 

- Eu estou pensando. Obrigada irmã!  Quem é Michele? Desculpa ter acordado vocês! - 

- Disponha querido! É uma amiga. Tudo bem! Agora durma meu anjo. - ela desligou, e eu dormi quase imediatamente.

Acordei as oito e trinta com o barulho do telefone; era a secretária da empresa querendo saber se estava tudo do meu agrado no hotel, e que horas iria estar lá. Marquei a visita para as dez horas, precisava tomar um banho, e comer alguma coisa, estava faminta. Pedi que me preparassem algo enquanto tomava banho e trouxessem na minha suíte, pois estava com muita pressa. Quando saí do banho o meu café estava lá. Uma porção de frutas, suco, leite, café, uns pãezinhos deliciosos, ovos mexidos e uma porção do meu predileto cuscuz. Comi tudo, e seguir para a empresa. Um dos empregados de confiança do meu pai me colocaria a par da situação atual. Teodoro um dos filhos do motorista Antônio e da Zé lá de Ilhéus era o chefe, o braço direito do papai nos negócios da capital. Ele entendia de tudo sobre o cacau, a produção de leite, seus derivados e tudo mais sobre a administração. Me explicou minuciosamente todo o processo burocrático e produtivo. Ficamos em reuniões até as 13:30. O meu pai não queria que eu fosse um simples fazendeiro, e de fato eu nunca me interessei pelos negócios das fazendas, pois sempre tive outros planos. A fazenda nunca foi minha prioridade, mas eu sabia o básico para não esquecer das minhas origens. Me colocando a par dos negócios dele, o papai estava delegando a mim as responsabilidades para com os empregos do pessoal. "Não deixa a fazenda acabar!" Ele me pedira. Eu ia montar a clínica odontológica e fazer o meu trabalho como profissional, mas também iria cuidar das fazendas e da fábrica de chocolates. O Teodoro era um homem honrado, um líder nato, ele saberia conduzir a empresa e escolher pessoas capazes para nos auxiliar. Depois que almoçamos o Teodoro voltou para o escritório. Eu fui visitar a Susana no hospital, a encontrei de pé olhando pela janela.

- Olá! Pensei que não viria hoje aqui! - ela disse assim que me viu.

- Boa tarde! Eu passei parte da manhã na empresa numas reuniões, depois fomos almoçar quase duas horas e não é perto daqui. Como você está? -

- Eu estou bem melhor. O médico falou que talvez amanhã eu possa ir pra casa, e vim só uma vez por semana fazer o tratamento. Você pode vim me buscar? Já têm três dias que não sinto as dores. Eu posso tomar alguns remédios em casa. - 

- Eu venho sim. Você liga pro hotel se o médico te liberar amanhã. Caso haja algum imprevisto, eu peço a um dos motoristas da empresa. Eu vou para Ilhéus no sábado pela manhã; posso levar o Dudu comigo? Volto no domingo a tarde. - 

- Se ele aceitou o teu convite, não vejo nenhum problema. Você é pai dele não precisa pedir autorização a mim pra levá-lo. - 

- Não falei com ele ainda; tinha que falar com você primeiro. Eu vou jantar na casa do Cosme hoje; então pergunto pra ele se quer ir. - 

- E como foi o passeio ontem? - ela quis saber.

- Foi ótimo! Você sempre falou bem de mim pra ele. Obrigada por você não ter escondido dele que sou o pai. Eu fiquei impressionada com o grau de compreensão dele sobre mim. - falei olhando nos olhos dela.

- Eu não podia falar mal de você, te amava. Eu escolhi ir embora por medo de prejudicá-la financeiramente, e não podia mentir pra o meu filho tinha que mostrar valores. - 

- A gente se entendeu bem, parece que já nos conhecemos há muito tempo. Ele é incrível! - 

- Eu fico muito feliz em saber que vocês se entenderam como eu esperava. O Dudu me contou por telefone como foi divertido o passeio de vocês. - eu sorri.

Antes de ir jantar liguei pra mamãe e para a Monique. A mamãe ficou radiante com as notícias. - Que bom minha querida que você está se dando bem com o teu filho. Eu não vejo a hora de abraçar o meu neto. Desejo melhoras para a Susana. - a minha mãe desejou.

- Eduardo você está muito esquisito! Passou o dia inteiro e não me ligou! Acho bom você ter uma boa explicação pra esse teu comportamento! - a Monique me disse assim que atendeu a minha ligação. O pior é quê ela estava certa.

- Não foi de propósito querida! Eu passei boa parte da manhã e a tarde numas reuniões. Assim que eu chegar aí te explico tudo. - ela desligou sem dizer mais nada, eu fiquei aliviada, pois me sentia desconfortável por não poder lhe contar o quê de fato acontecia naquele momento.

As 18:30 eu cheguei na casa do Cosme, o encontrei sentado na porta em companhia de um senhor bem mais velho que si trajando terno e gravata. 

- Doutor Eduardo, este é o pastor da minha igreja! - era um líder evangélico. Apertamos as mãos.

- Israel de Souza, a serviço da comunidade. Muito prazer conhecê-lo doutor Eduardo. - eu tinha percebido que o Cosme e sua família eram diferentes, mas não desconfiei que eram cristãos protestantes.

- O prazer é meu, mas por favor, aqui eu sou apenas Eduardo, e também me disponho a servir a comunidade no quê puder. - o homem me fitou seriamente e sorriu satisfeito.

A Glorinha veio me cumprimentar junto com a Jaqueline e os meninos, depois sumiram dentro da casa. Eu falei com o Dudu sobre a viagem para Ilhéus e ele ficou empolgado.

- Se a mamãe permitir eu quero ir sim! - 

- Nós iremos pois ela já permitiu. - disse-lhe.

- Eba! Lá também tem praia! - ele gritou eufórico, e todos rimos.

O jantar consistiu basicamente de camarões refogados com alho, cebola e tempero verde, acompanhado de arroz e legumes cozidos no vapor. A sobremesa foi um potinho de gelatina sabor abacaxi com hortelã. Depois o cafezinho com bolo de cenoura que eu dispensei. Antes de se retirar o pastor Israel me convidou à visitar a igreja no domingo. Eu prometi que iria com o Cosme algum dia, mas não necessariamente naquele domingo; pois viajaria no sábado e não sabia se chegaria com tempo e disposição. 

Depois de algum tempo comigo, o Dudu foi juntar-se aos amigos. Eu o Cosme, a Glorinha, e a Jaqueline falamos sobre a Susana e a sua saída do hospital no dia seguinte. A casa dela ficava um pouco distante da deles, mas era num bairro vizinho. Pela manhã a Glorinha e a Jaqueline iriam até lá ver como estavam as coisas e dá uma arrumada.

Pela manhã enquanto eu tomava café no hotel me ligaram do hospital a pedido da Susana, para ir buscá-la. Eu peguei o Dudu e fomos até lá.

- Pai, vamos comprar um buquê de rosas para darmos as boas vindas pra ela! - ele me pediu no caminho. Eu achei bonito o carinho que ele tinha pela mãe. Quando chegamos lá ela já nos esperava na recepção em companhia da enfermeira que sempre cuidara dela. O Dudu entrego-lhe o buquê de flores, ela o abraçou, ele disse-lhe algo baixinho, tirou uma das rosas e ofereceu para a enfermeira, que nos deixou depois de me cumprimentar, beijá-lo na bochecha e comentar que ele era um gentil cavalheiro.

- Obrigada pelas flores, são lindas! - a Susana falou assim que nos dirigimos à saída.

- Foi o Dudu quem as escolheu. - falei quando ela entrou no carro dando uma leve roçada em mim enquanto segurava a porta.

- Eu sei, ele me disse: "o dinheiro foi do papai, mas a idéia, e a escolha foi minha! Eu posso tirar uma para a enfermeira Lúcia?" Obrigada por ter vindo me buscar. - ela disse e sorriu depois que fechei a porta e dei a volta para me acomodar ao seu lado. Observei o Dudu pelo retrovisor, os seus olhos iguais aos meus estavam brilhando. "O meu filho está feliz." Pensei. - Eu gostaria de ir vê o mar antes de ir pra casa. Você pode me levar lá um pouco? Não posso me expor ao sol, mas quero andar na praia por cinco minutos. - eu peguei a rota beira-mar até Stela Mares, onde parei bem próximo a praia; descemos do carro e fomos andando os três. A Susana havia tirado as sandálias e foi até a água molhar os pés. Eu fiquei parada vendo ela e o Dudu andando dentro da água. Ele era uma mistura de nós duas, (dois) como você preferir; o fruto do nosso amor, interrompido pela estupidez do destino, talvez... Eu não queria mais por a culpa em meu pai, nem nela; eles já estavam sofrendo demais. Depois de alguns minutos, de repente a Susana pareceu perder o equilíbrio, e amparou-se no ombro do Dudu. Eu arranquei os sapatos e corri para perto deles. Ela tivera uma queda da pressão e sentira tontura; a levei de volta para o carro nos meus braços, a sentei no banco preocupada. 

- Você quer retornar ao hospital? - perguntei aflita.

- Não, foi só uma tontura, eu vou ficar bem, a pressão deve está baixa, passei mais tempo deitada, sentada, o médico falou quê seria normal, efeito dos remédios também. Podemos ir para casa agora. -  

A casa dela ficava mais próxima do hospital que a do Cosme, percebi quando passamos em frente ao hospital, e logo entramos  numa rua estreita, e minutos depois ela pediu que parasse em frente a uma pequena casa rosa que ficava meia recuada da rua, com uma pequena área na frente protegida por uma cerca viva. Do portão até a entrada da casa devia medi uns cinco metros de distância, uma calçada de pedras cobria o chão até a varanda; o resto da área estava coberto por uma grama baixa dividindo o espaço com algumas roseiras em flor. O Cosme nos abriu a porta assim que ouviu o rangido do portão. A casa estava com um cheiro agradável de limpeza, eles tinham feito uma faxina.

- Oh gente obrigada! - a Susana falou abraçando os seus amigos e depois sentou numa poltrona. A casa era pequena, mas bem arejada e aconchegante. Tinha dois quartos,sala, cozinha, banheiro entre os quartos, uma área de serviço e um pequeno quintal com algumas plantas aromáticas em pequenos cercados e uma casinha de cachorro. Em cinco minutos o Dudu me mostrou tudo. O cachorro tinha sido doado para uma instituição, quando a Susana teve as crises e precisou de internação várias vezes, pois não tinha onde deixá-lo. Apesar do Cosme se oferecer para vir todos os dias por comida, água e levá-lo pra passear com os meninos duas ou três vezes por semana, ela achou que seria muito trabalho, e não queria abusar.

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá, tudo bem?

Muito obrigada pelos comentários e pela leitura.Eu estou sentindo falta daquela interação das leitoras, mas tudo bem. Vocês só querem ficar na moita né? Fazer o quê?

Eu cheguei mais rápido, e bem que merecia uns comentários novos não? Diz aí meninas está tão ruim assim?

Excelente noite, final de semana, e se cuidem!

Beijos!

Com amor.

Vanderly

 

 

 


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Comentários para 8 - Capitulo 8 Eduardo Jorge:
Andreia
Andreia

Em: 04/09/2022

Boa madrugada é autora não falta emoção na vida da Duda emmm mais tbm ela está tem encrencada com a noiva e quero só ver se ela vai levar de boa toda história e o beijo dos dois por mais que ficou coisas mal acabada entre Su e Duda ela não deveria fazer isso com a noiva vamos ver como isso vai acabar... Bjs nossos 


Resposta do autor:

Boa tarde!

Obrigada por comentar.

Difícil essa situação hein. Dois amores, passado e presente, dois pesos duas medidas. Eu não desejo nem para mim nem para ninguém uma situação como esta. No entanto infelizmente eu vivo ou vivi quase isso na vida e talvez mais tarde eu te conte.

Acredito que vocês leram o desenrolar no próximo capítulo e perceberam que tudo ficou resolvido da melhor forma para ambas as partes. 

Enfim o amor tornou-se vencedor. E nessa batalha não existe perdedores.

Muito obrigada pelo carinho.

Abraços pra vocês!

Vanderly

Responder

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Lea
Lea

Em: 09/06/2022

Então...traiu a noiva, está omitindo a verdade,isso não vai acabar bem.

E ainda ama a Suzana. Só de pensar que fará amor com ela se ela não estivesse doente,mostra que elx não está preparado para se casar com a Monique.


Resposta do autor:

Boa noite!

Obrigada por comentar!

Oh! Impressão minha, ou a moça já queria se juntar com a Monique para dá umas bordoadas na Duda? Kkkkkkk

Calma, foi só a emoção do reencontro. A Duda ama a Suzana, mas sabe que a história delas já acabou.

Abraços!

Vanderly

 

Responder

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Rosa Maria
Rosa Maria

Em: 07/07/2021

Vanderly...

Que carrossel de emoções na vida de Duda, definitivamente não gostaria de estar na situação dela, todas essas emoções com o passado e o presente, descobertas de forma tão repentina...ansiosa pelos próximos capítulos. 

Beijos 

Rosa


Resposta do autor:

Olá, Rosa!

Muito obrigada por comentar.

Eu fico feliz em vê que estás gostando.

E tem mais emoções repentinas Rosa.

Olha aí o novo capítulo. Espero que goste.

Excelente noite e final de semana.

Beijos!

Vanderly

Responder

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LuBraga
LuBraga

Em: 03/07/2021

Caramba que loucura.

Um verdadeiro carrossel de emoções entre o passado e o presento da Duda.

E agora Vanderly???rsrsrs

 

Ótimo fim de semana a todas.


Resposta do autor:

Olá LuBraga!

Muito obrigada por comentar.

Eu fico feliz que esteja gostando da história.

Agora tem um novo capítulo com mais emoções.

Espero que continue gostando.

Boa noite e excelente final de semana.

Abraços!

Vanderly

Responder

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 03/07/2021

Estou adorando a história, Duda vê se desenrola  Monique acaba com você.


Resposta do autor:

Olá Marta!

Muito obrigada por comentar!

Eu fico muito feliz em saber que está adorando.

Duda vai desenrolar, e Monique está se acalmando.

Já leu o novo capítulo? Espero que continue gostando.

Excelente final de semana.

Aquele abraço.

Vanderly

Responder

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