• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Tormenta
  • Do outro lado

Info

Membros ativos: 9579
Membros inativos: 1617
Histórias: 1971
Capítulos: 20,927
Palavras: 52,929,536
Autores: 808
Comentários: 108,967
Comentaristas: 2597
Membro recente: Anik

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025
  • Livro 2121 já à venda
    Em 30/07/2025

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • Entrelinhas de um contrato
    Entrelinhas de um contrato
    Por millah
  • RASGANDO O VEU DE MAYA
    RASGANDO O VEU DE MAYA
    Por Zanja45

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Eu sei por onde começar
    Eu sei por onde começar
    Por Miss S
  • Enseada Negra
    Enseada Negra
    Por Brias Ribeiro

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (875)
  • Contos (476)
  • Poemas (234)
  • Cronicas (232)
  • Desafios (182)
  • Degustações (27)
  • Natal (9)
  • Resenhas (1)

Tormenta por Kara

Ver comentários: 1

Ver lista de capítulos

Palavras: 3201
Acessos: 1302   |  Postado em: 11/10/2019

Do outro lado

Isabela minutos antes de sair de casa havia entregue dois pequenos comprimidos a filha que até pensou em não tomar, sabia muito bem do que se tratava, porém sabia também que não pretendia passar por toda aquela agonia novamente. Os segurou por alguns minutos nas mãos, sua mãe que permanecia do seu lado tocou de leve nos pulsos da garota, fazendo suas mãos se erguerem até a boca e com toda delicadeza do mundo fez com que a filha engolisse o medicamento, em seguida lhe entregou um copo com água.

Já no carro Vitor pode avistar o mar a sua frente e a balsa atracada ao longe, virou-se para traz certificando se de que a enteada estivesse dormindo.

—Não se preocupe amor, ela não vai acordar até chegarmos em casa.

Vitor olhou para esposa e entrou na balsa em seguida.

Anne permanecia desacordada no banco de trás do carro, provavelmente em algum sonho bom pois o semblante não demostrava sofrimento e dor como da ultima vez que passou por ali.

A balsa os levou do outro lado e puderam seguir viagem.

Um pouco antes de escurecer chegaram à casa da família, Anne ainda estava sonolenta e com um pouco de ânsia, talvez efeito do remédio.

Com ajuda de Vitor Anne saiu do carro.

—Amor vou pegar as malas, vocês duas podem seguir sozinhas até a porta? Teresa deve estar lá.

Isabela segura a mão da filha e sorriu para o marido.

Anne apesar da ânsia já estava bem acordada e pode ver o quanto a casa era bonita, uma mulher de meia idade veio de encontro a elas.

—Dona Isabela, como foi o fim de semana?

—Ótimo Teresa ainda mais com minha querida filha perto de mim.

Isa abraça a filha e sobe as escadas para leva-la até o quarto. Anne sorri para emprega que retribui de forma gentil.

 

 

 

 

No apartamento Letícia acabava de sair do banho sem prestar muita atenção na morena que fala sem parar sentada na cama de seu quarto enquanto foleava uma revista de pelo menos 3 meses atrás.

Leticia não conseguia se concentrar na conversa, seus pensamentos estavam longe, imaginando como teria sido o retorno de Anne para cidade, “Tomara que a garota esteja bem”.

Leticia termina de se trocar e da um beijo em Priscilla.

—Vou dormir em casa.

—Mas por que? Pensei que íamos passar o resto da noite juntas?

—Amanhã trabalho e estou cansada, o dia foi longo de mais hoje.

Priscila não gostou muito de saber o desfecho de sua noite, mas acabou aceitando.

—Ótima querida então me deixe em casa, vou tomar um banho e sair com o pessoal, me recuso terminar a noite tão cedo.

Letícia sorri e pega sua bolsa.

 

Meia hora depois por volta das 19horas Leticia entra na casa de seu pai, coloca a bolsa no aparador e vai direto para cozinha, onde pode ouvir o som de panelas, enquanto uma senhora cantava e trepidava a cintura em uma dança um pouco fora dos padrões conhecidos.

—Que isso Teresa? – Fingindo indignação.

—Oi patroazinha já em casa?

—Já, o que teremos no jantar?

— Dona Isabela pediu para fazer algo rápido, simples e leve. E eu estou perdida como sempre, o meu simples é arroz com feijão dona Letícia.

— Que tal Barquete de vegetais e queijo branco? Deixa comigo Teresa, que tal você prepara um suco?

Letícia dobra a camisa de linho até uma altura que não lhe atrapalhe e passa a cortar os vegetais recolhidos da geladeira.

Vitor entra na cozinha e abraça a filha por traz enquanto lhe dá um beijo estalado na cabeça.

—Minha cozinheira preferida, devia tomar o lugar da Teresa. – Fala de forma um pouco mais alta para que a senhora que tirava a casca e os caroços de uma fatia de melancia, do outro lado da mesa ouvisse.

—Eu estou aqui ainda seu Vitor, posso ouvir viu.

Vitor sorri satisfeito por ter chamado atenção de Teresa, ela estava na família já fazia um bom tempo e se permitiam fazer brincadeiras uns com os outros, Teresa os tratavam como filhos.

Isabela chega acompanhada de Anne e se intromete na conversa.

—Seria realmente ótimo querida comer sua comida todos os dias.

—Que isso dona Isabela, até a senhora?

—Desculpe Teresa sua comida é tão maravilhosa quanto. É que seria uma forma de ter Leticia por mais tempo ela nunca para em casa.

Isabela se aproxima da enteada e segura seus ombros por alguns segundos fazendo com que Leticia se vire para a madrasta.

—Amo vocês, mas papai me enche de trabalho aí acabo ficando mais no escritório que em casa.

Victor responde de imediato:

—Sabe que está mentindo, não é? Você que é meu oposto e ama trabalhar.

 

Anne repara na felicidade instalada naquela cozinha e realmente se sente completa, como se nada pudesse ser melhor que aquilo. Pode desenhar um lindo futuro com apenas aqueles ali presentes.

Era como se os dias ruins nunca tivessem existido e sorriu um sorriso pleno, sutil, quase que imperceptível aos olhos. Leticia, porém, consegui vê-lo do outro lado da cozinha enquanto mais ninguém pode.

Ela leu os lábios da jovem e pode entender muito bem o porquê do sorriso e ficou feliz em poder vê-lo. A felicidade se completou quando os seus olhos se cruzaram deixando mais evidente o que Leticia já havia projetado. Como era linda aquela garota li parada no balcão, cabelos húmidos ainda pelo banho, com uma camiseta um pouco grande que cobria praticamente todo short de malha que usava, não entendia as reações do seu corpo, ela era apenas uma garota, realmente não era o tipo de mulher que andava a sua companhia, Anne era algo confuso em sua mente.

A noite terminou perfeita, como tinha de ser, leve e harmoniosa.

 

 

Na manhã seguinte a garota desce as escadas que levam até a sala e não viu ninguém o silêncio era absoluto, em seguida atravessou a copa e a mesa de jantar estava vazia, mais alguns passos e encontrou o que procurava, parando no balcão da cozinha via toda a movimentação da sua família – ‘‘Como pode em apenas algumas horas tudo parecer tão agitado e divergente”

Leticia parecia estar de mal humor não esboçava expressão alguma enquanto tomava um café rapidamente e lia alguns papeis ainda em pé, encostada no armário, Vitor parecia preocupado com as últimas notícias do caderno de economia, enquanto Isa realmente parecia estar perdida tentando fazer com que Leticia comece alguma coisa ao mesmo tempo em que pedia para o marido parar de esbravejar com o jornal, quando viu a filha aumentando mais uma tarefa no seu café matinal.

—Filha venha sente -se, leite?

—É... pode ser mamãe.

Leh olha rapidamente em direção da garota e retoma a leitura, mas é interrompida quando Isabela puxa o corpo da mesma para que pudesse pegar uma xicara no armário.

—Estou indo, vai comigo pai?

—Não vou com meu carro, quero levar Anne para conhecer a agência. – Olhando para a garota continua:

— O que acha Anne, quer conhecer? Temos um ótimo estúdio fotográfico pode usa-lo quando quiser é só ligar antes para saber se está desocupado.

—Claro que quero.

Anne ficou empolgada em saber que poderia usar o estúdio da agência. Leticia observava os olhos da garota a brilhar e ficou em transe por alguns segundos.

—Sendo assim estou indo, vamos almoçar juntos?

Isabela entreviu:

—Bom eu combinei de levar o Prefeito até as dunas, vamos demarcar a trilhas dos passeios de bug com Jorge e depois almoçamos por lá. – Isabela olhou o relógio e se lembrou de quanto estava atrasada. — Me da uma carona até a prefeitura?

—Claro vamos.

Dando um beijo no marido e outro na cabeça da filha Isa sai com Leticia.

 

—Bem acho que só sobrou nós então podemos comer cereais o que acha? Sua mãe nunca me deixa comer os que tem açúcar são os melhores!

Anne riu enquanto concordava com a cabeça.

 

 

Uma hora depois Anne e Vitor entravam na agência e a enteada pode ver o quanto era bonita e sofisticada, Vitor apresentava cada um dos funcionários que apareciam entre um corredor a outro, todos eram simpáticos, mas pareciam sempre estarem com pressa. Então Vitor abriu uma das portas e então Anne pensou estar em outra atmosfera completamente diferente.

—Essa é a equipe de criação, sua irmã é diretora, ali está ela. – Vitor aponta para uma sala aos fundos onde todas as duas paredes a frente eram de vidro, se via toda a movimentação lá dentro.

Leticia viu quando os dois entram no departamento e foi de encontro com deles.

Anne observava a grande sala com sete funcionários trabalhando em seus computadores sobre uma mesa compartilhada, era como se estivessem constantemente partilhando as ideias e estratégias de comunicação, um pouco mais ao lado pode ver um cara com barbas enormes deitado em um sofá com os pés literalmente para cima enquanto lia uma revista local. O ambiente era incrível com cores vibrantes em algumas paredes e outras com tom pastel que traziam tranquilidade. Era uma confusão mental e artística, mas era incrível.

Perto de algumas poltronas haviam alguns puffs e uma enorme televisão e se não estivesse enganada Anne jurava ter visto um joystick. Leticia se aproximou tirando Anne do devaneio.

—Olha quem está aqui e então? Gostou?

—Vocês estão brincando? Isso é incrível!

—Bom eu vou deixar Anne nas suas mãos, surgiu um compromisso.

Vitor se despediu deixando as duas garotas no meio da sala, Leticia pegou na mão de Anne levando a até sua equipe.

A maioria tinha entre 22 a 30 anos, todos tinham um estilo mais despojados e uma das meninas realmente havia ultrapassado a linha do despojado, extravagante e espantoso, Anne não saberia dizer quem poderia ter desenhado aquele modelo de vestimentas, provavelmente a própria garota.

A única ali que se vestia formalmente era Leticia, sempre elegante, saltos altos, muito bem maquiada de forma sutil mais marcante, tinha saído de casa com um terninho, mas agora só estava com uma camisa de cor clara com alguns botões abertos mostrando a linha do busto, discretamente olhando por cima dos ombros Anne viu o terninho sobre a cadeira em sua sala. 

Quando sua mãe lhe contou sobre o namorado e sua filha não imaginava que ela era assim, sempre imaginou uma garota da sua idade, mimada e irritante, mas Leticia era uma mulher dona de si, ela queria ter estado no casamento queria ter estado a mais tempo junto da sua nova família, não podia se imaginar longe deles. Era como se todos esses dias que vivera antes de conhecer Leticia fossem irrelevantes.

 

E mais uma vez sentiu toda a simpatia dos funcionários quando foi apresentada, enquanto o barbudo do sofá gritou de onde estava.

— GATA, tua irmã!!

—Certo Pedro, também acho. Já fez as alterações do layout? A campanha não pode atrasar.

—Estará na sua mesa no fim do dia chefe.

—Ok. Ah! Mais uma coisa, não chega perto da “minha irmã’’ seu engraçadinho.

Todos deram risadas e voltaram a trabalhar enquanto Leticia levava Anne até uma porta entre sua sala e a mesa de reunião da equipe.

—Como meu pai prometeu e não cumpriu eu mesmo vou te mostrar, acho que está ansiosa - Olhou para as mãos da garota que carregava sua inseparável Canon T7i.

— Aqui fica o estúdio.

Leticia abriu a porta alta e pesada que dava para uma nova sala, toda branca, o pé direito deveria ter, no mínimo, quatro metros, ao fundo havia instalado dois painéis um estava equipado para fotografar produtos, com banquetas e pequenas mesas dispersas e do outro lado provavelmente para modelos, já que havia um camarim no ambiente.

O lugar era arejado e espaçoso com algumas poltronas e um pequeno bistrô. Havia inúmeros equipamentos para controlar a iluminação. Enquanto a garota se embriagava com o ambiente Leticia abriu uma pequena porta quase que escondida.

—Apesar de termos um sistema de impressão digital das fotos, construímos esse pequeno laboratório de revelação, gosto do das fotos retros também, um ar romantizado não sei.

Leticia deu um pequeno sorriso enquanto via o fascínio da menina.

Anne observou a sala escura e sentiu vontade de fotografar com filmes novamente.

—Bom, aqui tem tudo que precisa para revelar suas fotos ou imprimi-las, tem um computador a disposição para tratamentos e equipamentos que queira usar.

—É linda, tudo é lindo. Você e seu pai são incríveis, tudo que fizeram nessa agência, agradeço me deixarem usar o estúdio, obrigada.

Anne tropeçava nas palavras tamanha excitação com tudo. Leticia olhava para garota e sentia-se feliz em vela em êxtase, ali naquela sala sozinhas o aroma dos cabelos da jovem era mais intenso a sala estava bem iluminada com as persianas abertas o que permitia ver cada traço de Anne, que parou de sorrir quando percebeu estar sendo analisada detalhadamente.

Anne sentiu o corpo em fervura e a pela alva agora estava vermelha, mas não conseguia desviar os olhos da mulher a lhe cobiçar ou estaria ela a imaginar coisas.

Leticia deu um passo a mais, ficando rente a garota com faces rubras, com as pontas dos dedos retirou alguns fios de cabelos que lhe atrapalhavam no que pretendia fazer.

Anne não acreditava no que acontecia, estava imóvel enquanto Leticia se aproximava com os olhos fixos em si, sentiu medo, sentiu um borbulhar no estomago, sentia frio e calor, sentia uma tempestade dentro de si, mas mesmo assim ainda não se movia, estava na espera, queria aquela aproximação.

Leticia então a tomou para si, segurando o pescoço da garota com uma das mãos enquanto a outra seguia para a cintura de Anne, fazendo com que as duas ficassem coladas, sentindo o respirar ofegante uma da outra, era possível sentir os batimentos acelerados e então em uma ação de predador e caça Leticia abocanhou sua presa, que sentiu se esvaecer nos braços da predadora.

O beijo afobado se tornou terno e correspondido, Anne recuperou as forças e as mão soltas passaram a abraçar a mulher a sua frente ela queria que aquilo nunca acabasse e como castigo dos deuses aconteceu o oposto.

Leticia afastou a garota e olhou em seus olhos, antes segura de si a filha de Vitor agora estava transtornada e pálida.

—Me desculpa e não sei o que aconteceu, eu...

—Está tudo bem eu também queria.

Leticia ficou mais confusa ainda com as palavras de Anne e movia a cabeça tentando acordar de uma realidade paralela.

— Hora Leticia, você acha que nunca beijei outra mulher?

Leticia em desdém tenta se esclarecer, mas não era para Anne era para si mesmo, como se quisesse mostra para si que estava insana.

—Isso não tem nada ver garota se já beijou sua professora ou uma amiguinha de quarto, somos praticamente irmãs e você...

Anne interrompe a conversa já alterada.

—Eu o que Leticia, vamos diga, eu o que?

—Você é uma criança que anda por aí com esse cabelo sem pentear e toma leite com chocolate de manhã, me poupe dessa conversa.

—Foi você que beijou uma criança.

Anne falou decidida enquanto saia da sala a passos duros, deixando bem claro sua raiva.

Leticia ficou algum tempo ali tentando se recuperar, se aprumou e seguiu elegantemente para fora do estúdio e caminhou para sua sala. A equipe a olhava como querendo entender porque Anne saiu apressada e passou por todos como se fossem invisíveis.

Leticia adentrou e sentou em sua cadeira fitando o monitor a sua frente, enquanto todos a olhavam através do vidro. Ela pensou ironicamente consigo “quem teve a excelente ideia de paredes de vidro?!”

Levantou se novamente e caminhou até as persianas lançando um olhar bem expressivo para os funcionários que imediatamente se puseram a trabalhar, em seguida fechou todas as persianas e voltou ao trabalho, pelo menos tentou, seus pensamentos eram assombrados pelo beijo mais excitante que teve.

 

Anne enquanto andava pelos corredores com um misto de raiva e adrenalina pelo toque de Leticia, pelo beijo tão tenso, deu conta de que não sabia como voltar para casa. Victor estava ocupado em reunião, sua mãe estava nas dunas em um compromisso de negócios e o celular se quer teria sinal por lá, simplesmente não conhecia ninguém e nem o endereço de sua nova casa.

Respirou fundo, fechou os olhos e se deu por vencida, a passos desanimadores e envergonhados fez o caminho de volta até a sala de criação.

 

Leticia estava em pé junto a um dos designers conversando sobre alguns layouts e não viu ela entrar, por um momento ao desviar os olhos do monitor de seu funcionário, pode ver Anne, ali parada com os braços cruzados, envergonhada e ao mesmo tempo emburrada.

Leticia passa as mudanças para o funcionário e caminha até a garota.

— E então, a que devo seu retorno?

— Quero ir para casa.

Leticia tentou não rir, simplesmente se esqueceu que tudo era novo para ela, inclusive o caminho de volta para casa.

—Podemos almoçar antes? Hoje é dia de folga da Teresa e eu não estou com entusiasmo para cozinhar.

Anne ficou pensativa, mas acenou a cabeça positivamente. Leticia pegou sua bolsa e as chaves do carro dentro do escritório e foi em direção a Anne que a esperava na porta, falou com a equipe sem ao menos virar para eles:

—Vou almoçar, volto as duas horas, talvez as três.

As duas caminhavam pelo estacionamento sem trocar uma palavra e assim foi até chegar ao um restaurante aconchegante perto de uma rua onde haviam vários cafés e um lindo parque onde se via algumas pessoas caminhando com seus cachorros, de vez em quando algum pequeno cão cismava com outro, geralmente bem maior que ele.

Após algum tempo, com a refeição ao fim, Leticia quebrou o silêncio.

—Não vai mais falar comigo?

—Nem foi tão bom assim!

Leticia levanta a sobrancelhas, como se duvidasse das palavras da garota.

—Você está brincando comigo?

—Estou, adorei beijar você só não entende porque cortou o clima e não me venha com essa de irmãs, você sabe muito bem que não somos.

—Eu pensei que esse assunto tinha encerrado.

Anne segurou as mãos de Leticia sobre a mesa, seu semblante angelical a deixava incrivelmente linda, em um suspiro curto disse a mulher preocupada a sua frente:

—Não gostou foi isso?

—Anne isso não importa, me desculpe não vai acontecer de novo.

Leticia amou cada segundo do toque de seus lábios, era como se mordiscasse um doce saboroso do qual você quer que nunca termine. Mas como se entregar a uma garota com mais de dez anos de diferença e ainda tinha Isabela, se ela descobrisse seria um caos, não queria criar conflito com a nova família de seu pai, mas não tinha resistido antes de sentir o sabor do beijo de Anne, como conseguiria resistir agora tendo provado seus lábios. Estava decidido iria trata-la com uma irmã e ficaria longe o quanto pudesse evitando maiores contatos.

—Chega dessa conversa, esquece tudo isso. Terminou? Vou te levar para casa. – Leticia se desvencilha das mãos de Anne, pega a carteira na bolsa para pagar a conta.

— De almoçar eu termine. 

Fim do capítulo


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 5 - Do outro lado:
olivia
olivia

Em: 12/10/2019

Boa tarde autora,estou lembrando,acho que essa estória me parece familiar ,tira essa duvida ? Não teve cotinuação certo? Estou amando , você escreve muito bem! Parabens !!!!


Resposta do autor:

Olá, isso mesmo! Iniciei em 2017 (envergonhada) 

Muitas coisas aconteceram. 

Mas agora sim, vamos terminar essa história! 

Obrigada!  Beijinhos 

Responder

[Faça o login para poder comentar]

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web