OI pessoal, primeiramente gostaria de me desculpar pelo sumiço, muitas coisas acaontecendo ao mesmo tempo e acabou afetando a criatividade pra escrever um capitulo. Quero finalizar aqui logo, e tentar me organizar melhor pra poder postar mais contos pra voces. E sinto falta dos comentarios de vocês nos capitulos!!!
Boa leitura e atá breve!
Capitulo 60 Escute o que ela tem a dizer!
POV RAFA
-Tomara que elas se acertem. – Deixamos Sofia na casa de Alisson e seguimos para o apartamento dela. –Eu sei que o tio Otávio vai entender elas.
-Espero que sim, não gosto de ver Sofi nessa situação. – Nath fez tirou a mão do volante e fez um carinho em minha coxa.
-Vai dar tudo certo. – Ela me deu um sorriso singelo e voltou à atenção para o transito.
Conversamos amenidades durante o caminho, Nath me contava alguns casos sobre a delegacia e minha vontade de voltar só aumentava.
-Não vejo a hora de voltar. – Nath estacionava o carro na sua vaga do prédio. – Não aguento mais ficar dentro de cassa atoa.
Natália deu uma risada eu fechei a cara. – Calma meu amor, daqui uns dias eu prometo lhe encher de trabalho, e você vai reclamar por isso.
--Vou ter calma, mas agora eu quero um outro tipo de ordem. – Sorri maliciosamente e colei minha boca na dela.
-Amor, eu acho melhor a gente subir. – Ela dizia tentando retomar o folego.
-Vamos. – Antes de sair do carro meu telefone começou a tocar. – É meu irmão, vou atender.
Atendi e meu irmão estava eufórico do outro lado da linha, eu estava muito feliz por ele. Erica e ele merecem toda a felicidade do mundo, ele me ligou confirmando nossa ida pra minha cidade natal, confesso que não estou muito empolgada com isso, mas não posso deixar de participar dessa etapa da vida ele, logo agora que ele e meu pai estavam tão próximos a mim.
-Era o Renato, ele queria confirmar nossa presença. – Entramos no elevador de mãos dadas assim que desliguei. – Ele quer pediu pra que fossemos um dia antes, pra poder organizar tudo.
-Amor, tem certeza que acha uma boa ideia eu ir com você? – Nath fez uma carinha apreensiva. – Sua mãe provavelmente vai estar lá, não quero que haja algum constrangimento.
-Linda, eu só vou se você vier comigo. – Fiz um carinho no rosto dela e dei um beijo em sua testa. – Eu vou pelo meu irmão, eu não quero que Rosangela afete minha vida ainda mais, e com você lá eu vou ter força pra enfrentar qualquer coisa.
-Por que você é assim ein? Me desarma inteira. – Ela me deu um beijo apaixonado.
-Boba!
-Temos que avisar Joca e a Carlinha. – Balancei a cabeça e entramos no seu apartamento.
Partimos logo pela manhã, a viagem foi animada com os quatro cantando e brincando durante o trajeto. O tempo todo Joca contava suas piadas e nos arrancavam boas risadas. Joca e Carla são dois amigos que eu tive a sorte de ter em minha vida, agradecia muito pela amizade dos dois. A viagem durou umas três horas e logo estávamos estacionando no hotel em que fiquei da ultima vez que vim aqui.
-Vamos dar uma descansada, mais tarde encontramos o Renato. – Avisei Joca e Carla e entramos para nossos respectivos quartos.
Mesmo com a viagem sendo curta eu queria dar uma descansada antes de ver meu pai e Renato e confesso que ainda não estava preparada pra reencontrar minha mãe.
-Esta nervosa? – Natália me abraçou por traz e me beijou no ombro.
-Um pouco. – Me virei e a abracei de frente. –Não sei qual será a reação dela, sei que não será a melhor, mas quero que o Rê seja muito feliz, e não quero que o dia de hoje seja desastroso por minha culpa.
-Amor, não acredito que ela faria algo pra prejudicar esse dia tão importante pro seu irmão. – Ela fez um carinho em meu rosto. – E é claro que não seria culpa sua você é convidada do seu irmão.
-Obrigada por ter vindo comigo! – Colei nossas testas e a beijei.
Nath e eu tiramos um cochilo rápido e fomos acordadas com o meu celular tocando. Renato ligou pra avisar o horário do jantar de noivado e queria que fossemos antes para bater um papo enquanto eles arrumavam tudo.
-Vai dar tudo certo! – Joca apertou meu ombro enquanto eu dirigia pelas ruas da minha antiga cidade.
O jantar seria na casa dos meus pais, casa que não venho desde quando minha mãe me expulsou sem direito de voltar. A casa era um pouco mais afastada da cidade e levaram uns 20 minutos do hotel até lá. Estacionei atrás de alguns carros e antes de descer Natália me deu um beijo no rosto e sussurrou que ficaria ao meu lado o tempo todo. Seguimos para a entrada e minha mão suava frio, Natália me deu o braço e entramos pelo jardim da casa. A casa não tinha mudado muito e ali me trouxe algumas lembranças de uma infância feliz ao lado do meu irmão.
-Rafinha! – minha cunhada veio me abraçar assim que me viu. – Seu irmão colocaria um ovo se você não viesse.
-Eu imagino, ele me mandou umas cem mensagens. – Apresentei Joca e Carla pra ela. – E essa é a minha namorada, Natália.
-Muito prazer gente, seja todos bem vindos. – Ela abraçou a todos nós. – Vem, vamos entrar! O jantar vai acontecer na varanda de lá de dentro.
Acompanhamos Erika pelo interior da minha casa, meu coração parecia que ia sair pela boca a cada passo que eu dava, era estranho estar ali depois de anos e ver que pouca coisa havia mudado.
-Filha que bom ter você aqui. – Meu pai veio até mim e me abraçou apertado. – Seja bem vinda de volta meu amor, eu estou tão que você veio.
Meu pai e eu tínhamos estreitado os laços, depois que sai do hospital ele fazia questão de me visitar quase que toda semana, nos falamos por telefone quase todos os dias. Mas em momento algum mencionávamos minha mãe, por isso eu estava com medo da reação dela quando me visse aqui e ainda acompanhada da minha namorada.
-Pai, também estou feliz em estar aqui, mas confesso que não estou muito confortável. – Ele percebeu meu desconforto e me abraçou novamente.
-Não se preocupe filha, eu conversei com sua mãe e ela prometeu se comportar. – Ele sorri pra mim e foi cumprimentar os outros três. – Vem, seu irmão está bem ali.
Meu irmão estava feliz que só, nos abraçamos apertado e batemos um papinho enquanto ajudávamos a arrumar o local, não teríamos muitos convidados, apenas algumas pessoas da família e alguns amigos de Renato e Erika. Minha mãe ainda não tinha decido do quarto e eu até estava mais confortável. Natália ria do jeito afobado de Renato e Joca e Carla já estavam andando pelos arredores da casa quando os convidados começaram a chegar.
Peguei uma mesa onde nos quatro os sentamos enquanto a festa começava, contava pros meus amigos como Renato e eu aprontávamos quando éramos crianças e eles riam de tudo que eu falava, Natália segurava minha mão o tempo todo e isso me passava uma segurança enorme.
-Rafa? – Uma senhora tocou em meu ombro e eu me virei pra ver de quem se tratava. – Menina, não te vejo há anos.
-Tia Célia? – Me levantei ficando de frente pra mulher. – Muito tempo mesmo!
-Como você está? – Ela se aproximou e eu a cumprimentei com um abraço sem jeito. Seu pai me contou o que aconteceu com você, meu coração apertou quando eu soube.
-Mas Graças a Deus estou bem Tia. – Sorri de lado e ela apertou meu ombro.
-Podemos dizer que você viveu novamente. – Concordei com a cabeça e ela continuou. – Sua mãe ficou desesperada quando soube, até fomos juntas na igreja rezar por você.
Olhei confusa pra Tia Célia, Jamais imaginei que minha mãe faria algo assim, ainda mais depois de tudo que ela me disse da ultima vez em que nos encontramos.
-Mas foi bom rever você e ver que você está bem Rafa. – Minha tia me abraçou novamente. – Vê se não some, Robson e eu sentimos a sua falta.
-Prometo visita-los vocês depois tia. – Nos despedimos e eu me sentei com uma interrogação no rosto.
-Quanta informação amiga. –Carla disse enquanto tomava o drink. – Eu não esperava por isso.
-Muito menos eu. – Respondi e Nath fez um carinho na minha mão.
Mudamos de assunto e continuamos curtindo a festa, estava muito feliz pelo um irmão e um sentimento de querer dar um passo maior com Natália aumentava.
-Sabe o que eu estou pensando? – Sussurrei próximo ao seu ouvido.
-Em que você está pensando? – Ela se virou pra mim e me presenteou com um sorriso lindo.
-Pensando em como você vai ficar linda vestida de noiva! – Natália sorriu sem graça e me puxou pra um abraço.
-Eu amo você! Sabia disso?
-Eu também te amo! – Dei um beijo em seu rosto e alguém pigarreou atrás de nós.
-Licença, Rafa? – Me virei e tinha uma moça familiar atrás de nós. - Sou eu Katia!
-Nossa quanto tempo. – Katia era um antigo romance que tive na época em que minha mãe me expulsou de casa.
-E ai como você está? – Me levante e a cumprimentei com um abraço. – Perdemos o contato e nunca mais nos falamos.
-Verdade, desde quando fui embora. – Katia foi minha primeira namorada, e era estranho revê-la. -- Eu estou bem e você? Deixa eu apresentar você, esses são meus amigos Joaquim e Carla e essa é minha namorada Natália.
-Muito prazer gente. – Ela sorriu e deu um aceno pra todos e percebi que Natália fechou um pouco a cara. – Não esperava te encontrar aqui, você está diferente, está mais bonita.
-Ah obrigada, você também está! – Falei sem jeito e vi Natália dar um gole no suco.
-Vou cumprimentar outras pessoas, depois a gente coloca o papo em dia. – Ela me puxou pra outro abraço e me deu um beijo no rosto. – Tchau pessoal!
Ela se afastou e me sentei sem graça, com todos os olhares da mesa voltados pra mim. Joca sorria debochado, e Carla e Natália tinham um olhar de reprovação.
-Atirada essa sua amiguinha! – Carla disse e Natália me olhou com a sobrancelha arqueada. – Não fui muito com a cara dela.
-Carla, ela é só uma amiga de infância. – Joca só sabia rir do meu nervosismo. – Não começa.
Tentei desviar o assunto, mas Renato chegou e só piorou a situação. Ele se juntou na nossa mesa e o papo fluiu voltando pra Katia.
-Rafa a Katia veio falar com você? – Balancei a cabeça confirmando. – Lembro quando vocês duas namoravam e eu tinha que acobertar as duas lá na praça.
Renato soltou isso e o clima da mesa se fechou na hora.
-Namorada? – Natália interrogou e eu respirei fundo.
-Nath, foi só um romance do passado. – Carla e Joca ria do minha cara de desespero. –Não foi nada sério.
-Entendi. – Ela não disse mais nada e eu sei que ela estava com ciúmes.
-Papai e Mamãe desceram Rafa! – Renato cortou o assunto e eu olhei na direção dos meus pais. – Vamos até lá?
-Não sei Rê! Não sei se é uma boa ideia. – Fiquei meio apreensiva.
-Rafa, juro que você não vai se arrepender e vai gostar de ouvir o que a mamãe tem a dizer.
Fim do capítulo
Eita, o que será?
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