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Ela Vale Milhões por Bruna 27

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Palavras: 3760
Acessos: 3635   |  Postado em: 04/06/2019

Capítulo 19 - Born this way

 

 

Ela levara quase uma vida inteira tentando esquecer, mas para onde quer que fosse a velha ferida continuava doendo. Estivera em muitos lugares ao redor do mundo durante anos. Caminhara por terras inóspitas e em meio a multidões, mas o que acontecera a marcara para sempre.

 

Em silêncio, Samanta conduziu Jenny de volta ao chalé. O local que construíra como um refúgio, afastado do casarão que era para ela um lugar de muitas memórias. Fora ali que passara a maior parte de sua infância com os irmãos. A única menina entre garotos, desde muito cedo sentiu a necessidade de competir com eles, de ser melhor.

 

Os irmãos menores, o tímido Danilo e o sonhador Igor estavam sempre por fora de suas brincadeiras com Júnior.

 

Sam e o meio-irmão eram tão parecidos que suas personalidades se confundiam, apesar de sempre disputarem, os dois eram loucos um pelo outro. Um dia, em cima de uma pedra alta, eles fizeram um juramento. Dariam a vida pelo outro, se preciso. Mas, à medida que o tempo passava, Sam percebia a crueldade do irmão. Com seu jeito sempre encantador, Júnior conseguira conquistar os demais. Apenas ela conhecia sua verdadeira natureza. Desde cedo, ele começara a maltratar animais pequenos e a demonstrar enorme prazer na tortura.

 

Sam o fez prometer que pararia com as atrocidades aos animais. Foi difícil para ele controlar o desejo, mas pela irmã, o garoto tentou. Júnior tinha suas recaídas, gostava de mexer nas ferramentas do pai. Um dia, ele chamou Sam para mostrar a serra elétrica que achara no galpão. A ferramenta o encantava, de uma forma que Sam não conseguia entender. Ela o proibiu de voltar ali. Ainda assim, pouco tempo depois, o acidente aconteceu. Quando Sam chegou ao galpão, já era tarde demais.

 

No quarto, Jenny prendera Sam num abraço. Queria livrá-la de sua dor, mas não sabia o que fazer.

 

-- Jen, Jen -- Sam falou ao seu ouvido -- Eu estou bem, você não precisa se preocupar.

 

Jenny a apertou ainda mais forte. Sam precisou desvencilhar-se de seus braços e fazê-la encará-la.

 

-- Jenny, seja lá o que Danilo falou para você, não foi como as coisas aconteceram --Contou Sam.

-- Sam não precisa se sentir culpada -- Disse Jenny -- Não poderia ter evitado.

 

Sam recostou-se na parede, cruzou os braços e respirou fundo, antes de dizer:

 

-- Esse é o problema, Jenny. Eu poderia ter impedido.

 

Sua expressão se modificou e ela pareceu distante. Em algum lugar que Jenny não conhecia.

 

-- Sam, quero que saiba que eu estou aqui. Se quiser me contar sobre o que aconteceu.

 

Sam sorriu. Ver toda a preocupação da garota com ela a comoveu. Por outro lado, ela sentiu como se aquela parte importante de si houvesse sido invadida. A verdade sobre o que realmente acontecera era dividida apenas com o irmão, ninguém mais além deles.

 

-- Obrigada, Jenny. Mas, não posso falar sobre isso com você.

 

Jenny assentiu. Não podia obrigar Sam a contar nada, se ela não quisesse.

 

-- Vou tomar banho -- Anunciou Sam, deixando o quarto.

 

Instantes depois, Jenny ouviu o barulho do chuveiro. Sam estava fugindo de algo e isso a entristecia. Queria compartilhar de sua dor para que o peso que ela carregava fosse menor.

 

Sem saber o que fazer, Jenny decidiu andar pela casa. Em frente ao escritório de Sam, ela parou. Devagar, abriu a porta que estava destrancada. Na estante, ela escolheu um livro a esmo e folheou. “Vigiar e Punir”, Michel Foucault. Não conseguiu prender-se à leitura. Não estava preparada para Foucault, muito menos àquela hora com o cansaço a reclamar seu preço sobre o corpo. Escolheu outro livro. Para sua surpresa, ao tirá-lo do lugar, a estante moveu-se para trás, dando lugar a um compartimento secreto.

 

A boca de Jenny não poderia ter-se aberto mais. Então, era ali que Sam guardava suas armas? Mas, não era apenas um par de revólveres ou pistolas. Era um verdadeiro arsenal. Armas de todos os tipos, munições, facas e granadas.

 

Com receio, a garota não tocou em nada. Sam não aprovaria mais uma intrusão. Minutos atrás, ela deixara claro que não precisava de alguém remexendo suas memórias. Jenny entendera, desde o início, que aquela casa era uma espécie de santuário para a guarda-costas.

 

Jenny tentava encontrar um modo de fechar o compartimento quando ouviu o ruído de passos. Ela pensou ser Sam, mas ao caminhar de volta ao corredor ouviu o chuveiro ainda ligado. Seu coração acelerou e ela tremeu por inteiro, tentou retornar para onde estavam as armas de Sam, mas antes disso foi interceptada por um invasor que a subjugou, injetando uma agulha em suas veias. E segundos, tudo se transformou em escuridão.

 

***

 

Sam livrou-se da roupa e ligou o chuveiro. Deixou que a água morna escorresse por seu corpo durante um tempo. Fechou os olhos, tentando esquecer. Por que não a deixavam esquecer? Era tudo o que ela quisera em todos aqueles anos. Sabia que ao retornar para casa corria esse risco. O passado sempre a perseguia. E num ciclo infinito, retornava a seu ponto inicial.

 

Não era sua intenção ser grosseira com Jenny. O que contaram a ela sobre o acidente fatal de seu irmão Igor a afetara mais do que Sam poderia prever. O que aconteceria à garota se ela soubesse de toda a verdade?

 

Saindo do banho, Sam se enrolou em uma toalha e retornou ao quarto que estava vazio.

 

-- Jenny? -- Chamou sem obter resposta.

Ela voltou a chamar pela garota repetidas vezes. Algo não estava correto. Sam imediatamente pegou sua Glock 25. Com cuidado, andou pelo corredor. Em seu escritório, ela encontrou o compartimento de armas escancarado. Não havia ninguém.

 

Sam tentou manter-se calma, procurou por Jenny no resto da casa mais ela não estava. A garota não cometeria o erro de sair por aí no escuro, sem conhecer o caminho para a casa dos Sanches. Sam experimentou um desespero que nunca havia sentido. Precisava encontrar Jenny.

 

Respirando fundo várias vezes, Sam tentou manter o pensamento. Se alguém havia levado a garota, não poderia estar longe. Apressadamente, Sam vestiu-se e escolheu algumas armas. Pegou as chaves do carro, já deixava a casa quando o celular tocou. Não reconheceu o número.

 

-- Alô?

-- Olá, Samanta. Como vai?

 

A voz feminina possuía um indistinto tom de triunfo. Sam engoliu em seco.

 

-- Sandra Muniz. Sua desgraçada! -- Bradou Sam -- Onde está Jenny?

-- Meça as palavras, Sam -- Alertou Sandra -- Você não vai querer que nada aconteça com a loirinha, vai?

 

Sam distinguiu o ruído do motor no outro lado da linha. Muniz devia estar na estrada, se afastando.

 

-- O que você quer?

-- Proponho uma troca. Você pela pirralha.

 

Sam refletiu por um instante, Sandra Muniz havia sequestrado a cantora para atraí-la possivelmente para uma armadilha? O que Sam tinha que ela poderia querer?

 

-- Tudo bem -- A guarda-costas cedeu -- Onde nos encontramos?

-- Próximo à primeira saída da cidade, há uma estrada que leva para um motel. Venha sozinha, do contrário você já sabe o que pode acontecer à garota.

-- Tudo bem. Sei onde fica -- Respondeu Sam, dando a partida no carro.

 

A linha ficou muda. Mas não importava, já estava a caminho. Em vinte minutos estaria lá. A guarda-costas estava furiosa. Como deixara Sandra Muniz ludibriá-la daquele jeito? Elas trabalharam juntas, tiveram o mesmo treinamento. Provavelmente, estivera à espreita, esperando apenas um deslize de Sam. E ele acontecera.

 

“Aguente firme, Jenny”, murmurou Sam, enquanto pisava fundo no acelerador. “Estou chegando”.

 

***

 

Jenny acordou no que parecia ser um quarto de motel barato. Um odor azedo penetrou seu nariz. Ela gem*u ao perceber que suas pernas estavam presas, as mãos atadas nas costas e uma fita adesivo tapando-lhe a boca. Estava acontecendo novamente.

 

Antes de perder os sentidos, ela reconheceu a mulher que invadira a casa de Sam. Na noite em que estivera no Mark´s Place, ela fora gentil com Jenny, oferecera-lhe uma bebida, disputaram uma partida de sinuca...

 

A porta do quarto abriu-se. Jenny com o rosto colado ao chão, observou os coturnos aproximando-se dela. Com um gesto brusco, a recém-chegada ergueu-a e depois a empurrou sobre uma cama de lençóis vermelhos. A garota tentou gritar, mas a fita adesiva abafava qualquer som que tentasse emitir.

 

A sequestradora encarou a cantora com um olhar cortante. Jenny estava apavorada por encontrar-se sob o domínio daquela mulher. Durante intermináveis segundos os olhos astutos perscrutaram Jenny. De repente, a mulher arrancou a fita adesiva.

 

-- Ai! -- Gem*u Jenny.

 

Ardia no local em que a fita estivera, deixando a pele vermelha e irritada.

 

-- Lembra de mim? -- Perguntou a mulher.

-- Sim. Seu nome é Sandra Muniz -- Respondeu Jenny, tentando demonstrar calma.

-- Você tem boa memória, cantora.

-- Não sei quanto estão te pagando por isso, mas posso oferecer mais -- Barganhou Jenny. Se pudesse convencer aquela mulher a soltá-la talvez tivesse uma chance

 

Muniz riu.

 

-- O que é tão engraçado? -- Desafiou Jenny.

-- Você -- Respondeu ela -- É tão ingênua.

 

Jenny estava assustada demais para sentir-se ofendida.

 

-- Sabe, cantora, dinheiro não é tudo.

-- Não estou entendendo, se não é dinheiro o que você quer...

-- Tenho contas a acertar com Samanta Kane.

-- Sam? -- Disse Jenny, surpresa -- O que quer com Sam? Não pode machucá-la.

-- Machucá-la? Não é exatamente o que tenho em mente.

 

Muniz caminhou de um lado a outro do quarto, enquanto Jenny a acompanhava com o olhar.

 

-- Eu não vou permitir que você faça nada com Sam -- Ameaçou Jenny.

-- Olha só para você, cantora -- Provocou Muniz -- Não consegue mover-se e pensa que pode me enfrentar. É muito corajosa... e estúpida.

-- Sam vai acabar com você!

-- Deixe que me entendo com Sam quando ela vier.

 

Muniz voltou a tapar a boca de Jenny com fita adesiva apesar dos protestos da garota. A sequestradora vagava pelo quarto. De quando em quando, ela ia até a janela e observava lá fora. Jenny viu quando ela pegou uma arma semelhante à de Sam e a carregou.

 

“Sam, por favor, não venha”, pedia Jenny em pensamento. Mas, era inútil. Ela viria de todo modo e nada a deteria.

 

A mulher retornou à janela, olhou o relógio. Decepcionada, ela despiu a jaqueta e sentou-se numa poltrona em frente à cama. Algo em seu braço chamou a atenção de Jenny. Sandra tinha uma tatuagem semelhante a que havia nas costas de Sam. A garota pôs-se a imaginar o que a figura da serpente significava para elas. Lembrou que Sam havia dito que as duas estiveram juntas no exército. Deveria haver alguma relação.

 

O ruído de um motor fez Sandra levantar de uma vez da poltrona correndo até a janela.

 

Jenny agitou-se quando ouviu Muniz ligar para Sam dando instruções para seguir até o quarto em que estavam. Após desligar, a mulher apontou a arma para a cabeça de Jenny que tremeu.

 

-- Relaxa, eu não vou atirar em você.

 

Apesar do medo que aquele cano frio lhe causava, não era com ela mesma que Jenny estava preocupada.

 

 

***

 

O lugar caía em pedaços. Há anos, aquele motel fétido estava desativado. Sam desconfiava que usuários de drogas costumavam frequentar o local. Mas, não havia sinal deles. Talvez Muniz houvesse dado um jeito nisso. Assim como Sam, ela era metódica. Precisara de muita paciência para vigiar seus passos. Esperar o momento certo, raptar Jenny e atraí-la até ali.

 

Ao chegar ao quarto, Sam encontrou a porta entreaberta. Com a arma erguida, ela a empurrou devagar.

 

-- Olá, Sam! -- Saudou Muniz.

 

Ela tinha uma arma apontada para cabeça de Jenny, que estava com a boca tapada e tinha pés e mãos atadas. Sam deteve seu olhar demoradamente no de Jenny. Ali estava a mulher com que fizera amor apenas algumas horas atrás.

 

Incomodada por aquela troca intensa de olhares, Muniz exigiu:

 

-- Dê-me a arma, Sam, e tudo que tiver nos bolsos.

 

Sam obedeceu, livrando-se das armas, da munição e do celular.

 

-- Isso é tudo? -- Perguntou Muniz, olhando com desconfiança para a guarda-costas.

 

Sam abaixou-se e pegou uma faca que trazia amarrada a perna.

 

-- Ótimo! -- Exclamou Muniz -- Agora podemos conversar.

-- Só depois que você deixar Jenny ir.

-- Não é você que dá as ordens aqui, Sam.

 

A guarda-costas engoliu em seco.

 

-- Então, quais são os termos?

-- Deixo sua cantorazinha viver, mas em troca eu terei o que quiser.

-- Tudo bem. -- Disse Sam -- Deixa-a ir

 

Muniz pareceu desconfiada.

 

-- Assim tão fácil, Sam? Você nem quer saber o que quero de você?

-- Não me importo. Faço qualquer coisa por Jenny.

 

Pela cara que Muniz fez, ela não gostou nada de ouvir aquilo.

 

-- Tudo bem. Vou deixar a garota ir, mas antes você cumpre com sua parte.

-- O que quer afinal, Sandra? -- Perguntou Sam, curiosa -- O que eu posso ter de tão valioso para se arriscar tanto vindo atrás de Jenny?

-- Algo que eu sempre quis... E nunca pude ter. Você, Sam. Quero você.

 

Sam arregalou os olhos.

 

Jenny ao compreender o que Muniz queria, começou a debater-se tentando soltar-se, teve que ser contida pela mulher que a segurou até ela ficar quieta. A garota olhou para Sam, movendo a cabeça em sinal de negação. Implorava a ela para não ceder às vontades daquela mulher.

 

-- Sandra, você está ficando louca? Armar todo esse circo para que? Uma noite de sex*? -- Questionou Sam.

-- Sexo não. Amor. Eu amo você.

 

Sam não podia acreditar no que ela estava dizendo. Muito menos Jenny. Se não estivesse amarrada, faria Sandra engolir suas palavras.

 

-- Então, Sam, o que me diz?

-- Antes de dar minha resposta preciso que me deixe falar com Jenny.

 

Após refletir, Muniz disse:

 

-- Tudo bem. Vocês têm um minuto.

 

Muniz manteve distância. Com a arma em mãos, ficou de olho em Sam enquanto esta retirava a fita adesiva da garota com delicadeza.

 

Sam a envolveu fortemente em seus braços.

 

-- Você não pode fazer isso! -- Sussurrou Jenny ao ouvido de Sam -- Não pode dormir com essa mulher.

-- Acredite, é última coisa que eu quero no mundo -- Disse Sam, com convicção -- Você está bem? Ela machucou você?

-- Estou bem.

-- Desculpe por te deixar sozinha -- Lamentou Sam, com tristeza -- Foi tudo culpa minha.

-- Esquece isso, Sam. Só me diz que não vai fazer o que essa mulher quer, eu não vou deixar.

-- Confie em mim, eu tenho um plano -- Disse Sam -- Espero que me perdoe...

-- Perdoar? -- Questionou Jenny, confusa.

 

Subitamente, Sam voltou a tapar a boca de Jenny com a fita adesiva. A garota nunca poderia prever o que viria a seguir. A guarda-costas posicionou-se atrás dela e aplicou-lhe um mata-leão. Imediatamente, ela apagou, sem se dar conta do que havia acontecido.

 

-- Por que fez isso? -- Perguntou Muniz, boquiaberta.

-- Porque ninguém dá ordens a Samanta Kane.

 

Sandra Muniz sorriu.

 

-- Essa é a Sam que eu conheço -- Disse ela.

-- Ajude-me a mover a garota -- Pediu Sam -- Quero cumprir minha parte do trato.

 

Muniz pôs a arma na cintura. Com as mãos livres, ajudou Sam a levar a garota inconsciente para o banheiro. Depois retornaram ao quarto.

 

-- E agora, Sam?

-- Acho que não devíamos perder tempo -- Disse Sam, provocante.

-- Espera! Como eu vou saber que não está blefando?

-- Você tem minha palavra.

 

Muniz conhecia Samanta Kane muito bem para saber que ela nunca faltava com a palavra.

 

-- Não sei, Sam. Isso é bom demais para ser verdade.

-- Não estou entendendo você, Muniz -- Disse Sam -- Fez de tudo para me ter e agora que tem, vai desistir?

-- Como eu disse, é bom demais para ser verdade.

 

Vendo que palavras não adiantaria, Sam tirou sua jaqueta. Em seguida, desabotoou a blusa, exibindo os seios médios e firmes. Muniz observava atentamente, enquanto prendia a respiração. Seus olhos não perdiam nenhum movimento de Sam.

 

-- É sua vez -- Disse a guarda-costas -- Mas, antes. Livre-se da arma, Muniz.

 

Muniz parecia incapaz de tirar os olhos de Sam. Obedecendo a exigência dela, pôs a arma sobre a cabeceira da cama.

 

-- Agora, você é minha! -- Disse Muniz, possessiva.

 

Com as duas mãos na nuca de Sam, ela a puxou para um beijo furioso. Decidida a tomar o controle da situação, a guarda-costas empurrou a mulher para a cama e deitou-se sobre ela, pressionando a coxa entre as pernas de Muniz que gem*u.

 

Sam não perdeu tempo e despiu Muniz. Ela estava totalmente entregue. A guarda-costas consciente disso dominava a relação enquanto Muniz movia os quadris para intensificar o contato e parecia fora de órbita. Quando percebeu que ela estava prestes a atingir o ápice, Sam parou.

 

-- Como me encontrou? -- Interrogou a guarda-costas.

-- Qual é, Sam. Continua -- Implorou Muniz.

-- Responda a pergunta!

-- Eu estou sozinha nessa -- Murmurou Muniz, ainda ofegante -- O dia em que te encontrei no bar não foi por acaso, já vinha te seguindo desde que assumiu a segurança da garota.

-- Você recebeu ordens de alguém? -- Perguntou Sam.

-- Sam, deixa disso e me faz sua...

-- Não. Já chega!

 

Num gesto rápido, Sam pegou a arma que estava na cabeceira e apontou para a mulher.

 

-- Se vista! -- Ordenou a guarda-costas.

 

Derrotada, Muniz obedeceu.

 

-- Vai atirar em mim, Sam?

-- Não dessa vez!

 

Sam acertou uma coronhada na nuca de Muniz que caiu desmaiada. Vestiu a blusa e a jaqueta e recolheu seus objetos. Em seguida, a guarda-costas rasgou os lençóis em tiras e atou os pulsos da mulher à cama. Correu até o banheiro onde encontrou Jenny semiconsciente. Imediatamente, ela desamarrou-a.

 

-- Jenny! Acorda! -- Disse Sam, dando-lhe tapinhas no rosto.

 

A garota abriu os olhos com dificuldade.

 

-- Jen, você está bem?

 

Jenny ajustou seus olhos e visualizou o rosto de Sam a poucos centímetros do seu. Aos poucos, os acontecimentos anteriores foram clareando em sua mente.

 

-- Você me fez apagar -- Sussurrou ela.

 

Sam sorriu ante o protesto débil da garota.

 

-- Desculpe, tive que fazer isso -- Disse Sam, avaliando Jenny que tinha recuperado plenamente os sentidos.

-- Precisava mesmo? -- Protestou ela novamente.

 

Sam deu beijo delicado na testa da garota e ajudou-a a levantar, conduzindo-a até o quarto.

 

Jenny avistou a mulher desmaiada sobre a cama.

 

-- Você a nocauteou?

 

A guarda-costas assentiu.

 

-- Precisamos decidir o que fazer com ela -- Disse, indecisa -- Não podemos deixa-la livre, ela sabe demais.

-- Não vamos matá-la, não é? -- Perguntou Jenny, assustada -- Não que essa desgraçada não mereça, mas...

-- Eu não vou matá-la, Jenny -- Esclareceu Sam -- Afinal, ela pode nos ser útil...

-- Se ela não fosse mais útil, você tiraria sua vida, Sam? -- Questionou Jenny.

 

Sam respirou fundo.

 

-- Se fosse necessário -- Sentenciou a guarda-costas.

 

Jenny apoiou-se na poltrona, cansada.

 

-- Jen, eu não posso mudar quem sou.

-- Sam, você matou seu irmão? -- Interrogou Jenny, pegando a guarda-costas de surpresa.

-- Jen...

-- Eu preciso saber! -- Bradou Jenny. Ela suava por todos os poros. O rosto doía, mas algo dentro dela, doía mais.

 

-- O que aconteceu há vinte anos atrás não pode ser mudado, Jenny.

-- Você está fugindo de novo, Sam -- Acusou Jenny -- Do que tem tanto medo, afinal? Medo de admitir o que fez? Danilo me contou que tudo não passou de um acidente, então não foi culpa sua, não é?

-- Porque está fazendo isso agora, Jenny? -- Questionou Sam, com amargura -- Porque não deixar o passado para trás? Me deixe viver com meus demônios.

-- Não posso ignorar seus demônios, Sam. Eu tentei porque gosto de você. Mas, a verdade é que não sei se poderia conviver com isso.

-- Você não precisa. Este é um peso que eu tenho que carregar...

-- Então, é assim? Vai continuar fugindo como uma covarde?

 

Sam deu as costas a Jenny e saiu para o corredor. Precisava de ar, estava sufocando. Mas, Jenny a seguiu.

 

-- Eu ainda prefiro acreditar em você, Sam. Diga-me que estou certa e que não causou o acidente de seu irmão...

-- O que quer que eu diga? -- Explodiu Sam.

-- A verdade, Sam. Somente a verdade.

-- Foi culpa minha, Jenny -- Disse Sam, lágrimas escorriam por seu rosto. Jenny nunca a vira chorar -- Só eu sabia da obsessão de Júnior por objetos de tortura. Eu poderia tê-lo impedido de mexer naquela serra elétrica...

 

Sam cobriu o rosto com as mãos, não conseguiu continuar. Jenny estava atordoada com aquela revelação.

 

-- Sinto muito -- Disse Jenny, aproximando-se da guarda-costas, acariciando seu rosto -- Se fizer você se sentir melhor, eu estou péssima.

 

Sam limpou as lágrimas.

 

-- Você se sentir péssima, não me fará sentir melhor -- Disse Sam -- De qualquer modo, estou orgulhosa de você, Jen. Tornou-se bem mais forte que eu poderia prever.

 

Jenny sorriu. Sam também. Elas se abraçaram.

 

-- É verdade o que disse? -- Murmurou Sam ao ouvido de Jenny -- Que gosta de mim?

 

Jenny não respondeu, em vez disso, mordeu o lóbulo da orelha de Sam. Ela fechou os olhos, sentindo os lábios delicados de Jenny roçando sua pele.

 

-- Jen -- Disse Sam, fazendo a garota encará-la -- Quase enlouqueci quando você sumiu. Por um momento, achei que tinha perdido você.

-- Não perdeu.

 

Jenny diminuiu a distância que separava seus lábios dos de Sam. Elas então iniciaram um beijo lento no qual ambas transmitiam toda a intensidade de suas emoções.

 

Fim do capítulo


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Comentários para 19 - Capítulo 19 - Born this way:
Lea
Lea

Em: 23/02/2023

Essa Sandra é uma psicopata!

*

Gosto dos títulos dos capítulos, referente as músicas!

Responder

[Faça o login para poder comentar]

rhina
rhina

Em: 11/02/2020

 

Sam engamou a mulher direitinho.

E esta história mal contada da morte de seu irmão......

Rhina

Responder

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JanBar
JanBar

Em: 12/06/2019

No Review

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