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Tormenta por Kara

Ver comentários: 1

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Palavras: 2363
Acessos: 1566   |  Postado em: 11/10/2019

Televisão

Dias atuais

Leticia caminhou até seu carro e rodou pela cidade, não sabia muito bem para onde ir e decidiu voltar para o hotel, não fazia mais sentido ficar ali. Na noite em que havia discutido com Anne, fez check in em um hotel da cidade, pois não pretendia se encontrar mais com a garota naquele fim de semana, seria mais um motivo de briga. Mas Anne não voltou naquele dia, nem nos outros que se seguiram. Vitor e Isabela não saíram mais da casa de veraneio, não poderiam deixar de estar ali, com a esperança de Anne entrar pela porta a qualquer momento, mas não aconteceu e Leticia tinha certeza de que provavelmente nunca mais aconteceria.

Do dia do desaparecimento em diante Leticia se manteve hospeda, pois também não conseguia voltar a sua rotina de trabalho, reuniões, jantares, festas. Porém também não havia conseguido até então voltar a casa de veraneio, enfrentar a madrasta e o fantasma de Anne era assustador. Embora tenha conseguido superar seus medos com ajuda de seu pai, ainda não tinha fechado a conta no hotel, suas coisas ainda estavam lá.

Parou na recepção e encontrou um homem com uma gravata verde bem alinhada, por instantes imaginou se ele teria alguém especial a lhe esperar no fim do dia, se talvez a esposa tivesse lhe ajudado colocar aquela gravata, quem sabe filhos, talvez dois, um cachorro grande e folgado que roesse seu chinelo mais confortável, uma vida simples. Essa imagem lhe pareceu tão boa, tão reconfortante. Mas de repente ela imaginou o homem correndo até o mar e pode ver quando segurou com força um corpo desfalecido de uma mulher, seria ela sua esposa? Mas na verdade ela via o rosto de Anne ali pálido, sem vida, gélida.

Leticia apertou os olhos afastando seus delírios

—Tudo bem senhorita?

— Vou subir para retirar minhas coisas e lhe entrego a chave para fazermos o Check out.

 

 

 

 

Já no carro novamente, acaba estacionando automaticamente em frente ao café.

Ao descer do carro sentiu alguns olhos curiosos sobre si, ignorou e entrou na cafeteria.

— Um café sem açúcar por favor.

Enquanto a atendente preparava seu café, Letícia pode sentir novamente ser observada. Ela tenta controlar mentalmente a vontade de se virar e mandar quem quer que fosse para um lugar nada agradável.  As pessoas realmente se parecem com carniceiros quando alguma tragédia acontece.

Mas Letícia não precisou se controlar por muito tempo, uma mão tocou seu ombro e então pode ter um motivo para se virar.

—Me desculpe incomodar dona Leticia, posso falar um minuto com a senhora?

“Era um dos caras locais, era nítido que o garoto era um surfista, dava para sentir o cheiro da parafina, podia jurar que já havia o visto com alguns grupos que surfam perto da casa da praia.”

—Te conheço?

— Bem acho que não, pelo menos nunca nos apresentamos. Sou Cesar, conheci sua irmã, bem ela tirou algumas fotos minha e de uns amigos surfando, sou amigo do Rafael.

Leticia deu um sobre salto ao saber que o garoto era amigo do piloto que levou Anne para um passeio sem volta.

Se conteve por alguns instantes.

—Ok Cesar, o que quer conversar?

O garoto hesitou, como se sentisse receio de conversar ali, como se fosse dizer um segredo perigoso. Leticia achou a reação inusitada.

— Olha estou me sentindo em um filme de suspense com as caras e bocas que está fazendo, está tudo bem? quer tomar alguma coisa, talvez um cappuccino?

Cesar ficou sem reação o que Leticia entendeu como um sim.  Ela que já bebericava seu café, pediu a bebida para o garoto, que chegou rapidamente.

—Certo, agora sem rodeios, por favor não tenho tempo para meias palavras garoto.

Leticia mentia, pois, o que mais tinha agora era tempo, seus dias eram arrastados e nunca fazia ideia do que fazer para que eles passassem rápido. Sua vida em uma semana se tornou a mais miserável que alguém possa ter.

—Eles não estavam sozinhos.

—O que você está falando? Leticia quase caiu do banco com a notícia.

—Dona Leticia eu estava com Rafael naquele dia, estávamos surfando, o tempo estava mudando e as ondas estavam ótimas, quando fomos até a areia para descansar um pouco, ele pegou o celular e tinha recebido uma ligação, rapidamente ele retornou para o número.

— E...

—Depois que ele desligou estava nervoso, disse que teria de trabalhar e esbravejou varias vezes dizendo que o mar não estava para navegação naquele dia.

—Talvez ele tivesse mentido para você e fosse Anne no telefone, talvez seria um encontro e não trabalho.

—Conheço muito bem meu amigo ele não teria motivos de mentir, eu sabia que ...bem ele tinha interesse na sua irmã, até saímos todos algumas vezes, ele sempre tentava, mas ela nunca quis nada, dizia ter outra pessoa.

Nesse momento Leticia se mexe um pouco no banco, sentindo-se incomodada.

—Além disso a gente pega ondas de frente a sacada e...

O garoto parou de falar com medo da reação da mulher a sua frente, mas Leticia o encorajou a continuar. — E então o gato comeu sua língua?

—Nós vimos a senhora, Anne e mais uma mulher discutindo na sacada e vou te dizer a briga era feia. Seria impossível ele ter falado com Anne naquele momento, já que ela estava gritando com outra pessoa.

Leticia sentiu um aperto no peito se lembrando do momento.

— Mas não temos como garantir que tinha alguém com eles no iate.

—Paulo com certeza pediu para que o levasse a algum lugar, talvez tenha convidado sua irmã para um passeio eu não sei, mas ele queria um piloto naquele dia.

—Você não falou com a polícia?

—Não, tive medo, ninguém se mete com o Dr. Paulo.

 

Letícia sabia muito bem do que o garoto falava, Paulo era um sujeito arrogante, fazia o que dava na telha sem medir consequências, seus altos padrões e riqueza não vieram apenas da medicina, ele era um afortunado desde criança. Seus pais tinham grandes fazendas no interior, já havia passeado por algumas com Pri quando eram mais jovens. Por tanto conhecia muito da arrogância do médico.

— Se você se lembrar de mais alguma coisa esse é meu número. – Passou seu cartão pessoal para Cesar e jogou algumas notas no balcão, saindo da cafeteria rapidamente.

A atendente recolheu as notas que somavam um valor bem maior que quantia cobrada, a garota deu de ombros colocando a quantia no bolso e retomou seus afazeres enquanto o rapaz ficou parado terminando seu cappuccino.

Já do lado de fora Leticia respira fundo tentando assimilar toda a conversa. Quem poderia estar no iate com eles. Por alguns segundos Leticia se perde em pensamentos enquanto observa através da vitrine a televisão ligada da cafeteria e viaja para um passado bem próximo.

 

 

Um mês atrás e alguns dias.

 

Semanas e mais semanas se passaram e Leticia continuava a fugir da garota.

Anne trabalhava alguns dias da semana no estúdio da agência, ficava por horas revelando as fotos que tirava, em sua grande parte eram fotos de Leticia e a tortura só aumentava, pois essa, nem ao menos lhe dirigia a palavra. Quando chegava em casa as coisas não melhoravam, noites longas de mais, horas esperando que Leticia pudesse chegar do trabalho, a esperança de encontrá-la pelo menos por alguns minutos, faziam que Anne recriasse diariamente o mesmo ritual, descia as escadas se acomodando ao sofá, ligando a televisão e lutando contra o sono. Mas Leticia não vinha mais dormir em casa.

Porém em uma dessas noites tão vazias a espera de alguém que nunca adentrava a porta, a mesma rangeu e suavemente é entre aberta, nesse momento Anne ainda deitada no sofá com a televisão ligada pode ver a silhueta de alguém.

Sem pensar direito a garota agarra a primeira coisa que vê a frente, se armando em defesa de qualquer movimento do intruso que tenta passar pela porta.  

Em um golpe rápido a almofada é lançada e não atingi Leticia pelo simples fato de ser ágil o suficiente para segurar antes que a mesma acertasse seu corpo. Leticia resmunga alguma coisa ilegível antes de olhar para a direção que a almofada veio.

— Ei!! O que pensa que está fazendo? Acha que pode fazer alguém parar com uma almofada?

— Eu...Só...Bem eu me assustei!

Anne não consegue argumentar, já que Leticia tem total razão sobre parar alguém com uma almofada, sentiu se envergonhada por um momento, mas a felicidade de poder ver o rosto de Leticia mesmo que com sobrancelhas rígidas e  cara  fechada, era grande demais e um sorriso acanhado se fez em seus lábios. Não deixando de ser percebido pela mulher mais velha que sorri de volta relaxando os músculos da face, deixando o ambiente um pouco mais leve.

—Tudo bem! Não deveria estar acordada tão tarde, o que faz aqui sozinha? O que está assistindo?

Anne olha para televisão e mesmo que tentasse forçar os pensamentos enquanto via um comercial qualquer sendo transmitindo, não se lembrava qual programa estava passando.

—A tv é apenas para não me sentir sozinha, nem sei o que está passando.        

—Bem essa hora, provavelmente nada de bom.

Elas ficam por um tempo se olhando em um silêncio prolongado e ao mesmo tempo as palavras não fazem tanta falta. Leticia suspira longamente e quebra o silêncio.

 

—Está com fome? Assistir tv me dá fome, vou fazer algo para nós.

E do nada, sem contexto algum, Anne abaixa os olhos e solta suas palavras sem muita expectativa de retorno, apenas quer falar, soltar da garganta um sentimento que a faz sofrer tanto.

—Sinto sua falta!

Leticia foi pega de surpresa bem mais que a almofada surgindo em sua frente. Ela pensa em se desvencilhar e deixar a garota sozinha sem resposta alguma. Porém sente tanta falta da menina quanto a mesma. Engolindo em seco e andando em direção a Anne firmemente, para bem próxima e segura as mãos da menina.

—O que quer que eu faça? – Leticia olha para Anne como se realmente pedisse um conselho.

A vontade da mais nova é dizer tudo que está preso em seu peito, fazer com que Leticia a enxergue como uma mulher, como amante, como alguém que a deseja intensamente.

Mas ela não diz nada, apenas se movimenta o mais sutil possível, com medo que a qualquer momento a mais velha lhe empurre para longe ou algo parecido.

Anne dá um passo a frente deixando ambas muito próximas uma da outra, enquanto aperta ainda mais as mãos que seguram a suas.

O perfume tão conhecido por Anne a está embriagando. Em um gesto delicado deixa sua cabeça cair levemente sobre os peitos de Leticia e então as mãos se soltam apenas para um grande abraço. Leticia envolve a garota em seus braços como uma saudade infinita.

A garota fecha os olhos e lágrimas podem ser vistas caindo mansamente pela face da mais nova.

Leticia se afasta alguns milímetros, o suficiente para que possa levantar a cabeça de Anne, fazendo olhar em seus olhos.

—Realmente não sei o que fazer, não posso permitir te magoar, magoarmos nossos pais, a mim mesmo!

Por fim Anne consegue voltar a falar.

—Mas já não estamos com esse sentimento de magoa? Digo, nós duas? É justo?

Leticia nada responde, apenas se aproxima dos lábios de Anne e a beija com doçura e pressa. Em apenas dois passos levando Anne junto a ela sem desgrudarem os lábios, ambas caem sobre o sofá, que acolhe as duas enamoradas em desejo e paixão, ali na sala, apenas com uma fina luz que a tv cúmplice lança sobre as duas.

 

Depois de um tempo entre caricias e beijos Leticia começa a sentir um calor insuportável e um desejo incontrolável, consegue sentir o calafrio do tesão em cada centímetro do seu corpo, ela despe Anne em seus pensamentos, consegue ver a si mesmo desvendando cada centímetro da garota, arrancando lhe suspiros e gemidos, Leticia transpira com seu corpo febril e subitamente balança a cabeça acordando dos devaneios do desejo, forçando o seus pensamentos se dissiparem.

Anne percebe o corpo quente da mais velha sobre si, e mesmo com medo de principiante ela quer essa aproximação mais que tudo, ela quer ser desejada, seu corpo corresponde a cada estimulo de Leticia, mas de repente tudo que era quente passa de morno, para frio tão rapidamente que a garota fica sem reação ao ver Leticia levantar-se rapidamente do sofá.

—Não podemos!

—Não, não podemos! Não podemos ficar assim, nesse chove não molha! Você vai me beijar a cada dois ou três meses e depois sumir! Poxa Leticia eu vejo desejo nos seus olhos. Por que não me mostra como é estar nos braços de alguém, estou com tanto medo, mas quero sentir todo esse desejo em mim! Quero ser sua por inteira! Não me entregaria a mais ninguém.

 

Leticia respira pausadamente e reflete cada palavra que escuta e o desejo só faz aumentar, mais o temor vem junto e agora mais forte quando percebe pelas palavras da garota que ela aparentemente nunca esteve com alguém de forma mais intima, talvez ainda seja virgem. Um peso de responsabilidade ainda maior em seus ombros.

Anne insiste:

—Você não vai dizer nada?

E a calma e paciente Leticia de minutos atrás não se encontra mais naquela sala, tudo que restou foi a Leticia irmã.

—Suba para seu quarto! – Anne olha sem acreditar nas palavras que saem da boca de Leticia, pisca os dois olhos incrédula. —Sou sua irmã mais velha e estou mandando. VÁ, PARA SEU QUARTO AGORA!  

Enquanto Anne engole o choro e sobe os degraus correndo sem olhar para trás um só segundo, Leticia enfim respira e cai sentada no sofá.

Claramente perturbada passa as mãos pelo rosto tentando refletir tudo o que acabou de acontecer, como se pudesse limpar com as mãos toda a confusão estampada em sua face.

Segundos depois os olhos fixos na televisão sem ao menos poder realmente ver o que acontecia naquela caixa a sua frente, ela fala para uma Anne não mais presente.

—Também sinto sua falta!

Fim do capítulo


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Comentários para 6 - Televisão:
rhina
rhina

Em: 12/10/2019

 

Oooh lasqueira

Sua história está muito gostosa.

Vx consegue tranmitir tudinho com as palavras......todas as emoções......sentimentos.......nota claramente os impasses.....

Mas também tem mistério....... sedução......suspense.....

Rhina


Resposta do autor:

😄 Que bom que consegui transmitir tudo isso! Obrigada!!!

Beijinhos

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