Duas faces por ROBERSIM
Capítulo 17
-Carol – um calafrio subiu minha espinha, era Diana “ mas o que ela está fazendo aqui” vestia uma calça jeans colada e uma camiseta regata com um top por dentro, ainda não a tinha visto assim, quanto mais se aproximava, mas meu coração dava pulos , era como se meu corpo reagisse ao vê-la.
- Oi Diana, o que faz aqui há essa hora, a Suzana falou que não viria mais a empresa por hoje!
Sem que esperasse ela me segura pela nuca e me abraça, um dejavu tomou meu corpo, era como abraçar aquela que a muito não saia de meu coração. Ela interrompe o abraço e me olha fixamente.
-Diana por que...
-Diana não, Vanessa!
A olho nos olhos e soube ser verdade, aquela era realmente Vanessa!
-mas como... Não é possível... Diana.
-Diana e minha irmã- eu sabia que não poderiam ter duas pessoas tão parecida, parecidas não... Idênticas! Se não ouvisse algum parentesco.
-irmãs... - só queria que ela confirmasse minhas suspeitas.
-sim, irmãs gêmeas!
O destino parecia querer brincar mesmo comigo, só assim explicaria todas aquelas consciências, vim trabalhar justamente com a irmã da pessoa que há anos atrás me salvou de um destino que poderia ser trágico. Só não entendia como aquilo podia acontecer.
-mas como irmã gêmea, você cansou de dizer que não tinha ninguém além do Dudu , cansou de dizer que era sozinha no mundo.
-e uma longa história! Mas como vê não sou tão sozinha assim, é pra completar tem alguém idêntica a mim trabalhando com você-meu coração deu um salto dentro do peito.
-Vanessa você falou pra Diana sobre a gente, sobre o meu passado.
-contei, Mas não te preocupa ela é uma excelente pessoa- olhei sem acreditar como ela fala do meu passado com a dona de onde trabalho- foi você quem deu o primeiro passo me confundindo com ela-sorrio involuntariamente, como sempre acontecia Vanessa parecia ter o dom de saber o que eu pensava- ela me perguntou sobre você, e não pude esconder, ela saberia se estivesse mentindo e falado que não lembrava, ela tem esse dom.
-por isso você sempre me falou que sentia que algo faltava em você... Agora sabe o que era!- sorri ao lembrar-se de suas palavras, anos atrás.
-é verdade, quando a conheci muita coisa fez sentido pra mim. Saudade desse sorriso!- meu coração dispara como era possível depois de tantos anos, ter a mesma sensação com um simples elogio.
-quero muito saber de tudo o que se passou na sua vida esses anos todos, mas tenho um compromisso adiável- seu sorriso se desfaz.
-e com aquela moça que veio te buscar ontem.
-como assim...
-vim até aqui ontem te ver, é vi quando vocês saíram juntas!
Por mais que se passaram anos longe dela, não me senti a vontade com que ouvi.
-ela é minha namorada, mas não é com ela que vou me encontrar- sua expressão era indecifrável – vou encontrar com minha filha.
....
P/VANESSA.
Eu sabia ter feito besteiras, era a terceira vez que Diana me ligava e eu não atendia. Por impulso me deixei levar e agora estava com receio que as coisas tivessem saído do rumo e prejudicado minha irmã.
Depois que soube que Carol estava trabalhando com Diana, não me segurei e tive que ir atrás dela, mas isso poderia até ser aceitável, pois ninguém me viu, até encontrar Suzana. Porque tive que sair com ela? Essa pergunta martelava minha cabeça, apesar de já saber a resposta.
Naquele dia não conseguiria encarar minha irmã, nem ao menos conversar com ela, tinha a certeza que não viria aqui na loja , pois sabia que não poderíamos conversar , então com certeza a noite estaria em meu apartamento querendo explicação pra o que fiz. Já era quase hora do almoço, aquele horário dava uma acalmada na movimentação de clientes na loja, escuto meu telefone outra vez tocar, somente olho pra ter certeza não ser Diana, era um número que não conhecia.
-alo!
-Oi deusa gêmea, quer almoçar comigo- era André, seria bom sair um pouco e conversar, apesar do jeito espalhafatoso ele parecia ser um bom amigo, senão jamais Diana confiaria nele.
-aceito ...
-não recebo “ não “ como resposta...
Falamos juntos. Com certeza ia me distrair.
Marcamos o lugar que nos encontraríamos, escolhemos um pequeno restaurante caseiro ali próximo, ele achou melhor não irmos em outros frequentados por funcionários da loja, pois muitos não iam entender caso Diana aparecesse na loja após o almoço.
Já esperava há cinco minutos quando o vejo adentrar no restaurante, André era um homem bonito, chamava a atenção tanto dos homens , quanto das mulheres.
-Oi Deusa gêmea pensei que já estivesse almoçando. Vamos nos servi?- o local era restaurante pequeno, quando voltamos para a mesa André pergunta:
- você falou com Diana hoje- nego com a cabeça- ela me ligou agora a pouco, parecia nervosa.
-acho que sei por quê... - falo para André o que aconteceu, Diana havia me falado que contará para ele sobre meu passado ,ou pelo menos o que sabia, pois tinha algumas coisas que preferia esconder, como Carol e ao assalto que deixou Jessica traumatizada, mas aquele assunto , jamais conversaria com o rapaz a minha frente.
-nossa você é fogo mesmo, comeu a secretaria de sua irmã! E você sabe que ela também pega a Suzana não é!
-pois é, meu medo e que Diana tenha ficado com raiva , não somente por expô-la, como de ter ficado com Suzana .
-enquanto a isso fique tranquila, sua irmã está com os quatros pneus arriados pela sócia.
-eu também acho, mas ela é teimosa demais pra admitir.
Quando retorno pra loja estava mais calma, conversar com André, como imaginei , tinha sido a melhor solução. No horário de minha saída, mas uma vez Diana me liga e Mais uma vez não atendo, preferia conversar pessoalmente e como sabia que iria em casa, preferi não atender.
Estava a caminho do ponto de ônibus quando vejo a garota que estava com Carol na noite passada, ela para o carro quase enfrente ao ponto. Fiquei observando, ela estava com outra moça conversando, até aí achei tudo normal, mas de repente as duas se beijam o que me causou revolta.
Na noite anterior quase não consegui dormir pensando em Carol, cheguei à conclusão que não a procuraria mais, ela parecia estar bem com a moça que a tinha visto, mas naquele momento tomei a decisão de procura-la outra vez, precisava fazer com que ela enxergasse a canalha que a garota era.
Naquele momento olhando pra ela, tudo muda de figura.
-filha Carol!
-e minha filha, e uma longa história- ela me olhava ainda sem acreditar que estava ali- temos muito que conversar!
-poderíamos marcar outro dia...
-amanhã pode ser? Tenho que saber primeiro se a babá da valeria pode ficar com ela.
-valeria!- meu sorriso se faz presente.
-sim valeria, ela tem 7 anos!
-nome lindo! Vou te deixar meu número e amanhã você me liga, se puder me encontrar... ah queria te pedir um favor, não fale pra Diana que estivemos juntas, quero conversar com ela pessoalmente e acho que a essa hora já desistiu de me esperar em casa.
-vocês moram juntas?! – ela parecia surpresa.
-não, poucas pessoas sabem da minha existência , mas amanhã se der pra você, te explico melhor toda essa confusão. Agora vá, não deve deixar sua filha esperando!
Despeço-me com um beijo em seu rosto, seu perfume adocicado entranha em minha narina, ia passar outra noite em claro, ansiosa pelo dia seguinte. Só não sabia como fazê-la ver que a tal namorada estava lhe botando um belo par de chifres.
Na volta pra casa fiquei pensando em Carol, ela estava ainda mais linda, nem parecia à garota magrela e linda que conheci aos 13 anos, estava totalmente mudada, e agora com uma filha, estava curiosa pra saber tudo que aconteceu em sua vida desde que nos separamos. Valeria! Será que deu esse nome a menina por se lembrar ainda de mim?
-acho que não, com certeza somente achou bonito o nome!
Ao chegar próximo Onde morava foi que minha atenção voltou para o presente, e com ele Diana, que deveria está bem irritada comigo, amava minha irmã, mas não ia deixar que interferisse em minha relação com Carol, nem que fosse de amizade. Diana sempre foi uma pessoa prática, mas sempre deixou bem claro que faria de tudo pra me ver feliz, prova disso que se aproximou de mim , mesmo com o desagrado do pai, que no início não queria essa aproximação.
-dona Vanessa -era o vigia- sua irmã Diana esteve aqui, só que não pode esperar, pediu pra avisar que amanhã vem lhe ver, já que a senhora não atende o celular.
-Obrigada senhor Fernando!
Naquela noite meu sono foi tumultuado, mas as principais personagens eram Carol e Diana que parecia bem decepcionada comigo, acordei com uma angústia enorme no peito.
...
Aquele dia estava sendo estressante, depois de uma noite maravilhosa com Jessica as coisas começaram a desandar , primeiro aquela cena com Suzana, depois tento falar com Vanessa e não me atendia, por mais que o movimento na loja em que trabalhava tivesse grande ela sempre dava um jeito de falar comigo!
E agora aquela reunião com meu pai e Akira , no início foi ótimo, apesar de Jessica nem se prestar a me olhar , com tudo isso , tratamos do futuro contrato com os amigos de Jessica, até aí estava ótimo , mas Akira deu uma notícia que jamais estaria em meus planos.
-Hidelgardo falei com Marcos pra resolver qualquer questão pendente com os rapazes, ele estará chegando em duas semanas.
Jessica fingia não ligar pra conversa, mas sua posição mudou com que veio em seguida.
-e já conversei com ele, assim que se estabelecer irá trabalhar conosco.
-como é que é?
Jessica e eu falamos juntas, não estava acreditando que meu pai deu aquele passo, tomou aquela decisão sem me comunicar.
-como assim trabalhar aqui- eu estava indignada, minha raiva maior era saber que o sujeito ia ficar 24 horas, grudado em Jessica.
-minha filha o Akira conversou comigo, o noivo de Jessica tem uma excelente formação e será de grande ajuda se vier trabalhar conosco.
-como assim noivo!-agora era Jessica que estava possessa, pelo visto nem a mesma sabia que estava noiva.
-Marcos me falou que assim que chegar ao Brasil vai oficializar o compromisso- Akira parecia Feliz com a possibilidade de noivado.
-quando chegar em casa conversaremos pai, e vou conversar com Marcos também- se a garota fosse clara com certeza estaria igual a um tomate, percebia-se pelo olhar o esforço que fazia pra não discutir- enquanto ao Marcos vim trabalhar conosco- me olhava pela primeira vez desde que entrou na sala- realmente é um excelente profissional e vai acrescentar é muito na equipe.
Respirei fundo, se expusesse minha opinião Akira e meu pai ia estranhar, eu era sempre a primeira a querer pessoas competentes conosco.
A tarde não consegui ficar ali na empresa, minha cabeça parecia que ia explodir, não conseguia parar de pensar na vinda do tal Marcos, não suportaria vê-los juntos. Minha outra preocupação era com Vanessa, ainda não havia conseguido falar com ela, vou para casa na esperança de descansar , me desligar dos problemas , mas foi em vão. Em meu quarto ainda estava impregnado com o cheiro de Jessica, me deito em minha cama e Abraço o travesseiro “ preciso arrumar um jeito de tirar esse Marcos de meu caminho” foi meu último pensamento antes de cair no sono.
A noite apesar da louca vontade de ver Jessica, fui procurar Vanessa. Pra minha surpresa ela não estava em casa, aquele horário já havia saído das aulas, mas porque não me ligou o dia todo, com certeza tinha visto minhas ligações, queria entender o porquê dela ter ido a empresa e pra completar saído com Suzana, sabendo de minha ligação com ela.
Na manhã seguinte antes mesmo de levantar ligo pra minha irmã, naquele dia ela não me escaparia teríamos uma conversa nem que pra isso ficasse plantada na loja de Victoria aguardando sua saída.
-Vanessa, precisamos conversar, vou passar em seu apartamento antes de ir para a empresa!
-bom dia pra você também maninha!-falou ironicamente, era sempre assim quando ela se sentia acuada.
-não me venha com suas ironias, desde ontem tento falar contigo, quero saber se esta fingindo de mim?
Ela permanecia calada, com passar dos anos aprendi que a melhor saída era ser mais flexível.
-desculpa bom dia! Vamos tomar café juntas, pra conversarmos.
-tudo bem, queria te pedir um favor também, sei que esta chateada comigo por causa da Suzana...
-quando chegar aí conversaremos, tá bom!
Quando chego a seu apartamento como sempre, a encontro já na cozinha preparando café, ela parecia um pouco desconfortável.
-o que está acontecendo Vanessa, me explica, porque foi à empresa e se passou por mim e pra completar não me falou nada.
-me desculpa, fui irresponsável em não te falar- ela se cala, em nenhum momento falou comigo, olhando nos meus olhos- fui lá pra ver a Carol- isso já tinha certeza- mais há vi saindo com uma moça, não sei te explicar mais não consegui me segurar e quando Suzana apareceu se insinuando, não pensei em mais nada.
Eu sabia que algo desse gênero havia acontecido, Vanessa deveria estar mal com que viu.
-ela mudou Vanessa seguiu sua vida, não é mais aquela menina que conheceu.
-ontem quando vinha pra casa, vi sua namorada aos beijos com outra dentro do carro- a olho espantado, se a conheço bem até sei qual o próximo passo que tomou- fui até a empresa pra esperar a Carol.
-e...
-falei que eu era a Vanessa, contei que éramos irmãs gêmeas... - ela me narra sua rápida conversa com Carol.
-o que pretende fazer agora?
- reconquista-la- o jeito que me olhava, eu sabia ter mais novidades- por isso preciso de um favor seu- ela parecia em dúvida sobre falar ou não.
- fala Vanessa!
-preciso ir à empresa hoje falar com ela- já estava me dando medo o que vinha a seguir- mas pra isso preciso me passar por você!
Fim do capítulo
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