• Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Cadastro
  • Publicar história
Logo
Login
Cadastrar
  • Home
  • Histórias
    • Recentes
    • Finalizadas
    • Top Listas - Rankings
    • Desafios
    • Degustações
  • Comunidade
    • Autores
    • Membros
  • Promoções
  • Sobre o Lettera
    • Regras do site
    • Ajuda
    • Quem Somos
    • Revista Léssica
    • Wallpapers
    • Notícias
  • Como doar
  • Loja
  • Livros
  • Finalizadas
  • Contato
  • Home
  • Histórias
  • Arranjo
  • Canção da admiração

Info

Membros ativos: 9594
Membros inativos: 1620
Histórias: 1971
Capítulos: 20,964
Palavras: 53,084,126
Autores: 811
Comentários: 109,191
Comentaristas: 2603
Membro recente: Sarah333

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Notícias

  • Desafio das Imagens 2026
    Em 23/04/2026
  • 10 anos de Lettera
    Em 15/09/2025

Categorias

  • Romances (877)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (230)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (2)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Recentes

  • À PROCURA DE RESPOSTAS
    À PROCURA DE RESPOSTAS
    Por Solitudine
  • Mundos invertidos
    Mundos invertidos
    Por Natalia S Silva

Redes Sociais

  • Página do Lettera

  • Grupo do Lettera

  • Site Schwinden

Finalizadas

  • Happy hour
    Happy hour
    Por caribu
  • Astrid Parker nunca falha - Remake
    Astrid Parker nunca falha - Remake
    Por Elliot Hells

Saiba como ajudar o Lettera

Ajude o Lettera

Categorias

  • Romances (877)
  • Contos (476)
  • Poemas (235)
  • Cronicas (230)
  • Desafios (182)
  • Degustações (28)
  • Desafio das imagens 2026 (2)
  • Natal (7)
  • Resenhas (1)

Arranjo por Nay Rosario

Ver comentários: 0

Ver lista de capítulos

Palavras: 812
Acessos: 1480   |  Postado em: 29/08/2018

Notas iniciais:

Se as batidas daqueles corações se fizessem audíveis, decerto um samba enredo poderia, facilmente se fazer escutar. Diante de seus olhos estava a possível solução para o tormento interno que lhes afligia. Através dos olhos quase tudo é revelado. Porém ainda se fazem necessárias algumas palavras.

Canção da admiração

 

Aqueles olhos nublados ainda cultivavam a chama do amor, outrora vivido, e agora, perdido. O sorriso que um dia já lhe mostrou o brilho das constelações celestes, hoje mais parecia feito daquelas luzes artificiais vendidas em qualquer loja de conveniência. Ela havia emagrecido bastante ao ponto de deixá-la preocupada. O semblante, embora tentasse aparentar serenidade, mostrava a dor.

As pequeninas mãos de ambas, uma vez unidas, não se soltavam por receio de se perderem uma outra vez em meio às muitas indefinições; o frágil fio da doce esperança. O medo poderia paralisar ou seria um ponto de partida para decisões? No caso delas, não foi o medo tampouco um impulso de falsa coragem. Era a tão famosa saudade que no auge do seu sentir ultrapassou as barreiras do orgulho ferido e da indiferença.

Estava ali, diante de Helena, uma mulher irreconhecível. Não só pelo olhar de brilho opaco, mas pelas intenções que transpareciam nos seus delicados, quase imperceptíveis gestos. Elas tinham o dom de interpretar os silêncios e olhares. E o que Helena via diante de si a fez voltar alguns anos em meio a lembranças de um evento marcante no alto da serra paulistana.

 

Elas comemoravam anos de relacionamento da maneira que mais gostavam. Na varanda do imenso chalé observando o nascer do sol com uma xícara de café, para si, e chocolate quente com canela para sua amada. O cantarolar dos pássaros era um mero detalhe. Naquela ocasião, Helena estava inquieta, pois havia comprado um solitário em ouro branco, traços delicados em seu acabamento lembravam as amadas flores que a outra adorava cultivar. Ensaiou alguns dizeres, mas ali, presa naquele límpido olhar, nada pôde fazer senão abrir a pequena caixa de veludo vermelho revelando uma agradável surpresa. Um "sim" quase inaudível para uma pergunta não verbalizada. Beijaram-se como se houvesse o regresso de uma missão oficial da noiva de uma guerra inexistente.

 

Um suspiro no ar. O responsável pela sonoplastia da noite parecia atento àquele atípico casal de palavras mudas, e criava a trilha perfeita em meio as imperfeições daquele encontro não programado, não esperado, porém muito desejado por ambas.

Devido a algumas burocracias, Helena precisou ausentar-se após o chamado de seu irmão. Preparava-se para levantar quando a outra entrelaçou seus dedos de maneira mais forte, intensa. O mudo pedido novamente. Um menear de afirmação e os lábios mexeram-se quase sem som.

 

Eu volto.

 

A empresária não precisava virar para saber que era seguida por um par de avelãs. Elton, que observava toda a interação do não tão recém ex-casal, era sabedor de toda aflição que havia se instalado no coração da irmã. Torcia secretamente para que no fim as forças regentes do amor fossem benevolentes.

 

Eros, cupido travesso, deixe o coração, já tão dolorido, de minha irmã ser curado sem mais percalços em seu caminhar. Se ela teve a coragem de vir atrás que seja sincera e verdadeiramente ela. - O homem rogou.

 

Katrina tamborilava os dedos na mesa. Acompanhou todo o caminhar de Helena pelo salão e tinha consciência de que a outra sabia ser monitorada. Olhava o líquido na caneca, deixada ali por um garçom, e sorriu. Era sinal de um certo alguém ainda lembrava de seus gostos e saberia também que o nervosismo a tinha privado de sentir fome.

O doce aroma despertou seu pequeno dragão interior. Segurou com as duas mãos a caneca e a levou aos lábios fechando os olhos para que o sabor demorasse um pouco mais para ser diluído.

 

Quando a relação delas caiu na maldição da rotina? Por que não tentaram reavivá-la? Será que tinham razão ao dizê-la que haviam durado muito enquanto casal?

 

Foram poucos os segundos, mas o filme que lhe atingiu parecia durar anos. Ao abrir os olhos teve a visão mais estonteante de sua vida. Sua doce e linda acompanhante estava de volta e em seus lábios um sorriso. Também sorriu. A outra gargalhou enquanto limpava um bigodinho achocolatado. Aproveitou para acariciar o rosto da outra e a confirmação de que aquele gesto era ansiado por ambas foi a entrega total à carícia. Não existia ninguém além delas no pequeno nirvana chamado espaço lounge.

 

-Onde erramos? - Helena, enfim, quebrou o silêncio.

-Quando nos calamos e guardamos em nós mesmas aquilo que deveria ser escancarado. Quando não ouvimos o nosso coração e confiamos à outra o que deveria partir do nosso eu. Quando deixamos de nos ouvir para ouvir os outros, cheios de veneno a destilar em nossa relação.  

 

A resposta pesou em seus corações. Helena ponderava, Katrina esperava. Ambas amavam. E "o amor é a força mais poderosa de todas." Deixando as inseguranças e medos, por fim decidiu-se pelos versos da melodia que ressoava dando mais certeza de suas convicções.

 

"-Ain't no way for me to love you. If you won't let me."

Fim do capítulo

Notas finais:

 

Crédito musical: Aretha Franklin - Aint no way


Comentar este capítulo:
[Faça o login para poder comentar]
  • Capítulo anterior
  • Próximo capítulo

Comentários para 2 - Canção da admiração:

Sem comentários

Informar violação das regras

Deixe seu comentário sobre a capitulo usando seu Facebook:

Logo

Lettera é um projeto de Cristiane Schwinden

E-mail: contato@projetolettera.com.br

Todas as histórias deste site e os comentários dos leitores sao de inteira responsabilidade de seus autores.

Sua conta

  • Login
  • Esqueci a senha
  • Cadastre-se
  • Logout

Navegue

  • Home
  • Recentes
  • Finalizadas
  • Ranking
  • Autores
  • Membros
  • Promoções
  • Regras
  • Ajuda
  • Quem Somos
  • Como doar
  • Loja / Livros
  • Notícias
  • Fale Conosco
© Desenvolvido por Cristiane Schwinden - Porttal Web