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Um coração ferido, uma aposta por Vanderly

Ver comentários: 6

Ver lista de capítulos

Palavras: 3649
Acessos: 2281   |  Postado em: 13/06/2021

Capitulo 4 O amor que eu sentia

****

O amor que eu sentia pela Monique era tão verdadeiro quanto o que eu sentira pela Suzana. O que me inquietava era saber que ela pertencia a outra pessoa, e que o máximo que eu poderia ser dela era um dos padrinhos ou porque não dizer madrinha do seu casamento; e isso estava fora de cogitação. Houve momentos em que fiquei tão deprimida que pedi a Deus pra morrer. Eu ganhei certa confiança da parte dela porque eu gostava de saí com crianças e ela parecia uma delas as vezes. Nós fomos ao cinema duas vezes em companhia dos sobrinhos de amigos e três a sorveteria. Sempre a tocava levemente, mas me sentia uma sacana; pois o meu sangue pulsava querendo muito mais, e eu fingia que era só amizade. No entanto tentava seduzí-la em todo o tempo.

O quê fazer quando você se apaixona no lugar errado? Eu não podia dizer para ela com todas as letras o quê eu queria de fato. Eu achava que seria leviano declarar-lhe o meu amor, sabendo que ela era comprometida; essa é a diferença entre a atração física e o amor. O amor respeita o espaço da pessoa amada, a atração física não se importa com os sentimentos, nem considera a posição do relacionamento; mas lá no fundo eu achava que ela tinha o direito de saber como eu me sentia de verdade; porém eu suspeitava que ela sabia, mas fingia não saber nada. O noivo dela era um homem decente, não fiz amizade com ele, seria hipocrisia da minha parte, porém ela nos apresentou no consultório e apertamos as mãos.

No final da primavera recebi um telefonema que mudaria pra sempre nossos destinos. A Cida a recepcionista me ligou informando que o noivo da Monique iria trabalhar na Itália, e pediu que ela tirasse uma licença do trabalho por seis meses já que ela também prestava serviços para a prefeitura de Santo André e o acompanhasse, porém ela se recusou a ir com ele. E com isso o relacionamento dos dois ficara abalado. Eu fiquei animada com a notícia e combinei com a Cida uma maneira de levá-la para jantar. A Cida sugeriu-me que cozinhasse uma massa leve, acompanhada de salmão grelhado e um bom vinho branco suave como bebida, pois ela não era muito dada a bebidas alcoólicas, mas gostava de um bom vinho ou champanhe; dispensasse a sobremesa pois a noite ela comia pouco. Isso eu podia fazer; agora convidá-la para jantar no meu apartamento, me parecia difícil. Lembra aquele ditado: "quem não arrisca não petisca?" Eu peguei a cara e a coragem e fui lá...!  Eu nunca fazia rodeios quando tinha que dizer algo, então fui direto ao ponto.

- Bom dia querida, janta comigo hoje no meu apartamento? - ela me olhou espantada.

- Hã? Eu jantar com você hoje? Não, obrigada! Eu já tenho compromissos. - não desistir.

- Sábado então as 19:00 horas não atrase por favor! - as palavras pareciam mais uma ordem que um pedido.

- Está bem eu irei. Quero vê se você sabe cozinhar mesmo! - ela respondeu como se isso fosse a coisa mais corriqueira do mundo. Dei-lhe um beijo na cabeça e fui embora planejar as compras para o desejado jantar.

No sábado pela manhã eu fui numa feira livre onde comprei; um quilo e meio de salmão limpo e fresco, alfaces, pepinos, cebolinha, coentro tudo novinho. Em casa eu tinha os tomates, tempeiro caseiro que a minha mãe sempre trazia, as massas também, eu fiquei em dúvida entre o espaguete e o talharim; escolhi o talharim por ser mais leve, e o vinho branco suave, um nacional da Serra Gaúcha. Preparei o molho eu mesma com o tempero caseiro, alecrim, manjericão, noz-moscada, não muito cremoso, mas encorpado. Eu temperei o salmão com limão, um pouco do tempeiro caseiro, cebolinha verde, coentro, e o deixei marinando até trinta minutos antes do jantar, virava-o de vez em quando para pegar o sabor por igual. Já a noite fiz um pouco de salada com alface, tomate, cebola e rodelas de pepino temperadas com limão enquanto o peixe ia ficando pronto. A intenção era colocá-la como entrada para não comermos muita massa ou caso ela preferisse podíamos dispensar a massa e ficar só com a salada e o salmão. Eu teimei e fiz brigadeiro para a sobremesa, pois chocolate e vinho neutraliza o gosto do peixe e da cebola na boca. Avisei aos amigos que a partir das 18:30 o apartamento era só meu, e também pedi ao porteiro para não deixar ninguém subir sem me avisar antes. As 19:00 em ponto ela chegou, e o cheiro do salmão já invadia o apartamento.

- Hum! Boa noite! Parece bom! O cheiro está agradável. - Ela disse ao entrar.

- Boa noite! Espero que sim. - depois depositar um suave beijo no rosto dela, sem perda de tempo a convidei para sentar-se a mesa, que já estava arrumada. Ela ficou um tempo olhando a decoração da minha sala de jantar, a mesa com dez cadeiras, o jarro com flores naturais, a garrafa de vinho num balde com um pouco de gelo, o salmão arrumado sobre as folhas de alfaces na bandeja, a pequena porção de salada,os brigadeiros, os pratos, cálices e talheres para duas pessoas.

Eu analisava os seus movimentos delicados, suas roupas; foi a primeira vez que ela estava sem as calças compridas, vestia uma blusa creme, e saia verde um pouco acima do joelho, mostrando a brancura das pernas. O cabelo estava preso num rabo de cavalo como era de costume ver.

- Nossa! Dá vontade de começar por aqui! - ela disse apontando para os brigadeiros.

- Fique a vontade. A minha sugestão é um pouco dessa salada na entrada, seguido duma massa bem leve, o salmão grelhado, o vinho e depois o brigadeiro. Mas, se você quiser a gente pula. - falei enquanto ela se acomodava a mesa.

- Não! Eu só estava brincando! - ela sorriu para mim ao responder.

Nós comemos um pouco da salada enquanto o molho era aquecido, seguimos com a massa, o salmão que estava muito bom, uma taça de vinho, e por fim ninguém dispensou o brigadeiro. Permaneci calada durante o jantar ouvindo os meus próprios pensamentos, ela também, a nossa comunicação foi apenas com algumas trocas de olhares discretos.

- Muito bom! Eu não acertaria num molho gostoso como esse! O salmão então estava divino. O vinho delicioso! Eu só não me surpreendi com o brigadeiro, pois já conhecia o sabor maravilhoso. - ela disse enquanto eu retirava os pratos e travessas com sobras da comida e levava a louça para a pia.

- Eu fico feliz que você tenha gostado da minha comida. - disse-lhe olhando nos olhos que ela não desviou, antes pareceu ler meus pensamentos.

- Vai deixar a louça suja na pia? Eu posso ajudar a lavar se quiser. - ela perguntou levantando da mesa.

- Não se preocupe, eu vou lavar rapidinho! Nós temos uma diarista que faz algumas tarefas, mas só vem na próxima segunda-feira. - dito isso me dirigir para a pia e comecei a ensaboar os pratos.

- Eu sei que você está querendo me impressionar, mas não precisa fazer tudo sozinho. Deixe-me pelo ao menos enxugar. - eu fiquei um pouco nervosa com essa fala dela, mas lhe entreguei um pano de prato. Eu e ela naquela cozinha lavando e enxugando a louça do jantar me deu a impressão de que a conhecia há muito tempo.

Terminamos com a louça, fomos para a sala, nos sentamos em poltronas separadas de frente uma para a outra cada uma com o seu cálice de vinho em mãos. O rosto dela tinha ganhado um rosado mais intenso, efeito do vinho já; estava quase na terceira taça. Levantei depois de alguns minutos de conversas amenas, e coloquei uma música suave de Roxette.

- Adoro as músicas deles! - ela me disse levantando também.

- Dança comigo! - pedi tirando a taça da mão dela e colocando ao lado da minha sobre uma mesinha de centro, enquanto a conduzia pra cima do tapete que ficava no centro da sala.

- Vamos tirar os sapatos. - ela falou segurando em mim pra tirar os próprios. Descalças começamos nossa dança.

O meu coração começou a bater forte no peito com a proximidade dela, a abracei levemente pela cintura, senti as suas mãos sobre os meus ombros, a sua respiração quente no meu pescoço, encostei o meu queixo devagar no rosto dela, pegava fogo, afastei para olhar o seu rosto, e os seus olhos estavam fechados. A puxei para mais perto, abracei com força, passei uma das mãos em suas costas, senti o seu corpo estremecer, as suas mãos acariciando os meus ombros discretamente e meia sem jeito, então afrouxei o abraço para deixá-la mais a vontade, e fechei os meus olhos. De repente senti as suas mãos em meu rosto, levantei a cabeça, abrindo os meus olhos e a encarei, os olhos dela brilhavam, os lábios se apertavam levemente, era o convite para o beijo que fazia meses que eu desejara,mas fiquei esperando ela puxar o meu rosto devagarinho, no entanto receosa parou indecisa no meio do caminho, como que esperando eu tomar a iniciativa. Segurei na sua cintura com uma das mãos, a puxei pela nuca com a outra até nossos rostos ficarem tão próximos que o beijo se tornou inevitável. Eu senti a maciez dos lábios dela nos meus, o gosto de chocolate e vinho misturado em nossas bocas. Foi um beijo que começou timidamente delicado, e terminou profundo e arrebatador. A nossa respiração estava ofegante, precisávamos parar um pouco para tomar fôlego. Então comecei a apalpar ela como pude, beijá-la no pescoço, nos ombros, no queixo, no nariz, nas orelhas, nas bochechas; até a sua boca procurar a minha novamente, enquanto as minhas mãos a acariciavam cegamente, e as dela me tocavam tímidas.

- Quero você. - sussurrei com a voz já rouca no ouvido dela. A resposta foram as suas mãos erguendo a minha camisa e tocando a minha pele nua; pareciam brasas ardentes nas minhas costas. Nós fomos pra um dos sofás de dois lugares, o meu corpo tremia o dela também. Eu porquê existia um pormenor quê talvez ela não tinha observado; apesar do corpo afeminado eu tinha aquele detalhe, que dado as circunstâncias estava crescendo no meio das pernas e já incomodava dentro da cueca que agora me apertava. Ela sabia que eu tinha o nome de batismo masculino, mas não conhecia a minha história pois não falamos sobre isso nas nossas saídas, até porque nunca estávamos a sós, a menos que ela tivesse comentado com a Jéssica que tínhamos como amiga em comum, mas não o fizera até aquela noite e manhã do dia seguinte. Estávamos no sofá, mas esse tornou-se pequeno demais para nós duas, e acabamos deitadas no tapete, eu já sem a camisa, ela com alguns botões da blusa abertos, e admirada com o meu peitoral musculoso adornado com os pequenos seios salientes, a barriga tanquinho e algumas penugens nada discretas por alí.

- É, eu estou sem saber o quê fazer Duda, nunca estive com alguém como você! E estou muito confusa, aliás desde que nos vimos eu fiquei em dúvida se você era um homem, uma mulher, ou um travesti. Me desculpa! - ela falou visivelmente envergonhada e parecendo já está embriagada ao notar a minha ereç*o.

Eu queria fazer amor com ela, mas não podia me aproveitar do fato que o vinho lhe subiu a cabeça, tinha quê esperar um pouco, pra vê se ela ficava mais lúcida, então parei de acariciá-la.

- Não precisa se desculpar, até eu as vezes não sei direito quem eu sou, mas você pode tentar descobrir e decidir se vale a pena ficar comigo, pois sou um pouquinho diferente daquilo que você conhece. Para muitas pessoas eu não passo de uma aberração da natureza. E sinto muito se a decepcionei nesse sentido. - falei sem a encarar.

Ela não disse nada, simplesmente retornou me beijando, acariciando a barriga, o tórax, os seios, as laterais das costas. Até que não aguentando mais de tanto desejo eu levantei, a ajudei a erguer-se, a peguei no colo e a levei para o quarto de hóspedes, pois a cama era de casal. A coloquei na cama bem devagar, deitei-me e fiquei a olhando cheia de desejo, em seguida beijei a sua boca outra vez, sentindo a sua língua macia ch*pando a minha com vontade. Ela me puxou para bem perto, se aninhou em meus braços, e me disse bem baixinho.

- Amanhã eu posso me arrepender seriamente, mas hoje eu quero ser tua. -  eu levantei e recomecei a beijá-la iniciando nos pés, subindo pelas pernas até a altura das coxas, tirei a saia dela bem devagarinho, e ouvir o seu gemido baixinho. Eu continuei beijando até alcançar a barriga, a essa altura o corpo dela tremia, abrir os últimos botões da blusa enquanto ela me puxava para si; o meu coração acelerado, respiração ofegante, a essa altura o meu corpo parecia febril; mas eu precisava deixá-la totalmente excitada e cheia de desejo por mim. As vezes temos tanta pressa em possuí a mulher que não damos nem um prazer pra ela sexualmente. A Monique tinha que ser amada, e sentir-se amada por mim. Enquanto ela gemia e tentava me puxar para si, eu deitei sobre ela bem devagar sustentando o meu peso com os joelhos na cama; olhava nos olhos dela enquanto aproximava o meu rosto do dela. A beijei profundamente até ela implorar ofegante.

- Não me tortura mais por favor! Faça de mim a tua mulher! - Eu percebi então quê ela estava lúcida, sóbria, então retirei a blusa dela, a admirei com sua lingerie vermelha de renda, me despi sob o seu olhar deixando apenas a cueca, tirei o seu sutiã, admirei os seus seios branquinhos com os mamilos cor de rosa bem acesos, acariciei de levinho a fazendo gem*r, fui baixando a sua calcinha devagar enquanto a olhava moder os lábios, dobrei delicadamente e a coloquei sobre a cômoda onde estava o sutiã. O cheiro dela me inebriava, ajoelhei devagar igualmente um devoto diante de Deus, a puxei levemente pelas pernas para enlaçar meu colo. Eu queria olhar nos olhos dela, tornar o momento inesquecível, sendo dela, me deliciando com aquela carne quente e úmida. Ela suspirou quando a minha boca sugou o seu mamilo, gem*u alto. - Ah Duda! Você vai me enlouquecer é isso? - eu sorrir.

- Não princesa, eu só estou demonstrando o quanto te quero, e o quanto você é especial para mim. Desci dos seios até chegar em sua intimidade quê estava piscando e completamente encharcada. Retirei a minha última peça íntima, me posicionei e a fui penetrando devagar, movimentando freneticamente num vai e vem lento seguindo o ritmo do remexer dela embaixo de mim, nossos gemidos de prazer se misturando, eu girei o meu corpo, e chegamos ao clímax juntas; ela por cima de mim, seus cabelos dourados como fios de ouro caindo em meus seios, o cheiro do seu suor misturado com o meu, o seu coração batendo em meu peito. Ela me abraçou toda suada, pegou no sono, e eu fiquei a olhando, nua e linda exatamente como a imaginei. Os seus cabelos loiros sobre o travesseiro. Eu a amava, mas um sentimento de culpa me assaltou. Eu tinha ficado com tantas mulheres,  e nunca me sentira culpada até então. Agora eu sentia o peso dos meus erros e acredite; enquanto ela dormia feito um anjo, eu entrei no chuveiro e chorei até o ponto de quase desfalecer. Quando voltei pra cama eu fiquei acordada um bom tempo sentido o seu coração bater, a sua respiração, e o seu cheiro. O quê eu mais queria era levá-la pra cama e tinha conseguido. No entanto eu agora queria mais que isso, queria acordar ao lado dela todos os dias. Eu não sabia até que ponto ela se envolvera comigo, estávamos sob o efeito do vinho quando tudo começou. "E se ela me odiar quando acordar?" Pensei.

Adormeci cheia de interrogações... Quando acordei lá pelas 08:00 da manhã, levantei meia tonta. Não havia nenhum sinal dela, a não ser o travesseiro com o seu cheiro e a mancha com os vestígios da nossa noite de amor no lençol. Nem um bilhete, nem um recado na porta da geladeira.

Enquanto eu tentava por a minha cabeça em ordem para entender o porquê ela saira sem dizer uma palavra; o telefone tocou me assustando com a sua campainha estridente, e eu corri para atender na esperança que fosse ela.

- Bom dia irmão! - o Tião gritou do outro lado.

- Bom dia. - respondi murcha.

- Espero não está atrapalhando, é que precisamos pegar umas coisas aí, pois vamos à praia. -

- Tudo bem podem subir. Ela já foi embora. - eu falei.

Dois minutos depois estávamos na sala, eles perguntando porque eu estava triste se tinha ganhado a aposta? Afinal tinha levado ela pra cama.

- Cara, eu vou ter o maior prazer de comprar a minha caixa de espumante! E o troféu pegou? - o Nei me perguntou num tom brincalhão.

- Não! Nem pensei nisso. Eu amo essa mulher! - a minha vontade era encerrar o assunto. E sair para encontrá-la. Em vez disso fiquei lá parada enquanto eles arrumavam as coisas da praia em sacolas, e me davam tapas no ombro quando passavam por mim.

- Vamos para a praia minha amiga. Amanhã é outro dia. Relaxe! Ela vai te ligar. - a Agnes me disse, seguida pelo Tião quando estavam saindo.

- Eu prefiro ficar aqui! - respondi sentando ao lado do telefone.

Eles se foram pois o sol já estava bem alto e a galera os aguardava lá embaixo. Eu comi a sobra do jantar, tomei o resto do vinho, fiz um café bem forte e continuei esperando. Deu meio dia e nenhum sinal dela, então liguei pra sua casa.

- Boa tarde! Eu quero falar com a Monique por favor! - a pessoa que me atendeu, disse que ela estava dormindo, que daria o recado assim que ela acordasse e desligou na minha cara. Eu fiquei mais impaciente ainda, resolvi sair um pouco, talvez ir até a casa dela, pois sentia que havia alguma coisa errada. Na saída do prédio o porteiro me chamou.

- Sr Eduardo! A moça que estava no seu apartamento saiu para ir na padaria, voltou com os pães, subiu novamente e em seguida retornou com os pães lá de cima, deu pra zeladora e foi embora meia chorosa; pensei um pouco e achei que deveria falar para o senhor. - o homem contou um tanto envergonhado. Pois sempre era confuso eu ter um corpão feminino e ter nome masculino.

- Obrigada seu Fernando! Fez bem em me falar. - sair em disparada, a minha mente raciocinando, "ela saiu pra comprar os pães, os rapazes chegaram, nós ficamos conversando, ela voltou, a porta estava aberta, ela ouviu a conversa deles comigo, ou partes dela e claro! Foi embora sem ser vista, furiosa ou envergonhada."

Eu nunca tinha ido na casa dela, mas sabia onde ficava em Santo André; trânsito calmo em poucos minutos eu já estava defronte ao sobrado de dois andares em estilo italiano. Eu não toquei a campainha, fiquei esperando alguém sair do interior da casa para o pequeno jardim que ocupava quase toda a frente da construção protegida por grades altas. Pedras lavradas cobriam a entrada de carros, ladeada por um pequeno gramado bem cuidado. Outro caminho estreito coberto por pedras menores estampavam o chão diante de um portão menor até três degraus que davam acesso a cobertura diante da porta principal que não podia ser vista da rua. Até então eu não conhecia ninguém próximo a ela, além do dito noivo e a amiga Jéssica Galvão também dentista, que dividia o consultório com ela. E quê eu já disse se tratar da mesma Jéssica a garota da Agnes minha amiga. Que apesar da amizade a Monique não lhe falou nada sobre mim de início, portanto ela não sabia que eu saía com a sua melhor amiga. Mais de meia hora sentada na moto; alguns vizinhos já me olhavam desconfiados , e por fim uma pessoa saiu da casa e dirigiu-se ao portão menor; eu desci da moto e fui até lá.

- Boa tarde! O meu nome é Eduardo Gonçalves, preciso falar com a Monique. - falei assim que a mulher se aproximava do portão.

- Boa tarde. A Monique não está em casa. - ela falou me analisando com os seus olhos azuis. Havia alguma coisa de peculiar nela. Devia ter uns cinquenta anos ou menos.

- A senhora sabe a que horas ela volta? - perguntei quase implorando.

- Não sei filho. Quando ela sai a sós volta logo, mas em companhia da irmã, ou seja da minha outra filha a Ana, é imprevisível. - eu estava diante da mãe dela é claro, o furinho no queixo, os cabelos loiros, a voz delicada.

- Entendi! Por favor, diga pra ela me ligar assim que chegar. E desculpa ter ficado parado aqui na frente. É que fiquei meio sem jeito pra tocar a campainha. Muito obrigado! - falei-lhe já fazendo menção de ir embora.

- Darei o teu recado. Você é cliente do consultório dela? - perguntou me olhando nos olhos.

- Sim senhora! - respondi apreensiva.

- Mariah Galeazzi. É um prazer conhecê-lo senhor Eduardo Gonçalves! - ela sorriu mostrando dentes perfeitos tanto quanto a filha, e me estendeu a mão pela grade. Eu a peguei e beijei levemente.

- O prazer é todo meu! - dito isso, eu fui embora. O jeito era esperar. Ela ligar, eu achava quase impossível. Voltei para casa.

Fim do capítulo

Notas finais:

Olá, boa tarde!

Voltei meninas!

Como estão vocês? Espero que bem.

Alguns problemas me tiraram do eixo, mas estou aqui, e se Deus quiser nós estaremos juntas até a conclusão da história.

Muito obrigada a Vocês que leram e comentaram na história.

Espero que tenham gostado do novo capítulo e claro, comentem por favor!

Beijos, ótima noite e excelente semana.

Com amor.

Vanderly

 

 


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Comentários para 4 - Capitulo 4 O amor que eu sentia:
Andreia
Andreia

Em: 31/08/2022

Boa madrugada autora estou gostando muy de ler su história muito bonita, eu até q acertei que foi pai em responsável pela separação de Duda e de Su e agora quero ver ele sair desta enrascada que se meteu por uma aposta idiota com os amigos, ele não deveria ter aceito este acordo saiu caro para ele. Só que faltava agora depois deste desentendimento ele se acertar e depois o antigo amor dele aparecer e ainda por cima grávida e até pode ser a a Monique aparece grávida depois desta noite dele eeu quero ver como ele vai sair desta enrascada eu q tô achando até pode acontecer lendo Te aqui vamos lá ver se acertei até agora.

 

Abraços.....


Resposta do autor:

Bom dia!

Andreia, satisfação!

Quê maravilha, sentada para tomar o café da manhã e ao ligar meu celular chega a notificação de mais um comentário. Vocês são mesmo surpreendentes!

Muito obrigada pelos comentários! Amo!

Acertou mesmo. Tu tem faro de Sherlock Holmes. Por acaso é jornalista? Risos.

Até que depois dos tapas ele (a) se deu bem. Kkkkkk

Acredito que a temperatura vai subir bastante viu, mas a nossa personagem principal sabe como se saí das enrascadas, pois tem bagagem. Risos.

Será que tu acertou novamente? Vamos ler mais para ver. Espero que não tenha se cansado. Risos.

Abraços...

Vanderly

 

Responder

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Lea
Lea

Em: 08/06/2022

Com certeza ela só não escutou a parte que ele falou que ama ela.


Resposta do autor:

Boa noite!

Obrigada por comentar!

Eu fico feliz em saber que estás gostando do enredo.

Sim, ela não ouviu tudo.

Beijos flor!

Vanderly

Responder

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lis
lis

Em: 20/06/2021

Ai ai apostas nuncam acabam bem, mesmo que sejam feitas como brincadeiras, linda a noite de amor delas, parabéns Van


Resposta do autor:

Olá Lis!

Obrigada por comentar.

Realmente apostas nesse sentido nunca acaba bem, mas o bom é que a Duda se apaixonou e a Monique ao que parece também. E logo elas vão se entender.

Excelente descanso e se cuida.

Beijos!

 

Responder

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Rosa Maria
Rosa Maria

Em: 14/06/2021

Vanderly...

Seja bem vinda novamente, espero sinceramente que esteja tudo realmente bem com você. Menina! que maravilha de capítulo, quanto encanto, envolvimento e sensualidade, essa primeira vez  delas foi sensacional desde o jantar que deu água na boca, até toda a entrega envolvida, pena que um mal entendido, possa ter colocado esse belo momento a se perder não é mesmo? Parabéns e já ansiosa pela continuação.

Beijo

Rosa


Resposta do autor:

Boa noite!

Muito obrigada Rosa o teu comentário veio em dose dupla.

Estamos ficando bem. Tive alguns contratempos que me deixaram meia pra baixo, mas assim é a vida.

Espero que goste deste novo capítulo. E claro comente.

Beijos, e uma ótima semana para ti.

Vanderly

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Rosa Maria
Rosa Maria

Em: 14/06/2021

Vanderly...

Seja bem vinda novamente, espero sinceramente que esteja tudo realmente bem com você. Menina! que maravilha de capítulo, quanto encanto, envolvimento e sensualidade, essa primeira vez  delas foi sensacional desde o jantar que deu água na boca, até toda a entrega envolvida, pena que um mal entendido, possa ter colocado esse belo momento a se perder não é mesmo? Parabéns e já ansiosa pela continuação.

Beijo

Rosa


Resposta do autor:

Boa noite!

Muito obrigada pelo comentário, e que bom que você gostou.

Foi um momento muito lindo mesmo a primeira vez delas.

Bom, na verdade foi um bem entendido, pois a Duda tem culpa no cartório, mas ela vai correr atrás do prejuízo.

Já leu o novo capítulo? Se não vai correndo ler.

Excelente descanso, e se cuida!

Beijos!

Vanderly

Responder

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Marta Andrade dos Santos
Marta Andrade dos Santos

Em: 13/06/2021

Vixe melou !


Resposta do autor:

Boa noite!

Muito obrigada pelo comentário!

Melou nada menina! 

Bom, eu demorei e a moça já comentou até o novo capítulo.

Eu fico feliz que esteja gostando da história.

Excelente descanso, ótima semana.

Beijos!

Vanderly

Responder

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