Capitulo 7 Angelina!
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Ele disse estas últimas palavras com lágrimas escorrendo no rosto. Me estendeu a foto com as mãos trêmulas, mas resistiu firme sem o velho cansaço. Eu peguei a foto, era um rapazinho moreno, olhos castanhos, cabelos negros meio encaracolados. Eu já tinha visto uma foto parecida em preto e branco, era do meu pai quando menino. De repente aquele estalo; o papai tinha olhos claros. Um arrepio percorreu a minha espinha dorsal. "Meu filho!" Pensei e olhei para o meu pai.
- É o teu filho. Me perdoa por isso também! Eu não sabia que ela estava grávida, pensei que vocês se cuidavam pra ela não engravidar. - a minha mãe que estava perto passou o braço no meu ombro, eu desabei no seu colo, chorei até soluçar, e não vi nem a hora que o meu pai foi para o quarto. A minha mãe me confortou, me encheu de beijos como se eu ainda fosse a sua menininha; acho que para ela eu nunca deixei de ser.
- Tenha calma meu bem. Vai dá tudo certo, não se preocupe. Você vai saber o quê tem de fazer. - eu parei de chorar, a minha mãe foi ficar com o meu pai, mas eu fiquei arrasada. Tinha pedido a Monique em casamento, o nosso bebê estava a caminho, e agora a Susana aparecera e ainda com um filho. "Como a Monique iria reagir ao saber? Porque a Susana não me procurou pra saber o quê eu achava sobre a gravidez dela? Como pôde; criar o menino sem a presença do pai?" Me perguntava; mas para saber as respostas teria quê ir atrás dela, e eu iria o mais rápido possível.
Na manhã seguinte enquanto eu me barbeava ouvir a campainha tocar. E como insistia fui eu mesma atender. - Bom dia! - eu ouvi esse cumprimento de uma morena alta e muito linda ao abrir a porta. Olhos claros, cabelos escuros e bem compridos.
- Bom dia. Em quê posso ajudá-la? -
- Primeiro saindo da porta e me convidando para entrar, e depois avisando ao meu pai que já cheguei. Prazer em conhecê-lo pessoalmente irmão! - disse essas palavras e abraçou-me forte me dando tapas nas costas.
- Angelina! - falei deixando-a entrar.
- Angel! - me corrigiu.
- Ok! Angel! - ela sorriu; dentes perfeitos e o sorriso parecia com o meu. "Minha irmã." Pensei sentindo uma emoção tranquila. Não precisei chamar o meu pai, pois logo o casal juntou-se a nós na sala.
- Eu vejo que não precisam de apresentações! - o meu pai falou.
- Eu o reconheci logo que abriu a porta. Com esta cara de mulherengo que ele tem, é impossível esquecer. - ela respondeu abraçando a mamãe e o papai respectivamente, demonstrando que já tinham adquirido alguma intimidade durante a minha ausência por conta da viagem até Ilhéus. Eu fiquei meia sem jeito por ela ter me chamado de cara de mulherengo, e curiosa também. Eu fiquei pensando como teria sido se a gente fosse criada juntas. Durante o café ela ficou me observando, me analisando talvez. Eu apenas a olhava de soslaio de vez em quando. Depois do café o papai e a mamãe foram até o hospital, pois o meu pai tinha consulta com o cardiologista, avaliação periódica do tratamento. Nós ficamos a sós em silêncio, olhando uma para a outra procurando no íntimo o quê dizer.
- Então você é dentista? - ela rompeu o silêncio.
- Sim, cirurgião bucomaxilofacial. -
- Mas antes você trabalhava na Volks. -
- Sim, pela manhã e a tarde até as16:00. Depois estagiava no hospital da USP onde fazia faculdade. Agora trabalho integral lá, mas estou planejando montar uma clínica odontológica após a formatura de alguns colegas. Eu me formei há três anos, mas fiz uma extensão na especialidade até agora. Também quero me casar antes de me dedicar a montagem da clínica. -
- Legal! Nossa, não sabia que estava noivo! Parabéns! E ela é ciumenta? -
- Não estamos noivas oficialmente; ainda não comprei as alianças. É sim, muito ciumenta. Ela também é dentista. E você o quê faz? -
- Eu escuto as pessoas me falarem das suas dores, medos, ansiedades, inseguranças, angústias, fantasias, realidades, etc. Eu sou psicóloga. -
- Por isso você consegue perdoar o nosso pai por nos manter separados, com tanta facilidade. Eu passei mais de dez anos sem falar com ele, E quase uma década sem vê-lo. -
- Você teve os teus motivos, e eu entendo. Talvez eu também ficasse com raiva se ele interferisse em meus relacionamentos como fez com você. Ele não concorda, mas respeita. -
- Você me ajuda a escolher as alianças? - eu mudei de assunto pra não abrir novas feridas.
- Eu estou com o dia livre, podemos ir agora se quiser. - ela entendera a minha manobra. Em poucos minutos estávamos no shopping procurando um anel de noivado e as alianças. Ela gostou de um anel de ouro com uma pedra brilhante na cor salmão, um pequeno diamante solitário; eu também gostei, compramos o anel e encomendamos as alianças. A medida da Monique era o meu dedo mindinho, o anel caberia perfeitamente. Ela iria gostar pois era uma jóia simples, e não faria ostentação.
A minha irmã era extremamente divertida, nós rimos muito com a confusão dos vendedores achando que ela era a minha noiva.
- Deus me livre! - ela dizia rindo quando alguém perguntava, ou afirmava que éramos namorados. - É meu irmão, acabei de conhecer! - falava e gargalhava. Almoçamos por lá, eu observei como tínhamos muito em comum. Éramos carismáticas, extrovertidas, parecíamos zangadas quando sérias, nossos sorrisos pareciam moldados a semelhança. Tiramos uma foto juntas num estúdio pra fazermos comparações. A gente se parecia bastante apesar da cor da pele ser diferente. O fotógrafo notou isso e foi o primeiro a perguntar se éramos irmãos. - Sim. - a minha irmã respondeu com um sorriso de canto. Afinal pra ela eu era um rapaz diferente, pois decerto o meu pai não tinha contado os pormenores que ele fazia questão de fingir que não existiam.
Quando voltamos pra casa já tínhamos nos tornado amigas de infância. Foi amor a primeira vista, falamos até de segredos mais íntimos. Depois do lanche da tarde, a Monique me ligou confirmando o jantar em sua casa para apresentar os meus pais naquela noite.
As dezoito horas em ponto chegamos os quatro na casa dos pais da Monique. A sua mãe e seu pai nos receberam na entrada da casa como bons anfitriões. A presença da minha irmã foi a surpresa número um da noite. Nós omitimos o detalhe dela ser filha de outra mulher.
A minha noiva estava linda, deixou os cabelos soltos, estava num vestido azul claro com mangas três quartos cujo comprimento ia até os joelhos, e sandálias altas na cor prata. Assim que cumprimentou aos meus pais perguntou-me quem era a morena que conversava com a irmã dela, então as apresentei. O jantar foi servido por causa do papai que não podia se cansar com a demora, pois após a medicação ele precisava repousar. O meu futuro sogro mostrou-se tão simpático que por um momento esqueci que ele prometera me matar. Após o jantar, notando que o papai dava sinais de cansaço me levantei, me dirigindo a Monique.
- Querida, não tenho palavras exatas que definam todo o amor que te proponho, esse anel externa um pouco o seu significado. - disse-lhe enquanto punha o anel em seu dedo.
- Você é uma caixa de surpresas meu amor! - ela me disse com a voz trêmula quando lhe entreguei uma aliança provisória pra colocar em meu dedo. Houve uma salva de palmas e nos beijamos na presença de todos.
- Você é rápido meu rapaz! Está começando a honrar as calças que veste! Não me decepciona, e terá um segundo pai! - o meu sogro me disse baixinho quando me cumprimentou ao irmos embora. Eu até queria ficar mais um pouco com a Monique, mas o papai precisava descansar e eu viajaria para Salvador no dia seguinte. Falei com a Monique da viagem, mas omitir o fato Susana e filho. Eu precisava me inteirar das coisas primeiro, depois então contaria.
- Muito linda a tua noiva irmão! Ela é bastante ciumenta mesmo! Quando me viu com a irmã dela parecia que estava diante de uma rival. Mas desmanchou a cara de desagrado quando você nos apresentou. - a minha irmã comentou ao chegarmos no apartamento.
- Verdade! Ela perguntou logo quem era você. É que foi tudo muito rápido, eu não tive tempo de contar tudo pra ela. Eu tenho até medo quando penso em como ela vai reagir ao saber que Susana apareceu, e quê tenho um filho com dez anos. -
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Parada na porta daquele quarto hospitalar, eu respirava fundo antes de entrar para vê a Susana. Não estava na hora de visitas, mas na recepção tinha uma autorização para mim, e um crachá para circular pelo hospital por tempo indeterminado. Eu bati na porta levemente, e uma voz suave me mandou entrar. Era a enfermeira que me informou que ela ainda dormia por causa dos analgésicos fortes que tomara a noite, pois sentira muita dor. A enfermeira seguiu a sua rotina nos deixando a sós. Eu fiquei sentada numa cadeira aguardando ela acordar. Estava magra, visivelmente pálida, ganhara alguns fios de cabelos brancos que estavam bem curtos, não parecia muito que mais de dez anos se passara. Ela ainda estava linda como no dia que a deixei em frente a casa na fazenda em Ilhéus. Pensei em como seriam as nossas vidas se estivéssemos juntas. Ela acordou protegendo os olhos da claridade quê entrava pela janela que a enfermeira afastara um pouco a cortina que filtrava o sol. Levantei e fechei um pouco.
- Obrigada! Bom dia. - ela disse.
- Por nada. Bom dia pra você também! - respondi, buscando outras coisas pra dizer.
- Faz tempo que você chegou? - ela perguntou me olhando nos olhos.
-Tem alguns minutos. Como você se sente hoje? Nós podemos conversar um pouquinho? -
- Eu me sinto melhor. Eu tenho um câncer no sistema linfático bastante avançado e agressivo. Por isso entrei em contato com o teu pai. - ela falou de uma vez.
- Porque não respondeu as minhas cartas, nem me disse que tinha engravidado? - perguntei pois tinha pressa em entender o passado.
- Eu nunca recebi carta tua. O teu pai me convenceu que o quê houve entre nós foi só uma aventura de férias. Eu pedir pra ele te entregar uma carta de despedida quando fui embora; o meu endereço estava lá. Como eu não tive respostas seguir o meu caminho sem você. -
- Ele jogou a tua e as minhas cartas fora, ficou furioso comigo por ter abandonado o exército para procurá-la. Eu passei vários meses te procurando aqui em Salvador. Uma vez te vi num ponto de ônibus, mas quando cheguei lá não estava mais, e como só consegui vê o teu rosto atrás de algumas pessoas fiquei pensando se não tinha me enganado. Depois de um ano de busca sem sucesso, eu fui pra São Paulo. -
- Eu vi você, nesse dia eu estava no sétimo mês de gestação, e jamais imaginei que me procurava. Do ônibus eu te vi quando atravessava a avenida, parecia abatida e muito magra. -
- Porque fez uma coisa dessas, não confiou no meu amor por você? E tirou o meu direito de conviver com o meu filho, ou você tinha outra pessoa? -
- Você é filha do homem que pagava o meu salário. Eu me senti frágil, quando ele abriu os meus olhos na noite anterior a tua partida. Ele me pediu que eu fosse embora, que não atrapalhasse a tua carreira. Eu te amava, não queria te prejudicar. Então acatei as condições que o teu pai me ofereceu. Eu pensei que se você me amasse de verdade iria atrás de mim. Os meses se passaram e nenhuma notícia. Então entendi que o teu pai estava certo, que fora só uma aventura. Eu esperava o bebê era a minha recompensa por tê-la amado tanto. - o meu pai a enganara com astúcia, e tirara o meu direito de conviver com a mulher que eu amava, e consequentemente com o meu filho; eu o odiei por vários anos, mas agora não fazia sentido.
- Eu sinto muito Susan! Podia ter sido diferente. - Ela segurou a minha mão direita notando a aliança.
- Você está noiva, noivo. Eu pensei que já fosse casada. - ela falou sem graça.
- Nós vamos nos casar em breve, eu acho.-
- Nosso filho está na casa de uma amiga aqui próximo. Eu vou dá o endereço pra você ir até lá. - eu percebi que ela não queria falar, nem saber do meu casamento com a mudança brusca de assunto. Rabiscou algo num papel e me entregou. - É sou você caminhar pela avenida seguindo a tua direita ao sair daqui, fica na segunda rua. - eu peguei o papel, li o endereço e vi que eu passara nessa rua antes de chegar ao hospital.
- Como eu vou chegar lá assim, sem ninguém me conhecer? - perguntei meia preocupada.
- Como você chega em qualquer lugar, se apresentando, dizendo quem é, e o quê quer! Eles já sabem sobre você. Eu coloquei o teu nome no meu filho, espero que não se importe. - eu sorri pra ela.
- Eu me importo muito, é meu filho também, e quero dá o meu sobrenome pra ele. - ela sorriu de volta.
- Eduardo Jorge Almeida Gonçalves de Albuquerque. O oficial do cartório era meu amigo, e fez a certidão assim. Ele disse que caso mais tarde você descobrisse e me processase, um exame de DNA provaria que o menino é seu filho, e tinha o direito de ter o teu sobrenome. - eu fiquei tão feliz com as palavras dela que tive vontade de abaraçá-la, mas em vez disso segurei a sua mão e beijei suavemente.
- Eu nunca duvidaria que ele é meu filho. Nós fizemos amor tantas vezes sem preservativos, que houve um momento em que pensei se você não engravidara; mas também eu não sabia se você não se prevenia. - as minhas palavras fez ela ganhar um rubor em seu rosto antes pálido.
- Eu acho melhor você ir agora; eles estão te esperando! - Ela disse quando a enfermeira veio lhe aplicar outra medicação.
- Eu posso voltar mais tarde pra te ver? - falei da porta.
- Sim, ainda precisamos conversar. - Eu fui andando mesmo, o sol estava quente, a rua cheia de rostos alegres. "Isso é Salvador!" Pensei...
Quando entrei na rua encontrei logo a casa, me deu um frio na barriga, era uma casa velha como muitas que há em Salvador. Eu bati palmas, um comportamento típico da Bahia. Havia um janelão aberto, mas não vi ninguém por alí. O meu coração batia, parecia querer saí pela boca. Uma jovem negra abriu a porta, e antes de dizer qualquer coisa sorriu mostrando os seus dentes branquinhos, porém defeituosos.
- Bom dia! Eu sou o...! - não terminei a frase.
- Seu Eduardo! Bom dia!Entre por favor. - a mocinha falou me dando passagem; levou-me até uma pequena sala onde havia uma tevê, um jogo de sofás forrados com um tecido colorido bem bacana, me mandou sentar e aguardar um instante. - Ah! O meu nome é Jaqueline! - disse e saiu correndo. Voltou minutos depois acompanhada de um casal de negros alegres tanto quanto ela. Levantei e apertei a mão calejada e suja de serragem, e depois beijei a mão da mulher como de costume.
- Eu sou o Cosme, esta é a minha esposa Glorinha, e a minha filha que o senhor já conheceu a Jaque. Tenho mais dois meninos, estão brincando numa quadra aqui perto com alguns amigos; a Jaqueline vai chamá-los. Ah! O Dudu está com eles. - o homem acrescentou vendo que eu procurava algo na sala com os olhos.
- Como vocês me conhecem, se eu não os conheço? A Susan deu alguma foto pra vocês? - perguntei intrigada, mas imaginando que eles tinham sido avisados que eu chegaria, pois ela havia dito que me esperavam.
- Meu amigo, é uma longa história, mas eu vou resumir: a minha mãe estava internada no mesmo hospital que ela, fizeram amizade durante o tratamento, e assim nos conhecemos. Infelizmente mamãe faleceu, mas continuamos amigos, antes dela se internar procurou o teu pai, e o senhor, não achou o senhor, mas ganhou algumas fotos para que nós o conhecêssemos. O restante o senhor pode imaginar. - o homem falou meio atrapalhado.
- E ela conseguiu encontrar o meu pai e essas fotos como? -
- No escritório do teu pai em Ilhéus. Ela viajou para lá com a minha esposa. Nós a aconselhamos a procurá-lo, já que está muito doente. O senhor sabe que ela pode morrer não? - "eu não sabia", pensei.
- Ela só me disse que tem um câncer bastante agressivo. - ouvimos barulho de risadas, eram os meninos. Ficaram os três parados na sala me olhando, descalços e cheios de areia.
- Esses dois pretinhos são meus gêmeos Jadson e Jackson e aquele é o Dudu. - o Cosme apresentou, eu estendi a mão para os meninos, mas a Glorinha reclamou que eles encheram a casa de areia e ordenou:
- já pro quintal os três, tomar banho de mangueira pra tirar essa areia, depois pega na mão do moço! - eles obedeceram imediatamente. Depois ela se dirigiu a mim. - O senhor aceita fazer um lanchinho? -
- Aceito sim, com uma condição; parem de me chamar de senhor! Você está ótimo. - ela fez que sim com a cabeça e foi pra cozinha. O Cosme foi se lavar também pois estava cheio de raspas de madeira. Ele tinha um pequeno negócio onde fabricava e restaurava alguns móveis, principalmente estofados como os sofás da sala.
- O lanche está pronto! - a Jaqueline gritou da cozinha. A mesa estava farta; pão de queijo, bolo de fubá, pão caseiro, bolo de ovos, bolo de aipim, biscoitos de nata, uma jarra enorme com suco de pitangas, café e leite. Antes que eu sentasse a mesa os meninos vieram me cumprimentar, os abracei em conjunto, depois me concentrei em meu filho.
- Olá, tudo bem? - ele apenas fez que sim com a cabeça. - Você sabe quem eu sou? - perguntei elevando o queixo dele para que olhasse diretamente pra mim.
- Eu sei, a mamãe me disse. Só que o senhor é bem mais alto do que ela me contou, bem mais forte e não parece muito com um homem. - eu sorrir de lado, imaginando o quanto ela teria falado pra ele sobre mim...
- Vamos fazer um lanchinho pessoal! - o Cosme falou sentando a mesa. Eu estava faminta, pois não tinha comido nada ainda naquele dia. Eu comi de tudo um pouco. Pensava em como ter um diálogo com aquele filho recém chegado, mas não sabia como. Não conhecia nada dele, ele era um completo estranho para mim.
Após o lanche o Cosme me convidou para conhecer a sua carpintaria que ficava há uns vinte minutos de a pé da sua casa; lá havia mais três homens trabalhando, um deles era irmão gêmeo do Cosme, o Damião. Após as apresentações ele me mostrou tudo que tinham feito ou restaurado, fotos de móveis já entregues e outros ainda por lá a serem reformados.
- Cosme, o meu filho sabe o quanto a mãe está doente? - perguntei me sentando numa poltrona recém acabada.
- A Susana contou pra ele,desde que começou a fazer os exames há um ano atrás. Dentro da real compreensão dele acredito que sabe mais do quê demonstra. -
- Eu estou meio perdido. Não sei o quê fazer pra ter mais intimidade com ele. -
- Fica em paz, o Dudu é um menino bom. Daqui a pouco ele e os meus meninos vão para a escola, tem uma Van de um amigo que os leva; mas você pode levá-lo hoje, ou então buscá-lo depois da aula as 17:00 horas e fazerem um passeio juntos. Aí verá como será fácil conversar com ele. -
- Eu vou retornar ao hospital, mas fica certo que as 17:00 estarei lá na porta do colégio para levá-lo pra algum lugar que ele vai escolher. Eu posso levar os teus meninos também? -
- Hoje é melhor vocês saírem a sós. - o Cosme me deu o endereço do colégio e eu voltei para o hospital após almoçar lá por perto, onde a Susana me esperava ansiosa por novidades. O Cosme estava certo precisávamos ter o nosso momento a sós. Eu levaria ele pra passear e deixaria o diálogo fluir naturalmente.
Fim do capítulo
Olá, tudo bem com vocês?
Eu espero que sim.
Muito obrigada pelos comentários e também por acompanharem a história.
Gostaram do capítulo? Então comentem meninas!
Excelente restante de semana, e se cuidem!
Ótima noite e aquele abraço cheio de carinho.
Com amor.
Vanderly
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Lea
Em: 08/06/2022
Olha o quanto a maldade do ser humano pode destruir a felicidade do outro. O pai dx Duda fez o que fez,apenas por uma arrogante sem medida. Privou x filhx de viver com a mulher que ama,e acompanharr o crescimento do próprio filho.
Só acho que a senhora ciumenta,vulgo nome é Monique,vai ficar brava por x Duda não ter falado sobre o conteúdo da viagem!
Resposta do autor:
Olá tudo bem?
Muito obrigada por comentar.
Muito arrogante e autoritário, mas arrependido confessou.
A Monique ficou insegura demais, já achando que tinha perdido o amor.
A Duda apesar de tudo é sensata, então conseguirá reverter a situação.
Beijos!
Vanderly
Rosa Maria
Em: 07/07/2021
Vanderly...
Mais um capítulo repleto de emoção, quantas descobertas impactantes, ao menos Angel e Duda se entenderam muito bem, agora resta ver como Duda revelará para sua futura esposa essa nova fase da vida que ela mesma está descobrindo agora. Parabéns pela descrição dos detalhes, como as roupas de Monique no jantar e a vida de Cosme e família...só para citar alguns.
Beijos
Rosa
Resposta do autor:
Olá!
Muito obrigada pelos comentários!
Que saber que a senhora gostou do capítulo Rosa.
As irmãs, ou meia irmãs se entenderam muito bem.
Vamos vê como a Monique vai reagir do jeito que é ciumenta, acho que pode chover fogo. Kkkkkkkk
Eu me preocupei mais com os detalhes da Monique e deixei pra falar das roupas da Duda em outra ocasião, mas acredito que vocês já têm uma idéia; pois vestido ela não usa. Risos.
O Cosme é um homem simples, soteropolitano, que junto com a sua família vai passar a fazer parte da vida da Duda a partir de então.
Se der tempo trarei um novo capítulo ainda esta semana. Estou ansiosa para concluí este conto, ele será mais curto que "Por acaso um amor".
Beijos e um excelente final de semana para ti.
Vanderly
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LuBraga
Em: 03/07/2021
Cada vez melhor esse conto Vanderly, amando cada linha!
A cabeça do Eduardo deve tá dando voltas até agora, imagino como a Monique irá reagir diante dessa grande novidade estando também grávida do(a) Eduardo.
Quão libertador ser um Eduardo(a) da vida viu, rsrsrs
Parabéns mais uma vez pela temática!
Resposta do autor:
Bom dia!
LuBraga, muito obrigada pelos comentários!
Eu fico feliz em saber que gostaste do capítulo.
Está sendo uma prova de fogo pra Duda mesmo.
Ciumenta como a Monique é, vamos vê se ela não vai surtar.
O Eduardo "Duda" como ele ou ela prefere ser chamado pelos mais íntimos é uma figura exótica. É um personagem um tanto confuso pois tem que assumir o ser diante da sociedade que também se confunde com a sua imagem.
Um excelente domingo para todas nós!
Beijos
Vanderly
PS: a senhorita, ou senhora, veio aqui pra elevar a minha autoestima né?
Muito obrigada pelo apoio mais uma vez.
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